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Glicídios

 

 

Também chamados de glucídios, hidratos de carbono ou açucares, são compostos orgânicos com função energética e estrutural.

Definição

Os glicídios, também chamados de açúcares, carboidratos ou hidratos de carbono são moléculas orgânicas constituídas fundamentalmente por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Função

Os glicídios são os nutrientes de maior importância para o funcionamento do organismo:

É o principal fonte energética do organismo e estão presentes em vários tipos de alimento (combustível celular).

Reserva energética ( Plástica ou estrutural ), Ex: quitina e a celulose.

Entram na construção dos ácidos nucleicos (DNA e RNA), relacionados ao comando celular e instruções hereditárias. (ATP contém Ribose em sua composição)

Anti-coagulante ( Ex.: heparina )

Em síntese:

Suprimento contínuo de energia para os trilhões de células realizarem suas atividades orgânicas;
Facilitar o desdobranto completo do lipídio nos processos de liberação de energia;
Fornecer combustível para o funcionamento completo e apropriado do sistema nervoso central.

CLASSIFICAÇÃO

São divididos em 3 grupos: Monossacarídeos, Oligossacarídeos e Polissacarídeos.

Monossacarídeos ou Oses

São glicídios simples que não sofrem hidrólise são nomeados de acordo com a quantidade de Carbono da cadeia. ex. 3C é triose, 4C é tetrose e assim vai. Os mais importantes são as Hexoses (6C) e as pentoses (5C). Pentoses mais importantes são * Ribose e Desoxirribose componentes estruturais do RNA e DNA respectivamente *. Hexoses mais importantes * Glicose, Frutose e Galactose todos com funções energéticas*.

Oligossacarídeos

São glicídios formados pel junção de 2 a 10 Monossacarídeos através de uam ligação covalente denominada Ligação Glicosídica sofrem hidrólise e os mais importantes Oligossacarídeos são os Dissacarídeos formandos pela junção de 2 Monossacarídeos os mais importantes são: (para memorizar use a sigla SALAMA) Sacarose (glicose+frutose); Lactose(Glicose+Galactose); Maltose(Glicose+Glicose).

Polissacarídeos

São glicídios formados pela junção de mais de 10 Monossacarídeos os mais importantes são: (para memorizar AGLICEQUI) Amido, Glicogênio, Celulose, Quitina.

Fonte: members.fortunecity.com

Glicídios

CARBOIDRATOS (GLICÍDIOS)

A PRINCIPAL FONTE DE ENERGIA PARA O HOMEM

Os glicídios, em especial na forma de grãos de cereais, raízes e tubérculos vegetais, são a principal fonte de energia para a maioria dos povos do mundo. Eles são a forma de energia humana e animal mais barata e fácil de digerir.

O nutriente é, sem dúvida, a melhor fonte de energia para o nosso organismo e relacioná-lo ao aumento de peso é apenas um mito. Os carboidratos devem ser predominantes na alimentação. A recomendação é que eles façam parte de 50 a 60% do valor calórico total do cardápio diário, seja para quem quer perder, manter ou ganhar peso. Em uma dieta de 1.400 kcal, por exemplo, a quantidade de carboidratos resultaria em aproximadamente 175 g

São divididos em três grupos principais: monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos.

Os dois primeiros são conhecidos como carboidratos simples, já os polissacarídeos são denominados carboidratos complexos.

Ao eliminar de vez o macronutriente da alimentação, sintomas como dor-de-cabeça, irritação, cansaço físico e mental podem aparecer.

GLICÍDIOS SIMPLES (AÇÚCARES)

São encontrados nos doces, no leite e nas frutas, têm um teor maior de glicose e, por isso, são digeridos mais rápido. Isso quer dizer que, depois de se deliciar com algum alimento rico em carboidratos simples, você não demora a sentir fome novamente. As frutas, por também serem ricas em vitaminas, fibras e sais minerais, são as melhores.

Monossacarídios

Monossacarídios são as unidades mais simples de glicídios e são classificados de acordo com a sua função orgânica. As hexoses, glicídios contendo seis átomos de carbono, são os principais glicídios encontrados nos alimentos. As hexoses – glicose, frutose e galactose – não requerem digestão e são prontamente absorvidas do intestino diretamente para o sangue.

A glicose, também chamada de dextrose ou açúcar no sangue, é um glicídio moderadamente doce encontrado em frutas e vegetais.

Os termos seguintes são usados para descrever o nível de glicose sanguínea no corpo: normoglicemia, referente ao nível de glicose no sangue dentro da faixa normal (65-115mg/dl), hiperglicemia, para um nível de glicose no sangue acima da faixa normal e hipoglicemia, que significa um nível de glicose sanguínea abaixo da faixa normal.

