Para os cidadãos espanhóis só é preciso apresentar o passaporte em vigor com validez de, no mínimo, 6 meses. Para os ciudadãos de alguns paises europeus e americanos é preciso a carteira de turismo, válida por 3 meses.
A temperatura média no país é de 20 graus, enquanto que nas zonas costeiras é de 37 graus, com alto índice de umidade. Nas zonas montanhosas, nos Altos Guatemaltecos, as temperaturas costumam descer consideravelmente e, em geral as noites são bastante frescas durante o ano todo. Nas regiões altas do centro a época de chuvas é de maio a outubro, caracterizada por fortes chuvas que produzem-se normalmente, de tarde e/ou na noite. Na zona da selva do Petén, as temperaturas costumam ser altas, úmidas ou secas, dependendo da estação.
Recomendável levar roupas leves de algodão, chapéu e calçado confortável. Os óculos de sol, protetores solares, um repelente contra os mosquitos e sapatos confortáveis são indispensáveis. Na zona de Os Altos as temperaturas podem descer consideravelmente durante a época de chuvas, que vai de junho à setembro. Nas zonas costeiras as temperaturas são mais bem altas, entre os 30 e os 38 graus, com alto índice de umidade. Lembre-se que um abrigo leve nunca está demais.
A diferença horária com respeito ao Meridiano de Greenwich é de 6 horas a menos.
A língua oficial é o espanhol, porém existe mais de 28 línguas nativas que falam as comunidades indígenas.
A maior parte da população é católica, representando perto de 65%. Os protestantes são perto de 25% e os costumbristas 10%.
A moeda é o Quetzal, igual a 100 centavos. Existem moedas de 1, 5, 10 e 25 centavos. Notas de meio quetzal, de 1, 5, 10, 20, 50 e 100 quetzales. Na Guatemala existe o mercado livre de divisas (vai encontrar numerosos cambistas por todo lugar), onde são mais rápidos os câmbios e, do mesmo valor que o oficial. Os câmbios também podem ser realizados nos bancos onde os trâmites são devagar (pode trocar dinheiro também em alguns hotéis). Porém, numerosos estabelecimentos e pequenas lojas aceitam dólares, razão pela qual, é bom levar dólares americanos que tem plena aceitação no país todo. Os "cheques viagem" em dólares tem alguma dificuldade para serem trocados. A maior parte dos cartões de crédito (principalmente, Visa e Mastercard) são aceitos nas grandes cidades.
A corrente elétrica no país todo é de 110 v. a 60 ciclos (Hz). As tomadas são do tipo plano, americano. Precisa de adaptadores e transformadores para os aparelhos elétricos europeus.
As autoridades guatemaltecas não exigem certificado nenhum de vacinas para ingressar no país. Porém, é bom profilaxis e em alguns casos, a quimio-propfilasis contra a malaria nos deslocamentos rumo as zonas selvagens. É muito aconselhavel viajar com seguro médico.
Na Guatemala existe bom número de drogarias, especialmente nas principais povoações. As drogarias de plantão estão indicadas nas vitrines de todas elas. Ao comprar um medicamento assegure-se da data de validade. As principais povoações dispõe de, no mínimo, um hospital onde podem ser realizadas curas de urgência.
O serviço de telefones é aceitável e oferece o serviço nacional e internacional. Os locais estão abertos de segundas è sextas-feiras das 8.00 às 15.00 horas. Domingos fica fechado.
Ligações de longa distância desde as cabinas telefonicas, somente se for a cobrar, já que a moeda mais alta que admitem é pouco. A melhor coisa é recorrer aos escritórios de Guatel que estão pelo país todo. Pode- se fazer ligações do hotel à cobrar, com o custo do serviço ou bem pagando a quem faz a ligação. Mas não é recomendável, pois vai-lhe custar quase o dobro. O indicativo da cidade da Guatemala é o 2. Para ligar à Guatemala marque 00-502 seguido do indicativo interurbano e o número desejado.
Os preços de filme para fotografia são muito semelhantes aos da Europa, porém é aconselhável viajar com uma boa quantidade, já que não consegue-se todas as marcas, e os filmes para slides não são muito comuns. A qualidade da revelação dos laboratórios de uma hora é aceitável, porém é melhor revelar na volta da viagem. Na zona do Caribe a umidade pode alterar alguns filmes pelo que, recomendamos guardá-los em lugares secos e frescos. Pela intensidade da luz, devem ser utilizadas, preferivelmente, sensibilidades baixas e filtros ultra-violetas e polarizadores. Para as câmaras de vídeo é preciso um convertedor.
As oficinas e os bancos abrem de segundas às quintas-feiras das 8.30 às 14.00 horas. Nas sextas, das 8.30 às 14.30 horas. Aos sábados alguns bancos abrem suas portas. As lojas geralmente abrem das 9.00 ás 12.30 horas e das 13.30 ás 18.00 horas de segundas à sextas-feiras. Domingos costuma estar fechado. Os escritórios públicos abrem de segunda à sexta-feira das 7.30 às 15.30 horas.
Nos vôos internacionais as taxas são o equivalente à 20 dólares norte-americanos (aproximadamente).
Na maior parte dos hotéis e restaurantes o serviço não está incluido. A gorgeja é facultativa e, recomendamos dar se está satisfeito com o serviço recebido, sugerindo entre 10% e 15% do total do valor. Não costuma-se deixar gorjeta para os taxistas. Para o pessoal das malas um dólar é suficiente.
Guatemala está banhada por dois oceanos: o Atlântico pelo norte e o Pacífico pelo sul. Ao norte e ao oeste tem fronteiras com o México e Belice e pelo leste com Salvador e Honduras. A costa do Pacífico é comprida, enquanto que, a do Atlântico é mais reduzida, fechada por um comprido braço ao oriente, formando assim a ampla Baia de Amatique.
A geografia da Guatemalaé basicamente montanhosa, a exceção da zona norte, onde encontra-se uma zona baixa e selvagem conhecida como O Petén, abundante em madeiras preciosas, árvores produtoras de chicle e petróleo. São dois os ramos montanhosos que entram na Guatemala, o Sistema da Serra Mãe, por Niquihuil em São Marcos, e o sistema dos Cuchumatanes por Huehuetenango. O primeiro com 260 quilômetros corre paralelo ao Pacífico, formando o planalto central, assento das cidades de Guatemala, Antiga, Sololá, Santa Cruz do Quiché e Chimaltenango, entre outras.
