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Guatemala

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Para os cidadãos espanhóis só é preciso apresentar o passaporte em vigor com validez de, no mínimo, 6 meses. Para os ciudadãos de alguns paises europeus e americanos é preciso a carteira de turismo, válida por 3 meses.

CLIMA

A temperatura média no país é de 20 graus, enquanto que nas zonas costeiras é de 37 graus, com alto índice de umidade. Nas zonas montanhosas, nos Altos Guatemaltecos, as temperaturas costumam descer consideravelmente e, em geral as noites são bastante frescas durante o ano todo. Nas regiões altas do centro a época de chuvas é de maio a outubro, caracterizada por fortes chuvas que produzem-se normalmente, de tarde e/ou na noite. Na zona da selva do Petén, as temperaturas costumam ser altas, úmidas ou secas, dependendo da estação.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomendável levar roupas leves de algodão, chapéu e calçado confortável. Os óculos de sol, protetores solares, um repelente contra os mosquitos e sapatos confortáveis são indispensáveis. Na zona de Os Altos as temperaturas podem descer consideravelmente durante a época de chuvas, que vai de junho à setembro.

Nas zonas costeiras as temperaturas são mais bem altas, entre os 30 e os 38 graus, com alto índice de umidade. Lembre-se que um abrigo leve nunca está demais.

DIFERENÇA HORÁRIA

A diferença horária com respeito ao Meridiano de Greenwich é de 6 horas a menos.

IDIOMA

A língua oficial é o espanhol, porém existe mais de 28 línguas nativas que falam as comunidades indígenas.

RELIGIÃO

A maior parte da população é católica, representando perto de 65%. Os protestantes são perto de 25% e os costumbristas 10%.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda é o Quetzal, igual a 100 centavos. Existem moedas de 1, 5, 10 e 25 centavos. Notas de meio quetzal, de 1, 5, 10, 20, 50 e 100 quetzales. Na Guatemala existe o mercado livre de divisas (vai encontrar numerosos cambistas por todo lugar), onde são mais rápidos os câmbios e, do mesmo valor que o oficial. Os câmbios também podem ser realizados nos bancos onde os trâmites são devagar (pode trocar dinheiro também em alguns hotéis). Porém, numerosos estabelecimentos e pequenas lojas aceitam dólares, razão pela qual, é bom levar dólares americanos que tem plena aceitação no país todo. Os "cheques viagem" em dólares tem alguma dificuldade para serem trocados. A maior parte dos cartões de crédito (principalmente, Visa e Mastercard) são aceitos nas grandes cidades.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica no país todo é de 110 v. a 60 ciclos (Hz). As tomadas são do tipo plano, americano. Precisa de adaptadores e transformadores para os aparelhos elétricos europeus.

EMERGÊNCIA, SAUDE, POLICIAMENTO

As autoridades guatemaltecas não exigem certificado nenhum de vacinas para ingressar no país. Porém, é bom profilaxis e em alguns casos, a quimio-propfilasis contra a malaria nos deslocamentos rumo as zonas selvagens. É muito aconselhavel viajar com seguro médico.

Na Guatemala existe bom número de drogarias, especialmente nas principais povoações. As drogarias de plantão estão indicadas nas vitrines de todas elas. Ao comprar um medicamento assegure-se da data de validade. As principais povoações dispõe de, no mínimo, um hospital onde podem ser realizadas curas de urgência.

CORREIOS E TELEFONIA

O serviço de telefones é aceitável e oferece o serviço nacional e internacional. Os locais estão abertos de segundas è sextas-feiras das 8.00 às 15.00 horas.

Domingos fica fechado.

Ligações de longa distância desde as cabinas telefonicas, somente se for a cobrar, já que a moeda mais alta que admitem é pouco. A melhor coisa é recorrer aos escritórios de Guatel que estão pelo país todo. Pode- se fazer ligações do hotel à cobrar, com o custo do serviço ou bem pagando a quem faz a ligação. Mas não é recomendável, pois vai-lhe custar quase o dobro. O indicativo da cidade da Guatemala é o 2. Para ligar à Guatemala marque 00-502 seguido do indicativo interurbano e o número desejado.

FOTOGRAFIA

Os preços de filme para fotografia são muito semelhantes aos da Europa, porém é aconselhável viajar com uma boa quantidade, já que não consegue-se todas as marcas, e os filmes para slides não são muito comuns. A qualidade da revelação dos laboratórios de uma hora é aceitável, porém é melhor revelar na volta da viagem. Na zona do Caribe a umidade pode alterar alguns filmes pelo que, recomendamos guardá-los em lugares secos e frescos. Pela intensidade da luz, devem ser utilizadas, preferivelmente, sensibilidades baixas e filtros ultra-violetas e polarizadores. Para as câmaras de vídeo é preciso um convertedor.

HORÁRIO COMERCIAL

As oficinas e os bancos abrem de segundas às quintas-feiras das 8.30 às 14.00 horas. Nas sextas, das 8.30 às 14.30 horas. Aos sábados alguns bancos abrem suas portas. As lojas geralmente abrem das 9.00 ás 12.30 horas e das 13.30 ás 18.00 horas de segundas à sextas-feiras. Domingos costuma estar fechado. Os escritórios públicos abrem de segunda à sexta-feira das 7.30 às 15.30 horas.

TAXAS E IMPOSTOS

Nos vôos internacionais as taxas são o equivalente à 20 dólares norte-americanos (aproximadamente).

GORJETAS

Na maior parte dos hotéis e restaurantes o serviço não está incluido. A gorgeja é facultativa e, recomendamos dar se está satisfeito com o serviço recebido, sugerindo entre 10% e 15% do total do valor. Não costuma-se deixar gorjeta para os taxistas. Para o pessoal das malas um dólar é suficiente.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Guatemala está banhada por dois oceanos: o Atlântico pelo norte e o Pacífico pelo sul.

Ao norte e ao oeste tem fronteiras com o México e Belice e pelo leste com Salvador e Honduras. A costa do Pacífico é comprida, enquanto que, a do Atlântico é mais reduzida, fechada por um comprido braço ao oriente, formando assim a ampla Baia de Amatique.

A geografia da Guatemalaé basicamente montanhosa, a exceção da zona norte, onde encontra-se uma zona baixa e selvagem conhecida como O Petén, abundante em madeiras preciosas, árvores produtoras de chicle e petróleo. São dois os ramos montanhosos que entram na Guatemala, o Sistema da Serra Mãe, por Niquihuil em São Marcos, e o sistema dos Cuchumatanes por Huehuetenango. O primeiro com 260 quilômetros corre paralelo ao Pacífico, formando o planalto central, assento das cidades de Guatemala, Antiga, Sololá, Santa Cruz do Quiché e Chimaltenango, entre outras.

Guatemala é, talvez a zona de maior concentração vulcânica de toda América. O país conta com numerosos vulcões entre os que, destacam o Tajumulco com 3.722 m ou o Atitlão com 3.537 m.

Os rios guatemaltecos correm pelas vertentes do Pacífico e do Atlântico (Golfo de Honduras e Baia de Campeche) respectivamente. O rio Paz marca os limites fronteriços com El Salvador, enquanto que, o rio Suchiate e o Usumacinta, que foi um importante meio de comunicação para os maias, marcam a fronteira com México. O rio Polochic tributa ao Lago Izábal, que por sua vez desemboca por meio do rio Doce na Baia de Amatique. Muitos dos lagos são de origem vulcânica e de grande beleza. O Atitlão, a 1.562 m de altura e com diversas ilhas, é o mais famoso.

FLORA E FAUNA

A rica e exuberamte flora do país é o resultado da variedade de climas que o país tem. Graças à sua extraordinária ligação e geografia, Guatemala é um verdadeiro paraíso de numerosas espécies de flora e fauna. O manto vegetal do país é bastante variado, seja a altitude e a quantidade de chuvas. Nas terras quentes, mais chuvosas e ao longo dos rios, existe uma selva sempre verde de ambiente ecuatorial, onde predomina as ceibas e as caobas. Nas zonas menos úmidas, a selva faz-se mais rara, dando lugar as espécies do tipo tropical que vêem-se afetadas pelo dobro da estação. Prevalecem as árvores de zapote, a chinchona o a árvore de pão. Nas zonas das terras altas e das bacias fechadas encontra-se acima dos relêvos, que superam os 1.500 m de altitude, os bosques de azinheiras e coníferas. Nos 3.000 m aparece a vegetação própria da puna.

As frondosas selvas estão povoadas de belos animais. Entre as numerosas espécies de aves destacam os pássaros pica-paus, tucanos, guanes, loros, araras e especialmente o poc, uma ave mergulhadora única no mundo e, infelizmente, em vias de extinção. A ave nacional é o quetzal, de longas penas na cauda e de cores que variam com o reflexo da luz. É uma ave muito escorregadiça e dificil de ser vista. No Biotipo do Quetzal Mario Day Rivera, na Serra de Chuacús, com um pouco de sorte poderá admirar a beleza da ave divina dos maias.

Na Guatemala habitam onças, jacarés e grande variedade de cobras venenosas, como a coral e variantes tropicais como a cascavel. Destacam-se guajolotes, flamingos, felinos, ocelotes, pumas, veados, iguanas, tartarugas marinhas, cobras, tatus, tamanduás, antas e porcos e, uma infinidade de insetos.

