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Gripe Influenza A

 

O que é a gripe influenza A(h6N1)?

É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus Influenza A (h6N1). Ele é diferente do h6N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia. Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas

A gripe tem cura?

Tem tratamento
A Gripe é causada pelos vírus Influenza A e B que usualmente ocorrem nos meses do outono e inverno
Uma pandemia ocorre quando nova espécie de Influenza A aparece, contra qual a população não tem imunidade, podendo resultar em doença disseminada e morte
Pandemias de Influenza ocorrem três vezes a cada século

Uma droga antiviral (Oseltamivir - Tamiflu) pertence a uma classe de medicamentos, conhecida como inibidores da neuraminidase, prevenindo a disseminação do vírus dentro do corpo. Esse medicamento é recomendado para tratamento e prevenção da gripe suína, sendo efetiva para o Influenza h6N1, devendo ser prescrita dentro de 48 horas do início dos sintomas

Como é transmitido o vírus?

Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto.

A transmissão se dá da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros ou tosse e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas

Quais são os sintomas que definem um caso suspeito de influenza A (h6N1)?

Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas:

Dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória

E

Ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (h6N1);

OU

Ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias ,com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza

Obs.: Contato próximo: indivíduo que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso confirmado

Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?

Os sintomas podem se iniciar no período de 3 a 10 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados

Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?

Não. Embora o nome inicial da doença remeta a suínos, não há evidências de que esse novo subtipo de vírus tenha acometido porcos. Portanto, não há risco no contato e consumo de produtos de origem suína. Os vírus da gripe influenza A (h6N1) não são transmitidos pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. De acordo com o CDC, a temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias

Como devo agir se estiver com os sintomas?

Quem tiver sintomas de gripe deve procurar um médico.

E quem chegou de viagem?

Se o passageiro apresentar algum sintoma depois de chegar ao país, quando estiver em casa, não deve tomar medicamentos por conta própria e deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar o roteiro de viagem ao profissional de saúde

Se a pessoa esteve nos últimos 10 dias em países onde houve casos, como o México, Argentina, Chile, EUA, e apresenta sintomas deve procurar um médico e realizar o exame para identificar o tipo de gripe. Deve-se evitar locais com presença de muitas pessoas enquanto não sai o resultado

Qual a diferença entre a gripe influenza A (h6N1) e a gripe comum?

A gripe influenza A (h6N1) é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarréia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia e/ou insuficiência respiratória. A gripe pode preceder infecções bacterianas como a pneumonia. A maioria dos mortos da gripe influenza A (h6N1) tinha entre 25 e 45 anos

Existe vacina contra esta doença?

Não. As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas, como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis, crianças e idosos, tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens

A vacina contra a gripe comum tem eficácia contra a gripe suína?

Não se sabe. Pode haver uma prevenção, ainda que parcial, se considerado o fato de que os casos no México ocorreram principalmente com adultos jovens. Lá, crianças de até 3 anos e adultos com mais de 50 anos vacinam-se rotineiramente contra a gripe humana

Por que a OMS está em estado de alerta?

Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados. A gripe influenza A (h6N1) representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde que a gripe aviária ressurgiu em 2003

Trata-se de um novo tipo de gripe influenza A (h6N1)?

Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suína, humana e aviária. Os porcos tornam-se incubadoras que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana

Os turistas com viagens marcadas para outros países deveriam ficar preocupados?

Para os viajantes que se destinam a outros países, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias locais durante a permanência nessas localidades. Governos de países como Itália, Polônia e Venezuela aconselharam os seus cidadãos a adiarem viagens às áreas em que foram registrados casos de gripe influenza A (h6N1) no México e nos EUA. Segundo a OMC, o fechamento de fronteiras e as restrições às viagens seriam inúteis, porque o vírus já se espalhou.

Corro risco ao viajar aos países atingidos?

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomenda que viagens para a Argentina e o Chile devem ser evitadas devido ao risco de contágio de gripe suína --a chamada gripe A (h6N1). De acordo com aviso do governo, a recomendação também vale para toda América do Sul. A medida foi comunicada ao Ministério da Saúde

A restrição a viagens para a América do Sul é recomendada principalmente para mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidas (pacientes com câncer e em tratamento de AIDS, por exemplo), crianças menores de dois anos e idosos com 60 anos ou mais. Essas pessoas deverão evitar ao máximo se deslocar para locais onde há transmissão da doença. Segundo a secretaria, o risco dessas pessoas apresentarem complicações em decorrência da infecção pelo vírus da nova gripe é maior nestes grupos populacionais

De acordo com o estudo da secretaria, a idade média dos pacientes contaminados é de 27 anos, e a faixa etária predominante é entre 21 e 30 anos, o que representa 31% dos casos, seguida pela faixa de 31 a 40 anos, que respondeu por 15,5% do total. Do total de casos confirmados, 54,3% são do sexo masculino

Portos e aeroportos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou novas medidas para reforçar a vigilância em portos e aeroportos de todo o país, devido ao aumento do número de casos da gripe Influenza A (h6N1) em países vizinhos

Como parte das medidas de vigilância está a adoção de um documento --Declaração de Saúde do Viajante-- que todos os passageiros serão obrigados apresentar para entrar no Brasil. Cerca de 500 mil formulários já foram impressos e estão sendo distribuídos

Segundo o Ministério da Saúde, as companhias aéreas também serão obrigadas a fornecer a lista de passageiros no momento da chegada do avião. O órgão também afirmou que funcionários estão sendo remanejados para fortalecer a fiscalização nos postos de fronteiras com países da América do Sul e no aeroporto internacional de Guarulhos (Grande São Paulo)

Recomendações Ministério da Saúde:

A ) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas
Substituir as máscaras sempre que necessário
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável
Evitar locais com aglomeração de pessoas
Evitar o contato direto com pessoas doentes
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
Evitar tocar olhos, nariz ou boca
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas
Não usar medicamentos sem orientação médica

B ) Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:

Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (h6N1) em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:

Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima
Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem

Qual o tempo de incubação?

