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Girassol

Classificação Botânica

O Girassol, Helianthus annuus, faz parte da Família das Asteraceae e da Tribo das Heliantheae. O gênero Helianthus compreende 67 espécies conhecidas.

História

Girassol

A história do girassol não começa na Rússia, assim como algumas pessoas ainda pensam, mas na América, em um passado muito longínquo, quando os povos ameríndios descobriram que as sementes de girassol eram muito nutritivas.

Só foi na redescoberta da América que essa planta viajou para a Europa e aí inflamou numerosas curiosidades por causa de seu grande tamanho. Ela se tornou então um dos elementos essenciais da agricultura na Rússia.

O Girassol, Helianthus annuus (do grego Helios para sol e Anthos para flor) é uma das 67 espécies do gênero Halianthus. Lineu a batizou "annuus", anual, pois na sua época só se conhecia essa espécie anual de Helianthus.

Os botânicos consideram agora uma dúzia de espécies anuais de Helianthus. Todas as outras espécies são vivazes e algumas são utilizadas como ornamentais (por exemplo, Helianthus maximiliani). Uma só espécie vivaz é utilizada para fins alimentares: é o topinambur, Helianthus tuberosus, que chamamos às vezes de alcachofra de Jerusalém, mas que não é uma alcachofra nem de Jerusalém. Entretanto, existem algumas espécies na América do Sul que são espécies brenhosas e às vezes arborescentes.

No seio da espécie Helianthus annuus, que chamamos de girassol, pode-se considerar três grupos distintos:

Plantas muito ramificadas que crescem em estado selvagem e que às vezes recobrem milhares de hectares na América do Norte, particularmente nas regiões do oeste.

Cultivos não ramificados, com grandes capítulos e grandes sementes, desenvolvidos há séculos pelo aspecto alimentício. O tamanho das plantas pode atingir 6 metros e o diâmetro dos capítulos pode atingir 80 cm. As sementes de algumas variedades de girassol gigante podem atingir 2,5 cm de comprimento.

Cultivos, normalmente muito ramificados, utilizados para fins ornamentais cujas cores das flores são muito diversas: amarelo limão, marrom, vermelho... As flores podem ser simples ou duplas.

É bastante difícil determinar exatamente a origem do uso do girassol pelos Ameríndios na medida em que suas sementes são muito mais frágeis do que as sementes do milho, que, uma vez seco, podem se conservar durante milênios. Entretanto, os pesquisadores descobriram sementes disseminadas em sítios ecológicos da América do Norte e da América Central.

Contudo, as narrações dos primeiros exploradores nos permitem destacar que o girassol era considerado como uma planta importante pelos numerosos povos Ameríndios.

No plano medicinal, os Zunis a utilizavam para as mordidas de serpentes com campainha; os Dakotas a utilizavam para as dores no peito, os Pawnees a integravam nas preparações durante a gravidez para que o bebê fosse sadio; os Cochitis utilizavam o suco fresco das hastes para curar as feridas. Alguns povos, tais como os Hopis, tinham recorrido a alguns cultivos cujas sementes violetas forneciam uma tintura para suas vestimentas e seus trançados.

No plano alimentício, o girassol era considerado como essencial e pequenos biscoitos eram confeccionados para serem comidos a fim de aliviar instantaneamente a fatiga.

Para alguns povos, o girassol era o alimento, por excelência, do guerreiro. No plano ritual, o girassol era também um elemento essencial da vida religiosa. Os Hopis utilizavam para ornar sua cabeleira durante as cerimônias religiosas.

Ele é, por exemplo, um elemento da cosmogonia dos Onondagas, com feijões, abóboras e milho.

Girassóis em madeira esculpida foram encontrados em sítios arqueológicos no Arizona.

Nutrição

Girassol

As sementes de Girassol contêm de 20 a 25% de proteínas. Essa proteína é relativamente bem equilibrada quanto à sua composição em aminoácidos, e ela é particularmente rica em isoleucina e triptofano, dois aminoácidos essenciais. Ela tem também uma boa presença em metionina e em cisteína, dois aminoácidos deficientes tanto no milho como na soja.

As sementes de Girassol contêm também muito ferro, cálcio, fósforo, sódio e potássio, vitaminas B (tiamina, riboflavina e niacina), beta-caroteno, precursor da vitamina A e da vitamina E, os tocoferóis. Dentre todos os óleos vegetais, o de o Girassol contém a maior proporção de alfa-tocoferol, a forma mais ativa da vitamina E.