Guatemala é, talvez a zona de maior concentração vulcânica de toda América. O país conta com numerosos vulcões entre os que, destacam o Tajumulco com 3.722 m ou o Atitlão com 3.537 m.
Os rios guatemaltecos correm pelas vertentes do Pacífico e do Atlântico (Golfo de Honduras e Baia de Campeche) respectivamente. O rio Paz marca os limites fronteriços com El Salvador, enquanto que, o rio Suchiate e o Usumacinta, que foi um importante meio de comunicação para os maias, marcam a fronteira com México. O rio Polochic tributa ao Lago Izábal, que por sua vez desemboca por meio do rio Doce na Baia de Amatique. Muitos dos lagos são de origem vulcânica e de grande beleza. O Atitlão, a 1.562 m de altura e com diversas ilhas, é o mais famoso.
A rica e exuberamte flora do país é o resultado da variedade de climas que o país tem. Graças à sua extraordinária ligação e geografia, Guatemala é um verdadeiro paraíso de numerosas espécies de flora e fauna. O manto vegetal do país é bastante variado, seja a altitude e a quantidade de chuvas. Nas terras quentes, mais chuvosas e ao longo dos rios, existe uma selva sempre verde de ambiente ecuatorial, onde predomina as ceibas e as caobas. Nas zonas menos úmidas, a selva faz-se mais rara, dando lugar as espécies do tipo tropical que vêem-se afetadas pelo dobro da estação. Prevalecem as árvores de zapote, a chinchona o a árvore de pão. Nas zonas das terras altas e das bacias fechadas encontra-se acima dos relêvos, que superam os 1.500 m de altitude, os bosques de azinheiras e coníferas. Nos 3.000 m aparece a vegetação própria da puna.
As frondosas selvas estão povoadas de belos animais. Entre as numerosas espécies de aves destacam os pássaros pica-paus, tucanos, guanes, loros, araras e especialmente o poc, uma ave mergulhadora única no mundo e, infelizmente, em vias de extinção. A ave nacional é o quetzal, de longas penas na cauda e de cores que variam com o reflexo da luz. É uma ave muito escorregadiça e dificil de ser vista. No Biotipo do Quetzal Mario Day Rivera, na Serra de Chuacús, com um pouco de sorte poderá admirar a beleza da ave divina dos maias.
Na Guatemala habitam onças, jacarés e grande variedade de cobras venenosas, como a coral e variantes tropicais como a cascavel. Destacam-se guajolotes, flamingos, felinos, ocelotes, pumas, veados, iguanas, tartarugas marinhas, cobras, tatus, tamanduás, antas e porcos e, uma infinidade de insetos.
Os Maias desenvolveram uma civilização localizada nos territórios no sudeste do México, na Península de Yucatão, Guatemala e ao oeste de Honduras e El Salvador. Considerada como uma das civilizações mais avançadas da América pré-colombiana, os maias foram grandes artistas e intelectuais que dominaram as matemáticas, sendo capazes de realizar muito complicados cálculos astronômicos. Sua estrutura social era muito fechada e articulava-se em autonomias governadas por sacerdotes. Mantiveram relações estreitas com Teotihuacão e Monte Alban, comerciando com produtos como o sal, já que naqueles tempos Yucatão era o primeiro produtor desse mineral. Foi, sem lugar as dúvidas, a civilização mais importante do continente americano.
Seus inícios remontam-se a mais de 4.000 anos. Para seu estudo propõe-se quatro diferentes períodos. No Período Pré-clássico Temporão, entre os anos 2000 ao 800 a.C. quando estabelecem-se povoados dedicados à pesca e uma agricultura de primitivos cultivos. Neste tempo, aparecem as típicas casas com teto de palha. No Período Pré-clássico Médio do ano 800 ao 300 a.C. funda-se assentamentos tão importantes Tikal e estabelecem as principais rotas comerciais e aparecem as primeiras manifestações primitivas do que iria ser a grande cultura maia. No Período Pré-clássico Tardio do 300 a.C. ao 250 d.C. proliferam as construções e pirâmides e templos, acima dos que foram construídos outros pelos descendentes. No Período Clássico Temporão do ano 250 ao 600 d.C. os teotihuacanos invadem os maias, conquistando-os e, impondo as suas leis. Porém, a cultura maia consegue absorve-los. Esta etapa é conhecida como a Cultura Esperança, onde encontra-se elementos próprios das culturas do centro do México. É também nesta época quando cidades como Tikal, Copão ou Kaminaljuyú têm o seu apogeu, e desenvolve-se um elaborado calendário. Aparece por outro lado, as estrelas com grifos e a cerâmica policromada mudando suas formas e desenhos.
No Período Clássico Tardio do 600 ao 900 d.C. é quando a cultura maia alcança o cume do seu desenvolvimento. Neste tempo regiam-se por autonomias e cada reinado era independente dos outros. No final deste período, na Península de Yucatão tem início a civilização de Chichén-Izá e Uxmal, impondo-se acima das outras, lentamente. No Período Pós-clássico Temporão, do ano 900 ao 1200 d.C. é quando inicia-se o estranho declive. É o momento em que os toltecas iniciam sua expansão, introduzindo a Quetzacóatl que aparece sob a forma do deus Kukulcão na cultura maia. Finalmente, no Período Pós-clássico Tardio, do ano 1200 ao 1530 d.C. desenvolve-se a cultura dos maias itzaes, que fundam a cidade de Maiapão, destruida posteriormente, pelos xiú de Uxmal. À chegada dos espanhóis só deixaram vestígios da cultura maia. Porém, os Itzá resistiram à conquista por mais de 170 anos, até que Martín de Ursúa submeteu-os em 1697.
No ano de 1542 o país organiza-se sob a Capitânia Geral, que incluia as províncias de Honduras, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII a igreja concentrou grande parte do poder político. Em Guatemala estabelece-se o primero arcebispado da América Central, no ano 1742. No começo do século XIX sucedem-se uma série de motins e enfrentamentos que foram desembocar na proclamação da Independência em 16 de setembro de 1821.
Desde o ano 1831 até agora sucederam-se diferentes ditaduras sob a forma de governos liberais e conservadores. Na década dos anos sessenta e setenta do século XX, faz a sua aparição a gerrilha, tanto de extrema direita quanto da esquerda, que enfrentam-se durante vários anos. Nos anos oitenta sucederam-se golpes de estado por parte dos militares, que instauraram uma política de repressão e injustiça. Precisa -se assinalar que, um dos elementos que caracterizaram a história contemporânea da Guatemala, tem sido os contínuos enfrentamentos entre as duas ideologias predominantes no país: os liberais e os conservadores. Estas lutas que provém do século XVII, tão só conseguiram que o país atrasasse sempre a sua oportunidade de vivir em paz e iniciar um desenvolvimento social justo. Nas recentes eleições saiu vencedor Alvaro Arzú, que promete resolver a difícil situação que o país atravessa.
