Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Locais Turísticos da Grécia  Voltar

Locais Turísticos da Grécia

Grécia tem numerosos formosos lugares que visitar tanto por seu passado histórico como por suas maravilhosas paisagens. Iniciaremos pela capital do país, Atenas, para continuar pelo Peloponésio. Daqui viajaremos Grécia Central e à Região de Tesalia, a Macedônia e a Tracia para finalizar num rápido percurso pelas Ilhas gregas do Dodecaneso, as Ilhas do Nordeste do Mar Egeu, as Ilhas Jônicas, as Ilhas do Golfo Saraonico, as Ilhas Espóradas e as Ilhas Cíclades.

Ática é a parte de Grécia onde encontra-se Atenas, a capital do Estado grego, e é também o porto de Pireo. Limita ao norte com Stereá e ao sul com o golfo Saraonico.

Atenas

Atenas, Grécia

Atenas, a capital grega, é conhecida mundialmente tanto pelo seu passado histórico (berço do Ocidente), como pelos impressionantes restos arqueológicos que conserva. A cidade está situada em um vale no que sobressae a colina da Acrópolis e a do Licabeto. A cidade nova tem um desenho moderno de avenidas retas e edifícios brancos que estendem-se até os portos de Falero e o Pireo.

Atenas surgiu como potência crescente no século VI a. C. Depois chegou a época de Pericles, na que Atenas se converteu num grande centro artístico, comercial e industrial. Com a expansão macedónica, a cidade experimentou um ligeiro retrocesso, embora seguiu sendo um grande centro cultural. Na era helenística as grandes monarquias que surgiram a ensombrecieram de alguma maneira, e a cidade começou a viver do passado. Começou a ser uma cidade-museo, mais que um organismo vivo. Foi vítima de vários saques em diferentes épocas e entrou em uma era bizantina despojada e muito de sua gloria. Não a beneficiou tampouco a lei do imperador Justiniano, que proibia estudar filosofia em Atenas (529), nem as conquistas sucessivas que assolaram à cidade até a dominação turca. Em este período otomano produziu uma nova expansão, seguida não obstante de alguns retrocessos. Atenas ressurgiu de suas cinzas após a independência, elevando-se como capital do novo Estado grego.

Atenas é uma cidade que tem crescido demasiado depressa tentando unir o velho com o novo. A população heterogênea da mostras desta arbitraria expansão.

É uma cidade de transição, a dizer verdade sempre foi. As ruas centrais apresentam um tráfico muito movido e ruidoso, abundam as motocicletas, os taxis são baratos e o carro sai caro. Fora da congestionamento do centro Atenas conta com bairros tranqüilos onde os atenienses desfrutam em suas varandas e a vida gira a outro ritmo.

Acrópolis

Acrópolis, Grécia

Embora tenham encontrado restos que datam da idade do Bronze a Acrópolis como tal se construíu por encargo de Pericles a Fidias no 447 a.C. Diferentes guerras destruíram parte dela, como as do Peloponésio ou os bombardeos da Segunda Guerra Mundial, além do normal passo do tempo. Porém, a Acrópolis segue sendo uma das maravilhas do mundo que ninguém deveria deixar de visitar. Trata-se de uma fortaleza natural situada encima de uma colina que chega a atinger os 156 metros de altitude sobre o nível do mar e que estende-se sobre uns três hectares de superfície.

O percurso começa pela Via Sacra, subindo umas escadas se entra no recinto pela Porta Beulé. Esta porta, descoberta pelo arqueólogo francês Ernest Beulé em 1852, está composta por duas torres de 9 metros de altitude que flanqueam a porta fortificada. Foi construída no século II por ordem de Flavio Sétimo. Depois de passar a entrada se acede a uma grande escada que sobe até os Propileos. Subindo uma rampa chega-se ao Templo de Atenea Niké à direita, reconstruído com os materiais originais por Schaubert e Hansen. Este templo segue os padrões do estilo Jônico e destacam as esculturas do friso que percorre os quatro costados do templete. A esquerda da escada encontra-se o Monumento de Agripa, do que só se conserva um pedestal imenso de 13.40 metros de altitude talhado em mármore azul gris.

A continuação se levantam os Propileos (construídos em cinco anos, 437-432 a.C. Por ordem de Pericles) e que constituem a entrada ao recinto sagrado da Acrópoles. Seu arquiteto foi Minsicles que construiu um corpo central em mármore com cinco portas e duas alas laterais. A ala norte, conhecida como a Pinacoteca, é a maior e consta de uma sala e uma fachada com colunas dóricas; a ala sul consta de um pequeno pórtico com três colunas dóricas.

Depois de atravessar os Propileos se acede à meseta da Acrópolis desde a que se obtém uma panorâmica do conjunto arquitetónico. Avançando para o Partenón encontram-se o Santuário de Artemisa Brauronia, o lugar no que as jóvenes antes de casar-se tinham que dançar imitando a um urso, seguindo o ritual oportuno. Más adiante está a Calcoteca, construída no século V a.C. o lugar onde se armazenava as vasilhas de bronze e as oferendas para Atenea. O seguinte é a Muralha cujos restos mais antigos datam do V a.C.

O Partenón está considerado como a obra prima da arte grega. Anterior atual construção se encontrava em esse espaço o Hecatómpedon, santuário dedicado a Atenea Partenos. Os arquitetos Ictino e Calícrates desenharam os planos e os levaram a cabo supervisados por Fidias. As obras começaram no 447 a.C. E se finalizaram nove anos mais tarde. O Partenón se construiu em honra à deusa virgem Atenea, protetora da cidade. Sua estátua de 12 metros de altitude, feita de marfim e de ouro, adornada o interior do templo. (Foi levada a Constantinopla em algum momento e ali desapareceu).

Construído em sua maior parte em mármore, o templo está assentado sobre uma base de três degraus rodeado por uma coluna exterior com oito colunas dóricas nas fachadas leste e oeste e 17 colunas ao longo do seu comprimento. O templo ocupa uma superfície de 69,54 metros por 30,87 metros e as colunas atingem uma altura de 10,43 metros e estão colocadas no centro para corrigir o efeito óptico das linhas horizontais. As colunas sustentam o arquitrave e o friso que está decorado com 92 metopas.

Outro edifício de grande interesse é o Erecteiom, considerado como um modelo do estilo Jônico. Este santuário foi edificado entre o 421 e 406 a. C. Em honor a vários deuses. É um edifício muito complexo pois seu arquiteto, Filocles, teve que solucionar um grave problema de desnível de terreno. Ao redor do edifício corre um friso de pedra escura. O corpo central conforma um templo de estilo Jônico com seis colunas na portada leste e quatro na oeste. O pórtico norte vale especial menção, consta de quatro colunas Jônicas na frente e duas aos lados, assim como preciosas esculturas nos capiteles. Também é muito formoso o pórtico das Cariátides chamado assim porque são esculturas de jovens mulheres as que suportam o peso do forro e do teto.

O Erecteion, acolhia em seu interior uma estátua de madeira de Palas Atenea, junto com o lendário olivo com o que conjurou a Possêidon, o deus do mar, em sua luta pela soberania de Ática.

Separado do que antes era o bastão sul da cidadela está o pequeno e redondo templo de Atenea Vitoriosa (Athina Nike), terminado no ano 421 a. C. Se supõe que está no lugar onde o pai de Teseu, o rei Egeu, se jogou ao vazio ao ver um barco de vela negra aproximar-se ao porto. Teseu havia prometido colocar uma vela branca em sua viagem de regresso se havia logrado derrotar ao minotauro de Creta, mas se esqueceu.

O percurso costuma continuar pelo Museu da Acrópoles. Esta coleção permanente recolhe uma importante mostra dos restos encontrados no recinto desde os inícios do século VI a.C. Até finais do IV a.C. As peças mais representativas são o Moscóforo, a escultura mais antiga da Acrópolis (570 a.C.), realizada em mármore que representa um kuros levando sobre os ombros um bezerro, os diferentes grupos de korai que vão desde o período arcaico até as áticas situadas na sala 4, a Gigantomaquia da frente da antiga nave do templo de Atenea Polias, a cabeça do efebo loiro de 480 a.C. os fragmentos da frente ocidental do Partenón, as treze lápidas com gravados do templo de Atenea Niké, as estátuas originais do Erecteiom e os vinte fragmentos do friso da procissão das Grandes Panteneas que pertenciam ao friso oriental do Partenón.

Na ladeira norte da Acrópolis pode-se ver o antigo peripatos, um caminho que rodeia a Acrópolis e desde o que podem-se observar várias grotas escavadas em uma parte inacessível da colina que se supõe são antiquíssimos santuários pré-históricos. Já em uma zona acessível pode-se visitar o santuário rupestre de Apolo Hipacráios. A sua esquerda encontram-se várias cavernas dedicadas a Pan, Eros e Afrodite.

Na ladeira sul da Acrópolis encontra-se o Santuário de Dionisios Eleutheros dedicado ao deus do vinho e a natureza. O Témenos, recinto sagrado onde ficam alguns restos, está separado por uma estátua dórica do 330 a.C. Do Teatro. Junto à estátua podem-se ver os vestígios de vários templos e um altar de mármore do século II a.C. O Teatro de Dionisios foi construído em sua maior parte por Licurgo no 330 a.C. Acrescentando alguns novos elementos no tempo dos romanos. Estava precedido por um pórtico de colunas que dissimulava a parte posterior da cena. A orquestra, que está em bom estado de conservação, tem 19.61 metros de diâmetro e um pavimento adornado com figuras de mármore da época romana. rodeiando à orquestra há um corredor e a continuação encontra-se a cavea, a parte reservada ao público com uma lotação para 17.000 espectadores e que se distribuíam em 78 arquibancadas. A primeira fila continha 67 tronos de mármore com os nomes dos dignatários que podiam utiliza-las. A primeira função que se representou neste Teatro foi uma obra de Tespis.

A direita do Teatro se levanta o Odeon de Pericles construído no 445 a.C. Esta construção acolhia aos músicos e aos atletas durante as celebrações das Dionisíacas, jogos acompanhados de danças, representações e mimos que tinham lugar em primavera em honra a Dionisios. Também muito perto do Teatro encontra-se o Pórtico de Eumenes II do século II a.C. Este pórtico comunica o teatro com o Odeon de Herodes Ático construído no 161 d.C. Segundo os padrões romanos. Consta de dois andares flanqueados por duas alas de três andares com saída as passagens laterais e aos bordes do cenário. A orquestra estava coberta por mármore e tinha uma cavea de 76 metros de diâmetro com uma capacidade para 5.000 espectadores que se situavam em 23 arquibancadas. Na atualidade durante o Festival de Atenas se representam tragédias clássicas, concertos, balés e óperas.

O Asclepieion, situado em uma varanda ao noroeste do Teatro, está dedicado a Asclepio (Esculapio), protetor da medicina. Se entra por uma monumental porta da época romana conhecida como popilão. A esquerda encontram-se os restos de uma estátua, pórtico dórico com 17 colunas no frente e dos galerias separadas por mais colunas.

voltar 12345678avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal