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As mudanças no corpo durante a gravidez

A cada semana que passa, você acompanha maravilhada o aumento de sua barriga, sinal mais evidente da gravidez. O abaulamento do abdome, mais pronunciado a partir do quarto mês, decorre da necessidade de espaço para o bebê se desenvolver no interior da cavidade uterina. Para se ter uma idéia dê quanto o útero se modifica durante a gestação, basta lembrar que o órgão, cujo formato normal assemelha-se ao de uma mão fechada, abrigará ao final dos nove meses um volume de peso nunca inferior a cinco quilos: bebê, placenta e o líquido onde ele se acomoda. À medida que vai precisando de espaço, o feto vai forçando o deslocamento de vários órgãos, como o fígado, o estômago, os intestinos e a bexiga. Outros músculos também tomam parte nesse processo de descobrir um lugar onde aninhar com conforto o bebê que está crescendo dentro de você. Os músculos abdominais, dotados 'de fibras de grande elasticidade, se expandem durante os dois últimos trimestres da gravidez. Para que, depois, você volte à antiga forma é preciso exercitá-los, preservando a sua tonicidade.

Uma musculatura que se alonga e não se contrai acaba se tornando flácida e é justamente isto que tem de ser evitado.

Com ginástica, você se livra da flacidez.

FLACIDEZ é uma palavra que mete medo em todos homens e mulheres. E o que dizer então de seu significado para as grávidas? Realmente, os músculos abdominais se esticam ao máximo durante a gravidez, mas você pode ter certeza de que com a sua participação, com o seu empenho, estes músculos estarão outra vez em forma, após o nascimento do bebê. Mulheres que sempre fizeram ginástica, e que estão por isso com os músculos abdominais mais elásticos, já entram na gravidez com grande vantagem. Isto não quer dizer que as outras estejam condenadas a uma flacidez abdominal. Nada disso. Se você já completou o terceiro mês de gestação, comece sua ginástica amanhã. Ao contrário do que se pensa, o enfraquecimento, a perda de rigidez da musculatura abdominal ocorre antes do parto, embora, é claro, só fique mais evidente depois que a barriga volta ao normal. É muito comum se ouvir dizer que fulana está com uma barriga bonita. O elogio deve-se, quase sempre, ao reduzido volume do ventre e a seu aspecto rijo, como se estivesse suspenso por uma cinta invisível. Talvez seja uma novidade para muitas gestantes, mas a verdade é que o abaulamento exagerado do ventre é decorrente da falta de exercícios.

Quando a musculatura está sendo trabalhada de forma a contrair-se, o útero tem um crescimento para cima (na direção do umbigo), ao invés de se projetar para a frente. Além de sinalizar a possibilidade de uma flacidez muscular, esse abaulamento exagerado acarreta prejuízos durante e após a gravidez. Como a barriga está pesando muito, a gestante começa a deslocar o corpo para a frente e, na busca desse equilíbrio, acaba forçando demasiadamente a coluna vertebral. Isto costuma provocar dores agudas nas costas, em virtude de compressão das raízes dos nervos. A outra conseqüência do abaulamento exagerado do ventre é o esgarçamento das camadas mais profundas da pele, outro fantasma que vive assustando muita gente e que é conhecido pelo nome de estria. Ginástica: academia é a melhor opção – A partir do terceiro mês de gravidez, a mulher já pode iniciar um programa de ginástica, três dias na semana, à base de exercícios musculares, respiratórios e de relaxamento. Os exercícios respiratórios serão de grande valia durante o trabalho de parto da mesma forma que os de relaxamento, que podem ser espontâneos ou induzidos.

Mudanças

1º mês

Seu corpo acusa ligeiras modificações, fazendo você desconfiar de que está grávida: os seios aumentam de volume, a cintura começa a engrossar. Por enquanto, nem sinal de barriga. Mas, quando falta a menstruação, confirmando suas suspeitas, o embrião já tem duas semanas de vida. Ainda na trompa, o ovo sofreu inúmeras divisões, formando uma bolsa de células, que foi se fixar nas paredes do útero. Duas semanas após a fecundação, começa a se formar a placenta, através da qual o bebê será alimentado. Na semana seguinte, aparecem pequenos "brotos" que darão origem aos membros. Na quarta semana, já se distingue a cabeça do embrião e está formado o cordão umbilical. Ao fim do primeiro mês, embora nem chegue a pesar um grama, ele já tem coração.

