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Ciclo Menstrual

 

 

Períodos e fertilidade no ciclo menstrual

A duração do ciclo menstrual varia de mulher para mulher, mas a média é ter períodos a cada 28 dias. Ciclos regulares que são superiores ou inferiores a este, passando de 24 a 35 dias, são normais.

"O ciclo menstrual é o tempo desde o primeiro dia do período de uma mulher para o dia antes de seu próximo período", diz Toni Belfield, especialista em informações sobre saúde sexual.

"As meninas podem iniciar seus períodos em qualquer lugar a partir de 10 anos de idade para cima, mas a média é de cerca de 12 anos", diz Belfield. "A idade média para a menopausa (quando os períodos de parar) neste país é de 50-55".

Entre as idades de 12 e 52, a mulher terá cerca de 480 períodos, ou menos se ela tem alguma gestações.

O que acontece durante o ciclo menstrual?

Para entender o ciclo menstrual, que ajuda a saber sobre os órgãos reprodutivos dentro do corpo de uma mulher.

Estes são os seguintes:

Dois ovários (onde os ovos são armazenados, desenvolvidos e são liberados)
Do útero (útero), onde uma óvulo fertilizado se implanta, e uma gravidez inicia
Nas trompas de falópio, dois tubos finos que ligam os ovários ao útero
Colo do útero, a parte inferior do útero, que liga ao canal do órgão sexual feminino
No canal do órgão sexual feminino, um tubo de ligação de músculo do colo do útero para o lado de fora do corpo

O ciclo menstrual é controlado por hormônios. Em cada ciclo, o aumento dos níveis de estrogênio fazer com que o ovário para desenvolver um ovo e liberá-lo (ovulação). O revestimento do útero também começa a engrossar.

Após a ovulação, a progesterona, um hormônio ajuda o revestimento do útero crescer mais grosso, pronto para a gravidez.

O ovo viaja para baixo as trompas de falópio. Se a gravidez não ocorrer, o ovo é absorvido pelo corpo. Os níveis de estrogênio e progesterona caem, eo revestimento do útero sai e deixa o corpo como um ponto (o fluxo menstrual).

O tempo desde o lançamento do ovo para o início de um período é de cerca de 10-16 dias.

Períodos

Um período é constituído por sangue e da parede do útero. O primeiro dia do período de uma mulher é um dia do ciclo menstrual.

"Períodos duram cerca de três a sete dias, e as mulheres perdem cerca de 3-5 colheres de sopa de sangue em um período", diz Belfield. Algumas mulheres sangram mais fortemente do que isso, mas a ajuda está disponível se períodos pesados são um problema.

Ovulação

A ovulação é a liberação de um óvulo dos ovários. A mulher nasce com todos os seus ovos. Uma vez que ela começa seus períodos, um ovo (ocasionalmente dois) se desenvolve e é liberado durante cada ciclo menstrual.

Após a ovulação, o óvulo vive por 24 horas. "Se você liberar mais de um óvulo em um mês, você vai produzir esse segundo ovo no prazo de 24 horas após a primeira", diz Belfield.

Gravidez acontece se encontram e esperma de um homem fertilizar o óvulo. Os espermatozóides podem sobreviver nas trompas de falópio para até sete dias após o sexo.

Uma mulher não pode engravidar se a ovulação não ocorre. Alguns métodos hormonais de contracepção, como a pílula combinada , o adesivo contraceptivo ea injeção anticoncepcional trabalho, interrompendo a ovulação.

Quando é o período fértil?

"Teoricamente, há apenas um curto período de tempo em que as mulheres podem engravidar, e esse é o momento em torno da ovulação", diz Belfield.

É difícil apontar exatamente quando a ovulação acontece a menos que você está praticando percepção da fertilidade. Na maioria das mulheres, a ovulação acontece em torno de 10-16 dias antes do próximo período.

Consciência da fertilidade pode ser usado para planejar ou evitar a gravidez, mas tem que ser ensinado por um instrutor treinado consciência da fertilidade.

Trata-se de monitoramento secreções do canal do órgão sexual feminino, tendo sua temperatura todos os dias, e manter um calendário de seu ciclo para ajudar a identificar quando a ovulação é provável que estar acontecendo.

"Não é preciso dizer que as mulheres são férteis no dia 14 do ciclo menstrual", diz Belfield. Isso pode ser verdade para as mulheres que têm um ciclo regular de 28 dias, mas não se aplica a mulheres cujos ciclos são mais curtos ou mais.

Fonte: www.nhs.uk

Ciclo Menstrual

Entenda como começar a controlar seu ciclo menstrual e que a fazer sobre irregularidades.

Você sabe quando seu último período menstrual começou ou quanto tempo durou? Se não, talvez seja hora de começar a prestar atenção.

Seguir seus ciclos menstruais podem ajudar você a entender o que é normal para você, a ovulação tempo e identificar mudanças importantes - como a ausência de menstruação ou sangramento menstrual imprevisível. Enquanto irregularidades do ciclo menstrual geralmente não são graves, às vezes eles podem sinalizar problemas de saúde.

O que é o ciclo menstrual?

O ciclo menstrual é a série mensal de mudanças do corpo da mulher passa por, em preparação para a possibilidade de gravidez. A cada mês, um dos ovários libera um óvulo - um processo chamado de ovulação. Ao mesmo tempo, as alterações hormonais preparar o útero para uma gravidez. Se a ovulação ocorre eo óvulo não for fertilizado, o revestimento do útero verte através do canal do órgão sexual feminino. Este é um período menstrual.

O que é normal?

O ciclo menstrual, que é contado a partir do primeiro dia de um período para o primeiro dia a seguir, não é o mesmo para todas as mulheres. O fluxo menstrual pode ocorrer a cada 21 a 35 dias e últimos dois a sete dias. Nos primeiros anos após a menstruação começa, ciclos longos são comuns. No entanto, os ciclos menstruais tendem a diminuir e tornar-se mais regular com a idade.

Seu ciclo menstrual pode ser regular - aproximadamente o mesmo comprimento cada mês - ou um pouco irregular, e seu período pode ser leve ou pesado, doloroso ou, longa ou curta, e ainda ser considerado normal, livre de dor. Dentro de uma ampla gama "normal" é o que é normal para você.

Tenha em mente que o uso de certos tipos de contracepção, como a pílula de ciclo prolongado, vai alterar seu ciclo menstrual. Converse com seu médico sobre o que esperar.

Como posso controlar o meu ciclo menstrual?

Para descobrir o que é normal para você, começar a manter um registro de seu ciclo menstrual em um calendário ou com a ajuda de um aplicativo de smartphone. Comece seguindo sua data de início de cada mês durante vários meses seguidos para identificar a regularidade dos seus períodos.

Se você está preocupado com os seus períodos, em seguida, também anote o seguinte a cada mês:

A data de término. Quanto tempo dura o seu período geralmente duram? É mais ou menos longo do que o habitual?
Fluxo. Grave o peso do seu fluxo. Será que ela parece mais leve ou mais pesado do que o habitual? Quantas vezes você precisa de um novo proteção sanitária?
Sangramento anormal. Você sangramento entre os períodos?
Dor. Descrever qualquer dor associada com o período. A dor se sentir pior do que o habitual?
Outras mudanças. Você já experimentou todas as alterações de humor ou comportamento? Será que nada de novo acontecer na época da mudança em seus períodos?

O que causa a irregularidades do ciclo menstrual?

