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Governo Juscelino Kubitschek

Governo Juscelino Kubitschek

Nascido em Diamantina - MG em 12/09/1902, Juscelino Kubitschek mudou-se em 1921 para Belo Horizonte, onde diplomou-se como médico em 1927. Em 1931, casou-se com D. Sarah Luiza Gomes de Lemos. Sua carreira política iniciou-se em 1934 quando foi escolhido como chefe do gabinete do recém-nomeado interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares. No mesmo ano foi eleito deputado federal. Porém, perdeu o mandato em 1937, com o advento do Estado Novo, voltando então a clinicar.

Nomeado prefeito de Belo Horizonte em 1940, também por Benedito Valadares, convocou Oscar Niemeyer, então arquiteto em início de carreira, para realizar várias de suas obras, inclusive a urbanização da Pampulha.

Ingressando no PSD, em 1945 foi novamente eleito deputado federal, exercendo o mandato de 1946 a 1950, ano em que foi eleito Governador de Minas Gerais. Iniciou o mandato em 31/01/51, norteando sua administração pelo binômio "Energia e Transporte".

Em 1955 foi eleito para a Presidência da República, cargo que exerceu de 31/01/56 a 31/01/61. Seu governo teve como base um ambicioso Plano de Metas (com o famoso slogan "50 anos em 5"), que incluía construção da nova capital.

Juscelino ambicionava disputar as eleições presidenciais de 1965, mas em junho de 64 teve seu mandato (havia sido eleito senador por Goiás) e seus direitos políticos cassados pelo regime militar.

A partir de então, JK percorreu por algum tempo cidades americanas e européias, em exílio voluntário. Voltou ao Brasil estabelecendo-se como empresário. Em 22/08/76 faleceu, vítima de um acidente automobilístico.

Governo Juscelino Kubitschek

"DESTE PLANALTO CENTRAL, DESTA SOLIDÃO QUE EM BREVE SE TRANSFORMARÁ EM CÉREBRO DAS ALTAS DECISÕES NACIONAIS, LANÇO OS OLHOS MAIS UMA VEZ SÔBRE O AMANHÃ DO MEU PAÍS E ANTEVEJO ESTA ALVORADA COM FÉ INQUEBRANTÁVEL E UMA CONFIANÇA SEM LIMITES NO SEU GRANDE DESTINO."

BRASÍLIA, 02 DE OUTUBRO DE 1956.

Fonte: www.sampa.art.br

Governo Juscelino Kubitschek

Presidente do Brasil - de 31/1/1956 a 31/1/1961

Juscelino Kubitschek
Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek de Oliveira
12/9/1902 - Diamantina, Minas Gerais
22/8/1976 - São Paulo

Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1902 em Diamantina, Minas Gerais. Filho de um caixeiro-viajante e de uma professora, formou-se como médico na cidade de Belo Horizonte, em 1927. Fez curso e estágio complementares em Paris e Berlim em 1930 e casou-se com Sara Lemos em 1931.

Começou a trabalhar como capitão-médico da Polícia Militar, quando fez amizade com o político e futuro governador Benedito Valadares. Nomeado interventor federal em Minas, em 1933, Valadares colocou o amigo como seu chefe de gabinete. A seguir, Kubitschek foi eleito deputado federal (1934-1937), nomeado prefeito de Belo Horizonte (1940-1945) e realizou obras de remodelação da capital.

Após uma gestão como deputado constituinte, em 1946, pelo PSD (Partido Social Democrático), foi eleito governador em Minas Gerais (1950 a 1954). Venceu a eleição para presidente da República com 36% dos votos, numa coligação PSD-PTB com o slogan "Cinqüenta Anos em Cinco".

Na presidência, construiu hidrelétricas, estradas, promoveu a industrialização e a modernização da economia. Um de seus principais feitos foi a construção da cidade de Brasília e instituição do Distrito Federal, que marcou a transferência da capital federal (até então no Rio de janeiro) em 21 de abril de 1960. Numa era pós-Vargas, seu governo foi marcado por mudanças sociais e culturais como os festivais de música e a moda da bossa-nova.

Quando terminou o mandato, JK, como era conhecido, foi eleito senador por Goiás em 1962, mas teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos em 1964, pelo regime militar.

Em 1966 tentou organizar uma frente pela redemocratização do país, junto com Carlos Lacerda e João Goulart mas não voltou mais ao poder. Se afastou da política e dedicou-se ao trabalho como empresário. Morreu em um desastre automobilístico na Via Dutra, em São Paulo, em 22 de agosto de 1976.

Fonte: educacao.uol.com.br

Governo Juscelino Kubitschek

1956-1961

Governo Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek de Oliveira, ou simplesmente JK (lê-se jota cá) (Diamantina, 12 de setembro de 1902 — Resende, 22 de agosto de 1976) foi um médico e político brasileiro . Presidente do Brasil entre 1956 e 1961, sendo o responsável pela construção de Brasília, a nova capital federal. Foi casado com Sarah Kubitschek, pai de Márcia Kubitschek e pai adotivo de Maria Estela Kubitschek.

