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Gardnerella vaginalis

 

Infecção bastante comum de origem bacteriana. Afeta sobretudo as mulheres em idade reprodutiva e vida sexual ativa . A infecção tem origem no desequilíbrio da flora vaginal normal , o que permite a proliferação da bactéria Gardnerella vaginalis.

As causas deste desequilíbrio ainda são controversas: infecção no trato urinário ou infestação da bactéria na uretra do parceiro sexual . Caracteriza-se por corrimento genital de cor branco-acinzentada, de aspecto bolhoso e odor bastante desagradável, mas em geral não há sinal de inflamação .

Sinônimos

Vaginite inespecífica, vaginose bacteriana.

Agente da Afecção

Gardnerella vaginalis ( bactéria ) .

Incubação

É variável , oscilando de sete a 20 dias , pois trata-se de proliferação de bactéria preexistente.

Como é Transmitida

Por proliferação descontrolada da bactéria no organismo da mulher , devida à contaminação por organismos do reto , infecção urinária e alteração do pH vaginal.

Em menor medida , o homem pode ter colonização de Gardnerella na uretra e infectar a mulher.

Principais Sinais e Sintomas

Geralmente se apresentam nas mulheres ; a maior parte dos homens permanece assintomática .

Há corrimento abundante ou não , com odor fétido semelhante a peixe , que piora após a relação sexual e durante a menstruação . O aspecto do corrimento é branco-acinzentado, de aspecto cremoso ou bolhoso. Pode ocorrer queimação ou ardência.

Como Diagnosticar

Por exame da secreção vaginal (coloração Gram, Papanicolau) no qual os bacilos aderidos às células epiteliais são identificados. Por avaliação das características clínicas do corrimento e pelo pH vaginal maior que 4,5.

Como Tratar

Procura-se abordar os sintomas e restabelecer o equilíbrio da flora vaginal. São empregados cremes vaginais, antibióticos orais e duchas vaginais anti-sépticas. Geralmente os parceiros são tratados quando há recidiva da infecção .

Possíveis Complicações

No homem é possível evoluir para balanite ( inflamação do prepúcio e glande ). Nas mulheres as complicações mais graves são verificadas na gravidez , quando há possibilidade de corioamnionite, parto prematuro e endometrite pós-parto . Raramente a infecção pode relacionar-se a endometrite, salpingite, infecção do trato urinário e neoplasia cervical .

Como Prevenir

Pelo uso de preservativo .

Fonte: www.museudosexo.com.br

Gardnerella vaginalis

Conceito

A gardnerella vaginalis é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal (ver explicação abaixo) de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria (segundo alguns autores em associação com outros germes como bacteróides, mobiluncus, micoplasmas etc), temos um quadro que convencionou-se chamar de vaginose bacteriana.

Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal.

A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.

No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral. No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.

FLORA MICROBIANA NORMAL

Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, virus, fungos etc) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, genitália, uretra, intestinos etc) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo.

Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, 'stress', depressão, gravidez etc) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção.

Sinônimos: Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.
Agente:
Gardnerella vaginalis.
Complicações/Consequências:
Infertilidade. Salpingite. Endometrite. Ruptura prematura de placenta
Transmissão:
Geralmente primária na mulher. Sexual no homem.
Período de Incubação:
De 2 a 21 dias.
Tratamento: Medicamentoso:
Metronidazol, Clindamicina.
Prevenção:
Camisinha.

Fonte: www.arquivomedico.hpg.ig.com.br

Gardnerella vaginalis

Introdução

O órgão genital é colonizada por variado número de bactérias de espécies diferentes que vivem em harmonia com o Lactobacillus sp, sendo a espécie bacteriana predominante no meio vaginal e responsável pela determinação pH ácido (3,8 a 4,5) que inibe o crescimento das demais espécies bacterianas nocivas à mucosa vaginal.

A ausência ou baixa na concentração de Lactobacillus sp na flora vaginal associa-se, significativamente, a processos patogênicos como as vaginoses bacteriana, citolítica e as doenças sexualmente transmissíveis.

Dados da literatura indicam que a vaginose bacteriana está associada a uma síndrome em que há diminuição importante de lactobacilos e aumento dos agentes anaeróbicos, como a Gardnerella vaginalis, Bacteroides sp, Mobiluncus sp, micoplasmas entre outros.