Irregularidades do ciclo menstrual pode ter muitas causas diferentes, incluindo:

Gravidez ou amamentação. Um período atrasado ou perdido pode ser um sinal precoce de gravidez. A amamentação normalmente atrasa o retorno da menstruação após a gravidez.
Transtornos alimentares, perda extrema de peso ou excesso de exercício. Distúrbios alimentares - como anorexia nervosa - perda de peso extrema e aumento da atividade física pode interromper a menstruação.
Síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esse distúrbio hormonal comum pode causar pequenos cistos para desenvolver nos ovários e períodos irregulares.
A falência ovariana prematura falência ovariana prematura refere-se à perda da função ovariana normal antes dos 40 anos As mulheres que têm insuficiência prematura do ovário -.. Também conhecida como insuficiência ovariana primária - pode ter períodos irregulares ou pouco frequentes durante anos.
Doença inflamatória pélvica (PID). Esta infecção dos órgãos reprodutores pode causar hemorragia menstrual irregular.
Miomas uterinos. Miomas uterinos são tumores não cancerosos do útero. Eles podem causar períodos menstruais pesados ??e sangramento entre os períodos.

O que posso fazer para prevenir irregularidades menstruais?

Para algumas mulheres, o uso de pílulas anticoncepcionais podem ajudar a regular os ciclos menstruais. No entanto, algumas irregularidades menstruais não pode ser evitado.

Exames pélvicos regulares podem ajudar a garantir que os problemas que afetam os órgãos reprodutivos são diagnosticados o mais rápido possível.

Além disso, consulte o seu médico se:

Seus períodos de repente parar por mais de 90 dias - e você não está grávida
Seus períodos de tornar-se errático, depois de ter sido regular
Você sangra por mais de sete dias
Você sangra mais fortemente do que o habitual ou mergulhar por mais de uma almofada ou tampon cada hora ou duas
Seus períodos são menos de 21 dias ou mais de 35 dias de intervalo
Você sangra entre os períodos
Você desenvolve dor severa durante o período
De repente você recebe uma febre e sentir-se doente depois de usar absorventes internos

Lembre-se, seguindo seu ciclo menstrual pode ajudá-lo a descobrir o que é normal para você eo que não é. Se você tiver dúvidas ou preocupações sobre o seu ciclo menstrual, fale com o seu prestador de cuidados de saúde.

Fonte: www.mayoclinic.org

Ciclo Menstrual

O ciclo menstrual é o período entre uma menstruação e outra, ou seja, começa no primeiro dia da menstruação e termina um dia antes de a próxima menstruação ocorrer. Assim, se contarmos os dias entre uma menstruação e outra, saberemos qual foi o período do ciclo menstrual.

Os ciclos regulares são os que têm a mesma duração semelhante, ou seja, de 22/22 dias ou de 38/38 dias. Essa diferença nos períodos não representa anormalidade.

A primeira menstruação é chamada de menarca. A partir de então, pode levar alguns meses ou até dois anos para que os ciclos sejam regulares em adolescentes, pois o ovário, quando inicia suas funções, o faz de maneira incompleta, podendo precisar de sua total integridade.

Por isso, não se deve tratar ciclos irregulares em adolescentes que menstruaram pela primeira vez. Da mesma forma, ciclos curtos, frequentes ou longos, só devem ser tratados quando se estender em além de 38 dias ou durarem menos de 22 dias. A duração do fluxo da menstruação é variável, podendo ir de 2 até 6 dias. Fluxos superiores a estes dias merecem investigação, lembrando que distúrbios hormonais, presença de DIU, miomas uterinos, entre outros detalhes, determinar fluxos prolongados.

A menstruação pode ser acompanhada de uma série muito diversificada de sintomas, como dores nas mamas com aumento de volume, acne,cólicas, também chamadas de dismenorreias, que podem ser pré-menstruais ou menstruais. Tudo isso é normal.

No período menstrual,a mulherperde cerca de 150 mLde sangue, aproximadamente 3 a 4 absorventes por dia, o que não compromete o estado de saúde da mulher.

É recomendável adotar uma dieta com pouco sal, começando um pouco antes e indo até alguns dias depois do período menstrual. Isso é justificável devido à grande probabilidade de retenção de líquidos, o que pode causar aumento das mamas e do abdômen. Algumas mulheres relatam o aparecimento de uma pele que acompanha o fluxo.A menstruação é a descamação do epitélio interno do útero, ou seja, o endométrio que se descama, e com isto o sangramento às vezes traz esses fragmentos de tecidos.

Muitas mulheres sofrem com sintomas doloridos e desagradáveis durante o período menstrual, como, por exemplo, a dismenorreia (cólica menstrual) e a TPM (tensão pré-menstrual).

A dismenorreia ocorre pela contração uterina, que resulta em espasmos. Acredita-se que estes são estimulados por um hormônio chamado prostaglandina (produzido na metade do ciclo). Como terapêutica, são usados contraceptivos orais e outros tipos de medicamentos capazes de reduzir a produção deste hormônio.

A TPM é um outro sintoma menstrual que também causa sofrimento em grande parte das mulheres. Seus sintomas mais conhecidos são algumas alterações comportamentais, como aumento da irritabilidade, ansiedade, tensão, fadiga, depressão, excitação, tristeza, alteração do apetite, etc. Além dos sintomas comportamentais, a TPM também pode causar sintomas físicos como retenção de líquido, dores musculares, dores de cabeça, maior sensibilidade mamária, etc.

Você sabia? A ausência do período menstrual é conhecida como amenorreia.

Controle Hormonal do ciclo menstrual

Menstruação: é a eliminação de células da mucosa uterina (endométrio) e de sangue(através do rompimento de vasos sanguíneos) pela Orgão Genital Feminino.

Esse fenômeno ocorre, em média, a cada 28 dias, durante a vida fértil da mulher. O intervalo entre uma menstruação e outra chama-se ciclo menstrual.

MENSTRUAÇÃO

Ela se inicia na puberdade, mais comumente entre a faixa etária dos 10 aos 14 anos. A primeira menstruação é chamada de menarca, a partir deste momento, o corpo feminino já se torna capaz de gerar outra vida

Duração da menstruação: 3 a 7 dias.

A menstruação é controlada pelo hipotálamo (parte do cérebro que controla o sistema nervoso) e pela glândula pituitária ou hipófise, responsável pela produção de hormônios importantes como o estrogênio (que estimula a formação do endométrio) e progesterona (que estimula a manutenção do endométrio, mantendo a gravidez).

SINTOMAS DESAGRADÁVEIS QUE PODEM OCORRER DURANTE A MENSTRUAÇÃO

Dismenorréia e TPM Muitas mulheres sofrem com sintomas doloridos e desagradáveis durante o período menstrual, como por exemplo, a dismenorréia (cólica menstrual) e a TPM (tensão pré-menstrual).

A dismenorréia ocorre pela contração uterina que resulta em espasmos. Acredita-se que estes são estimulados por um hormônio chamado prostaglandina (produzido na metade do ciclo). Como terapêutica, são usados contraceptivos orais e outros tipos de medicamentos capazes de reduzir a produção deste hormônio

A TPM é um outro sintoma menstrual que também causa sofrimento em grande parte das mulheres. Seus sintomas mais conhecidos são algumas alterações comportamentais como aumento da irritabilidade, ansiedade, tensão, fadiga, depressão, excitação, tristeza, alteração do apetite, etc. Além dos sintomas comportamentais, a TPM também pode causar sintomas físicos como retenção de líquido, dores musculares, dores de cabeça, maior sensibilidade mamária, etc.

