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Emoções da Grávida

Padecer no paraíso

É uma ilusão achar que a maternidade traz apenas coisas boas. Como muitos dizem: “ser mãe é padecer no paraíso”, e, como uma amiga disse recentemente, padecer ela já sabe bem o que é, mas o paraíso... está procurando até agora! Brincadeiras à parte, a maternidade traz perdas e ganhos, isso é um fato.

Esse descontrole que sentimos na gravidez pode ser considerado um treino para o que virá para o resto de nossas vidas. Isso mesmo! Para o resto de nossas vidas. Um dia os filhos crescem, e vêm, então, os netos. Os avós corujas e enlouquecidos que o digam.

Ao mesmo tempo em que ocorrem todos esses conflitos, essa experiência única proporciona um momento de reencontro, de resgate de relacionamento. Tal como o bebê é concebido por duas pessoas, assim deve ser também vivida a gestação. Em geral, a segunda pessoa é o companheiro, mas, na ausência deste, pode ser a mãe da gestante, a irmã ou uma amiga muito próxima. Compartilhar não só os momentos bons, mas também medos e ansiedades torna a gestação mais tranqüila.

Além disso, ao mesmo tempo em que está se formando o bebê, está se formando também uma mãe. Mesmo que seja o segundo filho, cada filho é único e para cada um deles há também uma única mãe.

Numa mistura entre a expectativa de como será o bebê e o resgate da própria história, não é raro que a mulher queira saber como era quando bebê. Ao ouvir e reviver sua história como filha, a mulher vai aprendendo seu papel de mãe.

Para o homem, a situação é diferente, mas mesmo sem as sensações físicas, a experiência emocional da gravidez da companheira pode ser vivida com muita intensidade. Quanto mais o pai participar, quanto mais a gestante incluí-lo nos acontecimentos diários, mais ele se sentirá “grávido”. Para ele também pode ser um momento de resgate. Descobrir como foi enquanto filho, tendo agora uma visão de quem se prepara para ser pai, pode ser uma experiência tocante.

Se o “casal grávido” puder compartilhar essas vivências e emoções, pode nascer entre eles uma cumplicidade que será sempre uma aliada no relacionamento a dois e, futuramente, na educação do(s) filho(s).

Não existe mãe perfeita e não existe pai perfeito. A natureza foi sábia ao fazer o ser humano racional, mas ao mesmo tempo um tanto confuso. Se não errássemos nunca, nossos filhos não aprenderiam a lidar com a contrariedade. Nossos erros (quando bem intencionados e reconhecidos, é claro) podem se tornar importantes oportunidades para os filhos aprenderem o verdadeiro significado do perdão, do arrependimento e/ou da tolerância. Não somos seres perfeitos, mas, certamente, a cumplicidade torna um casal melhores pais, e a maternidade e a paternidade podem nos tornar melhores pessoas.

Natércia Tiba

Fonte: www.gravidaebela.com.br

Emoções da Grávida

Inicio da gravidez

É fácil supor, em vista das grandes transformações provocadas pela gravidez, que todas as mudanças emocionais devem-se à existência de conflitos normalmente presentes neste período. Estudos feitos com animais e seres humanos mostram que os hormônios sexuais exercem efeitos definidos no comportamento, sugerido que as grandes mudanças dos níveis de estrogênio e progesterona podem influir enormemente na psicologia da gravidez.

A percepção da gravidez pode ocorrer bem antes da confirmação pelo exame clínico e até mesmo antes da data em que deveria ocorrer a menstruação. Não é rara a mulher captar em nível inconsciente as transformações bioquímicas e corporais que assinalam a presença de gravidez e expressar esta percepção através de sonhos ou “intuições”. Em contraposição, há mulheres que só descobrem a gravidez no quarto ou quinto mês ou porque têm pouca sintonia com o próprio corpo e negam a existência das transformações da gestação, ou porque na história ginecológica há episódios de amenorréia prolongada, ou porque sangramentos eventuais no primeiro trimestres são confundidos com menstruação.

A partir do momento de percepção, consciente ou inconsciente, a gravidez inicia uma formação da relação materno-filial. A partir deste momento se instala a vivência básica da gravidez, que é a ambivalência afetiva, onde este fenômeno significativo. Além dessa a gravidez implicam na perspectiva de grandes mudanças, interpessoais, intrapsíquicas, etc. O que evidentemente envolve perdas e ganhos, e isso justificaria a existência de sentimento oposta entre si.

No primeiro trimestre da gravidez os sintomas mais comuns são as náuseas e os vômitos, alguns estudos mostram que esses sintomas não são comuns em todas as mulheres e através de estudos em alguns lugares são eles bem desconhecidos.