HISTÓRIA

Os Maias

Os Maias desenvolveram uma civilização localizada nos territórios no sudeste do México, na Península de Yucatão, Guatemala e ao oeste de Honduras e El Salvador. Considerada como uma das civilizações mais avançadas da América pré-colombiana, os maias foram grandes artistas e intelectuais que dominaram as matemáticas, sendo capazes de realizar muito complicados cálculos astronômicos. Sua estrutura social era muito fechada e articulava-se em autonomias governadas por sacerdotes. Mantiveram relações estreitas com Teotihuacão e Monte Alban, comerciando com produtos como o sal, já que naqueles tempos Yucatão era o primeiro produtor desse mineral. Foi, sem lugar as dúvidas, a civilização mais importante do continente americano.

Seus inícios remontam-se a mais de 4.000 anos. Para seu estudo propõe-se quatro diferentes períodos. No Período Pré-clássico Temporão, entre os anos 2000 ao 800 a.C. quando estabelecem-se povoados dedicados à pesca e uma agricultura de primitivos cultivos. Neste tempo, aparecem as típicas casas com teto de palha. No Período Pré-clássico Médio do ano 800 ao 300 a.C. funda-se assentamentos tão importantes Tikal e estabelecem as principais rotas comerciais e aparecem as primeiras manifestações primitivas do que iria ser a grande cultura maia. No Período Pré-clássico Tardio do 300 a.C. ao 250 d.C. proliferam as construções e pirâmides e templos, acima dos que foram construídos outros pelos descendentes. No Período Clássico Temporão do ano 250 ao 600 d.C. os teotihuacanos invadem os maias, conquistando-os e, impondo as suas leis. Porém, a cultura maia consegue absorve-los. Esta etapa é conhecida como a Cultura Esperança, onde encontra-se elementos próprios das culturas do centro do México. É também nesta época quando cidades como Tikal, Copão ou Kaminaljuyú têm o seu apogeu, e desenvolve-se um elaborado calendário. Aparece por outro lado, as estrelas com grifos e a cerâmica policromada mudando suas formas e desenhos.

No Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C. é quando a cultura maia alcança o cume do seu desenvolvimento. Neste tempo regiam-se por autonomias e cada reinado era independente dos outros. No final deste período, na Península de Yucatão tem início a civilização de Chichén-Izá e Uxmal, impondo-se acima das outras, lentamente. No Período Pós-clássico Temporão, do ano 900 ao 1200 d.C. é quando inicia-se o estranho declive. É o momento em que os toltecas iniciam sua expansão, introduzindo a Quetzacóatl que aparece sob a forma do deus Kukulcão na cultura maia. Finalmente, no Período Pós-clássico Tardio, do ano 1200 ao 1530 d.C. desenvolve-se a cultura dos maias itzaes, que fundam a cidade de Maiapão, destruida posteriormente, pelos xiú de Uxmal. À chegada dos espanhóis só deixaram vestígios da cultura maia. Porém, os Itzá resistiram à conquista por mais de 170 anos, até que Martín de Ursúa submeteu-os em 1697.

A Colônia e a Independência

No ano de 1542 o país organiza-se sob a Capitânia Geral, que incluia as províncias de Honduras, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII a igreja concentrou grande parte do poder político. Em Guatemala estabelece-se o primero arcebispado da América Central, no ano 1742. No começo do século XIX sucedem-se uma série de motins e enfrentamentos que foram desembocar na proclamação da Independência em 16 de setembro de 1821.

Liberais e Conservadores

Desde o ano 1831 até agora sucederam-se diferentes ditaduras sob a forma de governos liberais e conservadores. Na década dos anos sessenta e setenta do século XX, faz a sua aparição a gerrilha, tanto de extrema direita quanto da esquerda, que enfrentam-se durante vários anos. Nos anos oitenta sucederam-se golpes de estado por parte dos militares, que instauraram uma política de repressão e injustiça.

Precisa -se assinalar que, um dos elementos que caracterizaram a história contemporânea da Guatemala, tem sido os contínuos enfrentamentos entre as duas ideologias predominantes no país: os liberais e os conservadores. Estas lutas que provém do século XVII, tão só conseguiram que o país atrasasse sempre a sua oportunidade de vivir em paz e iniciar um desenvolvimento social justo.

Nas recentes eleições saiu vencedor Alvaro Arzú, que promete resolver a difícil situação que o país atravessa.

ARTE E CULTURA

Arquitetura Maia

A arquitetura maia é surpreendente, principalmente pelo fato de que a maior parte das construções foam realizadas sem a utilização do arco sostenido acima da pedra, além de que, não utilizaram ferramentas de metal e nem animais de arraste. Em poucas palavras, os maias construiam, baseados na força humana, à golpe de costas e braços. São estas as características, sem esquecer, a precisão de suas pirâmides, o que glorifica ainda mais o seu trabalho.

As construções desenhavam-se de acordo à um plano celeste, razão pela qual, todas as edificações eram alinhadas de forma a permitir observação astronômica.

Portas e janelas eram desenhadas para enchergar alguma estrela. Geralmente, os templos eram construidos acima de antigas construções, imprimindo um caráter de sacralidade.

No percurso de 1500 anos a arquitetura maia sofreu evoluções nos estilos. Os mais representativos são os abrangidos no Período Pós-clássico Tardio, entre os anos 300 a.C. ao 250 d.C. como os que pode-se ver nas ruinas de Uaxctún, próprios da cultura chicanel. No Clássico Termporão prevaleceram os da chamada Cultura da Esperança, onde o rei era enterrado sob a escalinata principal do templo. No Clássico Tardio os templos incorporam uma crestaria construida no cume, substituindo à construção típica de madeira. As edificações sucediam-se e, pelo geral, uniam-se à outras, dando lugar à formação de palácios. É neste momento quando aparecem os pátios de jogos para bola, e as grandes estrelas monolíticas de pedra, que serviam como altares. O melhor exemplo deste estilo é a cidade clássica maia de Tikal. Aqui pode-se observar as pirâmides mais altas coroadas por delicadas bovedas.

No Período Pós-clássico Tardio, durante a presença dos Toltecas, fazem aparição os itzaes (com capital em Maiapão), que destacaram-se pela utilização de muralhas. Na Guatemala os exemplos mais conservados deste estilo ficam em Utatlão, antiga capital maia quiché e em Iximché, perto de Tecpão.

Arquitetura Colonial

A arquitetura desenvolvida durante a época da colônia é diferente a das outras zonas, acima de tudo pela sobriedade nas construções exteriores que contrasta com a riqueza dos interiores. Dada a situação geográfica, propensa a tremores, a arquitetura colonial esteve sujeita à um estilo robusto no que predominaram a moderação na altura das torres e fachadas, e grandes colunas e pilares. Os edificios foram decorados com estuco e gesso, misturando harmoniosamente elementos indígenas e hispânos.

Vestidos Populares

Quanto a vestimenta, rica em colorido, destacam-se os huipiles, túnicas tecidas à mão e sem mangas, os reboços e os "enredos". O mais impressionante são as cores que combinam-se em infinitas possibilidades e, que procedem dos tempos pré-colombianos. Geralmente os tipos de roupas identificam o grupo indígena a que pertece. Ainda hoje, são utilizados telas antigas seguras na cintura por um lado e a uma árvore pelo outro.

LOCAIS TURÍSTICOS

Dividimos o país em 6 regiões, iniciando o nosso percurso pela Cidade da Guatemala e seus arredores. Nos Altos da Guatemala desenvolvemos as principais povoações, para continuar pelo Ocidente de Guatemala. Nos apartados "Direção Pacífico" e "Direção Mar Caribe", paramos nos povoados e lugares mais sobressalientes destas zonas. Finalmente, o Norte da Guatemala, onde encontra-se a regão de O Petén e Tikal.

A CAPITAL E SEUS ARREDORES

A Cidade da Guatemala é a maior de toda América Central e unida as saias de uma cadeia de serras. Trata-se de uma cidade relativamente nova, já que a sua fundação data do ano 1775 por Real Decreto de Carlos III, depois que um terremoto causara grandes danos à velha capital (hoje Antiga). Dada sua situação geográfica, em uma zona de tremores (os mais importantes foram nos anos 1917, 1918 e 1976), é quase impossível achar palácios, igrejas ou monumentos coloniais. Porém, sendo a capital, é o melhor lugar para descobrir as correntes e manifestações contemporâneas, que acontecem na cidade e que extendem-se pelo país todo.

A cidade está dividida em zonas numeradas do 1 a 15 e em ruas e avenidas, igualmente numeradas. As avenidas correm de norte à sul e as ruas de leste à oeste.

Os endereços são dados, por exemplo, 7ª Avenida 16-13, Zona 1, onde diz que o lugar encontra-se na Avenida 7ª, acima da rua 16, no número 13, na Zona 1.

Embora, possa parecer um pouco complicado, logo verá que não é tão difícil como parece.