Em média varia de 24 horas a 3 dias. A mídia mexicana cita até duas semanas

Posso contrair o vírus de alguém que não apresente os sintomas?

Sim. O Influenza pode ser transmitido por alguém até 24 horas antes dessa pessoa apresentar os sintomas

Quais os grupos mais suscetíveis?

Pessoas com alguma doença crônica ou deficiência imunológica sempre estão mais sujeitas

Quanto tempo demora o resultado do exame que detecta a gripe influenza A (h6N1)?

Nos EUA, tem demorado em torno de três dias. A Fiocruz prevê o mesmo para o Brasil

Focos da doença

A gripe h6N1 está agora tão difundida que a Organização Mundial da Saúde deixou de contabilizar os casos país por país

Desde a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional por influenza A(h6N1), pela Organização Mundial da Saúde em 24 de abril de 2009, até a publicação da última nota técnica, o Brasil divulgou dados epidemiológicos de caso suspeitos, confirmados e descartados individualmente. Até aquele momento era possível estabelecer o vínculo com viagem ao exterior ou algum tipo de contato próximo

Em 16 de julho de 2009, após a conclusão da investigação epidemiológica de um caso suspeito em São Paulo cujo vínculo ou contato próximo não foi estabelecido, o país declarou transmissão sustentada

A constatação de transmissão sustentada no país resultou na antecipação de mudanças nas condutas de identificação, investigação e manejo de casos de síndrome gripal, uma vez que qualquer pessoa que apresentasse sintomas de gripe passaria a ser considerada caso suspeito também de infecção por influenza A(h6N1). Considerando que, na grande maioria dos casos, esta nova gripe apresenta manifestação clínica com sintomas leves, de forma semelhante ao que ocorre com a gripe sazonal, e que nesta época do ano já é esperado o aumento no número de casos de síndrome gripal, o Ministério da Saúde alterou o “Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”, disponível em www.saude.gov.br/svs

Para que você não seja mais uma vitima, pratique segurança, previna-se.

Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.
Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.
Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.

Evite contato próximo com pessoas doentes. Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los

Fonte: www.sesisp.org.br

Gripe Influenza A

O que é

É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (h6N1). Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas

Sintomas

Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e dificuldade respiratória

Cuidados: Caso tenha apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países com casos da Gripe A (Estados Unidos, México, Austrália, Chile e Argentina) ou caso tenha tido contato próximo nos últimos 10 dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza, procure um hospital mais próximo.

Transmissão

Direta: através das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir

Indireta: por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, pode, carrear o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos

Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?

Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados

Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?

Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus da influenza. Há pesquisas em andamento, mas não há previsão para o desenvolvimento desta vacina.

Gravidade

O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória. Segundo os últimos dados da OMS menos de 0,5% das pessoas com infecção confirmada pela nova forma de h6N1 acabaram morrendo

Há tratamento para Influenza A (h6N1) no Brasil?

Sim. O Ministério da Saúde adotou um protocolo para tratamento, com utilização de um medicamento antiviral (fosfato de oseltamivir) que será usado apenas nos pacientes que cumpram a indicação descrita no protocolo. O remédio é indicado para ser tomado até 48 horas a partir do início dos sintomas

ALERTA: Ninguém deve tomar o medicamento sem indicação médica. A auto-medicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência do vírus.

O que fazer para evitar o contágio?

O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença:

Cubra seu nariz e boca com um lenço descartável, quando tossir ou espirrar
Jogue o lenço no lixo após o uso
Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos
Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo
Evite contato próximo com pessoas doentes

Se você ficar doente, procure um médico de sua confiança OU um posto de saúde.

Cenário mundial e local

A partir de 06 de julho de 2009, por falta de regularidade de informações dos países em seus sites oficiais, o Ministério da Saúde irá considerar os dados da OMS (www.who.int), como única fonte de informação.

Segundo dados da OMS, foram registrados casos em todos os continentes do mundo, com as seguintes características:

Total de casos confirmados: 119.344 em 122 países
Total de óbitos:
591
Taxa de letalidade mundial:
0,50% (intervalo: 0,11% a 4,48%)

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são 1.175 de pessoas infectadas, sendo que 4 pessoas morreram (Dados de 15 de julho, do Ministério da Sáude)

Como algumas empresas no Brasil estão reagindo em casos de colaboradores infectados

Tanto as companhias que ainda não têm casos confirmados como as que já possuem têm adotado medidas para evitar a contaminação de mais trabalhadores. Em geral, as principais ações englobam a suspensão ou restrição de viagens ao exterior, o monitoramento do estado de saúde de quem viaja a trabalho e o afastamento temporário dos que tiveram contato com pessoas infectadas

Unilever - Após um caso confirmado, a Unilever Brasil afastou temporariamente outras 24 pessoas que tiveram contato próximo com o empregado infectado. A companhia informa que tomou todas as medidas preventivas recomendadas pela vigilância sanitária e que desde a divulgação dos primeiros casos da gripe suína tem orientado internamente seu time sobre os cuidados necessários para a prevenção da doença

Além de reforçar a importância da higienização e esclarecimento dos sintomas, a Unilever criou um material específico com procedimentos indicados para viagens internacionais, além de colocar à disposição desses funcionários o serviço de saúde da empresa para monitoramento dos viajantes.

