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Globalização

1. INTRODUÇÃO

O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem a substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização, porém se voltarmos no tempo, podemos observar que é uma prática muito antiga. A humanidade desde o início de sua existência vem evoluindo, passou de uma simples família para tribos, depois foram formadas as cidades-estado, nações e hoje com a interdependência de todos os povos do nosso planeta, chegamos a um fenômeno natural, denominado de "aldeia global".

As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, radio, TV, internet e outros meios de comunicação, o mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de setembro, o atentado ao World Trade Center (as torres gêmeas), a invasão americana ao Iraque, quem não assistiu o Brasil, penta campeão mundial de futebol. Com toda essa tecnologia a serviço da humanidade, da a impressão que o planeta terra ficou menor. Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofre influência direta da Globalização.

Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e os exportam para outros, também podemos observar a fusão de empresas, tudo isso tem como objetivo baixar custos de produção, aumentar a produtividade, então produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo.

2. GLOBALIZAÇÃO

A definição de Globalização poder ser entendida como um Fenômeno observado na atualidade ao qual consiste na maior integração entre os mercados produtores e consumidores de diversos países. Considerado por muitos como um dos processos de aprofundamento e de integração da economia, sociedade e cultura, a globalização acabou por encurtar distancias, ligar países separados geograficamente, misturando e divulgando países antes desconhecidos, favorecendo a integração entre os povos e as etnias.

2.1 - A Primeira Fase da Globalização (1450-1850)

Existe, como em quase tudo que se diz respeito da história, uma grande controvérsia em estabelecer-se uma periodização para estes cinco séculos de integração econômica e cultural, que podemos chamar de globalização, iniciados pela descoberta de uma nova rota marítima para as Índias e pelas terras do Novo Mundo.

De certo modo até as duas grandes guerras mundiais de 1914-1918 e a de 1939-1945, e antes delas a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), provocaram a intensificação da globalização quando adotaram algumas macro-estratégias militares para perseguir os adversários, num mundo quase inteiramente transformado em campo de batalha.

Assim sendo, nos definimos pelas seguintes etapas: primeira fase da globalização, ou primeira globalização, dominada pela expansão mercantilista (1450 a 1850) da economia-mundo européia, a segunda fase, ou segunda globalização, que vai de 1850 a 1950 caracterizadas pelo expansionismo industrial-imperialista e colonialista e, por última, a globalização propriamente dita, ou globalização recente, acelerada a partir do colapso da URSS e a queda do muro de Berlim, de 1989 até o presente.

2.2 - A Segunda Fase da Globalização (1851-1950)

Os principais acontecimentos que marcam a transição da primeira fase para a segunda acontecem nos campos da técnica e da política. A partir do século 18, a Inglaterra industrializa-se aceleradamente e, depois, a França, a Bélgica, a Alemanha e a Itália. A máquina a vapor é introduzida nos transportes terrestres e marítimos. Conseqüentemente esta nova época será regida pelos interesses da indústria e das finanças, e não mais das motivações dinásticas-mercantis. Será a grande burguesia industrial e bancária, e não mais os administradores das corporações mercantis e os funcionários reais quem liderará o processo.

A escravidão que havia sido o grande esteio da primeira globalização, tornou-se um impedimento ao progresso do consumo e, somada à crescente indignação que ela provoca, termina por ser abolida, primeiro em 1789 e definitivamente em 1848 (no Brasil ela ainda aconteceu até 1888).

No campo da política a revolução americana de 1776 e a francesa de 1789, irão liberar grande energia fazendo com que a busca da realização pessoal termine por promover uma ascensão social das massas. Depois, como resultado das Guerras Napoleônicas e da abolição da servidão e outros impedimentos feudais, milhões de europeus, abandonaram seus lares e emigram para os EUA, Canadá, e para a América do Sul.

A posse de novas colônias torna-se um ornamento na política das potências (a Grã-Bretanha possuía mais de 50, ocupando áreas antieconômicas). O mercado chinês finalmente é aberto pelo Tratado de Nanquim de 1842 e o Japão também é forçado a abandonar a política de isolamento da época ao assinar um tratado com os americanos.

Cada uma das potências européias rivaliza-se com as demais na luta pela hegemonia do mundo. O resultado é um acirramento da corrida imperialista e da política belicista que levará os europeus a duas guerras mundiais.

Entre outros aspectos técnicos ajudam a globalização: o trem e o barco a vapor encurtam as distâncias, o telégrafo e o telefone, aproximam os continentes e os interesses ainda mais.

Nestes cem anos da segunda fase da globalização (1850-1950) os antigos impérios dinásticos desabaram. Das diversas potências que existiam em 1914 (Império britânico, o francês, o austro-húngaro, o italiano, o russo e o turco) só restam depois da 2ª Guerra, as superpotências: os Estados Unidos e a União Soviética.

Derrotadas pelas guerras as metrópoles desabaram, obrigando-se a aceitar a libertação dos povos coloniais que formaram novas nações. Algumas independentes e outras neocolonizadas continuaram ligadas ao sistema internacional. Somam-se, no pós-45, os países do Terceiro Mundo recém independentes, às nações latino-americanas que conseguiram autonomia política, no fim da 1ª fase. No entanto nem a descolonização nem as revoluções comunistas, servirão de obstáculo para que o processo de globalização seja retomado.