Principalmente entre mulheres em idade reprodutiva e sexualmente ativas

Gardnerella vaginallis

A Gardnerella vaginalis, um dos agentes bacterianos mais freqüentemente associados à vaginose bacteriana, tem como principais características:

A modificação do pH vaginal (acima de 4,5)
Morfologia de cocos-bacilos curtos
Gram-negativos ou gram-variáveis
Pleomórficos
Não capsulados
Imóveis e anaeróbicos facultativos

Com a geração de corrimento abundante de cor branco acinzentada e de odor fétido ("peixe podre") oriundos da produção de aminopeptidases com formação de aminas que rapidamente se volatizam em pH elevado e produzem o odor característico e, por serem citotóxicas, ocasionam a esfoliação das células epiteliais e o corrimento vaginal

CÉLULAS INFECTADAS PELA Gardnerella vaginalis

Gardnerella vaginalis
Gardnerella vaginalis

Células epiteliais contendo bactérias que são vistas no exame microscópico

Gardnerella vaginalis
Gardnerella vaginalis

SINAIS E SINTOMAS

Geralmente se apresentam nas mulheres ; a maior parte dos homens permanece assintomática.
Há corrimento abundante ou não , com odor semelhante a peixe , que piora após a relação sexual e durante a menstruação.
O aspecto do corrimento é branco-acinzentado, de aspecto cremoso ou bolhoso.
Pode ocorrer queimação ou ardência.

Complicações

Infertilidade
Salpingite
Endometrite
Ruptura prematura da membrana
Aumento do risco de infecção pelo HIV se houver contato com o vírus
Há aumento também do risco de se contrair outras infecções como a gonorréia, trichomoníase, etc;
Durante a gestação pode ser causa de prematuridade.

Transmissão

Geralmente primária na mulher. Sexual no homem. Pode ocorrer também transmissão pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas.

Período de Incubação: 2 a 21 dias.

Diagnóstico e Tratamento

Pesquisa do agente em material vaginal e/ou uretral.

Tratamento Medicamentoso

Uso de antibióticos : Metronidazol

A dose recomendada para a vaginose bacteriana é de 400mg, de 12 em 12 horas, durante sete dias, ou dois gramas em dose única, de mais fácil adesão.

Existem, ainda o tinidazol e o secnidazol, com indicações e efeitos colaterais semelhantes ao metronidazol, sendo preferencialmente utilizados na VB não complicada, na dose única de dois gramas.

Prevenção

Uso de preservativo
Evitar duchas vaginais, exceto sob recomendação médica
Limitar número de parceiros sexuais
Controles ginecológicos periódicos.

Fonte: servidor3.fes.br

Gardnerella vaginalis

Infecção por Gardnerella

A doença

É causada pela bactéria Gardnerella vaginalis. Provoca corrimento forte com um odor desagradável principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Na verdade esta bactéria existe normalmente na geniitália da maioria das mulheres sem causar problemas, mas por motivos desconhecidos podem começar a se proliferar demasiadamente causando infeção.

Transmissão

Esta infeção na mulher pode ser primária, ou seja as bactérias já se encontravam nela.
A transmissão ao homem é por via sexual .

Complicações do tratamento tardio ou não tratamento:

Na mulher: inflamaçao doe útero e trompas. Ruptura prematura de placenta em gestantes
No homem: inflamaçao da uretra (canal da urina) raramente forma secreçao na uretra.

Tratamento

É feito com medicamentos por via oral e vaginal (na mulher)

Prevenção

Boa higiene e uso de preservativos é o caminho preventivo correto.

Fonte: www.drsergio.com.br

Gardnerella vaginalis

Vaginose Bacteriana - Gardnerella vaginalis

É provocado por uma bactéria Gardnerella vaginalis ou por outras bactérias.

Causa um odor desagradável principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

Mas o Centers for Disease Control and Prevention nos EUA define que esta doença pode estar relacionada com: Novo parceiro sexual, múltiplos parceiros sexuais.

Segundo o CDC a maneira de evitar esta doença seria: Não ter relações sexuais ou contato sexual, limitar o número de parceiros sexuais próprios, não fazer duchas vaginais sem recomendação médica, e fazer o tratamento completo recomendado pelo médico.

