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Gergelim

Gergelim

Origem e Histórico

É uma das espécies vegetais mais antigas cultivadas pelo homem. O local de sua origem é incerto podendo situar-se entre Ásia e a África. De Candolle afirma ser o gergelim originário da ilha de Sonda (África), segundo Caminhoá o gergelim provem da Ásia e da África e, para outros autores, o gergelim é originário apenas da Ásia. Os principais centros de origem e difusão são a Etiópia (centro básico) e Ásia (Afeganistão, Índia, Irã e China).

A planta do gergelim é cultivada desde a antigüidade; no Egito, tempo dos faraós, já se aproveitava o gergelim para obtenção do óleo, os impérios entre os rios Tigre e Eufrates (Ásia Menor) cultivavam comercialmente o gergelim, os orientais - notadamente os indianos- consideravam as sementes do gergelim quase sagradas.

Chegou ao Brasil (Nordeste) trazido pelos portugueses no século XVI; aí foi plantado, tradicionalmente, como " cultura de fundo de quintal " ou em pequenas áreas - de separação de glebas - chamadas de terreiros. O produto obtido - grãos - era consumido, a nível de fazendas, e havia raros excedentes para comercialização.

Usos do Gergelim

O principal produto do gergelim é o grão (semente). Seu uso vai da culinária à medicina e à indústria farmacêutica e de cosméticos à porções afrodisíacas. Os grãos são comestíveis, fornecem óleo e farinha, contem vitaminas A, B, C, e possuem bom teor de cálcio, fósforo e ferro (grãos pretos são mais ricos em cálcio e vit. A).

Os grãos claros, tostados, dão farinha muito nutritiva; esta novamente tostada e passada numa centrífuga transforma-se em um tipo de manteiga conhecida como tahine (de grande uso entre os árabes); o gergelim preto é usado no preparo do gersal (gergelim + sal) que se constitui num dos temperos básicos da culinária e substância da medicina macrobiótica e integral, considerado alimento ideal para tirar a acidez do sangue, para aumentar a atividade e o reflexo cerebral, para combater as doenças venéreas e para fortalecer a pele.

Na culinária caseira usa-se o grão como tempero e dele extrai-se farinha usada como massa para biscoitos, bolachas, bolos, pães e pastas.

O uso do gergelim ainda se dá por:
Confecção de balas e torrões (gergelim + açúcar mascavo). Salada de brocoli + gergelim (brocoli + gergelim + suco de limão) Halawe (doce de gergelim) apreciado pelas colônias árabe e judaica. Óleo de gergelim (extraído do grão) é semelhante ao óleo de oliva e utilizado para o tempero de saladas, para fabricação de doces, balas, de afins. No prato japonês composto de acelga ao molho de shoyu e gergelim. Torta de gergelim - subproduto da extração do óleo - destinada à alimentação dos homens e dos animais domésticos. Plantado em consórcio com o algodoeiro o gergelim ajuda a controlar o bicudo.

As sementes

As sementes gergelim são pequenas, achatadas, coloração variando do branco ao preto; os teores médios dos componentes encontrados em 100 g. de grão são: (5,4%), calorias (563), proteínas (18,6), óleo (49,1%), carboidratos totais (21,6%), fibras totais (6,3%), cinzas (5,3%), cálcio (1.160mg), fósforo (616mg), ferro (10,5mg), sódio (60mg), potássio (725mg), vit. A (30 UI), tiamina (0,98mg), riboflavina (0,23mg), niacina (5,4mg); 1.000 sementes pesam, em média, 2,59 gramas.

O óleo

O óleo de gergelim tem teores altos de ácidos graxos insaturados, de proteína digestível, e de sesamol (2%); além do mais o óleo possui grande resistência à rancificação por oxidação (propriedade atribuída ao sesamol).

A torta

A torta de gergelim tem alto teor de proteína (39,77%), baixo teor de fibras (4,7%); obtida por prensagem (método Expeller) dos grãos a torta ainda possui 8,2% de umidade, 12,8% de óleo, 22,8% de carboidratos e 11,8% de cinzas.

Clima

O gergelim é considerado planta tropical e subtropical; vem sendo cultivado em quase todos os países de clima quente e em zonas temperadas (mais amenas, até 16ºC). O gergelim distribuiu-se, no mundo, entre as latitudes de 25 º N e 25 º S mas pode ser encontrado medrando na China, na Rússia e nos EUA.

