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Ginástica Aeróbica

HISTÓRIA

A Ginástica Aeróbica surgiu como uma ótima forma de praticar exercícios físicos para o público em geral no final da década de 80. Mas logo se transformou também em um esporte competitivo de alto-nível.

Em 1994, a FIG (Federação Internacional de Ginástica) decidiu organizar os campeonatos mundiais de Ginástica Aeróbica Esportiva e estruturar o esporte de acordo com as outras modalidades da ginástica. O primeiro Campeonato Mundial oficial foi realizado em 1995 em Paris e contou com a participação de 34 países.

O Brasil é, segundo a FIG, o país com o maior número de participantes – há aqui mais de 500 mil pessoas envolvidas com a ginástica aeróbica. Outros países de alto nível no esporte são: Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália, Espanha e Romênia.

PROVAS

Dinamismo, força, flexibilidade, coordenação e ritmo são o que os atletas dessa modalidade procuram mostrar aos juízes em menos de 2 minutos de rotina. A apresentação é feita em um tablado que mede 7m x 7m e é acompanhada por música.

Ginástica Aeróbica

Os movimentos executados são divididos em várias “famílias”, ou seja, agrupamentos, que vão de A até F. Os elementos da família A são os mais simples (e, portanto, os que recebem menor pontuação) e os da família F são os mais complexos (sendo então os que possuem maior valor de ponto).

A rotina deve mostrar exercícios equilibrados e executados com a melhor postura e técnica possíveis. Em todas as categorias, cada rotina deve apresentar até 12 elementos, respeitando-se os limites de valores de elemento de cada uma delas. Assim o ginasta, ao final da rotina, terá apresentado seu dinamismo e força estática, flexibilidade, equilíbrio e habilidade para executar saltos. O atleta deve também demonstrar combinações de passos aeróbicos e seqüências, incluindo os sete passos básicos obrigatórios.

REGRAS

A Aeróbica Esportiva é a habilidade de realizar padrões de movimentos completos originados na Ginástica Aeróbica tradicional e de alta intensidade. Os padrões de movimentos estão constituídos por uma série de elementos de dificuldade. A maioria destes elementos são originários da Ginástica Artística.

Tanto os movimentos da Ginástica Aeróbica tradicional como os elementos da Ginástica Esportiva devem ser realizados com uma técnica correta. Todos os movimentos e elementos compõem uma rotina coreográfica, onde se deve demonstrar criatividade, força, resistência, flexibilidade, carisma e uma perfeita interpretação da música através do corpo e do movimento.

Existem certos requisitos requeridos dentro de uma apresentação coreográfica de ginástica aeróbica de competição, como por exemplo os aspectos Artístico, Execução e Dificuldade.

Artísticos: para cumprir este requisito, a rotina deve ser dinâmica e demonstrar criatividade com uma coreografia expressiva com transições fluidas e com o estilo específico da ginástica aeróbica. Também deverá demonstrar força e flexibilidade de ambos os lados do corpo sem repetição de nenhum elemento.

Execução: todo exercício cuja performance não se realize de acordo com a definição da ginástica aeróbica de competição, está sujeito a descontos. Até porque a correta execução técnica permite um melhor controle do movimento evitando também desta maneira possíveis lesões. Dentro da execução coreográfica de dupla, trio e grupos, não é permitido mais de quatro 'lifts' (figuras, formações) em toda a rotina, incluindo a pose inicial e final.

Dificuldade: em todas as categorias, poderão ser executados até doze elementos na rotina, respeitando-se os limites de valores de elementos para cada uma delas. Incluir elementos faz com que a série fique mais variada, equilibrada e chamativa. A Ginástica Aeróbica Esportiva requer uma habilidade tal que o competidor mostre uma postura erguida, que denote força muscular espinhal, além de um correto alinhamento das articulações. Os movimentos que demonstram os braços e as pernas devem ser fortes e definidos. É essencial mostrar uma lógica utilização do espaço, exercícios de solo, translações sobre a área de competição e movimentos aéreos.

A performance completa de uma rotina deve realizar-se junto com a totalidade da composição musical.

Voltando à família dos elementos, podemos dizer que são seis: força estática; força dinâmica; saltos e giros; equilíbrio; passadas; flexibilidade.

No Artístico avaliaremos a coreografia, apresentação, musicalidade e companheirismo.

Ginástica Aeróbica

Na Execução, a coordenação, intensidade, postura, sincronismo e a dificuldade dadas pelos elementos utilizados. Não esquecendo que na ginástica aeróbica desportiva não estão permitidas as hiper-extensões da coluna vertebral, nem suportes de peso extra por parte da mesma. Pretende-se que em todo o momento se observe uma linha natural da postura.

Todos os que são amantes da ginástica podem realizar este esporte, e sobretudo também desde cedo podemos educar o corpo com este estilo de movimentos. Não há limite de idade, dependerá exclusivamente do treinamento, das qualidades físicas e da luta e força de vontade.

