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Gênero Literário

Gêneros Literários: Poesia X Prosa

A prosa tem um tema que reflete a realidade exterior, que mostra o mundo de fora, o que o autor observa. Ela é mais objetiva, mais concreta que a poesia, e por essa razão se utilizam linhas continuas.

Poesia – apresenta linguagem conotativa, escrita em versos. Ela é extremamente subjetiva, apresentando os sentimentos, a realidade interior. A poesia é abstrata e utiliza diversas figuras de linguagem.

A poesia pode ser dividida em lírica e épica:

A poesia lírica lida com um eu – lírico, ela reflete a realidade interior de UM homem. Por exemplo um autor.

A poesia épica lida com um eu lírico (nós lírico) que representa VARIOS homens. Como no caso de os Lusíadas, em que o eu lírico representa o povo português.

Antigamente nas poesias épicas era obrigatório haver fato históricos, mas hoje a definição foi alterada para a representação do eu lírico.

A Prosa pode ser dividida em:

Contos – apenas uma célula dramática, um conflito, e tudo gira em torno desse conflito.

Novelas – vários conflitos, que apesar de estarem ligados, são independentes, ou seja, não são necessariamente ligados uns aos outros.

Romances – possuem varias células dramáticas ou conflitos, sendo um deles o principal, e todos os outros giram em torno dele. Nos romances os conflitos estão diretamente relacionados, e personagens estão interligados.

História da Literatura – Escolas Literárias

Trovadorismo – 1189 ou 1198
Humanismo – 1434
Classicismo – 1527 Quinhentismo no Brasil – 1500
Barroco – 1580 Brasil – 1601
Arcadismo – 1756 Brasil – 1768
Romantismo – 1825 Brasil – 1836
Realismo – 1865 Brasil – 1881

Escola Literária – um conjunto de características ou semelhanças predominantes durante certo período de tempo

Estilo de época – são as características semelhantes entre um conjunto de artistas de certa época

Arcadismo ou Neoclassicismo – a volta da racionalidade e antropocentrismo clássica, dos descobrimentos e busca pelo poder e o equilíbrio. É objetiva, como a racionalidade da época.

Século XVIII

Surgiu em meio a:

Iluminismo burguês – necessidade de mudar da crise e da escuridão, para uma época de luz e clareza. Eles querem um caminho de objetividade, de ciência. Eles não querem mais o caminho espiritual. Isso se deve ao fato de a burguesia ter enriquecido durante o tempo. Ela tinha o poder econômico e queria o poder político.

Escola literária

Arcádia lusitana (Portugal)
Arcádia ultramarina (Brasil)

O termo Arcádia vem do grego da época clássica, e quer dizer: um lugar em que as pessoas vivem uma vida simples, em contato com a natureza, tocando musicas, e vendo pastores e ninfas.

A Inconfidência mineira no Brasil. Os brasileiros que estudavam na Europa trouxeram os ideais de liberdade para o Brasil.

Na época foram utilizadas frases do latim:

Inutilia truncat – acabar com as inutilidades da vida, que nesse caso eram os exageros barrocos, como por exemplo, a arte. O homem do arcadismo queria a simplicidade.

Carpe diem – vamos aproveitar enquanto há tempo, pois a vida é curta
Fugere urbem- a fuga da cidade para o campo.

Áurea mediocritas – a verdadeira felicidade não esta nas riquezas e sim no que é simples.

Essas frases como o ambiente BUCÓLICO (arvores, rios, lagos, animais, montanhas) representam muito bem os ideais do Arcadismo.

Nessa época a literatura era muito longe da realidade, pois os escritores que falavam de uma vida simples eram na verdade burgueses ricos, que viviam muito bem na cidade. Eles falavam que tinham que acabar com a busca pelas riquezas, porque na época as riquezas estavam relacionadas a nobreza. Os burgueses queriam que as riquezas passassem a pertencer a eles.

Sempre que havia a volta dos ideais clássicos, havia o retorno da estrutura fixa, com os sonetos e octetos, os versos decassílabos...

Arcadismo – a poesia épica Brasileira

Caramuru da Santa Rita Durão

Caramuru fala de Diogo Alves Corrêa, um europeu que naufraga e chega no Brasil. Ele é capturado por uma tribo canibal. Quando ele estava prestes as ser comido, ele usa uma arma de fogo, que assusta os índios. Esse então acreditam que Diogo era Caramuru, o deus do trovão. Eles o tornam seu chefe, e ele se casa com suas mulheres, Paraguaçu e Moema. Certo dia um navio europeu chega e Diogo vê sua chance de ir embora. Mas, ele sabia que não poderia levar uma mulher de volta para casa, então ele escolhe Paraguaçu e Moema fica inconformada.

Quando os dois vão embora, Moema pula no mar e sai nadando atrás do barco. Ao fim ela morre.

Esse lado emocional do poema pode-se perceber que foge dos ideais árcades. Caramuru só se localiza do Arcadismo cronologicamente.

