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Goiás

 

O Estado de Goiás tem 246 municípios com população de 5.620.000 habitantes, a economia é baseada no agronegócio, mais tem pólos industriais nas cidades de Anápolis, Catalão, Rio Verde e Goiânia. Teve como capital Vila Boa (1739), atual cidade de Goiás e Goiânia é capital do estado desde 1933.

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Os portugueses só chegaram à região do estado de Goiás após quase um século do descobrimento do Brasil.

As primeiras ocupações deveram-se a expedições de aventureiros bandeirantes provenientes de São Paulo, destacando-se Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera, que seguia em busca de ouro, tendo encontrado as primeiras jazidas no final do século XVII.

Conta a lenda que diante da negativa dos índios de informar-lhe sobre o lugar de onde retiravam as peças de ouro com que se adornavam, Bartolomeu Bueno da Silva despejou aguardente num prato e a queimou, dizendo aos indígenas que o mesmo faria com a água de todos os rios e nascentes da região, caso não lhe fossem mostradas as minas.

Apavorados, os índios o levaram imediatamente às jazidas, chamando-o Anhangüera, que significa feiticeiro no idioma nativo.

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Em 1726, foi fundado, pelo próprio Bartolomeu Bueno, o primeiro vilarejo da região, denominado Arraial da Barra. Desde então, os povoados passaram a se multiplicar e a exploração do ouro atingiu seu auge na segunda metade do século XVIII.

A colonização de Goiás deveu-se também à migração de pecuaristas que partiram de São Paulo no século XVI, em busca de melhores terras para o gado.

Em 1744, a região onde hoje se encontra o estado de Goiás, antes pertencente ao estado de São Paulo, foi separado e elevado à categoria de província.

A partir de 1860, a lavoura e a pecuária tornaram-se as atividades principais da região, ao mesmo tempo em que a atividade de mineração do ouro entrou em decadência devido ao esgotamento das minas.

A navegação a vapor e a abertura de estradas, no final do século XIX, possibilitaram o escoamento dos produtos cultivados no estado, permitindo o desenvolvimento da região.

No século XX, a construção da nova capital, Goiânia, deu grande impulso à economia do Estado, que deu sinais de novo surto de desenvolvimento com a criação de Brasília, a nova capital do Brasil, em 1960.

Em 1988, o norte do estado foi desmembrado, dando origem ao estado do Tocantins.

Fonte: mochileiro.tur.br

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A História de Goiás

Os Bandeirantes

As Entradas (expedições de caráter oficial e militar) foram organizadas primeiro com o objetivo de conhecer a terra e submeter os índios, e depois para procurar riquezas minerais.

As Bandeiras (de iniciativa particular) foram um movimento basicamente paulista, iniciado no século XVII e direcionavam suas atividades para a busca de ouro e para a caça de mão-de-obra indígena.

No percurso pelo interior, quando os mantimentos começavam a diminuir, os bandeirantes paravam e montavam um acampamento. Ali faziam plantações para repor as provisões. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais, que depois se tornavam municípios.

As Entradas e Bandeiras contribuíram, de forma decisiva, para a expansão territorial brasileira e ocupação do interior do país. Por outro lado, elas foram responsáveis pelo apresamento e assassinato de milhares de índios.

As Bandeiras Descobridoras e o Povoamento de Goiás

De São Paulo saiam as bandeiras que, buscando índios, cada vez mais escassos, chegavam com freqüência até ao extremo norte de Goiás, região do Estreito (hoje norte do Tocantins).

A primeira bandeira, que partindo de São Paulo, possivelmente chegou até os sertões de Goiás no leste do Tocantins, foi a de Antônio Macedo e Domingos Luís Grau (1590-1593). Depois seguiram-se a de Domingos Rodrigues (1596-1600), que desceu até a confluência do Tocantins com o Araguaia; a de Afonso Sardinha (1598-?); a de Belchior Carneiro (1607-1609), que passou ainda mais para o norte; a de Martins Rodrigues (1608-1613); a de André Fernandes (1613-1615); a de Pedroso de Alvarenga (1615-1618); a de Francisco Lopes Buenavides (1665-1666); a de Luís Castanho de Almeida e a expedição familiar de Antônio Paes (1671); a de Sebastião Paes de Barros (1673).

Outro tipo de expedições eram “as descidas” dos jesuítas do Pará. Os jesuítas tinham criado na Amazônia um sistema bem estruturado de “aldeias” de aculturação indígena. Buscando índios para estas aldeias, os jesuítas organizaram diversas expedições fluviais, que subindo o Tocantins chegaram a Goiás. Mas nem bandeirantes nem jesuítas vinham para fixar-se em Goiás.

O descobridor de Goiás foi Anhangüera. Isto não significa que ele fosse o primeiro a chegar a Goiás, mas sim que ele foi o primeiro em vir a Goiás com intenção de se fixar aqui (1690-1718). A primeira região ocupada foi a região do rio Vermelho. Fundou-se o arraial de Sant’Ana, que depois seria chamado Vila Boa, e mais tarde, Cidade de Goiás, normalmente, onde havia ouro e água emergia-se um pequeno povoado.

A população de Goiás

A primeira informação sobre a população de Goiás são os dados da capitação de 1736, havia mais de 10.000 escravos adultos. O total da população? Menos de 20.000, pois os escravos deviam constituir mais da metade da população.

Entre 1750 e 1804, parece que a decadência da mineração se traduziu numa diminuição da população. Não se importavam mais escravos para suprir as mortes, bastantes brancos e livres emigravam para outros territórios. O censo de 1804 deu 50.000 habitantes para Goiás. Uma diminuição de quase 20%.

No censo de 1940, só quatro cidades passavam dos 7 mil habitantes: Goiânia, 15 mil, Anápolis, 9.500, Goiás, 8 mil e Ipameri, 7 mil.

A sociedade mestiça

Ao mesmo tempo que diminuía o número de escravos, aumentava, como é lógico, o número de pretos livres ou “forros”. Na capitação de 1745, os negros “forros”, que pagaram capitação, foram 120, e o número de escravos chegava quase a 11.000. No recenseamento de 1804, os negros livres eram em número de 7.936, 28% do total de pretos.

Maior era, ainda, a progressão dos mulatos. A ausência de mulheres brancas nas minas foi a determinante de uma mestiçagem, em grande escala, entre branco e preto, até então desconhecida no Brasil.

Depois de algum tempo, havia mulatos em todos os níveis da sociedade: no exército, no sacerdócio, entre os grandes proprietários. Mas nem o negro livre, nem o mulato eram socialmente bem aceitos. Escravos, negros e mulatos apareciam muitas vezes equipados nas expressões correntes e mesmo nos documentos oficiais, como formando a ralé da sociedade.

Classes Dirigentes

Os brancos foram sempre uma minoria, mas com a decadência da mineração, esta minoria foi-se tornando cada vez mais exígua. Ao acentuar-se a decadência, muitas famílias brancas migraram para outras regiões. Em 1804, os brancos constituíam pouco menos de 14% da população.

Os dias de apogeu da mineração foram breves. Então, ser rico, “mineiro poderoso” era possuir 250 escravos ou mais. Não faltaram mineiros que em Goiás possuíam este número de escravos. Com a decadência, tornaram-se raros os que tinham 12 escravos.

Mesmo entre os brancos a pobreza era geral, mas ser branco continuava sendo uma honra e um privilégio, contam os historiadores.

Os índios

Ao tempo da descoberta, eram numerosas as tribos de índios em Goiás, cobrindo todo o seu território. Podemos citar entre as mais importantes: Caiapó, Xavante, Goiá, Crixá, Araés, Xerente, Carajá, Acroa...

Durante a época da mineração as relações entre índios e mineiros foram exclusivamente guerreiras e de mútuo extermínio.

Os Governadores

Desde os primeiros dias da colônia, até a chegada da Corte ao Rio de Janeiro, não há, provavelmente, queixa mais unânime que a levantada contra a prepotência dos governadores. Neste período, gozavam de um poder praticamente ilimitado. Entretanto, longe de ser ilimitado, estava submetido a toda classe de limitações. Não nomeavam nem escolhiam seus colaboradores, nem podiam destitui-los; não podiam criar novos ofícios nem prescindir dos existentes; deviam prestar contas e esperar aprovação até dos menores gastos.

Todas essas dificuldades levavam alguns governadores a agirem por conta própria.

Entretanto, em quase sua totalidade, os governadores de Goiás podem ser tidos como homens eminentes, assim foram Conde dos Arcos (1749-54), D. José de Almeida Vasconcelos (1772-78), Francisco de Assis Mascarenhas (1804-8), Francisco Delgado (1808-19).