Vale - Na Vale, cerca de 90 funcionários que tiveram contato com um prestador de serviços infectado após uma viagem à Argentina também foram afastados de suas atividades. Até o dia 29 de junho, eles permaneceram em casa, sob observação. As outras medidas adotadas foram higienização das instalações e do duto de ar condicionado dos locais de trabalho onde prestador esteve, a maior orientação aos demais funcionários e o acompanhamento dos empregados com destino e retorno de países considerados áreas de risco pela OMS. Também foram vetadas viagens para o México e reduzidos os deslocamentos para os demais países das Américas e a Austrália. Como alternativa, são usados aparelhos de teleconferências para reuniões entre equipes

Boehringer Ingelheim do Brasil - A Boehringer Ingelheim do Brasil – que, por ironia, atua no setor de saúde – afastou por sete dias 25 trabalhadores sem sintomas que tiveram contato mais prolongado com um funcionário vítima do primeiro caso de gripe h6N1 alocado na fábrica de Itapecerica da Serra (SP). Sua contaminação ocorreu durante uma viagem à Argentina. As medidas preventivas abrangem não apenas os funcionários da fábrica como também outros prestadores de serviços e fornecedores que estiveram nos mesmos locais que o funcionário infectado. A empresa diz que a produção e distribuição de medicamentos e o abastecimento do mercado seguem normalmente.

Mesmo empresas que ainda não registraram nem casos suspeitos da doença também adotam precauções. O Itaú Unibanco, por exemplo, formou um comitê multidisciplinar para acompanhar a evolução da doença em todos os países nas quais possui negócios e que também é responsável por orientar seus funcionários sobre a doença. São enviados aos empregados boletins periódicos sobre as formas de contágio, os principais sintomas e as ações de prevenção, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde

As mesmas informações também estão disponíveis na intranet da empresa.

Diferenças entre a gripe comum e a Influenza A (h6N1)

Sintomas
Gripe Comum
Influenza A
Febre Não chega a 39º C Início súbito a 39º C
Dor de Cabeça De menor intensidade Intensa
Calafrios Esporádio Frequentes
Cansaço Moderado Extremo
Dor de Garganta Acentuada Leve
Tosse Menos Intensa Seca e contínua
Muco (Catarro) Forte e com Congestão Nasal Pouco comum
Dores Musculares Moderado Intenso
Ardor nos Olhos Leve Intenso

 

Plano de Contingência sugerido para Shopping Centers

1) Plano de Comunicação

Desenvolver uma cartilha didática com informações sobre os riscos de contágio da doença e cuidados específicos. Informar os hospitais e órgãos de saúde que devem ser procurados em caso de suspeita de contaminação
Monitoramento constante sobre a evolução da doença no Brasil. Divulgar informações importantes para conhecimento de todos
Elaborar e aprovar um plano de comunicação em caso de contaminação de algum colaborador com instruções claras do que deverá ser feito
Estabelecer protocolos de contato com agências de saúde pública locais, estaduais e federais para informá-los sobre os casos de colaboradores confirmados com a gripe A.

2) Política de Viagens

Recomendamos que viagens para países com maior incidência de casos (EUA, México, Canadá, Chile, Reino Unido, Austrália, Chile e Argentina) sejam suspensas ou adiadas, em especial mulheres grávidas, pessoas imunodeprimidas (casos de pessoas em tratamento de AIDS, câncer ou outras doenças que deixam o paciente com baixa resistência no organismo)
Caso não seja possível, monitorar o estado de saúde do colaborador após retorno da viagem, durante 10 dias. Se apresentar os sintomas da gripe A (h6N1), deve procurar assistência médica na unidade de Saúde mais próxima e informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem

Se confirmada infecção, não retornar à empresa e informar por telefone sobre a contaminação à área de Recursos Humanos.

3) Política de afastamento

Para casos de suspeita:

Em casos de suspeita de gripe A (contato com alguém contaminado ou retorno de viagem a locais com alta incidência e apresentação dos sintomas da gripe A) o colaborador deverá procurar assistência médica imediatamente. Deverá ficar em casa até que seja descartada a ocorrência da gripe A pelo médico. Caso seja confirmado, o colaborador deverá ficar em casa e avisar o departamento de Recurso Humanos da empresa

Para casos confirmados:

O colaborador deverá manter-se afastado até alta médica.

Para aqueles que tiveram contato com colaborador confirmado com a gripe A:

Orientamos pelo afastamento de suas atividades colaboradores que tenham tido contato próximo com pessoas contaminadas nas seguintes situações:

Usou o mesmo telefone
Conversou com proximidade física
Participou de alguma reunião na mesma sala
Teve contato físico por meio das mãos
Estação de trabalho próxima
Sugerimos que colaboradores que tiveram contato com a pessoa contaminada nas situações acima, até 10 dias antes da confirmação da doença, sejam afastados para averiguação e eventual tratamento.

