Advogado, nascido na cidade de Viçosa, estado de Minas Gerais, em 8 de agosto de 1875. Cumpriu dois mandatos como deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (1909 - 1910 e 1915 - 1917). Foi presidente de Minas Gerais (1918 - 1922). Por meio de eleição direta assumiu a presidência da República em 15 de novembro de 1922. Foi um dos articuladores da Revolução de 1930 em Minas Gerais. Em 1932, foi preso e transferido para a cidade do Rio de Janeiro por ter sido um dos mentores, em Minas Gerais, da Revolução Constitucionalista. Cumpriu exílio em Lisboa, retornando ao país depois de receber anistia em 1934. Faleceu no Rio de Janeiro, em 24 de março de 1955.
O governo de Artur Bernardes sofreu forte instabilidade política gerada pelas revoltas tenentistas contra as oligarquias dominantes e pelo avanço do movimento operário, o que o levou a governar permanentemente em estado de sítio. A candidatura pela quinta vez de Borges de Medeiros, líder do Partido Republicano Rio-Grandense, à presidência do estado deflagrou uma guerra civil envolvendo a oposição no Rio Grande do Sul. A oligarquia dissidente gaúcha, agrupada na Aliança Libertadora, contava com o apoio federal ao candidato Assis Brasil. Borges de Medeiros, para defender sua posição, organizou os Corpos Provisórios sob o comando de Flores da Cunha, Osvaldo Aranha e Getúlio Vargas, entre outros, além de contratar mercenários uruguaios. Após meses de confrontos, foi assinado um acordo entre Borges de Medeiros e Assis Brasil, em 14 de dezembro de 1923, no qual o governo federal reconheceu Borges de Medeiros como presidente do Rio Grande do Sul, não permitindo, entretanto, uma nova reeleição.
O movimento tenentista eclodiu no Rio Grande do Sul, em 1923, com o apoio da Aliança Libertadora, atingindo também Santa Catarina e Paraná. No ano seguinte, foi a vez de parte das guarnições militares paulistas aderir ao movimento. Depois de vários dias de combate, a cidade de São Paulo ficou sob seu controle, após a fuga do governador Carlos Campos. A rebelião foi planejada por militares envolvidos no golpe fracassado de 1922, entre eles o tenente Eduardo Gomes, um dos sobreviventes dos "18 do Forte". Artur Bernardes ordenou o bombardeio da cidade, a partir do dia 11 de julho de 1924. A população paulista abandonou a cidade e o saldo do ataque foi de 503 mortos e cerca de 4.800 feridos. Sem condições de resistir às pressões das tropas legalistas, aproximadamente 3.500 revoltosos dirigiram-se ao encontro das tropas gaúchas, lideradas por Luís Carlos Prestes e Mário Fagundes Varela.
O presidente Artur Bernardes ainda enfrentou a Coluna Prestes, formada em 1925, sob o comando do tenente Luís Carlos Prestes, que percorreu o interior do país durante dois anos procurando sublevar as populações contra o seu governo e as oligarquias dominantes.
Fonte: www.portalbrasil.eti.br

Advogado, nascido na cidade de Viçosa, estado de Minas Gerais. Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal. Foi presidente de Minas Gerais (1918-1922). Por meio de eleição direta, assumiu a presidência da República em 15 de novembro de 1922.
Em 1927 é eleito Senador. Um dos articuladores da Revolução de 1930 em Minas Gerais, torna-se um dos líderes da Revolução Constitucionalista de 1932 naquele estado, sendo preso e exilando-se em Lisboa. Anistiado em 1934, elege-se deputado estadual.
Torna-se então deputado constituinte e depois federal (1935-1937). Decretado o Estado Novo (1937), tem sua liberdade de locomoção restrita ao Rio de Janeiro e a Viçosa, até ser confinado em sua fazenda nesta última cidade (1939). Torna-se membro da comissão diretora provisória da União Democrática Nacional (UDN) em 1945, mas no mesmo ano foi um dos fundadores do Partido Republicano (PR), do qual foi inclusive seu primeiro presidente. Foi um dos presidentes de honra do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e Economia Nacional (1948).
Eleito deputado constituinte pelo PR mineiro em 1946, tornou-se depois deputado federal de 1946 a 1955, quando foi reeleito mas não chegou a participar dos trabalhos, devido ao seu falecimento, no Rio de Janeiro, em 23 de março de 1955.
O governo de Artur Bernardes sofreu forte instabilidade política gerada pelas revoltas tenentistas contra as oligarquias dominantes e pelo avanço do movimento operário, o que o levou a governar permanentemente em estado de sítio. Ainda enfrentou a Coluna Prestes, formada em 1925, sob o comando do tenente Luís Carlos Prestes, que percorreu o interior do país durante dois anos procurando sublevar as populações contra o seu governo e as oligarquias dominantes.
Fonte: www.marxists.org
Estadista Mineiro, Arthur da Silva Bernardes nasceu em 8 de agosto de 1875 em Viçosa.
Diplomou-se em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1900. No ano de 1907 começou sua carreira política, sendo eleito deputado estadual, e dois anos depois deputado federal. Em 1910, Arthur Bernardes ocupou a Secretaria das Finanças de Minas Gerais. Foi eleito Presidente do Estado de Minas Gerais em 1918, e em 1921 assumiu a presidência da República para o quadriênio 1922/1926, derrotando Nilo Peçanha. Enfrentou uma grande oposição por parte da chamada Reação Republicana e começou o governo com impopularidade entre povo e exército.
