
É uma das espécies mais antigas cultivadas pelo homem. Pertencente à família Pedaliaceae, sua origem continua incerta: alguns autores acreditam que é Asiática, outros Africana. No entanto sua apreciação como condimento e alimento requintado e energético, na antiga Mesopotâmia, Índia, Egito, China e Grécia era unânime.
Estimativas do ano de 96 apontavam que a área cultivada girava em torno de 6 milhões de hectares, sendo que a Ásia e África detinham cerca de 90% da área plantada. A Índia participava com cerca de 37% e a China com 12% da área plantada.
No Brasil, o gergelim passou a ser cultivado comercialmente no Nordeste do Brasil a partir de 1986, quando foram estruturados mecanismos de fomentos nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, e desenvolvidos projetos de pesquisa com a cultura. Inicialmente com os programas de fomento objetivava-se apresentar, ao segmento agroindustrial oleaginoso, uma alternativa para redução da produção do algodão nordestino provocada por vários fatores como seca, deficiência de crédito, juros elevados, preço baixo pago ao produtor e o bicudo e, também, fornecer ao pequeno produtor uma outra opção de cultivo.
Com o incentivo inicial, a área plantada em 1985 que era de 1000 hectares evoluiu em 1988 para 7000 hectares. Nos anos 90, o Brasil tinha 20 mil ha plantados e produzia cerca de 13 mil toneladas de Gergelim. Atualmente, em função da falta de financiamento para cultura e falta de estrutura para comercialização, os produtores do Nordeste continuam plantando o gergelim como cultura de fundo de quintal.
As sementes de gergelim contêm uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico:
Praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de 3 colesterol do sangue. Dentre as gorduras do gergelim, encontra-se a lecitina, que é um foso-lipídio (gordura fosforada) que desempenha uma importante função no nosso organismo. E componente essencial do tecido nervoso, também se encontra no sangue, no sêmen e na bílis e intervém na função das glândulas sexuais.
De alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes com elevada proporção de metionina (aminoácido essencial).
A B1 ou tiamina (0,1 mg por 100 g) e a B2 ou riboflavina (0,24 mg por 100 g).
Diversos especialmente cálcio, fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo.
Mucilagens, ao que deve sua ação laxante suave.
Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Existem dúvidas sobre a origem exata do gergelim: África ou Índia. Mas há 5000 anos já era utilizado na China, sendo ainda considerado estrangeiro. Hoje, o gergelim nasce em vários países: Índia, China, Burma, México, Paquistão, Turquia, Uganda, Sudão e Nigéria. Na maioria deles, a produção é consumida domesticamente. Menos no Sudão e na Nigéria, principais exportadores.
Há muitas variedades (branca, castanha ou preta), que saem das cápsulas das sementes quando estão maduras. Devido à tendência de se dispersarem, as sementes de gergelim destinadas ao comércio são colhidas ainda verdes, e perfeitamente contidas dentro das cápsulas. A semente, embora pequena, é muito rica, contendo 50% de óleo, que é extraído para uso culinário.
O nome gergelim foi registrado como sesemtem aproximadamente 1500 a.C., no papiro de Ebers (um rolo de 20 metros de papel, sobre ervas antigas e temperos, descoberto pelo famoso egiptólogo alemão Ebers). Os chineses usavam óleo de gergelim ardente como fuligem para tinta de escrever.
As sementes e seu óleo foram por muito tempo usados na culinária. Escravos da África levaram a semente de gergelim para a América e a Índia Ocidental, na convicção de que traria sorte para eles.
A partir de uma pasta espessa de sementes de gergelim moídas, obtém-se o tahine, que é freqüentemente adicionada a molhos que acompanham aperitivos e sanduíches, ao estilo Oriente Médio, e pode ser utilizada para aromatizar pratos de vegetais e frutas. Vai bem em pães, bolos, biscoitos, feijão verde, arroz, carne e massas.
Fonte: www.fernandovillasboas.com.br