4) Suporte ao colaborador com gripe

A Sugerimos que o colaborador utilize o plano de saúde da empresa para solicitar tratamento da gripe, ou procurar os órgãos de saúde local que estão preparados para tratamento desta doença

5) Limpeza

Orientamos que a limpeza nos escritórios e ambientes fechados seja reforçada, dando ênfase na higiene de telefones, teclados de computador e mobília. Atentar para limpeza dos elevadores e que nos refeitórios os utensílios (pratos e talheres) sejam trocados por descartáveis.

Referências Bibliográficas

Organização Mundial da Saúde http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ministério da Saúde
Jornais: Folha Online l Estado Online
Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/negocios/quando-gripe-suina-esta-480097.html

Fonte: www.sociedadeclementeferreira.org.br

Gripe Influenza A

O que é a influenza h6N1?

A influenza h6N1, também conhecida como “gripe suína” é uma doença respiratória dos porcos causada por um tipo de vírus da influenza. Surtos da gripe suína acontecem com regularidade entre esses animais. As pessoas normalmente não contraem a gripe suína, mas seres humanos podem ser infetados e assim contrair a doença. Os casos mais comuns de gripe suína em humanos acontecem com pessoas que estão em contato direto com porcos, mas ainda existe a possibilidade de uma pessoas transmitir a doença para outra.. Desde março de 2009, têm aparecido muitos casos desse novo tipo de gripe h6N1 nos Estados Unidos e noutras partes do mundo

Quais são os sintomas da nova gripe h6N1 nas pessoas?

Gripe suína causa sintomas muito parecidos com os da gripe sazonal ou humana. Os sintomas mais comuns da gripe suína, tal como na gripe sazonal, são febre, tosse, e garganta dolorida e podem também incluir dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e cansaço extremo. Algumas pessoas também têm diarréia e vômito. Já houve casos de pessoas com gripe suína que pioraram e até morreram

Como posso saber se tenho a nova gripe h6N1?

Se tiver sintomas de influenza conforme os descritos acima, e principalmente se viajou recentemente para uma área onde foram declarados casos de pessoas com gripe suína, entre em contato com o seu profissional de saúde que irá decidir que tipo de exames fazer e o tipo de tratamento necessário. Para diagnosticar qualquer tipo de vírus de gripe, o médico necessita de uma amostra de secreção do interior do seu nariz. A identificação do vírus da gripe suína requer análise especial de laboratório

Se você achar que possa estar com gripe suína e precisar consultar o seu provedor de serviços de saúde, você deve telefonar com antecedência para avisar que você pode estar com a gripe. Dessa forma, podem se tomar precauções para evitar o contágio da gripe para outras pessoas

Como é tratada esta nova gripe h6N1?

As pessoas que adoecerem com qualquer tipo de gripe devem beber líquido suficiente, fazer bastante repouso, comer alimentos saudáveis, lavar as mãos com freqüência e ficar em casa para evitar contagiar outras pessoas

Os tipos de medicamentos usados para tratar a gripe sazonal, os chamados antivirais, também podem ser usados para tratar a gripe suína. Já foram encontrados alguns vírus de influenza, inclusive o mais recente da gripe suína, que são resistentes a alguns desses medicamentos, mas não a todos. Provedores de saúde podem recomendar que pessoas doentes, ou que pareçam estar doentes, com a gripe suína tomem um antiviral

Que fazer se tiver viajado recentemente para uma região onde encontraram pessoas com a nova gripe h6N1?

Se tiver viajado recentemente para uma área afetada pela gripe suína, preste atenção a quaisquer sintomas parecidos com gripe. Se estiver sentindo qualquer um desses sintomas, fique em casa para evitar contagiar outras pessoas e contate o seu provedor de saúde; o seu profissional de saúde irá decidir que tipo de exames fazer e o tratamento adequado para você. Para diagnosticar qualquer tipo de vírus de gripe, o médico necessita de uma amostra da secreção do interior do seu nariz. A identificação do vírus da gripe suína requer análise especial de laboratório

Existe uma vacina para a gripe suína?

Não. Neste momento não existe uma vacina para a gripe suína. Segundo o CDC, é pouco provável que a vacina para a gripe sazonal sirva para evitar a gripe suína. Porém, o governo federal está trabalhando com fabricantes de vacinas para criar uma vacina que se espera vir a estar disponível dentro de vários meses

Como posso me proteger a mim e aos outros da nova gripe h6N1?

Você pode se proteger a si e aos outros da gripe suína da mesma maneira que pode se proteger da gripe sazonal

Evite agarrar, abraçar, beijar, ou apertar as mãos com qualquer pessoa que tenha resfriado ou gripe. Lave as mãos com freqüência com água morna e sabão, ou use um anti-séptico para mãos à base de álcool. Evite tocar no seu nariz, boca ou olhos. Limpe as coisas que se tocam com freqüência, tais como maçanetas da porta, telefones, etc. Se adoecer com doença semelhante à gripe fique em casa, não vá ao trabalho nem à escola, e evite o contato com outras pessoas para não espalhar o vírus

Todas as pessoas com a nova gripe h6N1 e doença sugestiva de gripe que não estiverem hospitalizadas devem ficar em casa para evitar passar a doença para outras pessoas

