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Gripe do Frango

 

INFLUENZA AVIÁRIA

Introdução

A gripe aviária é uma doença viral, causada pelo vírus Influenza do tipo A, que acomete os tratos respiratórios, digestivo e sistema nervoso de várias espécies de aves. A doença pode ocorrer em muitas espécies de aves domésticas e silvestres.

Até recentemente não se considerava possível a transmissão direta do vírus totalmente aviário ao homem. Sua primeira associação ocorreu em Hong Kong em 1997, durante uma epidemia em aves domésticas causada pelo subtipo viral H5N1. Nesta epidemia 18 trabalhadores de mercado de aves adoeceram e 6 deles evoluíram para óbito. Após este ocorrido verificou-se que o H5N1 havia ultrapassado a barreira entre as espécies sem que fosse necessária a recombinação genética com o vírus humano.

Em 2003 foi notificado uma epidemia pelo Influenza A (H5N1), que atingiu a Coréia do Sul, ocorrendo o óbito de 19.000 galinhas, tendo rápida disseminação para os demais países asiáticos. Em 2004 no Vietnã, foram descritos os primeiros casos de doença humana, e estudos confirmaram tratar-se de uma cepa de H5N1 diferente da identificada em 1997 e 2003. Confirmou-se assim a emergência de uma nova cepa e consequentemente o risco potencial para o surgimento de uma pandemia.

Taxonomia

Família: Orthomyxoviridae.
Ordem: Orthomyxiovirus.
Gênero: Influenzavirus.
Tipo A: acomete humanos, eqüinos, suínos e aves.
Tipo B: somente humanos.
Tipo C: somente humanos.

O nome de estirpes do vírus da Influenza Aviária (IA) deve incluir: tipo do vírus (A, B ou C), o hospedeiro, origem geográfica, número de registro, ano de isolamento e descrição antigênica entre parênteses.

Exemplo: A/turkey/1/68 (H8N4).

Etiologia

Os vírus influenza são RNA vírus de cadeia simples. O RNA está contido em oito segmentos individuais que codificam dez proteínas diferentes. Os vírus são geralmente esféricos podendo atingir 200nm. As partículas virais possuem envelopes de onde saem glicoproteínas, hemaglutinina (HÁ) e neuroaminidase (NA) que determinam os subtipos e são responsáveis pela antigenicidade e virulência do vírus. Os tipos A, B e C são determinados pela proteína de membrana M e pela proteína do núcleo PN.

Até o momento foram registrados 16 diferentes proteínas HÁ e 9 diferentes proteínas NA. A HÁ é a responsável pela ligação do vírus ao receptor da célula do hospedeiro pela penetração do vírus na membrana citoplasmática e também pela capacidade hemaglutinante do vírus. A NA é a responsável pela liberação de novos vírus das células do hospedeiro por meio de sua ação sobre o ácido neuramínico na célula.

A HÁ do vírus aviário liga-se aos receptores a-2,3 ácido siálico. Já o vírus humano liga-se a receptores a-2,6 ácido siálico das células epiteliais do trato respiratório.

O vírus Influenza pode acumular mutações pontuais, chamadas de antigenic drift. Profundas alterações genéticas ocorrem quando há recombinação genética entre cepas virais diferentes chamadas de antigenic shif. Para que ocorra esta recombinação genética é necessária a existência de um hospedeiro intermediário que permita a infecção de cepas virais diferentes numa mesma célula. Até agora, acredita-se que o porco deva ser o principal hospedeiro para o surgimento dessas recombinações, já que, apresentam ambos receptores.

Resistência

As cepas virais supracitadas apresentam as seguintes resistências:

Temperatura: Inativado a 56ºC por 3 horas, ou 60ºC por 30 minutos
pH:
Inativado em pH ácido
Químicos:
Inativado por agentes oxidantes, dodecil sulfato sódico, solventes lipídicos e ß-propiolactona
Desinfetantes:
Inativado por compostos à base de formol e iodo.
Sobrevivência:
Permanece viável por longos períodos em tecidos, fezes e na água; também viável por longos períodos a temperatura de refrigeração, e o congelamento conserva o vírion por período inderteminado.

Hospedeiros

Os vírus da IA estão presentes em muitas áreas de criação avícola, infectando diversas espécies de aves, entre elas: galinhas domésticas, perus, patos, codornas, avestruzes e emas. Aves silvestres e, sobretudo, aves aquáticas migratórias são consideradas importantes reservatórios dos vírus da IA, sendo na maior parte dos casos responsáveis pelo início dos surtos da doença em todo o mundo.

Transmissão

A transmissão, de ave para ave, ocorre pelo contato com as secreções das aves infectadas (fezes e oronasais) ou fômites contaminados. Os ovos quebrados que estiverem contaminados podem infectar os pintos no incubatório. As aves aquáticas e marinhas contaminadas podem infectar outras aves suscetíveis mesmo sem apresentar sinais clínicos.

Os mecanismos de transmissão direta do vírus aviário ao homem são pouco conhecidos. O contato com aves e superfícies contaminadas com suas secreções parece ser a principal via de infecção. Porém poderá ocorrer também por via respiratória através da inalação de aerossóis.

Patogenia

A patogenia da IA ainda não está completamente elucidada, mas a doença humana com infecções fatais pelo H5 é provavelmente resultante do desequilíbrio das citocinas, com produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias (principalmente IL-6, G-CSF, MIP-1 e MIP-2). O TGF-ß é um potente imunomodulador que está relacionado a apoptose das células infectadas pelo vírus Influenza.

Ao penetrar no hospedeiro, geralmente por via respiratória, o vírus é adsorvido pela superfície das células que contém os receptores de sialoglicoproteínas (a-2,3 ácido siálico, a-2,6 ácido siálico) e sofre endocitose. O capsídeo migra para o núcleo da célula infectada, onde haverá replicação do RNA viral.

Apresentação Clínica

O período de incubação é curto, em média de 2 a 4 dias, com alta concentração de vírus nas secreções respiraórias durante a fase inicial da doença.

Na maior parte dos casos a clínica da IA é semelhante aos outros subtipos de Influenza. Pode apresentar-se como: forma subclínica, resfriado comum, faringites, traqueobronquites, bronquiolites (em crianças).

As formas graves caracterizam-se por quadro de vias aéreas superiores e pneumonite hemorrágica com infiltração mononuclear.

Na epidemia de 2004 os primeiros relatos dos casos humanos evidenciavam febre, dispnéia e tosse, associados à diarréia em 70% dos casos. Todos foram hospitalizados nos primeiros seis dias após o aparecimento dos sintomas, com evolução para óbito em 80% após nove dias do início dos sintomas.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na apresentação clínica e epidemiológica, sobretudo em casos de epidemias. Outras doenças respiratórias como por RSV, adenovírus, parainfluenza e hantavírus constituem importantes diagnósticos diferenciais. Indivíduos com sintomas respiratórios, febre e história de viagens recentes às regiões de transmissão devem ser investigados.

O isolamento viral ou detecção do antígeno viral por meio de microscopia eletrônica ou cultura celular são importantes não só para o diagnóstico como também para a caracterização genética do vírus, determinação de seu perfil de sensibilidade e produção de vacinas específicas.

O vírus Influenza é detectado mais facilmente através de aspirado nasofaríngeo obtido nos três primeiros dias do início dos sintomas (swab nosofaríngeo também pode ser utilizado).

Os métodos de detecção rápida incluem:

Detecção direta por meio de técnica de imunofluorecência
Detecção direta através de PCR
Exames sorológicos de fixação de complemento ou hemoglutinação apresentam limitações na sua aplicabilidade clínica, contudo podem ser valiosos nas investigações epidemiológicas.

Tratamento

O tratamento não específico compõe-se da utilização de AINES, paracetamol como antipirético, antitussígenos e ventilação assistida nos casos graves.