Na gravidez é comum o aumento de apetite, que ás vezes atinge graus de extrema veracidade com o conseqüente aumento de peso, ocorre também oscilações de humor, tão freqüente desde o inicio da gravidez, estão intimamente relacionadas com alterações do metabolismo.

O aumento da sensibilidade está intimamente ligado a estas oscilações de humor, além de haver, em geral, maior sensibilidade nas áreas de olfato, paladar e audição, isto se expressa também na área emocional através do aumento da irritabilidade, a mulher fica mais irritada e vulnerável a certos estímulos externos que anteriormente não a afetavam tanto, chora e ri mais facilmente.

O segundo trimestre é considerado o mais estável do ponto de vista emocional. O impacto dos primeiros movimentos fetais é um fenômeno central neste trimestre é a primeira vez que a mulher sente o feto como uma realidade concreta dentro de si, com um ser separado dela e, no entanto tão dependente, mas já com características próprias.

No terceiro trimestre, o nível de ansiedade tende a elevar-se novamente com a proximidade do parto e da mudança de rotina da vida após a chegada do bebê.

O Parto: Como fenômeno psicossomático.

Se a gravidez pode ser considerada como período de maior vulnerabilidade, o parto pode ser também encarado como um momento crítico que marca o início de uma série de mudanças significativas.

Um dos temores mais comuns que surgem é o de não saber reconhecer os sinais do parto e se pega de surpresa. O parto se constitui como momento crítico por varias razões: é sentido como situação de passagem de um estado a outro, cuja principal característica é a irreversibilidade, ou seja, é uma situação que precisa ver enfrentada de qualquer forma, e tudo isso contribui para o aumento da ansiedade e da insegurança com a proximidade da data prevista é a incapacidade de saber como vai ser o desenrolar no trabalho de parto. Dessa forma, o parto é, vivido como um “salto no escuro”, um momento imprevisível e desconhecido sobre o qual não se tem controle.

Toda esta tensão na hora do parto não é só vivenciado pela mulher, mas o homem também vivencia ansiedade em ralação ao parto, em todos esses componente de medo do desconhecido da imprevisibilidade do risco. Esta ansiedade freqüente é expressa pelo temor de entrar na sala de parto, surgem fantasias de ficar nervoso, no entanto, mesmo quando fica fora da sala, quase sempre sente angústia e inquietação, especialmente quando pelo contexto assistencial, fica a mercê de que alguém da equipe saia da sala para dar-lhe notícias. Estes temores costumam estar bastante presentes no final da gravidez. Mesmo sabendo que tudo isso poderá acontecer, é difícil prever como efetivamente a mulher e o homem não se sentir na hora do parto.

Aspectos psicológicos do puerpério

O puerpério, assim como a gravidez, é um período bastante vulnerável à ocorrência de crises. O primeiro dia após o parto é carregado de emoções intensas e variado. A puérpera sente-se em geral debilitada e confusa. A sensação de desconforto físico devido a náuseas, dores e ao sangramento pós - parto é particularmente intensa, isso ocorre lado a lado com a excitação pelo nascimento do filho.

A habilidade emocional é o padrão mais característico da primeira semana após o parto, onde surge o medo da responsabilidade de ser mãe, medo de não ter a capacidade de cuidar daquele ser que no momento é tão dependente da mãe, principalmente, ou totalmente. A euforia e a depressão alternam-se rapidamente, esta última (depressão) podendo atingir grande intensidade. Todos esses fatores ocorrem também pela súbita queda dos níveis hormonais.

Às vezes é difícil determinar a linha divisória entre a normalidade e a patologia, no caso da depressão pós – parto. Porém, em todo caso, a intensificação ou a permanência dos sintomas depressivos após algumas semanas depois do parto merece ser vistas com maior cuidado. A depressão pós – parto tende a ser mais intensa quando há uma quebra muito grande da expectativa em relação ao bebê, a si própria como mãe, e ao tipo de relação que se estabelece com a presença do filho.

Essa depressão que se prolonga pelos primeiros meses pós – parto é comum persistir a sensação de decepção consigo mesma, desilusão, fracasso. Em suma, o bebê a nascer se constitui num enigma, representa esperança de auto – realização para os pais e ao mesmo tempo, ameaça de expor as dificuldades ou deficiência dos pais, implica, portanto, numa promessa de aumentar a auto – estima dos pais, e, ao mesmo tempo de “denunciá-los” como pais maus.

BIBLIOGRAFIA

Maldonado, Maria Tereza Pereira. Psicologia da gravidez: parto e puerpério Vozes, Petrópolis, 1985.

Flávia da Silva Nicácio

Fonte: www.portaldeginecologia.com.br

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