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Gás Natural

Gás Liquefeito de Petróleo

O gás de cozinha é combustível formado pela mistura de hidrocarbonetos com três ou quatro átomos de carbono ( propano 50% e butano 50% ) extraídos do petróleo, podendo apresentar-se em mistura entre si e com pequenas frações de outros hidrocarbonetos. Ele tem a característica de ficar sempre em estado liquido quando submetido a uma certa pressão, sendo por isto chamado de gás liqüefeito de petróleo (GLP).

De fácil combustão, o GLP é inodoro mas, por motivo de segurança, uma substância do grupo MERCAPTAN é adicionada ainda nas refinarias. Ela produz o cheiro característico percebido quando há algum vazamento de gás. O GLP não é corrosivo, poluente e nem tóxico, mas se inalado em grande quantidade produz efeito anestésico.

Gás Natural

GÁS NATURAL

Gás inflamável e combustível, mais leve que o ar, composto principalmente de metano com uma quantidade menor de etano, propano e butano, tem os mesmos usos do GLP. Possui risco de explosão por combustão e incêndio quando escapa para o ambiente. Ap6s vários testes constatou-se que os vazamentos de Gás Natural não estão expostos a explosões a céu aberto.

Extração de GLP

O GLP é um dos muitos derivados do petróleo. Por ser o mais leve deles, é o último produto comercial resultante da cadeia de extração. Antes dele são produzidos os óleos combustíveis, a gasolina, o querosene, o diesel, a nafta e, finalmente, o gás liquefeito de petróleo. Depois de produzido, o GLP é mandado para as companhias de gás por caminhões e gasodutos. Nelas, o GLP é engarrafado nas diversas embalagens, sendo a de 13 quilos a mais famosa, e segue para o consumo final. Para a indústria, o GLP é vendido a granel.

Veja abaixo como é a produção do GLP na cadeia de extração:

Gás Natural

(1) GLP = Gás Liquefeito de Petróleo
(2) FCC = Craqueamento catalítico em leito fluidizado

Este esquema de produção é o mais flexível e moderno de todos por incorporar o processo de hidrotratamento de frações médias geradas no coqueamento, possibilitando o aumento da oferta de óleo diesel de boa qualidade. Ele permite um maior equilíbrio na oferta de gasolina e de óleo diesel de uma refinaria, pois desloca parte da carga que ia do coqueamento para o FCC (processo marcantemente produtor de gasolina) e a envia para o hidrotratamento, gerando, então, mais óleo diesel e menos gasolina do que as configurações anteriores.

FAIXA DE EXPLOSIVIDADE OU INFLAMABILIDADE

É a faixa de valores de concentração dos gases entre os limites de inflamabilidade inferior e superior expressado em porcentagem de volume de um vapor ou gás na atmosfera ambiente, onde acima ou abaixo dos limites a propagação não ocorre.

COMBUSTÃO

É um processo rápido, de oxidação exotérmica acompanhado de uma produção continua de calor e normalmente de luz (chamas).

TEMPERATURA DE EBULIÇÃO

É a temperatura em que um líquido se converte rapidamente em vapor, normalmente se considera a pressão de uma atmosfera. No caso do GLP é de - 30°C.

TEMPERATURA DE COMBUSTÃO (FIRE POINT)

É a temperatura mínima requerida para iniciar uma combustão auto sustentada de um material ou composto. É a temperatura a qual um combustível entra em ignição e a chama se auto propaga.

TEMPERATURA DE IGNIÇÃO

É a temperatura mínima a qual um gás inflamável ou uma mistura entram em ignição sem uma faísca ou chama. A temperatura de auto-ignição também pode modificar-se com a presença de substâncias catalíticas.

TEMPERATURA CRÍTICA

É a temperatura acima da qual não é possível condensar-se em vapor, por maior que seja a pressão nela aplicada.

DENSIDADE DE VAPOR

É a densidade relativa de um vapor comparada com o ar. Um valor menor que um indica que o vapor é mais leve que o ar. Uma densidade superior a um indica um vapor que é mais pesado que o ar. O GLP no estado gasoso é mais pesado que o ar e no estado liquido é mais leve que a água.

VENTILACÃO

Técnica para substituir uma atmosfera saturada de GLP por outra com concentração abaixo do limite de inflamabilidade evitando assim o risco de explosão e permitindo o acesso das linhas a posições efetivas para a extinção do incêndio.

CARACTERÍSTICAS DOS GASES DERIVADOS DE PETRÓEO

Na pressão atmosférica, a temperatura de ebulição do GLP b de -30° C em estado gasoso é mais pesado que o ar: 1 m3 de GLP pesa 2,2 kg. Com isso, em eventuais vazamentos, acumula-se a partir do chão, expulsa o oxigênio e preenche o ambiente. Em estado liquido o GLP é mais leve que a água, pesando 0,54 kg por litro.