Fonte: www.maissaudepublica.com.br

Ciclo Menstrual

Fisiologia do Ciclo Menstrual Normal

Sistema hormonal feminino:

1- Hormônios de liberação hipotalâmica = GnRH (hormônio de liberação das gonadotropinas). Tem ação pulsátil, isso que faz com que o ciclo ocorra. A modificação do seu pulso e amplitude é que determina o feedback negativo do ciclo.
2 -
Hormônios sexuais da Hipófise Anterior = FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante).
3 -
Hormônios ovarianos = Estrogênio e Progesterona.

Estrogênios:

B-estradiol
Estrona
Estriol

Progestinas:

Progesterona
17-alfa-hidroxiprogesterona
Síntese: derivada do colesterol (LDL);
Os androgênios da fase folicular são transformadas em estrogênios pela granulosa;
Transporte: ligação frouxa com albulmina;
Destino: fígado que converte em estradiol, estriol e estrona e são excretados pela bile e urina;
Na diminuição da função hepática há o acúmulo de estrogênios.
Progesterona é inativada no fígado

ESTROGÊNIO:

Dá características a mulher adulta. O epitélio Orgão Genital Feminino vai de cubóide a estratificado, faz a proliferação do endométrio.
Nas tubas faz a proliferação glandular, epitélio e atividade ciliar.
No útero na fase folicular: aumenta a espessura do endométrio, aumenta a tortuosidade glandular, aumenta o número de glândulas, aumenta a pseudoestratificação do endotélio, aumento da hipercromia nuclear (DNA).
Nas mamas desenvolve o estroma mamário, sistema de ductos, deposição de gordura e crescimento da mama.
No esqueleto aumenta a atividade osteoblástica, une as epífises com diáfises.
Na menopausa: atividade osteoclástica – osteoporose
No geral: aumenta proteína corporal total, crescimento de pêlos pubianos e axilares, estimula androgênios da supra-renal. A pele fica mais macia e lisa, aumenta a vascularização e temperatura. Retém água e sódio pelos túbulos renais.

PROGESTERONA:

Promove alterações secretoras no endométrio, diminui contrações uterinas. Aumenta a secreção do revestimento das tubas, dá nutrição ao ovo. Desenvolve lóbulos e alvéolos, aumenta o volume das mamas.
No útero na fase lútea (só age sob a ação prévia do estrogênio):
estimula a presença de vacúolos ricos em glicogênio, faz o edema do estroma (21-23d), prepara o estroma

FASES DO CICLO NORMAL:

1- Folicular: Dura em torno de 14 dias, mas pode variar.

No inicio do ciclo mensal não há nenhum folículo maduro ou corpo lúteo. As quantidades de estrogênio e progesterona no sangue são mínimas. Por isso, o hipotálamo não recebe sinal inibitório para bloquear o GnRH. Então, o GnRH é secretado e estimula a secreç!ao de FSH e LH pela hipófise.

O FSH estimula o desenvolvimento de 12 a 14 folículos ovarianos primários. Esses folículos são circundados por células granulosas que secretam liquido que depois se expande e forma um antro que circunda o ovócito, ou seja, se tornou um folículo antral. O liquido é rico em estrogênio (elevação dos níveis no sangue).

Antes, os folículos estão em fase pré-antral que é hormônio independente

O LH, FSH e estrogênio (secretados nos folículos) continuam se desenvolvendo. A granulosa cresce e começa a crescer a teca também. Agora o folículo se chama folículo vesicular.

Depois de 7 dias do inicio do ciclo, um folículo começa a crescer mais que os outros provavelmente por ter mais receptores de estrogênio que os outros. Os restantes involuem e sofrem atresia. O folículo dominante continua a crescer.

O estrogênio promove o desenvolvimento de receptores adicionais de FSH e LH estabelecendo um feedback positivo para o rápido desenvolvimento do folículo

Devido o crescente aumento de estrogênio o hipotálamo recebe um sinal inibitório para deprimir a secreção de GnRH. Por conseqüência, a secreção de FSH e LH é suprimida; essa redução impede que outros folículos se formem.

A ovulação: É uma reação “inflamatória”.

Por volta do 12

O - 14 dia a hipófise libera um surto de LH (por razões desconhecidas). A secreção aumenta de 6-10vezes.

Por causa desse surto, a teca ajuda a produzir progesgerona, pela primeira vez, através da enzima aromatase. A teca apenas produz androgênios. Isso ocorre 12h antes da ovulação > aumenta o estrogênio > aumenta o LH. O pico da progesterona ocorre no 8 o dia apos a ovulação.

O pico de estrogênio ocorre 3 dias antes da ovulação e faz feedback negativo para o LH

A ovulação ocorre em media 14 dias após o início do ciclo e 36 após o pico de LH.

O melhor preditor para saber o tempo de ovulação é o LH.

2- Fase Lútea: Sempre dura 14 dias!

A elevada taxa de LH antes da ovulação transforma a teca e a granulosa em células luteinicas, que aumentam após a ovulação e se tornam amareladas = corpo lúteo (é quem sustenta o embrião até a 8 a -9 a semana, pois ainda não tem placenta). As células da granulosa e da teca ficam produzindo grandes quantidades de progesterona e menores de estrogênio.

Durante 14 dias o corpo lúteo produz estrogênio e progesterona sob a ação de LH, que vai declinando com o decorrer dos dias. Quando o LH estiver em nível mínimas, devido à inibição por feedback do hipotálamo pelo estrogênio e pela progesterona, o corpo lúteo começa a degenerar e para de secretar hormônios.

-+- 2 dias depois da inatividade do CL, começa a menstruação.

CARACTERÍSTICAS DO CICLO NORMAL:

Dura de 24 a 35 dias
Volume de sangue da menstruação: abaixo de 80ml
Até 7 anos de menstruação há uma variação maior do ciclo, depois diminui.

FEEDBACKS:

O estrogênio em pequenas quantidades inibe a secreção de FSH e LH por efeito direto sobre a hipófise, apesar de também inibir o GnRH no hipotálamo.

A progesterona atua de modo sinérgico com o estrogênio, porém tem fraco efeito inibitório.

Aumentando o estrogênio, diminui os hormônios hipofisários. Porém, 36h antes da ovulação, por razões ainda não bem esclarecidas, tem o pico de LH qd os níveis de estrogênio estão elevados. Esse surto é que gera a ovulação e transforma a granulosa e teca em células lúteas.

Depois da ovulação, com a secreção do estrogênio e progesterona pelo CL, novamente esses hormônios exercem efeitos inibitórios sob os hormônios da hipófise.

A inibina (hormônio) também é secretada pelo CL. Inibe FSH e, em menor quantidade, LH.

Quando o LH cai para valores mínimos, devido a inibição dos hormônios do CL, o CL involui e a secreção de estrogênio e progesterona cai a 0. Sem a inibição destes, começa um novo ciclo.

ÚTERO: Tem papel secundário no ciclo, embora sendo fundamental na concepção. Tem os receptores hormonais!

Camadas do endométrio: Compacta (25%) / Esponjosa (75%) – mais responde ao estrogênio e progesterona = FUNCIONAL e a Basal, que é a que não descama na menstruação.

O endométrio aumenta na fase folicular, por ação do estrogênio.

