Gripe ou resfriado?
Entre as infecções respiratórias agudas, grande motivo de procura a atendimento médico e falta ao trabalho ou a escola, destacam-se as gripes e resfriados. Estima-se que um adulto possa ter até quatro episódios em um ano, porém em crianças este número pode duplicar.
Estas infecções virais provocam sintomas relacionados ao trato respiratório superior, especialmente nariz e garganta, como coriza, obstrução nasal, tosse e dor de garganta. Podem ser acompanhadas com frequência por outros sintomas gerais, como febre, dor de cabeça e dor no corpo.
O mal-estar causado por gripes e resfriados pode atrapalhar o dia-a-dia de diversas maneiras, sendo apontados como causas importantes de ausência na escola e no trabalho; Suas implicações físicas também podem fazer com que tarefas simples do cotidiano, como organizar a casa, se tornem difíceis e cansativas.
O que é o resfriado?
O resfriado é uma infecção do nariz e da garganta que pode ser causada por vários tipos de vírus diferentes, como o Rhinovírus e o Coronavírus, por exemplo. Normalmente, apresenta sintomas mais leves e que desaparecem em até uma semana.
O que é a gripe?
A gripe também é uma doença infecciosa, mas ao contrário do resfriado, é transmitida somente pelo vírus Influenza. Os sintomas são mais pronunciados e podem ter uma duração mais prolongada.
Além de comprometerem a qualidade de vida da população, a doença pode desencadear complicações mais sérias. Por este motivo, grupos específicos da população, como os idosos, por exemplo, que estão mais sujeitos a apresentarem complicações decorrentes da infecção pelo Influenza devem ser vacinados.
Como prevenir o contágio?
Os vírus que transmitem o resfriado e a gripe são contagiosos e podem se espalhar através do contato direto e indireto, podendo ser transmitidos tanto pelo toque quanto pela aspiração de gotículas contaminadas no ar.
Para dificultar o contágio, procure:
Lavar as mãos, especialmente antes das refeições, antes de cozinhar ou após utilizar o vaso sanitário.
Manter os ambientes arejados. Ambientes fechados facilitam a transmissão do vírus.
Não fumar. O fumo interfere no sistema de defesa das mucosas, facilitando a contaminação pelo vírus e outros agentes infecciosos.
Reduzir o estresse manter uma rotina saudável, com horários regulares para alimentação e sono, ajudam a manter o sistema de defesa do organismo funcionando adequadamente.
Ao tossir ou espirrar procure utilizar um lenço para evitar a dispersão de gotículas contaminadas.
Para ajudar o organismo a se recuperar mais rápido, o melhor a fazer é descansar, dormir bem e suficientemente, alimentar-se adequadamente e beber bastante líquido. Até o mal-estar típico destes quadros respiratórios passar por completo, deve-se repousar e ir retomando as atividades normais aos poucos.
Fonte: www.aspirina.com.br
Gripe, ou Influenza, é uma doença viral e das mais antigas conhecidas pelo homem. Sua primeira descrição foi feita por Hippocrates em 412 a.C.
Capaz de causar pandemias, os primeiros registros são do século XVI, desde essa época já se registraram 31 surtos mundiais, sendo que no século XX eles ocorreram em 1918, 1957 e 1968.
Atingindo grandes populações, o número de pessoas atualmente afetadas é estimado em mais de 600 milhões, tem capacidade de se espalhar rapidamente devido à falta de defesa imunológica do ser humano contra um vírus altamente mutante e que se torna diferente a cada surto anual.
Alguns surtos podem ser graves. Entre 1918 e 1920 a denominada "gripe espanhola" matou oficialmente 20 milhões de pessoas no mundo todo.
Sabe-se atualmente que as grandes epidemias de gripe vieram da China, provavelmente pela predileção dos chineses pela carne de aves, principalmente do pato, onde esses animais são criados em condições promíscuas e de pouca higiene.
As infecções respiratórias agudas podem ser causadas por mais de 300 tipos diferentes de vírus. O Influenza é apenas um deles e causa uma doença auto-limitada geralmente, embora contagiosa e que se propaga com rapidez.
Da família dos ortomixovírus, pode ser de 3 tipos:
Tipo A
É o mais comum, que causa os sintomas mais graves, está associado a epidemias e pandemias. Pode afetar animais.
Tipo B
É menos comum e causa sintomas mais brandos que o tipo A, pode causar doença mais grave em idosos e crianças. Associado a endemias, é exclusivo de seres humanos.
Tipo C
Causa pouca febre, mais comum nos resfriados e não está associado a epidemias.
Os vírus dos tipos A e B são os mais comuns. Cada tipo apresenta várias cepas (populações) que podem sofrer a cada ano pequenas modificações de superfície, mudanças antigênicas leves denominadas de mutações. Por isso, a composição da vacina contra o vírus Influenza é alterada anualmente.
A vacina contra a gripe, fabricada com vírus inativado, é eficaz. Anualmente mais de 150 milhões de pessoas de todo mundo são vacinadas. Ela é utilizada rotineiramente em muitos países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Uruguai, Chile, Argentina e Brasil.
