Apesar da industrialização no Brasil ter se iniciado na primeira metade do século XIX, foi a partir de 1930 e após a Segunda Guerra Mundial que a expansão do PIB do País se apóia no setor industrial, pois até então, o setor agrícola desempenhava essa função. Vale lembrar que a principal fonte de capitais que financiou a indústria nascente foi o café, sobretudo através de suas exportações e por dinamizar o mercado interno desde o início do século XX. Durante os anos 30 até início dos anos 60, a agricultura foi a principal fonte de crescimento econômico no Brasil. A partir de então, a indústria passou a ditar o ritmo da economia (SANTOS, 2001).
A partir de meados dos anos 50, com JK, foi criado o Plano de Metas (1956/61) que tinha objetivo industrializante e slogan "50 anos em 5". O Plano voltou-se para intensificar o processo de substituição de importações (LOUREIRO, 1995).
Em 1958/59, nova tentativa de conter a inflação foi implantada com o Programa de Estabilização Monetária (PEM) em que houve a contratação de empréstimos com o FMI, devido ao elevado déficit no Balanço de Pagamentos ocorrido em 1957/58. O déficit público, a crise cambial e a elevação das taxas de inflação foram o saldo final do Governo JK. Os anos 60 começam em crise. Segundo BRUM (1991), com a urbanização e industrialização resultante do Governo JK, no fim da década de 50 o País sofreu um declínio nas suas possibilidades de crescimento. A dívida externa estava extremamente alta em função dos empréstimos feitos para a modernização do Brasil, houve queda na produção interna, uma vez que a indústria nacional era limitada e sem poder competitivo, acarretando uma baixa real dos salários, desemprego e inflação.
Em meados de 1967, de acordo com LOUREIRO (1995), recomeça a recuperação da economia brasileira, com o governo do general Costa e Silva. O período de 1967/73 é conhecido no Brasil como sendo a época do "Milagre Econômico Brasileiro". Naquele período, a liderança do crescimento do setor de bens de consumo durável foi mantida, ficando o crescimento industrial entre 13% ao ano, e o do PIB, de 11% ao ano. Para o período 1975/79 foram adotadas várias medidas para promover o desenvolvimento do País e dentre elas foi criado o Programa Nacional do Álcool, Proálcool. O período de 1981 a 1983 caracterizou-se como recessivo, com taxas de crescimento do PIB brasileiro de, respectivamente, de -1,6%, 0,9% e 3,2% ao ano, mas os investimentos nos setores prioritários do programa de substituição de importações mantiveram-se elevados, acima de 20% do PIB, em 1979/82. Tais níveis de investimento caíram para 16% a 17% a partir de 1983/84. Por fim, em 1983 a inflação atingiu 200%.
Em 1986 é implementado o Plano Cruzado, choque heterodoxo, que visava estabilizar os preços e criar condições para a introdução de Reformas Econômicas de maior profundidade, onde o controle de preços foi utilizado como principal instrumento de estabilidade (premissa de que as políticas fiscal e monetária foram incapazes de promover a estabilidade de preços e crescimento econômico). Naquela época, a inflação girava em torno de 450% ao ano, ampliando o grau de incerteza na economia e desestimulando os investimentos. Prevalecia o mecanismo inercial da inflação. Vale observar que, a crescente dispersão dos preços vigente no período imediatamente anterior a esse choque introduziu um elemento de desequilíbrio potencial acentuado no programa de estabilização que foi o desalinhamento de preços relativos. Como o aumento do consumo foi bem maior do que o aumento da oferta, logo houve um esgotamento da capacidade da indústria, que associada ao estancamento dos investimentos, contribuiu para uma crise. Dado que a política cambial provocou aumento nos custos e o aumento da taxa de juros implicou numa elevação dos encargos das empresas, logo, para não inviabilizar a produção, o Governo autorizou o repasse aos preços (CARNEIRO, 1987).
