O guará é uma das mais espetaculares aves do planeta. Poderia tranqüilamente concorrer àquele concurso de a mais bonita ave brasileira. Sua coloração é de um vermelho crepuscular intenso, seu porte é esbelto, mede em torno de 58cm.
Porém, é durante a reprodução que a ave se faz mais bela, principalmente o macho guará, como de praxe nas aves: suas penas mais vermelhas, seu bico preto e brilhante, como madeira-de-lei laqueada e suas longas pernas permanecem com a coloração vermelho suave.
Manter todo este glamur requer muito gasto energético com a aparência, pois isto é fundamental para a sobrevivência da espécie. Somente macho atraente e sadio é aceito pela fêmea. Portanto, só os que atendem a esses pré-requisitos terão seus genes propagados às gerações futuras.
Talvez o grupo das aves possua as mais exigentes fêmeas dentre os vertebrados. Neste grupo também é muito alto o investimento nos cuidados com a cria, pois nele todos os filhotes nascem indefesos e completamente dependentes. Além de terem que ser chocados por um longo período. Diferente dos répteis, que a mãe natureza se incumbe de chocar os ovos e a maioria já nasce independente, havendo algumas exceções.
Mudanças corporais são comuns durante o período reprodutivo no reino animal. Esta é uma prova de que os rituais de embelezamento não são unicamente culturais, ou seja, somente humanos. Portanto, parte de nossa vaidade está definida em nossos genes e tem a ver com o desejo de ser aceito. Porém, a cultura criou outros artifícios para expressar esta "solicitação" genética no específico caso dos humanos, como a fala, adornos e o poder.
Esta maravilhosa ave forrageia vagarosamente em águas rasas dos manguezais ou áreas salobres, alimentando-se de crustáceos (preferencialmente os caranguejos chama-marés Uca sp. ), moluscos e insetos. Sua coloração está diretamente ligada ao seu regime alimentar, rico em pigmentos vermelhos, principalmente dos crustáceos. Quando o animal é aprisionado, sua coloração entra em declínio. Isto explica a grande diferença entre os guarás cativos e os selvagens.
O guará originalmente vivia em todos os manguezais setentrionais da América do Sul, do Amazonas até Santa Catarina. Hoje, porém, a espécie encontra-se em franco declínio e infelizmente extinta no Espírito Santo. Há quem credite o nome da cidade capixaba de Guarapari ao guará. Hoje em dia, eles não mais são vistos neste balneário e os próprios manguezais estão desaparecendo.
O guará formava seus ninhais em todos os manguezais brasileiros, e
atualmente no Brasil existem duas populações disjuntas, uma
no norte e outra no sul. A primeira descrição da espécie
no Brasil remonta ao ano de 1557, quando H. Standen descreve a caça
dos guarás pelos tupinambás e tupiniquins, que utilizavam suas
plumagens para os adornos.
O guará é parente próximo de uma das aves sagradas do antigo Egito, o íbis do Rio Nilo. Esta ave era embalsamada e guardada como objeto sagrado. Também foi muito representada nos hierógrifos egípcios. Aqui no país o guará é parente do colhereiro, da curicaca e do corocoró, todas aves bem brasileiras.
Dedico esta seção à bióloga, educadora e artista Simone Cloude. Simone é pessoa que tem na franqueza o seu principal diferencial. É capaz de assumir o que a maioria não tem coragem de sequer pensar. A franqueza é uma qualidade rara e de aceitação difícil nesta era de fala equacionada, intenção amoitada e desejo travestido. Portanto, a verdade passou a ser coisa dos antigos, algo demodée , já que a moda atual é desprezá-la. Além de muita disposição para aprender a arte do blefe. Abraço, grande colega, à moda antiga.
Fonte: www.seculodiario.com.br
Nome Popular: GUARÁ
Outros Nomes: Guará-piranga, guará-rubro
Nome Científico: Eudocimus ruber (Linnaeus, 1758)
Nome em Inglês: Scarlet ibis
Ordem: Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae
Tamanho: 58 cm
Anda vagarosamente na água rasa, com a ponta do bico submersa, abrindo e fechando as mandíbolas em busca de caranguejos, caramujos e insetos. Seu alimento básico são os pequenos caramujos, tais como o chama-maré ou sarará, Uca sp., e o maraquani. A cor da plumagem decorre do carotenóide cataxantina. Antigamente ocorria em todo o litoral brasileiro, até a ilha de Santa Catarina. Cidade como Guaratuba (em tupi, guará-tuba significa muito guará), do estado do Paraná, lembram que essas aves ali existiam em grande número. Atualmente, já se extinguiu na região sudeste.
Em Cubatão, na Baixada santista, graças ao Projeto Cubatão, da Cetesb e Prefeitura Local,que está recuperando a região, informam que o Guará Vermelho voltou aos mangues e são apontados mais de 600 individuos.
"Em 1994, dois pesquisadores: Fábio Olmos e Robson Silva e Silva, com apoio da Fundação Boticário, iniciaram os estudos sobre a população de guarás. Acreditam que o reaparecimento se deu devido as obras de dragagem do canal do estuário feito pela COSIPA na década do 70, com a deposição da lama nas margens o que possibilitou a formação de bancos de alimentação, que aquecida pelo sol, torna-se ambiente ideal para a proliferação de moluscos, vermes e crustáceos (as marias mulatas) que servem de alimentos às aves.