A arquitetura maia é surpreendente, principalmente pelo fato de que a maior parte das construções foam realizadas sem a utilização do arco sostenido acima da pedra, além de que, não utilizaram ferramentas de metal e nem animais de arraste. Em poucas palavras, os maias construiam, baseados na força humana, à golpe de costas e braços. São estas as características, sem esquecer, a precisão de suas pirâmides, o que glorifica ainda mais o seu trabalho.
As construções desenhavam-se de acordo à um plano celeste, razão pela qual, todas as edificações eram alinhadas de forma a permitir observação astronômica. Portas e janelas eram desenhadas para enchergar alguma estrela. Geralmente, os templos eram construidos acima de antigas construções, imprimindo um caráter de sacralidade.
No percurso de 1500 anos a arquitetura maia sofreu evoluções nos estilos. Os mais representativos são os abrangidos no Período Pós-clássico Tardio, entre os anos 300 a.C. ao 250 d.C. como os que pode-se ver nas ruinas de Uaxctún, próprios da cultura chicanel. No Clássico Termporão prevaleceram os da chamada Cultura da Esperança, onde o rei era enterrado sob a escalinata principal do templo. No Clássico Tardio os templos incorporam uma crestaria construida no cume, substituindo à construção típica de madeira. As edificações sucediam-se e, pelo geral, uniam-se à outras, dando lugar à formação de palácios. É neste momento quando aparecem os pátios de jogos para bola, e as grandes estrelas monolíticas de pedra, que serviam como altares. O melhor exemplo deste estilo é a cidade clássica maia de Tikal. Aqui pode-se observar as pirâmides mais altas coroadas por delicadas bovedas.
No Período Pós-clássico Tardio, durante a presença dos Toltecas, fazem aparição os itzaes (com capital em Maiapão), que destacaram-se pela utilização de muralhas. Na Guatemala os exemplos mais conservados deste estilo ficam em Utatlão, antiga capital maia quiché e em Iximché, perto de Tecpão.
A arquitetura desenvolvida durante a época da colônia é diferente a das outras zonas, acima de tudo pela sobriedade nas construções exteriores que contrasta com a riqueza dos interiores. Dada a situação geográfica, propensa a tremores, a arquitetura colonial esteve sujeita à um estilo robusto no que predominaram a moderação na altura das torres e fachadas, e grandes colunas e pilares. Os edificios foram decorados com estuco e gesso, misturando harmoniosamente elementos indígenas e hispânos.
Quanto a vestimenta, rica em colorido, destacam-se os huipiles, túnicas tecidas à mão e sem mangas, os reboços e os "enredos". O mais impressionante são as cores que combinam-se em infinitas possibilidades e, que procedem dos tempos pré-colombianos. Geralmente os tipos de roupas identificam o grupo indígena a que pertece. Ainda hoje, são utilizados telas antigas seguras na cintura por um lado e a uma árvore pelo outro.
Dividimos o país em 6 regiões, iniciando o nosso percurso pela Cidade da Guatemala e seus arredores. Nos Altos da Guatemala desenvolvemos as principais povoações, para continuar pelo Ocidente de Guatemala. Nos apartados "Direção Pacífico" e "Direção Mar Caribe", paramos nos povoados e lugares mais sobressalientes destas zonas. Finalmente, o Norte da Guatemala, onde encontra-se a regão de O Petén e Tikal.
A Cidade da Guatemala é a maior de toda América Central e unida as saias de uma cadeia de serras. Trata-se de uma cidade relativamente nova, já que a sua fundação data do ano 1775 por Real Decreto de Carlos III, depois que um terremoto causara grandes danos à velha capital (hoje Antiga). Dada sua situação geográfica, em uma zona de tremores (os mais importantes foram nos anos 1917, 1918 e 1976), é quase impossível achar palácios, igrejas ou monumentos coloniais. Porém, sendo a capital, é o melhor lugar para descobrir as correntes e manifestações contemporâneas, que acontecem na cidade e que extendem-se pelo país todo.
A cidade está dividida em zonas numeradas do 1 a 15 e em ruas e avenidas, igualmente numeradas. As avenidas correm de norte à sul e as ruas de leste à oeste. Os endereços são dados, por exemplo, 7ª Avenida 16-13, Zona 1, onde diz que o lugar encontra-se na Avenida 7ª, acima da rua 16, no número 13, na Zona 1. Embora, possa parecer um pouco complicado, logo verá que não é tão difícil como parece.
A zona onde concentra-se a vida da cidade e o maior número de lugares de interesse é a número 1, na Praça Maior, também conhecida como Parque Central, bom exemplo da típica planificação de uma praça colonial. Rumo ao leste encontra-se a Catedral Metropolitana de finais do século XVIII, que sobreviveu, não sem algumas consequências, aos diferentes terremotos. É majestosa mas não tem nada à ver com as catedrais de outras cidades coloniais. A visita vale a pena para observar de perto a devoção dos guatemaltecos e para ver uma série de pinturas do século XVII (Horário: todos os dias de 8.00 à 19.00 horas). Na parte posterior localiza-se o Mercado Central, povoado de numerosos barracos onde vende-se artesanato para os turistas. Antes do terremoto de 1976 o mercado alojava os barracos de alimentos, o que dava-o um toque mais interessante. Infelizmente, no momento da reconstrução, projetou-se como um centro de compras de artesanato. A visita bem vale a pena para ter uma idéia dos artigos que poderá encontrar nas suas viagens ao interior do país. Na frente da catedral encontra-se o Parque Centenário, o parque da cidade, onde a gente, especialmente aos domingos, costuma passear pelos jardins. Ao norte da Praça Maior localiza-se o Palácio Nacional, reconstrução de um antigo palácio do ano 1925. Aqui encontra-se a sede do poder executivo. Destaca-se seus afrescos, assim como, os trabalhos em madeira e os gravuras em pedra. A visita realiza-se com guia de graça entre as 8.-00 e as 16.30 h.
Ao sul da cidade, muito perto do Parque da América Central, na zona 9 ergue-se o Museu Popol Vuh, onde poderá admirar numerosas peças de olaria, incensários, máscaras dos maias, etc. Esta coleção é completada com peças da época colonial onde destacam-se as peças trabalhadas em prata. O museu tem uma cópia do códice de "Dresde" dos maias (De segunda à sexta-feira das 9.00 às 16.30 horas. Sábados até 13.00 horas. Domingos está fechado).
Seguindo pela Av. Reforma, rumo ao sul, liga-se o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, uma construção de estilo mozárabe que vale a pena visitar. Na frente encontra-se o Museu Nacional de Arte Moderno, onde exibe-se o último da arte guatemalteco. Continuando por esta zona, e mais para o sul encontra-se o Museu Ixchel do Traje Indígena, que aloja uma coleção de trajes tradicionais. Ali podera admirar todo o universo de cores, têxteis e telas procedentes dos Altos da Guatemala. Está aberto de segundas às sextas-feiras de 8.30 às 17.00 horas e aos sábados até 13.00 horas. Domingos fica fechado. O museu encontra-se na zona mais luxuosa da capital, onde ficam as embaixadas e alguns hotéis de cinco estrelas.
Quanto aos parques destaca-se o Parque Aurora, onde encontra-se o zoológico e uma zona de jogos infantis. No Parque Minerva, na zona 2, no norte da cidade, tem um mapa em relevo da Guatemala. Neles mostra-se o país em escala, com suas cidades, montanhas e lagos. Existem mirantes para poder observar panoramicamente o conjunto. (Aberto todos os dias das 8.00 às 17.00 horas).
Não esqueça de passear, domingo à tarde, pela Praça Maior para desfrutar do ambiente. Casais, famílias, vendedores de doces e globos, músicos, artesãos, em fim, toda a cidade em completo descanso. Um bom lugar para superar o tédio de muitos dias de domingo.
Na zona 7, na Colônia Kaminaljuyú, encontra-se as Ruinas Kaminaljuyú. Infelizmente, o crescimento urbano provocou o desaparecimento do que foi, em seu momento, um importante centro maia do Período Pré-clássico Tardio (Horário: todos os dias das 8.00 ás 18.00 horas).
Nesta região encontra-se os povoados da montanha que entre preciosos vales, estradas sinuosas e imponentes colinas vão aparecendo para oferecer o seu colorido e seus costumes a quem visitá-los.
À 45 quilômetros da Cidade da Guatemala encontra-se Antiga, a velha capital do país e uma das cidades mais belas da América Central. Com uma população de 30.000 habitantes, é um dos destinos preferidos pelos turistas que visitam a Guatemala. Desde a sua fundação no ano de 1542 a cidade sobreviveu a numerosos cataclismas e os constantes aludes de turistas estrangeiros e nacionais.
A melhor forma de conhece-la é começar pela Praça Maior, onde localiza-se a Fonte das Sereias, o ponto de reunião mais popular. O parque está rodeado pelas construções mais emblemáticas. Ao sul, o Palácio dos Capitães do século XVI com ums preciosos portais ao longo da sua fachada. Por mais de 200 anos foi a residência do Virrei, na época da colônia e na atualidade é a sede do Governo Regional. Ao leste a Catedral de Santiago, construida entre os séculos XVI e XVII e em pleno processo de restauração. Muito perto, o Museu de Arte Colonial, na antiga sede da Universidade de São Carlos de Borromeo. Aqui exibem-se diversas peças do periodo colonial, incluindo uma pintura de Pedro de Alvarado, conquistador da Guatemala. O Palácio da Prefeitura, do século XVIII, encontra-se ao norte da Praça. Aqui tem sua sede o governo municipal. Distingue-se o Museu de Santiago, com uma esplêndida coleção de móveis e peças do período colonial. De lado, o Museu do Livro Antigo, onde mostra-se o processo de impresão durante os tempos da colônia.
Subindo pela 5ª Av. Norte irá dar ao Arco de Santa Catarina e ao fundo do mesmo, a Igreja de Nossa Senhora da Mercê, o templo mais bonito da cidade pela esplêndida fachada barroca. Destaca-se, também, a sua Fonte, a maior de Antiga. A poucos passos, o Convento de Santa Teresa e mais para o oeste o Convento dos Capuchinhos do século XVIII e que acolhe um museu que mostra como foi a vida religiosa durante a colônia.
Voltando ao centro e em direção sudeste liga-se a Igreja e Convento de Santa Clara do século XVIII. Destaca-se os arcos que rodeiam o claustro e a fachada, ricamente trabalhada e que encontra-se no interior. Mais para o sul, a Igreja de São Francisco do séculko XVI e recentemente restaurada. sobressai a Capela do irmão Pedro, o monje que fundou um hospital para os mais pobres.
Não deixe de visitar o Convento da Companhia de Jesus, o Mercado dos Artesanatos, o Museu da Música o Casa Kójom, importante centro onde exibe-se todo o relacionado com a música tradicional e a Casa Popenoe, com uma esplêndida coleção de móveis da época colonial. Estamos convencidos que ficará enamorado da maravilhosa cidade de Antiga.
Panajachel, à beira do místico Lago de Atitlão, encontra-se a 88 quilômetros de Antiga pela rota principal e depois de passar Chimaltenango e Sololá, onde tem um espetacular mercado às sextas-feiras. Antes pode fazer uma visita rápida as Ruinas Ixmché, antiga capital dos maias cakchliquiles no século XV. Destacam-se as praças cerimoniais, os espaços para o jogo de bola e o pequeno museu (horário: todos os dias das 9.00 às 16.00 horas).
Em Panajachel concentra-se hotéis, restaurantes e centros de diversão; razão para visitar este povoado é contemplar e desfrutar o maravilhoso Lago de Atitlão, onde poderá praticar o esqui aquático, pesca, vela ou dar um mergulho, melhor nas manhãs e com precaução, já que o lago tem uma `profundidade de 320 m.
Daqui pode-se visitar em bote, ônibus ou a pé, segundo seja o caso, os povoados de Santa Cruz, A Lagoa, São Marcos, São Paulo, São João, Santo Antonio Palopó ou Santa Catarina Palopó. Mas não dispondo de tempo, ao menos, visite a Santiago Atitlão, onde poderá ver e desfrutar dos costumes dos índios tzuthuiles. O melhor dia para a visita é sexta ou terça-feira, dias de mercado, onde o espetáculo de cores é indescritível. No interior da igreja principal, ao lado da praça, irá encontrar figuras, talhas e oferendas muito curiosas, sem esquecer o púlpito de madeira com um precioso quetzal talhado. Caso tenha mais tempo, na zona do lago São Pedro A Lagoa é outro dos povoados que é quase obrigatório conhecer.
