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ETAPAS DO PARTO

Tudo começa quando a futura mamãe tem o fator sanguíneo Rh negativo e não tomou a vacina apropriada, 72 horas depois do primeiro parto. Seu segundo bebê, ainda em formação, corre um sério risco de vida. Ele pode sofrer um tipo perigoso de anemia que acabará por matá-lo. Para salvar sua vida, recorre-se à transfusão, uma técnica delicadíssima.

Transfusão no feto - EM 1964, a mulher de Rh negativo ganhou uma grande

garantia. Criou-se uma vacina que, aplicada até 72 horas depois do parto, impede a formação de anticorpos anti-Rh no organismo materno. Quando essa vacina não é aplicada, os anticorpos anti-Rh colocam em risco a segunda gravidez dessa mulher, destruindo os glóbulos vermelhos do sangue do feto e provocando uma anemia profunda na criança, que pode levá-la à morte. Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos, a aplicação da vacina praticamente extinguiu a doença hemolítica perinatal (nome dado a essa anemia desenvolvida pelo feto), mas nas populações onde a sua aplicação ainda não se tornou um hábito existem casos de gestações que não chegam a termo por causa da incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho. E foi justamente pensando nesses casos que se criou a transfusão de sangue intra-uterina. Na verdade, a transfusão envolve riscos. Por isso, só é feita quando o feto está seriamente ameaçado.

Entre a morte certa e a tentativa de salvar-lhe a vida, fica-se, é claro, com a segunda hipótese. Antes de tomar essa decisão, entretanto, os médicos precisam saber exatamente como está o bebê. Como se observa o bebê - A primeira pista que pode denunciar algum problema com o feto é a titulagem de anticorpos anti-Rh feita no sangue da mãe. Se a titulagem demonstra que há uma grande quantidade de anticorpos anti-Rh no organismo materno, pode-se suspeitar de que o bebê está ficando anêmico, pela destruição de seus glóbulos vermelhos, promovida pela ação desses anticorpos. Nem sempre, entretanto, isso é a realidade. Quando se trata de uma segunda ou terceira gravidez, a titulagem de anticorpos pode ser alta, sem que isso signifique necessariamente que o bebê está em estado grave. O exame que pode detectar com mais segurança as condições do feto é a espectrofotometria, ou seja, o exame do líquido amniótico.

Quando os glóbulos vermelhos do feto estão sendo destruídos, o líquido amniótico fica amarelado, indicando a presença de pigmentos amarelos, que são o produto da degradação dos glóbulos vermelhos. Através de um gráfico, especialmente criado para isso, o médico pode então descobrir , pelo aspecto do líquido amniótico, qual a gravidade do estado do bebê. A retirada do líquido (amniocentese) é feita com o auxílio da ultra-sonografia, por onde se pode visualizar o local exato para a punção do líquido sem risco de atingir o feto com a agulha. Se o feto está na faixa de alto risco, não há mais dúvidas: seus dias estão contados e, agora só resta fazer a transfusão. E preciso injetar sangue nessa criança para corrigir a anemia e enquanto isso ganha-se um tempo precioso: uma ou duas semanas a mais de permanência no útero materno, em que ele irá se desenvolver e melhorar suas condições de sobrevivência no mundo externo . A técnica da transfusão

A primeira etapa é preparar o sangue que será injetado na criança. Ele deve ser do tipo Rh negativo (para não entrar em incompatibilidade com os anticorpos maternos) e passar por um processo em que são eliminados todos os seus glóbulos brancos. Através desse processo, consegue-se um concentrado de hemácias (glóbulos vermelhos) na quantidade adequada para atender as necessidades daquele caso. Mais uma vez, entra em cena a ultra-sonografia dinâmica. Através do aparelho de ultra-som, o médico pode visualizar o local exato para aplicar o sangue. A agulha deve atravessar o abdômen da mãe, atingir a bolsa onde está o líquido amniótico e chegar ao abdômen da criança, onde o sangue deve ser injetado entre suas alças intestinais. Esse sangue é captado então pela rede linfática do feto, caindo na sua circulação e corrigindo a anemia, tão perigosa para uma vida em formação. Há, no entanto, riscos. Na hora da transfusão, o bebê pode se mexer e a agulha terminar atingindo um órgão como o baço ou rim,o que não chega a ter conseqüências muito graves, mas é o suficiente para criar um hematoma na região atingida. Pensando em acidentes desse tipo, a agulha usada na transfusão foi especialmente elaborada para evitar que o sangue seja injetado em local não apropriado. Ela tem dois furos, um na ponta e outro mais acima. Se a ponta esbarrou em algum órgão sólido, o sangue flui pelo furo de cima.