2.3 - A Globalização Recente (pós-1989)

No decorrer do século 20, três grandes projetos de liderança da globalização conflitaram-se entre si: o comunista; o da contra-revolução nazi-fascista e o projeto liberal-capitalista. Num primeiro momento ocorreu a aliança entre o liberalismo e o comunismo (em 1941-1945) para a auto defesa e depois, a destruição do nazi-fascismo. Num segundo momento os EUA e a URSS, se desentenderam gerando a guerra fria, onde o liberalismo norte-americano rivalizou-se com o comunismo soviético numa guerra ideológica mundial e numa competição armamentista e tecnológica que quase levou a humanidade a uma catástrofe.

Com a política da glasnost, a guerra fria encerrou-se e os Estados Unidos proclamaram-se vencedores. O momento símbolo disto foi à derrubada do Muro de Berlim ocorrida em novembro de 1989, acompanhada da retirada das tropas soviéticas da Alemanha reunificada e seguida da dissolução da URSS em 1991. A China comunista, por sua vez, que desde os anos 70 adotara as reformas visando sua modernização, abriu-se em várias zonas especiais para a implantação de indústrias multinacionais. Desde então só restou hegemonia no moderno sistema mundial a economia-mundo capitalista, não havendo nenhuma outra barreira a antepor-se à globalização.

Chegamos desta forma a situação presente onde sobreviveu uma só superpotência mundial: os Estados Unidos. É a única que tem condições operacionais de realizar intervenções militares em qualquer canto do planeta (Kuwait-1991, Haiti-1994, Somália-1996, Bósnia-1997, Iraque-2003). Enquanto na segunda fase da globalização vivia-se na esfera da libra esterlina, agora é a era do dólar, enquanto que o idioma inglês tornou-se a língua universal por excelência. Pode-se até afirmar que a globalização recente nada mais é do que a americanização do mundo.

2.4 – Características

As principais características da Globalização são a homogeneização dos centros urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos, a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica, a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais regionais (não mais ideológicos), a hibridização entre culturas populares locais e uma cultura de massa supostamente "universal", entre outros.

2.5 – Aspectos Negativos da Globalização

Podemos citar alguns dos efeitos negativos da globalização, para os países em desenvolvimento, por exemplo, aonde se encontra muita resistência no que diz respeito à questão do despreparo de grande parte da força de trabalho destes países, segundo avaliação feita por Maria das Graças Reggiani Almeida:

"A globalização, as novas tecnologias e a formação profissional alejam uma série de pessoas. Os profissionais não estão acompanhando o desenvolvimento tecnológico, as mudanças de mentalidade e de comportamento".

Desta forma o que inicialmente representava um pequeno negócio internacional transforma-se em um verdadeiro bloco de integração econômica, no qual os planos e metas são vistos e revistos a todo instante, a busca pelo desenvolvimento e troca de tecnologias se torna necessário, a produção e o consumo se aliam e todos os envolvidos acabam percebendo ser indispensável esse tipo de convivência para a sobrevivência de seus investimentos e equilíbrio de suas contas. Tudo isso não era pensado e não era tido como imperioso, indispensável, mas hoje, impossível imaginar de modo diverso.

2.6 – Blocos Econômicos

No estabelecimento de políticas de aproximação, o comércio é o grande líder, pois é por meio dele que se passa a ser possível uma integração dos demais temas como pessoas, bens e serviços, e o que significava uma pequena relação de interesses transforma-se em um gigantesco conglomerado de estados e empresas.

Cada país sai em busca do seu igual para poder criar parcerias promissoras, e a partir destas parcerias surgem os hoje conhecidos blocos econômicos, em que alguns se destacam mais que outros em razão de número de países, do volume de negociações que os envolvem e, em pouco tempo, se transformam em alavancas mundiais, globais. Podemos trazer como exemplos mais conhecidos desta nova realidade o NAFTA, a UNIÃO EUROPÉIA, a ALCA, a COMUNIDADE ANDINA, a ALADI e o MERCOSUL.

O NAFTA (North American Free Trade Área) é uma zona de livre comércio entre os países da América do Norte: Estados Unidos, Canadá e México.

No caso de formação de uma união aduaneira hemisférica em 2005 (ALCA), os países do NAFTA também serão incluídos nela, tanto que já participam das negociações. Decorrido pouco mais de cinco anos de sua implementação, o intercâmbio comercial entre os países aumentou, o que significa o aumento do saldo de suas balanças comerciais, especialmente no caso do México.

A União Européia é resultado de uma tentativa bem sucedida da segunda metade do século XX. Mas tudo começou em 1951, quando seis Nações devastadas pela guerra decidiram unir suas matérias-primas industriais de carvão e de aço para evitar a guerra entre elas. A Constituição de base desta Comunidade, o Tratado de Roma, entrou em vigor em 1958.

A UE é formada por 15 países, mas apenas 11 adotaram a moeda única, o euro: França, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Áustria, Grécia, Bélgica, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Dinamarca, Suécia e Finlândia. A união monetária foi aprovada pelo Tratado de Maastricht, em 1991.