O tratamento específico incluem antivirais inibidores de HA (Rimantadina e Amantadina) e inibidores de NA (Zanamivir e Oseltamavir).

O vírus Influenza H5N1 da epidemia de 2004 apresenta resistência natural aos inibidores da HA, sendo por isso utilizado somente os inibidores da NA.

Os inibidores da NA são também indicados como profilaxia se instituídos nas primeiras 48 horas após o contato. Estudos recomendam a quimioprofilaxia para profissionais de saúde, em contato com os doentes, pessoas vivendo em instituições e profissionais de granjas e avícolas.

É importante ressaltar que os antivirais são úteis na redução da severidade dos casos e na disseminação da infecção, mas não há dados clínicos que determine sua real eficácia no tratamento.

Prevenção

No âmbito hospitalar as medidas de controle são semelhantes às indicadas para patógenos de transmissão respiratórias: máscara N95, luvas, gorro, avental, óculos e proteção de sapatos. A lavagem das mãos também constitui uma importante e eficaz medida de controle da doença.

Na infecção entre os animais deve ser realizada rápida eliminação de aves infectadas ou expostas, descarte apropriado das carcaças, quarentena, desinfecção das fazendas bem como restrição do mercado avicultor.

Vacinação

Não existe ainda vacinação eficaz para a IA em seres humanos, contudo recomenda-se a utilização da vacinação de Influenza disponível para indivíduos expostos ao vírus aviário durante epidemias. O objetivo é reduzir o risco de co-infecção do vírus humano e aviário e favorecer o aparecimento de novas cepas virais.

Vacinas preparadas com a amostra H5N1 para aves domésticas são de alto custo pelo número de animais que se deve imunizar e a dificuldade logística de se realizar a operação. As vacinas contra influenza são preparadas em ovos embrionados (inativadas), os quais devem ser livres de agentes patogênicos; a par disso, o processo de preparação da vacina apresenta relativo baixo rendimento, o que encarece o produto final e limita muito as quantidades disponíveis, bem abaixo das demandas necessárias a uma vacinação em larga escala, em caso de epidemias e epizootias.

As vacinas disponíveis para as aves são:

Vacinas inativadas
Vacina viva recombinante
Vacina de DNA.

Estudos estão sendo feitos para suprir a necessidade da vacinação humana, porém teme-se que na vigência de uma pandemia não haja tempo hábil para a produção da mesma.

Karina Koppe
Bárbara Pontini
Beatriz Ávila
Graziela Pelegrino
Juliana Almeida
Kenio Magalhães

BIBLIOGRAFIA

Saúde Aviária e Doenças/ Andreatti Filho, Raphael Lúcio/ 1ª Edição – 2007/ Editora Roca
Doenças das Aves/ Berchieri Júnior, Ângelo/ 2000/ Editora Facta
Tratado de Infectologia/ Veronesi, Ricardo; Focaccia, Roberto/ 3ª Edição – 2005/ Editora Atheneu
www.fiocruz.br

Fonte: MEDICINA – UNIGRANRIO

Gripe do Frango

A gripe do frango é causada pelo vírus da Influenza A variante H5N1, comum em aves, explica o médico Paulo Roberto Post, doutor em microbiologia.

Segundo ele, o H representa a hemaglutinina, uma das proteínas da superfície do vírus que ao entrar nas células do hospedeiro determina a infecção e o N, neuroaminidase, outra proteína. Nos vírus descritos até hoje o H vai do 1 ao 15 e o N, do 1 ao 9, com diferentes combinações.

Post explica que a transmissão da Influenza Aviária para o homem é esporádica, pode acontecer, mas não é comum. Ele diz ainda, que até agora não ficou bem estabelecida a transmissão da variante H5N1 de homem para homem. "Até hoje, as pessoas que se contaminaram trabalhavam com criação de aves e a transmissão pode ter ocorrido através do meio ambiente, por contato direto com superfícies contaminadas, fezes das aves ou aerossóis".

O contato com o vírus pode ou não causar a doença em aves silvestres, mas quando ocorre em frangos ou perus apresenta como sinais iniciais a diminuição da ingesta de alimentos e postura menor do que habitual.

"As aves são sacrificadas devido ao risco potencial de se constituir um novo vírus que possa agredir o ser humano e trazer uma epidemia mundial, o que a princípio é pouco provável". No ser humano, as variantes descritas são as h6N1, H2N2 e h4N2.

Propagação do vírus H5N1 que pode ser transmitido dos pássaros ao ser humano.

Fonte: www.diariopopular.com.br

Gripe do Frango

Gripe do Frango
Gripe do Frango

Perguntas e respostas sobre a gripe do frango

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que uma pandemia da gripe do frango é inevitável e orientou governos do mundo inteiro a tomar providências para conter o contágio de humanos pela doença.

Treze pessoas morreram no Vietnã desde dezembro por causa do vírus, e a Tailândia e o Cambódia também registraram mortes ligadas à gripe do frango.

Segundo a OMS, é altamente provável que haja uma pandemia da doença entre seres humanos. Mas como a doença se espalha e o que é posível fazer para contê-la?

Leia, a seguir, sobre os principais pontos da gripe do frango, apresentados em forma de pergunta e resposta.

Por que os especialistas estão tão preocupados com a gripe do frango?

Experiências passadas indicam que uma pandemia está se aproximando. No último século, houve três surtos graves de gripe.

O primeiro, batizado de gripe espanhola, foi em 1918 e matou 50 milhões de pessoas no mundo todo.

A gripe asiática foi o segundo grande surto, provocando um milhão de mortes. Finalmente, veio a gripe de Hong Kong em 1969, deixando mais um milhão de vítimas.

Os sintomas da gripe do frango são parecidos com os de outros tipos de gripe – febre, mal estar, garganta inflamada e tosse. Também é comum a ocorrência de conjuntivite.

Onde o surto deve começar?

Todas as atenções estão voltadas para o sudeste asiático, onde a gripe do frango matou 32 dos 45 humanos infectados com a doença desde 1997.

As pessoas pegam a doença por meio de contato próximo com aves infectadas vivas. Os pássaros expelem o vírus nas fezes, que depois de secas, pulverizam-se, sendo inaladas com o ar pelos seres humanos.

Mas há receios de que o vírus da gripe do frango pode sofrer uma mutação em contato com o da gripe humana, o que permitiria que o vírus fosse transmitido de uma pessoa para outra.

Existe tratamento?

Até agora o vírus tem sido combatido com o sacrifício em massa de aves que podem levar o vírus.

Para que fosse desenvolvida uma vacina, o surto teria de se materializar e poderia levar meses até que os cientistas conseguissem criar uma medicação profilática.

Há, no entanto, drogas antivirais, que contêm os sintomas e, como consequência, diminuem as chances de a doença se espalhar.

Esses remédios agem bloqueando a ação de uma proteína chamada neuraminidase, que o vírus usa para infectar células humanas.

Eles podem ser tomados quando uma pessoa começa a sentir os sintomas ou logo depois do contato com aves contaminadas.

Fonte: www.bbc.co.uk

Gripe do Frango

A Gripe do Frango seria melhor entendida como Influenza Aviária ou Gripe Aviária pois é uma doença respiratória que pode acometer todas as aves.

Curiosamente, suínos podem ser afetados e adoecerem, mas, patos e outras aves aquáticas são resistentes e por isso são importante via de disseminação do vírus da Influenza Aviária.

ONDE SURGIU ESTA DOENÇA?

A Gripe do Frango foi diagnosticada a mais de 100 anos na Itália , mas somente em 1997 em Hong-Kong houve os primeiros registros de casos humanos, justamente em um surto quando foi necessário o sacrifício de mais de 1,5 milhões de aves.