O Uruguai de Basílio da Gama

O Uruguai fala sobre a destruição das 7 missões brasileiras que na época viviam os jesuítas e os índios guaranis.

No entanto no poema, o autor, faz com que os jesuítas pareçam mal, porque eles passaram muito tempo com os índios.

Esse poema fala de uma índia muito bonita chamada Lindóia, que amava um índio chamado Cacamo. Só que havia um jesuíta chamado Baldo, que tinha um filho chamado Baldeta. Baldo queria que seu filho casasse com Lindóia. Ela, que não amava Baldeta, acaba fugindo para floresta, e deita-se ao lado de uma serpente.

Já que ela não poderia viver com Cacamo, ela preferia a morte, e assim ela se deixa morrer.

O Uruguai apesar de seguir características do Arcadismo como o poema épico, os fatos históricos, e o ambiente de natureza; ele já começava a apresentar uma estrutura diferente, que não possuía estrofes, nem as rimas e nem os versos decassílabos. O Uruguai já apresenta uma ruptura do esquema camoniano, e começa a ser prosa.

Ambos esses apresentam o indianismo/nativismo, em que os índios são vistos como heróis, sua beleza e cultura são apreciadas. Esses episódios possuem mais a emoção do que a razão, e fazem parte da transição do arcadismo para o romantismo.

Romantismo – século XVIII

Naquela época veio o iluminismo burguês, e na Europa ocorreram a Revolução Francesa e a Industrial. No Brasil ocorreu a independência, após a corte ter vindo, e ser necessário a construção de bibliotecas e faculdades.

Com a Revolução Industrial vieram os avanços tecnológicos, a ciência, a modernidade e a tipografia, e assim a literatura se tornou acessível para um publico maio. Ela se tornou o maior meio de entretenimento da época para os burgueses que tinham tempo e dinheiro.

Com a Revolução Francesa vieram os ideais, as novas expectativas: Igualdade, Fraternidade e Liberdade.

Em meio a essa euforia surgiu o Romantismo.

Mas também naquela época surgiram os problemas, com a classe operária escrava que trabalhava durante horas, recebendo pouco e muitas vezes se machucando. A classe dos proletariados.

Alguns críticos dizem que o Romantismo é: Da burguesia, pela burguesia, para a burguesia.

Os burgueses buscavam na literatura, algo que falasse sobre como eles queriam que o mundo fosse idealizado e perfeito.

Idealização da realidade

amor vence tudo
mulheres maravilhosas, delicadas, que lutavam pelo seu amor
homens fortes, bonitos, fiéis
sociedade perfeita

Os românticos, vivendo em seu próprio mundo, perderam a noção do social, da coletividade. Eles criaram um mundo próprio, extremamente pessoal, que valorizava o eu interior.

No entanto a realidade em meio a revolução industrial não era bonita, era suja, poluída, com sofrimento. Os românticos preferiam fugir daquela realidade para uma idealizada.

Essa literatura era egocêntrica (egocentrismo) em que apenas se pensava em si próprio, eles eram egoístas.

No Romantismo também há o:

Nacionalismo – que veio com a independência e a revolução. Eles queria, exaltar a pátria, e para isso eles queria,m lembrar dos momentos gloriosos. Assim eles foram buscar no passado, nas suas origens, a Idade Média.

Assim surge o:

Medievalismo – e com esse o retorno do teocêntrismo.

Para encontrar fatos gloriosos precisa-se ter um herói nacional, que no caso dos europeus foram trazidos do passado os cavaleiros medievais.

No Brasil as características dos romantismo são muito semelhantes a dos europeus. Há a valorização da pátria nacional, só que em vez de buscar na Idade Média (que não existia) ele vão buscar nas suas origens, o descobrimento. Assim o herói nacional brasileiro é o índio.

Claro que esses heróis eram também idealizados, perfeitos, tanto os índios quanto os cavaleiros.

Lembrando que não era a realidade verdadeira porque os índios da época já estavam em sua grande maioria mortos.

Os românticos se separaram da realidade, mas cedo ou tarde a realidade idealizada entre em choque com o mundo real. Isso acabou acontecendo no auge do romantismo, e os românticos acabaram descobrindo que seus ideais perfeitos, que foram prometidos durante a revolução, não estavam acontecendo. Assim, eles se desesperaram, eles queriam mais do que nunca fugir de todo aquele horror. Em seu auge, o romantismo entra em uma época de decadência, marcada pela preferência em se esconder na noite, não enxergando a situação em que viviam.

A Obra que dá origem ao romantismo na Europa é “Os sofrimentos do jovem Werther” de Goethe. Essa fala sobre a vida de Werther, um jovem que se separou da vida social, mas acaba conhecendo uma mulher pela qual se apaixona. Ela já estava noiva e o jovem sofre tanto com isso que acaba se matando.