ESTADO GASOSO

ESTADO LÍQUIDO

1m3 de ar = 1,22 kg

1 litro de água = 1kg

1m3 de GLP = 2,2 kg

1 litro de GLP = 0,54kg

VANTAGENS DO GLP

Comparado a outros combustíveis, o GLP apresenta vantagens técnicas e econômicas, associando a superioridade dos gases na hora da queima com a facilidade de transporte e armazenamento dos líquidos. Como gás, sua mistura com o ar é mais simples e completa, o que permite uma combustão limpa, não poluente e de maior rendimento. Liqüefeito, sob suave pressão na temperatura ambiente, pode ser armazenado e transportado com facilidade, inclusive em grandes quantidades.

O rendimento do GLP e seu poder calorifico também é comparativamente mais elevado.

1kg de GLP corresponde a cerca de :

4 Kg de lenha seca

1,8 Kg de coque

1,3 litro de óleo diesel

3 Kg de bagaço de cana

1,4 litro de gasolina

3 m3 de gás de rua

2 Kg de carvão de lenha

1,4 litro de querosene

14 KW/h

Poder Calorífico do GLP em Relação a Outros Combustíveis

QUANTIDADE

COMBUSTÍVEL

PODER CALORÍFICO

1Kg

GLP

11.500 kcal

1kg

óleo diesel

10.200 kcal

1kg

carvão

5.000 kcal

1kw

energia elétrica

860 kcal

1m³

náfta

4.200 kcal

1m³

Gás Natural

9.400 kcal

ARMAZENAMENTO DE GLP

Recipientes Transportáveis

São os recipientes com capacidade até 0,25 metros cúbicos, que podem ser transportados manualmente ou por qualquer outro meio, não estando incluídos nesta classificação, os recipientes utilizados coma tanque de combustível de veículos automotores.

Recipientes Estacionários - Recipientes fixos, com capacidade superior a 0,25 metros cúbicos.

A escolha do tipo de recipiente e da estrutura das instalações depende do uso que se pretende dar ao GLP. Os diferentes conjuntos técnicos são definidos por normas técnicas e de segurança, que orientam tanto a fabricação de seus componentes como sua instalação.

Os botijões são fabricados com chapas de aço, capazes de suportar altas pressões e segundo normas técnicas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnica (ABNT). O gás dentro dos botijões encontra-se no estado líquido e no de vapor. Do volume do botijão, 85% é de gás em fase líquida e 15% em fase de vapor, o que constitui um espaço de segurança que evita uma pressão elevada dentro do botijão.

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Tipos de Recipientes Transportáveis

A escolha do tipo de recipiente e da estrutura das instalações depende do uso que se pretende dar ao GLP

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P-2

As botijas de 2 kg (P-2) foram concebidas para operar sem regulador de pressão. São indicados para fogareiros de acampamentos, lampiões a gás e maçaricos para pequenas soldagens. A válvula de saída de gás é acionada por uma mola, que retoma automaticamente quando da desconexão.

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P-13 e P5

Os botijões de 13 kg (P-13) são os recipientes de gás mais populares do país.

São usados basicamente para cozinhar, tanto nas residências como em bares e lanchonetes de pequeno porte. A válvula de saída de gás também d acionada por uma mola, que retorna automaticamente quando da desconexão, mas neste case existe uma válvula de segurança, o plugue-fusível. Ele é fabricado com uma liga metálica de bismuto que derrete quando a temperatura ambiente atinge 78°C.

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P-20

O GLP também pode ser utilizado como combustível para motores de veículos empilhadeiras, que utilizam um recipiente especial de 20 kg (P-20), É o único vasilhame de GLP que deve ser utilizado na horizontal, pois todo o seu sistema é planejado para funcionar nesta posição


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P-45

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P-90

Os botijões de 45 e 90 kg (P-45 e P-90) são indicados para as instalações centralizadas de gás que permitem maior versatilidade no use do GLP. Servem tanto para abastecer forno e fogão, como para o aquecimento de água e ambiente, refrigeração e iluminação.

O P-45 d utilizado em residências, condomínios, restaurantes, lavanderias e indústrias ou para consumidores institucionais, como hospitais ou escolas. Os botijões de 90 kg são empregados pelo mesmo tipo de consumidores, mas de maior porte.

A válvula de passagem de gás nesses dois tipos de vasilhames é a de fechamento manual. Eles também são equipados com uma válvula de segurança que libera a passagem do gás sempre que houver um grande aumento de pressão no interior do recipiente devido ao aquecimento do ambiente (aprox. 78° C).

BATERIAS

São centrais de estocagem de GLP com quatro ou mais recipientes de 45 ou 90 kg interligados e conectados a um coletor central.

A ligação entre os vasilhames e o coletor é feita através do pig-tail, uma pega de borracha sintética especial (Buna-N), resistente ao GLP, com terminais em latão.