O QUE CAUSA A GRIPE AVIÁRIA?

A Gripe ou Influenza Aviária é causada por vírus de um grupo especial, o Grupo A que originariamente só infecta as aves e animais como suinos e até baleias.

Sabe-se que vírus do Grupo C são pouco patogênicos e não causam epidemias de gripe mas os vírus semelhantes do Grupo B causam a Influenza Humana com alguns surtos bem conhecidos( Surto em 1173, epidemia em 1510 chamada de Influenza das Estrelas pelo Papa Benedicto XIV, Gripe Espanhola -1918/1919, Gripe Asiática 1957, Gripe Hong Kong 1968).

Existem diversos subtipos e recombinações de vírus da Influenza Aviária. Entre eles estão o H7N1 e o mais patogênico deles,o mais perigoso, o H 5 N 1, letal para aves e que adquiriu a capacidade de infectar o porco e o homem como ocorreu em 1997 em Hong-Kong.

ENTÃO A GRIPE AVIÁRIA PODE INFECTAR O HOMEM?

Pode sim. O vírus H5N1 adquiriu capacidade de infectar o homem quando houver contato direto com as aves doentes, com suas fezes e secreções que são as vias mais comuns de contaminação e disseminação da doença. Entretanto, é bom chamar a atenção que, segundo os órgãos internacionais de controle,

NUNCA SE REGISTROU UM CASO DE TRANSMISSÃO DE PESSOA PARA PESSOA NEM PELO CONSUMO DE OVOS E CARNE DE FRANGOS.

Aliás, o cozimento correto e as altas temperaturas destroem o vírus H5N1 tranqüilizando completamente os consumidores de frangos e ovos.

LÁ NOS PAÍSES ASIÁTICOS A GRIPE DO FRANGO SE PARECE COM A GRIPE COMUM?

Parece sim. Os órgãos de saúde descrevem a Gripe Aviária igualmente com febre alta, dores corporais e da garganta, tosse, espirros, mal estar e finalmente pneumonia.

PORQUÊ SE FALA TANTO DA GRIPE DO FRANGO NOS PAÍSES DA ÁSIA?

Porque lá existe uma grande variedade de aves aquáticas(patos) e é comum as famílias criarem estas aves juntamente com galinhas e porcos nos quintais e até dentro de casa. Não é como no Brasil onde as criações de aves são feitas em granjas com muita higiene e isolamento. Aqui há alto grau de automação podendo-se considerar o “primeiro mundo” em tecnologia de criação de frangos e poedeiras. Além disso, mais da metade da população do mundo está na ASIA com alta densidade demográfica nos grandes centros e intercambio constante com o mundo ocidental, tanto para comercio como turismo.É comum também a migração das aves aquáticas e selvagens principalmente para a Europa, Canadá e Estados Unidos para onde levam os vírus da Influenza Aviária.

EXISTE GRIPE DO FRANGO NO BRASIL?

NÃO! AINDA NÃO EXISTE GRIPE DO FRANGO NO BRASIL.

ENTÃO PORQUÊ TANTA PREOCUPAÇÃO E ALARME DA IMPRENSA?

Não deve haver alarme e sensacionalismo mas a preocupação se justifica pelos seguintes aspectos:

a) Saúde humana

Nenhum país está preparado para enfrentar um surto de Influenza Aviária o que transformaria fatalmente em pandemia (doença em muita gente e emvários países simultaneamente). O maior temor está na possibilidade do vírus H5N1 se combinar com vírus comum de gripe e daí surgir uma variante diferente, muito mais desastrosa. Se isto ocorresse, não haveria estoques de medicamentos antivirais nem vacinas disponíveis. Só agora se iniciam as ações de governo brasileiro através do Instituto Butantã visando desenvolver vacinas para estes vírus. A propósito, resultados animadores já foram conseguidos na Hungria com uma vacina aplicável ao mesmo tempo em aves e humanos.

b) Economia

O Brasil é hoje o maior exportador de frangos e carnes do mundo e sétimo produtor de ovos, podendo conquistar ainda mais mercados com a nossa grande disponibilidade de milho e soja. A chegada do vírus da Gripe Aviária provocaria um choque no agronegócio e as conseqüências econômicas e sociais seriam incalculáveis. Sacrifício de milhões de aves, paralisação de toda a cadeia produtiva, queda na balança comercial, desativação de indústrias, incubatórios, granjas, abatedouros, transportadores e muito desemprego. Ninguém no Brasil deseja isto!

c) Cidadania

É importante todos se conscientizarem da importância da Gripe Aviária principalmente para cumprir sua parte na prevenção, por exemplo, saber como ter contatos com visitantes oriundos de paises onde já existe a doença.

Com dólar em baixa há muitas viagens de brasileiros ao exterior e a atenção deve ser para países asiáticos onde os MINISTÉRIOS DA SAÚDE E AGRICULTURA estão recomendando:

Evitar visitas a granjas e contatos com aves de feiras públicas, patos, marrecos e pássaros exóticos. Nunca tentar trazer amostras de alimentos ou ovos escondidos em bagagens.
Não ingerir iguarias de carnes cruas de frangos, outras aves e suínos, ou de procedência duvidosa.
Evitar locais fechados com grande concentração de pessoas.
Lavar sempre as mãos antes de se alimentar e antes de passar as mãos no rosto.
Em viagem, procurar sempre autoridades médicas ao sentir alguns dos sintomas descritos anteriormente para a Gripe do Frango.

No Brasil, as granjas estão impondo práticas de biossegurança, entre outras, evitando entrada de equipamentos, produtos, animais e visitas de pessoas oriundas de países onde há suspeitas da doença.

O QUE O GOVERNO ESTÁ FAZENDO PARA IMPEDIR A CHEGADA DESTE VIRUS FATAL ( H5 N1) EM NOSSAS GRANJAS ?

Os Ministérios da Agricultura estão com diversas ações neste sentido. Constituiu-se o Comitê Brasileiro de Preparação do Plano de Contingência para uma pandemia de Influenza – Portaria n. 36, de 22/12/03. Há vigilância em portos, aeroportos e fronteiras incluindo monitoramento de aves migratórias nas áreas costeiras, mesmo sabendo-se que o Brasil não é rota escolhida para estas aves da Asia. Normas foram baixadas impedindo a importação de aves, ovos, material genético e produtos de aves de qualquer país suspeito.

Internamente, até mesmo a movimentação de aves de descarte e embalagens usadas está sendo evitada seguindo orientações do PNSA (Plano Nacional de Sanidade Avícola). Em linhas gerais, estes são os principais aspectos desta polêmica enfermidade. Voltamos a afirmar:

AINDA NÃO HÁ GRIPE DO FRANGO NO BRASIL

Portanto, podemos continuar a comer os frangos e muitos ovos de nossas granjas pois nossas preocupações estão apenas e tão somente em possíveis surtos no futuro. Tomara que o temível vírus H5N1 nunca encontre os caminhos do Brasil. Afinal de contas, devemos fazer nossa parte e confiar pois Deus sempre foi Brasileiro!

PORQUE O AVIÁRIO SANTO ANTONIO PATROCINOU A VACINAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS CONTRA A GRIPE COMUM?

ISTO TEM RELAÇÃO COM A GRIPE DO FRANGO?

A vacinação foi feita como um cuidado normal da empresa para com os funcionários e suas famílias. Isto nada tem em relação a Gripe do Frango. Apenas, visou melhorar a saúde e evitar faltas ao serviço por gripe comum seguindo o exemplo das melhores empresas brasileiras. Coincidentemente, agora, autoridades da saúde estão divulgando vantagens desta vacinação em evitar possíveis complicações caso venha ocorrer algum surto de Gripe Aviária. Aliás, o Ministério da Saúde deverá estender estas vacinações de gripe comum no próximo ano para todas as pessoas que trabalham com aves.