Mais para o norte, a 185 quilômetros de Panajachel encontra-se Chichicastyenango, no Município do Quiché, É aqui onde tem lugar, às quintas e domingos, o mercado mais espetacular do país. Desde antes da conquista, Chichicastenango foi um importante centro comercial dos índios cakchiquiles e quichés. Desde então o mercado, que deve ser conhecido, numerosos indígenas e camponeses de perto, descendo a pé ou de ônibus para vender seus produtos. Se coincidir com o domingo poderá ver as procissões das cofradias que, com os passos de seus santos nas costas e entre música, foguetes e fogos artificiais, vão à Igreja. Destaca-se a Igreja de Santo Tomás, modesto templo do século XVI.
Dispondo de tempo vá para Santa Cruz do Quiché, capital do município, para admirar as Ruinas de K´jumarcaaj.
Esta encantadora povoação encontra-se a 206 quilômetros ao sudoeste de Cidade da Guatemala. Chega-se a ela depois de viajar por uma encantadora estrada de curvas, entre paisagens de sonhos. Quetzaltenango é o principal centro comercial do sudoeste do país.
De novo a melhor forma de conhecer a cidade é começar pelo coração, pelo Parque da América Central. Durante os meses da época "seca" tem lugar um pitoresco mercado de artesanatos, porém se não coincidir com sua estadia, não se preocupe, já que o parque é o ponto de reunião mais popular. Para o sul encontra-se a Casa da Cultura, sede do Museu de Arqueologia, História e Natureza. O seu interior aloja um universo de exposições maias, instrumentos de música, para a indústria têxtil, assim como, uma mostra das tradições mais importantes da zona. Ao leste do parque levanta-se a Catedral do Espírito Santo, várias vezes restaurada, porém conservando sua original fachada principal. Muito perto, a Prefeitura de estilo neo-clássico. Pelo o oeste do parque localiza-se a Passagem Enríquez, que aloja algumas lojas e que destaca-se por suas vidraçarias. Mais para o norte pela rua primeira dará no Teatro Municipal, de estilo neo-clássico. Não deixe de ir para o Parque Minerva, onde encontra-se o estranho Templo de Minerva, de estilo neo-clássico.
Zunil e Almolonga encontram-se a 9 quilômetros da cidade e bem vale a pena visitá-los. Zunil é um belo povoado onde vai encontrar belos tecidos, entre outras coisas, nas segundas-feiras, quando o mercado acontece. Almolonga encontra-se muito perto, do outro lado do rio e, é a típica povoação agrícola, enquanto que São Francisco o Alto liga-se mais para o norte, muito perto da estrada principal. É um belo povoado no alto de uma serra, que nas sextas-feiras acolhe o muito espetacular mercado. Não esqueça de fazer uma parada.
Continuando mais para o norte pela mesma estrada liga -se Huehuetenango, a 266 quilômetros da Cidade da Guatemala. Trata-se de uma povoação conformada maioritariamente por mestiços, e caracterizada por ser a cabeça do município, razão pela que a atividade comercial é a nota predominante. sobressai o mercado central, a Igreja, o Palácio Governamental e o Parque Central, que também conta com um mapa em relevo da zona.
As Ruinas de Zaculeu, a 4 quilômetros de Huehuetenango é o principal atrativo. Foi um importante centro religioso dos maias. Aqui irá encontrar várias pirâmides, jogos de bola ou plataformas cerimoniais, todas elas restauradas (horário: todos os dias das 8.00 às 18.00 horas).
A 5 quilômetros de Huehuetenango, no coração dos Altos Cuchumatanes (a cordillheira mais alta da América Central) encontra-se o povoado indígena Todos Santos Cuchumatán. Vale a pena a excursão já que é um dos poucos lugares no país, onde seus habitantes, descendentes dos maias mam, continuam a utilizar o calendário maia tzolkin. Desde aqui pode-se realizar vários passeios pelos arredores. Os dias de sábados têm lugar o mercado onde poderá admirar o colorido das vestimentas dos indígenas.
Esta região é visitada, principalmente, para chegar às Ruinas de Copão em Honduras. O caminho desde a Cidade da Guatemala transcorre pela estrada principal que conduz ao Mar Caribe, realizando um desvio perto de Rio Hondo, em direção a Zacapa (onde tem excelentes tecidos, além do Museu de Paleontologia que pode-se visitar) e Chiquimula, que destaca-se por seu barulhento mercado.
A 55 quilômetros de Chiquimula e a 167 quilômetros da capital do país, esta pequena povoação distingue-se pelas paisagens que a rodeiam e, pela impressionante Basílica do Cristo Preto, que aparece majestosa conforme vai para o vale. Construida no século XVIII recebeu desde então milhares de peregrinos que chegam solicitar o amparo e a ajuda da imágem talhada na madeira. Do lado do templo encontra-se o cemitério e pelo outro a zona do mercado, onde podem-se adquirir diversas lembranças.
Localizadas a 12 quilômetros da fronteira com a Guatemala, as Ruinas de Copão constituem um dos lugares mais espectaculares da Rota Maia. Trata-se de uma importante jazida arqueológica da época clássica dos séculosIV ao IX. Destaca as esplêndidas pirâmides do Grupo Principal, como a Estrutura 16, a Escalinata Jeroglífica, onde em 63 degraus conta-se a história da Casa de Copão, (no Templo 26), o Jogo de Bola, o segundo maior da América Central, as Estrelas da Praça Maior, onde delicadas gravuras mostram aspectos da cosmo-visão dos maias (a maioria encontra-se entre altares que serviam para depositar as oferendas), ou a Acrópolis, na Praça Ocidental, do lado do Templo das Inscrições. Copão foi um importante centro e culto de estudos astronômicos (horário: todos os dias das 8.00 às 16.00 horas).
No Povoado de Copão encontra-se um pequeno Museu Arqueológico onde poderá admirar peças de jade e de olaria dos antigos maias.
Trata-se de uma zona onde abunda a vegetação tropical, os cafezais e as praias de areia escura. Entre os lugares de interesse distingue-se Santa Luzia Cotzumalguapa a 100 quilômetros da Cidade da Guatemala, pelas talhas pré-olmecas que se encontram nas aproximidades. Até o momento é desconhecida a procedência, assim como a dos habitantes, descendentes dos pipiles de antigos laços com os povos nahuas do México. São três as jazidas mais importantes da chácara: o Baul, As Ilusões e Bilbao. Este último é o mais interessante, em tanto que O Baul, localizado em um monte, conta com um pequeno museu. Na chácara As Ilusões localizam-se numerosas peças.