Depois do Plano Cruzado, vários outros sucederam com a intenção de combater o fantasma da inflação e tentar promover o crescimento econômico, mas sem muito sucesso duradouro. Até que em 1990, com o Governo Collor e suas atitudes polêmicas, o mesmo deu um passo decisivo de quebra das barreiras tarifárias.
Com a redução das alíquotas de importação, o Brasil foi escancarado à economia mundial. Muitos setores sofreram inicialmente, sobretudo àqueles que sempre sobreviveram às custas do paternalismo estatal. Em geral, durante a década de 90, a economia brasileira inseriu-se fortemente na economia mundial. Enfim, Collor foi afastado e Itamar Franco assumiu a presidência da República, onde seu governo culminou no Plano Real, com destaque para a projeção presidencial do seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique, que foi eleito presidente nas eleições de 1994 e reeleito em 1998.
Teoricamente, uma das preocupações do Governo era vencer o fantasma da inflação, que chegou à casa dos 50% ao mês, em junho de 1994. Com a implementação do Real em primeiro de julho do referido ano, a consequência visível, nos meses subsequentes, foi a brusca queda no nível de preços na economia. Com isso, o imposto inflacionário declinou sensivelmente, aumentando, principalmente, os rendimentos das classes mais pobres.
Com o desenvolvimento do processo de globalização econômica, o volume de transações no comércio internacional tem se ampliado cada vez mais e a facilidade encontrada no que tange à elevação das importações levou o Governo a adotar a "Âncora Cambial" como o mais importante instrumento de controle da inflação no início do Plano Real. Caso a inflação internamente ameaçasse se elevar, as importações eram favorecidas (através do câmbio sobrevalorizado), com isso a oferta interna era ampliada e os preços eram controlados. E assim foi até janeiro de 1999, após sua reeleição, quando da eclosão da crise econômica brasileira, em que os ataques especulativos (que já vinham ganhando força desde as crises da Ásia e da Rússia) levaram o Governo a substituir o câmbio pela "Âncora Monetária" como base dessa nova fase do Plano Real, ou seja, o principal instrumento de controle da inflação passou a ser a regulação da oferta e demanda monetária, consequentemente as taxas de juros mantiveram-se cada vez mais elevadas (SANTOS, 1999).
Um fato marcante no processo de globalização que despontou nos anos 90 foi o crescente fluxo de capital financeiro volátil que passou a circular com mais rapidez ao redor de todo o planeta. No caso do sistema financeiro, o fluxo de capitais que gira pelo mundo tem ascendido enormemente, em que simples toques em teclas de computadores integrados transferem milhões de dólares de um país para outro, em tempo real. Com isso, tem-se verificado o desenvolvimento de um mercado financeiro integrado mundialmente.
A globalização do sistema financeiro é caracterizada basicamente pela criação de um sistema global de intermediação financeira, fundamentada em padrões tecnológicos e gerenciais integrados. Tal sistema tem se mostrado bastante fluído, chegando a escapar do controle por parte dos Estados e de suas autoridades monetárias, devido aos recursos da teleinformática e das novas tecnologias. Os fundos de pensão e fundos mútuos de ações, bem como as seguradoras compõem a base em que se fundamenta o processo de globalização financeira, que por sua vez dividem com o sistema bancário o papel de gerenciadores das poupanças da sociedade, onde o mercado para especulação desses recursos estende-se aos quatro cantos do planeta.