Vacinas contra gripe aviária tem resultado positivo em humanos.

Um protótipo de vacinacontra a mortal cepa asiática H5N1 da gripe aviária, desenvolvido na Hungria,teve resultados positivos em humanos. Em um comunicado, os serviços veterináriosinformaram que o mesmo protótipo teve resultado positivo em aves, o quesignifica que poderia ser utilizado para vaciná-las. "Testes clínicos tiveramresultados positivos, o sangue das cobaias (humanas) produziu anticorpos", disseo ministro da Saúde húngaro, Jeno Racz.

"A Hungria agora tem a tecnologiapara produzir de forma rápida grandes quantidades de uma vacina contra umaversão mutante do vírus", disse Laszlo Bujdoso, chefe dos serviços veterináriosda Hungria, que desenvolveu o protótipo a partir de células da cepa H5N1 dagripe das aves. A cepa asiática foi identificada pela primeira vez em 1997 eisolada no início de 2005 em um paciente do sudeste asiático pela OrganizaçãoMundial da Saúde.

Ela é causadora da morte de 60 pessoas na Ásia desde 2003 e oscientistas temem que possa sofrer uma mutação e se tornar um vírus letal econtagioso. Cientistas temem que a cepa H5N1 possa se combinar com o vírus dagripe humana, capaz de ser transmitida entre pessoas. "Como esta versão do vírusnão existe no momento, naturalmente é impossível desenvolver uma vacina contraela", destacou Bujdoso.

Três semanas atrás(início de outubro), as autoridadeshúngaras começaram a realizar os testes em voluntários do protótipo de umavacina contra o H5N1 no centro epidemiológico de Budapeste. O custo dodesenvolvimento da vacina é mantido em sigilo, mas no início da semana(24/10) ogoverno divulgou uma estimativa de mais de um bilhão de forintes (cerca de US$4,7 milhões).

França- Os resultados dos testes clínicos de um protótipo devacina contra a gripe aviária do laboratório Sanofi-Aventis, testado em 400pessoas na França, serão conhecidos no fim do ano. "O protótipo foi testadoem indivíduos de 18 a 60 anos. O estudo clínico começou em maio passado e osresultados serão conhecidos no fim do ano", disse Agnès Hoffenbach, diretora deprogramas de pesquisa e desenvolvimento da Sanofi-Pasteur. "Estes resultados sãofundamentais", explicou. "Administrar uma dose única ou duas doses de produtosmuda tudo no que diz respeito às capacidades de produão, que estão profundamenterelacionadas com os resultados clínicos", disse Hoffenbach.

Fonte: www.avimig.com.br

Gripe do Frango

Gripe do Frango
Gripe do Frango

A gripe do frango é causada por uma cepa (linhagem) do vírus “iinfluenza” conhecido pela sigla H5N1 e pode variar de uma doença leve a uma versão altamente infecciosa. Espalha-se principalmente pelo ar e pelas fezes de aves contaminadas.O 1º caso de transmissão da doença, do frango para humanos ocorreu em 1997, na cidade de Hong Kong, na China, provocando dezoito casos e seis mortes.

Os principais sintomas desta doença são uma febre superior a 38ºC, dificuldades para respirar e tosse. Todos os pacientes examinados com raios X apresentam anomalias no peito não especificadas.

Até agora, não há nenhum relato de transmissão da doença entre humanos. Para que isso ocorra, o vírus terá que sofrer uma mutação trocando material genético com o vírus da gripe que é altamente contagioso de uma pessoa para a outra. A vigilância sanitária está tomando medidas para conter a gripe do frango, pois a possibilidade do H5N1 se deparar com um vírus da gripe é aumentada à medida que o número de infectados cresce. A grande preocupação com relação à gripe do frango é o fato de ser um vírus novo, o que diminui as chances de defesa do sistema imunológico das pessoas por estarem desprovidas de anticorpos contra o vírus. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), esforços já estão sendo feitos para o desenvolvimento de uma vacina para humanos contra a gripe.

Muitos países já estão tomando medidas para não serem atingidos pelo novo vírus. Os países com casos confirmados são: China, Coréia do Sul, Japão, Vietnã, Cambodja, Tailândia, Laos, Pasquitão, Taiwan, Indonésia e agora Estados Unidos. O Brasil, que ainda não tem relatos de caso algum, foi um dos primeiros países a suspender as importações de carne de ave dos países afetados em reação ao surto na Ásia. Além disso, os produtores foram orientados a evitar visitas de pessoas vindas desses países, pois se estiverem infectadas poderão transmitir a doença às aves. Pessoas vindas da Ásia devem ser submetidas a uma quarentena de 72 horas no contato com aves domésticas. Já existem 3 centros utilizando um soro capaz de identificar a gripe do frango, portanto se o vírus H5N1 entrar no país há condições de identificá-lo.

Por enquanto, não há necessidade de se restringir o consumo do frango no Brasil, porém o cozimento deve ser bem feito já que o vírus não suporta temperaturas extremamente altas. O congelamento, por sua vez, não previne a transmissão do vírus já que este suporta bem temperaturas baixas sobrevivendo até 70ºC negativos. É importante, também, manter-se informado com relação aos países que já foram afetados pelo vírus para uma melhor prevenção.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Gripe do Frango

O fantasma da Gripe do Frango

A tão falada gripe aviária deixou de preocupar apenas os países da Ásia, continente onde surgiu o foco da doença, e passou a ser uma ameaça a todo o planeta.

Além, de causar a morte de milhões de aves e trazer prejuízos econômicos incalculáveis aos países afetados, a gripe do frango também traz sérios riscos à saúde humana. Especialistas do mundo inteiro temem que o vírus transmissor da doença sofra uma mutação, como ocorre com o vírus da gripe comum, e espalhe uma pandemia pelos quatro continentes. Se isso ocorrer, alertam, será uma doença tão mortal como a gripe espanhola, que no século passado matou 20 milhões de pessoas.

A doença é causada pelo vírus H5N1, chamado de Influenza, e é transmissível entre as aves e de aves para humanos. Por enquanto, não passa de humano para humano. Pode se espalhar de um país para outro através das aves migratórias, como patos, gansos e gaivotas que são resistentes à infecção. Liana Brentano, pesquisadora especializada em doenças de aves da Embrapa Suínos e Aves (unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), explica que o vírus é semelhante ao que causa a gripe comum entre os seres humanos, porém “nas aves, geralmente, a doença é devastadora, provocando lesões sérias nos sistemas respiratório, digestivo, nervoso e reprodutivo. Nos casos de contaminação humana, a doença se manifesta como uma infecção pulmonar aguda”.

A gripe do frango inverte o sistema de defesa do corpo, ou seja, provoca a morte das células imunológicas, e já matou 64 pessoas do continente asiático. A maior preocupação, segundo a pesquisadora, é a rápida adaptação e mutação do vírus que pode passar a ser transmitido de humano para humano. A OMS (Organização Mundial da Saúde) levantou suspeita de que no Vietnã já existe um caso em que o vírus tenha sido transmitido de uma pessoa para outra. “Se este cenário se confirmar, o vírus causará uma pandemia (epidemia generalizada) e poderá provocar altos índices de mortalidade entre as pessoas infectadas, por isso merece uma atenção especial”, afirma Liana.

A especialista esclarece que o vírus pode ser transmitido através do contato direto com as aves infectadas (saliva, secreção nasal e fezes). Ocorre também de forma indireta através da água tomada no mesmo bebedouro, ração, gaiola (entre os animais) e roupas ou sapatos que entrarem em contato com o vírus. O homem também pode adquirir a doença se comer a carne de uma ave contamina.