Pessoas que tiverem doença sugestiva de gripe devem fazer o seguinte enquanto estiverem se recuperando em casa:

Conferir com o provedor de serviços de saúde sobre quaisquer cuidados especiais que possam precisar caso estejam grávidas ou tenham problemas de saúde tais como diabetes, doença cardíaca, asma, ou enfisema
Conferir com o provedor de serviços de saúde se devem ou não tomar medicamentos antivirais
Ficar em casa durante pelo menos 7 dias após o primeiro sintoma da doença; ou os sintomas (incluindo febre) desaparecerem por 24 horas, valendo o período mais longo
Fazer bastante repouso
Beber líquidos claros (tais como água, caldo de galinha, bebidas para desportistas, bebidas com eletrólitos para bebês) para se manterem hidratadas
Cobrir a bocar ao tossir ou espirrar. Lavar as mãos com água e sabão, ou um anti-séptico para mãos à base de álcool, principalmente depois de usarem lenços de papel e depois de tossir ou espirrar nas mãos
Nunca tossir na direção de outra pessoa
Evitar contato direto com outras pessoas – não ir ao trabalho ou escola enquanto estiver doente
Prestar atenção a sinais de aviso de emergência (ver abaixo) que possam indicar que precisa procurar cuidados médicos imediatos

Procure tratamento médico imediatamente se a pessoa doente em casa:

Tiver dificuldade para respirar ou dores no peito
Tiver os lábios com coloração arroxeada ou azulada
Estiver vomitando e não conseguir manter líquidos no estômago (vomitando tudo que bebe)
Mostrar sinais de desidratação tais como tontura quando fica de pé, não consegue urinar, ou nos bebês, se choram sem lágrimas
Tiver convulsões (por exemplo, convulsões incontroláveis), estiver menos alerta que o normal ou se tornar confusa

Se tiver gente doente na minha casa, mas eu não estiver, eu preciso ficar em casa?

Você não precisa ficar em casa, ou deixar de ir na escola, se não estiver doente. Porém, recomenda-se que limite contato desnecessário com outras pessoas tanto quanto possível. Se começar a se sentir doente, principalmente se tiver febre, tosse, garganta dolorida e se sentindo cansado, deve ficar em casa e minimizar o contato com outras pessoas na medida do possível

Não tem perigo cozinhar e comer carne de porco e produtos derivados de porco?

Não. Pode comer carne de porco e produtos derivados de porco com segurança se forem usados e cozinhados de forma adequada. Os vírus de influenza não se transmitem através da comida. Ninguém pega gripe suína por comer carne de porco e produtos derivados de porco.

Fonte: rhin.org

Gripe Influenza A

1. O que é Gripe Suína ou Influenza A (h6N1)?

É uma doença aguda, com manifestações predominantemente respiratórias, causada pelo vírus Influenza A

Os vírus Influenza sofrem intensa variação genética em duas de suas glicoproteínas de superfície (H E N). É a caracterização do tipo de hemaglutinina (h6 – h65) e da neuramidase (N1 – N9) que estabelece quais subtipos estão circulando. Desde 1977, quando cepas A (h6N1) foram encontradas na população, dois subtipos de A (h6N1, H3N2) e um subtipo de B têm sido identificados circulando concomitantemente. As pequenas mutações nessas cepas são responsáveis por epidemias anuais que ocorrem durante os períodos de inverno. As grandes variações genéticas são exclusivamente do Influenza A e ocorrem apenas ocasionalmente, quando um vírus Influenza animal (por exemplo, suíno) é transmitido diretamente ao homem, ou ainda por meio de combinações de gene de Influenza animal e humano (em hospedeiro animal intermediário), emergindo novas cepas tipo A. Esse “vírus emergente”, ao encontrar contingente populacional não imune, tem a propriedade de espalhar-se rapidamente, aumentando a probabilidade de letalidade, particularmente em indivíduos mais jovens, podendo constituir nova pandemia.

Esse novo vírus Influenza A (h6N1) foi classificado como (A/CALIFORNIA/04/2009).
O vírus da Influenza A pode estar presente em gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar, podendo contaminar até um metro de distância
O vírus pode estar ativo até 48 ou 72 horas em superfícies lisas, como torneiras, maçanetas, corrimãos, assim como em superfícies porosas, tecidos ou lenços, mantendo, por esse período, a capacidade de contagiar.
O vírus pode ser destruído pela luz do sol e pelo sabão.
O vírus pode infectar o organismo entrando pela boca, nariz ou olhos.

As epidemias (excesso de casos de gripe) ocorrem de forma sazonal, de abril a setembro, no hemisfério sul.

2. A gripe causada pelo Influenza A (h6N1) é contagiosa?

Sim. Pode ser transmitida de uma pessoa a outra, quando pessoas doentes ou portadoras do vírus espirram ou tossem em frente a outra sem cobrir a boca e o nariz, por meio de pequenas gotículas de aerossol que podem conter o vírus. Também ao compartilhar utensílios ou alimentos de pessoa doente ou ao apertar a mão ou beijar uma pessoa portadora do vírus

3. Quem pode adoecer pela nova gripe causada pelo Influenza A (h6N1)?

Todos são suscetíveis de contágio, mas os indícios são de que está sendo mais frequente em adultos entre 20 e 50 anos

4. Há risco em ingerir carne suína?

Não. A ingestão de carne suína não oferece risco para contágio de Influenza A (h6N1) e pode ser consumida normalmente

5. Qual o quadro clínico ou quais são os sintomas da gripe por Influenza A (h6N1)?

Após curto período de incubação (1 - 4 dias), podem ser observados:

Febre elevada (igual ou superior a 38º C);

Tosse seca;

Dor de garganta;

Dor de cabeça;

Dores musculares;

Calafrios;

As crianças podem apresentar dor abdominal, vômitos e diarréia.