Essas características, a morte pelo amor não correspondido, a separação social, tudo isso é típico do romantismo.

Já a obra que deu origem ao Romantismo em Portugal foi Camões de Almeida Garret. Ela fala sobre a excitante vida de Camões, cheia de amores e aventuras, uma vida que os românticos sonhavam em ter. Essa vida cheia de emoções é outra característica da escola.

Outra obra famosa é Viagens na minha terra, em que a grande presença do nacionalismo.

Mas os mais importantes são:

Alexandre Herculano, Eurico, o presbítero, romance histórico que mostra o resgate às origens.

Camilo Castelo Branco – o autor mais popular e o mais lido no século dele. Escreveu novelas passionais (que envolvem fortes emoções) Amor de Perdição e Amor de Salvação.

Ele teve uma vida típica de um romance, ficou órfão cedo, teve educação pobre, casou-se cedo e se separou, teve um caso com uma mulher casada e os dois acabaram presos, casaram-se após a morte do marido dela, teve um filho com problemas mentais, quase ficou cego, se suicida.

Romantismo no Brasil

Foi muito influenciado pela independência (1822). Em 1836, houve o inicio do Romantismo no Brasil, com a publicação de “Suspiros poéticos e saudades” de Gonçalves de Magalhães. Claro que como toda obra que inicia um período, ela apresenta traços do anterior. Um pouco antes o rei de Portugal veio para cá, e isso fez com que bibliotecas, escolas, tipografias, e o desenvolvimento da prosa ocorressem.

Fases da Poesia Romântica

Primeira Geração – nacionalista ou indianista
Segunda Geração – mal – do – século ou byroniana (Lord Byron)
Terceira Geração – condoreira ou hugoana (Victor Hugo)

Romantismo – tipos de prosa

Romance indianista
Romance urbano
Romance regional

Poesia – Primeira geração

Nacionalista (sentimento natural de um país que conquistou sua independência) e Indianista (procuraram os heróis no século XV, nas raízes – o índio) Aversão a Portugal – não queriam saber de Portugal Seus maiores representantes foram Gonçalves de Magalhães

Gonçalves Dias – que foi realmente consolidou a poesia indianista no Brasil.

Gonçalves Dias era um típico brasileiro com sangue negro, branco e indígena. Ele fez várias viagens pelo país, o que ajudou-o a escrever sobre o Brasil que via. Foi ele que implantou e solidificou a poesia romântica em nossa literatura. Sua obra pode ser considerada a realização de um verdadeiro projeto de construção brasileira. Ele, buscando captar a sensibilidade e os sentimentos do nosso povo, criou uma poesia para o índio e para a natureza brasileira, expressa numa linguagem simples e acessível. Seus versos exploram métricas e ritmos variados e cultivou também poemas religiosos. Em sua poesia épica, canta os feitos heróicos de índios valorosos, substitutos da figura do herói medieval europeu. Na lírica tem como temas mais comuns a pátria, a natureza, Deus, índio e o amor não correspondido.

Canção do Exílio

Ele foi para a Europa estudar, mas sentia tantas saudades de sua pátria, que parecia estar exilado. O texto é o mais nacionalista que o Brasil possui, tanto que faz parte do hino nacional. Os versos idealizados são típicos do romantismo. Nesse texto o lá é o Brasil, e o cá e a Europa. Existem inúmeras parodias dessa canção.

O Canto do Piaga

O texto é indianista, há a presença da natureza e das matas.

O Piaga é o líder espiritual da tribo, ele se dirige aos guerreiros a fala que eles precisam ouvir porque os deuses estavam falando por ele.

Um espectro com um crânio e uma cobra aparece, e assusta o piaga.

A visão fala que o maracá (cajado) estava vibrando mas que o piaga não ouvia, prevê algo ruim.

Ele fala que fenômenos naturais estranhos estavam acontecendo e que o piaga não percebia.

Fala que os anhangas (espíritos ruins) não estavam deixando o piaga sonhar, e que os mânitos (espíritos bons) já tinham fugido.

O espectro utiliza elementos da mata para poder identificar o que estava para vir pois ele não conhecia.

Fala que monstros iriam chegar, matariam os guerreiros, trariam a crueldade e desrespeitariam o que os índios tem de sagrado.

Os índios teriam que fugir, e poucos índios restaria.

Gonçalves pode fazer essas premonições porque ele já sabia o que tinha acontecido.

Características:

Lusofobia – aversão a tudo que vem de Portugal, os colonizadores aparecem como monstros

liberdade formal do texto
rimas e ritmo todo verso tem alternância de sílabas tônicas (fortes) e átonas (fracas). Isso um ritmo de tambor. O autor conseguia auxiliar o tema e a estrutura com a temática.

I – Juca – Pirama

Considerado o mais perfeito poema épico indianista de nossa literatura, Narra a história de um índio guerreiro que é capturado, e prefere passar a vergonha de ser um covarde e não morrer para poder salvar seu pai. Seu pai o amaldiçoa e o manda de volta para lutar e morrer como um guerreiro que luta pela sua pátria e seus descendentes.