Os sintomas da gripe do frango são similares aos da gripe normal: mal-estar, febre, tosse e dor de garganta. De acordo com Paula Regina Knox, bioquímica, farmacêutica e professora dos cursos de Farmácia, Microbiologia e Imunologia do Imes (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), se a gripe aviária se juntar às gripes humanas dificilmente será controlada. “É uma combinação muito perigosa, a gripe do frango tem alto poder de destruição do organismo e as gripes que já conhecemos são transmitidas muito facilmente, através do ar ou simples contato entre as pessoas. Juntando as duas características teríamos um vírus muito forte capaz de causar um grande problema à saúde da população”.

A professora ressalta ainda que a combinação de dois vírus implica nas seguintes possibilidades: “o vírus pode não resistir à combinação e morrer ou pode se adaptar tornar-se forte e patogênico (capaz de provocar várias doenças). Portanto, se a doença não for tratada de maneira adequada pode caminhar para uma pneumonia viral e causar a morte do paciente”.

EPIDEMIAS DE GRIPE NO MUNDO

A gripe do frango não é a primeira epidemia que ocorre no mundo.

Em 1510 houve, na Europa, a primeira epidemia continental que sucedeu as seguintes:

Gripe Asiática (I): Foi o primeiro caso de pandemia registrado no mundo e ficou conhecida como Gripe Asiática (infecção mista animal e humano) devido à região onde se desenvolveu o foco da doença. Ocorreu entre 1889 e 1892 e progrediu em três ondas sucessivas.

Gripe Espanhola: Entre setembro e novembro de 1918, final da Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola (hospedeiros suínos e aves) deixou mais de 20 milhões de mortos no planeta (1% da população mundial).

Gripe Asiática (II): Quase 40 anos depois, em 1957, outra Gripe Asiática, levou a morte de 1 milhão de pessoas.

Gripe de Hong Kong: Em 1968, o mesmo número de mortes se repetiu na Gripe de Hong Kong que foi causada por um vírus transmitido das aves para os seres humanos.

Vírus HSN1: Em 1997 houve o surto da doença causada pelo vírus HSN1, que era conhecido em casos de infecção em aves. Causou a morte de quatro pessoas em Hong Kong (em maio do mesmo ano). Para evitar a transmissão entre os seres humanos o governo foi obrigado a sacrificar 1,4 milhão de aves.

Formas de tratamento

Segundo a farmacêutica responsável pela FarmaIMES (Farmácia do Imes), Cristina Vidal, há duas formas de conter a gripe aviária: o desenvolvimento de vacinas específicas contra o vírus H5N1 e o uso dos medicamentos Tamiflu e Relenza. “Esses são os únicos medicamentos comercializados que são eficazes para esse tipo de gripe. Já estão, inclusive, em falta em muitas farmácias e drogarias, pois a população, assustada com a possibilidade de uma epidemia, tratou de se prevenir e adquiriram rapidamente os remédios”.

De acordo com Cristina, em caso de pandemia, o medicamento Tamiflu, além da forma em comprimido, poderá ser disponibilizado em forma de pó. “Assim, há a possibilidade de dissolvê-lo na água. Isso facilita o acesso e elimina rapidamente qualquer tipo de contaminação”, comenta a farmacêutica.

Fonte: www.imesexplica.com.br

Gripe do Frango

O primeiro estudo feito sobre os casos da gripe do frango na Ásia, publicado em Bangcoc (Tailândia), mostrou que o vírus tem uma fatalidade alta e que as vítimas geralmente morrem menos de duas semanas após caírem doentes com febre alta, tosse e dificuldades respiratórias. A agência de saúde da ONU informou que o estudo dos casos não dá uma descrição definitiva da doença, que ainda está sob investigação, mas destacou que as informações recolhidas serão úteis para que os especialistas sanitários possam identificar a gripe do frango. Em dez dos casos humanos estudados até agora no Vietnã, a OMS destaca entre os sintomas: febre superior a 38 graus e problemas respiratórios, diminuição dos linfócitos no sangue, assim como anormalidades nas radiografias do tronco em forma de infiltrações "difusas, desiguais e multiformes".

O vírus, H5N1, tem um índice de mortalidade de 80% a 90%. A pandemia só ocorreria se o vírus sofresse uma mutação que lhe conferisse a capacidade de passar de uma pessoa para outra. Hoje, é transmitido apenas de animais para pessoas. Mas a presença do vírus em pessoas favoreceria a recombinação do H5N1 com o vírus comum da gripe humana, podendo torná-lo capaz de ser transmitido entre pessoas.

O contágio da gripe do frango em humanos ocorre por meio do contato com animais infectados vivos. As aves expelem o vírus através das fezes, que, depois de secas, se pulverizam e são inaladas. Existem muitos tipos de gripe do frango, mas é o vírus H5N1 que causa a morte entre os humanos.

O vírus consegue sobreviver por um longo período nos tecidos e nas fezes das aves mortas, particularmente sob baixas temperaturas.

Fonte: leandrobrito.br.tripod.com

Gripe do Frango

Gripe Aviária

A gripe aviária é resultado da infecção das aves pelo vírus da influenza, cujas cepas são classificadas ou de baixa ou de alta patogenicidade, de acordo com a capacidade de provocarem doença leve ou grave nesses animais.

Todas as aves são consideradas suscetíveis à infecção, embora algumas espécies sejam mais resistentes que outras. A doença provoca vários sintomas nas aves, os quais variam de uma forma leve até uma doença altamente contagiosa e extremamente fatal que pode resultar em grandes epidemias. Esta é conhecida como “gripe aviária de alta patogenicidade” e se caracteriza por início súbito, sintomas graves e morte rápida, com taxa de mortalidade próxima a 100%.

Quinze subtipos do vírus Influenza infectam as aves. Todos os surtos da forma de maior patogenicidade foram causados pelos subtipos H5 e H7.

Transmissão

A transmissão entre diferentes espécies de aves dá-se por contatos diretos ou indiretos de aves domésticas com aves aquáticas migratórias (principalmente patos selvagens), as quais são reservatórios naturais do vírus e também mais resistentes às infecções, têm sido a principal causa das epidemias. A exposição direta a aves infectadas ou a suas fezes (ou à terra contaminada com fezes) pode resultar na infecção humana.

As aves e as pessoas se infectam por inalação ou ingestão do vírus presente nas fezes e secreções (corrimento nasal, espirro, tosse) das aves infectadas. Ovos contaminados são outra fonte de infecção de galinhas, principalmente nos incubatórios de pintinhos, visto que o vírus pode ficar presente de 3 a 4 dias na casca dos ovos postos por aves contaminadas. Não foi evidenciado transmissão pela ingestão de ovos. A transmissão também se dá pelo contato com ração, água, equipamentos, veículos e roupas contaminadas.

Atenção:

O vírus é sensível ao calor (56ºC por 3 horas ou 60ºC por 30 minutos) e desinfetantes comuns, como formalina e compostos iodados. Também pode sobreviver em temperaturas baixas, em esterco contaminado por pelo menos três meses. Na água, o vírus pode sobreviver por até 4 dias à temperatura de 22ºC e mais de 30 dias a 0ºC. Para as formas de alta patogenicidade (H5 e H7), estudos demonstraram que um único grama de esterco contaminado pode conter vírus suficiente para infectar milhões de aves.

Disseminação

A doença pode se espalhar facilmente de uma granja para outra. Um grande número de vírus é eliminado nas fezes das aves, contaminando a terra e o esterco.

Os vírus respiratórios, quando inalados, podem propagar-se de ave para ave, causando infecção. Os equipamentos contaminados, veículos, forragem (pasto, alimento), viveiros ou roupas – principalmente sapatos – podem carrear o vírus de uma fazenda para outra. O vírus também pode ser carreado nos pés e corpos de animais, como roedores, que atuam como “vetores mecânicos” para propagar a doença.