Durante seu governo eclodiram diversas revoltas, como a do Forte de Copacabana e a Coluna Prestes. Um dos fatos mais importantes de seu governo, no âmbito da política externa, foi o rompimento com a Liga das Nações em 1926. Ao fim deste mesmo ano, Arthur Bernardes passou a presidência para Washington Luís. Arthur Bernardes participou da Revolução de 1930, apoiando a Aliança Liberal. Aderiu à Revolução Constitucionalista de 1932, apoiando São Paulo, o que lhe valeu a prisão, o exílio em Portugal e a perda de seus direitos políticos por três anos. Voltando do exílio, elegeu-se deputado federal em 1935, perdendo o mandato em 1937, devido ao golpe do Estado Novo.
Em 1945 voltou à atividade política, ligando-se à UDN. Logo depois, passou a chefiar o Partido Republicano que ajudara a fundar. Em 1954, como deputado federal, participou intensamente de campanhas nacionalistas, como a da Petrobrás. Lutou também contra a criação do Instituto da Hiléia Amazônica.
Arthur Bernardes faleceu em 23 de março de 1955 no Rio de Janeiro.
Fonte: www.agbcuritiba.hpg.ig.com.br
Na eleição de 1o. de março de 1922 foram escolhidos Presidente e Vice-presidente da República, Arthur Bernardes e Estácio Coimbra, ex-governadores de Minas Gerais e Pernambuco, respectivamente.
Estado de Sítio Permanente - O quadriênio do novo Presidente transcorreu inteiramente sob "estado de sítio". Efervescência política, revoltas e perturbações da ordem foram as causas do ininterrupto estado de sítio.
As forças políticas que fizeram oposição a Arthur Bernardes na campanha presidencial reagruparam-se no início de seu governo, formando um partido de luta ostensiva, denominado Aliança Libertadora. Conseguiu o presidente, entretanto, fortalecer o poder executivo por intermédio de uma reforma da Constituição de 1891. Limitou-se o habeas corpus, instituiu-se o direito de veto parcial do Presidente da República e regulou-se a expulsão dos estrangeiros considerados perigosos.
Revolta Paulista de 1924 - Em 1923 conseguiu o ministro da Guerra, general Setembrino de Carvalho, pacificar o Rio Grande do Sul, conturbado pela revolução contra o governo Borges de Medeiros. No ano seguinte (5 de julho de 1924) rebentaria uma revolução em São Paulo sob a chefia do general reformado Isidoro Lopes. Embora contassem com a opinião pública paulista, não conseguiram as tropas revolucionárias oferecer eficiente resistência às forças do governo. A revolução paulista repercutira, entretanto, sob a forma de motins no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Pará, Amazonas e Sergipe. Identifica-se, habitualmente, a revolta paulista com o movimento tenentista, considerando-se, destarte, o Segundo Levante Tenentista. Dela se originou a Coluna Prestes.
Nasce a Coluna Prestes - Reunindo revoltosos de São Paulo e do Rio Grande do Sul, formou-se uma coluna revolucionária que percorreria 25 000 quilômetros nos sertões brasileiros, durante dois anos e meio de aventuras e sofrimentos, na esperança de contribuir para a deposição do regime que condenara. Ficaria conhecida pelo nome de Coluna Prestes. Seu comandante, Luís Carlos Prestes, iniciara sua marcha em Alegrete, no Rio Grande do Sul, tendo alcançado o Piauí e o Maranhão. Somente nos primeiros meses do governo de Washington Luís seria dissolvida a coluna, internando-se na Bolívia seus remanescentes. Com muita razão diria o historiador José Maria Bello que Arthur Bernardes governou o Brasil como se estivesse dentro de uma fortaleza, sob a constante pressão do sítio, realizando, no entanto, frequentes ataques vitoriosos.
É, ainda, de se destacar do quadriênio de Artur Bernardes a formação do B.O.C. (Bloco Operário Camponês), realizada em 1925.
Fonte: elogica.br.inter.net
Artur da Silva Bernardes (Viçosa, 8 de agosto de 1875 — Rio de Janeiro, 23 de março de 1955) foi um político brasileiro, presidente da República Federativa do Brasil entre 15 de novembro de 1922 e 15 de novembro de 1926.

Sua carreira política iniciou como vereador e presidente da Câmara Municipal de Viçosa em 1906. Foi também deputado federal (de 1909 a 1910 e de 1915 a 1917), e presidente do estado Minas Gerais entre 1918 e 1922, além de ocupar a secretaria de finanças do mesmo estado em 1910.
Seu vice-presidente foi Estácio de Albuquerque Coimbra. Nas eleições presidenciais (1922), derrotou Nilo Peçanha. O descontentamento com sua vitória e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista. Como conseqüência dos levantes tenentistas (outros dois aconteceriam nos anos seguintes), Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento guerrilheiro que percorreu o país pregando a revolução e que jamais foi derrotado pelo governo.
Além da oposição por parte da baixa oficialidade militar, ele ainda confrontou uma guerra civil no Rio Grande do Sul, onde Borges de Medeiros tentava se eleger presidente do estado pela quinta vez consecutiva, e também o movimento operário, que se fortalecia novamente. Em 1923 e 1924 ocorreram novas ações tenentistas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, respectivamente. Tudo isso levou Bernardes a decretar quase que initerruptamente o estado de sítio.
Sob Bernardes, o Brasil se retirou da Liga das Nações em 1926.
Participou da chamada Revolução de 1930, que deslocou a oligarquia paulista do domínio federal; no entanto, a seguir participou da Revolução Constitucionalista de 1932. Fracassado esse último movimento, Artur Bernardes foi obrigado a retirar-se para o exílio em Portugal.
De volta ao Brasil, em 1935, foi eleito deputado federal, mas já em 1937 perdeu o mandato devido ao golpe do Estado Novo. Com o reestabelecimento da democracia em 1945 elegeu-se novamente deputado, cargo que ocupou até a morte, em 1955.
Fonte: pt.wikipedia.org