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Governo Tancredo Neves

Tancredo Neves
Tancredo Neves

Tancredo de Almeida Neves nasceu no dia 4 de março de 1910 em São Jõao Del Rei, Minas Gerais. Filho de Francisco de Paula Neves e Antonina de Almeida Neves, era o sexto de treze filhos. Cursou Direito na Universidade de Minas Gerais enquanto trabalhava como redator, repórter e revisor do Estado de Minas. Deu seus primeiros passos na política em 1933, filiando-se ao Partido Progressista. No ano sequinte já era vereador pelo distrito de Rio de Mortes, sendo eleito Presidente da Câmara. Casou-se com Risoleta Guimarães Tolentino no dia 25 de maio de 1938, aos 28 anos.

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A decretação do Estado Novo getulista em 1937, interrompe sua carreira política. Tancredo passa a atuar como advogado no Oeste mineiro e, só em 1945, com a queda do Estado Novo, volta à política partidária. No ano seguinte, em São João del Rei, prepara-se para a Assembléia Estadual Constituinte e se elege pelo PSD. É eleito deputado federal em 1950. Com a reforma ministerial do segundo governo getulista, em 1953, Juscelino Kubitschek consegue o Ministério da Justiça para Tancredo. De volta à Câmara, conclui seu mandato a ajuda JK no seu rumo à Presidência.

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Pelas mãos de JK, Tancredo é levado para a Carteira de Amortização do Banco do Brasil e depois para a Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. Tancredo retorna a Belo Horizonte como Secretário da Fazenda e consegue a legenda para disputar o governo estadual. Ele perde a espera as eleições de 1962. Jânio Quadros renuncia e quando seu vice, João Goulart, retorna ao país, quinze dias depois, já encontra Tancredo no aeroporto com a fórmula parlamentista que julga ser capaz de controlar a situação. Jango o escolhe como Primeiro-Ministro, mas todo o gabinete renuncia em 1962. Durante a revolução de 64, Tancredo está novamente como Deputado Federal, então pelo MDB. Funda o PP, mas acaba voltando para o maior partido da oposição, agira chamado PMDB. Participa de todas as manobras oposicionistas e cresce nas eleições de 1976, 1978 e 1982, quando alcança o governo de Minas.

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"Não me arriscaria a deixar o governo de Minas Gerais e enfrentar uma candidatura à Presidência da República se o Ulysses não me apoiasse". Tancredo aceitou o desafio e, com o apoio do amigo de mais de três décadas, teve uma vitória mais tranquila do que se poderia esperar. "Esta foi a última eleição indireta do país", disse perante o Congresso Nacional, logo após sua vitória no Colégio Eleitoral sobre o deputado Paulo Maluf.

Tancredo Neves

No dia 15 de janeiro de 1985, Tancredo é eleito Presidente. Durante os dois meses seguintes, ele percorreria o mundo como Chefe de Estado. A posse estava marcada para o dia 15 de março. No dia anterior, faz sua última aparição pública em uma missa no Santuário Dom Bosco. Às 22h20, é levado ao Hospital de Base de Brasília. Durante 38 dias, todo o país só tinha uma preocupação: a saúde do presidente. Às 22h20 do dia 21 de abril de 1985, dia de Tiradentes, o jornalista Antônio Brito, Secretário de Imprensa da Presidência, anuncia: "Lamento informar que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tancredo de Almeida Neves, faleceu esta noite, no Instituto do Coração, às 22h23min".

Fonte: www.geocities.com

Governo Tancredo Neves

Tancredo Neves
Político mineiro (1910-1985). Sua eleição para a Presidência da República pelo colégio eleitoral, em 1985, marca o fim do regime militar de 1964.

Tancredo de Almeida Neves (4/3/1910-21/4/1985) nasce em São João del Rei, forma-se pela Faculdade de Direito de Minas Gerais (1932) e inicia a carreira política como vereador em sua cidade natal, em 1933.

Elege-se deputado estadual em 1945 e federal em 1950.

Nomeado ministro da Justiça do governo Getúlio Vargas, em 1953, renunciou ao cargo no dia da morte do presidente.

No governo Juscelino Kubitschek, atua como presidente do Banco do Brasil e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE).

Com a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, é nomeado e torna-se primeiro-ministro no regime parlamentarista de 8/9/1961 a 12/7/1962.

Em outubro desse ano, elege-se deputado federal.

Após o golpe militar de 1964, filia-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e elege-se para a Câmara em 1966, 1970, 1974 e para o Senado em 1978.

Com o fim do bipartidarismo, torna-se um dos fundadores do Partido Popular (PP), partido que depois se fundirá ao PMDB.

Em 1982, elege-se governador de Minas Gerais pelo PMDB.

Sua candidatura a presidente surge como alternativa quando a emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento das eleições diretas para a Presidência, é derrotada em 25/4/1984.

Elege-se em 1985, mas em 14/3/1985, véspera da posse, é internado no Hospital de Base de Brasília com dores no abdome.

Dias depois é transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo.

Após ser submetido a sete cirurgias, morre no dia 21 de abril, de infecção generalizada.

Em seu lugar assume a Presidência da República o vice José Sarney.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril.
Quem é quem na história do Brasil.
São Paulo, Abril Multimídia, 2000.

Fonte: www.meusestudos.com

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