MENSTRUAÇÃO: É o sangue dos capilares + camada funcional do endométrio. Não tem coágulos, pois o sangue menstrual não contem fibrinogênio e possui propriedades fibrinolíticas (fibrinolisina). O coágulo que se vê muitas vezes é um aglomerado de hemáceas e substâncias mucóides e NÃO contem fibrina.

DOSAGEM DE HORMÔNIOS:

FSH / LH / Estradiol (estrogênio) = pedir dosagem no INÍCIO do ciclo (1 o dia de menstruação até o dia 7) > quanto mais perto do primeiro dia, melhor. Se não menstruar, após 60 dias de atraso.

Progesterona: Sempre dosar na 2 a fase do ciclo. Lembrar que no 8 o dia depois da ovulação é o pico, então pedir por volta do dia 22 depois do 1 o dia de menstruação.

Fonte: www.clinicageral.med.br

Ciclo Menstrual

MUDANÇAS DO HUMOR AO LONGO DO CICLO MENSTRUAL

Síndrome que aflige milhões de mulheres em todo o mundo, é responsável por grandes sofrimentos e por possíveis e sérias conseqüências pessoais, familiares e até mesmo sociais. Erradamente tida como “coisas daqueles dias”, pode ser tratada e evitada, além de participar do quadro clínico de diversas doenças.

Admite-se que ela envolve sintomas que começam por volta da metade do ciclo menstrual, representado por sintomas depressivos e disfóricos, irritabilidade, fome excessiva, busca por carboidratos, letargia e distúrbios do sono, que normalmente desaparecem, como num passe de mágica, com o estabelecimento da menstruação. Já tivemos oportunidade de observar alterações muito intensas de humor, acompanhadas por profunda depressão, grande irritabilidade e agressividade, o que envolve até mesmo riscos para o funcionamento social normal das mulheres afetadas por esta importante síndrome.

Um caso, em especial, envolveu tentativas de agressão com arma branca (faca) contra um ágil marido que escapou por várias vezes por ser atleta de excepcional qualidade: sabia correr muito bem (...).

Trata-se de um distúrbio com claras características psiconeuroendócrinas, pois envolve manifestações psiquiátricas e neuroendó- crinas. Em nossa experiência, a investigação de um possível hipotireoidismo (mesmo a disfunção mínima da tireóide que é identificável somente através de sofisticados testes tireoidianos) deve ser feita obrigatoriamente em mulheres portadoras de TPM através de dosagens hormonais apropriadas. Freqüentemente, a síndrome ou desaparece ou apresenta intensa melhora com o tratamento do distúrbio tireoidiano, que é feito de maneira simples e eficaz.

Mas... E durante um ciclo menstrual normal?

Quais são as alterações do humor e as queixas físicas que ali ocorrem e quais são as suas relações com os hormônios? Relaciona-se os hormônios sexuais (estrógenos e progesterona) com tais fenômenos e diversos estudos sugerem até mesmo a participação da melatonina (hormônio produzido pela Pineal) com a tensão pré-menstrual.

A ocorrência comum de falta de ovulação (ciclos anovulatórios), mesmo em mulheres saudáveis, assim como a ausência de uma amostra significativa de mulheres normais tem dificultado metodologicamente a análise da seguinte questão: a TPM seria simplesmente uma exacerbação das queixas comuns observadas em mulheres normais, ou uma entidade mórbida distinta?

Um importante estudo realizado num grupo de 30 mulheres normais submetidas a repetidas dosagens hormonais, no Instituto Max Plank de Psiquiatria (Munique, Alemanha), na Divisão de Psiconeuroendocrinologia, levantou resultados muito interessantes, caracterizando cinco fases do ciclo menstrual:

1. Fase Menstrual (durante a perda menstrual);
2.
Fase Folicular Média (crescimento dos folículos ovarianos);
3.
Fase Periovulatória (em torno da ovulação);
4.
Fase Luteal média (produção máxima de progesterona pelo corpo amarelo), e
5.
Fase Pré-menstrual (imediatamente antes da menstruação seguinte).

Os resultados não mostraram alterações globais do humor nem sintoma depressivo ao longo das cinco fases estudadas, assim como as dores abdominais e mamárias estavam significativamente relacionadas com as fases periovulatória, luteal média e pré-menstrual. Observou-se um significativo aumento do apetite nas fases periovulatória e pré-menstrual. Além disso, observou-se aumento do interesse sexual no período pós-menstrual (interpretado como o resultado da abstinência trans-menstrual) e as variáveis afetivas e vegetativas (alterações da freqüência cardíaca, pressão arterial e calores) não apresentaram nenhuma relação com as flutuações hormonais, mas estavam relacionadas com a sensação subjetiva de estresse.

Este importante estudo sugere mais fortemente que a Tensão Pré- Menstrual (TPM) não representa uma mera acentuação dos sintomas observados em ciclos menstruais normais, mas sim uma entidade mórbida distinta.

Por isso, as queixas observadas ao longo do ciclo menstrual devem ser levantadas e minuciosamente avaliadas pelo médico para a caracterização de sua natureza em direção do tratamento.

Além disso, deve ser investigada a presença da disfunção mínima da tireóide, que se associa usualmente às fases iniciais da Tireoidite de Hashimoto (Tireodite Auto-Imune).

Fonte: www.psiconeuroendocrinologia.com.br

Ciclo Menstrual

Definição de ciclo menstrual

Período, em mulher ou fêmea primata com ovulação, que vai desde o início até a próxima hemorragia menstrual (menstruação). A menstruação é uma descamação do endométrio (membrana que reveste a cavidade do útero) acompanhada de saída de sangue. Isto ocorre porque os ovários reduzem muito a secreção de hormônios, e estes, por vários mecanismos, reduzem o estímulo ao endométrio, cujas células morrem e descamam. O primeiro dia do ciclo menstrual é o dia de início da menstruação, não importando quantos dias ela dure. Este ciclo é regulado por interações endócrinas entre hipotálamo, hipófise, ovários e trato genital. O ciclo menstrual é dividido pela ovulação em duas fases. Com base no status endócrino do ovário, há a fase folicular e a fase lútea e baseando-se na resposta do endométrio, o ciclo menstrual pode ser dividido nas fases proliferativa e secretória.

Fase folicular: período do ciclo menstrual que representa o crescimento folicular, aumento da produção de estrogênio nos ovários e a proliferação epitelial do endométrio. A fase folicular começa com o início da menstruação e termina com a ovulação.

Fase lútea: período do ciclo menstrual que segue a ovulação, caracterizado pelo desenvolvimento do corpo lúteo, aumento da produção de progesterona pelo ovário e da secreção pelo epitélio glandular do endométrio. A fase luteal começa com a ovulação e termina com o início da menstruação.

Um pouco mais sobre o ciclo menstrual

Ainda enquanto o endométrio descama (menstruação), o hormônio FSH (folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade pela hipófise (glândula situada no cérebro), fazendo com que se desenvolvam os folículos ovarianos (bolsas de líquido que contém os óvulos ou oócitos). Perto do 7º dia do ciclo, o FSH começa a diminuir e, com a falta desse hormônio, alguns folículos param de crescer e morrem. Por isso, em cada ciclo menstrual, de todos aqueles folículos recrutados (que começam a crescer), apenas um (raramente dois) se desenvolve até o fim e vai ovular.

O folículo começa a crescer mais ou menos a partir do sétimo dia do ciclo. Durante seu crescimento, secreta quantidades cada vez maiores de estradiol, que é um hormônio feminino.

Este hormônio produz as seguintes alterações na mulher:

Estimula o crescimento do endométrio: depois da menstruação, o endométrio é muito fino. Conforme a secreção de estradiol vai aumentando, começa a se tornar espesso e se preparar para a implantação do embrião.
Estimula a secreção de muco pelo canal cervical: quanto mais estradiol é secretado, mais o muco tende a ficar receptivo ao espermatozóide.

Quando a quantidade de estradiol no sangue é máxima, o endométrio atinge também o máximo crescimento e o muco se torna ótimo para ser penetrado pelo espermatozóide.

Nessa ocasião, é estimulada a secreção de um hormônio da hipófise: o hormônio luteinizante (LH). O LH aumenta muito depressa no sangue e atinge o máximo (pico de LH). Algumas horas após, ocorre a ovulação. Muito do LH secretado é retirado pelos rins e sai na urina. Por isso, a medida de LH na urina pode ser utilizada para detectar um período muito próximo da ovulação. Em média, a ovulação ocorre no décimo quarto dia do ciclo menstrual (mas pode ocorrer antes ou depois, sem que isso impeça a gravidez).

Após a ovulação, o folículo se transforma numa estrutura chamada corpo lúteo, e passa a fabricar, além do estradiol, o hormônio progesterona, que vai terminar o preparo do endométrio para a implantação do embrião.

Mais ou menos entre o sexto e o oitavo dias após a ovulação, o nível de progesterona no sangue atinge o máximo, e a medida deste hormônio no sangue, se for baixa, é causa de infertilidade.

Ainda não se conhece com toda a precisão o dia da implantação do embrião: parece acontecer de cinco a dez dias após a ovulação. Se não ocorre implantação, então a progesterona e o estradiol param de ser fabricados pelo corpo lúteo, seu nível diminue no sangue e se inicia outra menstruação.

Fonte: www.icb.ufmg.br

Ciclo Menstrual

Fisiologia do Ciclo Menstrual da Mulher

O ciclo menstrual refere-se a um conjunto de alterações fisiológicas que ocorrem no corpo da mulher com uma periodicidade mensal. Cada ciclo representa uma oportunidade de concepção que, ocorrendo, dá origem a uma gravidez e, não ocorrendo, desencadeia o início de um novo ciclo.

Cada ciclo tem início no primeiro dia da menstruação e termina na véspera do primeiro dia de uma nova menstruação.

Em média, o ciclo dura 28 dias, mas pode ser mais curto ou mais longo sem qualquer prejuízo no seu correto funcionamento (25 a 36 dias).

O ciclo divide-se em 2 fases, separadas pelo momento de libertação do óvulo:

Fase folicular (desde o início do ciclo até à ovulação)
Ovulação
Fase lútea (desde a ovulação até ao final do ciclo)

Cada fase do ciclo envolve diferentes processos, geridos pelo sistema endócrino, através da libertação de hormonas.

Fase Folicular

Folículos são pequenas estruturas/cavidades localizadas nos ovários, contendo líquido e óvulos imaturos.

Nota - Uma vez formados – na 8ª semana de gestação - os ovários contêm um número limitado de folículos. Começam por ser milhões mas vão diminuindo ao longo da vida, restando ainda alguns milhares de folículos quando a mulher atinge a menopausa.

Nesta fase, o hipotálamo liberta a hormona GnRH (hormona libertadora de gonadotrofinas), que instrui a hipófise para a libertação de FSH (hormona folículo-estimulante).

Esta hormona atuará nos ovários, estimulando o crescimento dos óvulos contidos nos folículos, até ao estado maduro.

Aproximadamente 20 folículos respondem e iniciam o processo de crescimento.

Destes 20, o folículo que mais rapidamente chegue a um estado de maturação vai libertar estrogénio.

Funções do estrogénio:

Induzir a hipófise a reduzir a produção de FSH até à quantidade suficiente ao desenvolvimento final do maior folículo (os demais cessam o seu processo de maturação)
Espessar o endométrio (camada interna do útero) antes da ovulação, preparando-o para receber e nutrir o embrião em caso de fertilização
Provocar na hipófise a produção de um pico de LH (hormona luteinizante) que estimulará o rompimento do folículo primário (o mais desenvolvido) e consequente libertação de um óvulo maduro.
Favorecer a formação de muco cervical.

Nota - O muco cervical facilita a passagem dos espermatozóides até ao útero e trompas de Falópio, onde estes se poderão cruzar com o óvulo.

Protege-os da acidez do meio do canal do órgão sexual feminino, sendo assim essencial à sua sobrevivência.

Tem características específicas e diferenciadas face ao muco de outras fases do ciclo. É transparente e elástico (frequentemente comparado à consistência da clara do ovo) e surge entre 2 dias a uma semana antes da ovulação.

Este prazo permite a chegada atempada do maior número possível de espermatozoides às trompas de Falópio.

Nota - Os espermatozoide podem demorar entre 30 minutos a 24 horas na jornada entre o canal do órgão sexual feminino e as trompas de falópio e, apesar de poderem sobreviver até 7 dias, apenas são viáveis por 48h a 72h.

Ovulação

A ovulação ocorre cerca de 24 a 48 horas após o pico de LH.

O óvulo libertado é transferido do ovário para a respectiva trompa de Falópio e segue em direção ao útero.

Nota - Se não ocorrer fertilização neste intervalo de tempo, o óvulo perde a sua viabilidade - embora possa sobreviver até 72h.

Verifica-se uma ligeira subida da temperatura (até 0,5ºC) que se mantém durante a segunda fase do ciclo, pela libertação de progesterona, para facilitar a implantação e maturação de um possível óvulo fertilizado.

Nota - Os kits vendidos em farmácias que ajudam a detectar a ovulação medem a concentração de LH presente na urina, identificando o momento que dá início ao período potencialmente mais fértil.

Fase Lútea

Embora a duração da fase folicular possa variar entre mulheres, e por vezes até na mesma mulher, a duração da fase lutea é geralmente de 12 a 16 dias para todas as mulheres.

Nota - Fatores como stress, cansaço, exercício físico, medicação, etc. podem alterar o tempo de desenvolvimento do folículo, influenciando assim a data da ovulação.

As células do folículo que se rompeu continuam a receber LH, e o folículo transforma-se no corpo lúteo que por sua vez continuará a produzir estrogénio e uma grande quantidade de progesterona (a libertação de progesterona aumenta gradualmente atingindo o pico a meio da fase lútea).

A progesterona leva à maturação do endométrio de forma a permitir a implantação do óvulo fertilizado e leva a um aumento da temperatura basal que se manterá durante toda a fase lútea (com o objetivo de garantir um ambiente de incubação propício à nidação e desenvolvimento do feto).

O aumento da produção de Estrogénios e Progesterona (pelo corpo lúteo) inibe a produção da GnRH, o que faz cessar a produção de FSH e LH (processo de feed-back negativo).

Sem FSH e LH o corpo lúteo deixa de ser estimulado e regride, acabando por degenerar-se, levando à cessação da produção de estrogénio e progesterona.

O endométrio desfaz-se, ocorre a menstruação, e dá-se o início de um novo ciclo.

Caso haja fertilização, o corpo lúteo mantém-se ativo, suportado por uma nova hormona (HCG - gonadotropina cariónica humana) produzida pelo embrião e continuará a produzir progesterona e estrogénio.

Mais tarde, durante a gravidez, será a própria placenta a fornecer estas duas hormonas.