A altitude da zona de plantio não deve ultrapassar a 1.250m. (para a maioria das cultivares), a temperatura média do ar deve estar entre 25ºC e 27ºC (notadamente para germinação, para manter crescimento/desenvolvimento da planta e para manter altos os teores de sesamina e sesamolina). A planta requer 2.700 unidades de calor (graus térmicos) por 3-4 meses, chuvas leves de 400 a 650mm./ano bem distribuídas - 160 a 180mm. no primeiro mês de vida -, brilho solar por 12 a 14 horas/dia (10 horas de preferência);baixas altitudes (próximas ao zero) e boa luminosidade são interessantes para o gergelim.

O gergelim é considerada planta resistente à seca; Weis 1971 (citado pela Embrapa), idealizou a distribuição das chuvas para o gergelim da seguinte forma: 35% do total de chuvas da germinação ao aparecimento do primeiro botão floral, 45% durante o período da floração e 20% no início da maturação.

Solos

O gergelim prefere solos profundos - 0,6m. a acima - com textura franca, bem drenados e de boa fertilidade natural (macro e micronutrientes) e nunca solos salinos. A planta pode crescer/desenvolver-se em tipos diversos de solos sem atingir a plenitude observada nos solos preferenciais. Os solos devem apresentar reação neutra - pH próximo a 7 - não tolerando, a planta, aqueles com pH abaixo de 5,5 ou acima de 8, é extremamente sensível à salinidade e alcalinidade (por sódio trocável). Em regiões semi-áridas do Nordeste (Seridó, Cariri, Sertão) os solos são razoáveis para o cultivo da planta que é considerada esgotante do solo sendo sensível ao encharcamento e a saturação hídrica do solo.

Plantio

O gergelim deve ser propagado, comercialmente, por sementes; por serem pequenas elas devem ser lançadas em solo bem preparado objetivando-se facilitar a emergência das plantinhas, promover seu estabelecimento rápido e evitar a competição de ervas.

Preparo do Solo

Pelo pequeno produtor é feito via uso do cultivo (operação contra indicada); o preparo "convencional" - uma a duas arações e uma a duas gradagens - feito por médios e grandes produtores é inadequado para as condições tropicais. Para o preparo indica-se:

Preparo com solo seco

Inicialmente fazer trituração e pré-incorporação de restos culturais e plantas daninhas tardias através de grade aradora; em seguida realiza-se uma aração de 20-30cm. de profundidade plantando-se no seco ou no início do período chuvoso.

Preparo com solo úmido

Tritura-se e incorpora-se restos culturais e plantas daninhas com uso de grade leve ou niveladora; 7 a 15 dias após incorporação realiza-se uma aração com arado de aiveca. Evitar uso de grade aradora ou muito pesada.

Épocas de plantio

Para cultivares de ciclo longo (4-6meses) recomenda-se o plantio no início das chuvas; para cultivares de ciclo longo fazer plantio

Semeadura

A semeadura pode ser realizada em sulcos contínuos, à mão ou mediante o emprego de semeadoras adaptadas. Há semeadora manual bastante simples e de fácil construção; consta de uma lata de óleo de soja de um litro, com um furo no fundo e acoplada (amarrada) a uma haste de madeira própria para o plantio em covas. Ela abre a cova (ponta da madeira) e semeia (6-10 sementes) simultaneamente. Não utilizar sulcos com profundidade acima de 3cm.; segundo o espaçamento adotado gasta-se 1 a 3 quilos de sementes para semear um hectare.

Deve-se plantar em período tal que o amadurecimento/colheita das plantas ocorra em período seco (sem incidência de chuvas sobre as capsulas abertas).

Os espaçamentos recomendados para o Nordeste brasileiro - onde o fator limitante é água - são de 100cm. entre fileiras - com uma planta a cada 20cm. na fileira para cultivares que se ramificam - e 60-70cm. entre fileiras - com uma planta a cada 20cm. na fileira - para cultivares que não se ramificam e de ciclo curto. Para cultivares de ciclo médio a curto e de habito de crescimento ramificado - policaule - tem-se obtido, preliminamente, rendimentos satisfatórios com configurações envolvendo fileiras duplas - 170cm. x 30cm x 10cm. (100 mil plantas/hectare).

Adubação

O gergelim é considerado planta esgotante de solos; de uma maneira geral, para fins de adubação, recomenda-se retirar amostras de solo, na profundidade de 0-20cm. por áreas uniformes do terreno a plantar e enviá-las a laboratório para análise. Caso análise indique fósforo disponível acima de 10 ppm dispensar o uso de adubação fosfatada; se o teor de matéria orgânica for superior a 2,6% não se recomenda o uso de fertilizantes nitrogenados.