A Dieta na Gravidez

Com uma nutrição saudável e equilibrada você garante um bom desenvolvimento de seu bebê, e uma gestação melhor. A nutrição desempenha um importante papel na gestação. Foi demonstrado através de testes laboratoriais que dietas deficientes causam efeitos prejudiciais tanto à mãe quanto ao feto. Constatado por alguns estudos que a má nutrição materna pode ser uma causa de deficiência no crescimento, resultando em bebês pequenos e de baixo peso.

As conseqüências da má nutrição para o feto dependem do período, severidade e duração da restrição dietética.

Adicional energia, proteínas, vitaminas e minerais são requeridos durante a gravidez para suportar a demanda metabólica da gravidez e do crescimento fetal.

Adicionando Energia à Sua Dieta - Encontrar o requerimento energético ideal é difícil, porque ele está correlacionado com o peso da mulher antes da gravidez, o ganho de peso, período da gestação e a atividade física. De acordo com as Quotas Dietéticas Recomendadas (RDAs) é necessário um adicional de 300Kcal no período da gestação, em especial no segundo e terceiro trimestre.

Adicionando Proteínas à Sua Dieta - Ocorre a necessidade de um adicional protéico para suportar a síntese de tecidos maternal e fetal. É importante compreender que é importante adequar a alimentação em relação a energia e proteína. O crescimento é um processo complexo que requer mais do que um fornecimento adequado de proteínas e energia. Para garantirmos uma gestação saudável, ocorre a necessidade de uma ingestão de vitaminas e minerais dietéticos e/ou suplementados.

Adicionando Vitaminas e Minerais à Sua Dieta - Todos as vitaminas e minerais são de suma importância. Na gestação, podemos dar maior ênfase ao acido fólico, acido ascórbico, vitaminas B6, A, D, E, K, cálcio, fósforo, ferro, zinco, cobre, sódio, magnésio, flúor e iodo. Para suprir as nossas necessidades é extremamente importante uma alimentação diversificada incluindo cereais, produtos integrais, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, laticínios e carnes nas quantidades recomendadas. Os minerais e as vitaminas possuem funções específicas que garantem a saúde da mãe e o perfeito desenvolvimento fetal. É fundamental que a "futura mamãe" tenha hábitos alimentares saudáveis e "escolha" os alimentos corretamente garantindo a ingestão de todos os nutrientes necessários.

A Dieta da Mãe que Amamenta - O mesmo podemos dizer para as mães que amamentam, pois durante este período há um aumento das necessidades energéticas em função do grande gasto calórico para a produção do leite. A mãe que está amamentando não pode esquecer de ingerir líquidos em grandes quantidades, principalmente água (pelo menos um litro por dia), chás e sucos. O baixo consumo de líquido pode levar a uma diminuição da produção de leite

Precauções Necessárias para as Mães que Amamentam - Evitar grandes quantidades de café, chá preto, chocolate, alimentos com corante, alimentos light e adoçantes; Não exagerar em temperos de odor forte, como o alho; Não fumar nem fazer uso de bebidas alcóolicas; Procurar comer peixe duas a três vezes na semana; Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem ser transmitidas para o leite.

É fundamental que essas fases "especiais de nossas vidas" sejam muito bem programadas e orientadas por profissionais competentes para garantirmos a nossa saúde e a de nossos filhos.

Fonte: www.aborto.com.br

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