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Glaucoma

Em linhas gerais, pode-se definir glaucoma como sendo o aumento da pressão interna do olho causada pelo acúmulo do humor aquoso (líquido que preenche parte do olho) suficiente para lesar o nervo óptico.

O nervo óptico pode ser comparado a um cabo que conduz a informação recebida pelo olho até o cérebro.

Acredita-se que existam aproximadamente 67 milhões de pessoas com glaucoma no mundo.

Medindo a pressão intra-ocular
Medindo a pressão intra-ocular

A CAUSA

O humor aquoso é um líquido transparente que se forma, circula e sai do olho. Esta substância tem um papel importante na nutrição das estruturas do olho.

Acontece que o organismo produz o humor aquoso de forma constante, onde a produção e o escoamento equilibrado deste líquido se torna de suma importância para a manutenção da saúde ocular.

Desta forma, quando o humor aquoso tem dificuldade para sair (escoar) ou a sua produção é excessiva, a pressão intra-ocular aumenta de forma progressiva, impedindo uma adequada irrigação e nutrição do nervo óptico, levando o mesmo a sofrer lesões.

QUAL É A PRESSÃO OCULAR IDEAL DO PACIENTE COM GLAUCOMA?

Para sabermos qual a pressão ocular ideal dos paciente com glaucoma são necessários várias avaliações de pressão ocular, analise de nervo óptico, campos visuais seriados e analise de fatores de risco para comprovar a estabilidade da doença.

Não existe um valor numérico absoluto para avaliar esta estabilidade e sim um número ideal de pressão ocular para cada paciente.

AS CONSEQUÊNCIAS

O glaucoma não controlado pode levar a uma lesão permanente da visão podendo até chegar até mesmo a uma cegueira irreversível.

TIPOS DE GLAUCOMAS

Existem várias formas de glaucomas, mas as mais freqüentes são:

Glaucoma crônico de angulo aberto (±90% dos casos);

Glaucoma de angulo fechado(±5% dos casos).

Os outros tipos de glaucoma que corresponde a aproximadamente 5% dos casos são tipo traumático, neo-vascular, congênito, associado a outras má formações oculares, etc.

SINTOMAS

O glaucoma é comumente uma doença silenciosa, onde na maioria dos pacientes e praticamente assintomática, ou seja é comum a pessoa ser portadora do problema e não apresentar sintomas, principalmente no início da doença.

É freqüente, no tipo mais comum de glaucoma, não haver alterações de visão até que tenha ocorrido uma lesão muito importante do nervo óptico.

Os sintomas nas fases iniciais da doença são muito inespecíficos tais como:

Discreto lacrimejamento

Ardência

Fotofobia

Dor de cabeça

Vermelhidão ocular

Dor nos olhos ou ao redor deles

Visão com halos coloridos

Embaçamento da visão

Sintomas estes que também são comuns em várias outras doenças oculares.

O glaucoma acompanhado de dor nas fases iniciais da doença, é geralmente infreqüente e é devido a uma pressão ocular muito elevada.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser realizado o mais cedo possível, para que se possa iniciar o tratamento, cujo objetivo principal é reduzir a pressão intra-ocular, interrompendo a lesão do nervo óptico.

Como na maioria dos casos de glaucoma não temos sintomas específicos, geralmente o diagnóstico é feito em consultas oftalmológicas de rotina

Aproximadamente 1% da população acima de 40 anos é portadora desta doença e nas faixas etárias maiores este percentual aumenta consideravelmente.

O diagnóstico se baseia em três principais achados:

Pressão ocular elevada

Escavação de nervo óptico

Alteração de campo visual

Nervo Óptico
Nervo óptico

O EXAME DE CAMPO VISUAL

Os exames de campo visual computadorizados, ofereceram um aumento na capacidade de diagnóstico do glaucoma e acompanhamento da perda de campo visual.

Neste exame, o paciente é posicionada na frente do equipamento apoiando sua cabeça num suporte de queixo.

O paciente deverá fixar o olhar em um ponto pré-determinado pelo operador e será solicitado a apertar um pequeno interruptor em sua mão toda vez que conseguir visualizar algum ponto de luz piscando em seu campo de visão. Estes pequenos flashes de luz ocorrem um a cada vez e em posições diferentes. A posição das luzes correspondem a pontos na retina.

Toda vez que o paciente aperta o botão do interruptor em sua mão, o equipamento envia um sinal ao computador que registra e ajusta os flashes.

Glaucoma - Imagem Ilustrativa II

Exemplo de resultado de exame de Campo Visual Computadorizado em paciente glaucomatoso
Exemplo de resultado de exame de Campo Visual Computadorizado em paciente glaucomatoso

Ao final, obtem-se um mapa do campo de visão do paciente onde pode-se observar e acompanhar o aparecimento, estabilidade ou progressão da perda do campo de visão.

FATORES DE RISCO E CAUSAS

Os fatores de risco no glaucoma incluem:

Idade acima dos 40 anos

Diabetes

Pressão alta

Histórico familiar de glaucoma

Fatores raciais

TRATAMENTO

Quando o diagnóstico de glaucoma é definido pelo médico, o paciente pode receber tratamento através de medicamentos (colírios ou comprimidos):

Laser

Cirurgia

O fato de se escolher um dos tratamentos acima descritos, está baseado no tipo de glaucoma, assim como a extensão da lesão do nervo óptico, idade do paciente, alteração de campo visual, entre outras.

O objetivo do tratamento é diminuir a pressão intra-ocular, aumentando o escoamento ou diminuindo a produção do humor aquoso.

Além de uma orientação segura e continuada, o paciente precisa também de um acompanhamento médico periódico, seguido de exames que poderão melhor orientar o profissional para tratar o problema da melhor forma.

Boa parte dos glaucomas são crônicos e necessitam de tratamento por toda a vida.

O tratamento do glaucoma, mesmo não podendo restaurar a visão já perdida , pode previnir perdas futuras, impedindo o avanço da doença.

A ADESÃO DO PACIENTE AO TRATAMENTO

Por ser na maioria dos casos assintomático nas suas fases iniciais, a adesão do paciente ao tratamento, assim como a sua manutenção acaba por se tornar um desafio.

Muitas vezes por não apresentar sintomas, o paciente não consegue visualizar de forma concreta a real necessidade de instilar 1 ou mais colírios diariamente, geralmente durante toda a sua vida.

Cabe ao profissional médico uma cuidadosa orientação ao paciente sobre o problema assim como dos reais riscos a que está exposto, sendo este um dos mais fortes argumento para que o paciente passe a aderir e manter o tratamento.

Um outro aspecto importante é o envolvimento da família no tratamento do paciente. Muitas vezes é importante orientar o cônjuge e/ou filhos do paciente para que estes também conheçam o problema e auxiliem o paciente na adesão e manutenção do tratamento.

PREVENÇÃO

A visita regular ao oftalmologista é fundamental para que os diagnósticos se tornem cada vez mais precoces, impedindo as perdas visuais.

Fonte: www.drcampiolo.med.br

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