Os Coletores, que conduzem o gás dos botijões, têm uma estrutura modular, o que permite a montagem de baterias de diferentes tamanhos. Em cada módulo do coletor, exceto o central, existe uma válvula de retenção, que impede a saída do gás para fora do módulo.

O Regulador de Pressão reduz a pressão do gás que se encontra dentro dos botijões para os níveis necessários aos aparelhos de queima. Também controla o vazão do gás, mantendo-a constante e nos níveis adequados ao funcionamento dos aparelhos.

Existem basicamente três tipos de reguladores, que se diferenciam pela relação entre a pressão de entrada e a de saída; o regulador de 1° estágio reduz a pressão do vasilhame para uma pressão intermediária; o de 2° estágio completa essa redução até os níveis necessários ao funcionamento dos aparelhos. Nas baterias residenciais com P-45 e P-90 costumam-se usar reguladores de estágio único, que fazem a redução direta da pressão no interior dos vasilhames para a dos aparelhos de queima.

EQUIPAMENTOS COMPLEMENTAR

Para ser instalado, o botijão de gás precisa de equipamentos complementares, necessários a sua utilização.

MANGUEIRA

Tem a função de levar o gás do botijão ou da instalação embutida na parede até o fogão.

REGULADOR DE PRESSÃO

Serve para reduzir a pressão com que o gás sai do botijão até aquela necessária a alimentação dos queimadores.

REGISTRO

Dispositivo que bloqueia o fluxo de gás do botijão para o fogão. Deve permanecer fechado sempre que não estiver sendo utilizado.

ABRAÇADEIRAS

Pequenos anéis empregados para ajustar e fixar a mangueira ao fogão e ao regulador de pressão.

CONE-BORBOLETA

Abre a válvula do botijão e deixa passar o gás para o regulador.

VÁLVULA DE PASSAGEM

Permite a saída do gás mas fecha sempre que o cone-borboleta for desconectado.

RISCOS

VÁLVULA E MECANISMO DE SEGURANÇA

Nos P-45 e P-90 a válvula é de fechamento manual e o mecanismo de segurança vem acoplado a válvula. Libera o gás para o ambiente quando há aumento muito grande da pressão no interior do vasilhame, o que ocorre se a temperatura ambiente supera 78ºC.

VÁLVULA E MECANISMO DE SEGURANÇA DO P-13

BOILING LIQUID-EXPANDING VAPOR EXPLOSION (BLEVE) - EXPLOSÃO DE VAPORES EXPANDIDOS DE LÍQUIDOS EM EBULIÇÃO:

É a explosão ( liberação súbita de pressão ) de vapor em expansão de um líquido com temperatura superior a seu ponto de ebulição através da passagem de líquido para vapor. Neste processo de expansão, é gerada a energia que agride a estrutura do recipiente, projetando os fragmentos e ocasionando a rápida mistura do gás com o ar (que dá por resultado uma bola de fogo característica).

PROTEÇÃO CONTRA O BLEVE

Para proteger recipientes de explosões, deve-se resfriá-los com água, utilizando-se uma linha de proteção com jato d'água em forma de neblina, isolando o local de estranhos aos serviços de bombeiros e resfriando os recipientes de gases até que não seja mais necessário.

CUIDADOS COM OS RECIPIENTES

O maior número de ocorrências são com botijões de 13 kg de GLP, mais comuns nas residências e as causas mais prováveis de vazamentos, com e sem fogo, são: mangueira furada, diafragma da válvula furada, rosca da válvula mal fechada, plugue-fusível fundido e corrosão do botijão.

CUIDADOS DIVERSOS

O controle de vazamento sem fogo deve ser feito através da dispersão do gás, evitando o contato com pessoas e fontes de ignição e eliminando o vazamento (fechando o registro da válvula, usando o estanca-gás, etc).

O controle de vazamento com fogo deve ser feito através da diminuição da quantidade de calor produzido pelo fogo através de aplicação de nuvem de água.

Deve-se tomar precaução para evitar a conversão de um fogo em botijão para uma explosão provocada por gases acumulados após a extinção das chamas sem sanar o vazamento.

CONTROLE DE EMERGÊNCIAS

MEIOS A SEREM UTILIZADOS

Viatura AB ou ABS com equipamentos e guarnições completas.

A viatura deve possuir no mínima:

Mangotinho

Estancador de Gás ( Estangás )

jogo de Chaves de Fenda

Cabos (sisal e multi-uso);

Aparelhos de Comunicações (Hts)

Anéis de vedação (ouringue) reserva para botijões

Lanternas anti-explosão

A guarnição deve obrigatoriamente utilizar EPI, sendo o EPR opcional, a critério do Cmt das Operações no local.

DESLOCAMENTO PARA INCÊNDIO EM GLP

Procedimentos normais, ressaltando que o Cmt da Guarnição deve inquirir o COBOM sabre o maior número possível de informações sobre a ocorrência e o local.

