Toda embalagem deve conter as seguintes recomendações, nesta ordem de prioridade:
a) ferver a chupeta antes de usar;
b) não colocar laços ou fitas para prender a ponta da chupeta ao pescoço;
c) examinar regularmente, jogando-a fora quando estiver danificada;
d) não mergulhar a chupeta em substâncias doces, para prevenir cáries.
Além disso, de acordo com a norma, a embalagem deve conter os dizeres:
a) "Esta chupeta está de acordo com a NBR 10334"
b) o nome e/ou símbolo e C.G.C. do fabricante.
Os materiais empregados na fabricação de chupetas, que podem ser de borracha ou plástico, não devem soltar mais que 8,0 mg/dm² de resíduos, quando deixados de molho por dez dias em água destilada e este resíduo não pode conter metais pesados como chumbo, arsênico, mercúrio, cádmio, antimônio, bário e cromo.
Nesta etapa são analisados detalhes de construção da chupeta, como por exemplo:
A superfície externa deve ser lisa, sem falhas, fendas ou outros defeitos visíveis;
O tamanho do bico, que não deve ser maior do que 30 mm, pois pode sufocar a criança;
O tamanho do disco, que não pode ser muito pequeno, de forma que a criança não engula a chupeta;
O disco deve conter pelo menos dois furos para ventilação, com diâmetro de no mínimo 5,0mm, e afastados do bulbo no intervalo entre 5,0 mm e 6,0 mm. Estes furos servem para evitar que, caso a criança engula a chupeta, o ar passe através dos furos evitando a asfixia;
São também especificados detalhes de construção da argola ou pino.
Estes ensaios simulam as condições de uso da chupeta :
Deve permanecer intacta, sem sinais visíveis de fratura e/ou rachaduras, quando submetidas a uma carga de 130N, durante 10 segundos. Desta forma simula-se que a criança pisou ou deitou por cima da chupeta.
Não pode mostrar sinais visíveis de fratura e/ou rachadura no escudo, anel e pino e não deve existir dano permanente no bulbo que possa tornar a chupeta insegura para uso, quando submetida a um ensaio que simula a mordida.
A chupeta deve permanecer intacta, não devendo apresentar distorções permanentes, nem qualquer sinal de dano no bulbo, quando submetida ao ensaio de tração ( aplica-se, no bulbo, uma carga de 60N na direção vertical durante 10 s). Este ensaio é combinado com o ensaio de fervura ( ferver por 5 min.), e repetido 10 vezes. Isto é: ferve, submete a tração, ferve, submete à tração, etc.... Neste ensaio busca-se simular as condições normais de uso em que a criança usa, a chupeta é fervida, aí a criança usa de novo, e a chupeta é novamente fervida.
Fonte: www.inmetro.gov.br
Tradição nos chás de bebê, a chupeta e a mamadeira muitas vezes são usadas de maneira compulsória, sem real necessidade. Isto é tão real que em 2004 o Ministério da Saúde notou necessidade de incentivar o aleitamento materno e estabeleceu diversas normas para a comercialização e divulgação de chupetas, bicos e mamadeiras.
Exagero? Você já parou para pensar de verdade porque usar a chupeta e a mamadeira? Será porque na correria a mamadeira é a melhor solução e no choro a chupeta desempenha bem o seu trabalho?
Mudanças na sociedade ocorreram nas últimas décadas e a mulher entrou no mercado de trabalho querendo superar todos os limites, porém continuou tendo filhos e também desempenhando a função de mãe. Para garantir o vínculo mãe-bebê e estimular o aleitamento materno a lei brasileira ampara as mães com a licença maternidade de 4 meses.
Todo este estímulo ao aleitamento materno, inclusive através de campanhas do Ministério da Saúde, ocorre por um simples motivo: ele é essencial na manutenção da saúde do bebê protegendo-o contra infecções e até da morte, é importante para seu desenvolvimento global e estimula o vínculo mãe-bebê.
No que diz respeito às questões fonoaudiológicas, a sucção do seio é um exercício suficiente para estimular o desenvolvimento crânio-facial do bebê, pois desenvolverá adequadamente os órgãos fonoarticulatórios (língua, lábios, bochecha, mandíbula, maxila) e as funções exercidas por eles (mastigação, deglutição, respiração e articulação da fala).
Assim, até os seis meses de vida não há necessidade de introdução do leite de vaca e nem da mamadeira (salvo em casos recomendados pelos médicos).
A mamadeira entrou na vida das mães como utensílio de comodidade, mas não traz os benefícios do seio, pois não estimula a sucção adequadamente e pode criar o hábito da criança permanecer com a mesma na boca, à toa, por longos períodos.
Claro que por diversas razões há mães que não podem ou não se sentem à vontade amamentando no seio e isso deve ser respeitado, mas por simples comodidade, principalmente nos primeiros 6 meses, é ignorar o bem estar de seu filho. Copinhos divertidos e com bicos podem substituir tranqüilamente a mamadeira para a criança maior.
O uso da chupeta também é algo que merece muita atenção. Em geral é usado como um “cala boca” substituindo o colo e a atenção dos pais. Imagine se toda vez que seu filho precisa de atenção e carinho lhe é fornecido a chupeta, quem é a referência de supressão da carência? A chupeta. Por isso é tão fácil seu uso se tornar um vício, a chupeta torna-se acalentadora das angústias da criança. Além disso, as alterações na arcada dentária, na postura de língua e na respiração pelo constante uso da chupeta são comuns.
Claro que o bebê tem necessidade de sucção, porém o sugar do seio é suficiente para sanar esta necessidade, tornando o uso da chupeta desnecessário. As mães em geral usam este recurso, pois acham que a criança precisa de algo mais. Esquecem que o que ela precisa é do leite materno e do carinho dos pais. Isso é o bastante até por volta de seis meses quando outros alimentos devem ser introduzidos. Mas isso não quer dizer que o leite materno deve ser deixado de lado.
Não desmamar precocemente e não recorrer a recursos artificiais sem real necessidade garantem a boa saúde do recém-nascido. Caso algo na rotina dos pais dificulte o aleitamento materno é interessante procurar a orientação de um profissional para a adequação da rotina dos pais a da criança. O pediatra e o fonoaudiólogo são profissionais que podem lhe orientar.
Fonte: www.fonosaude.com.br