Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Graviola  Voltar

Graviola

Graviola

A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura), originária das Antilhas e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos.

Os frutos tem forma ovalada, casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilos e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e semelhante a fruta-do-conde.

Dá um suco delicioso e presta-se muito bem ao preparo de sorvetes e compotas.

Quando bem maduros, têm sabor agradável, podendo ser consumidos em pedaços puros ou polvilhados com açúcar ou calda. Quando verdes, podem ser cozidos e consumidos como legume. São muito utilizados na culinária.

Com a polpa se fazem ótimos purês e chutneys agridoces - para acompanhar carne assada ou filé de peixe grelhado. Fazem-se também geléias e refrescos. Seu sabor se acentua quando recebe adição de suco cítricos, resultando em deliciosos coquetéis.

No Brasil, produz bem em quase todo o território, mas sobretudo na Amazônia, no Nordeste e no cerrado, sendo conhecida por vários nomes: anona-de-espinho, jaca-do-pará, araticum-manso, araticum-grande e coração-de-rainha.

É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde. É ruim para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, que devem evitar consumí-la in natura, pois sua acidez é irritativa e pode provocar dor.

Pode ser comprada em feiras e supermercados. Se não for para consumo imediato, escolha frutas bojudas de coloração verde-clara opaca, com saliências bem afastadas umas das outras, porém firmes. Se quiser maduras, escolha as que estiverem macias e com as pontas dos espinhos pretas.

Para amadurecer em casa, deixe-as em cesto arejado em local protegido da luz até que fiquem macias. Para confirmar se estão maduras pela maciez, pressione a casca levemente, pois se estiverem maduras não resistem e se rompem. Evite as que estiverem com a casca preta, rachadas,moles demais e com sinal de mofo.

Fonte: www.geocities.com

Graviola

Nome popular: gravioleira jaca-de-pobre

Nome científico: Anona muricato L.

Família botânica: Annonaceae

Origem: América Central.

Graviola

Características da planta

Árvore de até 6 m de altura com caule reto e copa reduzida formada por folhas largas. Flores grandes de coloração amarelo-pálida.

Fruto

É o maior fruto da família, de forma ovóide, ou em forma de coração, com coloração verde, apresenta falsos espinhos carnosos curtos e moles. Polpa branca, doce, mas ligeiramente ácida. Possui muitas sementes escuras.

Cultivo

Planta tropical, não é exigente quanto ao solo. Prefere solo argiloso e seu desenvolvimento e mais favorável no Nordeste e Norte brasileiro, embora se reproduza em clima subtropical. O cultivo pode ser por enxertia, estacas ou sementes. Frutifica de janeiro a março.

"Fruta bonita e grande, são como melões no tamanho e verdes. E por fora tem assinaladas umas escamascomo a "pinha': E!rufa fria e para quando faz calor; e ainda que um homem coma uma graviola inteira,não lhe fará mal. A fruta e o seu manjar por dentro se parecem com natas ou com o manjar branco.Isso que se come, ou manjar, se desfaz logo na boca, como água, deixando um bom sabor."

Fernández de 0viedo (século XVI)

Citado por Clara Inés Olaya

A graviola pode ser considerada a maior, a mais tropical, a mais perfumada e a mais importante entre todas frutas genericamente conhecidas por araticuns ou, melhor ainda, entre todas as frutas da família das Anonáceas. Também como ocorre com a maioria delas, pela semelhança que os diferentes gêneros, espécies e variedades guardam entre si, e em virtude de sua grande dispersão por toda a faixa tropical, a graviola tem várias denominações populares.

Semelhante ao biribá, no que se refere à sua aparência externa, caracterizada pelas saliências que tem em suas pontas escamadas - falsos espinhos, recurvados e curtos, porém moles - a graviola tem um formato menos arredondado e mais comprido do que o primeiro, podendo variar bastante.
A gravioleira não é árvore de frutificação abundante, o que é compensado pelo bom tamanho de cada um de seus frutos: apesar das exceções - contam-se casos de árvores que chegam a produzir frutos de quase 10 Kg uma graviola pesa, em média, de 1 a 4 Kg.

A graviola deve ser colhida antes de amadurecer totalmente, pois, em virtude de seu peso, ela logo cai, esmagando-se e perdendo-se. Porém, não pode também ser colhida verde, senão seu sabor se altera.

Em geral, sua polpa é branca, sucosa, de aroma perfumado e agradável ao paladar; para Pimentel Gomes, apresenta sabor "doce mas ligeiramente ácido". A polpa da graviola é também fibrosa, parecendo algodão, e contém uma boa quantidade de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas C e B, potássio e fósforo.

Uma vez madura ou quando sua casca se rompe, a graviola é fruta que se decompõe com bastante rapidez. Por esse motivo, é mais comum que ela seja comercializada na forma de polpa congelada, que deve ser processada quase imediatamente após o seu amadurecimento.

A polpa congelada da graviola, atualmente, já pode ser encontrada nos mercados europeus, norte-americanos e nas grandes cidades brasileiras, sendo muito indicada para o preparo de sucos e de sorvetes, muitas vezes misturada com sucos de outras frutas - como limão, laranja, banana, abacaxi, etc - e em uma infinidade de mousses, gelatinas e pudins.

No Brasil, a graviola é bastante apreciada e seu cultivo é comum em pomares domésticos de cidades e sítios das regiões Norte e, especialmente, Nordeste, onde existem também áreas de plantio comercial da fruta. Nessas regiões, a graviola costuma ser consumida em estado verde como legume, podendo ser cozida, assada ou frita em fatias.

O nordeste do Brasil é, seguramente, um dos lugares do mundo onde mais se comercializa e se consome a graviola: verdadeiro exagero, na época da frutificação a graviola está em todos os quintais, em todas as feiras, em todas as bancas, em todas as mesas, em todas as bocas, para o prazer e para o deleite de todos.

Paulo Cavalcante, afirma que, ao que tudo indica, a gravioleira parece existir em estado silvestre na região amazônica. Os herbáreos do Museu Emílio Goeldi, de Belém do Pará, guardam diversos exemplares nativos, de classificação muito próxima à da graviola, coletados por vários pesquisadores em diferentes pontos da região. No entanto, segundo o mesmo autor e outros mais, supõe-se que a graviola seja fruta nascida nas terras ilhadas do Mar do Caribe, tendo sido encontrada em estado selvagem ; nas ilhas de Cuba, São Domingos, Jamaica e em outras menores. Dali, é que a fruta teria seguido para a Amazônia.

Nas Antilhas, a graviola é conhecida como guanábana, palavra da língua taína que se falava naquelas ilhas, a mesma língua que originou a palavra ; anón, usada para designar a ata, pinha ou fruta-do-conde. Como informa a escritora Clara Inés Olaya, foi ali também, no início do século XVI, que 0 cronista Fernández de Oviedo encontrou a fruta pela primeira vez e registrou sua existência.

Séculos depois, a graviola encontra-se disseminada por várias regiões tropicais do globo tendo se tornado subespontânea em muitas delas. Em países como o Havaí, por exemplo, o desenvolvimento de técnicas de plantio e de industrialização da polpa de aroma e sabor exóticos e delicados, transformou a graviola e seus derivados em procuradas iguarias ao alcance de muitos.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal