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Gengibre

Zingiber officinale

O gengibre é uma planta arbustiva, que pode atingir até 80 cm de altura. Possui folhas de cor verde claro a verde escuro, com área foliar pequena.

Normalmente planta-se o gengibre no início do período das chuvas, que em nossa região vai de outubro a novembro. Mesmo assim recomenda-se que a área seja irrigada, pois é uma planta que precisa de muita água para uma boa produtividade. A colheita se dá nos meses de seca, junho, julho, agosto, quando as folhas secam, desenterrando-se os rizomas. É um condimento muito utilizado na culinária oriental, sendo que no ocidente não tem muita utilização, não apresentando um grande valor econômico.

Gengibre

Foi introduzido na Europa por Marco Pólo, que teve o primeiro contato com esta especiaria na Ásia Tropical. Após isso se tornou muito importante na Europa, se tornando a especiaria mais procurada e comercializada. Somente no período do Renascimento que perdeu fôlego na culinária européia. No Brasil já está bastante difundido, e deve ter sido trazido pelos primeiros colonizadores.

O gengibre é riquíssimo em princípios ativos, poderíamos ficar horas falando dos seus compostos químicos, mas como este não é o objetivo deste trabalho, podemos citar o mais importante, que são os óleos essenciais.

Como é uma planta muito rica quimicamente, é de se esperar que também seja utilizada para uma infinidade de casos. Possui uma ação carminativa e digestiva, sendo muito útil seu consumo juntamente com os alimentos. É usado para controlar enjôos e vontade de vomitar devido a viagens de avião, carro e navio. Tem estudos mostrando que possui a mesma ação que o Plasil (medicamento utilizado para controlar enjôos).

Na China é usado para diminuir os efeitos de uma intoxicação alimentar. É usado para gripes, resfriados, possui ação antitussigena, podendo ser utilizado com excelentes resultados para a bronquite. Ajuda a fortalecer o sistema nervoso segundo a medicina ayurveda. Os indianos dizem que permite transportar mais energia pelo corpo, podendo ser usado para cólicas menstruais, tônico corporal para fadiga geral e até mesmo para febre.

O emprego do gengibre na culinária proporciona verdadeiras surpresas. Podemos utilizá-lo seco, na forma de pó, que particularmente eu não gosto, pois o pó deixa muito a desejar em sabor e aroma; e fresco que é o mais aromático.

A falta de aroma do pó de gengibre se deve ao processo de secagem, que acaba por volatilizar o óleo essencial. É muito empregado na culinária japonesa, indiana e nos países asiáticos como um todo.

No Brasil praticamente não se usa o gengibre no dia-a-dia, a não ser pelos descendentes japoneses e na região norte, onde o gengibre é conhecido pelo nome de mangarataia.

Nesta região é muito comum o chá de mangarataia, que é consumido como chá terapêutico e também como bebida resfrescante. Já em outras regiões do Brasil é comum o preparo do quentão nas festas juninas. Algumas observações interessantes sobre o gengibre pelo mundo: No Japão se consome o sashimi (peixe cru) com gengibre para que este possa matar possíveis larvas de vermes presentes na carne do peixe; o gengibre vai na composição do curry, o que o faz ser amplamente consumido em várias regiões do mundo, em vários países se prepara um refrigerante a base de gengibre sendo que esta formula já esteve no Brasil, mas parece que não agradou muito o paladar brasileiro.

O gengibre pode ser curtido e consumido durante as refeições ou mesmo como petisco durante o aperitivo. Pegue rizomas frescos e de preferência dos mais grossos, descasque, lave e com uma faca bem afiada vá cortando em fatias bem finas, mas no sentido transversal das fibras.

Coloque um pouco de sal e misture. Deixe na geladeira umas 12 horas e com a mão vá pegando alguns punhados e aperte bem, para retirar toda a água. O uso do sal é para desidratar os rizomas. Uma vez bem espremidos, coloque em um vidro e adicione vinagre tinto. Os japoneses colocam um corante vermelho para ficar mais bonito, mas aqui no Brasil os descendentes colocam o que eles chamam de ume para colorir o gengibre.