A zona onde concentra-se a vida da cidade e o maior número de lugares de interesse é a número 1, na Praça Maior, também conhecida como Parque Central, bom exemplo da típica planificação de uma praça colonial. Rumo ao leste encontra-se a Catedral Metropolitana de finais do século XVIII, que sobreviveu, não sem algumas consequências, aos diferentes terremotos. É majestosa mas não tem nada à ver com as catedrais de outras cidades coloniais. A visita vale a pena para observar de perto a devoção dos guatemaltecos e para ver uma série de pinturas do século XVII (Horário: todos os dias de 8.00 à 19.00 horas). Na parte posterior localiza-se o Mercado Central, povoado de numerosos barracos onde vende-se artesanato para os turistas. Antes do terremoto de 1976 o mercado alojava os barracos de alimentos, o que dava-o um toque mais interessante. Infelizmente, no momento da reconstrução, projetou-se como um centro de compras de artesanato. A visita bem vale a pena para ter uma idéia dos artigos que poderá encontrar nas suas viagens ao interior do país. Na frente da catedral encontra-se o Parque Centenário, o parque da cidade, onde a gente, especialmente aos domingos, costuma passear pelos jardins. Ao norte da Praça Maior localiza-se o Palácio Nacional, reconstrução de um antigo palácio do ano 1925. Aqui encontra-se a sede do poder executivo. Destaca-se seus afrescos, assim como, os trabalhos em madeira e os gravuras em pedra. A visita realiza-se com guia de graça entre as 8.-00 e as 16.30 h.

Ao sul da cidade, muito perto do Parque da América Central, na zona 9 ergue-se o Museu Popol Vuh, onde poderá admirar numerosas peças de olaria, incensários, máscaras dos maias, etc. Esta coleção é completada com peças da época colonial onde destacam-se as peças trabalhadas em prata. O museu tem uma cópia do códice de "Dresde" dos maias (De segunda à sexta-feira das 9.00 às 16.30 horas. Sábados até 13.00 horas. Domingos está fechado).

Seguindo pela Av. Reforma, rumo ao sul, liga-se o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, uma construção de estilo mozárabe que vale a pena visitar. Na frente encontra-se o Museu Nacional de Arte Moderno, onde exibe-se o último da arte guatemalteco. Continuando por esta zona, e mais para o sul encontra-se o Museu Ixchel do Traje Indígena, que aloja uma coleção de trajes tradicionais. Ali podera admirar todo o universo de cores, têxteis e telas procedentes dos Altos da Guatemala. Está aberto de segundas às sextas-feiras de 8.30 às 17.00 horas e aos sábados até 13.00 horas. Domingos fica fechado. O museu encontra-se na zona mais luxuosa da capital, onde ficam as embaixadas e alguns hotéis de cinco estrelas.

Quanto aos parques destaca-se o Parque Aurora, onde encontra-se o zoológico e uma zona de jogos infantis. No Parque Minerva, na zona 2, no norte da cidade, tem um mapa em relevo da Guatemala. Neles mostra-se o país em escala, com suas cidades, montanhas e lagos. Existem mirantes para poder observar panoramicamente o conjunto. (Aberto todos os dias das 8.00 às 17.00 horas).

Não esqueça de passear, domingo à tarde, pela Praça Maior para desfrutar do ambiente. Casais, famílias, vendedores de doces e globos, músicos, artesãos, em fim, toda a cidade em completo descanso. Um bom lugar para superar o tédio de muitos dias de domingo.

Na zona 7, na Colônia Kaminaljuyú, encontra-se as Ruinas Kaminaljuyú. Infelizmente, o crescimento urbano provocou o desaparecimento do que foi, em seu momento, um importante centro maia do Período Pré-clássico Tardio (Horário: todos os dias das 8.00 ás 18.00 horas).

OS ALTOS DA GUATEMALA

Nesta região encontra-se os povoados da montanha que entre preciosos vales, estradas sinuosas e imponentes colinas vão aparecendo para oferecer o seu colorido e seus costumes a quem visitá-los.

ANTIGA

À 45 quilômetros da Cidade da Guatemala encontra-se Antiga, a velha capital do país e uma das cidades mais belas da América Central. Com uma população de 30.000 habitantes, é um dos destinos preferidos pelos turistas que visitam a Guatemala. Desde a sua fundação no ano de 1542 a cidade sobreviveu a numerosos cataclismas e os constantes aludes de turistas estrangeiros e nacionais.

A melhor forma de conhece-la é começar pela Praça Maior, onde localiza-se a Fonte das Sereias, o ponto de reunião mais popular. O parque está rodeado pelas construções mais emblemáticas. Ao sul, o Palácio dos Capitães do século XVI com ums preciosos portais ao longo da sua fachada. Por mais de 200 anos foi a residência do Virrei, na época da colônia e na atualidade é a sede do Governo Regional. Ao leste a Catedral de Santiago, construida entre os séculos XVI e XVII e em pleno processo de restauração. Muito perto, o Museu de Arte Colonial, na antiga sede da Universidade de São Carlos de Borromeo. Aqui exibem-se diversas peças do periodo colonial, incluindo uma pintura de Pedro de Alvarado, conquistador da Guatemala. O Palácio da Prefeitura, do século XVIII, encontra-se ao norte da Praça. Aqui tem sua sede o governo municipal. Distingue-se o Museu de Santiago, com uma esplêndida coleção de móveis e peças do período colonial. De lado, o Museu do Livro Antigo, onde mostra-se o processo de impresão durante os tempos da colônia.

Subindo pela 5ª Av. Norte irá dar ao Arco de Santa Catarina e ao fundo do mesmo, a Igreja de Nossa Senhora da Mercê, o templo mais bonito da cidade pela esplêndida fachada barroca. Destaca-se, também, a sua Fonte, a maior de Antiga. A poucos passos, o Convento de Santa Teresa e mais para o oeste o Convento dos Capuchinhos do século XVIII e que acolhe um museu que mostra como foi a vida religiosa durante a colônia.

Voltando ao centro e em direção sudeste liga-se a Igreja e Convento de Santa Clara do século XVIII. Destaca-se os arcos que rodeiam o claustro e a fachada, ricamente trabalhada e que encontra-se no interior. Mais para o sul, a Igreja de São Francisco do séculko XVI e recentemente restaurada. sobressai a Capela do irmão Pedro, o monje que fundou um hospital para os mais pobres.

Não deixe de visitar o Convento da Companhia de Jesus, o Mercado dos Artesanatos, o Museu da Música o Casa Kójom, importante centro onde exibe-se todo o relacionado com a música tradicional e a Casa Popenoe, com uma esplêndida coleção de móveis da época colonial. Estamos convencidos que ficará enamorado da maravilhosa cidade de Antiga.

PANAJACHEL E O LAGO DE ATITLÃO

Panajachel, à beira do místico Lago de Atitlão, encontra-se a 88 quilômetros de Antiga pela rota principal e depois de passar Chimaltenango e Sololá, onde tem um espetacular mercado às sextas-feiras. Antes pode fazer uma visita rápida as Ruinas Ixmché, antiga capital dos maias cakchliquiles no século XV.

Destacam-se as praças cerimoniais, os espaços para o jogo de bola e o pequeno museu (horário: todos os dias das 9.00 às 16.00 horas).

Em Panajachel concentra-se hotéis, restaurantes e centros de diversão; razão para visitar este povoado é contemplar e desfrutar o maravilhoso Lago de Atitlão, onde poderá praticar o esqui aquático, pesca, vela ou dar um mergulho, melhor nas manhãs e com precaução, já que o lago tem uma `profundidade de 320 m.

Daqui pode-se visitar em bote, ônibus ou a pé, segundo seja o caso, os povoados de Santa Cruz, A Lagoa, São Marcos, São Paulo, São João, Santo Antonio Palopó ou Santa Catarina Palopó. Mas não dispondo de tempo, ao menos, visite a Santiago Atitlão, onde poderá ver e desfrutar dos costumes dos índios tzuthuiles. O melhor dia para a visita é sexta ou terça-feira, dias de mercado, onde o espetáculo de cores é indescritível. No interior da igreja principal, ao lado da praça, irá encontrar figuras, talhas e oferendas muito curiosas, sem esquecer o púlpito de madeira com um precioso quetzal talhado. Caso tenha mais tempo, na zona do lago São Pedro A Lagoa é outro dos povoados que é quase obrigatório conhecer.

CHICHICASTENANGO

Mais para o norte, a 185 quilômetros de Panajachel encontra-se Chichicastyenango, no Município do Quiché, É aqui onde tem lugar, às quintas e domingos, o mercado mais espetacular do país. Desde antes da conquista, Chichicastenango foi um importante centro comercial dos índios cakchiquiles e quichés. Desde então o mercado, que deve ser conhecido, numerosos indígenas e camponeses de perto, descendo a pé ou de ônibus para vender seus produtos. Se coincidir com o domingo poderá ver as procissões das cofradias que, com os passos de seus santos nas costas e entre música, foguetes e fogos artificiais, vão à Igreja.

Destaca-se a Igreja de Santo Tomás, modesto templo do século XVI.

Dispondo de tempo vá para Santa Cruz do Quiché, capital do município, para admirar as Ruinas de K´jumarcaaj.

QUETZALTENANGO

Esta encantadora povoação encontra-se a 206 quilômetros ao sudoeste de Cidade da Guatemala. Chega-se a ela depois de viajar por uma encantadora estrada de curvas, entre paisagens de sonhos. Quetzaltenango é o principal centro comercial do sudoeste do país.