Pelo caminho que vai à costa guatemalteca situa-se o povoado A Democracia, onde irá encontrar ne praça principal, algumas cabeças talhadas na pedra que lembra as Cabeças Olmecas de Tabasco (México). No Museu Rubén Chçavez Van Dorne exibem-se diversas peças achadas na zona.
Voltando a estrada principal, direção Mazatenango, chega-se a Retahuleu, que destaca pelas recentes descobertas em Abaj Takalik. Trata-se de ruinas onde encontram-se de cabeças talhadas em pedra de influência Olmeca e que, segundo os resultados, parece tratar-se de um dos primeiros assentamentos na zona.
Entre os lugares da costa do Pacífico cabe destacar Monterrico, localizado no coração do Biotopo Montorrico-Hawai, importante reserva natural que aloja mangues costeiros, além de uma importante fauna marinha. As ondas são bastante fortes nesta zona, pelo que talvez desista de um mergulho.
Esta é a região do país que mais contrastes apresenta. Acima de tudo, porque nas costas do Atlântico vai encontrar uma população, a maior parte negra. É outro rosto da fascinante Guatemala.
Pela estrada principal que conduz à Porto Barrios, é indispensável fazer um desvio à altura de O Rancho para visitar o Biotiopo do Quetzal. Trata-se de uma reserva natural com ecossistema tropical (por estranho que possa parecer) e lugar natural para o quetzal, ave nacional, mensageiro entre a terra e o céu. Calcula-se em 60.000 os quetzales da Guatemala, sendo declarada uma espécie em perigo de extinção, devido à desflorestamento das selvas altas para o cultivo da terra. Kuikul, chamado assim pelos maias, é o pássaro divino, criatura da luz, um espetáculo colorido. A cauda, que consiste em quatro penas de um metro, forma um arco atráz do pequeno corpo. Dependendo do reflexo da luz nas penas, as cores destas variam em decimais de segundo, desde o azul escuro até o turquesa. Seguramente, irá ser difícil que possa olhar algum deles, já que são muito escorregadiços, porém poderá desfrutar das belas paisagens do Biotopo (Horário: todos os dias das 6.00 às 16.00 horas).
Mais para o norte encontra-se Coban, pequena povoação destacada pelas vistas e o ambiente provinciano.
De novo na estrada principal e em direção Porto Barrios, muito perto de Os Amates, localiza-se as Ruinas de Quiriguá (importante centro do Período Clássico), que destaca-se pelas impressionantes estrelas, distribuidas por varias zonas, especialmente na Praça Maior. A Estrela E, com 8 metros de altura e três de largura é a maior do mundo maia, encontrada até agora. Destacamos a Acrópolis e o Jogo de Bola.
Continuando pela estrada principal até onde acaba, encontra-se Porto Barrios, o principal porto do Atlântico na Guatemala e a única povoação desta costa ligada por estrada com o resto do país. Porto Barrios foi construído pela United Fruit Company durante os anos que explorava as grandes plantações do Vale de Motoagua. Com seu desaparecimento, o povoado afundou em um impasse, o qual ainda não soube sair. Na cidade não tem nada interessante para se ver, a exceção dos ambientes próprios dos portos fronteiriços; porém é o ponto de partida das excursões que, por 20 quilômetros de praias virgens e bosques de mangues, leva a Livingstone.
Ponta Manabique é uma pequena península ao leste de Porto Barrios. Além dela os cais de Belice e a barreira coralina mais longa do Hemisfério Norte.
Encontra-se as beiras da desembocadura dp Rio Doce e de cara com o Mar Caribe. É um pequeno povoado de pescadores, fundado por escravos rebeldes fugitivos no final do século XVIII das Ilhas do Caribe. Livingstone e as vistas que rodeiam-no, são completamente diferentes ao resto do país. Seus habitantes são muito hospitaleiros e é o lugar onde encontra-se a população de raça preta. As ruas de terra são franqueadas por casas de madeira com tetos de zinco, pintadas em diversas cores. Daqui partem os cruzeiros pelo Rio Doce para o Lago de Izábal.
O percurso desde Livingstone até o Lago de Izábal é um passeio delicioso, além do que, é possível fazer uma parada no Golfete. Aqui pode nadar e dar um passeio pelo Biotopo Cocón-Mechacas, reserva natural de palmeiras e plantas tropicais. Continuando pelo rio e justo onde começa o lago, na márgem esquerda e assentada no fim de uma península plana, levanta-se a pequena Fortaleza de São Felipe de Lara, construída em 1652 em homenagem a Felipe II, para defender-se dos constantes ataques dos piratas ingleses. No lago pode praticar a pesca, mergulho ou esquiar.
Na zona norte da Guatemala encontra-se a região do Petén (quase todo o norte fica na Reserva Biosférica Maia), as densas selvas e vários locais arqueológicos da Rota Maia, entre eles, a majestosa cidade de Tijal.
Cidade Flores é a capital do município e o ponto de partida das excursões. Nos arredores encontra-se o aeroporto e a zona hoteleira. A cidade está localizada em uma pequena ilha no Lago de Petén Itzá, unida a Santa Elena e São Benito por uma calçada de meio quilometro. Destacam-se as Grotas Actun-Can, muito perto de Santa Elena, onde poderá ver com um pouco de imaginação diversas figuras nas formações de pedra que tem no interior. Aconselhamos, tendo tempo, dar um passeio de canoa pelo lago para visitar o Biotopo Serra Cahuí, uma reserva de selva tropical.
É o maior dos centros cerimoniais maias e, sem dúvida, um dos principais atrativos da Guatemala. Encontra-se a 70 quilômetros de Cidade Flores por um caminho bem pavimentado; depois de duas horas de viagem, entre paisagens espetaculares, aparece no meio da selva a majestosa cidade de Tikal. As origens remontan até o ano 700 a.C., quando os maias decidem levantar as primeiras construçõesna serra. Porém, seu esplendor começou ao redor do ano 230 d.C. com o rei Yax Moch Xoc, fundador da dinastia que iria governar Tikal até o século X, quando, estranhamente, começa o declive da cultura maia.
