Como os homens concebem seu papel de pai às vésperas do século XXI?? Como o exercem??
Para os povos primitivos, o homem não tinha qualquer participação no processo de reprodução, inclusive acreditava-se que a mulher era fertilizada pelos raios lunares.
Segundo o folclore da civilização ocidental, o pai tem em relação ao nascimento dos filhos, basicamente 3 funções: fecundar o óvulo, esperar ansiosamente no corredor da maternidade enquanto ocorre o parto e prover as necessidades materiais da família.
Daí, o já fora de moda "pai tradicional", que sai para trabalhar todas as manhãs, geralmente almoça fora e retorna a noite, exausto, querendo "os chinelos" e o jantar...
E infelizmente podemos contar nos dedos os que esperam seus bebês no berçário, que os levam ao médico, que participam de reuniões de pais...
Mas, nem todos os pais são omissos. Hoje já é possível observar pais que não se deixam conduzir pelo velho estereótipo machista e curtem os filhos desde a gestação, participam de curso para casais grávidos, lêem revistas e livros especializados e buscam sites que falam sobre bebês. Mais tarde sentem prazer em ajudar a trocá-los, embalam-nos carinhosamente, fascinam-se ao acompanhar seu desenvolvimento e dispõe-se a cuidar deles enquanto suas mulheres desfrutam de um pouco de privacidade, descanso e silêncio.
Dito "pai do século XXI" - ainda fragilizado pelo fato de hoje a mulher ter acesso as mesmas funções que o homem e AO MESMO TEMPO gestar.
Dizemos que a mãe moderna usa seu inato instinto materno. O homem moderno improvisa. Ninguém lhes ensinou como fazer, ou seja, o bê-a- bá. Como agir diante de um bebê, segurá-lo, dar-lhe a mamadeira, fazê- lo arrotar, saber como e de que lado deitá-lo ....Ele aprende na prática, com improviso....e surpreendentemente descobre-se um ótimo pai.
Quando caem os tabus, é maior a liberdade social e cultural de improvisar o papel do pai. Se o homem quiser, poderá ficar mais próximo, estabelecer uma relação mais direta e imediata com a criança, ter acesso ao filho desde o nascimento. Pode pegá-lo, trocá- lo passar pomada no bumbum, limpar o curativo do umbigo, dar-lhe banho, vesti-lo, acalentá-lo, deitá-lo, dar-lhe mamadeira , levá-lo para a mulher amamentar...
Quando a criança cresce o pai pode dar a mamadeira, o mingau, preparar a sopa de legumes, o suco de laranja. E mais tarde arrastar- se pelo chão, engatinhar com ele, ensinar-lhe palavras, cantar, ajudá- lo a andar, manipular seus brinquedos, contar histórias para ele...
É fácil ser pai quando se está disponível...quando não temos medo...quando permitimos a aproximação...quando nos emocionamos. Quando ensinamos (através do abraço) nosso filho a ser um pai ou mãe muito mais afetivo, generoso e feliz.
Lembre-se: Não se nasce um pai moderno, torna-se um...
Fonte: www.pailegal.net
Afinal, após tantas revoluções femininas no mundo dos negócios, seria de se estranhar que o papel masculino continuasse o mesmo, sem o surgimento de novos deveres e o desaparecimento de alguns velhos.
Definir o papel do pai na família é uma tarefa árdua, para não dizer improvável de ser realizada, já que o homem não representa um papel rígido e fixo na estrutura familiar. Em tempos nos quais o divórcio é completamente natural e a adoção por parte de casais de mesmo sexo já é mais aceita, o papel de pais e mães no seio da família é mais elástico e não tão padronizado como antigamente. Mesmo assim, algumas características persistem e a discussão sobre elas só tem a fazer crescer a qualidade da educação provida por pais envolvidos ativamente na criação de seus filhos.
Em síntese, o papel paterno representa a relação dos filhos com o mundo externo, ou seja, a abertura para a sociedade, o impulso de se tornarem adultos. Também indica o ingresso da criança no contexto social, em contraposição ao mundo íntimo representado pela relação entre mãe e filho. Ao mostrar, de maneira clara e serena que existem regras e limites no mundo, o pai ajuda os filhos a crescerem emotivamente preparados para enfrentar com segurança o mundo externo.
São vários os pontos na atuação do pai que determinam a criação de uma base firme para a vida futura de seus filhos. Entre eles, o compartilhar do tempo livre para brincadeiras e atividades conjuntas, a abertura ao diálogo e a extinção dos tabus, a atenção ao mundo da criança e, finalmente, a maneira como o pai responde as exigências e comportamentos do seu filho. Quando colocadas em prática de forma equilibrada, esses pontos destacados solidificam a base emocional sobre a qual a criança irá se desenvolver, para se transformar em um adulto emocionalmente bem estruturado e de bem consigo mesmo.
No caso de pais separados, realidade cada vez mais comum, o ideal é que a educação dos filhos não seja delegada a um só dos cônjuges. Dividir deveres, cuidados e momentos de lazer é um fator importante para o desenvolvimento saudável das crianças. Porém, o fundamental no caso de pais separados (e não só), não é tanto quem faz o que e quando, mas que o pai e a mãe não enviem mensagens díspares para a criança, que exponham algum contraste de valores ou tenham atitudes que criem conflito, angústia e confusão na cabeça dos jovens. É importante que a comunicação e as atitudes do pai e da mãe se completem mutuamente, no principio do amor, do respeito e do dever de criar um filho.
A atitude do pai de estar presente e envolvido na vida dos próprios filhos, com disponibilidade emotiva para responder as suas necessidades, é de extrema importância no saudável desenvolvimento afetivo das crianças. Muitos pais pensam que sua relação com o filho deve ser um pouco mais distante do que com a mãe. Mas a partir de vários estudos, afirmo que quanto mais os filhos se sentem em conexão com o pai, mais confiam na vida, em si mesmos e nos outros. Criar um vínculo afetivo e íntimo, de empatia e confiança, ou seja, estar em conexão com os filhos, permite criar entre os dois uma confiança e uma proximidade que, estabelecidas quando criança, podem durar por toda a vida.
Eduardo Shinyashiki
Fonte: www.administradores.com.br