De novo a melhor forma de conhecer a cidade é começar pelo coração, pelo Parque da América Central. Durante os meses da época "seca" tem lugar um pitoresco mercado de artesanatos, porém se não coincidir com sua estadia, não se preocupe, já que o parque é o ponto de reunião mais popular. Para o sul encontra-se a Casa da Cultura, sede do Museu de Arqueologia, História e Natureza. O seu interior aloja um universo de exposições maias, instrumentos de música, para a indústria têxtil, assim como, uma mostra das tradições mais importantes da zona. Ao leste do parque levanta-se a Catedral do Espírito Santo, várias vezes restaurada, porém conservando sua original fachada principal. Muito perto, a Prefeitura de estilo neo-clássico. Pelo o oeste do parque localiza-se a Passagem Enríquez, que aloja algumas lojas e que destaca-se por suas vidraçarias. Mais para o norte pela rua primeira dará no Teatro Municipal, de estilo neo-clássico. Não deixe de ir para o Parque Minerva, onde encontra-se o estranho Templo de Minerva, de estilo neo-clássico.

ZUNIL E ALMOLONGA

Zunil e Almolonga encontram-se a 9 quilômetros da cidade e bem vale a pena visitá-los. Zunil é um belo povoado onde vai encontrar belos tecidos, entre outras coisas, nas segundas-feiras, quando o mercado acontece. Almolonga encontra-se muito perto, do outro lado do rio e, é a típica povoação agrícola, enquanto que São Francisco o Alto liga-se mais para o norte, muito perto da estrada principal. É um belo povoado no alto de uma serra, que nas sextas-feiras acolhe o muito espetacular mercado. Não esqueça de fazer uma parada.

HUEHUETENANGO E AS RUINAS DE ZACULEU

Continuando mais para o norte pela mesma estrada liga -se Huehuetenango, a 266 quilômetros da Cidade da Guatemala. Trata-se de uma povoação conformada maioritariamente por mestiços, e caracterizada por ser a cabeça do município, razão pela que a atividade comercial é a nota predominante. sobressai o mercado central, a Igreja, o Palácio Governamental e o Parque Central, que também conta com um mapa em relevo da zona.

As Ruinas de Zaculeu, a 4 quilômetros de Huehuetenango é o principal atrativo. Foi um importante centro religioso dos maias. Aqui irá encontrar várias pirâmides, jogos de bola ou plataformas cerimoniais, todas elas restauradas (horário: todos os dias das 8.00 às 18.00 horas).

TODOS SANTOS CUCHUMATAN

A 5 quilômetros de Huehuetenango, no coração dos Altos Cuchumatanes (a cordillheira mais alta da América Central) encontra-se o povoado indígena Todos Santos Cuchumatán. Vale a pena a excursão já que é um dos poucos lugares no país, onde seus habitantes, descendentes dos maias mam, continuam a utilizar o calendário maia tzolkin. Desde aqui pode-se realizar vários passeios pelos arredores. Os dias de sábados têm lugar o mercado onde poderá admirar o colorido das vestimentas dos indígenas.

O LESTE DA GUATEMALA

Esta região é visitada, principalmente, para chegar às Ruinas de Copão em Honduras. O caminho desde a Cidade da Guatemala transcorre pela estrada principal que conduz ao Mar Caribe, realizando um desvio perto de Rio Hondo, em direção a Zacapa (onde tem excelentes tecidos, além do Museu de Paleontologia que pode-se visitar) e Chiquimula, que destaca-se por seu barulhento mercado..

ESQUIPULAS

A 55 quilômetros de Chiquimula e a 167 quilômetros da capital do país, esta pequena povoação distingue-se pelas paisagens que a rodeiam e, pela impressionante Basílica do Cristo Preto, que aparece majestosa conforme vai para o vale. Construida no século XVIII recebeu desde então milhares de peregrinos que chegam solicitar o amparo e a ajuda da imágem talhada na madeira. Do lado do templo encontra-se o cemitério e pelo outro a zona do mercado, onde podem-se adquirir diversas lembranças.

COPÃO (HONDURAS)

Localizadas a 12 quilômetros da fronteira com a Guatemala, as Ruinas de Copão constituem um dos lugares mais espetaculares da Rota Maia. Trata-se de uma importante jazida arqueológica da época clássica dos séculosIV ao IX. Destaca as esplêndidas pirâmides do Grupo Principal, como a Estrutura 16, a Escalinata Jeroglífica, onde em 63 degraus conta-se a história da Casa de Copão, (no Templo 26), o Jogo de Bola, o segundo maior da América Central, as Estrelas da Praça Maior, onde delicadas gravuras mostram aspectos da cosmo-visão dos maias (a maioria encontra-se entre altares que serviam para depositar as oferendas), ou a Acrópolis, na Praça Ocidental, do lado do Templo das Inscrições. Copão foi um importante centro e culto de estudos astronômicos (horário: todos os dias das 8.00 às 16.00 horas).

No Povoado de Copão encontra-se um pequeno Museu Arqueológico onde poderá admirar peças de jade e de olaria dos antigos maias.

EM DIREÇÃO AO PACÍFICO

rata-se de uma zona onde abunda a vegetação tropical, os cafezais e as praias de areia escura. Entre os lugares de interesse distingue-se Santa Luzia Cotzumalguapa a 100 quilômetros da Cidade da Guatemala, pelas talhas pré-olmecas que se encontram nas aproximidades. Até o momento é desconhecida a procedência, assim como a dos habitantes, descendentes dos pipiles de antigos laços com os povos nahuas do México.

São três as jazidas mais importantes da chácara: o Baul, As Ilusões e Bilbao. Este último é o mais interessante, em tanto que O Baul, localizado em um monte, conta com um pequeno museu. Na chácara As Ilusões localizam-se numerosas peças.

Pelo caminho que vai à costa guatemalteca situa-se o povoado A Democracia, onde irá encontrar ne praça principal, algumas cabeças talhadas na pedra que lembra as Cabeças Olmecas de Tabasco (México). No Museu Rubén Chçavez Van Dorne exibem-se diversas peças achadas na zona.

Voltando a estrada principal, direção Mazatenango, chega-se a Retahuleu, que destaca pelas recentes descobertas em Abaj Takalik. Trata-se de ruinas onde encontram-se de cabeças talhadas em pedra de influência Olmeca e que, segundo os resultados, parece tratar-se de um dos primeiros assentamentos na zona.

Entre os lugares da costa do Pacífico cabe destacar Monterrico, localizado no coração do Biotopo Montorrico-Hawai, importante reserva natural que aloja mangues costeiros, além de uma importante fauna marinha. As ondas são bastante fortes nesta zona, pelo que talvez desista de um mergulho.

EM DIREÇÃO AO MAR CARIBE

Esta é a região do país que mais contrastes apresenta. Acima de tudo, porque nas costas do Atlântico vai encontrar uma população, a maior parte negra. É outro rosto da fascinante Guatemala.

BIOTOPO DE QUETZAL E COBAN

Pela estrada principal que conduz à Porto Barrios, é indispensável fazer um desvio à altura de O Rancho para visitar o Biotiopo do Quetzal. Trata-se de uma reserva natural com ecossistema tropical (por estranho que possa parecer) e lugar natural para o quetzal, ave nacional, mensageiro entre a terra e o céu. Calcula-se em 60.000 os quetzales da Guatemala, sendo declarada uma espécie em perigo de extinção, devido à desflorestamento das selvas altas para o cultivo da terra. Kuikul, chamado assim pelos maias, é o pássaro divino, criatura da luz, um espetáculo colorido. A cauda, que consiste em quatro penas de um metro, forma um arco atráz do pequeno corpo. Dependendo do reflexo da luz nas penas, as cores destas variam em decimais de segundo, desde o azul escuro até o turquesa. Seguramente, irá ser difícil que possa olhar algum deles, já que são muito escorregadiços, porém poderá desfrutar das belas paisagens do Biotopo (Horário: todos os dias das 6.00 às 16.00 horas).

Mais para o norte encontra-se Coban, pequena povoação destacada pelas vistas e o ambiente provinciano.

QUIRIGUÁ

De novo na estrada principal e em direção Porto Barrios, muito perto de Os Amates, localiza-se as Ruinas de Quiriguá (importante centro do Período Clássico), que destaca-se pelas impressionantes estrelas, distribuidas por varias zonas, especialmente na Praça Maior. A Estrela E, com 8 metros de altura e três de largura é a maior do mundo maia, encontrada até agora. Destacamos a Acrópolis e o Jogo de Bola.

PORTO BARRIOS

Continuando pela estrada principal até onde acaba, encontra-se Porto Barrios, o principal porto do Atlântico na Guatemala e a única povoação desta costa ligada por estrada com o resto do país. Porto Barrios foi construído pela United Fruit Company durante os anos que explorava as grandes plantações do Vale de Motoagua. Com seu desaparecimento, o povoado afundou em um impasse, o qual ainda não soube sair. Na cidade não tem nada interessante para se ver, a exceção dos ambientes próprios dos portos fronteiriços; porém é o ponto de partida das excursões que, por 20 quilômetros de praias virgens e bosques de mangues, leva a Livingstone.

Ponta Manabique é uma pequena península ao leste de Porto Barrios. Além dela os cais de Belice e a barreira coralina mais longa do Hemisfério Norte.

