Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Governo Prudente De Morais - Página 2  Voltar

Governo Prudente de Morais

1841-1902

Governo Prudente de Morais
Governo Prudente de Morais

Eleito senador constituinte pelo Estado de São Paulo, entre 1890 e 1891, exerceu a presidência do Senado no mesmo período em que Floriano Peixoto, como vice-presidente, assumiu a Presidência da República.

Primeiro presidente civil da República brasileira, eleito por sufrágio universal. Governou de 1894 a 1898, tendo sofrido forte oposição de florianistas (adeptos do governo militar do presidente anterior, marechal Floriano Peixoto) exaltados. No período em que esteve afastado do governo, por motivo de saúde, foi substituído pelo vice-presidente Manuel Vitorino, que trocou todo o ministério colocando florianistas no poder.

Ao reassumir a Presidência, Prudente decretou estado de sítio com o intuito de combater movimentos oposicionistas - tais como a Guerra de Canudos (1896-1897, de cunho notadamente monarquista) e a Revolta da Armada (1893, movimento de apoio aos governos militares de Deodoro e Floriano).

Fonte: www.senado.gov.br

Governo Prudente de Morais

Prudente José de Morais Barros (1841-1902). Paulista de Itu (SP), bacharel em Direito (1863), deputado provincial pelo Partido Liberal (1868), ingressou no Partido Republicano em 1876. Após a proclamação da República, integrou a junta governativa de São Paulo, sendo, em seguida, nomeado Governador daquele estado. Presidente do Congresso Constituinte, disputou com Deodoro da Fonseca a Presidência da República, em 1891.

Na presidência

O governo de Prudente de Morais (15/11/1894 - 15/11/1898) não foi um governo pacífico. A oposição dos florianistas, a reorganização do Partido Monarquista, as medidas antiinflacionárias do governo, a queda do preço do café no mercado internacional, além do movimento sertanejo de Canudos, tornaram frágil o governo do Pacificador, parecendo ameaçar a ordem republicana. Resistindo a tudo isso, Prudente de Morais conseguiu

Fonte: www.republicaonline.org.br

Governo Prudente de Morais

Formação e início da carreira

Governo Prudente de Morais
Prudente tornou-se o primeiro presidente a ser eleito diretamente e o primeiro presidente civil

Prudente José de Morais Barros nasceu em Itu, no dia 4 de outubro de 1841. Com menos de três anos perdeu o pai, um comerciante de animais, assassinado por um escravo. Graduou-se em direito na Faculdade de Direito de São Paulo em 1863 e, no mesmo ano, transferiu-se para Piracicaba, onde exerceu advocacia durante dois anos, até começar sua carreira de político.

No Império, pertenceu primeiro ao Partido Liberal, monarquista. Foi Eleito vereador em 1865, presidindo a Câmara Municipal. Em 1870, transferiu-se para o Partido Republicano Paulista (PRP), declarando-se republicano, tendência que representou na Assembléia Provincial. Foi deputado provincial em São Paulo e deputado à Assembléia Geral do Império, defendendo, além da forma republicana de governo, o abolicionismo.

Início da república

Proclamada a república, foi nomeado por Deodoro da Fonseca chefe da junta que governou São Paulo de 1889 a 1890. Elegeu-se em seguida senador, chegando a ser vice-presidente do Senado, e presidente da Assembléia Constituinte em 1890 e 1891.

Elaborada a Constituição, disputou com Deodoro da Fonseca a presidência da república. Após a derrota para Deodoro, eleito indiretamente com 129 votos contra 97, Prudente de Morais presidiu o Senado até o fim do mandato.

A Presidência

Na disputa pela sucessão de Floriano Peixoto - que chegara à presidência devido ao golpe de 23 de novembro de 1891 - candidatou-se pelo Partido Republicano Federal (PRF). Venceu as eleições presidenciais de 1894 e tomou posse no dia 15 de novembro daquele ano, tornando-se o primeiro presidente a ser eleito diretamente e o primeiro presidente civil. A sua eleição marcou a chegada ao poder da oligarquia cafeeira paulista em substituição aos setores militares.

O governo de Prudente de Morais foi marcado por turbulências políticas, na tentativa de pacificar dois lados antagônicos: os defensores do governo militar e os simpatizantes da monarquia. Uma das primeiras questões que o presidente teve que resolver foi a da Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, assinando a paz com os rebeldes.

