
Governo Café Filho
Nascimento: Natal-RN, em 03.02.1899
Falecimento: Rio de Janeiro(GB)-RJ, em 20.02.1970
Profissão: Advogado
Período de Governo: 24.08.1954 a 11.11.1955 (01a02m20d)
Idade ao assumir: 55 anos
Posse: em 03.09.1954, em sessão conjunta no Palácio da Câmara dos Deputados presidida pelo Senador Alexandre Marcondes Filho
Observação: Como Vice-Presidente, exerceu cargo de Presidente da República, em virtude do falecimento do titular, no período de 24.08.1954 a 03.09.1954, quando foi empossado como Presidente da República
Fonte: www.planalto.gov.br

Governo Café Filho
Nome: João Café Filho
Nascimento: 3 de fevereiro de 1899
Local: Natal, estado do Rio Grande do Norte
Profissão: Advogado
Falecimento: 20 de fevereiro de 1970, no Rio de Janeiro.
Ingressa na Aliança Liberal e é um dos fundadores, em 1933, do Partido Social Nacionalista do Rio Grande do Norte (PSN). Elege-se deputado federal em 1935 seguindo até 1937. Destaca-se pela defesa das liberdades constitucionais. Ameaçado de prisão, asila-se na Argentina, retornando ao Brasil em 1938. Funda, com Ademar de Barros, o Partido Republicano Progressista (PRP), pelo qual se elege deputado federal de 1946 a 1950. Eleito vice-presidente por uma coligação de partidos que se fundiram sob a sigla do Partido Social Progressista (PSP). Assume a presidência da República com o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. É nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara em 1961 estendendo até 1970.
Tem como ministro da Fazenda Eugênio Gudin, defensor de uma política econômica mais rigorosa, que busca estabilizar a economia e combater a inflação. O ministro adota como principais medidas à contenção do crédito e o corte das despesas públicas. Procura assim, reduzir o déficit público, causa, em sua avaliação, do processo inflacionário. Durante o governo Café Filho, institui-se o imposto único sobre a energia elétrica, gerando o Fundo Federal de Eletrificação, e o imposto na fonte sobre a renda do trabalho assalariado. Destacaram-se, ainda, em sua administração a inauguração, em janeiro de 1955, da usina hidrelétrica de Paulo Afonso e o incentivo à entrada de capitais estrangeiros no país, que repercutiria no processo de industrialização que se seguiu. Afastou-se temporariamente da presidência em 3 de novembro de 1955, em virtude de um distúrbio cardiovascular, em 8 de novembro foi substituído por Carlos Luz, presidente da Câmara. Restabelecido, tenta reassumir os poderes presidenciais, mas seu impedimento foi aprovado pelo Congresso Nacional em 22 de novembro de 1955, e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em dezembro.
Seu breve mandato teve iniciou em meio à comoção nacional provocada pela morte de Getúlio Vargas e a divulgação da carta-testamento. Em novembro desse ano começaram os conflitos armados na Argélia, mês em que é inaugurado o estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e em que faleceu o pintor francês Henri Matisse.
Em 1955, destaca-se a formação do bloco dos países não-alinhados, que recusavam comprometer-se tanto com a política norte-americana quanto com a política soviética. Em maio, respondendo à formação da OTAN, nasce o Pacto de Varsóvia, composto pelos países do bloco socialista. O restabelecimento das relações diplomáticas entre a URSS e a Alemanha Oriental compartilha a cena internacional com a deposição, por um movimento militar, do presidente Péron, na Argentina.
Fonte: www.eleger.com.br
Após a morte de Vargas, Café Filho – vice de Vargas assumiu o poder. Nas eleições de 1956, o candidato da aliança PSD-PTB – Juscelino Kubitschek – venceu. O período de governo de Café Filho apresentou uma crise política quando o coronel Bizarria Mamede, da Escola Superior de Guerra, proferiu um discurso contra a posse de JK.
O então Ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, resolveu punir o coronel – ferindo a hierarquia, pois a punição deveria ser dada pelo presidente da República – ao qual o ministro era subordinado.
Café Filho foi afastado da presidência, por motivos de saúde, assumindo o presidente da Câmara de Deputados, Carlos Luz. Este era do PSD, da ala conservadora, e inimigo político de Juscelino. Carlos Luz resolveu não punir o general Mamede – tornando-se cúmplice de suas declarações e forçando o pedido de demissão do general Lott.
Ficava claro a tentativa de um golpe e Henrique Lott, um defensor da legalidade constitucional e da posse dos candidatos eleitos, antecipou-se aos golpistas. Lott não assinou o pedido de demissão e organizou um contra-golpe. Ordenou que as tropas fossem às ruas, reassumiu o poder e afastou Carlos Luz da presidência.
A presidência foi entregue ao presidente do Senado, Nereu Ramos, que governou até a posse de Juscelino Kubitschek (31/01/56).
Fonte: www.mundovestibular.com.br