LIVINGSTONE

Encontra-se as beiras da desembocadura dp Rio Doce e de cara com o Mar Caribe. É um pequeno povoado de pescadores, fundado por escravos rebeldes fugitivos no final do século XVIII das Ilhas do Caribe. Livingstone e as vistas que rodeiam-no, são completamente diferentes ao resto do país. Seus habitantes são muito hospitaleiros e é o lugar onde encontra-se a população de raça preta. As ruas de terra são franqueadas por casas de madeira com tetos de zinco, pintadas em diversas cores. Daqui partem os cruzeiros pelo Rio Doce para o Lago de Izábal.

LAGO DE IZÁBAL

O percurso desde Livingstone até o Lago de Izábal é um passeio delicioso, além do que, é possível fazer uma parada no Golfete. Aqui pode nadar e dar um passeio pelo Biotopo Cocón-Mechacas, reserva natural de palmeiras e plantas tropicais. Continuando pelo rio e justo onde começa o lago, na márgem esquerda e assentada no fim de uma península plana, levanta-se a pequena Fortaleza de São Felipe de Lara, construída em 1652 em homenagem a Felipe II, para defender-se dos constantes ataques dos piratas ingleses. No lago pode praticar a pesca, mergulho ou esquiar.

O NORTE DE GUATEMALA

Na zona norte da Guatemala encontra-se a região do Petén (quase todo o norte fica na Reserva Biosférica Maia), as densas selvas e vários locais arqueológicos da Rota Maia, entre eles, a majestosa cidade de Tijal.

CIDADE FLORES

Cidade Flores é a capital do município e o ponto de partida das excursões. Nos arredores encontra-se o aeroporto e a zona hoteleira. A cidade está localizada em uma pequena ilha no Lago de Petén Itzá, unida a Santa Elena e São Benito por uma calçada de meio quilometro. Destacam-se as Grotas Actun-Can, muito perto de Santa Elena, onde poderá ver com um pouco de imaginação diversas figuras nas formações de pedra que tem no interior. Aconselhamos, tendo tempo, dar um passeio de canoa pelo lago para visitar o Biotopo Serra Cahuí, uma reserva de selva tropical.

TIKAL

É o maior dos centros cerimoniais maias e, sem dúvida, um dos principais atrativos da Guatemala. Encontra-se a 70 quilômetros de Cidade Flores por um caminho bem pavimentado; depois de duas horas de viagem, entre paisagens espetaculares, aparece no meio da selva a majestosa cidade de Tikal. As origens remontan até o ano 700 a.C., quando os maias decidem levantar as primeiras construçõesna serra. Porém, seu esplendor começou ao redor do ano 230 d.C. com o rei Yax Moch Xoc, fundador da dinastia que iria governar Tikal até o século X, quando, estranhamente, começa o declive da cultura maia.

A entrada no Parque Nacional de Tikal encontra-se depois de passar as salas de refeição e o restaurante local. O Museu Tikal, logo bem na entrada, exibe numerosas peças de cerâmica, esculturas, peças de jade e osso, diversos objetos procedentes dos túmulos dos senhores de Tikal e uma reprodução do túmulo 116 do Templo do Grande Jaguar, entre outras coisas. Na cidade destaca-se a Casa de Banhos, a Acrópolis Central, integrada por pequenos pátios, palácios e templos, o Templo V, com 57 m de altura, com cantos redondados e desde onde pode-se obter excelentes vistas da cidade, a Acrópolis Sul, com palácios e construções provavelmente do século IX, a Praça Maior, rodeando o Templo do Grande Jaguar de 44 m de altura, a Praça dos Sete Templos, um conjunto de diversas construções onde dá de apreciar os estilos dos diferentes Períodos, o Templo da Serpente Bicéfala ou Templo IV (do ano 741), de 70 m de altura, sendo o mais alto, o Mundo Perdido, importante complexo onde destaca-se a Grande Pirâmide Central (Período Pré-clássico Tardio), com grandes máscaras aos lados da escalinata, o Palácio dos Morcegos, a Praça Oeste e o Templo das Inscrições ou Templo VI. Este último encontra-se aproximadamente, a um quilômetros ao sul da Praça Maior e nele estão gravados uma série de hieroglíficos, onde indica o ano 766 d.C. (Horário das 6.00 às 17.00 horas).

Se, viajar entre os meses de dezembro à fevereiro, deve lembrar que a temperatura desce a noite. Nos meses de julho a setembro é muita calor. É indispensável um repelente contra os mosquitos

UAXACTÚN

Se depois de visitar Tikal dispõe de tempo, e deseja ver outras ruinas, vá para Uaxactún, a 25 quilômetros ao norte de Tikal. Infelizmente, a jazida não tem sido restaurada e muitas pirâmides desapareceram quando "huaqueiros" (ladrões e profanadores de tumbas) violaram suas profundezas na procura de possíveis tesouros. Os caminhos até Uaxactún não são dos melhores do país, pelo que deve procurar saber do estado deles antes de iniciar a viagem.

GASTRONOMIA

Os pratos típicos mais populares são: accras (bolinhos fritos de bacalhau), boudin (salsicha de porco muito temperada), carbes farcis (carangueijo da terra recheados), blaff (guisado de peixe com muitas especiarias), lambi aux sauce chinês (caracóis do mar com molho de alho poró) papillote de perroquet cu (loro assado em um pacote de papel e servido com molho de alfavaca) e marmite de Robinson (um fondue de peixe como dourado, atum, camarões e cerduras locais.

Bebidas

A bebida típica é o ti punch, uma mistura de rum, suco de lima e um concentrado de cana de açúcar. Desde o século XVI o rum tem sido a bebida por excelência das ilhas caribenhas. Sua origem está associada a legendárias histórias de piratas e de escravos. Uma longa lista de casas produtoras do famoso licor de cana de açúcar tem popularizado seu consumo não somente em qualquer ponto das Antilhas, mas também espandido pelo mundo inteiro.

Em toda região elaboram deliciosas batidas de frutas tropicais, cuja mistura (coco com mamão, morango com coco, banana com morango e coco) dá origem aos originais nomes com os quais são batizdos. E podem ser consumidos com ou sem álcool.

COMPRAS

Pode-se adquirir artesanatos tradicionais, geralmente elaborados em madeira ou pedra, constituindo verdadeiras obras de arte, que representam animais ou os costumes cotidianos. Também produz tecidos multicoloridos e instrumentos tradicionais de percussão. Nos territórios turísticos pode-se adquirir produtos de origem contemporânea e de qualquer tipo, na diversidade das lojas ao longo dos centros comerciais.

POPULAÇÃO E COSTUMES

A palavra crioulo na realidade provém do vocabulário português crioullo, que em espanhol converte-se em criolle. Inicialmente, utilizou-se para denominar os brancos nascidos nas colonias da América e nos territórios do Oceano Índico. A lingüística adaptou-se para denominar aquele sistema misto que provém do contato de várias línguas (espanhol, português, inglês e francês), com idiomas aborígenes (caribenhos) ou africanos.

Em Guadalupe fala-se oficialmente o francês, pois a maior parte da população fala patois, um dialeto crioulo que tem base lingüística francesa. Também fala-se algo de inglês nas áreas turísticas.

Na região das Antilhas em geral, manisfestam-se crenças trazidas por europeus, africanos e hindus. Existe um vasto crisol que misturam entre si as supertições e as práticas mágicas de grupos étnicos muito deferentes uns dos outros. Na atualidade, o feiticeiro, o bruxo (quinboiseur) têm muita importância na vida cotidiana da população e a maioria respeita os seus conselhos.

ENTRETENIMENTO

Pode-se realizar diversas atividades relacionadas com a vida da costa. Nas regiões onde encontra-se os arrecifes de coral pode-se conseguir os elementos necessários para realizar o mergulho e o snorkeling (mergulho superficial com tubo de respiração). Nas regiões do interior pode-se fazer excursões pelas áreas florestais, trekking e senderismo.

FESTIVIDADES

A Festa dos Cozinheiros realiza-se todos os anos em homenagem a Saint Laurent. As cozinheiras que desfilam são mulheres chefes de cozinha da ilha. Também é popular o carnaval ou vaval, que inicia no domingo de Epifania e termina na quarta- feira de Cinza. Pelas ruas principais desenvolvem-se festivais e concursos de baile, de disfarces ou de música.

TRANSPORTES

Avião

Air Guadalupe realiza vôos nacionais entre as Antilhas Francesas e as Virgens e Porto Rico.

Barco

Existem algumas companhias marítimas com Caribbean Express Catamaram Service e Trans Antilles Express, que realizam serviços de traslado aàs principais localidades da região.

Ônibus

Existem três estações de ônibus que circulam desde 5: 30 horas até 18 horas.

Taxi

Oficialmente os preços não estão controlados pelo governo. Alguns não tem taxímetro, pois as trifas são expostas publicamente.

Fonte: www.rumbo.com.br

Guatemala

REPÚBLICA DE GUATEMALA

Nome oficial: República da Guatemala

Superfície: 108.890 km²

Situação geográfica: América Central.

Limites: Ao leste limita com o Mar das Antilhas, com Honduras e El Salvador, ao sul com oceano Pacífico, ao oeste com México e ao Nordeste com Belice e o Mar Caribe.

