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Governo Campos Sales

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1841 - 1913

Manuel Ferraz de Campos Salles nasceu no dia 13 de fevereiro de 1841, em Campinas, São Paulo.

Em 1872 já era um dos grandes líderes da facção paulista republicana. Na convenção republicana de Itu, realizada em 1873, defendeu a indenização dos proprietários de escravos na questão do abolicionismo, representando uma segurança para os senhores aristocratas. Em 1884 era deputado pelo partido em São Paulo e tomava uma atitude de neutralidade sem apoiar liberais nem conservadores. Seu próximo cargo político foi o de Ministro da Justiça no governo de Deodoro da Fonseca.

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Eleito em 1898 para a presidência da república, Campos Salles se dedicou basicamente aos problemas de ordem econômica, que não eram poucos num país que se encontrava falido após sucessivas revoltas dentro do seu território. Em viagem para a Europa negociou o funding-loan, tratado assinado com banqueiros ingleses que marcou o início da sua política deflacionária. Com o objetivo de controlar a oposição, instalou a chamada Política dos Governadores que era um acordo entre governo e as principais oligarquias. As dissidências praticamente isoladas do poder político se tornaram cada vez mais radicais e passaram a representar uma forte oposição.

Ao fim de seu governo, Campos Salles ganhou uma enorme impopularidade, pois mesmo tendo melhorado a situação do tesouro, empobrecera ainda mais as camadas populares. Vaiado e apedrejado em sua saída do Catete, deixou um ambiente de tensão para o seu sucessor Rodrigues Alves. Campos Salles chegou a ser cogitado para reeleição em 1906, mas desistiu apesar de seu desejo de reparar as vaias recebidas ao deixar ao governo.

Campos Salles morreu na cidade de Santos, São Paulo, no dia 28 de junho de 1913.

Fonte: br.geocities.com

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Campos Sales foi o presidente que montou a estrutura política que garantiu por muitos anos o controle do país pelos cafeicultores paulistas. Esse período da história, que durou até 1930, ficou conhecido como "República dos Fazendeiros". Foi chamada também de "República Café-com-Leite", devido ao rodízio entre mineiros e paulistas na presidência da República.

Manuel Ferraz de Campos Sales nasceu na cidade de Campinas (SP), em 15 de fevereiro de 1841. Sua família, rica e influente, era proprietária de muitas fazendas de café. De todos os irmãos, foi o mais aplicado nos estudos. Os professores diziam que tinha futuro. Aos 15 anos, o jovem "Maneco", como era carinhosamente chamado em casa, foi para São Paulo. Aprendeu várias línguas e cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde se destacou como grande orador. Em 1863, se formou advogado com notas máximas nos exames.

Depois de terminar a faculdade, Campos Sales voltou para Campinas e se casou com sua prima Ana Gabriela, no dia 8 de junho de 1865. O casal teve 10 filhos. Em 1867, ele se filiou ao Partido Liberal e foi eleito deputado em São Paulo. Em 1870, entrou para o Partido Republicano e se tornou um dos grandes líderes do partido. Na Convenção de Itu, realizada em 1873, representou os interesses dos fazendeiros e defendeu a indenização dos proprietários de escravos na questão do abolicionismo.

Campos Sales foi eleito senador por São Paulo à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891) e escolhido como Ministro da Justiça do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca. Morou na Europa, nos anos de 1892 e 1893. Nesse período, escreveu as "Cartas da Europa", publicadas no jornal Correio Paulistano. Voltou ao Brasil e foi eleito Presidente da Província de São Paulo. Governou de 1894 a 1898. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República, em 15 de novembro de 1898.

Na presidência do Brasil, ele foi um político habilidoso. Criou a chamada "política dos governadores": uma troca de apoio entre os governadores dos estados e o presidente. Campos Sales ajudava a eleger os deputados indicados pelo governadores e os deputados apoiavam o presidente no Congresso. A estratégia funcionava através da manipulação das eleições. Os poderosos em cada estado, grandes fazendeiros chamados de "coronéis", escolhiam os candidatos para os cargos políticos. Como nas eleições o voto era aberto e não secreto, os "coronéis" negociavam favores em troca de votos. Ou até mesmo forçavam o eleitor a votar no candidato indicado por ele. Era o chamado "voto de cabresto". O esquema permitiu que um pequeno grupo de pessoas ricas e influentes controlassem o poder no Brasil. Por isso, também chamamos esse período de oligárquico, que significa governado por poucos.

Para garantir total apoio no Congresso, Campos Sales criou a Comissão de Verificação. Depois das eleições, os candidatos eleitos ainda deviam ser diplomados pela Comissão para poderem assumir os cargos. Os deputados favoráveis ao presidente tomavam posse, os contrários eram impedidos, sofriam a chamada "degola".

Preocupado com a saúde pública, o presidente criou o Instituto de Manguinhos, voltado, entre outras atribuições, para a fabricação de vacinas contra a peste bubônica.

Na área da economia, Campos Sales e o Ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, colocaram em prática um plano para estabilizar as finanças e reduzir a inflação. O presidente fechou um acordo com os banqueiros ingleses, chamado de "funding-loan", que estabeleceu um novo empréstimo ao Brasil e um prazo maior para pagar as dívidas em atraso. Cortou gastos e criou um novo imposto: um selo que deveria ser colocado nas mercadorias em circulação. A chamada "Lei do Selo" causou aumento nos preços dos alimentos e tornou Campos Sales bastante impopular. Ganhou nas ruas o apelido de "Campos Selos".
Quando deixou o governo, Campos Sales foi vaiado desde a saída do Palácio do Catete, sede do governo federal no Rio de Janeiro, até a estação, onde pegou o trem que o levou de volta para São Paulo. Ele continuou a carreira política como senador por São Paulo e assumiu o cargo de embaixador do Brasil na Argentina, em 1912.

Campos Sales sempre foi um homem vaidoso, se vestia com elegância e freqüentava os salões de barbearia para manter aparado o bigode e o cavanhaque. Também mantinha alguns hábitos simples. Na época da presidência, gostava de passar as horas de folga andando de bicicleta com a família pela Praia do Flamengo e não usava a carruagem oficial para ir à cidade.

Morreu na cidade de Santos, estado de São Paulo, em 28 de junho de 1913.

Fonte: www.presidencia.gov.br

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Manuel Ferraz de Campos Sales (Campinas, 15 de Fevereiro de 1841 — Santos, 28 de junho de 1913) foi um advogado e político brasileiro, terceiro presidente do Estado de São Paulo, de 1897 a 1898, presidente da República entre 1898 e 1902.

Formação e início da carreira

Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873.

Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888 e deputado provincial (1889).

Com a Proclamação da República, foi nomeado ministro da justiça, no governo de Deodoro da Fonseca.

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Elegeu-se senador em 1891, mas renunciou ao cargo em 1896, para se tornar governador do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897.

Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italina na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de canudos.

Na Presidência da República

Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.

Desenvolveu a chamada política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, através da qual tentou obter o apoio do Congresso através de relações de clientelismo e favorecimento político entre o governo central, representado por si próprio enquanto presidente, estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal.

O quarto presidente do Brasil, Campos Sales, numa nota de 10 mil réis de 1925.Na economia, Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding loan". Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.

Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.

Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.

Recebeu a alcunha de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro mal compreendida pela população.

Após a presidência

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Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demarches) para a eleição presidencial de 1914 seu nome chegou a ser lembrado para a presidência, mas faleceu repentinamente em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.

Fonte: www.camaradecachoeira.mg.gov.br

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