Trata-se de uma ótima fonte de energia, já que o sistema nervoso central, muitas vezes, conta apenas com ela para oferecer pique ao corpo.

A frutose, também chamada levulose ou açúcar de fruta, é encontrada associada com a glicose em muitas frutas e vegetais, de forma especial no mel. É o açúcar mais solúvel e em solução aquosa mostra-se o mais doce dentro os glicídios simples. A frutose é disponível em líquido, em pó e em tablete. Devido ao seu grau de doçura, tem sido sugerido que a frutose substitua a sacarina como adoçante em dietas para diabéticos e dietas de baixa caloria.

A galactose raramente é encontrada livre na natureza, porém é obtida por hidrólise do dissacarídio lactose encontrado no leite. É menos solúvel em água e menos doce que a glicose. No organismo a glicose é transformada em galactose, de forma que as glândulas mamárias possam produzir lactose.

O etanol é produzido pela fermentação da glicose por levedura, podendo, para certos indivíduos que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas, representar uma parte significativa da ingesta energética total. Um grama de álcool (etanol) produz sete quilo-calorias.

Dissacarídios

Os dissacarídios – açúcares contendo duas unidades de hexose – são comumente encontrados nos alimentos, incluindo a sacarose (açúcar de cana ou beterraba), a maltose (açúcar do malte) e a lactose (açúcar do leite). Os dissacarídios são hidrolisados em monossacarídios por enzimas específicas no trato digestivo, ou então comercialmente através da hidrólise ácida.

A sacarose – comumente granulada, em pó ou como açúcar mascavo e melaços – é uma das formas mais doces de açúcar. É também encontrada livre na maioria das frutas e vegetais. É muito solúvel e produz iguais quantidades de frutose e glucose ácida, cuja mistura é conhecida como açúcar invertido.

A maltose, ou açúcar do malte, não ocorre livre na natureza, porém é produzida a partir do amido por hidrólise enzimática ou ácida. É menos doce que a sacarose e muito solúvel em água. Pela hidrólise da maltose, formam-se duas moléculas de glucose. No organismo, é um produto intermediário da digestão do amido.

A lactose, ou açúcar do leite, é o único dos açúcares comuns não encontrado em plantas. Não é muito solúvel e é o menos doce dos açúcares, mostrando somente cerca de um sexto da doçura da sacarose. É formada somente nas glândulas mamárias de mães em lactação, animais ou humanos. Na fermentação do leite para a fabricação do iogurte, parte da lactose pode ser convertida em ácido láctico. Por essa razão, esse produto em geral contém menos lactose que o leite.

GLICÍDIOS COMPLEXOS

Garantem uma saciedade prolongada por terem digestão mais lenta. Encontrados nos cereais, arroz, pães e massas, eles são ainda mais eficientes quando obtidos pela versão integral, pois as fibras colaboram para que o estômago demore mais tempo para pedir comida.

Polissacarídeos

Para um armazenamento mais estável e eficiente de energia potencial, as plantas e animais acumulam a energia dos glicídios em unidades muito maiores que os açúcares – dextrina, amido, celulose e glicogênio. Todos esses são polissacarídios, cujas moléculas podem conter centenas de vezes mais unidades de glicose que as moléculas dos açúcares. Como conseqüência, eles são muito menos solúveis e muito mais estáveis, mas diferem grandemente entre si quanto à digestibilidade e à resistência à deterioração.

As dextrinas ocorrem principalmente como produtos intermediários da hidrólise parcial do amido pela ação enzimática ou pela cocção. Elas são constituídas de muitas unidades de glicose reunidas pelo mesmo tipo de ligação presente no amido. As dextrinas são formadas quando o pão ou cereais são tostados ou quando a farinha é dourada. São também utilizadas em algumas preparações de receitas infantis e em produtos empregados em bebidas não-alcoólicas.

O amido, forma principal de glicídios na dieta, ocorre em duas formas: amilose e amilopectina.

O amido é encontrado nos grãos dos cereais, leguminosas e outras plantas. Eles são uma forma de estocagem natural de carboidratos, no fígado e nos músculos.

A celulose, encontrada na estrutura das plantas, é também um polissacarídio cujas unidades são a glicose, porém suas ligações diferem das encontradas na maltose e no amido. É o principal constituinte dos caules, galhos e das folhas das plantas, e de revestimentos externos de sementes e cereais.

A mucosa do trato gastrintestinal do homem não secreta enzimas que degradem a celulose, porém a fermentação ou desintegração bacteriana pode participar na dissolução das substâncias que mantêm as fibras ou partículas de celulose juntas.