Vista toda essa volatilidade financeira supracitada, os países em desenvolvimento, sobretudo aqueles que não possuem um sistema fiscal equilibrado, têm encontrado facilidades nessa fonte de recursos externos para fechar suas contas. Dado o risco envolvido em tais países, os mesmo têm que praticar juros altos para atrair tais capitais. Como o clima de incerteza tem pairado em todo o planeta, nestes últimos anos, sobretudo após as crises internacionais, qualquer turbulência num país emergente, causa uma crise de desconfiança generalizada nos demais países. Então para evitar ou simplesmente atenuar uma fuga em massa desses capitais, tais países têm que elevar estratosfericamente suas taxas de juros, com isso a dívida pública aumenta bastante e gigantescos volumes com os juros dessas dívidas são pagos anualmente aos grandes especuladores do sistema financeiro. Logo, os programas desses governos são pautados de acordo com as regras do mercado financeiro globalizado. Vale observar que as políticas monetárias e cambiais acabam se tornando reféns dos mercados especulativos globais, enfrentando problemas face à globalização financeira. Em que as elevadas taxas de juros e a sobrevalorização na taxa de câmbio tendem a inibir os investimentos (RIGUEIRA & SANTOS, 2000).
Por fim, se por um lado muitos benefícios são trazidos com a liberalização comercial, deve-se ater aos problemas que vêm juntos, como alguns setores da economia que não estavam preparados para competir a nível internacional e têm suas empresas sendo fechadas, aumentando ainda mais o desemprego no País.
Uma outra questão em que a economia brasileira ainda sofre muito nos dias atuais é com relação às exportações agrícolas, sobretudo para os Estados Unidos e para a Comunidade Européia. Esses países pregam o livre comércio para seus produtos, contudo impõem sérias barreiras às exportações agrícolas brasileiras para tais, através de elevadíssimas tarifas de importação, bem como protegem demais seus produtores, com elevadíssimos subsídios diretos à exportação e à produção européia e norte-americana.
É por demais visível o crescente processo de globalização que a humanidade vem observando. Parece que as distâncias geográficas, entre os países, foram atenuadas, bem como os fluxos comerciais e financeiros têm girado pelo planeta com relativa facilidade e rapidez, proporcionadas pelo progresso tecnológico.
Em geral, vale reafirmar que a globalização é um processo inevitável, onde cabe às autoridades brasileiras, o papel de estarem bem atentas aos acordos internacionais, a fim que o Brasil não seja pego de surpresa com esse processo de integração que, às vezes, traz somente benefícios aos países desenvolvidos, bem como é de fundamental relevância a participação do Estado no que tange a criação de uma infra-estrutura que dê condições às empresas nacionais para produzirem de modo competitivo internacionalmente. Para tal, faz-se necessário a criação de um cenário sócio-politico-econômico estável (SANTOS & GURGEL, 2000).
Enfim, a partir do momento em que se entende, de um modo geral, o comportamento da economia brasileira nos últimos 50 anos, a assimilação das idéias, que permeiam a conjuntura atual na qual o Brasil está inserido, passa a ter uma melhor compreensão. Principalmente nesses últimos dez anos, a dependência e a vulnerabilidade externa somente têm-se ampliado, sobretudo no campo financeiro, onde a crescente dívida pública, que tem crescido exponencialmente, tem encilhado o País, tornando-o cada vez menos capaz de investir numa infraestrutura digna, que o capacite a se tornar competitivo internacionalmente. O Brasil precisa seriamente de políticas corajosas para reverter esse déficit tanto no campo financeiro quanto na área social, para que então sobre recursos para serem aplicados na área sócio-econômica, ou do contrário, o País continuará sempre subserviente aos interesses externos, sobretudo em relação aos norte- americanos.
Flávia Maria Mafia Rigueira Agra
Fernando Antônio Agra Santos
Referências bibliográficas
BRUM, A. A crise do Nacional
Populismo: 1961-1964. In: O Desenvolvimento Econômico Brasileiro. Ed. Petrópolis.
1991. p. 122-148 CARNEIRO, R. A política econômica do Plano Cruzado. Campinas:
Bienal, 1987.
LOUREIRO, A. L. J. Guia Prático de Economia Brasileira. Maceió. UFAL. 1995.
120p.
RIGUEIRA, F.M.M., SANTOS, F.A.A. Globalização financeira. Gazeta Mercantil,
Caderno Regional do Espírito Santo, Vitória, 17 mar. 2000. Opinião. p. 2.
