
A Giardia lamblia é mais freqüentemente transmitida por meio de água ou alimentos contaminados, ou por via fecal-oral. Os surtos têm seus picos no final do verão. A G. lamblia ocorre em todo o mundo e é mais prevalente em áreas com tratamento deficiente de água e condições sanitárias precárias. A soroprevalência em países em desenvolvimento varia de 20 a 30 porcento. A maioria das pessoas contaminadas é assintomática.
Uma taxa de soroprevalência tão alta quanto 35 porcento tem sido relatada em crianças. Apesar de muitas dessas crianças serem assintomáticas, elas podem transmitir a infecção para os membros da família.
O período usual de incubação para giardíase sintomática é de uma a duas semanas, porém, pode variar de um a 45 dias. Entretanto, até 60 porcento das pessoas expostas à infecção permanecem assintomáticas. Pacientes que desenvolvem sintomas usualmente têm diarréia de odor fétido, com fezes não-sanguinolentas.
Outros sintomas comuns incluem flatulência, cólicas abdominais, timpanismo, anorexia, náusea, perda de peso. Algumas vezes, ocorre febre na instalação da infecção. A má absorção é comum e é a causa da perda substancial de peso que pode ocorrer. De maneira diferente daquela que ocorre com outras formas de diarréia infecciosa, os pacientes com giardíase usualmente serão sintomáticos por uma ou duas semanas, antes de procurar por ajuda médica.
A doença pode se resolver espontaneamente, porém, os sintomas podem persistir por semanas e, algumas vezes, por meses. A infecção crônica ocorre a despeito da presença de uma resposta imuno mediada por anticorpo. As razões para isto não são claras; entretanto, os anticorpos de fato parecem fornecer proteção contra a infecção recentemente adquirida ou reinfecção.
O diagnóstico de giardíase é usualmente confirmado pela presença de cistos ou, menos freqüentemente, tropozoítos em amostras de fezes coradas com tricomo ou hematoxilina férrica. A sensibilidade desse teste pode ser melhorada pela repetição do exame das fezes em uma ou duas amostras adicionais. Os antígenos de Giardia podem ser detectados em amostras de fezes, usando-se anticorpos monoclonais ou ensaio de fluorescência direta. Esses testes devem ser considerados se os exames de rotina das fezes não fornecerem o diagnóstico.
Em pacientes com sintomas persistentes, um teste de cordão pode ser útil. Nesse teste, o paciente ingere uma cápsula na extremidade de um cordão que migra para o jejuno, onde os tropozoítos aderem. O cordão é retirado após quatro horas ou mais e pode ser examinado com relação a tropozoítos. Alguns médicos preferem efetuar uma esofagogastroduodenoscopia com aspiração e biópsia duodenal. Esse método ajuda na detecção de outras doenças que podem causar sintomas similares, tais como linfoma, doença de Whipple, criptosporidiose, isosporíase ou doença de Crohn.
Diversos tratamentos eficazes estão disponíveis atualmente para pacientes com giardíase sintomática.
A prevenção de infecção por Giardia lamblia deve ser direcionada no sentido de evitar água contaminada. Lavagem vigorosa das mãos e descarte adequado de fraldas usadas devem ser praticados em instalações de cuidado diário. Eclosões de giardíase têm sido usualmente associadas à água de superfície contaminada ou poços rasos.
O método mais eficaz de tornar os cistos de Giardia não viáveis é ferver a água. Cloronização não é eficaz.
Fonte: www.uniclinica.com.br
A giardíase é uma parasitose intestinal mais freqüente em crianças do que em adultos e que tem como agente etiológico a Giardia lamblia. Este protozoário flagelado tem incidência mais alta em climas temperados. Ao gênero Giardia pertence o primeiro protozoário intestinal humano a ser conhecido. Sua descrição e atribuída a Leeuwenhoek que notou 'animalúnculos móveis' em suas próprias fezes.
A giardíase se manifesta por azia e náusea que diminuem de intensidade quando ocorre ingestão de alimentos, ocorrem cólicas seguidas de diarréia, perda de apetite, irritabilidade. Raramente observa-se muco ou sangue nas fezes do indivíduo com giardíase que no entanto possuem odor fétido, são do tipo explosiva e acompanhadas de gases. Em alguns casos o estado agudo da doença pode durar meses levando à má absorção de várias substâncias inclusive vitaminas como as lipossolúveis, por exemplo.
Ocorre quando os cistos maduros são ingeridos pelo indivíduo. Os cistos podem ser encontrados na água (mesmo que clorada ), alimentos contaminados e em alguns casos a transmissão pode se dar por meio de mãos contaminadas.
Basicamente, para se evitar a giardíase deve-se tomar as mesmas medidas profiláticas usadas contra a amebíase, já que as formas de contaminação são praticamente as mesmas.
Portanto deve-se:
Só ingerir alimentos bem lavados e/ou cozidos;
Lavar as mãos antes das refeições e após o uso de sanitários;
Construção de fossas e redes de esgotos;
Só beber água filtrada e/ou fervida;
Tratar as pessoas doentes.
Fonte: professor-edmo.tripod.com