A não digestibilidade da celulose é a sua maior vantagem, já que as fibras não digeridas fornecem o volume necessário para um funcionamento eficiente e normal do peristaltismo (contração muscular) dos intestinos. As pesquisas demonstraram que o cólon normal funciona melhor quando uma quantidade razoável (4-7g) de volume ou resíduo participa do processo.

O glicogênio, ou “amido animal”, é a forma que o animal utiliza para armazenar glicídios. Quando no organismo de uma pessoa saudável ingressa mais glicose do que pode ser metabolizada de imediato, suas moléculas são combinadas para formar o glicogênio. Da mesma forma, quando se requer glicose,o glicogênio é quebrado e a glicose torna-se rapidamente disponível para fornecer energia. Nos mamíferos viventes tanto o fígado como os músculos armazenam glicogênio.

Cerca de 340g de glicogênio podem ser armazenados pelo homem adulto, sendo 113g no fígado e 227g nos músculos. O glicogênio do fígado é utilizável de forma mais rápida para o reabastecimento de glicose no sangue. O glicogênio dos músculos é utilizado principalmente como combustível para os músculos

FUNÇÃO DOS GLICÍDIOS NA SAÚDE

Fonte de energia

A imediata e mais importante função dos carboidratos é fornecer energia ao organismo continuamente. Para serem utilizáveis, as complexas moléculas de carboidratos são decompostas durante o processo digestivo em moléculas simples, que são absorvidas e transportadas pela corrente sanguínea para as células de todas as partes do corpo. Dentro das células, a glicose pode ser transformada em glicogênio ou utilizada diretamente como energia.

O carboidrato precisa ser regularmente consumido para manter as reservas de glicogênio do organismo. Se o consumo for insuficiente, estas reservas serão liberadas para que a glicose armazenada como glicogênio sirva de fonte energética.

Os glicídios são a principal fonte de energia na dieta humana; cada grama fornece cerca de 4kcal. Embora os lipídios e as proteínas possam substituir os glicídios como fonte energética para a maioria das células do organismo, para algumas delas os glicídios são essenciais. O cérebro, os nervos e os pulmões requerem glicose como fonte de energia. No caso de queda do nível de glicose (hipoglicemia), o cérebro priva-se de glicose, podendo resultar em convulsões.

Preservação das proteínas

A ingesta adequada de carboidratos ajuda a preservar as proteínas dos tecidos. Sob condições normais, a proteína é um nutriente fundamental para o crescimento e reparo dos tecidos. Quando as reservas de carboidratos diminuem, processos metabólicos alternativos são acionados para suprir a síntese de glicose a partir de proteínas, o que proporciona a economia de carboidratos diante de um esgotamento eventual das reservas de glicogênio. O preço que o organismo paga é a redução temporária de suas reservas protéicas, especialmente da proteína muscular. Em situações extremas, a massa de tecido magro pode diminuir significativamente.

Facilitador do metabolismo das gorduras

Os carboidratos servem como “detonadores” para o metabolismo das gorduras. Se a decomposição dos carboidratos for deficiente, mesmo por uma insuficiência no transporte de glicose para as células, como ocorre no diabetes, ou quando o glicogênio se esgota em razão de uma dieta inadequada ou de exercícios demorados, o organismo mobilizará mais teores de gordura do que pode utilizar. O resultado será a decomposição incompleta das gorduras e o acúmulo de subprodutos de ácidos denominados corpos cetônicos. Os corpos cetônicos podem causar um aumento prejudicial da acidez dos fluidos orgânicos.

Única fonte de energia do SNC

Os carboidratos são fundamentais para um funcionamento adequado do sistema nervoso central. Em condições normais, o cérebro utiliza a glicose como combustível quase exclusivo, e não possui essencialmente reserva deste nutriente. Por causa do papel específico que a glicose sanguínea desempenha no fornecimento de energia para o tecido nervoso, a glicemia é regulada dentro de limites estreitos.

Cáries dentárias

Os glicídios, em especial a sacarose, são facilmente fermentados e podem produzir ácidos inorgânicos fracos capazes de dissolver os constituintes minerais do esmalte e da dentina dos dentes. A combinação do açúcar com certas bactérias encontradas nas placas, uma película pegajosa e incolor de bactérias não patogênicas que se forma sobre os dentes, resulta na produção de ácidos que podem atacar o dente e estraga-lo. Os alimentos que aderem aos dentes e os doces pegajosos como caramelos, produtos de confeitaria e maças caramelizadas são os mais daninhos. No entanto, os refrigerantes e os sucos adoçados podem também ser ainda mais importante no desenvolvimento das cáries que o total de açúcar consumido. Uma boa higiene bucal, uma menor freqüência no consumo de doces e a limitação a certos tipos de alimentos são práticas que podem auxiliar na redução da incidência de cáries dentárias.