Fonte: Departamento de Ginecologia e Andrologia

Ciclo Menstrual

Ciclo menstrual normal

A menstruação é um sangramento genital periódico e temporário que manifesta-se aproximadamente a cada mês, iniciando-se com a menarca e terminando com a menopausa.

Ciclo menstrual: é o conjunto de eventos endócrinos interdependentes do Sistema Hipotálamo-Hipófise-Ovário (SHHO) e as modificações fisiológicas no organismo que são conseqüentes a esses eventos, visando a preparação para o coito e a gravidez.

Dois processos reprodutivos principais ocorrem durante cada ciclo:

1) Maturação e liberação de um óvulo
2)
preparação do útero para receber um embrião, caso haja fertilização.

Características e terminologia do sangramento menstrual

O fluxo menstrual é composto por sangue proveniente dos capilares e arteríolas, e também da camada funcional do endométrio. Não há formação de coágulos, porque esse sangue não contém fibrinogênio. Os “coágulos” informados pelas pacientes são agregados de hemácias, substância mucóide, mucoproteínas e glicogênio, formados no canal do órgão sexual feminino (NÃO HÁ DEPÓSITOS DE FIBRINA).

A duração do ciclo é determinada pela velocidade e qualidade do crescimento e desenvolvimento folicular e varia entre uma mulher e outra e entre um ciclo e outro.

Média:

Sangramento menstrual de 3 a 7 dias.
Volume
: 30 a 80 mL por dia.
Intervalo entre ciclos
: 24 a 35 dias.

Um ciclo nesse padrão é chamado normal ou eumenorréico.

Variações:

Hipermenorréia: sangramento prolongado ( + que 8 dias)
Menorragia:
sangramento em quantidade excessiva ( + que 80mL)
Hipomenorréia:
duração < 3 dias e/ou volume < 30mL.
Polimenorréia:
ciclos curtos ( freqüência < 24 dias)
Oligomenorréia:
ciclos longos ( intervalos > 35 dias)

Componentes funcionais do ciclo menstrual

Interação hipotálamo- hipófise- ovário e útero.
O ovário é responsável pela ritmicidade do ciclo – relação de feedback entre secreção ovariana e o eixo hipotálamo- hipófise.

Hipotálamo:

Os núcleos arcuados no hipotálamo médio-basal são os principais reguladores do ciclo. Seus neurônios produzem o Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH), que tem meia-vida curta, é imediatamente transportado para a hipófise anterior e exerce papel obrigatório no controle da secreção de gonadotrofinas
O hipotálamo é influenciado por sinais extrínsecos e intrínsecos ao SNC e está sujeito ao controle do ovário ( feedback ou retroação). O próprio GnRH controla sua produção agindo no hipotálamo através da retroação de alça ultracurta.

Hipófise:

O GnRH age nas células gonadotróficas basofílicas da hipófise anterior, estimulando-as a sintetizar e secretar Hormônio Luteinizante (LH) e Hormônio Folículo Estimulante (FSH).

Os hormônios esteróides, como o estradiol e a progesterona, ou fatores ovarianos não- esteróides, como a inibina, são moduladores da secreção de LH e FSH.

A secreção de LH é essencialmente caracterizada por um pico no meio do ciclo menstrual. A secreção de FSH caracteriza-se por aumento na fase folicular inicial, platô na fase lútea e acentuada elevação na fase lútea tardia.

As gonadotrofinas (LH e FSH) são secretadas de forma pulsátil ( devido a secreção pulsátil de GnRH), com freqüência e amplitude que variam de acordo com a fase do ciclo (em resposta ao feedback dos esteróides no hipotálamo e hipófise).

As gonadotrofinas exercem retrocontrole sobre a produção do GnRH pelo hipotálamo – feedback em alça curta:

Gonadotrofina ? =  ? inibe produção de GnRH (feedback - )
Gonadotrofina  ? =  ? hipotálamo (feedback +)

Ovários:

Os ovários têm duplo papel, produzir gametas e secretar hormônios, que é desenvolvido pelo folículo de Graaf, unidade funcional básica do ovário.

Os principais hormônios ovarianos são: estradiol, estrona, androsteneriona, testosterona e progesterona, alem dos peptídeos gonadais.

O estradiol e a progesterona (principais hormônios esteróides) se ligam a receptores específicos no núcleo de células-alvo principalmente nos ovários, no útero, no canal do órgão sexual feminino e nas mamas.

Estradiol: tem ação no desenvolvimento endometrial e folicular, além da promoção do pico de LH no meio do ciclo.

Progesterona: ação na manutenção do arcabouço endometrial e retroação negativa sobre a secreção hormonal hipotalâmica.

A secreção ovariana exerce influência sobre a secreção de gonadotrofinas, através de feedback sobre hipófise e hipotálamo (retroação de alça longa), que ocorre da seguinte maneira:

Estrogênio: até determinados níveis inibe a produção de FSH e LH na hipófise (feedback neg.). Em níveis mais elevados, passa a estimular a produção de GnRH pelo hipotálamo e a hipófise, que produz o pico de LH (feedback pos.). A transição de supressão para estimulação à produção de LH ocorre enquanto os níveis de estradiol se elevam durante o meio da fase folicular.
Progesterona:
tem ação inibitória no hipotálamo e ação positiva na hipófise.
Inibina:
ação inibitória sobre o hipotálamo, em associação ao estrogênio, suprimindo a produção de FSH. É o feedback negativo.

Útero:

A parede uterina tem 3 camadas: a serosa (+ externa), o miométrio e o endométrio ( + interna e que possui 2 componentes anatômicos: o estroma e as glândulas).

Histologicamente, há 3 camadas no endométrio:

Profunda ou basal: não responde aos hormônios ovarianos
Média ou esponjosa
: é a maior e reage intensamente aos estímulos hormonais
Superficial ou compacta:
inclui o colo das glândulas e o epitélio superficial.

As alterações produzidas pelos hormônios manifestam-se nas camadas esponjosa e compacta, que são eliminadas na menstruação, e por isso são chamadas funcionais. A camada basal não é eliminada e garante a renovação do endométrio para o próximo ciclo.

As fases do ciclo ovariano

O ciclo menstrual é dividido em 3 fases: a fase folicular, a ovulação e a fase lútea.

FASE FOLICULAR:

Estende-se do 1° dia da menstruação até o dia do pico de LH, no meio do ciclo (entre o 10° e 14° dia), inclusive. Também chamada de fase proliferativa, seu resultado final é o desenvolvimento folicular e, comumente, um único folículo maduro viável.

Fases do crescimento folicular:

Folículo primordial: primeiro estágio do desenvolvimento folicular, consiste em um oócito paralisado na prófase meiótica, envolto por uma camada única de células da granulosa. Eles crescem e sofrem atresia durante toda vida da mulher, inclusive na gravidez, infância, perimenopausa ou períodos de anovulação.

A fase inicial do crescimento folicular envolve respostas que não dependem da regulação hormonal e sim de um mecanismo próprio do ovário. Ao final deste estágio, o oócito apresenta plena capacidade de completar a meiose. Além disso, as células da granulosa tornam-se cubóides e formam junções com o oócito que permitem a troca de nutrientes.