SANTOS, F.A.A. Cinco anos de Real. Tribuna de Alagoas,
Maceió, 10 jul. 1999. Opinião. p. 4.
Fonte: www.viannajr.edu.br
A questão da globalização deve ser tema de quase todos os vestibulares.
Como você sabe, a globalização vem ocorrendo, principalmente, por causa do desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação. O fato de os meios de transporte estarem cada vez mais velozes também contribuiu para a integração entre países, regiões e continentes.
As principais conseqüências da globalização são a integração e a interdependência econômica cada vez maiores entre países, regiões e continentes. Hoje a economia mundial está nas mãos das grandes corporações de empresas transnacionais.
Outro efeito da globalização é o aumento da concorrência entre empresas em nível nacional e internacional.
O QUE É GLOBALIZAÇÃO
Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa "aldeia-global", explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação - telefones, computadores e televisão.
As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet.
Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.
CORPORAÇÕES TRANSNACIONAIS
A globalização é marcada pela expansão mundial das grandes corporações internacionais. A cadeia de fast food McDonald's, por exemplo, possui 18 mil restaurantes em 91 países. Essas corporações exercem um papel decisivo na economia mundial.
Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo, em 1994 as maiores empresas do mundo (Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, General Motors, Marubeni, Ford, Exxon, Nissho e Shell) obtêm um faturamento de 1,4 trilhão de dólares. Esse valor eqüivale à soma dos PIBs do Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Venezuela e Nova Zelândia.
Outro ponto importante desse processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, as transnacionais instalam suas fábricas sem qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias- primas baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos - que possuem altos salários e inúmeros benefícios - para as nações industriais emergentes, com os Tigres Asiáticos. O resultado desse processo é que, atualmente, grande parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na Alemanha, montado no Brasil e vendido no Canadá.
REVOLUÇÃO TECNOCIENTÍFICA
A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo.
Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para l,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de 3 minutos, que custava cerca de 200 em 1930, hoje em dia é feita por US$ 2. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, é de cerca de 50 milhões e tende a duplicar a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão - como as redes de notícias CNN, BBC e MTV - sejam transmitidas instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.
DESEMPREGO ESTRUTURAL
A crescente concorrência internacional tem obrigado as empresas a cortar custos, com o objetivo de obter preços menores e qualidade alta para os seus produtos.
Nessa restruturação estão sendo eliminados vários postos de trabalho, tendência que é chamada de desemprego estrutural. Uma das causas desse desemprego é a automação de vários setores, em substituição à mão de obra humana. Caixas automáticos tomam o lugar dos caixas de bancos, fábricas robotizadas dispensam operários, escritórios informatizados prescindem datilógrafos e contadores.
Nos países ricos, o desemprego também é causado pelo deslocamento de fábricas para os países com custos de produção mais baixos.
NOVOS EMPREGOS
O fim de milhares de empregos, no entanto, é acompanhado pela criação de outros pontos de trabalho. Novas oportunidades surgem, por exemplo, na área de informática, com o surgimento de um novo tipo de empresa, as de "inteligência intensiva", que se diferenciam das indústrias de capital ou mão-de-obra intensivas.
A IBM, por exemplo, empregava 400 mil pessoas em 1990 mas, desse total, somente 20 mil produziam máquinas. O restante estava envolvido em áreas de desenvolvimento de outros computadores - tanto em hardware como em software - gerenciamento e marketing. Mas a previsão é de que esse novo mercado de trabalho dificilmente absorverá os excluídos, uma vez que os empregos emergentes exigem um alto grau de qualificação profissional. Dessa forma, o desemprego tende a se concentrar nas camadas menos favorecidas, com baixa instrução escolar e pouca qualificação. "
O processo de globalização está trazendo profundas transformações para as sociedades contemporâneas. O acelerado desenvolvimento tecnológico e cultural, principalmente na área da comunicação, caracteriza uma nova etapa do capitalismo, contraditória por excelência, que coloca novos desafios para o homem neste final de século. Cultura, Estado, mundo do trabalho, educação, etc. sofrem as influências de um novo paradigma , devendo-se adequarem ao mesmo.
