Logo no início da gestação, a futura mamãe já tem uma certeza: conviver com a complicada gangorra de emoções que caracterizam a gestação.
Num dia acorda bem, feliz , e acha o máximo aquela "barriguinha"` No outro, não quer nem olhar para o espelho e enfrenta um insuportável mau humor.
Pois é... a gravidez não é tão rósea como te contaram. Existem todas as mudanças físicas, associadas aos hormônios, bem como a insegurança e a ansiedade, sentimentos que sempre acompanham as situações novas.
Gestar é lidar com algo completamente novo, desconhecido, a mulher fica naturalmente mais sensível, apreensiva e até chorosa.
Uma gestação dura 4 trimestres. ( Isso mesmo, 1 ano inteirinho! ) São 9 meses com o bebê dentro da barriga e 3 com ele no colo.
Período de descobertas e de muita instabilidade. O corpo ainda não se modificou muito, mas dúvidas não faltam à gestante: se é a hora certa para ter um bebê, se será boa mãe, se o bebê será perfeito, se o marido continuará gostanto dela, mesmo barriguda, etc.
Como resultado de tanta ansiedade, uma queda da libido e um estado de irritação constante. Daí podem surgir também os enjôos , desmaios e crises de choro, que funcionam como símbolos inconscientes, mas muito concretos dessa gestação.
Aí vem um período de paz. Agora seu corpo já assumiu os contornos da gravidez, seu bebê já aparece na tela do ultra-som e o futuro pai já se sente mais encorajado a se aproximar da barriga. Provavelmente, você terá muitos momentos de alegria com esse bebê mexendo, e sua disposição estará em alta.
De novo as preocupações com o bebê voltam à tona, acompanhada da ansiedade e temores em relação ao parto.
Agora seu filho já está no colo e esse é o melhor lugar para ele nesses primeiros 3 meses, mesmo porque ele não sabe que nasceu (portanto não vai ficar mal-acostumado). Mas ele sente saudades da barriga e só o contato com você pode ajudá-lo a sentir-se confortável. Aproveite mais um pouquinho essa gestação que continua, só que externamente.
Nos momentos mais difíceis, respire fundo, beba um copo de água e lembre-se que é uma fase transitória, quer dizer, que logo passa. Não guarde as dúvidas e medos só para si, divida com seu médico, amigas e seu companheiro. Procure um bom curso para gestantes e uma atividade física como hidroginástica, yoga ou relaxamento.
Reserve alguns minutos diários para cuidar de si mesmo e do seu corpo grávido.
Clarice Skalkowicz Jereissati
Fonte: www.sitedocalvin.com.br

A gestação é um período de transição nos qual há transformações, não só no organismo da mulher, mas no seu bem-estar, alterando seu psiquismo e o seu papel sócio-familiar. Esse período é a fase de maior incidência de transtornos psíquicos na mulher, chegando haver cerca de 10 a 15% de depressão pós-parto em vários países.
Fatores psicológicos podem acarretar complicações durante a gestação, o parto e o puerpério, bem como para o concepto. Particularmente, esses fatores podem ser o estresse vivencial e ansiedade, atuando principalmente durante a gravidez.
Estudos referem que a tensão da gestante estimula a produção de determinados hormônios que atravessam a barreira placentária atingindo o organismo do feto em desenvolvimento. Dessa maneira, alteram a própria composição placentária e do ambiente fetal.
Prejuízos na saúde mental da gestante podem também alterar a relação mãe-feto e futuramente o desenvolvimento da criança, que inicialmente pode se expressar no recém-nascido em forma de choro, irritabilidade ou apatia e futuramente provocar distúrbios afetivos na idade adulta.
Dúvidas referentes à gravidez, respondidas pela psicóloga Gisele Farhat Coutinho, retiradas do site “clube do bebê”:
Estados emocionais podem dificultar a concepção?
Sim, o equilíbrio hormonal e a regularidade da ovulação são facilmente rompidos em função da ansiedade e de conflitos com relação à maternidade.
A gravidez pode ser uma ameaça ao casamento?
Geralmente ela traz maior integração do casal, mas se a estrutura conjugal for frágil, este fato pode desestabilizar o casal.