PRECAUÇÕES AO CHEGAR NO LOCAL

ISOLAR a área de Risco- Com exceção das pessoas autorizadas pelo Cmt das Operações no local, afaste as pessoas para evitar acidentes e não atrapalhar os serviços de bombeiros.

COLETAR o maior número de informações possíveis relativas a ocorrência de todas as fontes disponíveis e acionar apoio necessário.

Questionar o local exato da ocorrência, aspecto da edificação, fontes de ignição (eletricidade), quantidade e tipo de vítimas, descrição do material do local, vias de acesso, riscos iminentes e outras dúvidas que possam surgir.

Traçar um plano de ação levando em consideração os meios disponíveis e as condições do local, emitir decisões e ordens claras e precisas.

Gás Natural

MANTER a guarnição com o vento as costas em local aberto para aproximação de um fogo ou vazamento de GLP. Se o local for confinado, faça ventilação forçada ou sature o ambiente com agentes extintores (C02, PQS ou água em forma de neblina).

ELIMINAR todas as fontes de ignição e gás externas e simultaneamente manter todas as pessoas fora da área da nuvem de GLP iniciando esse procedimento logo que chegar ao local.

ENTRAR no local adotando procedimentos padrão de atendimento, apenas ressaltando que se a Chave Geral for do lado de fora da área gasada, deve ser desligada, mas se for do lado de dentro, não deve ser desligada para evitar faíscas; usar linha de proteção ao adentrar no local. Em locais confinados cuidado com explosões ambientais, que podem ser evitadas ventilando o local ( utilizar o ventilador/exaustor das viaturas introduzindo sua manga no ambiente, nunca usar eletrodomésticos) ou saturando o ambiente com um agente extintor (C02, PQS ou água em forma de neblina).

EXPLORAR com cuidado as partes baixas do local (chão, porão) pois o gás tende a acumular-se nessas regiões; a vítima provavelmente estará intoxicada (eventualmente queimada) o que prioriza a remoção para local seguro e ventilado antes de qualquer outro procedimento de resgate

CONTROLE DE VAZAMENTO DE GLP COM FOGO

CORTAR a fonte do gás (fechar o registro) dos recipientes e depois realizar a extinção.

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Os extintores de C02 ou PQS são um meio eficaz para controlar pequenos incêndios. Dirija o agente extintor a base do fogo.

CONTROLE DO FOGO NOS DIVERSOS TIPOS DE VAZAMENTO

LOCALIZAR VAZAMENTOS
VAZAMENTO NA MANGUEIRA

Cortar a alimentação do logo fechando o registro; se não puder ser fechado, extinguir o fogo e rapidamente desconectar o cone- borboleta da válvula do botijão.

VAZAMENTO NO REGISTRO

Colocar o estágio na posição FECHADO; se não puder ser feito, apague o fogo e remova o registro do botijão.

VAZAMENTO NA VÁLVULA CONECTORA OU DE SEGURANÇA

Extinguir as chamas e colocar o estangás; se não puder fazer isso, não extinguir a chama e resfriar as laterais até consumir todo o combustível.

VAZAMENTO NAS SOLDAS (COSTURAS)

Extinguir o fogo e levar o botijão para local ventilado e aberto; se não puder fazer isso, não extinguir a chama, resfriar as laterais até consumir todo o combustível.

VAZAMENTO NAS CONEXÕES

Fechar os registros individuais dos cilindros conectados na rede.

VAZAMENTO EM GÁS ENCANADO

Isolar e evacuar o local, localizar o registro de rua e fechá-lo.

RESFRIAR as paredes dos recipientes de GLP que estiverem expostos ao calor radiante, suas paredes devem ser resfriadas com água em forma de neblina, visando evitar aumento de pressão interna e conseqüente explosão.

MANTER distância das extremidades dos cilindros. Aplique água em forma de neblina em toda superfície exposta ao calor. Aproxime-se pelas laterais dos cilindros e proteja também do calor irradiado os cilindros próximos.

Se houver ruptura da válvula de alívio o gás liberado pode incendiar-se. Aplique água sobre o recipiente, mas não apague as chamas, pois senão poderá ocorrer acúmulo de gases e posterior explosão.

VAZAMENTO DE GLP APÓS EXTINÇÃO DO FOGO

FECHAR as válvulas e registros para cortar o fluxo de gás. Nos cases em que não for possível fechar os registros, estrangule a tubulação (desde que seja de pequeno diâmetro ou de cobre).

PROCEDER continuamente a Proteção de Salvados, verificando se não sobraram para trás faces de incêndio escondidos no forro, atrás de móveis, etc; e nem vazamentos de GLP.

REMOVER todo o material que não for atingido, principalmente recipientes inflamáveis para local seguro. Os cilindros devem ser mantidos em posição vertical o tempo todo.