As fezes de aves selvagens infectadas podem introduzir o vírus nas aves comerciais e domésticas (de quintais). O risco de que a infecção seja transmitida de aves selvagens para aves domésticas é maior quando as aves domésticas estão livres, compartilham o reservatório de água com as aves selvagens ou usam um reservatório de água que pode tornar-se contaminado por excretas de aves selvagens infectadas. Outra fonte de disseminação são as aves vivas, quando comercializadas em aglomerados sob condições insalubres.

A doença pode propagar-se de um país para outro país por meio do comércio internacional de aves domésticas vivas. Aves migratórias podem carrear o vírus por longas distâncias, como ocorrido anteriormente na difusão internacional da influenza aviária de alta patogenicidade. Aves aquáticas migratórias – principalmente patos selvagens – são o reservatório natural dos vírus da influenza aviária e são mais resistentes à infecção. Eles podem carrear o vírus por grandes distâncias e eliminá-los nas fezes, ainda que desenvolvam apenas doença leve e auto-limitada. No entanto, os patos domésticos são suscetíveis a infecções letais, bem como os perus, os gansos e diversas outras espécies criadas em granjas comerciais ou quintais.

Sintomas

Assim como a gripe humana, causada pelos vírus de influenza humano, os vírus de influenza aviária causam nas aves problemas respiratórios (tosse, espirros, corrimento nasal), fraqueza e complicações como pneumonia. A doença causada pelos subtipos H5 e H7 (classificados como vírus de influenza aviária de alta patogenicidade) podem causar quadros graves da doença, com manifestações neurológicas (dificuldade de locomoção) e outras (edema da crista e barbela, nas juntas, nas pernas, bem como hemorragia nos músculos), resultando na alta mortalidade das aves. Em alguns casos, as aves morrem repentinamente, antes de apresentarem sinais da doença. Nesses casos, a letalidade pode ocorrer em 50 a 80% das aves. Nas galinhas de postura observa-se diminuição na produção de ovos, bem como alterações na casca dos mesmos, deixando-as mais finas.

O tempo de aparecimento dos sintomas após a infecção pelo vírus da influenza depende do subtipo do vírus. Em geral os sintomas aparecem 3 dias após a infecção pelo vírus da influenza, podendo ocorrer a morte da ave. Em alguns casos esse tempo é menor que 24 horas e em outros pode chegar a 14 dias.

Após a infecção, as galinhas eliminam o vírus nas fezes por cerca de 10 dias e as aves silvestres por cerca de 30 dias. Depois desse período, as aves que não morreram pela infecção podem desenvolver imunidade contra a doença. As aves não permanecem portadoras do vírus por toda a vida.

Gripe aviária em humanos

Os surtos de doença causados pelos vírus de alta patogenicidade representam risco para a saúde humana, em particular para os trabalhadores de granjas e de abatedouros dessas aves, pelo nível maior de exposição. Outros subtipos do vírus de influenza aviária, já foram diagnosticados em humanos, mas não causaram doença grave nem mortalidade em pessoas infectadas. Por isso é importante o diagnóstico de influenza, com identificação viral e caracterização antigênica, tanto nas infecções em aves quanto no homem, a fim de estudar os vírus circulantes, conhecer melhor os riscos para as pessoas e para as aves e pesquisar a viabilidade de desenvolvimento de vacinas em humanos.

Até recentemente, sabia-se que o vírus de influenza humana circulava apenas entre humanos e suínos - de suíno para humano e de humano para os suíno. Os vírus influenza aviário, normalmente, infectam suínos e estes infectam humanos. No entanto, em 1997 descobriu-se que um vírus influenza aviário causou infecção de pessoas, transmitindo-se diretamente da ave para o homem, sem passar pelo suíno.

Em dezembro de 2003, quando iniciou a mais recente epidemia de influenza aviária na Ásia, este fato se repetiu. Uma das hipóteses levantadas para essa mudança no comportamento do vírus é o contato freqüente e próximo entre diferentes espécies de aves e humanos.

O que preocupa as autoridades sanitárias é a infecção pelo vírus da influenza aviária em humanos e que ocorreu pela primeira vez em Hong Kong, em 1997. O vírus da influenza aviária normalmente não infecta outras espécies além de aves e pássaros.

Atualmente, outros dois vírus de gripe aviária afetaram humanos recentemente. O H7N7, com início nos Países Baixos, em fevereiro de 2003, causou a morte de um veterinário dois meses depois, e sintomas levem em outras 83 pessoas. Casos mais simples do vírus H9N2 em duas crianças ocorreram em Hong Kong em 1999 e em meados de dezembro de 2003 (um caso).

O alerta mais recente é de janeiro de 2004, com a confirmação laboratorial da presença do vírus H5N1 da influenza aviária em casos humanos de doença respiratória grave no norte do Vietnã.

O H5N1 causa preocupação especial, pois sofre mutação rapidamente e tem propensão para infectar outras espécies de animais (inclusive o homem), mas as infecções humanas com a cepa H5N1 não são freqüentes.

Medidas de controle

As medidas de controle mais importantes são: a rápida destruição de todas as aves infectadas ou expostas, o descarte adequado das carcaças, quarentena e desinfecção rigorosa das granjas. Além de restrições ao transporte de aves domésticas vivas, tanto no próprio país como entre países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda aos países afetados pela influenza humana e aviária as seguintes medidas:

1 - Utilização de equipamento adequado para proteção pessoal dos abatedores e transportadores de aves:

Roupas de proteção, de preferência macacões e aventais impermeáveis ou roupas cirúrgicas com mangas longas e aventais impermeáveis
Luvas de borracha, que possam ser desinfetadas
Máscaras N95 de preferência 1 ou máscaras cirúrgicas 2
Óculos de proteção
Botas de borracha ou de poliuretano que possam ser desinfetadas ou proteção descartável para os pés.

2 - Lavagem freqüente das mãos com água e sabão. Os abatedores e transportadores devem desinfetar suas mãos depois de cada operação.

3 - A limpeza do ambiente deve ser realizada nas áreas de abate, usando EPI (equipamentos de proteção individual) descritos anteriormente.

4 - Todas as pessoas expostas a aves infectadas ou a fazendas sob suspeita devem ser monitoradas pelas autoridades sanitárias locais e recomenda-se, além da vacina contra o influenza, o uso de antivirais para o tratamento de suspeitas de infecções respiratórias causadas pelo vírus.

5 - É importante que comuniquem imediatamente ao serviço de saúde o aparecimento de sintomas tais como dificuldade de respirar, conjuntivite, febre, dor no corpo ou outros sintomas de gripe. Pessoas com alto risco de complicações graves de influenza (imunodeprimidos, com 60 anos e mais de idade, com doenças crônicas de coração ou pulmões) devem evitar trabalhar com aves infectadas.

6 - Devem ser coletados, para investigação do vírus da influenza, os seguintes espécimes clínicos de animais (inclusive suínos): sangue e post mortem (conteúdo intestinal, swab retal e oro-nasal, traquéia, pulmão, intestino, baço, rins, fígado e coração).

No Brasil, vigilância da influenza está implantada desde o ano 2000. Baseia-se na estratégia de vigilância sentinela, composta por unidades de saúde/pronto atendimento e laboratórios. Esta rede informa semanalmente a proporção de casos de síndrome gripal atendidos nas unidades sentinela e os tipos de vírus respiratórios que estão circulando em sua área de abrangência. Para dar suporte a esse sistema, desenvolveu-se um sistema de informação, o SIVEP - Gripe, com transmissão de dados on line , garantindo assim a disponibilização dos dados em tempo real. Para o diagnóstico laboratorial são realizados testes específicos em amostras de secreção nasofaríngea, coletada por aspirado nasofaríngeo e/ou swab combinado.