O que fazer quando isso ocorrer?
O ideal seria aumentar o diálogo com o companheiro procurando fortalecer a união. Às vezes se faz necessário consultar um psicólogo abrindo um espaço para expor seus temores, fantasias e preocupações preparando emocionalmente o homem e a mulher para terem este filho.
A grávida em conflito pode apresentar náuseas e vômitos mais constantes?
Sim. Além das mudanças hormonais e metabólicas a ambivalência e a rejeição intensas podem provocar estes sintomas.
Ocorrem oscilações de humor durante a gestação?
Sim, com o aumento da sensibilidade podem ocorrer maior irritação, choro e risos com mais facilidade.
Porque muitas mulheres sentem-se mais seguras com a gravidez?
Em alguns casos a gravidez propicia uma sensação de grande poder e importância, sendo esta capaz de acolher dentro de si a vida sob forma de um novo ser.
Como o homem pode estar presente na gravidez de sua companheira?
Compartilhando com ela expectativas e fantasias em relação ao bebê, elaborando dentro de si sua relação com a criança e sua paternidade.
As mudanças físicas ocorridas durante a gravidez são definitivas?
As várias partes do corpo têm a capacidade de ampliar-se para fazer as adaptações necessárias no decorrer da gravidez e do parto. E tem a mesma capacidade de voltar ao estado anterior à gravidez.
Como preparar-se adequadamente para o parto?
Com informações, relaxamento, acompanhamento médico e alimentação balanceada. Não esquecendo de conversar muito com seu bebê e procurar sua felicidade.
Como iniciar uma relação saudável com o bebê?
Perceber e satisfazer de modo adequado suas necessidades vendo-o como um indivíduo separado. E não ter como expectativa que o mesmo preencha certas deficiências do casal ou evite solidão e diminua carência afetiva.
O sexo é um dos fatores que influenciam no aspecto psicológico do casal, durante a gravidez. Desta forma, médicos respondem a algumas duvidas referente a este tema.
Pode-se fazer sexo durante a gravidez?
Não há nenhum problema em se fazer sexo durante a gravidez, desde que esta caminhe normalmente e que a mãe não tenha risco de um trabalho de parto prematuro.
Mas será que as relações sexuais resultam em aborto?
Os abortos normalmente são causados por outros aspectos, como defeito genético ou infecções, por exemplo. A relação sexual não causa aborto. O órgão genital masculino não tem contato físico com o feto e por isso não o prejudica e o orgasmo não induz o parto, apesar de liberar ocitocina e causar contrações uterinas.
Há alguma recomendação médica contra a relação sexual durante a gravidez?
No caso de um sangramento vaginal, uma cérvix frágil, pré-trabalho ou placenta prévia, são contra-indicações para a relação sexual durante a gravidez. Também se a mãe estiver esperando gêmeos, seu médico a aconselhará a evitar relações nos últimos momentos e nos primeiros três meses da gravidez, quando as possibilidades de um trabalho de parto prematuro são maiores.
Como o desejo sexual da mulher pode ser prejudicado pela gravidez?
Uma diminuição do desejo sexual no início da gravidez pode realmente. A mudança de hormônios, o aumento do peso e uma menor disposição geral podem mudar o ritmo das relações. Esta falta de interesse pode ainda ser causada pela exaustão e náusea, sintomas muito comuns no 1º trimestre. Depois desse período, o aumento da circulação sanguínea nos seios e nos órgãos sexuais pode reascender e mesmo aumentar o desejo sexual. Quando a mulher entrar no último trimestre, sentirá seu desejo sexual diminuir novamente. Além de um grande abdômen, que fisicamente já faz mudar uma relação sexual, cansaço e dores nas costas farão diminuir muito a vontade de fazer sexo.
Quanto tempo após o nascimento do bebê, o casal poderá recomeçar a ter relações sexuais?
Varia de acordo com as circunstâncias. Em geral as relações são retomadas após a 3ª semana pós-parto. Se a mulher estiver bem e sem fatores de complicações. Em caso de duvidas, procurar um médico.

Fonte: www.icb.ufmg.br