
Nativa da Amazônia, a Paullinia cupana, Guaraná, foi descrito pela primeira vez em 1826 pelo botânico alemão Karl von Martius.
Segundo a lenda, a Paullinia cupana, Guaraná, nasceu
dos olhos de um indiozinho da tribo Maués morto pelo índio Jurupari,
o mau espírito e invejoso.
A tribo Maué ficou desconsolada e não acreditava no que havia
acontecido.
Do céu veio um raio, enviado por Tupã, que interrompeu as lamentações de todos: teriam que retirar os olhos do pequeno índio e plantá-los para que deles nascesse uma planta sagrada para saciar a fome, o cansaço e doenças dos Mauenses.
A cova foi regada com lágrimas de todos da tribo e em seguida os olhos foram enterrados.
Ali nasceu o primeiro pé de Paullinia cupana, Guaraná.
Hoje sabe-se que a Paullinia cupana, Guaraná, tem
ação comprovada no auxílio de esgotamento físico
e mental, astenia, depressão nervosa, estresse, enxaqueca e estimulante
da atividade cerebral.
Nome científico do Guaraná: Paullinia cupana
Kunth.
Família do Guaraná Paullinia cupana: Sapindaceae.
Outros nomes populares do Guaraná Paullinia cupana: uaraná,
guanazeiro, guaranauva, guaranaína; guarana (inglês), guaraná
(espanhol), guaranà (italiano), guaranastrauch (alemão).
Constituintes químicos do Guaraná Paullinia cupana:
alcalóides (teobromina (flor, folha e caule), teofilina e guaranina),
ácido cafeotônico, ácido málico, amido, adenina,
ácido tânico, cafeína, catequina, colina, dextrina, guaranatina,
glicose, hipoxantina, mucilagem, óleo fixo, pectina, pigmento vermelho,
reponina, resina, saponina, tanino, teofilina, timbonina, xantina.
Propriedades medicinais do Guaraná Paullinia cupana:
adstringente, afrodisíaca, analgésica, antibacteriana, antiblenorrágica,
antidiarréica, anti-esclerótico, antitérmica, aperiente,
cardiotônico, desinfetante, diaforético, diurética; estimulante
físico, psíquico e do sistema nervoso; febrífugo, refrigerante,
regulador intestinal, retardador da fadiga, revigorante, sudorífera,
tônica, vasodilatadora.
Indicações do Guaraná Paullinia cupana: anorexia,
arteriosclerose, atonia, cefaléia, depressão, desgaste físico
e mental, diarréia, disenteria, dispepsia, dor muscular, enxaqueca,
estômago, estresse, fadiga física e mental, fadiga motora e psíquica,
febre, flora intestinal, função cerebral, gases, hemicrania
(dor em um dos lados da cabeça), hemorragia, impotência sexual,
infecções, males do estômago, mialgia, prevenir esclerose,
prevenir insolações, prisão de ventre, problema gastrintestinal,
raciocínio, tonificar o coração.
Parte utilizada do Guaraná Paullinia cupana: sementes.
Contra-indicações/cuidados com o Guaraná Paullinia
cupana: crianças, mulheres gestantes ou que amamentem, cardíacos
e hipertensos devem evitá-lo. Não tomar à noite pois
pode tirar o sono.
Efeitos colaterais do Guaraná Paullinia cupana: devido
à teobromina, teofilina e guaranina (análogas à cafeína),
pode causar dependência física e psicológica. Essas substâncias
agem nos receptores do sistema nervoso central (SNC) como as anfetaminas e
a cocaína, entretanto, seus efeitos são bem mais fracos. Usado
a longo prazo ou em doses excessivas pode causar insônia.
O Guaraná, Paullinia Cupana, tradicionalmente utilizado como fonte de energia, contra a sensação de fadiga causada pelo esforço intelectual e físico. Hoje te ação comprovada no auxílio de esgotamento físico e mental, astenia, depressão nervosa, estresse, enxaqueca e estimulante da atividade cerebral.
Fonte: www.plantamed.com.br

Descoberto pelo botânico alemão F. C. Paullini, o guaranazeiro
é um arbusto encontrado no Brasil, especialmente na região da
Amazônia, e Venezuela. Seu fruto, o guaraná, é relativamente
pequeno, possui uma casca vermelha e polpa branca. O guaraná se assemelha
muito com a forma de um olho.
Os guaranazeiros se adaptam bem em climas quentes e úmidos, com temperaturas
médias de 26ºC. A colheita do guaraná é feita de
forma manual, retirando cacho por cacho. Após isso, os grãos
ainda são fermentados e secados, resultando no grão de guaraná
torrado.
O guaraná contém um grande teor de cafeína (2 a 5% contra
1 a 2% do café), conferindo a ele, a capacidade de diminuir a fadiga
física e mental, produzir uma maior rapidez de raciocínio, entre
outras. O guaraná também possui ação tônica
cardiovascular, diurética, auxilia no combate à cólicas
e enxaquecas. O guaraná é utilizado na fabricação
de xaropes, barras, pós, refrigerantes e pela indústria farmacêutica.
Fonte: www.milionario.hpg.ig.com.br