Neste novo paradigma, a autonomia é privilegiada. Tornou-se necessidade para a vida numa sociedade destradicionalizada e reflexiva. No mundo do trabalho, a autonomia é diferença que marca a mudança do predomínio do fordismo para o pós-fordismo. Já no que tange à educação, deve a mesma possibilitar o desenvolvimento desse valor, trabalhando o homem integralmente para que ele possa não só atender aos requisitos do mercado, mas também atuar como cidadão no mundo globalizado. Nossa análise caminhará sempre no sentido dos limites e das possibilidades desse mundo, tendo como categoria central a autonomia, e como pensamento norteador a teoria pós- fordista sob o enfoque dos teóricos "Novos Tempos".
QUESTÃO E RESPOSTA:
Mas, o que é essa globalização e como é que ela se manifesta ? Não há uma definição que seja aceita por todos. Ela está definitivamente na moda e designa muitas coisas ao mesmo tempo. Há a interligação acelerada dos mercados nacionais, há a possibilidade de movimentar bilhões de dólares por computador em alguns segundos, como ocorreu nas Bolsas de todo o mundo, há a chamada "terceira revolução tecnológica"( processamento, difusão e transmissão de informações). Os mais entusiastas acham que a globalização define uma nova era da história humana.
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A economia globalizada permite que haja um movimento em direção à globalização cultural. Hoje, através da Internet, um estudante ou pesquisador acessa, sem sair de casa, qualquer biblioteca ou universidade do planeta. Os contatos humanos e as pesquisas exigem que os habitantes de um país tenham, ao menos, conhecimento básico do idioma de outros países.
Acontecimentos no outro lado do mundo podem ser acompanhados on-line e em tempo real. Apesar de a globalização uniformizar o pensamento, ela também o diferencia por sublinhar as características regionais e não deixar dúvidas, nos consumidores, de que aqueles que não detêm tecnologia estão excluídos do grande sistema que pretende gerar um pensamento universal.
Porém, ainda é cedo para avaliar as conseqüências que esta interação terá sobre as culturas nacionais, principalmente nas dos países do terceiro mundo. Mas já se sabe que a vivência humana globalizada está criando uma nova ética, uma nova forma de pensamento e, nas novas gerações, uma posição mais compreensiva diante de outras maneiras de ser e viver.
Globalização financeira, nova ordem econômica mundial que modificou o papel do Estado na medida que alterou radicalmente a ênfase da ação governamental, que agora é dirigida quase exclusivamente para tornar possível às economias nacionais desenvolverem e sustentarem condições estruturais de competitividade em escala global. Seus efeitos são de certa forma controversos. Por um lado, a mobilidade dos fluxos financeiros através das fronteiras nacionais pode ser vista como uma forma eficiente de destinar recursos internacionais e de canalizá-los para países emergentes. Por outro, a possibilidade de usar os capitais de curto prazo para ataques especulativos contra moedas são considerados como uma nova forma de ameaça à estabilidade econômica dos países.
Globalização produtiva: fenômeno mundial associado a uma revolução nos métodos de produção que resultou numa mudança significativa nas vantagens comparativas das nações. Com a globalização, as fases de produção de uma determinada mercadoria podem ser realizadas em qualquer país e não mais em um mesmo país, pois busca-se aquele que oferecer maiores vantagens econômicas. Isto tem levado a uma acirrada competição entre países - em particular aqueles em desenvolvimento - por investimentos externos.
Em contraste com as décadas passadas, quando julgava-se necessário introduzir controles e restrições para disciplinar, em seus mercados, as atividades das multinacionais, agora, os países em desenvolvimento têm reformulado suas políticas comerciais e econômicas para oferecer um ambiente doméstico atraente para os investimentos externos, os quais se fazem necessários para complementar as suas taxas internas de poupança, geralmente insuficientes.
Fonte: www.vestibular1.com.br