RETIRAR todas as pessoas do local e amplie a área de isolamento se perceber o aumento de pressão interna do cilindro (aumenta o ruído da válvula de alívio ou aumenta o volume do fogo ).

DISPERSAR o gás na atmosfera se não puder fechar o fluxo de gás, de modo que não atinja a concentração dentro da faixa de explosividade.

CUIDADOS ESPECIAIS

NUNCA INSTALE UM BOTIJÃO COM A MANGUEIRA PASSANDO POR DETRÁS DO FOGÃO E NEM DEITE O BOTIJÃO.

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NUNCA AGRIDA A INTEGRIDADE FÍSICA DO CILINDRO

Não mexa e nem deixe ninguém mexer de forma abrupta com os cilindros, bater no casco, forçar os registros com barras ou instrumentos inadequados ou mesmo jogar objetos podem causar uma explosão

TESTE DE VAZAMENTO

Para verificar se há algum vazamento após a extinção do fogo, passe uma esponja com água e sabão sobre a conexão do cone- borboleta com a válvula. Se ainda houver vazamento, surgirão bolhas. Orientar ao usuário que o sabão só serve para verificar vazamentos e não para vedá-lo.

Caso tenha sido utilizado o Estangás, esgotar o cilindro em local seguro, aberto e ventilado, nunca em bueiros ou locais baixos.

Em case de dúvida sabre o material, acionar o fabricante ou fornecedor.

CONFERÊNCIA FINAL DO EFETIVO E DO MATERIAL

Concluídos os serviços de bombeiros no local, os bombeiros devem conferir o material e o Cmt conferir o efetivo, notificando eventuais novidades.

Fonte: www.bombeirosemergencia.com.br

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Gás Natural

O Que é GNV? ( Gás Natural Veicular )

O Gás Natural Veicular (metano) é um combustível "limpo" por não apresentar impurezas e resíduos da sua combustão. Outro ponto favorável para a sua utilização é o fato de não ser corrosivo nem produzir depósitos de carbonos nas câmaras de combustão. Além disso, o GNV não contém aditivos.

A mistura ar-combustível é perfeita com qualquer temperatura e a sua combustão é mantida por mais tempo do que os demais combustíveis, o que se transforma em benefícios para a vida útil do motor.

O armazenamento do GNV é realizado em cilindros de aço especial, no qual o gás é comprimido sob uma pressão de 200 bar. A maioria dos carros convertidos para Gás Natural podem ser chaveados e voltar a utilizar o combustível original.

A questão de segurança é outro diferencial. O GNV é mais leve do que o ar, o que possibilita uma dispersão mais rápida, enquanto que sua temperatura de ignição é de 620ºC, bem acima das atingidas por álcool (300ºC) e gasolina (200ºC).

Vantagens

Preço

A principal vantagem do GNV é o seu preço. É muito mais barato do que qualquer outro combustível.

Economia

Usar GNV significa uma economia de até 70% para os motoristas.

Mais reservas

Hoje existem no mundo 160 bilhões de toneladas de petróleo, o que garante uma reserva de mais ou menos 40 anos, enquanto o GNV está em condições de garantir uma reserva de 65 anos.

Proteção do Meio Ambiente

A queima do GNV é muito mais completa do que a dos outros combustíveis, por isso libera menos quantidade de resíduos poluentes, favorecendo a proteção do meio ambiente.

Maior vida útil do motor

Por ser um combustível mais limpo e seguro, o GNV prolonga a vida útil do motor.

Segurança

O risco de uma combustão é muito menor com o GNV. Enquanto o álcool se inflama a uma temperatura de 200°C, a gasolina a 300°C, o gás se queima a 620°C. Além disso o abastecimento é feito sem que o produto entre em contato com o ar, o que elimina a possibilidade de combustão.

Segurança no Armazenamento

Os cilindros de alta pressão, responsáveis pelo armazenamento do GNV nos veículos, são resistentes a choques, colisões e até mesmo ao impacto de projéteis de armas de fogo.

Sucesso Mundial

Além de adotado em diversos países como: Argentina, Austrália, Itália, Canadá e demais paises da Comunidade Européia, o GNV tem sido objeto de estudos em diversas montadoras, principalmente européias, devido as características de sua queima serem pouco agressivas ao meio ambiente.

Veículo Bi-Combustível

A conversão do carro para o GNV não elimina a possibilidade de utilizá-lo com o seu combustível original. Com a conversão o veículo torna-se bi-combustível.

Abastecimento

As companhias de Gases e as grandes empresas distribuidoras de combustível (Ipiranga,Petrobrás,etc...) estão investindo pesado na expansão de novos postos de abastecimento. A CEG inaugurou no dia 1 de Dezembro/99, seu primeiro posto com a bandeira própria, com 2119m² de área total e capacidade de abastecimento de 1800m³ de GNV por hora, o que equivale a uma média de 150 carros por hora e 3600 carros por dia.