A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) é uma proposta dos EUA de integração comercial que, se concluída, abrangerá todos os países das Américas, com exceção de Cuba. Os países membros da ALCA terão, entre si, preferências tarifárias. O objetivo é que as tarifas para o comércio intrabloco sejam reduzidas até que fiquem zeradas, facilitando o fluxo de bens e serviços na região.

A Comunidade Andina (CAN) é uma organização sub-regional com personalidade jurídica internacional composta por: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Os cinco países tinham mais de 111 milhões de habitantes e PIB de US$ 270 bilhões em 1999. O principal objetivo da CAN é contribuir para o desenvolvimento da região mediante a integração econômica e social dos países membros e a gradual formação de um mercado comum latino-americano.

A Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) é uma organização intergovernamental, cujo objetivo é promover a expansão da integração regional e a constituição de um mercado comum, contribuindo, assim, para o desenvolvimento econômico e social.

O Mercosul é o mais importante projeto de política externa do Brasil. Decorrido praticamente dez anos desde a assinatura do Tratado de Assunção, o MERCOSUL representa hoje um agrupamento regional economicamente pujante e politicamente estável, que tem sabido aproveitar os ensinamentos e as oportunidades da globalização e tem, assim, atraído, cada vez mais, o interesse de todo o mundo.

Percebe-se que nessa esteira de desenvolvimento globalizado e com a necessidade de que, a cada dia, mais países busquem aproximação para poder comprar, vender seus produtos e serviços, sua tecnologia, é importante que os governos envolvidos nesse processo procurem torná-los mais transparentes possível, cedendo a todos, a possibilidade de conhecer os detalhes dos compromissos que serão assumidos, demonstrando com clareza as vantagens e desvantagens e o grau de interferência dos mesmos para a população em geral, e não somente dar a conhecer a grupos de interesses de uma forma fechada e às vezes isolada. Este tipo de procedimento nestes processos pode facilitar muito o seu desenvolvimento e, no momento em que todos os aspectos forem bem conhecidos e discutidos, todos os países envolvidos serão beneficiados.

3. DESENVOLVIMENTO

O conceito de Desenvolvimento para nós, esta diretamente ligado a questão da busca de riqueza material dos países ou regiões, assim como o bem estar econômico de seus habitantes. Tal processo de desenvolvimento supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos sejam necessários para que haja incentivos as inovações e investimentos tanto internos quanto externos, buscando fornecer condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população.

Essas medidas são consideradas como um movimento em direção ao pensamento ocidental em suas expressões econômicas, culturais e políticas Percebe-se assim que a razão pela qual se julgam alguns como sendo um país subdesenvolvido, baseado no pensamento de que tem de se seguir o padrão de desenvolvimento estabelecido, e que esse deve esta diretamente ligado às economias capitalistas avançadas. Tais metas capitalistas, como por exemplo o crescimento econômico, aumento do PIB e a renda per capita, são buscadas pelos países "em desenvolvimento" para tornarem-se países desenvolvidos.

Além da questão do desenvolvimento econômico, viu-se que era preciso começar a levar em conta também o equilíbrio ecológico e a preservação da qualidade de vida das populações humanas a nível global. A partir daí surgiu o conceito de Desenvolvimento sustentável, tal conceito abrange por exemplo a gestão racional e equilibrada dos recursos minerais e ecológicos do planeta.

O desenvolvimento sustentável é baseado no princípio de que o Homem deveria gastar os recursos naturais de acordo com a capacidade de renovação desses recursos, de modo a evitar o seu esgotamento, entretanto, vemos que tal afirmação na prática não é o que acontece. Verifica-se que não há uma divisão igualitária dos benefícios do desenvolvimento tecnológico e econômico-financeiro entre as nações. Na verdade, há uma assustadora concentração de capital nos países desenvolvidos em detrimento dos demais, levando a um desequilíbrio socioeconômico e tecnológico, daí decorrendo a miséria, a pobreza, o subdesenvolvimento, as graves injustiças sociais, a corrupção, as epidemias.

Percebe-se que estes problemas afetam todo o globo, gerando efeitos que se refletem em todas as direções, despertando para a consciência de se desenvolver um consumo e um desenvolvimento sustentáveis.

Com tal trajetória de descompassos econômicos e sociais, os direitos do consumidor e do meio ambiente foram alçados à categoria de novos direitos humanos fundamentais – de terceira geração – com o objetivo de construir uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Se antes a humanidade tinha uma visão apenas utilitarista da natureza e de seus recursos, numa limitada e precária perspectiva, hoje temos a percepção da magnitude das suas dimensões, passando para um necessário humanismo ambiental.

Assim vemos que é preciso compreender que o homem faz parte da natureza e não ao contrário.

Portanto, cabe aos indivíduos, empresas e governos desenvolverem uma cultura voltada para: o respeito à vida em todas as suas formas; a gestão dos recursos naturais de forma sustentável; as tradições, valores e instituições que preservem os ecossistemas; a proteção da integridade dos sistemas ecológicos; manutenção da biodiversidade; e a recuperação das espécies.