Cultivando gergelim em solos desgastados - sem restauração da fertilidade via adubação orgânica e/ou inorgânica -, os rendimentos obtidos deverão ser baixos. Salienta-se que é preferível colocar gergelim em sistema de rotação cultural - com milho e algodão herbáceo - em solos adubados no ano anterior.

Tratos Culturais

Desbaste: para atender à recomendações referentes aos espaçamentos e densidades de plantio é necessário proceder-se ao raleamento ou desbaste no campo; este deve ser feito em duas etapas e com solo úmido:

Primeira

Plantas com 4 folhas - deixa-se 4-5 plantas por unidade de espaçamento dentro da fileira;

Segundo

Plantas com 12-15cm. de altura - em desbaste definitivo-deixa-se uma a duas plantas por unidade de espaçamento dentro da fileira.

Controle de ervas daninhas: gergelim é planta de crescimento inicial lento; o preparo do solo já auxilia no controle de ervas quando é feito com trituração/incorporação e aração com terreno úmido. Além disso usa-se métodos mecânicos - enxada ou cultivador - ou métodos químicos - herbicidas -.

Os cultivos mecânicos devem ser superficiais e realizados logo no início (plantas jovens são vulneráveis à ação do cultivador). Os equipamentos devem operar superficialmente no máximo a 4cm. de profundidade.

No caso de herbicidas os produtos comerciais deverão ser, em sua maioria, aplicados em pré-emergência (PRE) em solo úmido; para uso desses químicos deve-se levar em conta a textura do solo, (areia, barro, argila) e o teor de matéria orgânica. Caso a população de ervas for mista - folhas largas + folhas estreitas usar mistura de herbicidas (graminicida + latifolicida). Testes com produtos químicos demonstraram que, em condições de sequeiro ou de irrigação, o Alachlor (3-4 kg/ha) e o Diuron (1,1 kg/ha) , ambos em PRE da cultura e ervas, foram os herbicidas mais eficientes.

Pragas do Gergelim

Lagarta enroladeira: Antigastra catalaunalis, Lepidoptera. É a principal praga de cultura, exige controle sistemático em lavouras extensas ou em áreas tradicionais de cultivo notadamente em anos de pouca chuva.

O adulto fêmea é um inseto - mariposa - amarelo-castanho que efetua postura na face inferior da folha; dois a cinco dias após surgem larvas - lagartinhas - branco-amareladas (mais tarde passam a verde-amareladas) que dobram o limbo da folha no sentido longitudinal e se alimentam da face dorsal. Em ataques severos as lagartas abrem galerias no ápice da planta e nas cápsulas (frutos) reduzindo drasticamente a produção de grãos.

O controle deve ser feito antes da frutificação - fases anteriores - com duas aplicações em pulverização com agroquímicos à base de carbaryl (Carvim, Sevin) ou deltametrina (Decis).

Saúvas

Atacam a fase inicial do desenvolvimento do gergelim; em áreas recém-desmatadas deve-se efetuar o controle com produtos formicidas.

Cigarrinha Verde

Empoasca sp., Homoptera. Inseto transmissor de viroses e da filoidia para o gergelim notadamente quando existem feijoeiros e malváceas (guanxumas e vassaourinhas) contaminados nas cercanias. O inseto adulto mede 3-5mm. de comprimento, tem cor verde, possue asas. São saltadores magníficos, as formas jovens são verde-claras, sem asas e deslocam-se lateralmente com movimentos rápidos.

Todos sugam a seiva das folhas e estas e plantas atacadas apresentam-se verde-amareladas, bordas das folhas enrolados para baixo e ramos com cor verde-pálida.

O controle pode ser feito através de aplicação de agroquímicos à base de Tiometom ou Pirimicarb.

Pulgão Aphis sp., Homoptera

Praga de importância principalmente em culturas conduzidas sob irrigação e/ou consorciadas com o algodoeiro. O adulto é um inseto pequeno, de corpo mole, reproduz-se sem concurso do macho em locais quentes, vive em colônias sugando a seiva da face interior de folhas, brotos e ramos tenros. Plantas atacadas apresentam folhas brilhosas com o aspecto "melado" característico (deposição de fezes na face inferior).