A independência do Brasil e seus reflexos em Goiás

Após a volta de D. João VI para Portugal, o Brasil viveu um período de profunda crise política, pois suas conquistas econômicas e administrativas estavam sendo ameaçadas pelas Cortes Portuguesas.

Em Goiás a população rural permaneceu alheia a essas crises. Mas, elementos ligados à administração, ao exército, ao clero e a algumas famílias ricas e poderosas, insatisfeitos com a administração, fizeram germinar no rincão goiano o reflexo das crises nacionais. A atuação dos capitães generais, às vezes prepotentes e arbitrários, fez nascer na capitania ogerisa pelos administradores. Os empregados públicos eram os mais descontentes: a receita não saldava as despesas e os seus vencimentos estavam sempre em atraso. Encontravam-se também entre estes elementos, o clero.

Constituição das Juntas Governativas

O governador Sampaio, que inicialmente se colocou contra a idéia de criação de uma junta Governativa, foi obrigado pelas pressões de grupos políticos locais a ordenar à Câmara a eleição de uma junta Governativa, em cumprimento ao decreto de 18 de abril de 1820. Sampaio trabalhou para ser eleito presidente da junta, o que de fato conseguiu: grupos políticos locais, insatisfeitos com a sua administração, conseguiram sua renúncia e culminando com sua retirada da Província.

Elegeu-se nova junta Governativa. Seus integrantes: Álvaro José Xavier - Presidente, José Rodrigues Jardim e os membros, Joaquim Alves de Oliveira, João José do Couto Guimarães e Raimundo Nonato Hyacinto, Pe. Luiz Gonzaga de Camargo Fleury e Inácio Soares de Bulhões.

A Proclamação da Independência

Processada a Independência do Brasil - 1822, esta não trouxe transformações, quer sociais, quer econômicas para Goiás. O primeiro Presidente de Goiás, nomeado por D. Pedro I, foi o Dr. Caetano Maria Lopes Gama, que assumiu o cargo em setembro de 1824. O segundo Presidente foi o português Miguel Lino de Moraes (1827-1831).

Com a abdicação de D. Pedro I, rebentou em Goiás um movimento de caráter nitidamente nacionalista. Os líderes deste movimento foram o Bispo cego, D. Fernando Ferreira, Pe. Luís Bartolomeu Márquez e Coronel Felipe Antônio Cardoso.

Recebendo adesão e apoio das tropas, o movimento de 13 de agosto de 1831 alcançou seu objetivo, que era depor todos os portugueses que ocupavam cargos públicos em Goiás. A conseqüência deste movimento de rebeldia foi a nomeação de três goianos para a presidência de Goiás: José Rodrigues Jardim, (1831-1837), Pe. Luiz Gonzaga de Camargo Fleury (1837-1839) e José de Assis Mascarenhas (1839-1845).

Em Goiás os presidentes exerciam grande influência na vida política. Eram eles de livre escolha do poder central, sem vínculos familiais à terra, descontentando os políticos locais.

Nas últimas décadas do século XIX, grupos locais manifestaram-se contra a administração e responsabilizaram os Presidentes “Estrangeiros” pelo grande atraso de Goiás e passaram a lutar pelo nascimento de uma consciência política. Após esta tomada de consciência, verificou-se relativa mudança no panorama político de Goiás. Representantes próprios foram enviados à Câmara Alta: André Augusto de Pádua Fleury, José Leopoldo de Bulhões Jasmim, Cônego Inácio Xavier da Silva e outros. A conseqüência de tais movimentos foi a fortificação de grupos políticos locais, lançando as bases das futuras oligarquias goianas.

A vida política de Goiás na última década do Império foi muito agitada, em decorrência das crises nacionais e dos choques de interesses dos grupos locais.

Panorama Cultural

Pode-se afirmar que a educação em Goiás no século XIX foi inexistente. A cultura era própria do clero e inexpressiva.

Praticamente não existiam escolas, considerando o número de seus habitantes: 50.574.

O ensino secundário passou a dar os seus primeiros passos com a criação do Liceu de Goiás em 1846. No entanto, este estabelecimento não atendia aos jovens do interior da Província. Aqueles de maiores posses iam para Minas concluir seus estudos, os outros, grande maioria, ficaram como tinham nascidos, analfabetos, quando muito aprendiam as primeiras letras.

São Paulo era a cidade eleita para os estudos superiores, uma vez que o curso jurídico era, na maioria das vezes, o preferido. Em 1882, foi criada a primeira Escola Normal de Goiás.

Fonte: www.craol.com.br

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