Em 1896, enfrentou a questão diplomática envolvendo os ingleses, que acharam por bem tomar posse da Ilha da Trindade sem nenhum motivo. Depois de muitos contra tempos, finalmente a questão foi resolvida de forma favorável ao Brasil.

Outro grave problema que ocorreu em seu governo foi a Guerra de Canudos. No sertão baiano, surgiu uma revolta de caráter sócio-religioso que contagiava cada vez mais pessoas. Liderados por Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, os sertanejos protestavam contra os valores dos impostos e as péssimas condições que viviam. O Governo Federal organizou um grande exército e acabou com o movimento.

As divergências internas no PRF e a Guerra de Canudos desgastam o governo. Mesmo com a vitória das tropas do governo na guerra, os ânimos não se acalmaram. Em 5 de novembro de 1897, durante uma cerimônia militar, Prudente sofreu um atentado contra a sua vida; escapou ileso, mas o marechal Carlos Machado Bittencourt, Ministro da Guerra, foi ferido em seu lugar e faleceu.

As dificuldades econômicas provocadas, principalmente, pela política do encilhamento obrigaram o Governo a fazer novos empréstimos, aumentando grandemente a dívida externa.

Prudente de Morais deixou a presidência em 15 de novembro de 1898, quando passou o cargo a Campos Salles e retirou-se para Piracicaba, onde exerceria a advocacia por alguns anos. Faleceu devido a uma tuberculose em 13 de dezembro de 1902.

Fonte: www.itu.com.br

Governo Prudente de Morais

Advogado, nascido na cidade de Itu, estado de São Paulo, em 4 de outubro de 1841. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo (1863). Vereador e presidente da Câmara Municipal de Piracicaba (1865-1868). Deputado provincial em São Paulo pelo Partido Liberal - PL (1868-1869). Filiou-se ao Partido Republicano Paulista - PRP (1876). Deputado provincial pelo PRP (1878-1879/1881-1882). Deputado geral por São Paulo pelo Partido Republicano - PR (1885). Deputado na Assembléia Geral do Império, por São Paulo, pelo Partido Republicano (1885-1886). Deputado provincial (1888-1889). Após integrar a junta governativa de São Paulo, instituída com a proclamação da República, assumiu o governo daquele estado (1889-1890). Como senador por São Paulo exerceu a presidência da Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891) e a vice-presidência do Senado (1891). Disputou, nesse mesmo ano, a presidência da República com Deodoro da Fonseca, perdendo a eleição indireta por uma pequena margem de votos. Tornou-se presidente do Senado até 1894, em substituição a Floriano Peixoto, então titular desta casa, quando este assumiu a presidência da República. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1894. Chefia o Partido Republicano Dissidente de São Paulo (1901). Faleceu na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo, em 13 de dezembro de 1902.

Período presidencial

Como primeiro presidente civil da República, sua eleição marcou o término da presença de militares no governo do país, inaugurando a representação dos interesses das oligarquias agrícolas e paulistas, sobretudo as do café. Em plena crise econômica, em decorrência da política do "encilhamento", Prudente de Morais enfrentou intensa oposição política, liderada por militares florianistas e pelo grupo dos "jacobinos" que lutavam pela consolidação do poder republicano; pelo Partido Monarquista que buscava se reogarnizar; e por parcelas dos setores médios da população descontente com o governo de um presidente civil.

Prudente de Morais licenciou-se do cargo em novembro de 1896, por motivo de doença, agravando a crise política, que passou a ser enfrentada pelo vice-presidente Manuel Vitorino. Reassumiu a presidência na nova sede do governo, o Palácio do Catete, em 4 março de 1897.

No ano anterior, deu-se a eclosão do conflito em Canudos, no interior da Bahia, motivado pela questão do corte da madeira e liderado por Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antônio Conselheiro, que, pregando uma vida ascética, havia atraído ao seu redor uma comunidade de quase trinta mil sertanejos. A revolta foi vista como uma reação monárquica, apesar de seu caráter messiânico e regional. A derrota das tropas baianas levou o presidente do estado a solicitar o envio de tropas federais. O fracasso de duas expedições e as mortes de seus comandantes republicanos gerou uma onda de protestos e de violência na cidade do Rio de Janeiro. Os florianistas organizaram-se em milícias fardadas e assassinaram alguns monarquistas cariocas. Somente com a devastação do arraial de Canudos, ocorrida em agosto de 1897, por uma expedição militar federal composta por oito mil homens, e após o atentado sofrido por Prudente de Morais, cometido por um soldado vitorioso em Canudos, deu-se fim à crise político-institucional, com o restabelecimento da ordem republicana.