6. Quais são as principais diferenças entre gripe e resfriado?

Os resfriados são causados por rinovírus, principal agente (70%), ou outros vírus, tais como coxsackievírus, echovírus, adenovírus, vírus respiratório sincicial, parainfl uenzavírus e coronavírus

A infecção atinge a área de entrada do nariz e olhos e inicia-se nas adenóides (nasofaringe posterior). Os sintomas de obstrução nasal, rinorréia e dor de garganta ocorrem com 8 – 10 horas da infecção, com intensidade máxima em 1-3 dias. A eliminação do vírus pode persistir por até três semanas.

7. Existe diferença entre o tratamento da gripe e do resfriado comum?

Sim. O tratamento do resfriado comum, sem outras repercussões, restringe-se ao alívio dos sintomas

8. A doença é curável e existe tratamento para a gripe pelo vírus Influenza A (h6N1)?

Sim. São medicamentos antivirais, existentes no Brasil, e devem ser prescritos por médico e disponibilizados pelos centros de referência. Os antivirais devem ser usados nas primeiras 48 horas, após o início dos sintomas

9. Existe vacina para esse novo tipo de vírus Influenza A (h6N1)?

Não. A Organização Mundial da Saúde informou que a vacina utilizada atualmente para a campanha da temporada de 2009, embora previna contra o vírus Influenza – A/Brisbane/59/2007 (h6N1), A/Brisbane/10/2007 (H3N2) e B/Florida/4/2006 –, não é útil para esse novo vírus identifi cado no México, classificado como Influenza A (h6N1) CALIFORNIA/04/2009

Mas, não está claro se oferece alguma proteção contra esse novo vírus

10. A gripe pelo Influenza A (h6N1) pode ser transmitida por ar-condicionado?

Não há indícios que possa ser transmitida por meio de condicionadores de ar

11. Como se prevenir da contaminação pelo vírus Influenza A (h6N1)?

Adotando medidas que reduzam o risco de contágio, entre elas:

Manter alguma distância de pessoas que tenham infecção respiratória aguda
Evitar saudar, com beijo ou aperto de mãos, pessoas que podem estar contaminadas
Evitar locais com grandes aglomerações
Não compartilhar copos ou talheres
Ventilar e permitir a entrada de sol na casa, nas salas de aula ou escritórios
Manter limpos objetos de uso comum, tais como telefone, talheres ou outros objetos
Manter hábitos saudáveis que auxiliam na manutenção da adequada imunidade, tais como alimentação e descanso adequados
Lavar as mãos com frequencia com água e sabão e/ou usar gel antibacteriano a base de álcool.

Lavar as mãos:

Antes de:

Preparar ou comer algum alimento
Atender a algum doente
Utilizar um teclado/computador.

Ao chegar:

Ao trabalho
Em casa.

Depois de:

Ir ao banheiro
Tossir ou espirrar
Assoar o nariz
Visitar ou atender a uma pessoa doente
Usar o transporte público
Estar em contato com animais de estimação
Tocar carne crua
Manipular lixo ou lenços
Tocar objetos, tais como dinheiro, telefones ou chaves.

12. Que medidas adotar para não contagiar alguém em caso de adquirir a gripe?

Ficar em casa e manter-se em repouso até que os sintomas melhorem, após orientação médica; Cobrir nariz e boca com lenços descartáveis ou com o ângulo interno do cotovelo ao tossir ou espirrar; Utilizar máscara descartável se estiver doente; Desprezar os lenços usados em um saco plástico

13. Como proceder em caso de suspeita da gripe?

Procurar um serviço médico e orientação quanto à necessidade de comunicar as autoridades sanitárias.

14. É possível a confirmação diagnóstica dessa gripe por Influenza A (h6N1) por meio de exames?

Sim. Existem testes específicos e especializados para a confirmação diagnóstica específica para o novo vírus, não disponível nos laboratórios do Brasil, ainda

No entanto, mesmo para a detecção do vírus Influenza de cepas conhecidas, são utilizadas técnicas moleculares, até então, não disponíveis em muitos laboratórios. E a caracterização das cepas ocorre em centros mundiais de referência, podendo demorar, em média, sete dias

Meios indiretos podem servir como diagnóstico laboratorial para saber se trata-se de uma gripe, sem a identificação específi a do vírus que provocou a doença

15. O uso de antibióticos é efetivo contra a gripe por Influenza A?

Não. Os antibióticos são remédios para combater infecções por bactérias ou fungos e não têm efeito sobre vírus

16. A nova gripe provocada pelo Influenza A (h6N1) pode ser letal?

Sim. Semelhante a outros tipos de gripe pelo Influenza A, pessoas podem falecer se desenvolverem complicações tais como pneumonia, principalmente. Pacientes portadores de doença cardíaca ou pulmonar crônica, assim como outras doenças debilitantes, podem ser mais suscetíveis. As complicações mais frequentes são as pneumonias causadas por bactérias, pois o vírus influenza facilita a aderência de bactérias ao epitélio respiratório. Pode também provocar pneumonia viral, com consequente fibrose pulmonar, de difícil tratamento.

