A gonorréia é uma doença sexualmente transmissível (DST) curável. Gonorréia é a segunda doença sexualmente transmissível decorrente de bactéria mais comum nos EUA, depois da clamídia.
A gonorréia pode se espalhar para o útero e tubos de falópio, resultando em doença inflamatória pélvica, a qual pode ocasionar gravidez tubária e infertilidade em mais de 10% das mulheres afetadas.
Além de poder ocasionar doença inflamatória pélvica, alguns pesquisadores acreditam que a gonorréia aumenta o risco de ser infectado pelo HIV.
A gonorréia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Essa bactéria pode infectar o trato genital, boca e reto, tanto em homens como em mulheres. Nas mulheres a abertura do útero (cérvix) é o principal local da infecção.
Pode haver transmissão da gonorréia durante sexo vaginal, oral ou orifício retal com um parceiro infectado. Se a mulher grávida tiver gonorréia, ela pode transmiti-la ao bebê durante o parto.
A gonorréia pode provocar corrimentos em mulheres e homens. Um pequeno número
de pessoas pode ser infectado por gonorréia e não apresentar sintomas por
vários meses.
Para mulheres, os primeiros sintomas da gonorréia geralmente são leves e costumam
aparecer de 2 a 10 dias depois do contato sexual com parceiro infectado.
Quando a mulher apresenta sintomas, os primeiros deles podem incluir:
Sangramento durante intercurso vaginal.
Sensação de dor ou queimação ao urinar.
Corrimento vaginal amarelo ou com sangue
Sintomas mais avançados, os quais podem indicar o desenvolvimento de doença
inflamatória pélvica, incluem cólicas e dor, sangramento fora do período de
menstruação, vômito e febre.
Homens costumam ter sintomas mais freqüentemente do que mulheres,
os quais pode incluir:
Pus branco, amarelo ou verde saindo do órgão genital masculino sem dor.
Sensação de queimação ao urinar, que pode ser forte.
Testículos doloridos ou inchados.
Se não for tratada, a gonorréia em homens pode ocasionar complicações na
próstata e epididimite (inflamação dos testículos).
Sintomas da infecção no reto incluem corrimento, coceira e ocasionalmente
movimentos do intestino doloridos com sangue fresco nas fezes. Os sintomas
geralmente surgem de 2 a 5 dias depois da infecção, mas podem demorar até
30 dias para aparecer.
O médico geralmente prescreve uma dose única de antibiótico para tratar a gonorréia. Caso a mulher esteja grávida, ou tiver menos de 18 anos de idade, ela não deve ser tratada com certos tipos de antibióticos. Gonorréia e clamídia muitas vezes infectam a pessoa ao mesmo tempo.
Desta forma, médicos muitas vezes prescrevem uma combinação de antibióticos para as duas infecções.
Caso a pessoa tenha gonorréia, todos os seus parceiros sexuais devem fazer teste e passar por tratamento caso tenham sido infectados, mesmo que não apresentem sintomas. Os médicos também recomendam a pessoa não ter relações sexuais até que o parceiro infectado seja tratado.
A forma mais segura de evitar transmissão de DSTs é manter relação monogâmica com parceiro testado e não infectado. A utilização correta de preservativo masculino durante sexo vaginal e orifício retal pode reduzir o risco de infecção por gonorréia.
Se a gonorréia não for tratada, a bactéria pode se espalhar pelo trato reprodutivo
ou, mais raramente, entrar na corrente sanguínea e infectar as articulações,
válvulas cardíacas ou cérebro.
A complicação mais comum de gonorréia não tratada é a doença inflamatória
pélvica, a qual geralmente aparece imediatamente depois do período menstrual.
A doença inflamatória pélvica causa cicatriz nos tubos de falópio. Se o tubo ficar com cicatriz, o ovo fertilizado pode não ser capaz de passar para o útero. Se isso acontecer, o embrião pode ser implantado no tubo, causando gravidez tubária (gravidez ectópica).
Essa é uma complicação séria que pode resultar em aborto natural ou causar
a morte da mãe.
Em homens, a gonorréia pode causar epididimite, uma condição dolorosa dos
testículos que pode ocasionar infertilidade se não for tratada. A gonorréia
também pode afetar a próstata e causar cicatriz no canal urinário.
Se a mulher estiver grávida e tiver gonorréia, ela pode passar a infecção ao bebê durante o parto. O médico pode evitar a infecção do bebê aplicando remédios logo após o nascimento.
Os médicos recomendam que a mulher grávida faça pelo menos um teste para gonorréia durante o pré-natal. Quando gonorréia ocorre no trato genital, boca ou reto de crianças, isso é geralmente devido a abuso sexual.
Hélio Augusto Ferreira Fontes
Fonte: National Institute of Allergy and Infectious Disease
Também chamada blenorragia, a gonorréia é provocada por um gonococo, bactéria de forma arredondada que se instala nas mucosas. A infecção se localiza em diversas glândulas do aparelho genital do homem e da mulher e costuma afetar as mucosas da uretra, do colo uterino e do reto.
O tratamento com penicilina e outros antibióticos é extraordinariamente eficaz para combater a gonorréia.
A infecção pode deixar seqüelas graves: esterilidade, tanto no homem, se o epidídimo for atingido, quanto na mulher, se houver inflamação das trompas, e cegueira no recém-nascido contaminado pela mãe.
Durante muito tempo os especialistas acreditaram que sífilis e gonorréia eram a mesma doença.
Só no início do século XX foram registrados progressos significativos na identificação das duas enfermidades, com a descoberta dos microrganismos que as causam e o desenvolvimento de testes de detecção.
Entre 1940 e 1950 a erradicação dessas duas enfermidades parecia iminente, mas logo depois sua incidência voltou a aumentar.
O recrudescimento foi provocado por diversas causas, entre as quais a redução das campanhas de prevenção, a crescente resistência dos microrganismos aos antibióticos e diversos fatores sociais que influenciaram o comportamento sexual.
Fonte: www.biologica.hpg.ig.com.br