População: 12.952.000 habitantes. (2004)

Capital : Cidade de Guatemala

Bandeira: Três linhas verticais de tamanhos iguais (azul, branca e azul), com o escudo nacional no centro.

Moeda: Quetzal

Principais cidades: Ciudad de Guatemala (1.022.000 habitantes); Quezaltenango (152.228); Jalapa (118.943); Escuintla (114.626); Totonicapán (105.092).

Território

Relevo

No geral, o país é montanhoso, porém ao norte, se encontra uma zona baixa e de selva (Petén).

A Serra Madre penetra em Guatemala dividida em dois ramais: Serra Madre e Serra dos Cuchumates. Além disso, a mesma atravessa o país de oeste a leste, corre paralela ao Pacífico e se prolonga até Honduras pelo Cerro Oscuro.

Dela se originam vários sistemas secundários: o das montanhas Chuacús e as serra das Minas, do Mico, e da Estrella.

A serra dos Cochumates, mais ao norte, se estende até o vale do rio Chixoy ou Negro, onde se divide em dois grupos: ao oeste, os Cuchumantes, e ao leste, as montanhas de Verapaz.

Guatemala é um dos países mais vulcânicos do mundo. Destacam-se os de Tajumulco (4.210 m), o pico mais alto da América Central, Tacaná (4.064m), na fronteira com o México, Fuego (3.835 m), Santa Maria (3.768m) e o d'Agua (3.752 m).

Hidrografia e costas

As costas do mar de Antilhas estão compreendidas no golfo de Honduras, onde se encontram as ilhas de Turnefle e a baia de Amatique. As do Pacífico, mais extensas, caracterizam-se por uma sucessão de baías abertas.

O país se divide em duas vertentes hidrográficas: A do mar de Antilhas, de grande extensão, compreende, entre outros rios, o Usumacinta, que deságua em direção ao golfo do México, e o Motagua, que desemboca no golfo de Honduras.

A do Pacífico, menos importante, compreende de lesta a oeste os seguintes rios: Suchiate, que limita com México, Naranjo, Tilapa, Samalá, Nahialate, Madre Vieja, Coyolate, Guacalate, Michtoya, Esclavos e da Paz, que formam parte da fronteira com El Salvador. O território conta com numerosos lagos.

Os principais são: Izabal, o maior do país, Atitlán, Petén Itzá, Amatitlán e Ayarza.

Solos

Guatemala possui um território de grande fertilidade, motivo pelo qual sua agricultura é de grande riqueza, em especial o cultivo de cana de açúcar.

Clima

É essencialmente subtropical com escassas mudanças entre as estações, variando somente com a altitude. O mês de maior calor é maio com temperaturas entre 16ºC e 29ºC. O mais frio é janeiro com variações entre 12ºC e 23ºC. O mais seco é fevereiro e o mais úmido é junho com precipitações médias de 274 mm.

As pessoas

Tendências demográficas

Guatemala tem uma densidade de 132 km², mas a maioria se concentra na região montanhosa do sul do país. Os grupos indígenas, entre os que se destacam os quiche e cakchiqueles, vivem nas terras altas dedicadas à agricultura, ao artesanato, à pecuária e ao comércio local. Na década de 1990, Guatemala tinha a taxa de natalidade mais alta da América Central; em 2004 eram 34 nascimentos para cada mil habitantes.

Diversidade étnica e cultural

A população de origem maia-quiché representa cerca de 45% dos habitantes da Guatemala, seguido de mestiços (45%) e , por ultimo, brancos de origem europeu, negros e asiáticos, cerca de 10% da população. Um 60% dos habitantes da Guatemala vivem na zona rural.

Idioma

A língua oficial é o espanhol falado por 60% da população. Também são falados cerca de 21 línguas indígenas de origem maia, principalmente o Quiché, Cakchiquel e Kekchi. Na costa do mar Caribe a população de origem africana fala a língua garífuna.

Religião

O catolicismo é a região que professa a maioria dos guatemaltecos; está presente também, de forma minoritária, a Igreja Protestante, em especial a Batista e Evangelica.

Economia

Recursos naturais

O solo, muito fértil, é o recurso mais importante da Guatemala, um país que tem sua economia baseada na agrícola e na pecuária. Algum dos minerais com que conta o país, apesar de insuficientemente explorado, é o ferro, petróleo, níquel, aditivos e zinco; também foram descobertos depósitos de urânio e mercúrio.

Segundo os dados da CEPAL , el setor da minería representou em 2006, o 0,5 por cento de Produto Interior Bruto do país.

A região do Petén tem várias espécies de árvores para madeira e medicinas; a madeira e seus produtos são utilizados tanto para o consumo local como para exportação.

Agricultura e pecuária

Em 2002 a agricultura empregava cerca de 39% da população ativa e contribuía com 22,5% ao produto interno bruto(PIB). De acordo com dados fornecidos pelo Banco Mundial em 2003, o setor agrícola representa um por cento do PIB, 22,3, o que representou um aumento de 2 por cento sobre 2000.

Esta tendencia se ha visto confirmada en 2005, cuando el crecimiento del setor agrícola llegó al 22,8 por ciento. Así mismo, la CEPAL, en su estudio Panorama Social de América Latina 2006 , señala que los productos agrarios representaron en 2006, el 50 por ciento de las exportaciones totales del país.

Sem dúvida, o cultivo comercial mais importante é o da cana de açúcar, que em 2003 superou os dezessete milhões de toneladas anuais; também se destaca a banana, que se cultiva em plantações situadas no vale do Motagua (costa do Pacífico) e perto do mar Caribe, e o café, que se obtém das enormes plantações que se encontram na vertente sul das montanhas.

Outros produtos são: milho, tomate, feijão, algodão, arroz, trigo e batata, todos eles para consumo local, igual que o gado, porcos e aves de corral.

O desenvolvimento da produção de gado, em especial nas fazendas próximas ao Pacífico, permitiu que em 2005 fosse alcançada uma cifra de 3 milhões de cabeças.

Silvicultura e pesca

Os bosques ocupam um total de 28.500km² do país, fazendo com que a silvicultura desempenhe um notável papel na economia. Alguns dos produtos florestais mais importantes são as madeiras nobres como o balsamo e o chiclete (que se obtém do chicozapote).

Guatemala está entre os líderes mundiais na produção de chiclete, que se utiliza para manufatura da goma de mascar. A produção anual de madeira é de 15,7 milhões de m². A pesca está aumentando de maneira espetacular. Em 2001 foram capturadas 14.300 toneladas entre peixes, crustáceos e moluscos.

Indústria

A maioria das indústrias guatemaltecas opera em pequena escala. A produção industrial cresceu de forma considerável na década de 1970, mas diminuiu durante a de 1980 devido à instabilidade política.

Nos últimos anos, a produção industrial tem-se diversificado, apesar de que principalmente continúa orinetada ao processamento de alimentos signifcando, seguno a CEPAL, um 19,1 por cento do PIB durante o ano 2006.

Neste setor, os principais produtos industriais são: alimentos e bebidas, açúcar, tabaco, chiclete, produtos químicos e farmacêuticos, papel, coros e peles, têxteis e confecção, petróleo refinado, objetos e móveis de madeira e metais.

Energia

Os rios da Guatemala têm um grande potencial hidroelétrico. Cerca de 35% da eletricidade procede de estações hidrelétricas e 51,89% são geradas em centrais térmicas. A produção anula é de seis mil milhões de kWh.

Transporte

Em 1994 a longitude total da rede ferroviária era de mil cento e trinta e nove quilômetros, a maioria dos quais pertencem à empresa estatal Ferrocarriles de Guatemala. A união mediante trem da América do Norte com a América Central foi estabelecida em 1942 com a criação de uma ponte que cruza o rio Suchiate, entre o México e a Guatemala.

Em 1999 o país tinha cerca de quatorze mil quilômetros de carreteiras e caminhos secundários, dos quais 35% estavam pavimentados. A estrada Pan-americana atravessa Guatemala a partir de México até El Salvador.

Os principais portos do país são: Puerto Barrios, San José, Santo Tomás de Castilla e Champerico. A linha aérea do país, Aviateca, oferece serviços nacionais e internacionais, mas também existem outras companhias que realizam rotas ao exterior.

Governo e Administração

Constituição

A Constituição atual fue redactada e aprovada por uma Assambléia Nacional Constituinte no ano 1985.

O texto define a Guatemala como um Estado livre, independente e soberano, organizado para "garantizar aos seus habitantes seus direitos e liberdades".

Além disso, estabelece un sistema de Governo republicano, democrático y representativo que "delega a soberanía no povo, quen a delega nos Organismos Legislativo, Executivo e Judicial".

Governo

Define-se como republicano, democrático e representativo.

Estrutura do Estado

Poder executivo

De acordo com a constituição de 1985 o país é governado por um presidente eleito democraticamente para um período de quatro anos, assessorado por um vice-presidente e um conselho de ministros; não pode ser reeleito.

Poder legislativo

As funções do legislativo são desempenhadas no Congresso da República, cujo 113 deputados são eleitos mediante sufrágio universal para um período de quatro anos: 91 são por circunscrição departamental e 22 mediante representação proporcional.

Poder jurídico

A máxima instituição jurídica é a Corte Suprema de Justiça, cujos juízes são eleitos pelo Congresso para um período de cinco anos; também são nomeados juizes para outros tribunais,como as cortes de apelação e tribunais de primeira estância.