Fonte: dorareviewschool.pbworks.com

Gênero Literário

Narrativa

Introdução

O Gênero Narrativo, resultante da evolução do gênero épico, é um dos mais importantes de todos os tempos. Hoje, ocorre sobre tudo no romance, no conto, na novela e na crônica.

Sua característica é apresentar uma história, uma sequência de fatos com os seguintes elementos:

personagem
ambiente
enredo
tempo

A personagem

A personagem não corresponde a realidade. É uma ficção, produto da imaginação do autor, embora, por isso mesmo, possa assemelhar-se a uma pessoa real.

É frequente, que a personagem tome outros aspectos, como:

uma animal, um vegetal ou mesmo um ser inanimado
um conjunto de pessoas, de animais, de seres inanimados, quando se chama personagem coletiva.

Dois traços básicos marcam as personagens:

os físicos - que são mais evidentes, pois referem-se à altura, ao peso, à cor da pele etc.

os psicológicos - cuja compreensão requer mais atenção por parte do leitor, pois dizem respeito a idéias, sentimentos, emoções, lembranças etc.

Personagens:

individuais: Temístocles, o prefeito etc
coletivos: os dois times, as duas cidades etc

Nem todos te a mesma importância. Por isso, alguns não chegam a ter nome, enquanto outros são melhor caracterizados.

Características físicas:

Temístocles: chutava com as duas pernas, era forte como um touro etc.

Colossal: era crioulo.

Características psicológicas:

Temístocles: corajoso, profissionalmente instável, sedutor etc.

Betinho: inexperiente.

O Ambiente

O ambiente consiste no espaço onde ocorrem as ações narradas.

Dois aspectos assumem relevo:
o físico - é integrado pelos lugares onde ocorrem as ações narradas: campo ou cidade; cidade do interior ou metrópole etc; lugares públicos ou privados: a rua, o campo de futebol, o bar, a praça etc.

o cultural - estabelecido pelas instituições sociais em jogo, seja nas personagens, seja através do enredo, como as maneiras de atuar e reagir, individuais ou grupais, os costumes, os hábitos, os instrumentos de trabalho ou de lazer etc.

No texto lido, por exemplo, há:

dois níveis do espaço físico: em primeiro lugar, uma cidade do interior brasileiro; em segundo, um local da prefeitura.

quanto a traços do espaço cultural: gosto pelo futebol, rivalidade entre as cidades, suborno de jogadores, idealização dos jogadores de futebol, com criação de lendas e p aixões despertadas por Temístocles etc.

O Enredo

Pode se entender o enredo como conjunto dos acontecimentos de que participam as personagens, no ambiente dado, durante determinado tempo.

São constituintes essenciais do enredo, na ordem em que se apresentam:

a disputa entre duas cidades, por causa do futebol;
o suborno do centroavante de umas dessas cidades;
a nessecidade e a procura de um substituto;
a saída de um emissário para contato com o substituto;
a expectativa da cidade e as lendas sobre o substituto;
o retorno do emissário.

O Tempo

Em toda narrativa existe um limite de tempo para as ações das personagens, ou, dizendo de outra maneira: o enredo tem um limite inicial e um limite final de tempo. Há histórias que duram por alguns momentos; outras, um ou vários dias. Há romances que abrangem meses ou anos.

O tempo pode ser cronológico ou psicológico:

O tempo é cronológico quando os acontecimentos se ordenam naturalmente na sequencia temporal do mundo físico como o que se dá na história de Temístocles.

O tempo é psicológico na história cujos fatos não se organizam pelo relógio ou pelo calendário, mas pela vida interior da personagem, para dizer o que ocorre em seu íntimo, como pensamentos, emoções, sentimentos.

As origens e formas das narrativas

Originalmente, as narratiivas eram elaboradas em verso. É o caso da epopéia e do poema narrativo.

À epopéia cabia exaltar os heróis nacionais e seus grandes feitos.

Elaborada em versos solenes, revelava, mediante a narração de atos heróicos, o nacionalismo, o heroismo e o maravilhoso.

São obras épicas importantes na cultura ocidental:

na Grécia: a Ilíada e a Odisséia, de Homero;
em Roma: a Eneida, de Virgílio;
em Portugal: os Lusíadas, de Camões.

O poema narrativo era uma composição em verso que continha personagens e apresentava uma sequencia cronológica de fatos, com extensão bem menor que a epopéia e sem sua grandiosidade.

A alteração dos padrões culturais entre os séculos XVI e XVIII provocou a evolução dos gêneros. A epopéia cede lugar de importância ao romance.

O Lirismo

Introdução

A palavra lirismo deriva de lira, porque, nas origens, refria-se a canções que eram acompanhadas pela melodia desse instrumento musical. Depois do texto passou a ser lido, em vez de cantado e musicado.