2º mês

Os seios continuam a crescer , preparando-se para produzir leite. Tornam-se pesados, quentes e dolorosos, cheios de veias azuladas. A região em tomo do mamilo (aréola) começa a escurecer e podem surgir ali pequenos nódulos. Embora ainda não se note barriga. o embrião está se desenvolvendo bastante. Olhos, nariz e boca aparecem com nitidez, da mesma forma que braços e mãos. Essa fase é muito importante para o bebê. pois estão em formação os sistemas circulatório, digestivo e respiratório. O cérebro cresce tão intensamente que a cabeça fica desproporcional ao tronco. No fim desse mês, ele mede 3 cm e pesa 1g.

3º mês

Finalmente a barriga começa a apontar. Não apenas seu útero aumenta de volume para acompanhar o crescimento do embrião mas outros órgãos, como o coração e os rins, trabalham em dobro para atender às necessidades do feto. Sua respiração fica mais acelerada, a digestão mais lenta (causando, às vezes. prisão de ventre) e provocando uma vontade freqüente de urinar. Os enjôos são uma resposta do organismo à verdadeira revolução hormonal que acontece lá dentro. Em virtude desses hormônios. pode haver mudanças na pele e suas gengivas podem amolecer, razão para redobrar os cuidados com os dentes. Nessa etapa, o esqueleto do embrião se torna mais consistente e se completa a formação de seus órgãos. O bebê já se move lentamente no útero, mas a mãe nem sempre percebe seus movimentos. Ao final desse mês, ele mede 7,5cm e pesa 15g.

4º mês

Dizem que essa é a época de ouro na gravidez: livre dos enjôos, com uma barriga discreta e longe do risco de aborto. Você pode notar que está ganhando peso nas nádegas e que sua transpiração está mais abundante do que o normal (pela quantidade extra de sangue circulando em seu corpo). É nessa fase que você sente as primeiras "pontadas" e percebe, de fato, a existência do bebê. A essa altura, ele já tem os órgãos genitais externos formados e movimenta-se continuamente no líquido amniótico. Ao fim desse mês, mede 16cm e pesa 100g.

5º mês

Seu útero em dilatação empurra os pulmões para cima e a barriga para a frente, mas o peso não incomoda muito, por enquanto. Nessa fase, até as mães de primeira viagem conseguem perceber os movimentos dos pés e dos braços do bebê, como pequenos golpes abaixo da costela. Ossos e unhas do embrião começam a endurecer, surgem os primeiros fios de cabelo e a pele adquire uma coloração rosada (até então era fina e transparente). No fim desse período, ele mede 24cm e pesa 300g.

6º mês

À medida que o abdômen cresce, o peso aumenta, e você começa a se sentir mais cansada. As pernas às vezes incham" no fim do dia e câimbras podem atrapalhar seu sono. A coluna tende a se curvar para a frente, acompanhando a barriga, por isso as costas ficam doloridas. Também é nessa fase que surgem cloasmas (manchas de gravidez), por causa da deposição na pele de um pigmento escuro, a melanina. Por outro. lado, seu orgão sexual feminino está mais elástica e úmida, o que a deixa mais sensível.   feto, que agora tem aspecto de um bebê, já possui cílios e sobrancelhas e, de vez em quando, ensaia movimentos respiratórios. Ao final, mede 30cm e pesa 700g.

7º mês

Ao entrar no último trimestre da gravidez, sua barriga já tem um tamanho considerável. Como o peso é bem maior, aumenta o risco de varizes e edemas (inchaços) nos pés, mãos e rosto. Isso acontece porque há uma grande quantidade de sangue circulando pelas veias e seu retomo ao coração nem sempre é fácil. A essa altura, o bebê engordou bastante: uma espessa camada gordurosa se formou sob sua pele, servindo como reserva nutritiva e protegendo-o. No fim dessa etapa, ele pode medir até 35cm e pesar 1,5kg.

8º mês

A barriga incomoda muito, especialmente na hora de dormir. Seu organismo trabalha feito louco: você gasta 20% a mais de energia para respirar e realizar todas as outras funções normais. Quanto ao feto, cada vez tem menos espaço para se mexer, por isso empurra tudo o que está pela frente, causando uma dorzinha aguda na costela. Podem surgir dores também na coluna, osso pubiano e quadris, decorrentes do excesso de peso. Seu filho está quase pronto para nascer: agora sua pele não tem mais rugas, ele mede quase 40cm e pesa 1,7kg.