FONTES DE GLICÍDIOS

Dentro deste grupo energético estão os cereais (arroz, trigo, milho, aveia, etc), os tubérculos (batatas, mandioca, mandioquinha, etc) e os açúcares (mel, frutose, etc).

Fonte: www.escolanovaerense.com.br

Glicídios

Os glicídios são moléculas orgânicas constituídas fundamentalmente por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. São também conhecidos como açúcares, sacarídeos (do grego sakkharon, açúcar), carboidratos ou hidratos de carbono.

Os glicídios constituem a principal fonte de energia para os seres vivos, estando presentes em diversos tipos de alimentos. O mel, por exemplo, contém o glicídio glicose; da cana é extraída a sacarose, muito utilizada em nosso dia-a-dia; o leite contém o açúcar lactose; e frutos adocicados contêm frutose e glicose, entre outros tipos de glicídios.

Classificação dos glicídios

Monossacarídeos

Os glicídios mais simples são os monossacarídeos, que apresentam fórmula geral (cH2O)~. O valor de n pode variar de 3 a 7, e, de acordo com ele, os monossacarídeos são chamados respectivamente de trioses, tetroses, pentoses, hexoses e heptoses. Exemplos de monossacarídeos são glicose, frutose, galactose, ribose e desoxirribose.

Dissacarídeos

Dissacarídeos são moléculas formadas pela união de dois monossacarídeos.

A reação de:

Formação de um dissacarídeo é uma síntese por desidratação: um dos monossacarídeos perde um hidrogênio (- H) e o outro perde uma hidroxila (-OH); os dois monossacarídeos se unem, e o hidrogênio e a hidroxila liberados formam uma molécula de água.

A sacarose - o açúcar de cana - é um dissacarídeo formado pela união de uma molécula de glicose e urna de frutose. Outro exemplo de dissacarídeo é a lactose - o açúcar do leite -, constituído por uma glicose ligada a uma galactose.

Polissacarídeos

Polissacarídeos são moléculas grandes, formadas de centenas ou milhares de motiossacarídios. Exemplos de polissacarídeos são amido, glicogênio, celulose, quitina, entre outros.

As moléculas de glicose fabricadas na fotossíntese e unidas de uma determinada maneira transformam-se em amido, que é armazenado. Nas células das plantas quando a célula necessita de energia, o amido é quebrado por hidrólise, transformando-se novamente em moléculas de glicose. O amido constitui sim, a principal substância de reserva das plantas e de muitas algas.

Em nosso organismo também ocorre armazenamento de polissacarídeos. Depois de uma refeição, as células do fígado absorvem moléculas de glicose do sangue, unindo-as de maneira a forma o polissacarídeos. Quando a taxa de glicose no sangue abaixa nos períodos entre as refeições, as células do fígado quebram o glicogêmo reconvertendo-o em moléculas de glicose que 510 lançadas no sangue.

A celulose, substância que constitui a parede da célula vegetal é também um polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose. Estima-se que as algas e as plantas terrestres produzam 10 milhões de toneladas de celulose diariamente.

Ao contrário do amido e do glicogênio, a celulose é muito resistente à digestão; apenas algumas espécies de fungos, bactérias e protozoários são capazes de digeri-la. Esses microorganismos produzem a celulase, uma e~1ma~ que quebras ligações.

Os resíduos de glicoses, liberando-as para serem utilizadas como cimento.

A importância dos glicídios para os seres vivos

A energia necessária para formar toda a matéria orgânica existente na Terra é proveniente do espaço exterior, nazis precisamente do Sol. A energia luminosa do Sol é captada pelas algas e plantas, que a utilizam para fabricar moléculas de glicose. Este açúcar conserva, na forma de energia química. Boa parte da energia que foi gasta em sua fabricação.

Glicose e fotossíntese

A energia luminosa do Sol é transformada em energia química através da fotossíntese, um conjunto de reações químicas através das quais moléculas de gás carbônico e de água silo convertida em moléculas de glicose e de gás oxigênio.

6C02 +              6H20              c6H2Q + 602

( c~Srnc0)          (água)  (LUZ)       (glicose)      (0~~.~~111)

Uma vez que plantas, algas e algumas bactérias são os únicos seres vivos que conseguem captar energia luminosa do Sol, a sobrevivem direta ou indiretamente, desses seres fotossintetizante.

Um animal herbívoro obtém a energia necessária à sua vida comendo plantas. Já um carnívoro, ao usar herbívoros como alimento, obtém, indiretamente, a energia originária da glicose produzida na fotossíntese.