O texto lírico, tal como o narrativo, é uma expressão do indivíduo: ambos resultam da relação entre o homem e a realidade que o circunda. No caso do indivíduo, em que a relação se dá entre o eu e a realidade, um dos dois sempre assumem maior importância e peso.

Nos textos literários, que expressam tal relação, o desequilíbrio entre os elementos leva a duas situações:

objetividade: quando a expressão dá maior peso a realidade e, em consequencia, menor valor ao eu. Neste caso, os seres são figurados idênticos a si mesmos, predominando a linguagem denotativa, os aspectos descritivos do mundo exterior;
subjetividade- quando a expressão atribui mais importância ao eu que à realidade.

Aqui, o que predomina é a vida interior do eu: suas emoções, seus sentimentos, seus desejos, suas lembranças do passado.

Comparando-se o lirismo com a narrativa, temos:

lirismo: maior subjetividade;
narrativa: maior objetividade.

O Gênero lírico é autêntica fala do coração, do eu, que se denomina eu-lirico.

Por isso, a composição lírica é geralmente curta e se utiliza do verso, apelando quase sempre a melodia envolvendo os recursos de linguagem poética.

Embora, em literatura, a palavra poesia praticamente seja sinônimo de lírico, por relacionar-se a sentimentos e emoções pessoais, ela é praticamente impossível de definir, podendo ocorrer sem verso e até fora da linguagem literária, como num filme, numa cena doméstica ou em outras situações.

As origens e as formas do lirismo

No passado remoto, em suas origens gregas, as formas líricas eram inúmeras, classificando-se conforme cantassem sentimentos guerreiros, políticos, morais, amorosos, ou conforme se destinassem ao tanto individual ou por um coro.

Modernamente, as classificações tenderam a desaparecer, designando-se de maneira geral, como poemas as composições líricas.

Entre algumas que permaneceram por mais tempo ou tiveram mais importância, estão:

o soneto – forma poética com 14 versos que se apresentam em dois quartetos e dois tercetos. É uma das formas de mais difícil elaboração, exatamente por Ter um método exato e por envolver grandes necessidades de síntese, com um esquema de rimas bastante rigoroso;
a ode – geralmente bem mais longa que o soneto, comportava vários tipos de sentimentos, inclusive a análise de conceitos, pensamentos e reflexões;
a balada – canção para ser dançada, que envolvia tanto aspectos narrativos como líricos;
a elegia – destinada, de maneira geral a assuntos mais ligados a tristeza e a melancolia;
a cantiga – era de caráter popular e desenvolve-se na idade média.

O Teatro

O gênero gramático, hoje simplesmente teatro, contém elementos literários e não literários.

O teatro dispensa o narrador, uma vez que cada personagem fala por si mesma, por ter vida própria , o que não sucede na narrativa, em que o narrador de certa forma comanda as personagens. Embora em ambos os gêneros haja acontecimentos, enquanto a narrativa os apresenta, de forma indireta – pela leitura-, à imaginação do leitor, o teatro os representa, isto é, torna os presentes, no palco ou em espaço equivalente, diante dos olhos do espectador.

O elemento literário é o texto.

Os não literários são:

o cenário - espaço físico decorado conforme os objetivos do texto;
as personagens - figuras concretas que se mivimentam, que atuam, tornando presentes, representando, as ações que o texto envolve;
a comunicação direta, auditiva e visual, com os espectadores.

O conjunto desses elementos é hoje designado como espetáculo , embora nem todo espetáculo seja teatro. Este exije texto-base literário, ou seja, de ficção pela palavra.

As origens e formas dramáticas

Os textos do gênero dramático, e suas origens greco-latinas, eram:

a tragédia – era, para os gregos, o nome de representações em honra do Deus Baco, ou Dionísio. Como explica um estudioso, “a tragédia é uma desgraça final e impressionante, motivada pelo um erro imprevisto ou involuntário, envolvendo pessoas que merecem respeito e simpatia. Geralmente implica uma irônica mudança da sorte e comunica uma forte impressão de vazio. As mais das vezes, esta se faz acompanhar de infelicidades e sofrimentos emocionais”.

a comédia – ao contrário da tragédia, não pressupunha tema sério. Também originária dos cultos a Baco, envolvia assuntos leves, divertidos e até grosseiros.

O drama é modalidade recente e liga-se à evolução social que deu grande ênfase aos temas históricos e burgueses. Reúne elementos que antes eram próprios tanto das tragédias, quanto da comédia. Contém, por isso, assuntos sérios e cômicos, próprios da vida social, como os hábitos e costumes, as crenças, os preconceitos. Não raro, toma formas críticas, acentuando os vícios sociais e políticos.

O Trovadorismo

Trovadorismo é a escola literária que floresceu em Provença, sul da França, no fim do séc. XI, dominando a poesia européia até o século XIV.