Fonte: www.fullgasgnv.com.br

Gás Natural

Gás Natural

O Gás Natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. A composição do Gás Natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte.

O Gás Natural é encontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de microorganismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua degradação se deu fora do contato com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões.

Caracteristicas

Definição

Pela lei número 9.478/97 (Lei do Petróleo), o Gás Natural "é a porção do petróleo que existe na fase gasosa ou em solução no óleo, nas condições originais de reservatório, e que permanece no estado gasoso em CNTP (condições normais de temperatura e pressão)"

Composição

A composição do Gás Natural pode variar muito, dependendo de fatores relativos ao reservatorio, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte. De uma maneira geral, o Gás Natural apresenta teor de metano superiores a 70% de sua composição, densidade menor que 1 (mais leve que o ar) e poder calorífico superior entre 8.000 e 10.000 kcal / m3, depedendo dos teores de pesados (Etano e propano principalmente) e inertes (Nitrogenio e gás carbonico). No Brasil a composição do gás para comercialização é determinada pela Portaria de Número 104 de 8 de julho de 2002 da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Na região Sudeste do Brasil o Gás Natural comercializado deve estar de acordo com as sequintes especificações:

Poder Calorifico Superior - 9,72 a 11,67 kWh/m³
Índice de Wobbe - 46500 a 52.500 KJ/m³
Metano mínimo - 86,0 %Vol
Etano Máximo - 10,0 %Vol
Propano Máximo - 3,0 %Vol
C4+ Máximo - 1,5 %Vol
Oxigênio Máximo - 0,5 %Vol
Inertes Máximo (N2 + CO2) - 4,0 %Vol
Nitrogênio Máximo - 2,0%
Enxofre total - 70 mg/m³
H2S Máximo - 10 mg/m³
Ponto de orvalho máximo - -45 °C (1 ATM)

Riqueza

Conjunto de componentes do Gás Natural mais pesados que o etano (Fração C3+). Se o teor de pesados for superior a 8,0% o gás é considerado rico, se for menor que 6,0% o gás é considerado pobre, se o teor estiver entre 6,0 e 8,0% o gás é considerdo de riqueza mediana. A riqueza é um parâmetro importante na seleção da via tecnologica a ser utilizada no processamento do gás.

História do Gás Natural

O Gás Natural é conhecido pela humanidade desde os tempos da antiguidade. Em lugares onde o gás mineral era expelido naturalmente para a superfície, povos da antiguidade como Persas, Babilônicos e Gregos construiram templos onde mantinham aceso o "fogo eterno".

Um dos primeiros registros históricos de uso econômico ou socialmente aproveitável do Gás Natural, aparece na China dos século XVIII e IX. Os chineses utilizaram locais de escape de Gás Natural mineral para construir auto-fornos destinados à cerâmica e metalurgia de forma ainda rudimentar.

O Gás Natural passou a ser utilizado em maior escala na Europa no final do século XIX, com a invenção do queimador Bunsen, em 1885, que misturava ar com Gás Natural e com a construção de um gasoduto à prova de vazamentos, em 1890.

Porém as técnicas de construção de gasodutos eram incipientes, não havendo transporte de grandes volumes a longas distâncias, conseqüentemente, era pequena a participação do gás em relação ao óleo e ao carvão. Entre 1927 e 1931, já existiam mais de 10 linhas de transmissão de porte nos Estados Unidos, mas sem alcance interestadual, no final de 1930 os avanços da tecnologia já viabilizavam o transporte do gás para longos percursos. A primeira edição da norma americana para sistemas de transporte e distribuição de gás (ANSI/ASME B31.8) data de 1935.

O grande crescimento das construções pós-guerra, durou até 1960, foi responsável pela instalação de milhares de quilômetros de gasodutos, dado os avanços em metalurgia, técnicas de soldagem e construção de tubos. Desde então, o Gás Natural passou a ser utilizado em grande escala por vários países, dentre os quais podemos destacar os Estados Unidos, Canadá, Japão além da grande maioria dos países Europeus, isso se deve principalmente as inúmeras vantagens econômicas e ambientais que o Gás Natural apresenta.

O Gás Natural no Brasil

A utilização do Gás Natural no Brasil começou modestamente por volta de 1940, com as descobertas de óleo e gás na Bahia, atendendo a indústrias localizadas no Recôncavo Baiano. Após alguns anos, as bacias do Recôncavo, Sergipe e Alagoas destinavam quase em sua totalidade para a fabricação de insumos industriais e combustíveis para a RELAM e o Pólo Petroquímico de Camaçari.

Com a descoberta da Bacia de Campos as reservas provadas praticamente quadruplicaram no período 1980-95. O desenvolvimento da bacia proporcionou um aumento no uso da matéria-prima, elevando em 2,7% sua participação na matriz energética nacional.