Depois de alguns dias curtindo o gengibre já pode ser consumido, e esta conserva pode durar vários anos.

Outro prato muito gostoso é carne de porco com gengibre.

Pegue um bom pedaço de carne de porco, limpe e faça alguns furos com uma faca. Deixe marinando de um dia para o outro em um preparado de alho, cebola, limão (de preferência o limão cravo), pimenta cumarí (na carne de porco esta pimenta dá um toque todo especial), pimenta do reino e gengibre ralado, mas coloque bastante gengibre. Coloque este tempero dentro dos furos da carne.

Na hora de preparar coloque na panela óleo, cebola, alho, gengibre fatiado em tiras e depois de alguns minutos coloque a carne para refogar. Doure bem a carne até ficar com aquela casquinha por fora e depois vá adicionando um pouco de água para o cozimento completo.

Sirva com arroz branco, legumes refogados, e uma salada verde temperada com vinagre balsâmico. Outro prato saboroso é uma salada de alface temperada com gengibre.

Lave algumas folhas de alface, de preferência o alface americano.

Em uma vasilha rasgue estas folhas, coloque vinagre, shoyu, óleo de soja e rale gengibre por cima da salada.

Fonte: www.jperegrino.com.br

Gengibre

ESPECIARIA ORIENTAL

Apesar de sua pouca utilização no preparo de refeições diárias e habituais, o gengibre é uma especiaria (tempero ou condimento) muito conhecida há mais de dois mil anos e trazida ao Brasil pelos holandeses, segundo as pesquisas.

Culturalmente ele pode ser usado como ingrediente do famoso quentão apreciado durante as festas juninas e em alguns produtos farmacêuticos e de confeitaria. Em outros países sua utilização se estende à fabricação de bebidas alcoólicas como cerveja e licor. Podemos encontrá-lo ainda em conservas tornando-as mais ardida ou picante, como também na formulação do curry.

Gengibre

Dizem os pesquisadores que os árabes fazem uso do gengibre como afrodisíaco e expectorante, muito embora não seja ele indicado para as pessoas que apresentam gastrite, úlceras gástrica ou duodenal ou qualquer outra irritação similar no tecido da mucosa que reveste todo o nosso trato digestivo e absortivo, incluindo aqui, boca, esôfago, estômago e intestinos.

Excetuando estas implicações o gengibre auxilia no aumento da atividade do cérebro, na atividade dos órgãos respiratórios prevenindo ou auxiliando o tratamento da rouquidão e bronquites e ainda nos casos onde se perceba elevada formação de bolhas gasosas pelo intestino grosso conhecidas por nós como gases, cólicas ou flatulência.

Do gengibre podemos fazer infusões no preparo de chás ou solução para gargarejo. Em algumas farmácias ou lojas de produtos naturais encontramos o gengibre na forma de pastilhas e xaropes. Normalmente obtemos o pó do gengibre em supermercados, neste caso como especiaria culinária.

O clima desta estação torna mais propício o uso do gengibre por ser ele um condimento picante e ardido. Em alguns casos, sempre com orientação do profissional médico ou nutricionista, aconselha-se usá-lo no preparo de algumas refeições como substituto do sal de cozinha, o que nos permite acentuar o paladar dos alimentos oferecidos aos hipertensos ou àqueles em tratamento de disfunções renais. Isso não significa restringir seu uso.

“Nutricionalmente” falando, o gengibre é fonte de cálcio, manganês, selênio e zinco, e das vitaminas niacina, vitamina B6 e vitamina C. Notem que o uso em excesso pode ser prejudicial à saúde, o correto é usá-lo em poucas quantidades. Para quem imaginou o gengibre na prevenção da osteoporose é mais prudente lembrar que o alimento rico em cálcio, indiscutivelmente o mais apropriado, é o leite e seus derivados. Isto é regra 1.

Por apresentar um aroma picante é aconselhável usarmos o gengibre no preparo de carnes e em molhos para as massas. Vejam como é fácil: Filé de peixe (de sua preferência), gengibre, alho e óleo para grelhar. Pronto!.

Fonte: www.riototal.com.br

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