Folículo primário: com a multiplicação das células da granulosa o folículo primordial torna-se primário. Ocorre a diferenciação, independente da estimulação hormonal, das células do estroma em teca interna e teca externa. Nesta fase, o folículo tem padrão de crescimento limitado e pode sofrer rápida atresia a menos que o grupo de folículos responda a uma elevação do FSH, impulsionando seu crescimento. O declínio na produção de estradiol e inibina, que ocorre na fase lútea do ciclo anterior, permite a elevação do FSH.

Folículo pré-antral: com o crescimento acelerado pelo FSH, o folículo tem um oócito maior, envolto por uma membrana, a zona pelúcida. A partir dessa fase o crescimento passa ser dependente das gonadotrofinas hipofisárias. As células da granulosa passam a produzir estrogênio e pouco androgênio (que é substrato para a produção de estrogênio) e progestagênio. Tanto a produção de estrogênio quanto a proliferação das células da granulosa e o crescimento folicular são estimulados pelo FSH. Para ter sucesso no desenvolvimento, o folículo precisa ser capaz de converter o androgênio em estrogênio, pois em um microambiente muito androgênico, o folículo sofre atresia.

Folículo antral: a presença de estrogênio e FSH ocasionam a produção e acúmulo de líquido folicular nos espaços intercelulares da granulosa, formando uma cavidade e dando origem ao folículo antral. Na presença de FSH, o estrogênio (que promove proliferação granulosa e crescimento do oócito)  predomina nesse líquido e , na ausência de FSH, predomina o androgênio ( que promove degeneração do oócito).

Sistema de duas células, duas gonadotrofinas: nos folículos pré-antrais e antrais, os receptores para o LH estão presentes apenas nas células da teca e os receptores para o FSH apenas nas células da granulosa. Em resposta ao LH, as células da teca produzem androgênio, a partir do colesterol. O androgênio é transportado às células da granulosa e lá é convertido em estrogênio, através da aromatização induzida pelo FSH. A granulosa é incapaz de produzir androgênio.

A resultante conversão de um microambiente androgênico em estrogênico, essencial ao desenvolvimento folicular, é dependente da crescente sensibilidade do folículo ao FSH, mediada pelo próprio FSH e pela crescente influência do estrogênio.

A seleção do folículo dominante: a conversão em um folículo com microambiente estrogênico seleciona este folículo e o destina a ovular.

Esta seleção ocorre entre o 5° e o 7° dia do ciclo e é resultado de duas ações estrogênicas:

1) interação local com o FSH, exercendo influência positiva em sua ação;
2)
e retroação negativa em nível de hipotálamo-hipófise na produção de FSH, que serve para remover o suporte de gonadotrofinas dos outros folículos.

A diminuição da produção de FSH na hipófise leva À diminuição da ação desse hormônio nos outros folículos e conseqüente formação de um microambiente androgênico em cada um deles. Ou seja, a retroação negativa do estrogênio sobre o FSH serve para inibir o desenvolvimento de todos, menos do folículo dominante. O desenvolvimento desse folículo continua dependente do FSH e por isso ele possui maior numero de receptores para FSH e maior ação local do FSH que os outros folículos, uma maneira de compensar os níveis decrescentes de FSH no plasma. Além disso, a vascularização da teca aumenta a medida que o folículo dominante cresce.

No final do desenvolvimento antral, o FSH induz o aparecimento de receptores de LH nas células da granulosa para que o folículo responda melhor ao pico de LH no meio do ciclo, responsável pela ovulação.

Inibina e ativina: são peptídeos sintetizados pelas células da granulosa, em resposta ao FSH. A primeira é um importante inibidor da secreção de FSH. Já a ativina estimula a liberação do FSH pela hipófise e aumenta sua ação no ovário.

Folículo pré-ovulatório: nessa fase, as células da granulosa tornam-se maiores e as da teca muito vascularizadas. O oócito prossegue na meiose, quase completando a divisão reducional. Há uma produção cada vez maior de estrogênio, atingindo seu pico cerca de 3 dias antes da ovulação. O pico de LH ocorre um dia depois do pico de estradiol. O LH promove luteinização das células da granulosa no folículo dominante, levando à produção de progesterona. A progesterona age positivamente na hipófise, contribuindo para a elevação do FSH e do LH observada no meio do ciclo.

As células de teca dos folículos em atresia, sob ação do LH, aumentam a produção de androgênio, que em concentrações elevadas no plasma, estimula a libido da mulher, aumentando a freqüência de relações sexuais no período pré-ovulatório.

FASE OVULATÓRIA:

Somente o folículo que atinge seu estágio final de maturação é capaz de se romper.

O marcador fisiológico mais importante da aproximação da ovulação é o pico de LH do meio do ciclo, que ocorre de 32 a 36 horas antes da ovulação e é precedido por um aumento acelerado do nível de estradiol (que é produzido pelo folículo pré-ovulatório). Dessa maneira, o folículo produz seu próprio estímulo ovulatório (? estradiol ? ?LH ? ovulação).

No momento da ovulação, dentro do folículo dominante ocorre 3 fenômenos principais:

Recomeço da meiose I: o oócito permanece no estagio diplóteno da meiose I até a onda de LH, quando é retomada a meiose e ele se torna apto para a fertilização. O oócito passa da prófase I para a metáfase I e ocorre a extrusão do primeiro corpúsculo polar na metáfase II. A meiose só se completa após a penetração do espermatozóide e a liberação do segundo corpúsculo polar.

Luteinização: um pequeno aumento da produção de progesterona ocorre 12 a 24 horas antes da ovulação. Ele induz a onda de FSH e LH pelo aumento do feedback positivo do estradiol na ação desses hormônios. Sem o aumento pré-ovulatório de progesterona não há pico de FSH e LH. Porém, com sua elevação progressiva, a progesterona passa a exercer feedback negativo sobre o LH, terminando com o seu pico. Além disso, ela também aumenta a distensibilidade da parede folicular.

Ovulação: desde a fase folicular há um acúmulo de prostaglandinas  E e F e produção de plasminogênio que ativam colagenases que irão digerir o colágeno da parede do folículo, facilitando a liberação do oócito. As Plg E e F , junto com o LH, também promovem a contração das células musculares da parede folicular, já enfraquecida, levando à extrusão do oócito (ovulação). Além disso, ocorrem alterações importantes no fluxo sangüíneo do ovário. Vários mediadores produzidos e liberados o ovário promovem o aumento do fluxo sangüíneo intrafolicular e da permeabilidade capilar. Após a rotura folicular o óvulo é apreendido pelas fimbrias tubárias.

FASE LÚTEA:

Uma vez liberado o oócito, a estrutura dominante passa a se chamar corpo lúteo. As células da granulosa aumentam de tamanho que acumulam em vacúolos um pigmento amarelado chamado luteína. O incremento vascular local favorece o aporte de LDL colesterol, substrato na síntese de progesterona. É conhecida a necessidade de estrogênio para a síntese de receptores de progesterona no endométrio. O estrogênio da fase lútea é necessário para que ocorra as alterações induzidas pela progesterona no endométrio após a ovulação ( fundamentais para a implantação do embrião). A cada pulso de LH existe um aumento da concentração de progesterona. Esses pulsos de LH são maiores no inicio da fase lútea e diminuem gradativamente., favorecendo a  atuação de fatores que levam a luteólise, na fase lútea tardia. Se a gravidez acontece, o HCG mantém o funcionamento do corpo lúteo até que ocorra a esteroidogênese placentária.

No período lúteo intermediário, a inibina faz um pico na circulação e suprime a secreção de FSH pela hipófise, quando são atingidas os níveis mais baixos desse hormônio.