Vaquinhas Amarelas (besourinhos)- Coleoptera

São problemas nos 30 dias iniciais de desenvolvimento da lavoura quando provocam orifícios ovalados nas folhas. Podem ser controlados com malatiom, carbaryl, deltametrina.

Mancha Angular: agente causador de doença- fungo Cylindrosporium sesami, Hansford: das principais moléstias, causa sérios prejuízos à planta; atinge, por vezes, 100% das plantas, afetando folhas. Produz lesões angulares quadráticas ou retangulares e irregulares, cor parda ou parda-escura, mais claras na face inferior da folha. Embora existam nas duas faces as estruturas do agente estão mais presentes na face superior. O fungo ataca, com mais intensidade as folhas baixas (mais velhas) que caem desfolhando a metade inferior da planta. O agente é propagado de local a local por sementes infectadas.

O controle é feito por: -uso de cultivares resistentes à doença; - pulverização com fungicida à base de sulfato de cobre quando as plantas atingirem 25-30cm. de altura; - uso de sementes sadias, livres do agente, obtidas de plantas sadias e tratamento de sementes com fungicidas à base de carbendazim ou tiofanato metílico.

Podridão Negra do Caule

Agente causador fungo Macrophomina phaseolina (Tassi) Gold: ocorre com severidade causando grandes prejuízos à planta; no caule e ramos aparecem lesões de coloração marrom-claro que podem circundá-lo ou estender-se longitudinalmente até próximo ao ápice da planta. Plantas atacadas podem secar e morrer posteriormente. O controle passa por cultivares resistentes.

Murcha de Fusario

Agente causador da doença - fungo Fusarium oxysporum: aparece em quase todas as regiões onde se cultiva o gergelim; através corte transversal do caule pode-se observar o enegrecimento dos tecidos do sistema vascular das plantas que, com esses sintomas murcham, secam e morrem. Doença ocorre desde estágio de plântula até a maturação.

O controle é feito pelo uso de sementes livres do agente, por rotação de culturas e por uso de variedade resistente (a Aceitera).

Virose

Plantas afetadas podem ficar atrofiadas mostrando áreas cloróticas ou de cor amarela intercaladas com áreas verdes na superfície foliar. A doença pode ser transmitida pela cigarrinha verde.

Filoidia

Caracteriza-se pelo encurtamento dos internós e pela proliferação abundante de folhas e ramos na parte apical da planta afetada, que exibe um aspecto de envassouramento. Por transformação dos órgãos florais em folhas há esterilidade da planta. A moléstia é transmitida por enxertia e por insetos pasídeos.

Rotação de Culturas

A rotação de culturas promove benefícios na produtividade e redução de pragas no gergelim e lavouras que entrarem no sistema de rotação. Os seguintes esquemas são preconizados por Silva(citado pela Embrapa) a saber: feijão-gergelim, milho-gergelim-milho, mamona-amendoim-gergelim. Cannechio Filho 1972(citado pela Embrapa) salienta que as melhores culturas para a rotação com o gergelim são milho e algodão herbáceo.

Colheita/Rendimento

Colheita

Segundo as condições ambientais e a cultivar o gergelim completa o seu ciclo entre 3 e 6 meses. Por apresentar frutos deiscentes - que se abrem naturalmente na maturação (e deixam cair as sementes que se perdem) na maioria das cultivares - a colheita do gergelim requer cuidados. Por ocasião da colheita as cápsulas devem estar maduras sem estarem abertas.

Para se realizar uma colheita bem feita deve-se:

Saber a duração do ciclo da cultivar (variedade).

Determinar a época do corte em função da ocorrência do amarelecimento das folhas, hastes e frutos.

Observar o momento do inicio da abertura dos frutos da base da haste - nas cultivares deiscentes que indica o momento exato do inicio da colheita.

A colheita pode ser feita manual ou mecanicamente; na manual as plantas são cortadas na base e amarradas em feixes pequenos de 30cm. de diâmetro para que as plantas, protegidas das chuvas, fiquem empilhadas com os ápices (parte de cima). Hastes e frutos já secos devem ser levados a um terreiro cimentado ou o piso com lona, feixes virados de cabeça para baixo, o operário deve bater com um pedaço de madeira para liberar os grãos de gergelim para o piso protegido. Recolhe-se os grãos, faz-se abanação (retirada de folhas e pedaços de galhos), coloca-se o lote para secagem ao sol. A exposição das cápsulas abertas às chuvas (umidade) provoca o escurecimento dos grãos e sua depreciação comercial do produto; para se evitar isso deve-se sincronizar a época de plantio e o ciclo da cultivar para colher-se na época de estiagem.