Sistema Eleitoral

O sistema eleitoral vigente em Guatemala data de 1985 quando finalizaram os regimes militares.

Os redatores da Carta Magna facilitaram a conformação de quantas organizações políticas fora possível, e pelo qual nos primeiros anos chegou a ter até 60 partidos políticos.

Os cidadãos guatemaltecos votam para presidente, vice-presidente, deputados ao Congresso e depois para as prefeituras das cidades.

Nas presidenciais o voto é direto, universal e secreto, obtendo a vitória aquele que atinja a maioria absoluta em primeira volta. De não ser assim, os dois com mais votos a favor iriam a uma segunda volta.

No caso dos deputados é um sistema algo mais complicado, porque o sufrágio, já que não é pessoal como nas presidenciais, senão por listas.

Cada departamento elege um legislador por cada 80.000 habitantes, sendo um total de 127. Os 31 deputados restantes se elegem mediante a chamada listagem nacional.

Condições sociais

Emprego

Segundo cifras da Secretaria Geral do Conselho Nacional de Planejamento Econômico (SEGEPLAN ) , em 2004, a população ativa de Guatemala ascendia a 4,99 milhões de pessoas.

Por outra parte, segundo as Enquetes de Lares que anualmente realiza a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2005, Guatemala teve uma taxa de participação trabalhista do 55,8 por cento, e uma taxa de desemprego do 4,4 por cento.

Neste sentido, segundo o Panorama Social de América Latina 2006 da CEPAL, em quanto à participação feminina se observa um crescimento importante nos últimos anos, passando a ser de um 36 por cento da população ativa a um 38 por cento nos últimos anos.

Também no documento da CEPAL aparecem dados sobre a evolução dos salários médios no país no período compreendido entre 2002 e 2005.

Quanto à evolução dos salários médios em general, em dito período se manteve em 232 dólares. Por outro lado, observa-se uma diferença, se tendo em conta dados de 2005, tomam-se como referência a diferença entre filiados à segurança social e não filiados. Os trabalhadores filiados cobram em Guatemala uma média de 367 dólares, enquanto os não filiados atingem os 183 dólares.

Os sindicatos mais importantes são: Unidad de Acción Sindical e Popular (UASP), Confederación Unidad Sindical de Guatemala (CUSG) e Confederación General de Trabajadores de Guatemala (CGTG).

Educação

Cerca de 71,3% dos adultos guatemaltecos estavam alfabetizados em 2004. A educação é gratuita para todos os níveis, mas, devido a escassez de escolas públicas, existem muitas instituições de caráter privado. A educação é obrigatória entre os cinco e os quinze anos.

Nos últimos anos se produziu um avanço por parte dos diferentes Governos guatemaltecos. Enquanto no ano 1990, o gasto em educação ascendia a um 14 por cento do gasto público, segundo dados da CEPAL, no ano 2004, já atingia um 20 por cento. Assim, o investimento em educação já supunha esse mesmo ano um 2,6 por cento do PIB do país.

Saúde e qualidade de vida

Desde 1946 se estabeleceu por lei um programa da Seguridade Social que exigia a participação de todas aquelas pessoas que tinham contratados a cinco ou mais trabalhadores. Graças a este programa ficam cobertas as baixas por acidente, maternidade, hospitalização e doenças, assim como as pensões dos aposentados. Em Guatemala, a esperança de vida é de uma média de sessenta e dois anos; existe uma cama de hospital para cada mil habitantes.

Na atualidade, o Ministério de Saúde Pública e Assistência Social guatemalteco estabeleceu a Rede de Serviços de Saúde.

É uma rede de distribuição geográfica dos estabelecimentos de saúde por todos os departamentos do país. Nela se inclui a cobertura de hospitais e postos de saúde para os cidadãos guatemaltecos.

Gastronomia

O milho ocupa um papel primordial na comida cotidiana do país. Existem muitas comidas elaboradas com esse produto tais como tortas, tacos, entre outros.

Existe também um grande variedade de feijões, moles, pimentas e muitos outros pratos de origem Maia.

As sobremesas são deliciosas. Entre elas destacamos o arroz com leite, caldo de frutas de cajá, rosa da Jamaica, deliciosas bebidas, entre outras.

As artes

O contraste entre o estilo de vida moderno da cidade de Guatemala, capital e centro da vida cultural do país, e os costumes e tradições dos descendentes do povo Maia, dotam o país de uma grande diversidade cultural e artística.

Guatemala conserva numerosas ruínas desta civilização, como Tikal, Uaxactún, Quiriguá,e Kaminaljuyú. A tudo isso, temos que acrescentar a influencia espanhola que se manifesta na língua, na religião, na arte e na arquitetura. Na Antiga Guatemala, a capital durante o período colonial, se conserva esplendidos edifícios do barroco espanhol, como a sua magnífica catedral.

Meios de comunicação

O jornal de maior tiragem é o Nuevo Diário fundado em 1998, que juntamente com o Prensa Libre são os jornais de maior importância do país.

Arte

Entre os personagens mais destacados encontram-se Miguel Ángel Astúrias e Rigoberta Menchú, prêmios Nobel de Literatura e da Paz, respectivamente. Além deles, o país conta com outros grandes representantes em todas as ramas da arte. Um dos instrumentos artísticos e culturais é a marimba , símbolo nacional por excelência; construída com madeira de hormigo, suas teclas produzem um som muito peculiar. Sua fisionomia se assemelha a uma marimba grande.

Compras

Para os viajantes será impossível não comprar artesanatos típicos, assim como objetos que contem uma representação moderna das antigas tradições maias. Podem-se encontrar tecidos, tapetes, blusas bordadas, roupa moderna inspiradas em trajes típicos que são tradicionais; magníficos trabalhos em cerâmica, madeira, jade, prata, pinturas primitivas e modernas e trabalhos em couro.

Festas

Duas das principais festas da região são muito apreciadas pelos turistas. A primeira, que acontece em julho na cidade de Cobán, é a festa religiosa do Paabanc.

Este especial e tradicional baile é celebrado em toda a região pelos índios kekchis, os quais manifestam a perpetuação de suas tradições e costumes. Durante este festival os visitantes podem apreciar diversas manifestações folclóricas, danças, rituais e saborear as comidas tradicionais desta celebração.

A segunda é a do Dia de todos os Santos, realizada no dia 1 de novembro. Neste feriado se visita e se adornam os cemitérios para recordar as pessoas queridas que já partiram dessa vida, nesta união de antigas crenças pagãs e as tradições católicas que trouxeram os espanhóis no século XVI e XVII.

O quê ver?

Antiga Guatemala

Você encontrará fortes vulcões, vigilantes da cidade, sobre a antiga capital do reino: A Antiga Guatemala, uma das mais belas do mundo. O tempo foi congelado em 300 anos atrás deixando sua marca nas paredes grossas, nos tetos e abóbadas. Suas ruas de pedras, parques tranqüilos, fontes, palácios e catedrais estão cheios de namoro com o passado. A Antiga Guatemala é conhecida pelo seu café de primeira qualidade. Além disso, é um lugar perfeito para adquirir peças trabalhadas a mão de jade a excelentes preços.

Lago de Atitla

O mais belo do mundo, segundo palavras do escritor inglês, Aldous Huxley. Com uma superfície de 130km² e uma altitude de 1.562 metros esse lago está localizado no montanhoso Sololá no altiplano guatemalteco. Rodeado de três vulcões verdes (Atitlán, San Pedro e Tolimán), cujos picos passam dos três mil metros de altura acima do mar, e coberto de bosques de coníferas e árvores de folhas largas, é refugio de espécies de plantas e animais em perigo de extinção.

Chichicastenango

Esse é o nome de um dos mercados mais famosos do mundo o qual não se pode deixar de visitar. Todas as quintas-feiras e domingos se aglomeram milhares de pessoas em um impressionante espetáculo que vai mais além do intercambio comercial. No dia vinte e um de dezembro se celebra uma das mais animadas festa da Guatemala, dedicada ao seu patrono San Tomás. Nesta ocasião, uma grande procissão recorre as ruas com a imagem do Santo acompanhada do som de tambores, flautas e foguetes.

Tikal

Uma das áreas arqueológicas mais turísticas de Guatemala, onde se descobrirá o legado de uma civilização em um ambiente tropical. Tikal, concentrado na selva, foi um dos centros urbanos mais importantes da civilização Maia em seu tempo. Assim mostra mais de três mil construções que percorrem 16km² e que incluem palácios, templos, plataformas cerimoniais, varandas, residências, praças, calçados e banhos de vapor.

Fonte: www.ciberamerica.org

Guatemala

Capital: Cidade da Guatemala

Moeda: Quetzal

Idioma: A língua oficial é o espanhol, mas existem 23 línguas indígenas.

Visto: Não é necessário para brasileiros.

Vacinas: Febre Amarela

Cód. Telefone: 502

Clima: Tropical Quente

Governo República Constitucional

População: Cerca de 14,6 milhões de habitantes

Economia Agricultura: café, açúcar e banana.

Câmbio: 1 Dólar Americano equivale a cerca de 8 Quetzales.

A culinária da Guatemala é excelente e os preços são mlehores ainda. Se empanturre!