A dependência que os animais têm das plantas nos dá uma medida da importância dos seres fotossintetizantes e dos glicídios.

Fabrício Fernandes Pinheiro

Fonte: www.geocities.com

Glicídios

Os carboidratos, glicídios, glucídios ou acúcares são substâncias que atuam, principalmente, como fonte de energia, mas que podem desempenhar papel estrutural nos seres vivos.

São classificados em três grandes grupos: monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.

1. Monossacarídeos

São carboidratos simples, moléculas pequenas.

1.1. Classificação dos Monossacarídeos quanto ao número de carbono:

Trioses – três átomos de carbono
Tetroses – quatro átomos de carbono
Pentoses – Cinco átomos de carbono
Hexoses – seis átomos de carbono
Heptoses-sete átomos de carbono

1.2- Principais monossacarídeos

Nos seres vi-vos há dois tipos de monossacarídeos que são primor-diais, tanto pelo fato de fornecer energia como pelo fato de participarem na constituição de outras substân-cias de grande importância nos organismos vivos.

Veja:

a) Pentoses

Ribose – compõe o acido ribonucléico (RNA).
Desoxirribose – entra na formação do ácido desoxirribonucléico (DNA).

b) Hexoses

Glicose – é a principal substância consumida pelos seres, na respiração, como fonte de energia. Ocorre no mel em frutos diversos.
Frutose –
apresenta papel energético. Está presente no mel e em frutos diversos.
Galactose
– desempenha papel energético e está presente no leite.

2. Oligossacarídeos

São formados pela junção de poucas moléculas de monossacarídeos (de duas a dez). Nos seres vivos os dissacarídeos desempenham papel relevante.

2.1- Principais Dissacarídeos:

Sacarose – glicose + frutose
Lactose – glicose + galactose
Maltose – glicose + glicose

2.2- Função: Atuam no metabolismo energético

3. Polissacarídeos

São constituídos pela união de vários monossacarídeos (mais de dez).

3.1- Principais Polissacarídeos:

a) Quitina: Entra na constituição da parede celular dos fungos e na formação do exoesqueleto dos artró-podes.
b) Celulose:
Apresenta, geralmente mais de 4000 moléculas de glicose. Compõe a parede celular dos vegetais. É o carboidrato mais abundante na natureza. Nos animais ela só é digerida devido à associação um-tualística desses com alguns protozoários e bactérias. Apesar do homem não ter a celulase e nem a simbiose com os microrganismos, tais fibras devem ser consu-midas, pois elas apresentam um papel importante no estímulo dos movimentos peristálticos do tubo digestório.
c) Amido:
Com algo em torno de 1400 moléculas de glicose, é a substância de reserva dos vegetais.
d) Glicogênio:
Como apresenta mais de 30 000 moléculas de glicose, é uma reserva energética im-portante, tanto em fungos como em animais (ambos heterótrofos).
e) Ácido Hialurônico:
Juntamente com a quitina são exemplos de polissacarídeos nitrogenados, funcio-na como uma espécie de cola unindo as células vizi-nhas na constituição dos tecidos.

Fonte: vascobio.net

Glicídios

Os glicídios (poliidroxialdeído ou poliidroxicetonas) são as biomoléculas mais abundantes no planeta, tendo como funções básicas: reserva energética e estrutural, Para um entendimento completo dessas moléculas é indispensável o conhecimento de suas estruturas, suas reações e como eles são identificados nos laboratórios. O reagente de molish (solução alcoólica de a-naftol a 5%) sob a ação do ácido sulfúrico concentrada, os glicídios formam o composto furfural ou os seus derivados. Essas substâncias condensam-se com o a- naftol e produzem um composto de cor violeta, mostrando que a reação deu positiva para a presença de glicídios, embora não sendo especifica, pois se processa com outras substancias.

O reagente de lugol(solução com iodo) forma com o amido um complexo de cor azulada, e com o glicogênio cor vermelha, não produzindo coloração com o iodo, celulose, mono e dissacaridios. O reativo de Benedicte (citrato de sódio, carbonato de sódio anidro, e sulfato de cobre) reage em meio alcalino com a hidroxila anomérica livre (oxi-redução) formando óxido de cobre de cor vermelha ou amarela. A reação de Seliwanoff (resorcinol diluído em acido clorídrico) diferencia aldeído de Cetose, formando um composto avermelhado para a função cetose (reação positiva).

É bastante comum a utilização de ácidos fortes tais como: ácido clorídrico e ácido sulfúrico concentrado para a hidrólise de osídios (oligossacarídeos e polissacarídeos), para melhores estudos de suas unidades mais simples. (VILLELA, 1973).