Com base no Relatório Brundtland de 1987, um documento das Nações Unidas, o "desenvolvimento que atende as necessidades do presente sem prejudicar a capacidade das futuras gerações de atender as suas próprias necessidades". O Protocolo de Kyoto e Agenda 21, entre outras conferências, têm aumentado a influência desse conceito.

4. GLOBALIZAÇÃO X DESENVOLVIMENTO

Podemos entender a relação entre Desenvolvimento e Globalização como sendo uma relação bastante complexa, pois existem vários fatores que são de extrema relevância no processo de desenvolvimento, sobretudo os de natureza institucional e aqueles relativos aos aspectos essenciais da cultura, da sociedade em questão.

Sob o ponto de vista da história, esse problema fez com que vários economistas buscassem entender e interpretar teoricamente a partir de suas reflexões sobre os efeitos transformadores das novas técnicas e dos processos e produtos importados sobre uma economia em estado de equilíbrio instável. Viu-se então que uma economia, por mais autárquica que fosse, sempre se encontraria em estado de "equilíbrio instável", ou seja, ela viverá em confronto com os processos dinâmicos de adaptação, à instabilidade dos ciclos de negócios, às crises financeiras e ao deslocamento do emprego, em função da evolução das técnicas, em mutação lenta ou rápida, segundo as épocas e as sociedades

Sendo assim, comentar as "vantagens" ou "desvantagens" do processo de globalização, pode ser irrelevante, uma vez que o processo contém ambas qualidades ao mesmo tempo, de forma obviamente contraditória. Nenhuma força humana, e provavelmente sequer social, seria capaz de controlar esse processo, moldando-o conforme os interesses de uma economia individual, de maneira a isolar que apenas os fatores positivos seriam então selecionados e integrados a esse sistema nacional, e mantendo à margem, ou neutralizando, aqueles fatores considerados como negativos ou perniciosos à "boa saúde" daquele sistema.

Pelas próprias características do processo de globalização, os capitalismos deixam progressivamente de ser "nacionais", ao integrarem-se progressivamente à grande cadeia da interdependência econômica mundial, que começou a ser construída a partir dos descobrimentos, conheceu saltos e interrupções ao longo dos últimos cinco séculos e vem acelerando-se de forma gradativa no período pós - Guerra Fria, isto é, após a "breve" interrupção de setenta anos de experimentos socialistas em economia.

Existem possibilidades mínimas de reverter este processo, em prol da "humanização" do mesmo, pela simples razão de que não se dispõe de alavancas políticas ou econômicas à altura desse tipo de empreendimento. Este processo não pode ser simplesmente adaptado por qualquer empresa capitalista, por mais poderosa que seja, em causa, ou por mais recursos financeiros que consigam reunir "sindicatos de capitalistas" ou mesmo governos inteiros.

Tal motivo é bastante simples: a rota da globalização confunde-se com a própria marcha do capitalismo. Não há, neste caso, qualquer equivalência funcional ou estrutural com o sistema econômico concorrente, o socialismo, que resultou do pensamento de cérebros inovadores, ou de um projeto concebido por homens sinceramente devotados à causa da melhoria da condição humana. As diversas experiências de coletivismo, ao longo do século 20, resultaram em sistemas disfuncionais do ponto de vista da organização social da produção, sem mencionar o balanço final dessas tentativas, a longa lista de tragédias políticas, de genocídios étnicos e de bárbaros atentados à liberdade e à dignidade humana.

A globalização pode ser vista como representativa do chamado "espírito do capitalismo" , mas com ele não deve ser confundida, no sentido em que resulta de tendências históricas impessoais, que se combinam a mecanismos de mercado e de poder, fazendo com que os processos estruturais de dominação e de exploração, sempre presentes em qualquer época e sociedade, sejam eventualmente mobilizados em favor de determinadas forças políticas e sociais, que deles então tiram "vantagens", em detrimento de outros grupos sociais, que ficam temporariamente com suas "desvantagens". Essa situação, que já recebeu a caracterização de "centro" e "periferia" pode obviamente ser alterada, mas isso depende da capacitação endógena ou adquirida daquelas forças temporariamente em situação desvantajosa, e do declínio relativo daqueles grupos, ou sistemas econômicos, colocados em situação de comando.

Entendem-se, que, países cujo coeficiente de abertura externa é maior, isto é, a participação mais elevada do comércio exterior na formação do PIB ou que ostentam, de maneira geral, criam um maior grau de abertura econômica, apresenta uma renda média maior do que o normal, ao passo que aqueles países caracterizados por uma economia mais fechada aos intercâmbios globais, exibem pouco mais de 10% do valor medido nos países mais favorecidos com a sua renda per capita. Ainda que se pudesse argumentar que nem todos os fatores de riqueza nacional se devem, prioritariamente, à abertura externa, não cremos que evidências que são contrarias, isto é, exemplos de "vitalidade" econômica num ambiente econômico relativamente fechado, possam estabelecer correlações empiricamente válidas entre a autarquia e uma suposta "prosperidade nacional". Os exemplos da história são todos arrasadoramente em favor da globalização como vetor de criação e de distribuição de riquezas.