Nos treinamentos enfocam um todo, trabalha-se a força, a resistência, a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação, para que pouco a pouco o corpo se adapte às exigências da ginástica aeróbica competitiva.

Dia a dia, deve-se trabalhar com entusiasmo e esmero a formação dos atletas, dando-lhes conhecimento e experiência, para que possam buscar novos objetivos.

EVOLUÇÃO DA GAE

A Ginástica Aeróbica Esportiva completou em 1999, seus 10 anos de existência como modalidade competitiva. De fato, isto não seria para nós tão importante, não fosse o Brasil o número um do ranking mundial durante estes 10 anos!

Acompanhe um pouco dessa história:

1989

Surgem as primeiras Federações de Aeróbica pelo mundo:

IAF - International Aerobic Federation - Campeonato Mundial realizado no Japão;

ICAF - International Competitive Aerobic Federation - Campeonato Mundial realizado nos EUA.

Já neste ano, o Brasil começava a dar seus primeiros passos para o sucesso na modalidade.

1990

O Brasil conquista o segundo lugar no Campeonato Mundial da IAF (Zozimo e Bibi - SP); e ouro na categoria dupla (Cláudio e Denilse - RJ) no Mundial da ICAF.

1991

O Brasil conquista o ouro na categoria individual masculino (Márcio Oliveira - SP) e ouro também na categoria trio (Flic/Flac e Marcelo - PA).

Deu-se início então por aqui, uma grande corrida buscando ser o melhor do país: grandes equipes se formaram e o esporte difundiu-se rapidamente com o chamado 'Campeonato de Aeróbica Brasil' (coordenado por Waldir Soares) e o 'Campeonato M200 Fresh' (coordenado por Maurício Fernandez - Training Clube SP).

1992

O Brasil conquista o segundo lugar, no campeonato que ocorreu em Neschevile - EUA, nas categorias individual feminino (Claudia Gomes), dupla (Paulo Roberto e Saionara Motta) e no trio (as mineiras Juliana, Fernanda e Stella); marcando assim a hegemonia brasileira neste esporte.

1993

O melhor período da aeróbica nacional até então, onde conquistou-se três títulos dos quatro disputados, e ainda um terceiro lugar na categoria trio. O ouro foi para: individual masculino com Alessandro Paiva (MG), dupla com Roberson e Marilene (MG) e individual feminino com Greice Kerche (SP). a medalha de bronze ficou para o trio de Belém do Pará, andréa Valle, Olga e Helena Cardoso.

1994

No Japão, pelo campeonato da IAF, Weldy e Cida (TO) conquistaram o ouro na categoria dupla. Também trouxeram o ouro, o Trio Fandangos (Ari Marques, Gil Lopes e Rui Faria). No campeonato da ICAF, o Brasil conquista o bi-campeonato mundial na categoria individual masculino, com Alessandro Paiva, além do ouro na categoria dupla (Claudio Franzen e Helena Cardoso). O ouro também veio para a categoria trio (Alexandre Moreira, Roberson Magalhães e Paulo Henrique). Tivemos ainda a prata para a dupla Roberson e Marilene e o bronze para Olga Cardoso na categoria individual feminino.

1995

Primeiro lugar na categoria individual masculino com Márcio Confort (SP), pela IAF. Primeiro lugar também para o trio (Ricardo Barbosa, Gustavo Braga e Olga Cardoso) e para dupla (Eduardo Raupp e Regiane Silva - SP). Olga Cardoso conquistou a medalha de prata na categoria individual feminino.

Após este mundial, a ICAF, com problemas internos, resolveu se dividir, e então surgiu a ANAC (Association of National Aerobic Championships) que permaneceu nos EUA e a FISAF (Federation International Sports Aerobics and Fitness), com sede na Austrália.

Também neste ano, um grande fato veio modificar os caminhos da Ginástica Aeróbica. A FIG (Federação Internacional de Ginástica) adota a modalidade como sendo um esporte oficial, o que permite sonhar com a possibilidade de participar dos Jogos Olímpicos. A FIG então, com uma grande estrutura esportiva, realiza seu primeiro Campeonato Mundial em Paris, e o Brasil confirma sua superioridade na modalidade: ouro para a dupla de Pedro Faccio e Érica Faccio; para o trio de Ari Marques, Gil Lopes e Rui Faria; para Mário Américo na categoria individual masculino; e bronze para Izamara Secati no individual feminino.>

1996

Ouro para o trio formado por Capi de Ville, Disnei e Renato (SP) no Campeonato Mundial promovido pela ANAC.

Ouro também para a dupla de Pedro e Érica, e para o trio (Ricardo, Gustavo, e Rui) e bronze para Magda Crisitne (individual feminino) no mundial promovido pela IAF.

