
A placenta é um orgão fundamental no desenvolvimento do embrião, ela nasce junto com ele, depois que o ovo fecundado se implanta na parede uterina. Mas, só se desenvolve completamente na 16ª semana. Ela fixa-se na parede do útero como uma esponja e tem duas faces:
- Face materna (corion): Agarrada à parede uterina.
- Face fetal (amnio): Voltada para o feto, ligada a ele pelo cordão umbilical.
Na placenta há uma espécie de concentração de vasos sanguíneos que pertencem à mãe e ao feto, porém eles nunca se misturam.
A placenta promove trocas fisiológicas entre a mãe e o feto. Sua principal função é fornecer nutrição (glicose, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais) e oxigênio ao feto, atuando como pulmão, rim, intestino, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
Outra função muito importante da placenta é proteger o feto, pois dela saem membranas que formam o saco amniótico ou bolsa das águas, que contem líquido amniótico e envolvem o feto, e produzir hormônios para manter a gravidez como a progesterona e a gonadotrofina coriônica ( HCG ) que se apresenta no sangue e na urina indicando a gravidez.
Na placenta há uma espécie de concentração de vasos sanguíneos que pertencem à mãe e ao feto, porém eles nunca se misturam.
A placenta pode estar mal localizada (Placenta Prévia), ou soltar-se antes do tempo (Descolamento Prematuro de Placenta).
É o desprendimento precoce de parte ou de toda a placenta que se encontra em posição normal na cavidade uterina. A separação ocorre na área da decídua basal após 20 semanas de gestação e antes do parto.
Aproximadamente 1/3 dos bebês nascidos de mulheres com DPP morrem. Mais de 50% dessas mortes resultam do nascimento prematuro ou hipóxia.
A causa do DPP é desconhecida. Porém, as mulheres com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes, toxemia gravídica ou doença reumatóide, que sofrem traumas e que fazem uso de cocaína tem uma maior probabilidade de ter um DPP.
A separação pode ser parcial ou total. O sangramento pode ser externo (pela vagina) ou ficar retido (hemorragia retroplacentária) ou ocorrer as duas situações simultaneamente.
Os sintomas dependem do grau de descolamento da placenta e da quantidade de perda sanguínea. Em geral temos:
- Sangramento vaginal (70% a 80%), algia abdominal contínua e à palpação.
- Sensibilidade uterina e contração.
Obs.: A gestante pode não apresentar esses sintomas e estar com DPP silencioso.
O sangramento pode resultar em hipovolemia materna ( choque, oligúria, anúria ).
O sangramento miometrial extensivo danifica a musculatura uterina. O sangue acumula-se entre a placenta deslocada e a parede uterina, provocando o útero de couvelaire. O útero apresenta-se avermelhado, arroxeado, equimosado e sem contratilidade.
Geralmente é confirmado através da ultra-sonografia. Se houver história de traumatismo pode ser necessário laparotomia.
O DPP é dividido em 3 graus. Essa divisão é feita segundo a gravidade.
* Grau I ou leve: Apresenta sangramento vaginal, com sensibilidade uterina e leve tetania. Mas não há sofrimento fetal. Aproximadamente 10% a 20% da área superficial está descolada.
* Grau II ou moderado: Apresenta sangramento vaginal, sensibilidade uterina e tetania. Há sofrimento fetal e a gestante entra em choque. Aproximadamente 20% a %0% da área de superfície da placenta esta descolada.
* Grau III ou grave: A tetania uterina é intensa. A gestante está em choque e o feto está morto. Acima de 50% da área de superfície da placenta está descolada.
Repouso ao leito, exceto quando o sangramento é potencialmente letal, quando o feto apresenta sofrimento ou quando a gestação está próxima do termo;
Monitorização da freqüência cardíaca fetal;
Transfusão sanguínea e reposição do volume de líquido;
Antibióticos ( pela susceptibilidade a infecções causada pela perda sanguínea );
Uso de corticosteróide para acelerar a maturidade pulmonar fetal;
Reposição de sangue e do volume de líquido;
Parto cesáreo (quando o sangramento persiste ou piora );
Apoio emocional.
Exame físico;
Verificação constante de sinais vitais;
Cateterismo vesical de demora;
Pulsão venosa em veias calibrosas;
Mensuração do fundo uterino;
Observação constante.
Placenta Prévia é a implantação da placenta na parte inferior do útero, podendo localizar-se acima do colo do útero ou próximo dele.
É uma complicação do segundo trimestre de gravidez, mas que pode ocorrer desde o começo da gravidez. Nesse caso a mulher apresenta sangramento periódico que pode estar associado à posição do corpo e ao esforço que faz.