O tratamento é a base de antibióticos e pode ser estendido ao parceiro. No homem não há sintomas da doença.

É diagnosticado pelo exame clínico, exames de laboratório e papanicolau. Pode também ser diagnosticado por um teste químico realizado no próprio consultório médico.

Gardnerella vaginalis
Gardnerella vaginalis

Fonte: www.gineco.com.br

Gardnerella vaginalis

Conceito

A gardnerella é uma bactéria que faz parte da flora vaginal normal de 20 a 80% das mulheres sexualmente ativas. Quando, por um desequilíbrio dessa flora, ocorre um predomínio dessa bactéria (segundo alguns autores em associação com outros germes como bacteróides, mobiluncus, micoplasmas etc.), temos um quadro que se convencionou chamar de vaginose bacteriana.

Usa-se esse termo para diferenciá-lo da vaginite, na qual ocorre uma verdadeira infecção dos tecidos vaginais. Na vaginose, por outro lado, as lesões dos tecidos não existem ou são muito discretas, caracterizando-se apenas pelo rompimento do equilíbrio microbiano vaginal normal. A vaginose por gardnerella pode não apresentar manifestações clínicas (sinais ou sintomas). Quando ocorrem, estas manifestações caracterizam-se por um corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e com um odor ativo desagradável. O prurido (coceira) vaginal é citado por algumas pacientes mas não é comum. Após uma relação sexual, com a presença do esperma (de pH básico) no ambiente vaginal, costuma ocorrer a liberação de odor semelhante ao de peixe podre.

No homem pode ser causa de uretrite e, eventualmente, de balanite (inflamação do prepúcio e glande). A uretrite é geralmente assintomática e raramente necessita de tratamento. Quando presentes os sintomas restringem-se a um prurido (coceira) e um leve ardor (queimação) miccional. Raramente causa secreção (corrimento) uretral. No homem contaminado é que podemos falar efetivamente que se trata de uma DST.

Flora Microbina Normal: Nosso organismo, a partir do nascimento, entra em contacto com germes (bactérias, vírus, fungos etc.) os quais vão se localizando na pele e cavidades (boca, órgão genital, uretra, intestinos etc.) caracterizando o que se chama de Flora Microbiana Normal. Normal porque é inexorável e porque estabelece um equilíbrio harmônico com o nosso organismo. Existem condições em que este equilíbrio pode se desfazer (outras infecções, uso de antibióticos, `stress`, depressão, gravidez etc.) e determinar o predomínio de um ou mais de seus germes componentes, causando então o aparecimento de uma infecção.
Sinônimos:
Vaginite inespecífica. Vaginose bacteriana.
Agente:
Gardnerella vaginalis.
Complicações/Conseqüências:
Infertilidade. Salpingite. Endometrite. Ruptura prematura de Membranas.
Transmissão:
Geralmente primária na mulher. Sexual no homem .
Período de Incubação:
2 - 21 dias.

Fonte: www.saude.rs.gov.br

Gardnerella vaginalis

VAGINOSE BACTERIANA

A Vaginose Bacteriana (VB) é a causa de infecção vaginal de maior prevalência em mulheres em idade reprodutiva e sexualmente ativas. Juntamente com a Candidíase e a Trichomoníase correspondem a 90% dos casos de infecções vaginais, sendo que a Vaginose Bacteriana ocorre em 35-50% dos casos, enquanto a Candidíase ocorre em 20-40% e a Trichomoníase em 10-30%.

A microbiota usual do órgão genital da mulher em idade reprodutiva é composta por Lactobacillus predominantemente (90%), sendo que muitos outros microrganismos podem ser cultivados da genitália de mulheres saudáveis: Staphylococcus coagulase negativa, Staphylococcus aureus, Streptococcus viridans, Streptococcus do grupo B, Enterococcus, Corinebacterias, Enterobactérias, Gardnerella vaginalis, Candida albicans, outras leveduras, Micoplasmas, Peptostreptococcus , Bacteróides, entre outros. A composição e a densidade populacional dos microrganismos pode variar de mulher para mulher e, numa mesma mulher, em diferentes condições fisiológicas, como nas diferentes fases do ciclo.