Panorama Histórico-literário

Com o fim do Império Romano do Ocidente (476 a. D.) e as invasões bárbaras que assolaram a Europa, iniciou-se a idade média. As cidades se despovoaram e a população refugiou-se no campo, passando a viver no domínio de grandes propriedades rurais, chamadas feudos, e permitiram a instalação do povo humilde em suas terras, como servos, na condição de prestarem serviços, pagarem tributos e obedeceram aos senhores. Estes, em troca, ofereciam-lhes proteção.

Proteção. Num mundo violento, esse era um bom desejado por todos. Os próprios senhores feudais organizavam-se visando reforçar a capacidade de enfrentar ataques. A forma que encontraram para isso foi chamada relação de vassalagem, tipo de aliança em que um grande senhor feudal concedia parte de suas terras a outro nobre, para que este formasse um novo feudo. Em retribuição ao Dom, o beneficiado jurava lealdade ao benfeitor, prometendo também se juntar a ele nos combates. O senhor que concedia o feudo era chamado suserano, que recebia, vassalo.

A função social da aristocracia era de caráter militar. A educação dos jovens da nobreza voltava-se principalmente para a formação de cavaleiros, isto é, guerreiros a cavalos. Armar-se cavaleiro, ingressando na Ordem da Cavalaria, era um privilégio a que todo nobre aspirava, sobretudo os pobres, isto é, os que não tinham terras. Na educação do cavaleiro, incutia-se o ideal heróico, constituído de honra, coragem e lealdade. Simultaneamente, dava-se o adestramento nas armas. Mas, como tudo na Idade Média, não se concebia o ideal de nobreza independente da religião. O cavaleiro devia fazer da piedade e da virtude a própria essência de seu comportamento.

A Igrja Romana foi a força cultural mais influente da Idade Média. A ela coube a tarefa de explicar e justificar o mundo, e ela o fez através do teocentrismo.

Segundo essa ideologia, há uma ordem perfeita e imutável no universo e na sociedade, e essa ordem perfeita e imutável no universo e na sociedade, e essa ordem provém de Deus, que é o centro de tudo. Portanto, tudo deve voltar-se a Ele, o que justifica de se posicionar os bens espirituais acima dos materiais, cultivando-se os valores cristãos.

O ideal cavalheiresco

A literatura medieval expressa vivamente o espírito cavalheiresco, mescla de valores aristocráticos e religiosos, como se pode notar nas novelas de cavalaria e na poesia trovadolesca.

As novelas de cavalaria deram razão, principalmente, ao espírito épico cavalheiresco. Trata-se de composições narrativas em prosaque celebram feitos de armas de heróis exemplares, como os cavaleiros da Távola Redonda do Rei Arthur, enaltecendo virtudes guerreiras e morais, de acordo com o ideal ascético do cristianismo.

A poesia trovadoresca provençal, por sua vez, foi a expressão mais alta do lirismo europeu medievo, anterior a Dante e Petrarca.

O amor cortês

Nas cortes feudais de Provença, desnevolveu-se uma cultura sofisticada, de sensibilidade mundana, atenta à natureza e voltada para a valorização sensual do amor e da mulher.

Nunca o amor fora tratado como o centro da vida, tal como se deu na poesia dos trovadores e jograis. Nessa poesia, o jogo amoroso obedece a um intrincado conjunto de regras, que reflete o comportamento da corte feudal. Por isso, fala-se em amor cortês para caracterizá-lo. Entre essas regras, destaca-se a da mesura (ponderação, senso de medida), que não permitia mencionar o nome da amada uma vez que a mulher era casada. Esse amor adulterino destoa da moral teocêntrica. Com o tempo, o culto à mulher foi adquirindo contornos mais espiritualistas, a ponto de o sentimento inspirado por ela ser sublimado na forma de amor platônico. O trovsdor apaixonado presta vassalagem à senhora amada, inatingível. A vassalagem amorosa metaforiza a relação de vassalagem, que defina os vínculos hierárquicos da nobreza feudal.

O Barroco

O barroco da História da Arte, é o estilo que marca presença desde o fim do séc.XVI até meados do séc. XVIII; no entanto, seu período mais característico é o mesmo o séc. XVII.

A hipótese mais difundida para justificar a denominação dada período da arte é a de que o termo “barroco” deriva de Broatki, província da Índia descoberta por colonizadores portugueses em 1510. Esses comrciantes passaram a chamar a região de Baróquia, porque lá se colhia, em abundancia, um tipo muito especial de pérolas; de superfície áspera, bastante irregular e com uma coloração que mesclava tons brancos e escuros. O aspecto estranho e bizarro dessas pérolas fez com que elas se tornassem muito solicitadas na Europa.