Com a entrada em operação do Gasoduto Brasil-Bolívia em 1999, com capacidade de transportar 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia (equivalente a metade do atual consumo brasileiro), houve um aumento expressivo na oferta nacional de Gás Natural. Este aumento foi ainda mais acelerado depois do apagão elétrico vivido pelo Brasil em 2000-2001, quando o governo optou por reduzir a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira e aumentar a participação das termoelétricas movidas à Gás Natural.

Nos primeiros anos de operação do gasoduto, a elevada oferta do produto e os baixos preços praticados, favoreceram uma explosão no consumo tendo o gás superado a faixa de 10% de participação na matriz energética nacional.

Nos últimos anos, com as descobertas nas bacias de Santos e do Espírito Santo as reservas Brasileiras de Gás Natural tiveram um aumento significativo. Existe a persepctiva de que as novas reservas sejam ainda maiores e a região subsal ou "pré-sal" tenha reservas ainda maiores.

Apesar disso, o baixo preço do produto e a dependência do gás importado, são apontados como um inibidores de novos investimentos. A insegurança provocada pelo rápido crescimento da demanda e interrupções intermitentes no fornecimento boliviano após o processo de do gás na Bolívia levaram a Petrobrás a investir mais na produção nacional e na construção de infra-estrutura de portos para a importação de GNL (Gás Natural Liquefeito). Principalmente depois dos cortes ocorridos durante uma das crises resultantes da longa disputa entre o Governo Evo Morales e os dirigentes da província de Santa Cruz, obrigaram a Petrobrás reduzir o fornecimento do produto para as distribuidoras de gás do Rio de Janeiro e São Paulo no mês de outubro de 2007.

Assim, apesar do preço relativamente menor do metro cúbico de gás importado da Bolívia, a necessidade de diminuir a insegurança energética do Brasil levou a Petrobrás a decidir por uma alternativa mais cara porém mais segura: a construção de terminais de importação de GNL no Rio de Janeiro e em Pecém, no Ceará. Ambos os terminais já começaram a funcionar e permitem ao Brasil, importar de qualquer país praticamente o mesmo volume de gás que hoje o país importa da Bolívia.

Para ampliar ainda mais a segurança energética do Brasil, a Petrobrás pretende, simultaneamente, ampliar a capacidade de importação de gás construindo novos terminais de GNL no sul e sudeste do país até 2012, e ampliar a produção nacional de Gás Natural nas reservas da Santos.

Regulamentação

Ao contrário do que ocorre com a maioria dos combustíveis fósseis, facilmente armazenáveis, a decisão de investimento em Gás Natural depende da negociação prévia de contratos de fornecimento de longo prazo, do produtor ao consumidor. Essas características técnico-econômicas configuram num modo de organização no qual o suprimento do serviço depende, previamente, da implantação de redes de transporte e de distribuição, bem como na implantação de um sistema de coordenação dos fluxos, visando o ajuste da oferta e da demanda, sem colocar em risco a confiabilidade do sistema.

Devido às fortes barreiras à entrada de novos concorrentes, o modelo tradicional que predominou do pós-guerra até o início dos anos 1980, mesmo com variantes de um país a outro em função de contextos jurídicos e institucionais, é estruturado por três atributos principais: integração vertical, monopólios públicos de fornecimento e forma de comercialização baseada em contratos bilaterais de longo prazo. Para a indústria de Gás Natural, esse modelo permitiu, na Europa e nos Estados Unidos, uma forte expansão da produção e de gás e o incremento significativo da participação do gás no balanço energético destes países.

No Brasil, até 1997, predominou o modelo de monopólio estatal da Petrobrás na produção e no transporte de Gás Natural, ficando as distribuidoras estaduais a cargo da distribuição e venda de gás aos consumidores residenciais e industriais. Também existiam casos em que a Petrobrás fornecia gás diretamente a alguns grandes consumidores.

Após 1997, com a nova Lei do Petróleo, a Petrobrás perdeu o monopólio sobre o setor. Para se adequar à "lei do livre acesso", a Petrobrás se viu obrigada a criar um empresa para operar seus gasodutos - A Transpetro. Até 3 de março de 2009, o setor carecia de uma legislação específica.

Com a publicação da Lei n. 11.909, de 4 de março de 2009, foram criadas normas para "exploração das atividades econômicas de transporte de Gás Natural por meio de condutos e da importação e exportação de Gás Natural" (art. 1º).

Atores da Cadeia de Gás Natural

Produtor

Pessoa Jurídica que possui a concessão do Estado para explorar e produzir Gás Natural em determinados blocos.

Carregador

Pessoa jurídica que detem o controle do Gás Natural, contrata o transportador para o serviço de transporte e negocia a venda deste junto as companhias distribuidoras.

Transportador

Pessoa jurídica autorizada pela ANP a operar as instalações de transporte.

Processador

Pessoa jurídica autorizada pela ANP a processar o Gás Natural.

