
Mikania glomerata S.
Guaco - liso, guaco – de – cheiro, erva – das – serpentes, cipó – catinga, uaco, erva –de – cobra, cipó – sucuriju, erva – de – sapo, coração – de – Jesus, erva – cobre, guaco – trepador.
Asteraceae.
Reproduz-se por semente ou pelo plantio de estacas do caule, de preferência em terrenos arenosos e úmidos, áreas sujeitas a inundações e beiras de rio. Pedaços de ramos colocados em água produzem raízes em poucos dias. Nasce também nos matos e nos cerrados, adaptando-se bem ao cultivo doméstico. O sombreamento durante a produção de mudas é importante.
As folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, dando-se
preferência ao período antes da floração, quando
a planta apresenta maior teor de princípios ativos.
Parte usada: Folhas
Origem: América do Sul, vegetando principalmente na Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste.
Recebe também o nome de erva – das – serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios venenosos o guaco costuma ser preparado como contra - veneno.
As folhas secas, o extrato alcoólico ou decocto, apresentam forte cheiro balsâmico.
Elimina manchas de pele.
Facilita a fluidificação dos exsudatos traquiobrônquicos ou estimula sua secreção de maneira que possam ser mais facilmente expulsos pelo reflexo da tosse. Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios.
Estimula a secreção e eliminação da urina. Útil em casos febris onde exerce apreciável efeito sudorífico.
Pesquisas científicas isolaram um glicosídeo, que por processos químicos dá origem à cumarina, talvez a substância responsável pelo efeito antiofídico.
Age sobre o tegumento cutâneo formando uma película ou filme quando utilizado externamente.
Pode causar vômitos e diarréia quando usado em excesso.
Podem ocorrer acidentes hemorrágicos (ontagonismo ( inibe ) com a vitamina K), quando usado em tempo prolongado.
Não pode ser utilizado por mulheres com menstruação abundante, pois provoca o aumento do fluxo menstrual.
Uso Interno
Infuso ou decocto a 2%: tomar 50 a 200mL / dia.
Extrato fluido: 1 a 4 mL / dia.
Tintura: 50 a 20 mL / dia.
Xarope ( Farm. Bras. ): 10 a 40 mL / dia.
Infuso ou decocto a 5%: aplicar várias vezes ao dia.
Suco da planta: fazer fricções sobre a parte dolorida.
Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo e Uso Prático.Plantas
cultivadas e silvestres.[S.l.s.n],[199-].Apostila.
Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais.
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Fonte: www.unilavras.edu.br

Nome popular: Guaco, Guaco-trepador
Nome científico: Mikania glomerata Spreng.
Família: Compositae (Asteraceae).
Origem: Sul do Brasil.
Ação tônica (restaura energia), depurativa (eliminação de toxinas do sangue), febrífuga (combate a febre) e peitoral, estimulante do apetite e antigripal
Trepadeira sub-lenhosa, de grande porte, perene. Apesar de ser nativa da região sul do Brasil, seu uso medicinal tem feito com que seja cultivada em vários estados, inclusive na região nordeste, onde em muitos locais a planta não chega a florescer.
Folhas.
Na região sul ela vem sendo muito usada na medicina popular há séculos, atribuindo-se às folhas as propriedades: ação tônica (restaura energia), depurativa (eliminação de toxinas do sangue), febrífuga (combate a febre) e peitoral, estimulante do apetite e antigripal.
As informações etnofarmacológicas citam o uso de seu cozimento (decocto) em gargarejo e bochecho nos casos de inflamações na boca e na garganta e a aplicação local da tintura, em fricções ou em compressas nas partes afetadas por traumatismos, nevralgias, prurido (coceira) e dores reumáticas. A única dessas propriedades que foi confirmada por estudos científicos foi sua ação sobre as vias respiratórias, justificadas pelo seu efeito broncodilatador, antissígeno, expectorante (expulsão do muco) e antiedematogênico (evita formação de edemas). Sendo assim, seu uso é permitido nesses casos nos programas de saúde pública e na prática caseira da medicina popular devidamente orientada.
Forma de uso / dosagem indicada: Para o tratamento caseiro da tosse, bronquite e das crises de asma, pode-se fazer uso do xarope, preparado cozinhando-se suas folhas bem picadas na proporção de uma parte para dez partes de água e mantendo-se a fervura até o aparecimento do cheiro da cumarina (composto presente na planta). Junta-se então um punhado de hortelã ou malvariço e deixa-se corar. Em seguida, basta juntar a mesma quantidade de açúcar ou um pouco mais e ferver novamente, até sua completa dissolução. O xarope pode ser guardado por até 15 dias em frasco fechado. Toma-se 1 colher de sopa 3 a 4 vezes ao dia.
Outras formas de uso são o chá por infusão e a tintura. O chá é preparado juntando-se água fervente a quatro a seis folhas cortadas em pedaços pequenos em uma xícara (de chá), do qual toma-se uma xícara, 2 a 3 vezes ao dia. A tintura pode ser feita deixando-se em infusão 100 gramas das folhas trituradas em 300ml de álcool a 70°GL para ser usada externamente, depois de filtrada em fricções ou compressas locais.
Referências bibliográficas
Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.
Fonte: www.cultivando.com.br