Essa prática teve como objetivo a caracterização e demonstração das reações clássicas, com o estudo dirigido para os aspectos qualitativos das reações com os glicídios: Identificação de glicídios, identificação de redutores, diferenciação entre aldoses e cetoses, hidrólise de di e polissacarídeos.

METODOLOGIA

Primeiramente realizou-se a reação com reagente de Molisch (solução alcoólica de a-naftol a 5%).

Foram preparados quatro tubos de ensaio (A, B, C, D): no tubo A- 1 ml de água destilado; no tubo B- 1 ml e solução de glicose 1%; no tubo C- 1 ml de solução de sacarose; no tubo D- 1 ml de solução de amido 1%.

Adicionaram-se a cada tubo duas gotas de reagente de Molisch - agitando-os. Em seguida, sem agitação e pelas paredes dos tubos, foi adicionado 1 ml de ácido sulfúrico concentrado nos mesmos. Os tubos ficaram em repouso na estante durante cinco minutos.

Na prática seguinte - reação com iodo- preparou-se: tubo A-1 ml de água destilada; tubo B- 1 ml de solução de glicose 1%; tubo C- 1 ml de solução de sacarose 1%; e tubo D- 1 ml de solução de amido. A Cada um foi adicionado duas gotas de reagente de lugol e observou-se o que aconteceu. Logo em seguida aqueceu-se rapidamente o tubo D em banho-maria, até mudar a coloração, e resfriando-o logo após, em água corrente.

Na identificação de glicídios redutores fez-se uso de quatro tubos ( A,B,C e D). Tubo A com 1 ml de água destilada. Tubo B com 1 ml de solução de glicose 1%. Tubo C com 1 ml de solução de sacarose 1%. Tubo D com 1 ml de solução de amido 1%. Cada um recebeu 1 ml de reagente de Benedict ( contém citrato de sódio, carbonato de sódio anidro e sulfato de cobre) e, aquecendo-os em banho-maria fervente por 3 minutos, observou-se o que aconteceu.

Para a diferenciação entre aldoses e cetoses usou-se reagente de Seliwanoff (que contém resorcinol diluído em ácido clorídrico). Inicialmente foi posto 3 ml do reagente nos tubos A, B, C e D (cada). Em seguida, 5 gotas de água destilada em A, 5 gotas de solução de frutose 1% em B, 5 gotas de solução de solução de glicose a 1% em C, e 5 gotas de solução de sacarose 1% em D. Todos foram aquecidos em banho-maria durante 10 minutos.

Na hidrólise da sacarose usou-se um tubo A com 2 ml de solução de sacarose a 1% , acrescidos de 3 gotas de ácido sulfúrico concentrado, e tubo B com 2 ml de solução de sacarose 1% acrescido de 3 gotas de água destilada. Após aquecidos por três minutos em banho-maria, adicionou-se em cada tubo 3 ml de reativo de Benedict. Agitaram-se os mesmos e em seguida colocou-os mais três minutos em banho-maria, e observou-se o que ocorreu.

Colocaram-se em um erlenmeyer 30 ml de amido a 1% , e 6 ml de ácido clorídrico a 2N. Foram preparados 7 tubos de ensaio (A, B, C, D, E, F e G) cada um com 3 ml da mistura acima. Em A juntou-se uma gota de reativo de lugol . Já B, C, D, E, F e G foram postos em banho-maria, retirados após 5, 10, 15, 20, 25 e 30 minutos, respectivamente, e sendo resfriados em água corrente logo em seguida. Em B, C, D, E e F apenas, adicionou-se uma gota de lugol e observou-se o que aconteceu. No tubo G acrescentou-se 3 ml de reativo de Benedict, voltando em seguida ao banho Maria por mais três minuto e observou-se o que ocorreu.

RESULTADOS

De acordo com a experiência observada, pode-se relatar que: na reação de molish apenas os tubos: B, C e D, apresentaram um anel de cor violeta na interfase entre os líquidos. Já o tubo A, não apresentou o mesmo. Na reação com iodo presente no reagente de lugol, percebeu-se que apenas o tubo D, que continha amido a 1% formou um complexo de cor azul. Logo em seguida aqueceu-se o tubo D até a mudança de coloração (cor inicial) e observou-se que, ao esfriar o tubo em água corrente, ele voltava a ficar com a cor azulada.

Na identificação de glicídios redutores percebeu-se que, ao acrescentar o reativo de Benedict, apenas os tubos B e C que continham glicose e frutose, respectivamente, apresentaram-se com uma cor avermelhada, já os tubos, A e D, água destilada e amido a 1%, respectivamente, não se modificarão.