O termo foi incorporado à arte porque o Barroco privilegia a riqueza de detalhes e de ornatos. Na pintura, caracteriza-se como a arte do chiaroscuro (claro-escuro). A predominância de linhas curvas, com forte sugestão de movimento, explorando novos efeitos de perspectiva e de aparência irreais, com muitas filigramas na ornamentação (folhagens, volutas, arabescos) são elementos que se aglutinam para reforçar a propriedade de tal identificação.

Panorama Histórico-literário

Complexo e multiforme, o Barroco diferencia-se do Classicismo anterior pela exuberância de imaginação e pela efervescência de imagens sinuosas e assimétricas.

Transgredindo o princípio da harmonia universal buscando pelos clássicos, o Barroco se caracteriza pela contorção das formas e pela instabilidade.

O dinamismo e o desequilíbrio , marcas características do Barroco, de certa maneira espelham as reações da Igreja e das monarquias absolutitas ao processo revolucionário instaurado pelo Renascimento e pela Reforma. O epicentro desse reacionarismo ultraconservador foi a Espanha de Felipe II, manifestando-se intensamente nos sessenta anos em que esse país dominou Portugal (1580-1640).

A contra ofensiva da Igreja teve início com a realização do Concílio de Trento (1545-63), que restabeleceu normas doutrinas e morais rígidas, reativando a Inquisição, com suas práticas de perseguição, tortua e outras hostilidades aos considerados “herges”.

Empenhada em restaurar seu prestígio e seu poder, a Igreja instituiu também o Index Libri Improbi (1571), em que listava as obras de leitura proibida aos católicos.

Além das que divulgavam o pensamento reformista de Martinho Lutero e João Calvino, incluíam-se nessa relação as obras de Niccolò Maquiavel, Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Isaac Newton, Giordano Bruno e muitos outros. Assim, uma época de fascinante abertura, sucedia-se um período de obscurantismo e repressão, armado pela Igrja e apoiado pelas monarquias absolutas.

A comphania de Jesus, fundada em 1540 para servir de ponta-de-lança à Contra Reforma, assumiu o controle das principais escolas e universidades, impondo-lhes a filosofia da escolática medieval em sua corrente tomista, de linha mais tradicional e intransigentemente dogmática.

Esse autoritarismo mandonista da Igreja refletiu-se em praticamente todas as formas de arte barroca. Como a religião transformara-se de novo em elemento primordial da vida individual e coletiva, o Barroco tornou-se, nos países católicos, a arte da Contra-Reforma.

O Dualismo Existencial

O homem barroco, pelas cincurstâncias já referidas, teve uma vida tensa, tornando-se um ser dividido e angustiado.

Essa sensação sufocante provém das pressões antagônicas a que foi submetido: de um lado, encurralado pela Contra-Reforma; do outro, querendo preservara perspectiva libertária que lhe fora revelada pelo Renascimento.

Acuado, o que fez para sair desse impasse? Assumiu diante da vida atitudes duplas e contraditórias: procurou conciliar o antropocentrismo renascentista com o teocentrismo medieval/contra-reformista. A essa busca de síntese existencial corresponde o fusionismo ou hibridismo, traço fundamental da arte barroca. Tornou-se assim um ser “anfíbio”: procurou desfrutar os prazeres materiais da efêmera vida terrena (temática do carpe diem horaciano, “aproveita intensamente o dia”), ao mesmo tempo em que se reaproximou da Igreja para assegurar a felicidade eterna.

Para alcançá-la, sentiu necessidade de dialogar com Deus, pois “o santo só pode surgir através do homem”, como considerava Pe. Antônio Vieira, o escritor mais representativo do Barroco na lígua portuguesa.

Esse dilema, essa permanente sensação de dúvida, insegurança e hesitação vem demonstrada, por exemplo, do soneto seguinte:

“Delírios da Natureza”

Em um ponto muito me alegro, e me entristeço,
Choro,e rio, ouso, e temo, vivo, e morro,
Caio, e grito, contemplo, e não discorro,
Parto, e fico, não vou e me dispeço.

Lembrando-me de mim, de mim me esqueço
Ora fujo, ora torno, paro e corro,
Já atado, já solto, preso, e forro,
Lince, e cego,me ignoro, e me conheço.

Eu mesmo me acredito, e me desminto
Eu mesmo agravo o mal, e peço a cura
Eu mesmo me consolo e me ressinto.

Saiba, pois, toda a humana criatura,
Que, para escapar deste labirinto,
Há de fugir às mãos da formosura.

O Romantismo

O Romantismo é a arte do sonho e da fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular.

Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais.

Panorama Histórico-literário

A arte romântica domina a primeira metade do séc. XIX, tendo se originado no final do séc. XVIII, na Alemanha e Inglaterra. Seu ponto de propagação mundial foi a França, no começo do séc XIX.

O movimento romântico surgiu como oposição ao espírito racional dos clássicos (equilíbrio, perfeição, clareza, harmonia, disciplina) e como meio de expressão da burguesia, que define o seu poder com o sucesso político da Revolução Francesa(1789) e com o prestígio econômico da Revolução Industrial (1760).