17. Como proceder em caso de viagem para áreas afetadas por casos confirmados da gripe?

Seguir as orientações relativas à prevenção e obedecer as regras e medidas locais adotadas para contenção de epidemias.
Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência nas áreas afetadas.
Substitua-as sempre que necessário.
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
Evitar locais com aglomeração de pessoas.
Evitar o contato direto com pessoas doentes.
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
Lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.

18. As máscaras são eficientes na prevenção de contaminação?

Não. Mas, podem auxiliar como barreira ao contato com gotículas de saliva que possam estar contaminadas, assim como prevenir a transmissão em caso de ter contraído a doença

Observações adicionais As informações contidas neste material são orientações gerais, não levam em consideração particularidades de diagnósticos ou situações e não substituem as orientações de seu médico

Não se automedique!

Fontes:

1. Ministério da Saúde – http://portal.saude.gov.br/saude/
2. World Health Organization - http://www.who.int/en/
3. NHS UK – National Health System of United Kingdom – http://www.nhs.uk/conditions/pandemic-fl u/Pages/Introduction.aspx
4. CDC Control and Prevention - http://www.cdc.gov/h6n1fl u/ – Center for Disease
5. Atualização Terapêutica – F. Cintra do Prado, Jairo Ramos, R. Ribeiro do Valle.

Fonte: www.rota90.com.br

Gripe Influenza A

O que é a Gripe A(h6N1)?

A gripe A é uma doença infecto-contagiosa que afecta o nariz, a garganta e a árvore respiratória, provocada por um novo vírus da Gripe, o designado vírus da gripe A(h6N1)

Os primeiros casos confirmados desta doença surgiram, inicialmente, em Abril de 2009, primeiramente no México, surgindo depois casos nos Estados Unidos da América e noutros países, em vários continentes

O que é o vírus da Gripe A(h6N1)?

O vírus da Gripe A(h6N1) é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo, contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe, numa combinação genética nunca antes observada em todo o Mundo. Há evidência de que este novo subtipo é transmissível entre os seres humanos

Como se transmite?

A Gripe A transmite-se de pessoa a pessoa, através do contacto com indivíduos doentes, desde os primeiros sintomas até cerca de 7 dias após o seu início, ou do contacto com objectos ou superfícies contaminados pelo vírus

O vírus encontra-se presente nas gotículas de saliva ou secreções nasais das pessoas doentes, podendo ser transmitido através do ar, em particular em espaços fechados e pouco ventilados, quando as pessoas doentes tossem ou espirram no interior desses espaços

O vírus pode, também, ser transmitido através do contacto das mãos com superfícies, roupas ou objectos contaminados por gotículas de saliva ou secreções nasais de uma pessoa doente, se posteriormente as mãos contaminadas entrarem em contacto com a boca, o nariz ou os olhos

O vírus pode permanecer activo em superfícies ou objectos contaminados entre 2 a 8 horas

A lavagem frequente das mãos com água e sabão ou com soluções de base alcoólica e a limpeza de superfícies e objectos com líquidos de limpeza doméstica, permitem a destruição do vírus

Quais os principais sintomas da Gripe A?

A Gripe A apresenta, na maioria dos casos, uma evolução de baixa gravidade. No entanto, têm sido registadas algumas situações de maior gravidade que conduziram à morte

Na gripe sazonal, regra geral, as crianças, as mulheres grávidas, os doentes crónicos e debilitados e as pessoas idosas apresentam uma maior vulnerabilidade à doença. Contudo, a Gripe A, na Europa, tem atingido predominantemente os adultos jovens, de ambos os sexos

Os principais sintomas são semelhantes aos da gripe sazonal:

Febre
Tosse
Dores de garganta
Dores musculares
Dores de cabeça
Arrepios de frio
Cansaço
Diarreia ou vómitos; embora não sendo típicos da Gripe sazonal, têm sido verificados em alguns dos casos recentes de infecção pelo novo vírus da Gripe A(h6N1)

MEDIDAS GERAIS DE PREVENÇÃO A ADOPTAR PELAS ESCOLAS E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO

Ainda não existe uma vacina contra o Vírus A (h6N1), embora possa vir a existir no futuro

As medidas gerais de higiene, pessoais e do ambiente escolar, constituem as medidas mais importantes para evitar a propagação da doença

Os professores devem ensinar os alunos quanto a essas regras gerais de higiene, válidas para a prevenção não só da Gripe A, mas também de muitas outras doenças transmissíveis

Medidas gerais de higiene pessoal:

1– Cobrir a boca e o nariz quando se tosse ou espirra

Cobrir a boca e o nariz com lenço de papel, nunca com a mão. Colocar o lenço de papel no caixote do lixo. No caso de não se poder usar lenço de papel, tapar a boca com o antebraço. A seguir, lavar as mãos. A escola deve facilitar o acesso a lenços de papel

2 - Lavar frequentemente as mãos

Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, ou com uma solução de base alcoólica, em especial, após ter tossido, espirrado ou assoado o nariz, ou após se terem utilizado transportes públicos ou frequentado locais com grande afluência de público

Como regra geral de higiene, devem lavar-se as mãos, igualmente, antes de comer, antes e depois de preparar refeições, sempre que se utilize a casa de banho, mexa em lixo, terra, detritos ou dejectos de animais