5. CONCLUSÃO

A Globalização analisada pelo lado econômico-financeiro teve seu início na década de 80, com a integração a nível mundial das relações econômicas e financeiras, tendo como pólo dominante os Estados Unidos.

Analisando a Globalização podemos destacar o lado positivo como: o intercambio cultural e comercial entre nações, importante para todos os povos, os riscos reais, entre outros.

Agora vamos ver o lado negativo: a Globalização é crescente os povos ficam a cada dia mais interdependentes, porém os países desenvolvidos são os maiores beneficiados ficando cada vez mais ricos, enquanto os países em desenvolvimento ficam cada vez mais pobres. Então algumas medidas deverão ser tomadas para tentar mudar este quadro.

Surgida após a Revolução Industrial, a globalização acabou por se tornar um fenômeno capitalista e complexo, que se desenvolveu ao longo de várias décadas.Para alguns especialistas,ela é fruto do pós Segunda Guerra Mundial, quando o mundo passou por uma fase de transição, aonde o governo dos Estados Unidos passou a investir em tecnologia e com isso se desenvolveu e muito, e resultado desse investimento o mundo começou a vivenciar a fase da Revolução Tecnológica. Muitas destas mudanças ocorreram após os anos 70 quando se iniciou o uso do PC, o uso das telecomunicações via satélite, os cabos de fibra óptica, os programas de software, e outras convergências de tecnologias que facilitaram a globalização e a fez ganhar uma turbinada. A partir de agora,a nova ordem estabelecida pelas telecomunicações, meios de transportes, as novas tecnologias proporcionam ao mundo uma maior velocidade dos negócios e comunicação entre os seres humanos.

Vemos então que na verdade, esse efeito da globalização sobre os países pode ser visto sob aspecto tanto negativo como positivo, isso vai depender e muito da ótica com que é olhado. Para um país como os Estados Unidos por exemplo, a situação global é excepcional, pois lhe dá condições de gerir e ingerir, fluir e influir nos mais diversos pontos do universo em tempo real. Para países em situação de miséria, como os da África por exemplo, a globalização é visto como algo assustador, pois representa a ingerência externa, interfere no cultivo das tradições, permite comparações que muitas vezes não são benéficas e acabam por atrapalhar planos e metas governamentais. Para os países em desenvolvimento, como Brasil, pode ter dois caminhos, o primeiro, aponta para acabar ou pelo menos melhorar as possibilidades de que sejam acobertadas suas misérias, seu problema de corrupção, má gestão pública, uma vez que as notícias transitam em tempo real e não mais como dantes. O outro caminho, tende a mostrar a questão do fim do isolamento às vezes pretendido e propiciar uma abertura para os demais países do mundo e assim criar possibilidades reais de um entrelaçamento social, político, cultural e comercial.

Com o avanço da globalização econômica, financeira e comercial, a temática prioritária no campo empresarial passou a ser a competitividade. Nesse caminho, a necessidade de se impor em um mercado sem fronteiras fez com que as economias substituíssem o trabalho humano desqualificado pela eficiência e perfeição da alta tecnologia, muitas vezes gerando desemprego ou recolocando trabalhadores para funções que exijam menos deles.

Apesar dos aspectos positivos da globalização, a impressão que se tem é de que em muitos casos, as nações têm olhado essa questão das influências da globalização com olhar de preocupação. A sociedade passou a ver o processo como sendo algo muito suscetível a riscos, pois muitos temem sobretudo as catástrofes climáticas e ecológicas, conseqüentes das intervenções agressivas que o homem faz ao meio ambiente, as catástrofes químicas e atômicas, o terrorismo. Mesmo quem não se preocupa com esses fenômenos mundiais, teme pelo seu posto de trabalho, pela insegurança do seu futuro e pela violência cotidiana. Percebe-se a partir de tais considerações, a necessidade de se preservar e investir em educação, cuidar dos recursos naturais, para que possamos, com políticas de desenvolvimento sustentável, prover para as gerações futuras, um mundo mais seguro e fácil de se viver.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IANNI, Octávio. Teorias da Globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.
BRASIL. Constituição, 1988. Texto constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais nº. 1/1992 a 30/2000 e Emendas Constitucionais de Revisão nº. 1 a 6/1994. Ed. atual. Brasília: Senado Federal, 2000.
CINTRA, Rodrigo, A natureza da crise da globalização, Revista Autor. Disponível em <http://www.revistaautor.com.br> acesso em 07 out. 2006.
SUA PESQUISA, Globalização, contém informações de caráter científico, histórico, artístico e cultural. Disponível em < www.suapesquisa.com >, acesso em 07 out. 2006
BECK, U, Efeitos Culturais da Globalização, Revista Espaço Academico, Ano III, nº 26, julho de 2006 – Mensal . Disponível em <http://www.espacoacademico.com.br>, acesso em 08 out. 2006
ALVES A.P., ANTÔNIO F.L., RIGOTI S.R.A.R, Aspectos da Globalização, sua Repercussão na Sociedade, na Economia e na Política, Monografia apresentada no curso de Organização, Sistemas e Métodos das Faculdades Integradas Campos Salles, disponível em < www.maurolaruccia.adm.br >, acesso em 08 out. 2006

Fonte: analgesi.co.cc

Globalização

Globalização

A Globalização diz respeito à forma como os países interagem e aproximam pessoas, ou seja, interliga o mundo, levando em consideração aspectos econômicos, sociais, culturais e políticos. Com isso, gerando a fase da expansão capitalista, onde é possível realizar transações financeiras, expandir seu negócio até então restrito ao seu mercado de atuação para mercados distantes e emergentes, sem necessariamente um investimento alto de capital financeiro, pois a comunicação no mundo globalizado permite tal expansão, porém, obtêm-se como conseqüência o aumento acirrado da concorrência. Afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.