Expressando o anseio de liberdade dessa nova classe, então eufórica com a recente vitória sobre a nobreza decadente, a literatura romântica baseia-se na imaginação e no sentimentalismo, que desrespeitam as normas e os modelos da literatura clássica, vinculada ao Antigo Regime. Resulta daí uma literatura impetuosa, apoiando-se num tipo de frase envolvente e calorosa, bem próxima das expectativas populares.

Sintetizado a rebeldia romântica, Victor Hugo dirá, em 1827, no prefácio de sua célebre peça Cromwel: “Metamos o martelo nas teorias, nas poéticas e nos sistemas(...)

Nada de regras nem de modelos”. A partir de então, a literatura deixou de ser produzida para os salões aristocráticos da nobreza em livros de grande tiragem, jornais e revistas.

O público leitor de então passa a ser o banqueiro, o negociante, o industrial, o médico, o professor, o advogado, o estudante etc.

A sensibilidade Romântica

O romantismo é rebelde e revolucionário. Sua revolução representa na literatura o que a queda do Antigo Regime representou na evolução política da humanidade. O gosto literário do Antigo Regime corresponde ao Classicismo, em sentido amplo (Renascimento, Barroco, Arcadismo), assim como o Romantismo dá início à sensibilidade contemporânea, que envolve o Realismo, Naturalismo, Impressionismo, Parnasianismo, Simbolismo e as várias fases do Modernismo.

Além da rebeldia e do esp’ririto revolucionário, as principai características da literatura romântica são: individualismo, nacionalismo e liberdade.

Individualismo

Individualismo é sinônimode subjetivismo, egotismo e personalismo. Todos esses vocabulos apontam para o culto do eu.

Isso quer dizer que o romântico expressa de maneira livre e quase direta as experiências pessoais e íntimas: amores, dúvidas, ânsias, delírios, desejos, medos e paixões. Assim, a arte romântica poderá ser tanto eufórica, com explosões de entusiasmoe otimismo, quanto melancólica, com crise de depressão e pessimismo.

Nacionalismo

O artista Romântico valoriza as tradições populares, o folclore e a história de sua pátria. Ama o pitorseco, o exótico e a cor local da terra natal ou região em que se criou.

Decorre daí, no Brasil, o culto da natureza (naturismo): índios heróicos, mata virgem, rios, mitos e guerras tribais. Na Europa, a atenção dos artistas voltou-se mais para as lendas medievais (medievalismo), que envolviam a vida nos castelos e as guerras entre cristãos e árabes. Além de representarem aspectos e o medievalismo podem tembém ser entendidos como consequencia da ânsia de evasão ou escapismo, isto é, desejo de fuga da realidade imediata.

Liberdade

A liberdade romântica possui conseqüências técnicas e temáticas.

Do ponto de vista técnico, a liberdade manifesta-se na ruptura com as normas rígidas da composição clássica: criam-se novos ritmos, novas combinações métricas, novos gêneros e novas formas poéticas. No teatro, cria-se o drama, que é uma deformação da tragédia clássica. No lugar do soneto clássico, prefere-se uma forma aberta e livre de poesia chamada poema, que tanto pode ser lírico quanto épico. Na narrativa, consolida-se o romance, que é uma longa estória de aventura ou amor que envolve situações ou valores burgueses. Entram em moda também a novela (narrativa menor que romance) e o Conto (narrativa menor que a novela). D o ponto de vista temático, a liberdade romântica intensifica o uso da imaginação, dos sonho, do ideal e da fantasia. Surgem, assim, os cenários macabros, com cemitérios, espectros e aves noturnas.

O Estilo Romântico

Os artistas românticos incorporam ao estilo literário o sentimento da natureza, isto é, passam a ver na paisagem significados e sentimentos que na verdade pertemcem a eles próprios. Essa projeção do sujeito sobre a natureza infuencia o estilo da literatura romântica, que imita as cores, os sons, os ritmos, os cheiros, e as linhas da paisagem. No Brasil, em especial, os escritores se deixam influenciar também pela língua natural da terra, o tupi-guarani .

Além das sugestões da fauna, da flora e dos primitivos habitantes de nossa matas, a linguagem dos centros urbanos e das diversas regiões do país infuenciou substancialmente o estilo literário do romantismo brasileiro. A essa pressão da linguagem falada sobre a escrita da-se o nome de brasileirismo linguistico. Ele acabou criando um sistema proprio de colocação pronominal, diferente do de Portugal, e imprimiu um rítmo també, próprio à sintaxe brasileira, muito mais próxima de nossa sensibilidade.

De modo geral, numa frase românica há mais sentimento do que organização estética, isto é, observa-se nela o predominio da função emotiva da linguagem. Quer dizer, a primeira pessoa gramatical sobrepuja as demais, havendo recorrência intensiva de interjeições, exclamações e reticências.

Fonte: campus.fortunecity.com

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