
A planta é uma trepadeira arbustiva, perene, lenhosa e sem gavinhas (garras para se prender), com caule volúvel, cilíndrico estriado, castanho e ramoso, pertencente à família Compositae (Asteraceae) e originária da América do Sul (Brasil) (PANIZZA, 1997). Apresenta folhas opostas, de cor verde-brilhante, pecioladas, cordiformes, de consistência rígida, quase coriáceas e triangulares, de bordo inteiro e com cinco a sete nervuras na base (PANIZZA, 1997).
Suas inflorescências são brancas e reúnem-se em pequenos buquês agrupados em belos cachos alcançando até 30 cm de comprimento. Seu fruto é do tipo aquênio pentangular, piloso ou levemente glabro com 3 mm de comprimento. É importante lembrar que o guaco só floresce quando cultivado em locais onde possa receber luz solar direta. Conhecido também pelos nomes de guaco-liso, guaco-de-cheiro, erva-das-serpentes, cipó-catinga, erva-de-sapo, coração-de-jesus, erva-cobra e guaco-trepador, cipó-sucuriju, guaco apresenta como princípios ativos o óleo essencial, resinas, taninos, saponinas, guacosídeos (cumarinas), ácidos orgânicos, açúcares, substâncias amargas e pigmentos (MARTINS, et al. 1994; PANIZZA, 1997). É uma planta muito usada na medicina popular como broncodilatador e expectorante, além de curar picadas de cobras e insetos (SARTÓRIO et al., 2000).
A própria espécie botânica
Deve ser realizado entre setembro e outubro ou em épocas chuvosas. Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica (JARDIM, 2006). Espaçamento: 1,0 x 2,0 m (DI STASI, 1996).
A partir de segmentos sadios de 15-20cm e relativamente grossos de uma planta maior. Deve-se reduzir a área foliar deixando apenas 1 par de folhas e ainda cortadas ao meio; leva-se de 2-3 meses para se formarem as mudas.
Plantio em nível, utilizando práticas conservacionistas adequadas ao tipo de solo e declividade.
Prefere solos argilosos, ricos em matéria orgânicos e bem úmidos. Outros tratos culturais: eliminação de plantas invasoras.
Eventualmente realizar controle de lagartas e de doenças fúngicas nas folhas e ramos tenros, quando cultivados em local muito úmido e muito sombreado (SARTÓRIO et al., 2000).
Folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, mas deve-se dar preferência ao fim do inverno ou no início da floração (primavera), quando a planta apresenta maior teor de princípios ativos (PANIZZA, 1997). Primeira colheita (1º corte) se inicia aos 16 meses após o plantio (MARTINS, et al. 1994) de modo a se fazer uma colheita moderada, preservando-se os ramos principais; O peso dos ramos não deve exceder o das folhas. As folhas não devem apresentar manchas. Pode ser feita de 1a 2 colheitas por ano no outono ou primavera.
2 a 4 t ha-1 de material seco (SARTÓRIO et al., 2000).
Usar leguminosas, após 4 a 6 anos.
É necessário que se faça uma cerca de 1,2 m de altura para que a planta possa crescer e encontrar sustentação (SARTÓRIO et al., 2000; MARTINS et al.1994); e depois há a necessidade de se fazer poda de formação.
Fonte: www.iac.sp.gov.br

O nome popular Guaco é utilizado para se referir a várias espécies de plantas do gênero Mikania.
No Brasil, predomina a espécie M. laevigata e M. guaco. Trata-se de uma planta do tipo trepadeira nativa da América do Sul que pode atingir 2 a 3 metros de altura. Possui folhas verdes, largas, em formato de coração que quando amassadas, exalam um odor que lembra a abóbora. Suas flores, pequenas, também possuem um agradável odor de baunilha, mais intenso após a chuva.
Índios nativos da região amazônica, há muito tempo usam folhas de guaco trituradas ou chá de suas folhas como tratamento para picadas de cobras.
Estudos também comprovam a eficácia do Guaco no tratamento de bronquites, tosses, como expectorante e outras afecções respiratórias. Outros estudos recentes indicam que o Guaco pode ser eficaz também para úlcera, tendo efeito mais positivo que a Espinheira-Santa.
Guaco, huaco, vejuco, bejuco
Fonte: www.fitoterapicos.info