Vida e carreira política

Seu pai, João César de Oliveira, era caixeiro-viajante, e sua mãe, Júlia Kubitschek, professora de origem checa. Juscelino Kubitschek gostava muito de futebol, e tinha simpatia pelo America Futebol Clube onde atuou como amador e sempre que podia acompanhava partidas do time. Estudou medicina em Belo Horizonte, formando-se em 1927. Fez curso e estágio complementar em Paris e Berlim em 1930 e casou-se com Sarah Lemos em 1931. Começou a trabalhar como capitão-médico da Polícia Militar, quando iniciou sua carreira política na década de 1930, ao ser nomeado Chefe de Gabinete do interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares (1934). Ocupou, a partir de então, os seguintes cargos, sempre ligado ao PSD:

Deputado Federal em 1934 e, num segundo mandato, em 1945

Prefeito de Belo Horizonte em 1940, nomeado pelo então Governador de Minas Gerais Benedito Valadares, deixou um rico acervo arquitetônico em grande parte assinado pelo famoso Oscar Niemeyer;

Governador de Minas Gerais em 1950;

Presidente da República de 1956 a 1961, cumprindo apenas um mandato. Sendo eleito com 36% dos votos numa coligação entre o PSD e o PTB

Senador por Goiás em 1962

Juscelino Kubitschek empolgou o país com seu reclame: "Cinquenta anos em cinco", conseguiu encetar um processo de rápida industrialização, tendo como carro chefe a indústria automobilística, houve forte crescimento econômico mas também um significativo aumento da dívida pública, interna e externa. Os anos de seu governo são lembrados como "Os Anos Dourados".

JK ambicionava concorrer novamente à Presidência da República em 1965, projeto abortado pelo golpe militar de 1964, o qual apoiou até perceber que seu desenrolar não lhe seria favorável. Acusado de corrupção, teve os direitos políticos cassados em 1964. Posteriormente, tentou articular a Frente Ampla de oposição ao regime militar juntamente com o ex-presidente João Goulart e o ex-governador Carlos Lacerda, ambos seus inimigos políticos, em 1967.

A partir de então passou a percorrer cidades dos Estados Unidos da América e da Europa, em um exílio voluntário. Faleceu em 1976, em um desastre automobilístico, em circunstâncias até hoje pouco claras, na Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade fluminense de Resende. Juscelino Kubitschek é, ainda hoje, um dos políticos mais admirados do cenário nacional, considerado um dos melhores presidentes que o país já teve, por suas realizações e pelo seu respeito às instituições democráticas.

Aspectos marcantes do seu mandato

Em seu mandato presidencial, Juscelino lançou o chamado Plano de Metas e construiu a cidade de Brasília na Região Centro-Oeste, num ambicioso plano de desenvolvimento e modernização do país, baseado na expansão industrial e na integração dos povos de todas as regiões com a capital no centro do território.

Economia

Os críticos de Juscelino Kubitschek frisam o fato de ele ter priorizado o transporte rodoviário em detrimento do ferroviário devido à indústria automobilística, o que teria causado prejuízos ou isolamento a certas cidades. A opção pelas rodovias é considerada por muitos danosa aos interesses do país, que seria melhor servido por uma rede ferroviária.

Outras críticas comuns são sobre a subordinação da economia ao capital internacional (segundo JK, "capital associado"), a emissão de papel-moeda ocasionando inflação (devido à ruptura com o FMI) e o endividamento.

Corrupção

JK também foi acusado diversas vezes de corrupção. As acusações vinham desde os tempos em que ele era senador, e se intensificaram no período em que ele foi presidente. As denúncias se multiplicaram por conta da construção de Brasília: havia sérios indícios de superfaturamento das obras e favorecimento de empreiteiros ligados ao grupo político de Juscelino, além do fato de apenas a PANAIR do Brasil fazer transporte de pessoas e materiais.

Na época, a imprensa chegou a dizer que JK teria a sétima maior fortuna do mundo, o que nunca foi provado. Durante a campanha de sucessão presidencial, as denúncias de corrupção contra JK foram amplamente exploradas pelo candidato Jânio Quadros, que prometia "varrer a corrupção" do governo JK.

Após ter sido exilado pelos militares, JK pretendeu voltar para a vida política. Para dissuadi-lo, os militares usaram os fantasmas das denúncias de corrupção, buscando desmoralizá-lo politicamente. Eles ameaçavam levar as investigações adiante caso Juscelino tentasse voltar à cena política. Apesar dos fortes indícios de corrupção e da pressão de alguns segmentos políticos e da opinião pública da época, JK nunca chegou a responder formalmente à Justiça pelas acusações de corrupção.

Juscelino Kubitschek nas capas das revistas Istoé e Época, publicadas em 2006. O interesse popular por JK foi reavivado por conta de minissérie sobre ele, veiculada na TV

Construção de Brasília

A construção de Brasília também motivou diversas críticas. A obra foi cercada de indícios de corrupção e superfaturamento, sua construção seguiu métodos considerados perdulários e pouco eficientes economicamente (foram vários os relatos de que o governo chegou a transportar água, cimento e tijolos por via aérea). Segundo os críticos, o sentimento de urgência da obra foi inflado artificialmente: segundo alguns, por que Juscelino queria fazer uso político da obra a qualquer custo; segundo outros, por que com tal urgência se multiplicavam as possibilidades de corrupção.

Muitos consideraram tal "urgência" na construção de Brasília como um grave desperdício num país com tantas demandas sociais e carência de recursos. O endividamento subsequente do país, por conta da construção, também foi duramente criticado.

Houve também quem criticasse a distância da nova capital federal dos grandes centros urbanos brasileiros, como o Rio de Janeiro (a antiga capital). Segundo estes, tal isolamento favoreceu uma alienação dos políticos com relação ao povo do país que eles governavam, além de isolá-los da pressão popular contra seus eventuais desmandos e privilégios.

Os partidários de Juscelino costumam responder estas críticas dizendo que Brasilia foi construída num sentido de integração nacional, numa região que então não tinha grande desenvolvimento.

Fonte: pt.wikipedia.org

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