Nas mulheres em fase reprodutiva o estrógeno promove a maturação e diferenciação do epitélio vaginal em células superficiais maduras ricas em glicogênio. Este glicogênio é metabolizado em ácido láctico pelos Lactobacilos, conferindo um pH ácido à genitália ( menor que 4,5 ). O pH ácido e o Peróxido de Hidrogênio (H2O2), que também é produzido pelos Lactobacillus conferem a proteção natural do órgão genital feminino, inibindo o crescimento de organismos como os anaeróbios.

Patogenia

A Vaginose Bacteriana é caracterizada como uma síndrome que resulta de um supercrescimento da flora anaeróbia obrigatória ou facultativa da genitália, acarretando mau cheiro, sem inflamação aparente.

Na Vaginose Bacteriana a fisiologia do aparelho reprodutor é alterada de maneira quantitativa e qualitativa.

Os microrganismos anaeróbios isolados com maior frequência da secreção vaginal de mulheres portadoras de VB são: Gardnerella vaginalis, Bacteróides (Prevotellas), Mobilluncus , Peptostreptococcus e Porphyromonas.

A Gardnerella vaginalis é um bastonete Gram variável, pleomórfico, não capsulado, imóvel e anaeróbio facultativo. Cresce melhor em atmosfera de CO2 por 48 horas a 35 -37 ºC. É sensível ao Metronidazol e quando isolado de cultura pura como no caso de septicemia, deve-se usar ampicilina ou amoxacilina. Sua presença em altas concentrações na VB sugere um papel muito importante nesta síndrome, embora não seja o único agente etiológico.

Os Mobilluncus são bacilos curvos e móveis, anaeróbios estritos, que possuem dois morfotipos:

M. mulieris: Gram negativo, 2,9 micra, em sua maioria sensível ao Metronidazol.
M. curtisii:
Gram variável, 1,7micra, todos resistentes ao Metronidazol.

Bacteróides, Porphyromonas e cocos anaeróbios: todos estão aumentados na vaginose bacteriana.

O supercrescimento dos microrganismos associados com VB tem várias sequelas: a Gardnerella vaginalis produz ácidos orgânicos (principalmente ácido acético), necessários para a proliferação de anaeróbios. Estes se multiplicam e produzem aminopeptidases, que formarão aminas.

As principais delas são: a putrecina, a cadaverina, a trimelamina. Estas aminas elevam o pH vaginal. Especialmente a putrecina e a cadaverina, em presença de pH elevado, rapidamente se volatilizam e ocasionam mal cheiro (cheiro de peixe), que é característico das VB. As aminas e os ácidos são citotóxicos, acarretando esfoliação das células epiteliais e por conseguinte corrimento vaginal com as características células indicadoras ou clue cells.

Anaeróbios vaginais são capazes de inibir a quimiotaxia das células brancas do sangue.

Não se conhece o motivo exato para o supercrescimento da flora anaeróbia, mas existem fatores que podem alterar o ecossistema vaginal como o uso de antibióticos de amplo espectro, alteração do pH vaginal que se segue à ejaculação ou duchas, traumas vaginais, estados em que há diminuição da produção de estrógeno, etc. Estas alterações podem levar à infecções pelos agentes que normalmente compõem a flora normal.

Transmissão

Os mecanismos de transmissão da VB não estão claros. Algumas evidências sugerem que como infecção do trato urinário, é resultado da colonização vaginal por organismos retais. Mesmo assim é uma rara causa de infecção do trato urinário

Outros sugerem transmissão sexual. Num recente estudo o número de parceiros sexuais estava diretamente ligado a ocorrência de VB. Cerca de 90% dos parceiros de mulheres com VB tem colonização uretral por Gardnerella vaginalis, mas não está associado com manifestações clínicas.

Na gravidez VB tem sido associada com parto prematuro, ruptura prematura de membranas e corioamnionite. Gardnerella é um isolado comum do sangue de mulheres com febre pós-parto e febre pós-aborto.

Sinais

São quatro os sinais clínicos da VB: presença de células indicadoras ou clue cell, pH maior que 4,5, odor característico de peixe e corrimento vaginal abundante, esbranquiçado, homogêneo e não aderente.