A entrada no Parque Nacional de Tikal encontra-se depois de passar as salas de refeição e o restaurante local. O Museu Tikal, logo bem na entrada, exibe numerosas peças de cerâmica, esculturas, peças de jade e osso, diversos objetos procedentes dos túmulos dos senhores de Tikal e uma reprodução do túmulo 116 do Templo do Grande Jaguar, entre outras coisas. Na cidade destaca-se a Casa de Banhos, a Acrópolis Central, integrada por pequenos pátios, palácios e templos, o Templo V, com 57 m de altura, com cantos redondados e desde onde pode-se obter excelentes vistas da cidade, a Acrópolis Sul, com palácios e construções provavelmente do século IX, a Praça Maior, rodeando o Templo do Grande Jaguar de 44 m de altura, a Praça dos Sete Templos, um conjunto de diversas construções onde dá de apreciar os estilos dos diferentes Períodos, o Templo da Serpente Bicéfala ou Templo IV (do ano 741), de 70 m de altura, sendo o mais alto, o Mundo Perdido, importante complexo onde destaca-se a Grande Pirâmide Central (Período Pré-clássico Tardio), com grandes máscaras aos lados da escalinata, o Palácio dos Morcegos, a Praça Oeste e o Templo das Inscrições ou Templo VI. Este último encontra-se aproximadamente, a um quilômetros ao sul da Praça Maior e nele estão gravados uma série de hieroglíficos, onde indica o ano 766 d.C. (Horário das 6.00 às 17.00 horas).
Se, viajar entre os meses de dezembro à fevereiro, deve lembrar que a temperatura desce a noite. Nos meses de julho a setembro é muita calor. É indispensável um repelente contra os mosquitos
Se depois de visitar Tikal dispõe de tempo, e deseja ver outras ruinas, vá para Uaxactún, a 25 quilômetros ao norte de Tikal. Infelizmente, a jazida não tem sido restaurada e muitas pirâmides desapareceram quando "huaqueiros" (ladrões e profanadores de tumbas) violaram suas profundezas na procura de possíveis tesouros. Os caminhos até Uaxactún não são dos melhores do país, pelo que deve procurar saber do estado deles antes de iniciar a viagem.
Os pratos típicos mais populares são: accras (bolinhos fritos de bacalhau), boudin (salsicha de porco muito temperada), carbes farcis (carangueijo da terra recheados), blaff (guisado de peixe com muitas especiarias), lambi aux sauce chinês (caracóis do mar com molho de alho poró) papillote de perroquet cu (loro assado em um pacote de papel e servido com molho de alfavaca) e marmite de Robinson (um fondue de peixe como dourado, atum, camarões e cerduras locais.
A bebida típica é o ti punch, uma mistura de rum, suco de lima e um concentrado de cana de açúcar. Desde o século XVI o rum tem sido a bebida por excelência das ilhas caribenhas. Sua origem está associada a legendárias histórias de piratas e de escravos. Uma longa lista de casas produtoras do famoso licor de cana de açúcar tem popularizado seu consumo não somente em qualquer ponto das Antilhas, mas também espandido pelo mundo inteiro.
Em toda região elaboram deliciosas batidas de frutas tropicais, cuja mistura (coco com mamão, morango com coco, banana com morango e coco) dá origem aos originais nomes com os quais são batizdos. E podem ser consumidos com ou sem álcool.
Pode-se adquirir artesanatos tradicionais, geralmente elaborados em madeira ou pedra, constituindo verdadeiras obras de arte, que representam animais ou os costumes cotidianos. Também produz tecidos multicoloridos e instrumentos tradicionais de percussão. Nos territórios turísticos pode-se adquirir produtos de origem contemporânea e de qualquer tipo, na diversidade das lojas ao longo dos centros comerciais.
A palavra crioulo na realidade provém do vocabulário português crioullo, que em espanhol converte-se em criolle. Inicialmente, utilizou-se para denominar os brancos nascidos nas colonias da América e nos territórios do Oceano Índico. A lingüística adaptou-se para denominar aquele sistema misto que provém do contato de várias línguas (espanhol, português, inglês e francês), com idiomas aborígenes (caribenhos) ou africanos.
Em Guadalupe fala-se oficialmente o francês, pois a maior parte da população fala patois, um dialeto crioulo que tem base lingüística francesa. Também fala-se algo de inglês nas áreas turísticas.
Na região das Antilhas em geral, manisfestam-se crenças trazidas por europeus, africanos e hindus. Existe um vasto crisol que misturam entre si as supertições e as práticas mágicas de grupos étnicos muito deferentes uns dos outros. Na atualidade, o feiticeiro, o bruxo (quinboiseur) têm muita importância na vida cotidiana da população e a maioria respeita os seus conselhos.
Pode-se realizar diversas atividades relacionadas com a vida da costa. Nas regiões onde encontra-se os arrecifes de coral pode-se conseguir os elementos necessários para realizar o mergulho e o snorkeling (mergulho superficial com tubo de respiração). Nas regiões do interior pode-se fazer excursões pelas áreas florestais, trekking e senderismo.
A Festa dos Cozinheiros realiza-se todos os anos em homenagem a Saint Laurent. As cozinheiras que desfilam são mulheres chefes de cozinha da ilha. Também é popular o carnaval ou vaval, que inicia no domingo de Epifania e termina na quarta- feira de Cinza. Pelas ruas principais desenvolvem-se festivais e concursos de baile, de disfarces ou de música.
Air Guadalupe realiza vôos nacionais entre as Antilhas Francesas e as Virgens e Porto Rico.
Existem algumas companhias marítimas com Caribbean Express Catamaram Service e Trans Antilles Express, que realizam serviços de traslado aàs principais localidades da região.
Existem três estações de ônibus que circulam desde 5: 30 horas até 18 horas.
Oficialmente os preços não estão controlados pelo governo. Alguns não tem taxímetro, pois as trifas são expostas publicamente.
Fonte: www.rumbo.com.br
Dividimos o país em 6 regiões, iniciando o nosso percurso pela Cidade da Guatemala e seus arredores. Nos Altos da Guatemala desenvolvemos as principais povoações, para continuar pelo Ocidente de Guatemala. Nos apartados "Direção Pacífico" e "Direção Mar Caribe", paramos nos povoados e lugares mais sobressalientes destas zonas. Finalmente, o Norte da Guatemala, onde encontra-se a regão de O Petén e Tikal.