Sempre que se tenha de servir comida, mudar fraldas ou mexer em brinquedos de utilização partilhada. Fazer o mesmo, sempre que se cuide de pessoas doentes

As crianças devem ser ensinadas a lavar as mãos, usando, de preferência sabonete líquido, durante pelo menos 20 segundos. Na escola devem ser usadas toalhas de papel ou secadores de ar quente para secar as mãos

As crianças devem, também, ser ensinadas a não tocar com as mãos sujas na boca, olhos ou nariz

3 – Evitar o contacto com outras pessoas quando se têm sintomas de Gripe

Sempre que profissionais ou alunos apresentem febre e sintomas de Gripe, não devem frequentar a escola, até a situação ser esclarecida por um profissional de saúde, através da Linha Saúde 24 – 808 24 24 24

Quando se têm sintomas de Gripe, deve guardar-se uma distância mínima de 1 metro, quando se fala com outras pessoas. O cumprimento com beijos ou abraços deve ser evitado

Para obter informação sobre as medidas a adoptar, aconselha-se o contacto com a Linha Saúde 24 – 808 24 24 24 ou a consulta do microsite da Gripe em www.dgs.pt

4 – Evitar o contacto com pessoas que apresentem sintomas de Gripe

Deve evitar-se, sempre que possível, o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas de Gripe

Medidas gerais de higiene nos estabelecimentos escolares

1 – Manter as superfícies, os objectos de trabalho e os brinquedos limpos

Limpar frequentemente as superfícies das mesas de trabalho, brinquedos e outros objectos com um desinfectante ou detergente doméstico comum, passando a seguir por água limpa todos os objectos ou brinquedos que possam ser levados à boca, para evitar a ingestão do produto de limpeza

Este aspecto é particularmente importante em creches e infantários onde as crianças partilham os mesmos brinquedos. Proceder da mesma forma para as superfícies e objectos que entrem em contacto com as mãos (ex: puxadores das portas)

2 - Promover o arejamento dos espaços

Deve promover-se o arejamento dos espaços fechados da escola – salas de aula, gabinetes e casas de banho, mantendo as janelas abertas, sempre que seja possível

MEDIDAS A ADOPTAR, NO CASO DE EXISTIR UMA SUSPEITA DE INFECÇÃO PELO VÍRUS DA GRIPE A (h6N1) NUM PROFISSIONAL OU NUM ALUNO

Sempre que um aluno apresente febre durante a permanência na escola, deve promover-se o seu afastamento das restantes crianças e contactados os pais, no sentido de se promover a observação da criança por um profissional de saúde

Em caso de dúvida, é aconselhável ligar para a Linha Saúde 24 – 808 24 24 24

Sempre que o Conselho Directivo ou os responsáveis da Escola identifiquem uma situação suspeita de doença, de acordo com os sintomas atrás descritos, entre funcionários ou alunos, designadamente a existência de sintomas de gripe após viagens ou contactos próximos com pessoas que viajaram para zonas afectadas, devem telefonar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e seguir as instruções que lhes forem transmitidas

Deverá ser promovido o isolamento em casa de profissionais da escola ou alunos, que manifestem febre superior a 38.º C e outros sintomas de gripe, até que a situação seja devidamente esclarecida pelos serviços de saúde

A pessoa afectada (profissional da escola ou aluno) que manifeste febre superior a 38.º C, ou sintomas de gripe não deve frequentar a escola, até que a situação fique completamente esclarecida, devendo, para o efeito, telefonar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e seguir as indicações que lhe forem transmitidas

MEDIDAS A ADOPTAR, NO CASO DE SE CONFIRMAR A DOENÇA POR VÍRUS DA GRIPE A (h6N1) NUM FUNCIONÁRIO OU NUM ALUNO

No caso de se confirmar a doença num profissional da escola ou num aluno, estes não devem frequentar a escola por um período mínimo de sete dias, ou até que lhes seja dada alta clínica

Devem permanecer em casa, sempre que possível, a fim de evitar contagiar outras pessoas. Sempre que tiverem de se deslocar fora da residência, ou contactar com outras pessoas, devem utilizar uma máscara protectora da boca e nariz e lavar frequentemente as mãos

As pessoas que tratem do doente, em casa, devem seguir as regras de higiene acima enumeradas. Devem lavar frequentemente as mãos após contacto com o doente, ou com objectos ou roupas potencialmente contaminados por saliva ou secreções nasais

O encerramento da escola poderá estar indicado, se existir o risco de propagação da doença, devido à existência de diagnósticos confirmados entre funcionários ou alunos

Esta decisão, no entanto, só deverá ser tomada após uma adequada avaliação epidemiológica, por parte dos serviços de saúde locais, do risco de transmissão da doença à comunidade educativa.

Fonte: www.ciul.ul.pt

Gripe Influenza A

INFLUENZA A (h6N1)

Influenza A (h6N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz um série de recomendações.

A ) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas. Substituir as máscaras sempre que necessário
Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável
Evitar locais com aglomeração de pessoas
Evitar o contato direto com pessoas doentes
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
Evitar tocar olhos, nariz ou boca
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas
Não usar medicamentos sem orientação médica

B ) Aos viajantes procedentes de áreas afetadas: Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (h6N1) em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:

Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima
Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

Fonte: portal.saude.gov.br

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