A PP ocorre em 1 de cada 200 partos. Fatores como multiparidade, idade materna ou cicatrizes uterinas aumentam a incidência de PP. Qualquer movimentação no orifício interno do útero pode provocar descolamento da placenta e sangramento, porque ela possui um tecido extremamente vascularizado.
* Central (também chamada de Total ou completa): Quando recobre toda a área do orifício interno.
* Parcial: Quando recobre parte do orifício.
* Marginal: Quando a margem placentária atinge a borda do orifício interno, sem ultrapassá-lo. É causa comum de sangramento nos últimos meses de gestação.
Sangramento vaginal indolor devido à separação das partes da placenta que estão próximas do orifício interno do útero ou cobrindo-o.
Através da ultra-sonografia o médico irá diferenciar a PP de um DPP.
* Repouso absoluto (sangramento leve e parto não iminente);
* Transfusão sanguínea, (quando o sangramento é intenso);
* Cesariana (para evitar anóxia fetal);
* Antibióticos (se necessário);
* Antiespasmódicos, para evitar a contração uterina; * Deambulação, quando o sangramento cessar.
* Sangramento intenso;
* Descolamento precoce quando em trabalho de parto causando anóxia fetal (se não for realizada a cesariana).
Exame físico;
Verificação de sinais vitais;
Pulsão venosa;
Observar sinais de choque;
Apoio emocional;
Observação constante.
Referência Bibliográficas
1. Lowdermilk, Deitra Leonarde; Perry Shannon E.; Bobok, Irene M. O Cuidado em Enfermagem Materna. 5ª Ed., Porto Alegre – Art-Med Editora, 2002.
2. GATTORNO, Escola de Formação Técnica Profissional Rosa. Manual Curricular para Formação do Técnico em Enfermagem, Módulo II, 2ª Ed., 261-268, 2005.
Fonte: sintomasdagravidez.com
A placenta prévia ocorre geralmente nas últimas doze semanas da gravidez, acomete uma em cada 200 gestações e requer cuidados especiais mas… você sabe o que significa placenta prévia?
A placenta prévia é uma patologia onde a placenta implanta-se no colo do útero, isto é, no fundo do útero. Isso não é nada bom. É caracterizada por um sangramento vaginal indolor nas últimas 12 semanas de gestação, mas pode acontecer antes.
O posicionamento inadequado da placenta provoca sangramentos, afetando a oxigenação do bebê, colocando-o em perigo. Como muitas mães já sabem, a placenta é um órgão que se desenvolve logo após a implantação do zigoto na parede uterina.
Em seu interior, encontra-se o líquido amniótico dentro do qual fica o bebê, e o cordão umbilical é a ligação entre bebê e a placenta, por onde circula o sangue da gestante e do feto. A placenta possibilita que os nutrientes cheguem ao bebê e que as trocas gasosas sejam feitas.
Além de alimentar, a placenta funciona como um filtro, bloqueando a chegada de impurezas ao feto. Por essas e outras funções, podemos notar o perigo causado pela placenta prévia.
Você sabe o que existe em comum entre nicotina, alcatrão, álcool, drogas, medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios e sedativos) e alguns vírus e bactérias como os causadores da rubéola, varíola, hepatite, toxoplasmose e HIV? A resposta é que todas essas substâncias têm a capacidade de passar pela placenta.
Por tudo isso, podemos imaginar o risco que o bebezinho corre se algo estiver errado com esse órgão tão importante no desenvolvimento de toda a gestação da mulher.
Alguns fatores são motivos pelo desencadeamento da placenta prévia, entre as quais a idade materna avançada, multiparidade, curetagens repetidas, cirurgias uterinas e cesáreas anteriores aumentam o risco desta patologia.
Estudos mostram que há um aumento na freqüência de placenta prévia entre as grávidas fumantes e que tal aumento está relacionado com o número de anos que a mulher fumou cigarros anteriormente. Nem preciso dizer que a mãe que fuma durante a gestação está sendo uma vilã das piores.
O diagnóstico dessa patologia é feita por meio do ultra-som e ajuda o médico a diferenciar a placenta prévia de um descolamento prematuro da placenta.
Não há como preveni-la, mas o diagnóstico precoce pode evitar complicações. Se o sangramento for leve, a gestante terá de ficar de repouso absoluto internada no hospital. Quando o sangramento cessa, a mulher pode voltar a andar e até receber alta do hospital, se o acesso ao hospital for fácil.
Fonte: www.gestantes.net