A globalização tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo. Isto permitiu um fluxo de troca de idéias e informações sem critérios na história da humanidade. Se antes uma pessoa estava limitada a imprensa local, agora ela mesma pode se tornar parte da imprensa e observar as tendências do mundo inteiro, tendo apenas como fator de limitação a barreira lingüística.

Outra característica da globalização das comunicações é o aumento da universalização do acesso a meios de comunicação, graças ao barateamento dos aparelhos, principalmente celulares e os de infra-estrutura para as operadoras, com aumento da cobertura e incremento geral da qualidade graças a inovação tecnológica. Hoje uma inovação criada no Japão pode aparecer no mercado português ou brasileiro em poucos dias e virar sucesso de mercado.

Redes de televisão e imprensa multimídia em geral também sofreram um grande impacto da globalização. Um país com imprensa livre hoje em dia pode ter acesso, alguma vezes por televisão por assinatura ou satélite, a emissoras do mundo inteiro, desde NHK do Japão até Cartoon Network americana.

O acesso instantâneo de tecnologias, principalmente novos medicamentos, novos equipamentos cirúrgicos e técnicas, aumento na produção de alimentos e barateamento no custo dos mesmos.

Para o prêmio nobel em economia Stiglitz, a globalização, que poderia ser uma força propulsora de desenvolvimento e da redução das desigualdades internacionais, está sendo corrompida por um comportamento hipócrita que não contribui para a construção de uma ordem econômica mais justa e para um mundo com menos conflitos.

Os efeitos no mercado de trabalho da globalização são evidentes, com a criação da modalidade de outsourcing de empregos (terceirização) para países com mão-de-obra mais baratas para execução de serviços que não é necessário alta qualificação, com a produção distribuída entre vários países, seja para criação de um único produto, onde cada empresa cria uma parte, seja para criação do mesmo produto em vários países para redução de custos e ganhar vantagem competitivas no acesso de mercados regionais.

A globalização, por ser um fenômeno espontâneo decorrente da evolução do mercado capitalista não direcionado por uma única entidade ou pessoa, possui várias linhas teóricas que tentam explicar sua origem e seu impacto no mundo atual.

A rigor, as sociedades do mundo estão em processo de globalização desde o início da História, acelerado pela época dos Descobrimentos. Mas o processo histórico a que se denomina Globalização é bem mais recente, datando (dependendo da conceituação e da interpretação) do colapso do bloco socialista e o conseqüente fim da Guerra Fria (entre 1989 e 1991), do refluxo capitalista com a estagnação econômica da URSS (a partir de 1975) ou ainda do próprio fim da Segunda Guerra Mundial.

No geral a globalização é vista por alguns cientistas políticos como o movimento sob o qual se constrói o processo de ampliação da hegemonia econômica, política e cultural ocidental sobre as demais nações. Ou ainda que a globalização é a reinvenção do processo expansionista americano no período pós guerra-fria (esta reinvenção tardaria quase 10 anos para ganhar forma) com a imposição (forçosa ou não) dos modelos políticos (democracia), ideológico (liberalismo, hedonismo e individualismo) e econômico (abertura de mercados e livre competição).

Vale ressaltar que este projeto não é uma criação exclusiva do estado norte-americano e que tampouco atende exclusivamente aos interesses deste mas também é um projeto das empresas, em especial das grandes empresas transnacionais, e governos do mundo inteiro. Neste ponta surge a inter-relação entre a Globalização e o Consenso de Washington.

Apesar das contradições há um certo consenso a respeito das características da globalização que envolve o aumento dos riscos globais de transações financeiras, perda de parte da soberania dos Estados com a ênfase das organizações supra-governamentais, aumento do volume e velocidade como os recursos vêm sendo transacionados pelo mundo, através do desenvolvimento tecnológico etc.

A globalização é um fenômeno moderno que surgiu com a evolução dos novos meios de comunicação cada vez mais rápidos e mais eficazes. Há, no entanto, aspectos tanto positivos quanto negativos na globalização. No que concerne aos aspectos negativos há a referir a facilidade com que tudo circula não havendo grande controle como se pode facilmente depreender pelos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos da América; qualquer fenômeno que acontece num determinado país atinge rapidamente outros países criando-se contágios que tal como as epidemias se alastram a todos os pontos do globo como se de um único ponto se tratasse. Os países cada vez estão mais dependentes uns dos outros e já não há possibilidade de se isolarem ou remeterem-se no seu ninho pois ninguém é imune a estes contágios positivos ou negativos. Como aspectos positivos, temos sem sombra de dúvida, a facilidade com que as inovações se propagam entre países e continentes, o acesso fácil e rápido à informação e aos bens.