Roupas leves e confortáveis são recomendadas para fazer a visita ao país. Não esqueça do repelente!

A melhor época para visitar a Guatemala é de novembro a abril, quando o clima fica extremamente agradável e seco. A época de chuvas é de maio a outubro.

O nome da moeda "Quetzal" vem do pássaro-símbolo do país, que não sobrevive em cativeiro e representa a liberdade.

Os maias realizavam ritos sob a copa da árvore sagrada, Ceiba, que chega até 50m. de altura.

O principal ingrediente guatemalteco é o milho, rei e senhor.

O nome maia do lago, Atitlan, significa "onde o arco-íris começa suas cores".

Turismo

Cidade da Guatemala

Embora pequeno, o país possui 19 diferentes ecossistemas que abrangem 33 vulcões, muitos lagos, florestas tropicais, rios, praias ornadas de coqueiros, um deserto e uma cadeia de altas montanhas.

Os indígenas formam 43% da população guatemalteca e descobrir as tradições e o artesanato destes descendentes diretos dos Maias é um dos pontos altos da viagem.a maior cidade do país é cosmopolita, moderna e o destino ideal para fazer compras. A cultura sofisticada pode ser apreciada nos teatros e museus, principalmente o Nacional de Arqueologia e Etnologia.

Antigua

Esta cidade, fundada em 1543 com o nome de Santiago de los Caballeros, foi por 200 anos a capital do reino da Guatemala, que abrangia também El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e parte do México (o atual estado mexicano de Chiapas).

Até o século 18 era um dos centros econômicos, políticos e culturais da América, assim como Lima e a Cidade do México. Mas em 1773, uma série de terremotos reduziu parte da cidade a meros escombros. A capital foi então transferida para um lugar mais seguro, a 45 quilômetros de distância, (a atual Cidade da Guatemala) e a antiga metrópole passou a ser chamada Antígua.

O fato de ter sido abandonada por praticamente toda a população serviu para conservar intacto o estilo colonial das construções poupadas pelo terremoto belíssimos casarões e igrejas com influências do barroco espanhol. Com 60 mil habitantes, Antígua é hoje um Patrimônio da Humanidade, de acordo com a UNESCO. A cidade atrai visitantes do mundo inteiro, é parada obrigatória dos 750 mil turistas que chegam ao país a cada ano.

Eles vem conhecer os monumentos históricos, divertir-se nos cafés e restaurantes sofisticados que funcionam em casarões coloniais, percorrer as lojas de artesanato, fazer cursos de espanhol nas ótimas escolas locais e hospedar-se em hotéis.

Panajachel e Lago Atitlan

Panajachel fica a 34 quilômetros de Chichicastenango, às margens norte do lago Atitlán, tendo ao fundo a vista de três imponentes vulcões, Atitlán, Tolina e San Pedro.

É o ponto de saída para os diversos povoados em volta do lago: Santiago, Santa Catarina, San Marcos, San Lucas, Santa Cruz. Cada um destes "pueblos" tem um povo de cultura e língua diferentes, e até mesmo as roupas e as cores usadas são distintas.

Panajachel, antiga vila de índios Cakchiquel, atraiu décadas atrás levas de estrangeiros meio hippies, meio artistas, que ali se estabeleceram abrindo hotéis, bares e cafés. A cerca de uma hora de viagem de lancha, fica Santiago de Atitlán, um reduto da tradicional cultura Tzutuhil, com indígenas vestidos em trajes típicos, de cores fortes.

No centro da vila, a igreja de Santiago oferece a mais evidente mostra do sincretismo religioso que há no país: entalhada no púlpito de madeira, uma divindade Tzutuhil. Outra devoção local é a entidade maia Maximon, também aceita pela igreja católica.

A estátua de madeira representa um homem fumando charuto, usando um chapéu e muitas gravatas e lenços. Sem altar próprio, Maximon, é itinerante, sua estátua muda de endereço a cada ano, no dia 3 de maio, ocupando a casa de algum integrante da confraria local. Os confrades mostram sua devoção oferecendo bebida e dinheiro a Maximon.

Tikal (flores)

No norte do país, bem no centro do estado de Petén, fica o maior sítio arqueológico da Guatemala, entre os 30 que lá existem. É o Parque Nacional de Tikal, que em seus 16 quilômetros quadrados desvenda um pouco da misteriosa cultura Maia, a civilização que desapareceu misteriosamente, muito antes da chegada de Colombo. Os vestígios mais antigos levam ao ano de 250 a.c. e o desaparecimento se deu por volta de 900 d.c. Em Tikal há seis grandes templos, nas chamadas praças.

Um deles, o do Grande Jaguar, guarda a tumba de um governante Maia, AhCacao. É preciso fôlego para subir os degraus das pirâmides, algumas com 70 metros de altura.

Mas descobrir no meio da selva esta civilização perdida, é uma emocionante viagem a um passado milenar. Para visitar o parque é preciso reservar no mínimo umas quatro horas, pois as praças são distantes umas das outras e a trilha pela mata tem cerca de 5 km.

Há ali uma boa estrutura de restaurantes e vendedores de água por toda a parte (o calor é intenso). Só não esqueça de levar repelente de insetos e muitos, mas muitos, filmes para fotografar.

Chichicastenango

A 145 quilômetros de Antígua, numa colina cercada por bosques de pinheiros, fica uma das mais importantes comunidades maias da região, que às quintas-feiras e domingos atrai multidões de locais e turistas para sua grande atração: o mercado. Os indígenas, que chegam para vender seus produtos, herdaram dos antepassados as tradições e a cultura, expressas no colorido artesanato.

Ao redor do mercado, eles armam as barracas que se espalham pelas ruas da cidade e vendem panos, bordados, tapeçarias, cerâmicas, bonecas, caixinhas. "Chichi", como é chamada pelos guatemaltecos, é a cidade santa dos índios Quichés, que vêm prestar culto na igreja de Santo Tomás, belo exemplo arquitetônico do século 16, bem na frente do mercado. É interessante notar os romeiros que mesclam ritos católicos com rituais Maias.

Rio Dulce

Na costa Atlântica, uma amostra do que pode ser uma praia caribenha lado a lado com uma selva tropical. A baía de Amatique, em frente ao mar do Caribe, é o ponto de encontro de águas do Atlântico com as águas do rio Dulce.

Andar de lancha por este rio, que corta a floresta tropical, traz para os brasileiros uma lembrança familiar, como um passeio por algum afluente do Amazonas, seus igarapés e populações ribeirinhas.

No final, chega-se ao lago Izabal, o maior da Guatemala com 590 quilômetros quadrados, onde nasce o rio Dulce. Um forte monumental, o castelo de San Felipe, construído pelos espanhóis no século 17, fecha a entrada estratégica do lago. Na baía de Amatique, hotéis de luxo oferecem os atrativos de uma praia caribenha e a proximidade do rio Dulce.

O passeio de lancha até o lago leva cerca de duas horas e vale a pena uma parada em Livingston, cidade de 40 mil habitantes onde vive um povo único, os "garrifuna", negros expulsos das Antilhas Menores no século 16, que se estabeleceram na baía de Amatique, mantendo cultura e língua próprias -- uma mescla de espanhol, inglês e francês. Ali os indígenas, do povo "Kechi", são minoria.

Cidade da Guatemala Deguste a culinária típica após visitar os museus: não deixe de visitar o Museu Ixchel e o Teatro Nacional em forma de pirâmide.

Guatemala tem uma coleção de museus famosos que valem muito a visita, como o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, que abrem o apetite para se deliciar nos restaurantes da cidade.

Antigua Conheça a arquitetura colonial: as igrejas de San Francisco e a Las Capuchinas, que virou museu, estão entre as mais bem preservadas da região.

Dê uma passada na Plaza Mayor e aproveite para entender mais sobre o jade do Museus do Jade. Tem muitas joalherias na cidade com belas peças, perfeitas para levar para casa como lembrança.

Panajachel e Lago Atitlan

Limpe a alma nos banhos de vapor: os banhos em Los Vahos e Fuentes Georginas são ideais para relaxar depois da imersão na cultura milenar do país.

Passeie de lancha pelo Lago: dê uma volta pelos arredores cênicos do lago. Aproveite para conhecer as telas em óleo da região, que são reconhecidas internacionalmente e contemplar os três vulcões.

Tikal Desvende com seus próprio olhos os mistérios da civilização Maia: o maior sítio arqueológico do país com 16km quadrados e 3 mil construções foi um dos centros urbanos Maias mais importantes. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, por sua magnífica união da natureza e das ruínas. Tente acordar um pouco mais cedo para evitar a leva de turistas que aqui visitam diariamente.

Chichicastenango Compre o artesanato indígena no mercado: dos trajes locais aos objetos, o mercado mostra como a herança cultural se concretizou no povo guatemalteco. A Igreja de Santo Tomás, localizada em frente ao mercado, é rica em detalhes e atrai muitos turistas para conhecer a tradição religiosa que mescla o catolicismo com a cultura indígena. Nas compras, barganhe!

Rio Dulce Mergulhe nesta onda: aqui a escolha é toda sua! Entre inúmeras opções de esportes aquáticos, você pode velejar, nadar, surfar, mergulhar e praticar windsurfe ou canoagem.

Fonte: www.advtour.com.br

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