Ouro para o trio de Gustavo, Ricardo e Rui também no mundial da FISAF. No mundial da FIG, ouro para o individual feminino (Isamara Secati), prata para a dupla (Pedro e Érica) e bronze para o individual masculino (Cláudio Franzen).

1997

No mundial da ANAC, ouro para Mário Américo (individual masculino) e prata para Weidi e Andréa. Isamara Secati levou bronze (individual feminino) e o trio de Admilson, Leonardo e Ibsen Nogueira fica em segundo lugar.

Ouro para Márcio Confort na categoria individual masculino no campeonato mundial da IAF. Ouro também para o trio (Capi de Ville, Disnei e Renato) no mundial da FISAF.

1998

Prata para Isamara Secati e bronze para o trio de Admilson Vitorio, Ibsen Nogueira e Leonardo Silva, no mundial da ANAC.

No mundial da FIG, Isamara Secati conquista o segundo lugar.

1999

No mundial da IAF (em Tóquio) que aconteceu em abril, o trio do São Paulo Futebol Clube (Rodrigo Martins, Ibsen Nogueira e Admilson Vitório) conquista o ouro.

Em maio, no mundial promovido pela FIG em Hannover, o trio do SPFC leva mais uma vez o título de campeão. Em Las Vegas, no mês de julho, o melhor resultado do ano para o Brasil: ouro no individual masculino (Cláudio Franzen), ouro para o trio do SPFC e bronze para Isamara Secati, também do SPFC. Já em novembro, Cláudio Franzen conquista o ouro novamente em Helsinki.

2000

No mundial da FIG, em Riesa, Isamara Secati conquista o segundo lugar, e o trio fica em quarto lugar. Já no mundial de Tóquio, o trio de Admilson Ibsen e Rodrigo, brilham absolutos; Arley e Marina do SPFC ficam com o segundo lugar.

No mundial da FISAF, em Gent na Bélgica, Cláudio Franzen conquista o terceiro título mundial individual masculino consecutivo.

Em Los Angeles, no mundial da ANAC, Isamara Secati ficou com o segundo lugar. A dupla de Lucas Barros e Fernanda Sazaki ficaram com o ouro, e Roberson Magalhães e Olga Cardoso, em segundo lugar, com uma diferença mínima de 0,01 ponto. Ouro para o trio de Ibsen, Rodrigo e Admilson.

2001

No mundial de Tóquio, repete-se a briga das duplas brasileiras pelo primeiro lugar, só que desta vez, o resultado é inverso: Roberson Magalhães e Olga Cardoso ficam com o primeiro lugar e Lucas Barros e Fernanda Sazaki, com o segundo lugar. No trio, a disputa também foi brasileira: primeiro lugar para Ibsen, Admilson e Rodrigo, e prata para Marcela, Marina e Cibele. No individual feminino, Marcela Lopez fica com o segundo lugar, e o bronze fica para Diana Monteiro.

Em Agadir/Marrocos, pela FISAF, Diana Monteiro conquista o quarto lugar.

Neste mês de julho (do dia 04 ao dia 07), ocorreu o Campeonato Mundial pela ANAC em São Francisco-EUA. O Brasil mais uma vez esteve muito bem representado conquistando as seguintes colocações: na categoria trio infanto-juvenil, o trio do Palmeiras (Carol, Ariane e Juliana Picolo) ficou com a segunda colocação; no individual masculino juvenil, João Felipe Santos (de Caraguatatuba) também ficou em segundo lugar; no individual feminino juvenil, Juliana Rocha (Palmeiras) conquistou seu bi-campeonato, e Marília Lorena do Vasco da Gama ficou com a terceira colocação; na categoria trio juvenil, deu Brasil nas primeira e segunda colocações, Priscila Rocha, Viviane Ferreira e Patrícia Mattos (Palmeiras) e Paula, Anita e Daniela (SPFC) respectivamente; na categoria grupo juvenil, novamente Brasil na primeira colocação com Juliana Rocha, Priscila Rocha, Viviane Ferreira, Patrícia Mattos e Luana Poletti do Palmeiras; e Gabriela, Paula, Anita, Daniela e Carol do SPFC na terceira colocação; no individual feminino adulto, Marcela Lopez (SPFC) ficou com o primeiro lugar; e Leonardo Silva (Palmeiras) ficou com o segundo lugar no individual masculino adulto. Olga e Roberson ficaram com a primeira colocação na categoria dupla mista; e na categoria trio adulto, tivemos em segundo lugar Marcela Lopez, Marina Lopez e Cibeli Oliani (SPFC) e em terceiro lugar, Admilson Vitorio, Ibsen Nogueira e Rodrigo Martins. Parabéns moçada!

- Em novembro (de 10 a 13), ocorrerá também o mundial pela FISAF em Helsinki na Finlândia.

Fonte: www.ginasticas.com.br

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