Fonte: www.an.arquivonacional.gov.br

Governo Prudente de Morais

Governo Prudente de Morais
Governo Prudente de Morais

Prudente José de Morais Barros
1841 - 1902

Presidente da república brasileira nascido nos arredores de Itu, SP, primeiro presidente civil do Brasil (1894-1898) e primeiro a ser eleito por sufrágio universal.

Com menos de três anos perdeu o pai, comerciante de animais, assassinado por um escravo.

Após o segundo casamento da mãe, passou a residir na cidade, onde concluiu o curso primário.

Graduou-se em direito em São Paulo, SP (1863) e transferiu-se para Piracicaba, SP, onde iniciou a carreira política.

Eleito vereador (1865) pelo Partido Liberal, presidiu a Câmara Municipal e (1876) declarou-se republicano, tendência que representou na Assembléia Provincial e depois na Assembléia Geral do império (1885).

Proclamada a república, foi um dos integrantes da junta de governo de São Paulo e governador (1889-1890).

Elegeu-se em seguida senador e presidiu a constituinte (1890-1891) e disputou numa eleição indireta, e perdeu, a presidência da república para Deodoro da Fonseca.

Depois presidiu o Senado até o fim do mandato e tornou-se sucessor de Floriano Peixoto, candidato pelo Partido Republicano Federal.

Assumiu (1894), durante a guerra civil que só findou no ano seguinte, e dedicou todos os seus esforços à pacificação das facções, que tinham em seus extremos os defensores do governo forte de Floriano e os partidários da monarquia.

Enfrentou a ocupação da ilha da Trindade pelo Reino Unido e a revolta da Escola Militar (1896) fechando a escola e o clube militar.

Combateu na Bahia os amotinados de Antônio Conselheiro, mas obrigado a submeter-se a uma cirurgia, passou o cargo ao vice-presidente, Manuel Vitorino Pereira.

Na volta ao governo nomeou ministro da Guerra o general Carlos Machado Bittencourt, que derrotou os fanáticos, mas morreu em um atentado, em Salvador.

Obtida a paz interna, o que lhe deu grande popularidade ao fim do mandato, negociou com os banqueiros ingleses a consolidação da dívida externa, operação financeira que ficou conhecida como funding loan, com seus ministros da Fazenda, Rodrigues Alves e Bernardino de Campos, base da política executada por Joaquim Murtinho no governo de Manuel Ferraz do Campos Sales.

Após deixar a presidência, retirou-se para Piracicaba, onde morreu.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Governo Prudente de Morais

Governo Prudente de Morais
Político paulista (1841-1902).
É o primeiro presidente civil brasileiro eleito pelo voto popular (1894 e 1898).

Prudente José de Morais Barros (4/10/1841-3/12/1902) nasce em Itu, filho de um negociante de animais. Perde o pai com pouco mais de 2 anos, assassinado por um escravo. Ainda na infância, muda-se com a família para a cidade de Constituição, atual Piracicaba. Em 1863 forma-se em direito, na capital paulista, e volta em seguida para Piracicaba, onde começa a carreira política. É eleito vereador em 1865 e preside a Câmara Municipal. Em 1868 elege-se deputado provincial pelo Partido Liberal. Adere ao Partido Republicano Paulista (PRP) em 1876. É três vezes deputado da agremiação na Assembléia Provincial e uma vez na Assembléia-Geral do Império (1885-1886). Vota a favor da libertação dos escravos com mais de 65 anos, nesse último ano, afirmando sua convicção abolicionista. Com a proclamação da República, em 1889, é nomeado governador da província de São Paulo até 1890. Ganha a eleição para o Senado nesse mesmo ano e disputa a Presidência da República como candidato civil contra a candidatura militar de Deodoro da Fonseca, mas é derrotado. Elege-se por voto direto para a sucessão de Floriano Peixoto. No governo, enfrenta a ocupação da Ilha de Trindade pelos ingleses, pacifica o Rio Grande do Sul, conflagrado pela Revolta Federalista, e vence os rebeldes de Canudos, seguidores de Antonio Conselheiro, conflito que abala o país, em 1897. No final do mandato, gozando de grande popularidade, retira-se para Piracicaba, onde vive até a morte.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril. Quem é quem na história do Brasil. São Paulo, Abril Multimídia, 2000. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

voltar 12avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal