Governo Itamar Franco (Página 2)
Governo Itamar Franco

1992 - 1994

Governo Itamar Franco
Governo Itamar Franco

Engenheiro, nasceu a bordo de um navio que fazia a rota Salvador Rio de Janeiro, tendo sido registrado em Salvador, estado da Bahia, em 28 de junho de 1930. Filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi eleito prefeito de Juiz de Fora em duas gestões (1967-1971 e 1973-1974).

Elegeu-se senador em 1974 pelo MDB e reelegeu-se em 1982 pelo PMDB. Em 1986, após divergências com o PMDB mineiro, que apoiara a candidatura de Newton Cardoso ao governo do estado, transferiu-se para o Partido Liberal (PL). Concorreu ao governo de Minas Gerais pela Coligação Movimento Democrático Progressista, mas foi derrotado pelo candidato do PMDB.

Em 1989, concorreu à vice-presidência da República na chapa de Fernando Collor de Melo, ambos na legenda do PRN, vencendo a eleição no segundo turno. Com o afastamento de Collor em virtude de processo de impeachment, assumiu o cargo de presidente da República, em caráter provisório, em 2 de outubro de 1992, após a renúncia do presidente Collor.

Com o término do mandato presidencial, tornou-se embaixador do Brasil em Portugal (1995-1996) e na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (1996-1998). Em 1998, foi eleito governador de Minas Gerais na legenda do PMDB.

Período presidencial

Com o afastamento definitivo de Fernando Collor, Itamar Franco assumiu a presidência da República apoiado por um amplo leque partidário, num esforço claro para a manutenção de ordem democrática e a superação dos graves problemas econômicos. Em janeiro de 1993, Itamar reuniu-se com presidentes de 19 partidos, com intuito de estabelecer um pacto de governabilidade que permitisse enfrentar os problemas econômicos decorrentes da escalada inflacionária. Em março, foi aprovado pelo Senado o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) calculado em 0,25% do valor dos cheques emitidos até dezembro de 1994.

Em 21 de abril de 1993 foi realizado um plebiscito, conforme previa a Constituição de 1988, para escolher a forma e o sistema de governo no Brasil, tendo sido o regime republicano e o sistema presidencialista confirmados pela maioria dos eleitores.

Em maio, Itamar Franco nomeou o ministro das Relações Exteriores Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), para assumir o Ministério da Fazenda. De acordo com o novo ministro, o combate à inflação só poderia ser alcançado com a reforma do Estado, que incluiria a redução de gastos públicos e a intensificação do processo de privatizações. Em fins de julho, foi decretado o corte de três zeros na moeda, que passou a se chamar Cruzeiro Real.

Em dezembro foi lançado o Plano de Estabilização Econômica que visava, entre outras medidas, preparar a economia para a entrada em circulação de uma nova moeda, o Real, antecedida pela adoção da Unidade Real de Valor (URV) que passou a vigorar, a partir de 1º de março de 1994, como um indexador único da economia. Ainda em março foram diminuídas as alíquotas de importação de diversos produtos.

Em fevereiro de 1994, apesar das críticas da oposição, o Congresso aprovou o Fundo Social de Emergência (FSE), considerando como essencial para a implementação do programa econômico, uma vez que o governo poderia dispor com autonomia do montante arrecadado para o saneamento da Fazenda Pública Federal.

Em julho, o Real entrou em circulação, cotada acima da moeda norte-americana. O plano promoveu a queda da inflação, e no primeiro trimestre de 1994 a atividade econômica cresceu em proporções comparáveis apenas ao início da década de 1980, verificando-se um grande aumento de consumo, apesar da manutenção das altas taxas de juros.

O Programa de privatização executado durante o Governo Itamar Franco abrangeu a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Aço Minas Gerais (Açominas) e a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), além de subsidiárias da Petrobrás.

A estabilidade econômica alcançada com o Plano Real garantiu ao ministro Fernando Henrique Cardoso, candidato do PSDB à sucessão de Itamar Franco, uma posição confortável na disputa presidencial. Desincompatibilizado do cargo desde abril de 1994, Fernando Henrique elegeu-se no primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 3 de outubro de 1994, conquistando 54,3% dos votos válidos.

Fonte: www.portalbrasil.net

Governo Itamar Franco

Itamar Franco, vice-presidente eleito com Fernando Collor de Mello, assume a Presidência da República em caráter definitivo no dia 29 de dezembro de 1992, quando este renuncia antes de ter os direitos políticos cassados pelo Senado Federal.

Deixa o governo em 1º de janeiro de 1995, com um dos índices de popularidade mais altos da República.

Plebiscito

Em abril de 1993, cumprindo o previsto na Constituição, é realizado um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. Quase 30% dos votantes não comparecem ou anulam o voto. Dos que comparecem às urnas, 66% votam a favor da república e 10% da monarquia.

O presidencialismo recebe cerca de 55% dos votos e o parlamentarismo, 25%. Em razão desse resultado, é mantido o regime republicano e presidencialista.

Plano Real

No campo econômico, o governo enfrenta dificuldades com a falta de resultados no combate à inflação. Os ministros da Fazenda sucedem-se até que Fernando Henrique Cardoso é nomeado para o cargo. No final de 1993, ele anuncia várias medidas para estabilizar a moeda.

Em 1º de julho de 1994 é implantado o Plano Real, novo pacote econômico que, entre outras disposições, muda a moeda de cruzeiro real para real.

CPI do Orçamento

Entre 1993 e 1994, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Congresso Nacional investiga irregularidades na elaboração do Orçamento da União. A CPI prova o envolvimento de ministros, parlamentares e altos funcionários em um esquema de manipulação das verbas públicas, que eram desviadas para empreiteiras e apadrinhados políticos.

A autoridade do presidente, contudo, não é abalada pelo resultado das investigações. No final de seu mandato, Itamar Franco apóia a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, à Presidência da República.

Fonte: www.webvestibular.com.br

Governo Itamar Franco

1992 - 1994

Governo Itamar Franco
Governo Itamar Franco

Nascimento: Juiz de Fora - MG, em 28.06.1930
Profissão: Engenheiro
Período de Governo: 29.12.1992 a 01.01.1995 ( 02a03m29d)
Idade ao assumir: 62 anos
Tipo de eleição: direta sendo disputada em 2 turnos
Votos recebidos 1º turno: 20.611.030 (vinte milhões seiscentos e onze mil e trinta); 2º turno: 35.089.998 (trinta e cinco milhões oitenta e nove mil novecentos e noventa e oito)
Posse: em 29.12.1992 empossado formalmente, pelo Congresso Nacional em razão da vacância do cargo de Presidente da República, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Mauro Benevides
Afastamento: Várias vezes, por motivo de viagem, períodos em que assumiram os Presidentes da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal, e do Senado Federal, como substitutos legais do cargo

Fonte: wscom.digivox.com.br

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1992 - 1994

Governo Itamar Franco
Governo Itamar Franco

Itamar Augusto Cautiero Franco (nascido em 28 de junho de 1930) é um político brasileiro. Foi presidente do Brasil entre 2 de outubro de 1992 e 1 de janeiro de 1995.

Origem e formação

Itamar Franco nasceu a bordo de um navio de cabotagem, um Ita, no mar entre Salvador e o Rio de Janeiro. Sua família era de Juiz de Fora, onde ele cresceu e se formou Engenheiro Civil em 1955, graduado na Escola de Engenharia de Juiz de Fora.

Vida Pública antes da presidência

Itamar foi prefeito de Juiz de Fora de 1967 a 1971, voltando ao cargo em 1973 a 1974. Em 1974, ele renunciou ao cargo de prefeito para concorrer, com sucesso, ao Senado Federal como representante de Minas Gerais. Eleito senador, rapidamente, ele ganhou influência no MDB ), o partido de oposição ao regime militar que governou o Brasil de 1964 a 1985.

Foi reeleito ao senado federal em 1982. Foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais em 1986, como candidato do PL (Partido Liberal), por Newton Cardoso, do PMDB.

Em 1989, Itamar abandonou o PL, trocando-o pelo pequeno PRN (Partido da Reconstrução Nacional), para ser candidato a vice-presidente na chapa de Fernando Collor à presidência da república.

Itamar Franco tomou posse na vice-presidência da república em 15 de março de 1990.

Na presidência da república

Em 1992, Collor foi acusado de corrupção e sofreu um processo de impeachment pelo Congresso Nacional e se licencia do governo.

Itamar assume, interinamente a presidência em 02 de outubro de 1992, sendo formalmente aclamado Presidente em 27 de dezembro de 1992, quando Collor renunciou à presidência.

O Brasil estava no meio de uma grave crise econômica, tendo a inflação chegado a 1100% em 1992, e alcançado quase 6000% no ano seguinte. Itamar trocou de ministros da economia várias vezes, até que Fernando Henrique Cardoso assumisse o ministério da Fazenda.

FHC lançou o Plano Real, que estabilizou a economia e acabou com a crise hiperinflacionária. Fernando Henrique Cardoso passou a ser o candidato oficial à sucessão de Itamar, e foi eleito presidente em outubro de 1994, e que assumiu a presidência em 01 de janeiro de 2005.

Depois da presidência

Itamar foi o primeiro presidente da República desde Artur Bernardes a eleger seu sucessor. No entanto, se tornou um feroz crítico do governo Fernando Henrique Cardoso, e discordou do programa de privatização de empresas estatais.

Governador de Minas Gerais

Itamar Franco foi eleito governador de Minas Gerais em 1998, pelo PMDB.

Governou Minas Gerais de 1999 a 2003, e não conseguiu a indicação do PMDB para se candidatar a reeleição em 2002. o PMDB escolheu Newton Cardoso como candidato a governador em 2002.

Assim que tomou posse, decretou a moratória do estado de Minas Gerais. Esta atitude polêmica levou Itamar a ser acusado pelo Presidente do Banco Central Armínio Fraga de agir contra a estabilidade de regras necessária à atração de investimentos estrangeiros.

Insurgiu-se contra a privatização da geradora de energia elétrica Furnas, mobilizando a Polícia Militar de Minas Gerais para , dizem alguns, intervir em Furnas.

Itamar terminou seu mandato de Governador em 2003, e desde então passou a ser embaixador do Brasil na Itália, cargo que abandonou em 2005.

Itamar hoje

Em 2006, tentou se candidatar a Presidente da República pelo PMDB, competindo pela a indicação do partido com com Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro. Porém, no dia 22 de maio, anunciou sua desistência e sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal. Acabou perdendo a indicação do PMDB de Minas Gerais para o Senado para Newton Cardoso. Com isso, pode ter se aposentado da política.

Itamar anunciou, em 2006, o seu apoio à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República.

Itamar, desde 2002, apóia Aécio Neves, tanto quanto a suas candidaturas ao governo de Minas Gerais como também em relação à sua possível candidatura presidencial de Aécio Neves em 2010.

Fonte: pt.wikipedia.org

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