Rendimentos

Sessenta (60) a cento cinqüenta (150) gramas de sementes ou mais - duzentos (200) gramas - de grãos por metro quadrado traduzem em bom rendimento da lavoura; As cultivares neste artigo relacionadas podem render 2.000kg/ha de grãos - lavouras irrigadas - e 500-1.000kg/ha (lavouras de sequeiro). Cultivar CNPAG 2 produz 600kg/ha (sem adubação) e 1.000kg/ha (com adubação).

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Gergelim

Gergelim

O Gergelim é uma planta oleaginosa cultivada desde tempos antiquíssimos. Na Mesopotâmia, Índia, Egito, China e Grécia suas sementes eram muito apreciadas como condimento e alimento requintado e energético.

No túmulo de Ramsés III (século XIII a.C.) pode-se ver em um afresco que os egípcios já adicionavam gergelim à massa do pão. Atualmente, continua a ser de uso popular em países orientais e americanos, onde inclusive se prepara uma bebida com ele que as mulheres tomam para facilitar a secreção láctea quando amamentam.

Propriedade e indicações

As sementes de gergelim contêm uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico:

Lipídios ou gorduras (52%), praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de3 colesterol no sangue.

Dentre as gorduras do gergelim, encontra-se a lecitina, que é um foso-lipídio (gordura fosforada) que desempenha uma importante função no nosso organismo. E componente essecial do tecido nervoso, também se encontra no sangue, no sêmen e na bílis e intervém na função das glândulas sexuais.

A lecitina é um poderoso emulsionante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lipídios em geral, especialmente o colesterol, evitando assim que se deposite nas paredes das artérias (arteriosclerose). O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.

Proteinas (20 %) de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes com elevada proporção de metionina (aminoácido essencial).

Vitaminas, especialmente a E (tocoferol), a B1 ou tiamina (0,1 mg por 100 g) e a B2 ou riboflavina (0,24 mg por 100 g).

Minerais e oligoelementos diversos especialmente cálcio, fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo.

Mucilagens, ao que deve sua ação laxante suave.

Maneiras tradicionais de preparar o gergelim

Além de torrar as sementes, existem três outras maneiras de preparar o gergelim, com as quais também se aproveitam as suas proriedades:

Óleo de gergelim

Pode-se usar como qualquer outro óleo vegetal. É muito estável e pouco sujeito a criar ranço.

Tahine

É uma pasta muito saborosa quese obtem moendo as sementes de gergelim. Substitui com vantagem a manteiga ou a margarina.

Gersal

Pasta formada por 14 ou 15 partes de gergelim torrado triturado uma de sal marinho. Também é conhecido pelo nome de sal de gergelim. Além das suas propriedades medicinais, é um excelente condimento muito popular nos países orientais.

Preparação e emprego

Uso interno

Podem-se comer as sementes de gergelim cruas ou ligeiramente torradas. Parra isso, primeiro colocam-se de molho em água e, depois de terem repousado por uns 15 minutos, passam-se por um coador, com cuidado para não despejar o que estiver assentado no fundo. Deste modo se eliminam as pedrinhas e a terra que possam conter.

Em seguida, torram-se em uma panela, mexendo-as constantemente com uma colher de pau, para evitar que se queimem. Guardam-se em um frasco de vidro, e tomam-se 2 ou 3 colheres de café depois do café-da-manhã e do almoço.

Sinonímia científica

Sesamum arientale L.

Outros nomes: jerxelim, gingilim
Portugal: matuta, ocota, gergelim, gingelim, gerzelim, jorgelim.
Esp.: sésamo, ajonjolí, aljonjolí, ajonjolé, alegria, jijirí, haholí.
Fr.: sésame
Ing.: sesame

Habitat

Amplamente cultivado nos países do Oriente Médio e na Índia de onde é originário. Atualmente, a sua cultura estende-se a outras regiões tropicais e subtropicais da América, da África e dos países mediterrâneos.

Descrição

Planta herbácea da família das Padaliáceas, que atinge até 1,5 m de altura. As flores são brancas, rosa ou púrpura. Os frutos são cápsulas pubescentes que contém várias sementes achatadas de 2 a 5 mm de comprimento, que normalmente tem cor castanha; embora também existam brancas, vermelhas ou pretas, segundo as variedades.

Partes utilizadas

As sementes.

Fonte: www.aboissa.com.br

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