Na reação de seliwanoff, que diferencia aldoses de cetoses, ao colocar 3 mL do reativo de seliwanoff nos tubos A, B, C, D e aquecer, percebeu-se que apenas os tubos B e D, apresentaram uma cor avermelhada, sendo que o tubo D, mostrou um vermelho menos intenso.

Na reação de hidrólise da sacarose percebeu-se que, apenas o tubo A que continha sacarose e acido sulfúrico concentrado, ao aquecer em banho-Maria durante 3 minutos, mostrou uma cor avermelhada.

O amido quando tratado com ácido, a quente sofre uma sucessão de hidrólises originando dexitrinas. Na tabela 1 abaixo, estão presentes todos os resultados relacionados ao experimento da hidrólise do amido.

DISCUSSÃO

Os carboidratos são biomoléculas mais abundantes do planeta Terra. Cada ano a fotossíntese converte mais de 100 bilhões de toneladas CO2 e H2O em celulose e outros produtos vegetais. Certos carboidratos (açúcar comum e amido) são a maior base da dieta na maior parte do mundo e a oxidação dos carboidratos é a principal via metabólica fornecedora de energia na maioria das células não-fotossintética. Polímeros insolúveis de carboidratos funcionam tanto como elementos estruturais quanto de proteção nas paredes celulares bacterianas e vegetais e nos tecidos conjuntivos de animais. Outros polímeros de carboidratos agem como lubrificantes das articulações esqueléticas e participam do reconhecimento e coesão entre as células. [...] Os carboidratos são poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas ou substâncias que liberam esses compostos por hidrólise. Muitos carboidratos, mas não são todos, tem fórmulas empíricas (CH2O)n; alguns contêm nitrogênio, fósforo ou enxofre.

Os carboidratos estão divididos em três classes principais, de acordo com o seu tamanho: monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos. (LEHNINGER, 2006).

No dia-a-dia dos laboratórios, em meio a testes e análises, algumas vezes faz-se necessário a identificação de substâncias desconhecidas pra melhores estudos.

Para tanto, existem várias técnicas laboratoriais baseadas em reagentes que são utilizados para a identificação dessas substâncias. Segundo VILELLA (1973), o teste de Molish é considerado uma reação global para glicídios, podendo estar isolados ou associados, entretanto sem muita especificidade, pois há outras substâncias no procedimento. O reagente de Molish é composto por uma solução alcoólica de a–naftol a 5%. Sendo assim, ao adicionar-se a glicídios ácido sulfúrico concentrado(forte ação desidratante), as ligações glicosídicas presentes em moléculas de polissacarídeos são facilmente rompidas resultando em monossacarídeos.

Quando os monossacarídeos forem desidratados originam: furfural e hidroximetilfurfural. Que reconhecem, respectivamente, pentoses e hexoses. Ambas são substâncias incolores, então adicionou-se-se o composto fenólico ao meio.

O fenol reage com os produtos incolores e provoca o aparecimento de um anel de coloração violeta.

No experimento foram utilizados quatro tubos de ensaio contendo, respectivamente: água destilada, solução de glicose, solução de sacarose e solução de amido, todos com 1mL.Observou-se, então, que nos três últimos houve o surgimento do anel violeta, comprovando a existência de carboidratos.

De acordo com VILELLA (1973), os polissacarídeos são moléculas de elevado peso molecular, cuja unidade fundamental são os monossacarídeos, principalmente a glicose Como exemplos de polissacarídeos importantes na natureza podemos destacar o glicogênio, a celulose e o amido.

O amido, polissacarídeo de extrema importância em alimentos, é produzido em grande quantidade nas folhas dos vegetais como forma de armazenamento dos produtos da fotossíntese, e é constituído por dois outros polissacarídeos estruturalmente diferentes: amilose e amilopectina. A molécula da amilose não apresenta ramificações e, no espaço, assume conformação helicoidal (forma de hélice). A ligação entre os átomos de carbono das unidades de glicose são do tipo alfa 1-4. A amilopectina apresenta estrutura ramificada, sendo que os "ramos" aparecem a cada 24-30 moléculas de glicose. A ligação entre as unidades de glicose também é do tipo alfa 1-4 na mesma cadeia. Porém, unindo duas cadeias aparecem ligações do tipo a 1-6. Moléculas de alto peso molecular (como a amilose e a amilopectina) podem sofrer reações de complexação, com formação de compostos coloridos. Um exemplo importante é a complexação da amilose e da amilopectina com o iodo, resultando em complexo azul e vermelho-violáceo, respectivamente. O aprisionamento do iodo dá-se no interior da hélice formada pela amilose. Como a amilopectina não apresenta estrutura helicoidal, devido à presença das ramificações, a interação com o iodo será menor, e a coloração menos intensa. No laboratório utilizou-se, nos tubos de ensaio, água destilada, soluções (1mL a 1%) de glicose, sacarose e amido, respectivamente.

E as colorações percebidas foram, nessa ordem: alaranjado, alaranjado, alaranjado e roxo.

Ainda segundo VILELLA (1973) alguns carboidratos possuem um grupamento -OH (hidroxila) livre no carbono 1 de suas moléculas, enquanto outros não.

Observa-se que os açúcares que apresentam a hidroxila livre no C-1 são bons agentes redutores. Por esse motivo a extremidade que contém o -OH passa a ser chamada extremidade redutora e o açúcar, de açucar redutor . A capacidade que esses compostos apresentam de reduzir íons metálicos em soluções alcalinas é um bom método de identificação desses compostos.

A reação é feita em meio básico porque, nessa condição, a porcentagem de enedióis é maior. Para essa reação, colocou-se sobre observação tubos de ensaio contendo água destilada e 1mL de glicose, frutose e amido, ocorreu redução; no segundo tubo devido a presença do grupo hemiacetal livre verificou-se uma coloração avermelhada mostrando que houve redução;o mesmo foi observado com a frutose; com o amido também percebeu-se redução, porém com uma coloração mais fraca.

A sacarose, o açúcar comum comercial, é amplamente distribuído entre as plantas superiores. É hidrolisada com grande facilidade por ácidos diluídos, resultando da reação o ´´ açúcar invertido``, isto é, a mistura equimolar de D-glicose e D-frutose, que é levogira, porque a frutose possui rotação específica negativa (-92,4º) mais alta do que a rotação específica positiva da glicose (+52,7º). A reação é chamada de inversão e é estritamente monomolecular, isto é, a fração da sacarose presente, cindida por unidade de tempo, é constante. Assim, a velocidade da reação depende exclusivamente da concentração de sacarose. A inversão da sacarose pode ser efetuada também enzimaticamente. A invertase, que cinde os b-frutosídeos, e as a-glicosidases são as enzimas que catalisam a sua hidrólise, VILELLA (1973). Na hidrólise da sacarose foram preparados dois tubos de ensaio com solução de sacarose e em seguida adicionou-se ácido sulfúrico concentrado(3 gotas) e água destilada, respectivamente. Os tubos foram colocados em banho-maria, e depois acrescentados reativo de Benedict. Logo após agitou-se a solução, e se colocou novamente em banho-maria. Observou-se, então, que somente no tubo que continha ácido concentrado houve reação percebendo-se uma coloração avermelhada comprovando a hidrólise da sacarose pelo acido.

Na hidrolise do amido colocaram-se em um erlenmeyer 30 ml de amido a 1% , e 6 ml de ácido clorídrico a 2N. Foram preparados 7 tubos de ensaio (A, B, C, D, E, F e G) cada um com 3 ml da mistura acima. Em A, B, C, D, E e F juntou-se uma gota de reativo de lugol. Em A, a solução ficou com cor azul, pois só tinha em solução amido. Já B, C, D, E, F e G foram postos em banho-maria, retirados após 5, 10, 15, 20, 25 e 30 minutos..Em B apresentou uma cor roxa, pois em solução tinha amilodextrina. Em C apresentou uma cor avermelha, tinha em solução eritrodextrina, em D amarela tendo eritrodextrina e acrodextrina, em E apresentou-se um amarelo mais claro, tendo uma maior quantidade de acrodextrina e menor quantidade eritrodextrina. Em F não apresentou coloração (incolor), pois possuia apenas acrodextrina. No tubo G acrescentou-se 3 ml de reativo de Benedict, voltando em seguida ao banho Maria por mais três minuto, percebeu-se uma cor vermelho tijolo, pois em solução tinha a glicose, um grupo redutor. Percebeu-se então que a medida que aquece a solução com amido em banho-maria, a solução vai se hidrolisando em moléculas menores até o seu monômero básico. (CISTERNAS, 2001 )

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Nelson, D.L., COX, M.M. Lehninger: princípios de bioquímica.4.ed.São Paulo:SARVIER, 2006.
DEVLIN, T.M. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas. 6. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2007. 1186p.
VILELLA, BACILA, TASTALDI. Tecnicas e experimentos de bioquimica. 1973
CISTERNAS, J. R., MONTE, O., VARGA, J.Fundamentos de bioquimica experimental. 2. ed. Sao Paulo: Atheneo, 2001. 276p

Fonte: www.ebah.com.br

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