Estes critérios individualmente apresentam sensibilidade e especificidade variáveis, mas a presença de pelo menos três dos quatro critérios, separam as pacientes com a síndrome daquelas pacientes sadias.

Diagnóstico

Pode ser feito, entre outros, pelo método de coloração ao Gram, pelo Papanicolau ou pelo isolamento bacteriano.

O exame da secreção vaginal através do Gram é mais relevante para o diagnóstico de VB que o isolamento da Gardnerella vaginalis , porque esta bactéria é freqüentemente parte da flora endógena vaginal. O esfregaço corado ao Gram permite uma melhor avaliação da flora vaginal e sua preservação permite sua utilização em exames comparativos posteriores assim como a coloração pelo método de Papanicolau.

Fonte: www.crfmg.org.br

Gardnerella vaginalis

São bactérias de curto tamanho, medindo 0,6 x 1,6 micra. São imóveis, Gram-negativas e hoje consideradas como anaeróbicas, requerendo para seu isolamento meios de cultura enriquecidos com sangue ou derivados.

Diferentes testes laboratoriais tem sido empregados no propósito de identificar a Gardnerella vaginalis e de diferenciá-la de bactérias corineformes não classificadas, catalase-negativa. De um modo geral, a identificação presuntiva de Gardnerella vaginalis, na clínica, pode ser feita laboratorialmente, com base na morfologia da colônia bacteriana. Beta-hemólise com pontes difusas sobre agar especial de sangue humano (BBT = Blood bilayer tween). Os testes de certeza na cultura estão na negatividade para beta-glucuronidade e, positividade para hidrólise e alfa-glucuronidase, além da produção de ácido da glicose e maltose e nunca do manitol. Ainda como prova de haver sensibilidade à discos de metronidazol, nitrofurantoina, sulfonamidas e bile.

Cano et al (1983) desenvolveram, para detecção de G.vaginalis, um teste imunofluorescente no esfregaço vaginal, baseado na fluorescência indireta de anticorpos, preparados de coelhos infectados com esta bactéria. Como vantagem do método referem, além da exatidão, a rápida execução.

Belsdon (1982) refere que o teste do KOH é um excelente método de auxilio diagnóstico. Refere ainda que a cultura não é necessária para o diagnóstico, em vista das características microscópicas do Gram.

Milatovic et al (1982) referem que a bacterioscopia pelo Gram mostra-se um método suficiente para diagnosticar a G. vaginalis, indicando a cultura apenas nos casos de bacterioscopia duvidosa com clínica bastante sugestiva da infecção.

A Gardnerella vaginalis é a causa mais freqüente de leucorréia, representando em nosso material cerca de 51,9 % das viginites específicas e 19 % de incidência nos exames citológicos de rotina.

Incide preferentemente em mulheres em plena atividade sexual (33,9 +/- 8,7 anos em 1356 casos), sendo rara a infecção na pré-puberdade e no pós-menopausa. Os esfregaços demonstram proliferação bacteriana constituída por cocobacilos pleomórficos. A chave diagnóstica não está necessariamente ligada ao encontro das células indicadoras (Clue cell), e sim no intenso e característico pleomorfismo bacteriano. A reação inflamatória é em nível epitelial, em vista de ser infecção essencialmente de superfície de mucosa vaginal. Raramente falta a falsa-picnose como representação microscópica da infecção por esta bactéria. Desta forma a avaliação citohormonal, na presença de G. vaginallis, fica prejudicada.

Blackewell et al (1983) descreveram excelentes resultados na terapêutica da G. vaginalis com metronidazol (400 mg duas vezes ao dia durante uma semana).

Minkowski et al (1983) preconizam dose única de 2 g de metronidazol. Referem como vantagens alem da dose única, menores efeitos calaterais, principalmente menor desconforto gástrico. Skarin et al (1983) e Perea (1986) referem excelentes resultados terapêuticos com 2,25 g de tianfenicol em dose única.

Sugerimos o metronidazol, no esquema posológico de 400 mg de 8/8 horas durante 7 dias consecutivos e em tratamento conjugal.

Ao que parece, uma dose única de metronidazol ou do tinidazol (2 g) surte o mesmo efeito.

Fonte: paginas.terra.com.br

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