As pétalas do Girassol constituem uma boa fonte de dois dos aminoácidos mais presentes nas substâncias alimentícias, a valina e a isoleucina.

Conselhos de jardinagem

É aconselhável só semear os girassóis após as últimas geadas. Pode-se também semeá-los em viveiros (pouco tempo antes da transplantação por causa de seu crescimento muito rápido) com a condição que os copinhos sejam em turfa, pois os girassóis não apreciam que seu sistema de raízes seja incomodado.

Deve-se também tomar cuidado com as lesmas que são excessivamente amadoras de jovens plântulas de girassol. É aconselhável semear os girassóis em um solo rico e afastar as outras culturas de um bom metro, pois eles deixam pouca chance às outras plantas de se desenvolverem harmoniosamente.

Polinização

Girassol

A inflorescência do Girassol é um capítulo composto de dois tipos de flores chamadas "florões": os florões periféricos que são linguados e unissexuados e os florões do disco que são tubulosos e hermafroditas. O número de florões tubulosos pode variar de algumas centenas a oito mil. Esses florões são geralmente abertos durante dois dias.

Durante o primeiro dia, as anteras liberam o pólen. Durante o segundo dia, o estigma emerge, seus dois lóbulos se abrem e se tornam receptivos a seu próprio pólen permanecendo fora de alcance.

Mesmo que numerosas flores da família das Asteráceas sejam auto-fecundas, o Girassol só o é muito raramente. As flores só podem ser fecundadas graças à visita de insetos (abelhas, zangões...) levando pólen externo. Se os acasos climáticos são tais que nenhum inseto venha visitar o florão, o estigma se enrola para entrar em contato com seu próprio pólen. Entretanto, nesse caso, o processo de fecundação só termina raramente.

Algumas variedades de Girassol são auto-compatíveis: o florão pode ser fecundado por pólen vindo de um outro florão do mesmo capítulo. Outras variedades são auto-incompatíveis: o florão só pode ser fecundado por pólen vindo de outra planta.

Geralmente leva-se de cinco a dez dias para que os florões de um capítulo de Girassol se abram. Um capítulo típico, em pleno período de polinização, se apresenta como se segue: primeiro em periferia, os florões secos que, na maioria, foram fecundados; em seguida, um anel de florões cujos estigmas são receptivos; em seguida, um anel de florões prontos para liberar o pólen; e depois, perto do centro, os florões que não abriram ainda.

Girassol

É necessário isolar as variedades para conservar a pureza das variedades. Esse isolamento pode variar de 700 metros a alguns quilômetros primeiramente em função do tamanho das populações de Girassol cultivados na região, em função da topografia do lugar e do raio de ação dos insetos polinizadores.

Considera-se geralmente que as abelhas podem transportar pólen de girassol em uma distância de 5 km. Existe também possibilidades de hibridações naturais com o topinambur, cujos brotos são abundantes em algumas regiões da França.

É também possível efetuar uma polinização manual. O processo é relativamente simples.

Deve-se isolar cada capítulo em um saco de papel kraft bastante forte e hermético antes que os florões tubulosos comecem a abrir.

Deve-se então a cada dia, durante os cinco a dez dias que duram a "floração" dos capítulos, tirar os sacos de papel, dois a dois. As duas flores, que são liberadas do saco, devem ser friccionadas uma contra a outra, delicadamente e depois protegidas novamente nos sacos. É essencial cuidar, durante o processo de polinização manual, para que nenhum inseto, abelha, zangão ou mosca, traga pólen estranho.

Produção de sementes

Girassol

Quando o capítulo do Girassol é completamente fecundado, isto é, que ele está cheio de sementes e que as pétalas começam a cair, ele pode ser cortado da planta e colocado para secar em um lugar protegido, as sementes voltadas para o alto a fim de evitar qualquer fermentação. Os pássaros adoram as sementes de Girassol e é muito difícil pegá-los, pois eles começam a devorá-las bem antes que elas estejam secas e que caiam sozinhas do capítulo.

O atrativo dos Girassóis para os abelheiros, os pintassilgos, os gaios azuis e todos os tipos de alados é completamente irresistível e eles não hesitam a entrar nas casas para roubar as preciosas sementes protéicas. Quando os capítulos começaram a secar, as sementes podem ser tiradas friccionando bem forte com as mãos.

Para limpar um grande número de capítulos, pode-se elaborar um tamis com uma grade de 2 cm por 2 cm fixada a uma gaiola em madeira ou mais simplesmente em uma barqueta de plástico que se mantém entre os dois joelhos. Em seguida, basta friccionar energeticamente os capítulos contra a grade para que as sementes caiam no recipiente.