Distribuidor

Pessoa jurídica que tem a concessão do estado para comercializar o Gás Natural junto aos consumidores finais (No Brasil a distribuição é monopólio dos governos estaduais)

Regulador

Figura do Estado representada pela ANP

Exploração

A exploração é a etapa inicial dentro da cadeia de Gás Natural, consistindo em duas fases. A primeira fase é a pesquisa onde, através de testes sísmicos, verifica-se a existência em bacias sedimentares de rochas reservatórias (estruturas propícias ao acúmulo de petróleo e Gás Natural). Caso o resultado das pesquisas seja positivo, inicia-se a segunda fase, e é perfurado um poço pioneiro e poços de delimitação para comprovação da existência Gás Natural ou petróleo em nível comercial e mapeamento do reservatório, que será encaminhado para a produção.

Os reservatórios de Gás Natural são constituídos de rochas porosas capazes de reter petróleo e gás. Em função do teor de petróleo bruto e de gás livre, classifica-se o gás, quanto ao seu estado de origem, em gás associado e gás não-associado.

Gás associado

É aquele que, no reservatório, está dissolvido no óleo ou sob a forma de capa de gás. Neste caso, a produção de gás é determinada basicamente pela produção de óleo. Boa parte do gás é utilizada pelo próprio sistema de produção, podendo ser usada em processos conhecidos como reinjeção e gás lift, com a finalidade de aumentar a recuperação de petróleo do reservatório, ou mesmo consumida para geração de energia para a própria unidade de produção, que normalmente fica em locais isolados. Ex: Campo de Urucu no Estado do Amazonas

Gás não-associado

É aquele que, no reservatório, está livre ou em presença de quantidades muito pequenas de óleo. Nesse caso só se justifica comercialmente produzir o gás. Ex: Campo de San Alberto na Bolivia.

Produção

Com base nos mapas do reservatório, é definida a curva de produção e a infraestrutura necessárias para a extração, como boa parte do gás é utilizada pela própria unidade de produção é verificada a viabilidade de se comercializar o excedente de gás, caso a comercialização do gás não seja viavel, normalmente pelo elevado custo na implantação de infraestrutura de transporte de gás, o excedente é queimado.

Condicionamento

Gás Natural

Um reservatório de Gás Natural

É o conjunto de processos físicos ou químicos aos quais o Gás Natural é submetido, de modo a remover ou reduzir os teores de contaminantes para atender as especificações legais do mercado, condições de transporte, segurança, e processamento posterior.

O Gás Natural pode ser armazenado na forma líquida à pressão atmosférica. Para tanto os tanques devem ser dotados de bom isolamento térmico e mantidos à temperatura inferior ao ponto de condensação do Gás Natural. Neste caso, o Gás Natural é chamado de Gás Natural liquefeito ou GNL.

Utilização

Gás Natural

O Gás Natural é empregue diretamente como combustível, tanto em indústrias, casas e automóveis. É considerado uma fonte de energia mais limpa que os derivados do petróleo e o carvão. Alguns dos gases de sua composição são eliminados porque não possuem capacidade energética (nitrogênio ou CO2) ou porque podem deixar resíduos nos condutores devido ao seu alto peso molecular em comparação ao metano (butano e mais pesados).

Combustível

A sua combustão é mais limpa e dá uma vida mais longa aos equipamentos que utilizam o gás e menor custo de manutenção.

Automotivo

Utilizado para motores de ônibus, automóveis e caminhões substituindo a gasolina e o álcool, pode ser até 70% mais barato que outros combustíveis e é menos poluente.

Industrial

Utilizada em indústrias para a produção de metanol, amônia e uréia.

As desvantagens do Gás Natural em relação ao butano são: mais difícil de ser transportado, devido ao fato de ocupar maior volume, mesmo pressurizado, também é mais difícil de ser liquificado, requerendo temperaturas da ordem de -160 °C.

Algumas jazidas de Gás Natural podem conter mercúrio associado. Trata-se de um metal altamente tóxico e deve ser removido no tratamento do Gás Natural.

O mercúrio é proveniente de grandes profundidades no interior da terra e ascende junto com os hidrocarbonetos, formando complexos organo-metálicos.

Atualmente estão sendo investigadas as jazidas de hidratos de metano que se estima haver reservas energéticas muito superiores às atuais de Gás Natural.

Referências

1. SEBBEN, F. D. O. . Secessão Boliviana: Um Estudo de Caso Sobre Conflito Regional. In: Democracia em Debate: I Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS, 2008, Porto Alegre. Democracia em Debate: I Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS, 2008.

2. "Lula visita terminal de regaseificação da Baía de Guanabara". TN Petróleo, 18/03/2009

3. Petrobras: navio de GNL chega a Pecém http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?id=66130
4. "Testes no terminal de GNL começam hoje no Pecém". Power: Petróleo, Eletricidade e Energias Renováveis

Fonte: pt.wikipedia.org

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