9º mês

lniciam-se os preparativos para o parto: seu útero começa a empurrar a cabecinha do bebê para baixo e ele vai penetrando na bacia. Com isso, a barriga desce um pouco, deixando livre o diafragma; portanto dá para respirar melhor. Mas você pode sentir tonturas, principalmente antes de deitar , porque o bebê faz muita pressão contra as veias do seu corpo. É por pouco tempo.

Daqui a alguns dias, finalmente, você conhecerá de perto esse companheiro de nove meses.

Fonte: www.modapepe.com

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Estágios do Trabalho de Parto

Na maioria das vezes, após a internação, a gestante é submetida a alguns preparos determinados pelo médico. Esses preparos consistem na raspagem dos pelos pubianos (tricotomia), lavagem intestinal e instalação de soro com medicamentos. Esses procedimentos não são obrigatórios, mas são freqüentes.

Primeiro Estágio

Inicia-se com contrações regulares e termina com a dilatação completa do colo uterino. A duração desse primeiro estágio varia muito de mulher para mulher, mas é normal um espaço de 4 a 12 horas para uma mulher que vai dar à luz pela primeira vez, e de 2 a 6 horas para uma mulher que já teve pelo menos um filho antes.

Ao iniciar o primeiro estágio, a cabeça do bebê começa a descer e o colo do útero a dilatar-se. As fortes contrações do útero dilatam o colo gradualmente e as membranas se rompem. Ao terminar primeiro estágio, o colo do útero apresenta sua dilatação máxima: 10 cm ou 5 dedos.

Segundo Estágio

Começa quando o colo uterino atinge sua dilatação máxima e termina com a saída completa do bebê. Nesta fase, você sentirá uma sensação de pressão sobre a região perineal. As contrações uterinas, conjugadas ao esforço da mãe, empurram o bebê para o orgão sexual feminino. A cabeça do recém-nascido é alongada porque para passar pelo colo do útero e pela orgão sexual feminino, ela vai sendo espremida e moldada da melhor maneira possível. Isso só acontece porque na hora do nascimento, os ossos do crânio do bebê ainda não se soldaram uns aos outros. Esse formato pontudo desaparece rapidamente.

Esse segundo estágio não costuma demorar mais que 2 horas. Em geral é bem mais curto, principalmente depois do primeiro filho. A parte mais demorada é a passagem da cabeça do bebê, pois o resto do corpo sai em menos de um minuto.

Terceiro Estágio

Começa imediatamente após o nascimento da criança e termina com o desprendimento da placenta da parte uterina, que é expelida pelo orgão sexual feminino. Isso ocorre de 3 a 5 minutos após o parto.

Indução: chama-se indução o procedimento pelo qual se inicia, através de medicamentos, o trabalho de parto. Esse procedimento somente é indicado pelo médico após avaliação.

Condução do Trabalho de Parto: é o mesmo processo da indução usado pelo médico, quando o trabalho de parto se prolongou demasiadamente, sem que o bebê tenha descido pelo canal de parto.

Esse procedimento é realizado em determinadas circunstâncias como: quando as contrações permanecem distanciadas ou tenham cessado totalmente; quando a bolsa já se rompeu e o trabalho de parto não tenha começado espontaneamente. Nesses casos, é utilizado um medicamento que estimula ou faz com que as contrações se regularizem (soro).

Tipos de Parto

Parto Normal

A expulsão do bebê ocorre somente com a pressão que as paredes do útero exercem sobre o mesmo. Normalmente, em um parto normal, é realizada a episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar rotura dos tecidos perineais. A sutura é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.

Na maior parte dos casos, é necessário dar alguma anestesia para diminuir as dores e garantir a segurança da mãe e do bebê.

Parto Fórceps

Parto via orgão sexual feminino no qual se utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é colocado nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a retira-lo do canal de parto.

Aparelho Vácuo-Extrator

O vácuo-extrator funciona como um aspirador de pó em miniatura e pode ser usado sem uma episiotomia. A ventosa é colocada na cabeça do bebê e ele é sugado para fora a cada contração. Isso produz uma saliência na cabeça do bebê como se fosse um galo, que desaparece alguns dias após o nascimento.

Parto Cesárea

É a retirada cirúrgica do bebê. Esse procedimento é realizado quando mãe ou bebê apresentam algumas situações específicas, tais como: eliminação de fezes (mecônio) pelo bebê, dentro da bolsa; alteração do batimento cardíaco do bebê; problemas com o funcionamento ou posicionamento da placenta; eclampsia ( hipertensão materna grave); infecção ativa de herpes genital; bebê muito grande em proporção à bacia materna; posicionamento incorreto do bebê; gestação múltipla.

Fonte: www.hospitaldamulher.org.br

 

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