É preciso na maior parte do tempo, continuar a secagem das sementes numa prateleira ou sobre um tamis, em um lugar seco e ao abrigo da luz solar direta, mexendo-as todos os dias. O teste de secagem definitivo é o seguinte: pega-se uma semente entre o polegar e o indicador e tenta-se dobrá-la. Se ela se dobra, é que as sementes não estão ainda totalmente secas. Se ela se quebra em duas, é que as sementes estão bem secas e pode-se então estocá-las num recipiente.

As sementes de Girassol, conservadas em boas condições guardam a capacidade germinativa durante sete anos.

Criação de variedades

Girassol

O número de variedades de Girassóis que se encontra hoje em dia, nos catálogos, permite ao jardineiro amador brincar muito facilmente de criar suas próprias variedades se ele deseja. O Girassol é uma das plantas mais fáceis a cruzar e o único equipamento necessário consiste em sacos sólidos de papel kraft.

O processo de ensacamento dos capítulos é o mesmo que o evocado acima, com a diferença que os capítulos que vão ser colocados em contato pertencem a variedades diferentes.

Imaginemos que nós queremos cruzar uma flor de Velvet Queen com uma flor de Tiger's Eye. Se as duas variedades crescem perto uma da outra, basta tirar o saco de cada uma das flores, friccioná-las delicadamente uma contra a outra e fechá-las em seus sacos.

Quando duas variedades são distantes no jardim, pode-se recolher o pólen de uma das flores com pequenas pinças ou um pincel e recobrir delicadamente algumas dezenas de florões de outra flor, ou então cortar a primeira flor para vir friccioná-la delicadamente sobre a segunda flor.

Em resumo: o processo de polinização manual é muito simples com a condição de respeitar os três princípios seguintes:

1. Toda polinização manual só pode ser realizada a partir dos capítulos que foram "ensacados" antes que os primeiros florões se abram.

2. Qualquer intrusão de um inseto polinizador durante o processo de polinização manual ou no interior de um saco mal fechado estraga a experiência ou pelo menos inclui o parâmetro do pólen desconhecido.

3. Os sacos de papel kraft devem ser absolutamente substituídos depois de uma forte chuva que arrisca fazê-los estourar, isso durante todo o período (de cinco à dez dias) durante o qual os florões são receptivos.

Pode-se também cruzar qualquer variedade de Girassol, Helianthus annuus, com um certo número de espécies do gênero Helianthus. Assim, pode-se obter cruzamentos férteis com Helianthus debilis (cuja uma das variedades é conhecida sob o nome de Italian blanc ou Vanilla), Helianthus hirsutus, Helianthus strumosus, Helianthus tuberosus (os topinamburs), Helianthus maximiliani, Helianthus decapetalus, Helianthus angustifolius, Helianthus giganteus, Helianthus anomalus, Helianthus argophyllus, Helianthus bolanderi, Helianthus neglectus, Helianthus niveus, Helianthus paradoxus, Helianthus petiolaris e Helianthus praecox.

Pode-se assim orientar a seleção de uma variedade em função de tal ou tal critério.

Imaginemos um jardim de Girassóis Velvet Queen, cuja uma das plantas manifesta uma variação muito interessante de colorido. Basta então ensacar duas flores dessa planta, antes que os florões se abram, e praticar uma polinização cruzada. A polinização é auto-compatível.

Fonte: www.kokopelli-seed-foundation.com

Girassol

Girassol

O girassol é uma cultura de ampla capacidade de adaptação às diversas condições de latitude, longitude e fotoperíodo.

Nos últimos anos, vem se apresentando como opção de rotação e sucessão de culturas nas regiões produtoras de grãos.

A melhor tolerância à seca do que o milho ou o sorgo, a baixa incidência de pragas e doenças, além dos benefícios que o girassol proporciona às culturas subsequentes são alguns dos fatores que vêm conquistando os produtores brasileiros.

Em áreas onde se faz rotação de culturas com o girassol, observa-se um aumento de produtividade de 10% nas lavouras de soja e entre 15 e 20% nas de milho.

O girassol vem sendo utilizado, principalmente, para extração de óleo e é considerado, dentro os óleos vegetais, como um dos óleos de melhor qualidade nutricional e organoléptica (aroma e sabor). Além disso, a massa resultante da extração do óleo, rende uma torta altamente protéica, usada na produção de ração.

O girassol ainda é utilizado na silagem para alimentação animal e seu cultivo também pode estar associado à apicultura.

Fonte: www.cnpso.embrapa.br

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