Atualmente, o Sistema de Vigilância da Influenza está implantado em 24 unidades sentinela, a maioria delas localizada nas capitais de 12 estados das cinco regiões brasileiras, com previsão de implantação no ano 2004 em outros cinco estados. No entanto, independente da participação nesta rede sentinela, toda suspeita da ocorrência de surto de influenza deve ser notificada, em consonância com as normas atuais sobre a notificação de doenças transmissíveis no país.

Pesquisas e atualidades

As pesquisas mais recentes mostram que o vírus de baixa patogenicidade pode, após circular por períodos curtos nas aves, sofrer mutações para formas de alta patogenicidade.

Desde meados de dezembro de 2003 alguns países asiáticos notificaram surtos de influenza aviária de alta patogenicidade em galinhas e patos, a saber: Cambodja, China, Coréia do Sul, Indonésia, Japão, Laos, Paquistão, Taiwan, Tailândia, Vietnã. Infecções em outras espécies (aves selvagens e suínos) também foram notificadas. A rápida propagação da influenza aviária de alta patogenicidade, com ocorrência de surtos em vários países ao mesmo tempo, é historicamente inédita e de grande preocupação para a saúde humana e animal. Especialmente alarmante, em termos de riscos para a saúde humana, é a detecção da cepa de alta patogenicidade conhecida como o H5N1, como a causa da maioria desses surtos.

Há evidências de que esta cepa tem uma capacidade singular de “pular” a barreira das espécies e causar doença grave, com alta mortalidade em humanos.

Destaca-se a possibilidade de que a situação presente possa originar outra pandemia de influenza em humanos. Cientistas reconhecem que os vírus da influenza aviária e humana podem trocar material genético quando uma pessoa é infectada simultaneamente com vírus de ambas espécies. Este processo de troca genética no organismo pode produzir um subtipo completamente diferente de vírus influenza para o qual poucos humanos teriam imunidade natural.

As vacinas existentes, desenvolvidas para proteger os humanos durante epidemias sazonais, não seriam eficazes contra um vírus influenza completamente novo.

Se o vírus novo contiver genes da influenza humana, pode ocorrer a transmissão direta de pessoa a pessoa (e não apenas de aves para o homem). Quando isto acontecer, estarão reunidas as condições para o início de uma nova pandemia de influenza. Isso foi observado durante a grande pandemia de influenza de 1918 -1919 (Gripe Espanhola), quando um subtipo novo do vírus influenza se espalhou mundialmente, com morte estimada de 40 a 50 milhões de pessoas.

Atualmente, o tempo médio entre a identificação de uma nova cepa e a produção de uma vacina específica é de 4 a 6 meses.

Fonte: forum.cifraclub.terra.com.br

Gripe do Frango

Influenza Aviária (Gripe do Frango)

A gripe (influenza) é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus influenza, transmissível de uma pessoa para outra por via respiratória. A gripe ocorre em todos os países do mundo e, há pelo menos 400 anos, o vírus influenza vem causando epidemias a cada 2-3 anos e, eventualmente, pandemias (epidemias que afetam um grande número de países). As pessoas idosas e as portadoras de doenças crônicas que desenvolvem gripe têm maior risco de complicações como a pneumonia bacteriana, o que pode tornar necessário a internação hospitalar. A vacina contra a gripe reduz o risco de adoecimento causado pelo vírus influenza e, em razão disto, o de complicações bacterianas.

Transmissão

O vírus influenza é facilmente transmitido de uma pessoa para outra através de gotículas eliminadas através da tosse ou do espirro. A penetração do vírus no organismo ocorre através da mucosa do nariz ou da garganta e a aglomeração de pessoas em ambientes fechados facilita a disseminação da gripe.

Riscos

O risco de transmissão da gripe existe em todos os países do mundo. Condições como aglomeração de pessoas em ambientes fechados, principalmente durante o inverno, facilitam a disseminação do vírus influenza. Em razão disto, as viagens para grandes centros populacionais durante o inverno aumentam o risco de aquisição da doença.

O vírus influenza, pertence à família Orthomyxoviridae e é classificado de acordo com o material genético em três tipos diferentes (A, B e C). Os vírus influenza A são capazes de infectar diversas espécies de animais (pássaros, galinhas, patos, porcos, cavalos, baleias etc). Os vírus influenza B e C, basicamente, infectam seres humanos. Os vírus influenza A e B são capazes de causar epidemias. O vírus influenza C não tem potencial epidêmico e, em geral, causa doença de menor gravidade.

O vírus influenza A é classificado em subtipos, que são determinados por glicoproteínas (hemaglutininas-H- e neuraminidases - N) presentes na sua superfície.

Pelo menos 15 hemaglutininas (h6 a h65) e 9 neuraminidases (N1 a N9) já foram descritas. A infecção de seres humanos a partir de vírus influenza A originados de aves ou de outros animais é pouco comum. Em seres humanos, geralmente, a infecção ocorre pelos subtipos contendo as hemaglutininas h6, H2 ou h2 e as neuraminidases N1 ou N2 (atualmente estão circulando o h6N1, h6N2 e o h2N2). O vírus influenza B não é dividido em subtipos e, basicamente, é capaz de infectar apenas seres humanos.

A infecção pelos vírus influenza resulta em uma produção de anticorpos capazes de eliminar o agente infeccioso, porém um mesmo indivíduo pode ter vários episódios de gripe ao longo da vida. Isto ocorre porque os vírus influenza A e, em menor grau, o influenza B sofrem, constantemente, pequenas alterações em sua composição antigênica. Em razão disto, em uma nova infecção, os vírus influenza não são reconhecidos, pelo menos completamente, pelo sistema imune. Além disto, o vírus influenza A pode, eventualmente, sofrer alterações drásticas em sua composição antigênica e produzir um novo subtipo com alto potencial patogênico, para a qual as populações humanas não teriam nenhuma imunidade prévia. Estas grandes alterações antigênicas podem ocorrer quando estão presentes condições favoráveis, que envolvem o contato entre seres humanos, aves domésticas (influenza aviária ou "gripe do frango") e porcos (influenza suína), possibilitando infecções simultâneas (co-infecção) e a troca de material genético entre subtipos do vírus influenza A de origem humana e animal.

A introdução de um vírus influenza modificado em uma região onde os indivíduos sejam susceptíveis pode desencadear uma epidemia, principalmente se as condições forem favoráveis. Em paises de clima temperado, o ambiente frio e seco durante o inverno favorece a sobrevivência e a disseminação do vírus, razão pela qual as epidemias ocorrem, geralmente, nesta estação. Durante uma epidemia, cerca de 5 a 15% da população é infectada, resultando em aproximadamente 3 a 5 milhões de casos graves por ano no mundo com 250 a 500 mil mortes, principalmente entre idosos e portadores de doenças crônicas.

No século XX ocorreram três pandemias, todas causadas pelo vírus influenza A. A primeira ocorreu em 1918-19 pelo subtipo h6N1 (gripe espanhola), a segunda em 1957-58 pelo H2N2 (gripe asiática) e a última em 1968-69 pelo h2N2 (gripe Hong-Kong). A gripe espanhola, a mais devastadora, causou a morte de um número de pessoas estimado entre 20 e 40 milhões.

Medidas de proteção

A vacina contra a gripe mais comumente utilizada é a injetável, que é elaborada a partir de vírus influenza cultivados em ovos de galinha, hoje já é possível a produção de vacinas com tecnologia e métodos de produção em célula VERO e outras tecnologias. A vacina tem componentes de vários subtipos do vírus influenza, inativados e fracionados. Além disto, existem na sua composição pequenas quantidades de timerosal (Mertiolate®) e de neomicina (um antibiótico). A vacina, por ser produzida com vírus inativados, pode ser administrada com segurança em pessoas com deficiência do sistema imunológico e, se administrada em gestantes, não representa risco para o feto.