Há no mundo uma rede de mais de cem laboratórios credenciados pela Organização Mundial Saúde responsáveis pela captação dos vírus circulantes na população, a partir dos quais é preparada a vacina, que administrada em dose única, confere proteção em 70 a 95% dos vacinados, com eficácia clínica estimada em 89%. O início da proteção ocorre após 2 semanas.
Em 1999 o Ministério da Saúde do Brasil introduziu a vacinação contra a gripe para os indivíduos acima de 65 anos de idade, seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde. A cobertura vacinal foi de 87,3 %, um porcentual elevado se comparando com países desenvolvidos.
Em 2000 a faixa etária alvo da campanha foi ampliada para todos os indivíduos acima de 60 anos e aos portadores de doenças que predispõem a complicações.
Devem receber a vacina, por via intramuscular, as seguintes pessoas:
profissionais da área da saúde
adultos e crianças com doenças crônicas cardiovasculares ou pulmonares
indivíduos com 65 anos ou mais
indivíduos com doenças metabólicas crônicas como diabetes, doença renal, metabólica ou anemia falciforme
indivíduos imunossuprimidos de qualquer natureza
trabalhadores de ambientes fechados
contactantes domiciliares de indivíduos de alto risco
grávidas de alto risco (após o primeiro trimestre de gestação
Reações adversas: febre (pouco freqüente) cerca de 6 a 24 horas após a vacinação.
Deve-se evitar a vacinação em indivíduos com doença febril aguda ou em evolução. Quem tem alergia à clara de ovo ou a timerosal não deve ser vacinado.
Contágio
A gripe é transmitida pelo ar a partir de pessoas contaminadas. Um único espirro libera no ar milhões de vírus, que penetram no organismo através das mucosas (tecido de revestimento interno) do nariz, da boca e dos olhos, atingindo a corrente sangüínea.
Já no interior do corpo humano os vírus se multiplicam e invadem as células do hospedeiro, ordenando-lhes que produzam cópias do seu próprio material genético (DNA). Como não distingue entre o DNA do vírus do seu próprio, seguindo instruções genéticas para fazer cópias de qualquer DNA, a célula contaminada transforma-se numa "fábrica" de vírus.
Quadro clínico
Com a chegada das estações mais frias do ano, as pessoas reúnem-se em recintos fechados e ficam mais próximas umas das outras, havendo desta forma possibilidades maiores de contaminação, levando a uma doença catarral aguda das vias respiratórias superiores.
O quadro clínico geralmente inclui: febre; dor de cabeça, olhos vermelhos e lacrimejantes, espirros, coriza, congestão nasal, dor de garganta, tosse, dores musculares, fraqueza, fadiga, calafrios, mal- estar, cólica, vômitos e diarréia
Complicações
A gripe é uma doença benigna, mas que pode apresentar complicações, sendo a mais freqüente a pneumonia, mais comum em crianças, especialmente lactentes e nos idosos. Sinusites, otites e faringoamigdalites também são complicações habituais. A taxa de mortalidade em virtude da gripe é de 2% e 5% da população, segundo a virulência da epidemia, que alcança sua máxima intensidade em dois ou três meses e depois regride.
Tratamento
Até recentemente não existia um medicamento eficaz para o tratamento da gripe. Os remédios serviam apenas para diminuir os sintomas.
Quando não ocorrem complicações na evolução da doença, há melhora e resolução completa em torno de cinco a dez dias. Repouso, ingestão abundante de líquidos e medicamentos sintomáticos em geral são suficientes até a recuperação total.
Recentemente apareceram no mercado brasileiro medicamentos antivirais específicos para gripe, que costumam resolvê-la, desde que ingeridos nos 3 primeiros dias da doença instalada.
Quando o "estado gripal" não evolui com a melhora previsível, orientação médica é necessária. Complicações podem surgir no decorrer do processo. Ressalta-se que as pessoas com idade acima de 60 anos, os portadores de doenças crônicas, os imunodeprimidos e as crianças menores são as mais atingidas nestes casos.
Antibióticos não são adequados para o tratamento da gripe, visto que ela é provocada por vírus. Antibióticos combatem infecções bacterianas, portanto devem ser utilizados apenas nas complicações da gripe.
Prevenção
Hábitos alimentares saudáveis, com alimentos ricos em proteínas, fibras, vitaminas...
Beber bastante líquido (água pura, suco de frutas, etc.). Os líquidos mantêm o corpo hidratado e ajudam a eliminar toxinas.
Fazer exercícios regularmente. Diminuir o stress, pois pessoas estressadas adoecem mais (diminuem as defesas do organismo). Dormir pelo menos oito horas por dia.
Evitar aglomerações e ambientes fechados.
Não fumar e evitar poluição.
Respirar sempre pelo nariz, nunca pela boca. A mucosa nasal aquece, umedece, filtra e esteriliza o ar inspirado, evitando que ele chegue impróprio aos pulmões.
Fonte: www.pavan.med.br