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Gonorréia

Aspectos clínicos

Diagnóstico laboratorial Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial.

Esse último é feito pelo isolamento do agente, pela coloração com gram ou pelos métodos de cultivo. No exame bacterioscópio dos esfregaços, devem ser observados cocos gram negativos, arranjados aos pares.

A cultura também é útil. Diagnóstico diferencial - Uretrite não gonocócica por Chlamydia, ureaplasma, tricomoníase, infecção do trato urinário, vaginose por Gardnerella, artrite séptica bacteriana. Tratamento - O diagnóstico e o tratamento podem ser feitos por diversos especialistas, incluindo o ginecologista, o urologista e o clínico geral.

Para o tratamento, deve ser utilizada uma das opções a seguir: ofloxacina, 400mg, VO, dose única; penicilina G procaína, 4.800.000UI, IM + 1g de probenecid, VO; ampicilina, 3,5g, VO +1,0g de probenecid VO; tetraciclina, 500mg, VO, 6/6 horas, por 7 dias; doxiciclina, 100mg, VO, 12 em 12 horas, por 7 dias; tianfenicol granulado, 2,5g, VO; ciprofloxacina, 500mg, VO; ceftriaxona, 250mg, IM; cefotaxima, 1g, IM; espectinomicina, 2mg, IM.

Deve-se estar atento ao aumento gradual da resistência da Neisseria gonorrhea às penicilinas. No Brasil, são escassos os estudos realizados sobre esse aspecto.

No mundo, há evidências de altos índices de resistência desse agente a antibioticoterapia convencional. Nos recém-nascidos é feita a aplicação de colírio com nitrato de prata (o chamado Crede) para evitar que haja o risco de conjuntivite pelo gonococo.

É necessário, porém, que todas as gestantes procurem realizar o pré-natal de forma completa para que doenças como a gonorréia sejam tratadas, evitando complicações durante a gestação (como o parto prematuro) e a transmissão para o bebê.

Características epidemiológicas - Doença de distribuição universal, que afeta ambos os sexos, principalmente adultos jovens sexualmente ativos.

Fonte: www.diadema.sp.gov.br

Gonorréia

A gonorréia é também conhecida como pingadeira, esquentamento, gota matinal  ou corrimento.

Nos homens, seus sintomas aparecem após 2 a 10 dias do contato sexual suspeito, apresentando dor e ardência para urinar e uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do órgão genital masculino), daí o termo uretrite gonocócica.

Nas mulheres, se apresenta de formas variáveis, desde quadros sem sintomas, até quadros com corrimento amarelado, viscoso e odor forte no órgão genital feminino e ou uretra.

Não sendo tratada pode apresentar complicações como infecções nos testículos e próstata nos homens e nas tubas uterinas nas mulheres, provocando dor e problemas de infertilidade.

Não raramente a Gonorréia se complica podendo causar infecções nas Articulações, Fígado; Cérebro; Amígdalas e Faringe.

A chance de contrair Gonorréia de uma pessoa infectada é de 90% a cada relação.

Mulheres grávidas podem, durante o parto, transmitirem a doença ao recém nascido, o qual apresentará uma série de complicações.

O tratamento é feito com antibióticos, pois a doença é causada por uma bactéria - Neisseria gonorrhoeae.

A prevenção é feita com o uso de preservativos e o tratamento das pessoas contaminadas e seus parceiros. 

Fonte: www.uroepm.com.br

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