Segundo os pesquisadores, a maior concentração dessas aves ocorre de outubro a março. Nesse período ocorre a reprodução. Na época do inverno, os guarás se escondem mais para o interior do mangue, na altura do Rio Cascalho, em direção ao Parque Ecológico Cotia Pará. A população ainda é pequena. São cerca de 600 indivíduos. Para se ter uma idéia de proporção, para cada guará existem cinco garças brancas de várias espécies."
Fonte: br.geocities.com

Classe: Aves
Ordem: Ciconiformes
Família: Threskiornithidae
Nome científico: Eudocimus ruber
Nome vulgar: Guará
Categoria: Vulnerável
Uma das mais espetaculares do globo; típico para os manguezais.
Sua magnífica plumagem vermelha carmesim decorre do carotenóide cantaxantina. Anda vagarosamente na água rasa, com a ponta do bico submersa, abrindo e fechando as mandíbulas em busca de caranguejos, tais como a chama-maré ou sarará e o maraquani. Há grande número destas aves no Estado do Paraná, mas atualmente já extinguiu na região sudeste.
Pelo seu colorido vermelho intenso, realçados ainda mais nos grandes bandos em que vive, o Guará pode ser considerada uma das aves mais belas do nosso País. Originalmente a espécie estava presente em lamaçais litorâneos e manguezais. A coloração dos Guarás deve-se a um pigmento de cor vermelha presente nos caranguejinhos dos quais se alimenta.
Em cativeiro, com alimentação diferente, eles adquirem uma coloração desbotada, cor-de-rosa.
Reproduz-se em colônias, procuram densa vegetação, por exemplo, extensos manguezais mas havendo ainda poucas informações sobre os locais de reprodução da espécie. Surgem sempre em bandos, para dormir.
Os ninhos são plataformas construídas de gravetos, localizadas a cerca de 2 a 12 m de altura nos manguezais. Cada fêmea põe, em média 2 ou 3 ovos, de cor cinza-oliváceo com manchas e pontos marrons. Conhecido também como Guará-verme, Guará-rubro e Guará-piranga (em tupi, ave vermelha). Durante a reprodução o bico do macho torna-se negro e brilhante; as pernas continuando sempre com a coloração vermelha-clara.
A fêmea mantém inalteradamente o bico (que é mais fino) pardacento com a ponta enegrecida e as pernas vermelho-esbranquiçadas. Registrou-se, às vezes o vestígio de um maciço saquinho de pele nua cor-de-rosa de cada lado da garganta é um dispositivo que se forma durante a reprodução. Impressionam seus vôos coletivos que pode estender-se de 60 a 70 quilômetros até os lamaçais onde se alimentam de dia.
Nidificam no começo da seca, de julho a setembro. Asa 28,9 cm, cauda
9,5 cm, bico 16,3 cm, tarso 7,1 cm.
Comprimento: 58 cm a 61,0 cm.
No Brasil, ocorria em duas áreas separadas desde o Amapá até o Ceará e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. (Ilhas do estuário amazônico, costas do Maranhão).
Linnaeus, 1758
As populações do litoral sudeste e sul do País foram drasticamente reduzidas em decorrência da caça indiscriminada (além da carne para alimentação, suas penas eram exportadas para a confecção de adereços), da captura dos ovos e da destruição e poluição dos manguezais, devido à urbanização. Com essa drástica redução, a espécie foi considerada extinta nos litorais sudeste e sul já na década de 50.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br

Nome popular: Guará
Nome Científico: Eudocimus ruber
Distribuição geográfica: É encontrada
principalmente no norte da América do Sul.
Habitat natural: Manguezais
Hábitos alimentares: Comepequenos crustáceos
ricos em carotenos (que dão a cor vermelha)
Tamanho: Cerca de 58 centímetros.
O Guará (Eudocimus ruber) é uma ave brasileira encontrada principalmente em manguezais da costa norte da América do Sul. Os Guarás fazem parte da família Threskiornithidae, mundialmente conhecida como íbis.
Têm aproximadamente 58 cm, vivem em bandos que chamam a atenção devido a sua exuberante coloração vermelha.
Essas aves alimentam-se principalmente de pequenos crustáceos ricos em carotenos, resultando na intensa pigmentação vermelha que estas possuem.
Alguns livros descrevem o bico do Guará fêmea diferente do macho, um pouco mais fino e com a ponta negra. Já os machos, no período de reprodução, possuem o bico negro brilhante.
Antigamente os Guarás eram encontrados em Cubatão, local de mangues (habitat preferido por questões alimentares), mas devido à grande degradação, poluição do mar, ao desmatamento e à ocupação dos manguezais, acabaram migrando para outras regiões.
O Guará foi extinto em uma grande área brasileira devido à caça: suas penas eram aproveitadas para adorno, seus ovos eram coletados e os ninhos destruídos, comprometendo assim a sobrevivência dos Guarás.
Fonte: www.terra.com.br