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Guaranazeiro

A lenda do guaraná

Guaranazeiro

O Guaraná é a semente do fruto do guaranazeiro, planta sagrada dos índios Maués do Amazonas. Conhecida e estudada pelo famoso botanista Martius, em 1826, foi ele quem lhe reconheceu incontestável importância pelas suas comprovadas virtudes medicinais.

O Guaranazeiro é uma planta trepadeira que se entrelaça pelas árvores, mas com uma peculiaridade: não prejudica o desenvolvimento da árvore em que se apoia e se estende. Tem as folhas alternadas e os frutos, pequenos e vermelhos, formam cachos. Planta de incontestável importância pelas virtudes medicinais, a lenda não tardou a envolver o Guaraná.

Contam os Maués que, uma vez, havia na aldeia um casal muito virtuoso com um filho também muito bom e que era como um anjo tutelar da comunidade. Devido à sua influência benéfica todos viviam felizes e contentes.

Um dia, Jurupari, o espírito do mal, invejoso, aproveitando um momento no qual o menino, iludindo a vigilância da tribo, tinha trepado uma árvore para apanhar um fruto, transformou-se numa serpente, atacando-o.

O menino morre e os índios encontram-no ao pé da árvore: os seus olhos estavam abertos e a expressão serena.

Todos ficaram desesperados e grandes desventuras eram esperadas. De improviso, um raio vindo do céu interrompeu os seus lamentos e, no silêncio geral, a mãe do menino disse que Tupã, o espírito do bem, tinha descido até eles para os proteger e lhes transmitir a mensagem apenas recebida.

Os índios, deviam plantar os olhos do menino dos quais, dentro de pouco tempo, nasceria uma planta sagrada, que para sempre daria alimento aos Maués para saciar a fome e seria um lenitivo para curar todas as doenças. Assim fizeram e, regadas com tantas lágrimas, a planta germinou e desde aquele momento, o Guaraná tornou-se a planta sagrada dos índios.

Se repararmos bem na semente do Guaraná, veremos que a mesma se assemelha a dois olhos. Talvez por isso mesmo a lenda tivesse nascido.

Segundo o químico francês Prof. Paul Le Cointe no seu livro “Amazónia Brasileira”, o Guaraná é tónico, calmante para o coração, reconstituinte, combate a arteriosclerose sendo recomendado contra a diarreia e a desinteria, contra as nevralgias e as enxaquecas, sendo também um estimulante poderoso e um afrodisíaco.

Tem uma acção específica contra a fermentação viciosa e é um desinfectante intestinal. Sob o efeito do Guaraná, o intestino grosso rejuvenesce.

O Prof. Russo Metchnekoff, no Instituto Pasteur de Paris, estudou o Guaraná em bases científicas, comprovando, assim, o valor terapêutico antes conhecido dos índios.

Além das virtudes medicinais, o guaraná constitui, na comunidade índia, uma defesa contra a fome endémica de que sofrem as populações pobres.

O guaraná sempre foi tido em alta, tanto pelos indígenas da região de maués, como pelos primeiros colonizadores brancos da bacia amazónica. As restrições de dieta a que esses índios se submetem por razões mágicas e sobrenaturais por exemplo, após o parto, ou depois da morte de um membro da família – geralmente limitam a sua alimentação `a farinha de mandioca e alguns pequenos insectos e manjubas. Não há, porém, limites para a quantidade de guaraná que uma pessoa possa tomar sob tais circunstâncias, e não restam dúvidas de que seu consumo regular tem servido para mitigar em grande parte os efeitos do jejum prolongado.

Como tónico cardio-vascular

Esta categoria inclui vários dos efeitos mais notáveis do guaraná. A cafeína sem dúvida estimula a acção do coração, aumentando a vazão de sangue nas principais artérias, e também afecta o sistema sanguíneo periférico, causando a dilatação em alguns pontos (o que dá ao guaraná sua reputação de refrigerante e febrífugo, além de sua comprovada eficácia contra cãibras), e a contracção em outros (como as vias de acesso ao cérebro, o que produz uma acção analgésica superior à da aspirina no tratamento de enxaquecas). São estes os efeitos que levaram vários autores a dizer que o guaraná regula o coração, desperta o movimento sanguíneo, e impede as congestões passivas da idade.

Os efeitos acumulados a longo prazo bem poderiam resultar numa acção terapêutica que alterasse significativamente os efeitos da cafeína pura.

O guaraná é de mais lenta assimilação que as outras bebidas à base de cafeína, a hipotética acção prolongada destas saponinas explicaria a reputação saudável de que desfruta o guaraná a nível popular.

Fonte: www.jardimverde.pt

Guaranazeiro

Guaranazeiro


Nome científico: Paullinia cupana

Família: Sapindáceas

Nome comum: guaranazeiro, guaraná

Origem: Brasil, na região Amazônica

Descrição e característica da planta: o guaranazeiro é um arbusto perene, de 2 a 3 metros de altura em culturas comerciais. As folhas são compostas por cinco folíolos, verde-escuras, grandes, com 27 a 33 centímetros de comprimento por 10 a 15 centímetros de largura. As flores são formadas em cachos longos, de até 25 centímetros de comprimento, e contêm flores masculinas e femininas, separadas, na mesma inflorescência. Os frutos são arredondados e externamente formam lóbulos.

Em cada cacho, podem ser encontrados até 50 frutos. Quando maduros, os frutos ficam vermelhos ou alaranjados, se abrem e as sementes ficam expostas parcialmente. Cada fruto produz uma a duas sementes arredondadas, de cor marrom-escura a preta, e são recobertas até a sua metade por um tecido branco e grosso, denominado arilo. A semente é o principal produto comercial e a planta produz economicamente a partir do quarto ano do plantio no campo. Depois da colheita, as plantas necessitam de poda, porque o florescimento ocorre nos ramos do ano. Sem essa poda, as plantas perdem o vigor, diminuem drasticamente a produtividade e a sua qualidade.

As plantas se desenvolvem e produzem bem em condições de temperatura amena a quente, solos profundos, ricos em matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante o ano. A planta não tolera solos arenosos, com baixa fertilidade, solos sujeitos a encharcamento e inundação. A propagação pode ser feita por sementes e por enraizamento de estacas de ramos novos.

Produção e produtividade: a produtividade se sementes secas pode variar de 300 a 2.500 gramas por planta por ano ou 500 a 900 quilos por hectare. O guaranazeiro é cultivado nos estados da Amazônia brasileira, Bahia, Espírito Santo e São Paulo.

Utilidade: as sementes são usadas na indústria farmacêutica e na fabricação de refrigerantes, xaropes, sucos, pós-solúveis e bastões. Elas têm propriedades energizantes, estimulantes e medicinais.

Têm a seguinte composição (Fonte – Fruteiras da Amazônia. Aparecida das Graças Claret de Souza e outros. Brasília-SPI; Manaus: Embrapa-CPAA, 1996. 204 p.): cafeína 5,38%; óleo fixo de cor amarela 2,95%; resina vermelha 7,80%; princípio ativo corante vermelho 1,52%; princípio amorfo 0,05%; saponina 0,06%; fibra vegetal 49,12%; amido 9,35%; água 7,65%; pectina, ácido málico, mucilagem, dextrina, sais etc. 7,47%; ácido guaraná tânico 5,75%, além de teobromina e teofilina.

Guaranazeiro

Fonte: globoruraltv.globo.com

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