Ao final da fase lútea, a regressão do corpo lúteo leva à queda do estradiol, progesterona e inibina, o que permite  a elevação do GnRH e do FSH, recomeçando todo o processo.

AS FASES DO CICLO ENDOMETRIAL

Na fase folicular ou proliferativa do ciclo, o aumento de estrogênio provoca a reconstrução e o crescimento do endométrio. (Na fase anterior, a descamação menstrual provocou a perda tecidual que será reconstituída). As glândulas são a porção do endométrio mais responsiva ao estrogênio. De estreitas e tubulares, com epitélio colunar baixo, elas passam a alongadas e pouco tortuosas, com pseudo-estratificação do epitélio.

O componente estromal evolui de celular denso para breve período de edema e, finalmente, um sincício frouxo. Todos os componentes tissulares (glândulas, estroma e endotélio) têm pico de proliferação do 8° ao 10° dia do ciclo. Há aumento de mitoses e o endométrio passa de 0,5 para 3,5 a 5 mm. Isso ocorre principalmente na camada funcional do endométrio. Nessa fase de crescimento endometrial há ainda o aumento de células ciliadas e microvilosas, responsáveis pela mobilização e distribuição de secreções endometriais durante a fase secretória.

No inicio da fase lútea a taxa de crescimento endometrial diminui e o endométrio atinge a espessura máxima (8 a 10 mm). O numero de receptores de progesterona está alto graças ao estímulo estrogênico, e ela (progesterona) provocará modificações no endométrio, produzindo uma resposta secretora. As glândulas endometriais tornam-se tortuosas e aumentam seu lúmen, passando a secretar grande quantidade de muco nutritivo e preparando-se para a implantação.

Na fase lútea tardia, o estroma desenvolve características de reação decidual pré-menstrual, com grande infiltrado de linfócitos e aspecto edematoso.

Fonte: www.geocities.com

Ciclo Menstrual

Todo mês, entre a puberdade e a menopausa, um óvulo maduro é liberado e o revestimento uterino torna-se mais espesso, pronto para o implante do ovo fertilizado. se o óvulo não for fertilizado, é eliminado durante a mestruação.

Níveis hormonais

1. o hormônio folículo estimulante (FSH), inicia o desenvolvimento do óvulo no ovário.
2. O desenvolvimento do óvulo produz estrógeno. Os níveis atingem o pico imediatamente antes da ovulação.
3. Uma onda de hormônios luteinizantes desencadeia a ovulação por volta do 14º dia em um ciclo de 28 dias.
4. O folículo vazio produaz progesterona que prepara o endométrio para a gravidez.

Dentro do ovário

1. estimulado pelo FHS, o óvulo começa a crescer no folículo.
2. Óvulo em desenvolvimento.
3. Óvulo maduro.
4. Na ovulação o óvulo maduro é liberado.
5. O óvulo liberado vai ao útero.
6. O corpo lúteo, formado pelo fóculo vazio, produz progesterona.
7. Corpo lúteo encolhido
8. O folículo vazio morre ao final do ciclo menstrual.

Revestimento uterino

1. O sangue menstrual contém células do revestimento do endométrio
2. Óvulo não-fertilizado abandona o útero durante a menstruação
3. Em resposta ao aumento dos níveis de estrógeno, os vasos sanguíneos aumentam.
4. As glândulas dilatam e produzem nutrientes
5. O revestimento espessa.
6. Óvulo não-fertilizado.

Fonte: files.comunidades.net

Ciclo Menstrual

ENTENDENDO UM POUCO O CICLO MENSTRUAL

Como podemos saber se estamos menstruando regularmente?

O ciclo menstrual normal ocorre a cada mês num intervalo entre 25-35 dias, com duração de 5 a 7 dias e uma quantidade de sangue perdida em torno de 80ml.

O intervalo do ciclo é contado como o 1odia de fluxo até o 1odia de fluxo do mês seguinte. Este intervalo pode variar entre 25 a 35 dias, então a menstruação em algumas mulheres tem um intervalo mais curto (às vezes dando a impressão que se teve menstruação mais de uma vez no mês) e em outras um intervalo mais longo também dando a impressão que em determinados meses a menstruação não veio.

A duração da menstruação também pode variar de 5 a 7 dias, e conforme o aspecto do absorvente no momento da troca e mesmo afreqüência nas trocas do mesmo vai nos dar uma idéia aproximada da perda mensal de sangue (se a cada troca o absorvente está cheio de sangue, conforme a tabela da página seguinte).

Quem é responsável pelo ciclo menstrual?

Para que você tenha uma menstruação normal, é preciso ter um sistema hormonal intacto, útero e ovários normais, e um canal do órgão sexual feminino que comunique o útero ao trato genital externo.

O hipotálamo estimula a hipófise que produz os hormônios FSH e LH, estes vão estimular o crescimento dos folículos nos ovários que passam a aumentar a produção de estrogênio e, após a ovulação, a produção de progesterona.

O estrogênio é responsável, entre outras coisas, pelo crescimento do endométrio (a camada de células de reveste o útero internamente). Quanto mais estrogênio, mais estas células crescem. Só que elas não crescem indefinidamente porque a progesterona (produzida pelo corpo lúteo após a ovulação) interrompe este crescimento ocasionado pelo estrogênio, e mantém o endométrio estabilizado durante os 14 dias que sucedem a ovulação.

Não ocorrendo a gravidez, o corpo lúteo que não dura mais do que 14 dias, entra num processo que chamamos de atresia (destruição). Com isso os níveis de progesterona diminuem e aquele endométrio que estava estabilizado, fica frágil e se desprende na forma de menstruação. Daí começa um novo ciclo hormonal.

Por que os intervalos menstruais podem ser diferentes entre as mulheres?

Porque o período que antecede à ovulação (que chamamos de fase folicular do ovário) pode ser mais curto ou mais longo do que 14 dias, portanto a ovulação em algumas mulheres pode ocorrer antes de 14 dias e para outras após 14 dias do inicio do ciclo.

O ciclo menstrual tem 2 fases:

Fase Folicular: que vai do 1º dia da menstruação até o dia da ovulação. Nesta fase predomina o hormônio estrogênio, que aumenta a camada de células dentro do útero (endométrio). Esta fase como você pode ver, varia em duração, pode ser menor do que 14 dias e maior do que 14 dias (10 aq 21 dias). Isto faz algumas mulheres terem ciclos regulares porém mais curtos ou mais compridos.

Após a ovulação vem a fase lútea.

Fase Lútea: que vai da ovulação até o inicio da menstruação. Nesta fase predomina o hormônio progesterona que mantém o endométrio estável (por 14 dias, veja que não varia com a fase folicular) “esperando a possível gravidez”. Não ocorrendo a gravidez, o corpo lúteo (corpo amarelo)que se formou no ovário depois da ovulação, entra em atresia, isto é, ele “murcha” e com isso a progesterona também diminui. Então ocorre a menstruação e começa tudo de novo.

Quando não acontece ovulação, e isto ocorre, por exemplo, em mulheres que tem síndrome dos ovários policísticos, ou nos primeiros anos após a primeira menstruação, o ciclo fica todo bagunçado pois como você observa no desenho, só tem a fase do estrogênio, não tem progesterona. Por esta razão, estas mulheres podem ter sangramentos prolongados, ou períodos longos sem mesntruação. Isto precisa ser corrigido com hormônios.

Marta Rehme

Fonte: ginecologiameninaemulher.com.br

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