A vacina contra a gripe pode ser bastante útil para os idosos e para as pessoas de qualquer idade com doenças de base (pulmonares, cardíacas, hematológicas e imunodeficiências). A vacina, contudo, não protege contra o vírus influenza C. Além disto, não atua contra outros vírus respiratórios (adenovírus, rinovirus, vírus parainfluenza) que, principalmente durante o inverno, podem causar doença semelhante à gripe, embora de menor gravidade. Também não protege contra o resfriado comum (rinovírus, coronavírus). Nos casos em que estiver indicada, a vacina contra gripe deve ser utilizada anualmente para incluir as últimas alterações antigênicas ocorridas com o vírus influenza.

Manifestações

As manifestações clínicas da gripe aparecem entre 1 e 7 dias após a infecção (período de incubação médio de 2 dias). As manifestações da gripe têm início súbito com febre, dor no corpo, dor de cabeça e tosse seca e, evolutivamente, dor ocular e coriza. A doença, em geral, tem duração de 2 a 3 dias. A ocorrência de pneumonia bacteriana, uma complicação comum da gripe que é mais freqüente em crianças até um ano, idosos e indivíduos com doenças pré-existentes (pulmonares, cardíacas, renais, hematológicas e deficiências imunológicas), pode tornar necessária a internação hospitalar. O resfriado comum, comumente confundido com a gripe, em geral produz coriza intensa e não é acompanhado de febre ou causa febre baixa.

Tratamento

Existem quatro drogas liberadas para o tratamento da gripe (amantadina, rimantadina, zanamivir e oseltamivir - TAMIFLU). Apenas as duas últimas drogas têm ação contra os dois tipos de vírus que habitualmente causam a doença em seres humanos (influenza A e B). A eficácia destas medicações, que têm alto custo, depende do início precoce do tratamento (até o segundo dia das manifestações).

Os antitérmicos e analgésicos podem ser utilizados para controlar as manifestações, principalmente a febre e a dor, porém são destituídos de ação contra o vírus da gripe. A utilização de medicamentos que contenham em sua formulação o ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Doril®, Melhoral® etc) não é permitida em crianças com gripe, pela possibilidade de Síndrome de Reye. Esta síndrome, rara e de alta letalidade, está associada ao uso do ácido acetil-salicílico durante infecções virais em crianças e é caracterizada por comprometimento hepático e neurológico.

As complicações bacterianas, quando ocorrem, devem ser tratadas com antibióticos apropriados. O Staphylococcus aureus, uma das principais causas de infecção secundária na gripe, deve ser sempre incluido entre as causas prováveis da pneumonia bacteriana, até que se demonstre (Gram de escarro, hemoculturas) com segurança o agente etiológico.

Fonte: dsau.dgp.eb.mil.br

Gripe do Frango

A Gripe Aviária é uma doença extremamente contagiosa, causada por vírus.

A influenza aviária, ou “gripe do frango”, é uma doença contagiosa de animais causada por vírus. Em geral afetam aves e, menos freqüentemente, porcos. Todas as espécies de aves são consideradas suscetíveis às infecções, mas criações de aves domésticas são mais vulneráveis e podem disseminar de forma epidêmica.

Como uma doença, especialmente de aves, apresenta-se sob duas formas clinicas. A primeira causa uma doença leve e a segunda é conhecida como Influenza aviária altamente patogênica.

É uma doença que preocupa a saúde humana assim como para agricultura pela sua rápida disseminação em aves – galinhas e patos – assim como aves silvestres e porcos.

Existem três tipos de vírus influenza: A,B e C. Apenas o tipo A acomete todas as espécies de aves. Os tipos B e C acometem o homem. Houve apenas um caso do tipo A em humanos. Há uma forte suspeita de que o tipo A possa acometer os suínos e outros mamíferos. O vírus tipo A se divide em vários subtipos, dependendo de sua composição, formada por duas proteínas chamadas HA e NA. Existem quinze possibilidades para a proteína HA (HA1 a HA 15) e nove para a proteína NA (NA1 a NA9). Há várias combinações gerando vários subtipos de vírus. O subtipo H5 e H7 causam doença de grande severidade nas aves, podendo levar a 100% de mortalidade, outros subtipos causam doenças leves. A doença pode ser de dois tipos: Altamente severa que é extremamente contagiosa e altamente fatal. As aves podem morrer no mesmo dia em que aparecem os sintomas. Leva a 100% de mortalidade (H5 e H7). E baixa severidade que, às vezes, só causa redução de ovos, penas eriçadas ou discretos sinais respiratórios e digestivos, que podem passar desapercebidos. Porém se as cepas de baixa patogenicidade ficam muito tempo circulando no ambiente das aves podem se transformar, passando a ser evidentes e fora de controle.

As cepas do tipo A, que antes acometiam somente as aves, causaram a doença ao homem pela primeira vez em Hong Kong, em 1997, provocando 6 mortes e o sacrifício de 1,5 milhões de aves-cepa H5N1. Em 1999, surgiram, no mesmo país, mais dois casos moderados em crianças com a cepa H9N2 e, em 2003, outro com o cepa H9N2 e ainda um surto em humanos com 2 casos e uma morte devido à cepa H5N1. Em 2003, países como Bélgica e Holanda foram acometidos por um surto da cepa H7N7 e, em 2004, a Coréia do Sul e o Vietnã, com cepa H5N1.

As conseqüências para os países contaminados são grandes perdas econômicas devido à interrupção imediata da exportação de produtos avícolas (aves vivas e derivados), sendo necessário o abate de todos os plantéis positivos e a limpeza e desinfecção de todos os ambientes sociais, pois há o risco para a saúde humana – a Organização Mundial de Saúde teme por uma pandemia.

Os principais transmissores são as aves silvestres - as aquáticas são as principais fontes de disseminação e contaminação, principalmente, durante a migração e aves domésticas e de cativeiros, pois criadas soltas podem ter contato com secreções de aves migratórias positivas e passar para os plantéis industriais.

A doença se espalha de um país para outro através das aves migratórias, como patos, gansos, gaivotas que são resistentes à infecção e que em determinadas épocas migram de um país para outro e, ainda, com o comércio internacional de aves vivas e produtos. Dentro do país a doença se espalha através das fezes e secreções respiratórias de aves migratórias/silvestres que contaminam o solo, ar, água ou através do contato direto com aves de fundo de quintal ou industriais. As fezes e a água contaminada podem chegar aos animais confinados ou não através de equipamentos, veículos, pessoas e água.

O vírus permanece vivo por longos períodos em tecidos, penas, fezes e água. Em temperaturas frias sobrevive em materiais contaminados até três meses. Na água sobrevive por 4 dias em temperaturas de 22 graus e mais de 30 dias, a zero graus. Para a forma altamente patogênica, uma simples grama de material contaminado, pode infectar 1 milhão de aves.

Para cepas de alta patogenicidade, os sintomas da doença são: depressão, redução de apetite, interrompimento de postura, ovos deformados e sem casca, sinais nervosos, inchaço e coloração azulada de barbela e crista, tosse, espirro e diarréia. A mortalidade pode chegar em 100% no período de 1 a 3 dias.

Prevenção e medidas de biossegurança foram prontamente tomadas. Um Plano Estadual de Contingência para prevenir a Influenza Aviária foi criado e o Ministério da Agricultura proibiu a entrada de aves, seus produtos e subprodutos vindos de países que acusaram o problema. Também intensificou a vigilância nos aeroportos e portos com vistoria de bagagens procedentes de países onde ocorra a doença e, desde então, vem realizando exames em aves migratórias, abatedouros de frangos, perus e galinhas.

Fonte: www.biologico.sp.gov.br

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