Faces da Globalização

Desde que as sociedades estabeleceram contatos entre si, houve troca de informações, de técnicas e de cultura. Em determinados períodos da história humana esses contatos foram acelerados.

A partir da segunda metade do século XX, intensificou-se o processo de globalização com o aumento da mobilidade das atividades das transnacionais, a introdução de novas tecnologias da informação e das telecomunicações (com dimensões planetárias), aceleradas ainda mais devido à massificação do uso da Internet, iniciada com o surgimento do PC (Computador Pessoal) na década de 1980. No início dos anos 1990 a internet a marca do milhão de usuários e teve início o uso comercial da rede, provocando a expansão global da produção e do capital e a interligação acelerada dos mercados.

Trata-se de um processo em curso, uma nova fase do capitalismo financeiro e do imperialismo, comandado pelas grandes empresas transnacionais, que procuram abrir novos mercados. O poder dessas empresas ultrapassa cada vez mais o poder das economias nacionais.

Globalização

A globalização é, portanto, um conjunto de mudanças que estão ocorrendo em nível mundial na esfera econômica, financeira, comercial, social, cultural e nos sistemas produtivos, intensificando a inter-relação dos países e dos povos. Ela implica também uma grande uniformização de padrões econômicos e influências culturais, onde percebemos que valores tipicamente ocidentais, como o casamento ao lado, mesclam-se às tradições de países tão distantes como a Tailândia.

Vale ressaltar que nem todos os países se inserem na economia global no mesmo ritmo.

Com a globalização houve, a partir dos anos 1980, um crescimento do comércio mundial porém a acentuada concorrência capitalista criou um espaço econômico instável, que exige competitividade. Neste processo, os países subdesenvolvidos participam com apenas 30% desse comércio global.

Está ocorrendo uma maior concentração de riquezas: os países ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Essa concentração de renda explica-se, entre outros motivos, pela redução das tarifas de importação nos países da periferia, que beneficiou muito mais os produtos exportados pelos países mais ricos.

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Os países mais pobres não têm conseguido exportar produtos agrícolas para os mais ricos, pois estes subsidiam a produção interna. Para os países pobres, os custos sociais da globalização são muito altos, pois ela tem ocasionado a minimização do valor da mão-de-obra e o aumento do desemprego e, por conseqüência, dos excluídos. Esse desemprego é causado pelo alto grau de desenvolvimento tecnológico alcançado na produção industrial, com o uso intensivo de máquinas que automatizam o processo produtivo, intensa utilização de robôs, e, principalmente, a terceirização de funções menos técnicas. Esse tipo de desemprego é denominado "desemprego estrutural" porque afasta o trabalhador por longos períodos.

Para concorrer com o capital externo, as empresas nacionais são obrigadas a diminuir custos, reduzir salários e demitir funcionários. A mão-de-obra menos qualificada é descartada e adota-se a prática da terceirização do trabalho (para serviços gerais, limpeza, vigilância, manutenção de equipamentos menos sofisticados, etc.), eliminando-se muitos dos direitos dos trabalhadores e eliminando-se muito das conquistas sindicais.

Desta forma, a globalização tem gerado duas tendências contraditórias. Se, de um lado, necessita de novos mercados consumidores, de outro consolida uma economia baseada em mão-de-obra barata (principalmente a dos países em desenvolvimento), reduzindo o poder de compra de grande parcela da população mundial.

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Muitos problemas sociais surgiram com a redução dos salários e a deterioração das condições de trabalho.

A globalização tem aumentado a imigração de pessoas de países pobres para os países ricos, a economia informal e o sub-emprego expandiu-se com o aumento dos desempregados, principalmente nos países subdesenvolvidos, que ainda sofrem com a falta de escolas de ensino básico e ensino técnico de qualidade, com péssimos serviços de saúde, saneamento, segurança e assistência social. Um dos resultados mais visíveis desse processo de degradação é o aumento da violência, estampada diariamente nas televisões, jornais, revistas e à nossa volta.

Os produtos e as marcas

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O crescimento astronômico da riqueza e da influência cultural das corporações transnacionais nos últimos quinze anos pode, sem sombra de dúvida, ter sua origem situada em uma única e aparentemente inócua idéia desenvolvida por teóricos da administração em meados da década de 1980: as corporações de sucesso devem produzir principalmente marcas, e não produtos.

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(...) Todo mundo pode fabricar um produto, raciocinam eles (...) Essa tarefa simples, portanto, pode e deve ser delegada a terceiros cuja única preocupação é atender às encomendas a tempo e dentro do orçamento (e o ideal é que fiquem no Terceiro Mundo, onde a mão-de-obra é quase de graça, as leis são frouxas e isenções fiscais e redução de impostos conseguidas aos montes). As matrizes, enquanto isso, estão livres para se concentrar em seu verdadeiro negócio - criar uma poderosa rede de convencimentos (marketing) para impor modismos e necessidades a esses toscos objetos apenas assinalando-os com seu nome. O que importa, verdadeiramente, é o valor da marca agregada ao produto.

As Multinacionais

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No contexto da economia mundial globalizada, a disputa econômica entre as empresas tem como palco o mercado mundial. Vivemos rodeados por produtos das mais diversas origens, fabricados por multinacionais bastante conhecidas.

As empresas multinacionais ampliaram seus mercados, vendem seus produtos em praticamente todos os países, aumentaram o número de filiais em todo o globo e compraram muitas empresas em vários países, principalmente nos subdesenvolvidos.

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Cerca de 90% das maiores corporações industriais financeiras e comerciais está situada em três regiões geográficas: Estados Unidos (responsáveis por mais de 40%), Europa e Japão.

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Multinacionais de vários setores - alimentos, vestuário, comércio, indústria, telecomunicações, bancos, entretenimento, etc. - ampliaram a sua presença no mundo inteiro. Mas o destino dos lucros transferidos pelas filiais, as grandes decisões sobre investimentos, marketing e localização dos centros de pesquisas para desenvolvimento de tecnologia, permanecem concentrados nas sedes dessas empresas, situadas nos países desenvolvidos. Muitas delas controlam recursos naturais, terras e jazidas minerais de vários países do mundo.

Algumas empresas movimentam anualmente um capital superior à economia de vários países reunidos. Em conjunto, são responsáveis por cerca de 70% do comércio mundial de mercadorias.

Os países escolhidos para os investimentos dessas empresas são aqueles que oferecem as maiores vantagens: mão-de-obra barata, abundante e com razoável qualificação, matérias-primas abundantes e de fácil acesso, significativo mercado consumidor, baixos custos para instalações das plantas industriais e, principalmente, incentivos fiscais como redução ou isenção de impostos, energia de baixo custo, redes de transportes e comunicações eficientes, etc.

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Levantamento do Institute for Policy Studies, Top 200: The Rise of Corporate Global Power 2000 informa que "das maiores cem economias do mundo, 52 agora são corporações, apenas 48 são países". A pesquisa mostra que o pódio das maiores "A Mitsubishi é a 22ª maior economia do mundo. A Ford é a 31ª. Todas são economias maiores do que a Dinamarca, Tailândia, Turquia, África do Sul, Arábia Saudita, Noruega, Finlândia, Malásia, Chile e NOva Zelândia". O mesmo estudo contabiliza que "em 1999 o valor das vendas das corporações General Motors, Wal-Mart, ExxonMobil, Ford Motors e DaimlerChrysler, em separado, foi maior do que o PIB de 182 países. O valor das vendas das duzentas maiores corporações cresce mais rápido do que a economia global". No entanto, diz a pesquisa, essas "duzentas maiores corporações do mundo responsáveis por quase 30% da atividade da economia global, empregam menos de 1% da força de trabalho do mundo. Enquanto o lucro delas cresceu 362% entre 1983 e 1999, o número de empregos cresceu apenas 14,4%. Essas companhias, ao comprar competidores, eliminam empregos duplicados", encerra o trabalho. As mil companhias mais ricas do mundo controlavam mais de 80% da produção industrial do planeta, apurou o veterano correspondente internacional americano Robert Kaplan [The Atlantic Monthly, em 1997].

A Economia Mundial e a Globalização

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Organização Mundial do Comércio

A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É o resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de transportes e comunicações e da construção de instituições supranacionais que lhe dão sustentação, como a OMC (Organização Mundial do Comércio) e os diversos blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os países.

Hoje, mais do que nunca, o mercado é controlado pelas grandes corporações multinacionais, que têm investimentos espalhados pelos cinco continentes, e o Estado acaba sendo um instrumento de expressão dessas corporações.

O mundo globalizado definiu uma nova organização do espaço geográfico, com impacto em todas as regiões do mundo, ampliando as diferenças entre os países desenvolvidos e sub-desenvolvidos e entre as classes sociais no interior de cada um deles. As conquistas técnicas e científicas promovidas por essa nova fase do capitalismo mundial ficaram fora do alcance de muitos.

Diversos movimentos surgiram em todo o mundo, em razão das conseqüências negativas ocasionadas pela globalização, as quais atingiram todos os países, incluindo os desenvolvidos. Tais movimentos partem do princípio que as multinacionais conquistaram tanto poder que estão moldando o mundo segundo seus interesses econômicos.

Existem normas rígidas que organizam o comércio mundial de mercadorias e de serviços. Essas normas são definidas e controladas pela OMC, que, teoricamente, tem poder de decisão sobre todo o comércio mundial, embora prevaleçam na aplicação dessas normas, os interesses das grandes potências mundiais.

As regras da OMC têm por objetivo promover maior fluxo de mercadorias e serviços entre os países que dela fazem parte, principalmente pela redução das barreiras tarifárias, já que a globalização exige mercados mais abertos à circulação de bens e serviços.

Quando defendem seus interesses econômicos, os países desenvolvidos estão garantindo, sobretudo, espaço para a expansão das corporações multinacionais. Já os subdesenvolvidos disputam seus investimentos, abrindo seus mercados, reduzindo ou isentando o pagamento de impostos, doando terrenos com todas as estruturas necessárias como transportes, comunicação, saneamento, etc., para atrair a instalação de filiais dessas grandes corporações.

Fonte: www.geomundo.com.br

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