A CAPITAL E SEUS ARREDORES
A Cidade da Guatemala é a maior de toda América Central e unida as saias de uma cadeia de serras. Trata-se de uma cidade relativamente nova, já que a sua fundação data do ano 1775 por Real Decreto de Carlos III, depois que um terremoto causara grandes danos à velha capital (hoje Antiga). Dada sua situação geográfica, em uma zona de tremores (os mais importantes foram nos anos 1917, 1918 e 1976), é quase impossível achar palácios, igrejas ou monumentos coloniais. Porém, sendo a capital, é o melhor lugar para descobrir as correntes e manifestações contemporâneas, que acontecem na cidade e que extendem-se pelo país todo.
A cidade está dividida em zonas numeradas do 1 a 15 e em ruas e avenidas, igualmente numeradas. As avenidas correm de norte à sul e as ruas de leste à oeste. Os endereços são dados, por exemplo, 7ª Avenida 16-13, Zona 1, onde diz que o lugar encontra-se na Avenida 7ª, acima da rua 16, no número 13, na Zona 1. Embora, possa parecer um pouco complicado, logo verá que não é tão difícil como parece.
A zona onde concentra-se a vida da cidade e o maior número de lugares de interesse é a número 1, na Praça Maior, também conhecida como Parque Central, bom exemplo da típica planificação de uma praça colonial. Rumo ao leste encontra-se a Catedral Metropolitana de finais do século XVIII, que sobreviveu, não sem algumas consequências, aos diferentes terremotos. É majestosa mas não tem nada à ver com as catedrais de outras cidades coloniais. A visita vale a pena para observar de perto a devoção dos guatemaltecos e para ver uma série de pinturas do século XVII (Horário: todos os dias de 8.00 à 19.00 horas). Na parte posterior localiza-se o Mercado Central, povoado de numerosos barracos onde vende-se artesanato para os turistas. Antes do terremoto de 1976 o mercado alojava os barracos de alimentos, o que dava-o um toque mais interessante. Infelizmente, no momento da reconstrução, projetou-se como um centro de compras de artesanato. A visita bem vale a pena para ter uma idéia dos artigos que poderá encontrar nas suas viagens ao interior do país. Na frente da catedral encontra-se o Parque Centenário, o parque da cidade, onde a gente, especialmente aos domingos, costuma passear pelos jardins. Ao norte da Praça Maior localiza-se o Palácio Nacional, reconstrução de um antigo palácio do ano 1925. Aqui encontra-se a sede do poder executivo. Destaca-se seus afrescos, assim como, os trabalhos em madeira e os gravuras em pedra. A visita realiza-se com guia de graça entre as 8.-00 e as 16.30 h.
Ao sul da cidade, muito perto do Parque da América Central, na zona 9 ergue-se o Museu Popol Vuh, onde poderá admirar numerosas peças de olaria, incensários, máscaras dos maias, etc. Esta coleção é completada com peças da época colonial onde destacam-se as peças trabalhadas em prata. O museu tem uma cópia do códice de "Dresde" dos maias (De segunda à sexta-feira das 9.00 às 16.30 horas. Sábados até 13.00 horas. Domingos está fechado).
Seguindo pela Av. Reforma, rumo ao sul, liga-se o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, uma construção de estilo mozárabe que vale a pena visitar. Na frente encontra-se o Museu Nacional de Arte Moderno, onde exibe-se o último da arte guatemalteco. Continuando por esta zona, e mais para o sul encontra-se o Museu Ixchel do Traje Indígena, que aloja uma coleção de trajes tradicionais. Ali podera admirar todo o universo de cores, têxteis e telas procedentes dos Altos da Guatemala. Está aberto de segundas às sextas-feiras de 8.30 às 17.00 horas e aos sábados até 13.00 horas. Domingos fica fechado. O museu encontra-se na zona mais luxuosa da capital, onde ficam as embaixadas e alguns hotéis de cinco estrelas.
Quanto aos parques destaca-se o Parque Aurora, onde encontra-se o zoológico e uma zona de jogos infantis. No Parque Minerva, na zona 2, no norte da cidade, tem um mapa em relevo da Guatemala. Neles mostra-se o país em escala, com suas cidades, montanhas e lagos. Existem mirantes para poder observar panoramicamente o conjunto. (Aberto todos os dias das 8.00 às 17.00 horas).
Não esqueça de passear, domingo à tarde, pela Praça Maior para desfrutar do ambiente. Casais, famílias, vendedores de doces e globos, músicos, artesãos, em fim, toda a cidade em completo descanso. Um bom lugar para superar o tédio de muitos dias de domingo.
Na zona 7, na Colônia Kaminaljuyú, encontra-se as Ruinas Kaminaljuyú. Infelizmente, o crescimento urbano provocou o desaparecimento do que foi, em seu momento, um importante centro maia do Período Pré-clássico Tardio (Horário: todos os dias das 8.00 ás 18.00 horas).
OS ALTOS DA GUATEMALA
Nesta região encontra-se os povoados da montanha que entre preciosos vales, estradas sinuosas e imponentes colinas vão aparecendo para oferecer o seu colorido e seus costumes a quem visitá-los.
ANTIGA
À 45 quilômetros da Cidade da Guatemala encontra-se Antiga, a velha capital do país e uma das cidades mais belas da América Central. Com uma população de 30.000 habitantes, é um dos destinos preferidos pelos turistas que visitam a Guatemala. Desde a sua fundação no ano de 1542 a cidade sobreviveu a numerosos cataclismas e os constantes aludes de turistas estrangeiros e nacionais.
A melhor forma de conhece-la é começar pela Praça Maior, onde localiza-se a Fonte das Sereias, o ponto de reunião mais popular. O parque está rodeado pelas construções mais emblemáticas. Ao sul, o Palácio dos Capitães do século XVI com ums preciosos portais ao longo da sua fachada. Por mais de 200 anos foi a residência do Virrei, na época da colônia e na atualidade é a sede do Governo Regional. Ao leste a Catedral de Santiago, construida entre os séculos XVI e XVII e em pleno processo de restauração. Muito perto, o Museu de Arte Colonial, na antiga sede da Universidade de São Carlos de Borromeo. Aqui exibem-se diversas peças do periodo colonial, incluindo uma pintura de Pedro de Alvarado, conquistador da Guatemala. O Palácio da Prefeitura, do século XVIII, encontra-se ao norte da Praça. Aqui tem sua sede o governo municipal. Distingue-se o Museu de Santiago, com uma esplêndida coleção de móveis e peças do período colonial. De lado, o Museu do Livro Antigo, onde mostra-se o processo de impresão durante os tempos da colônia.
Subindo pela 5ª Av. Norte irá dar ao Arco de Santa Catarina e ao fundo do mesmo, a Igreja de Nossa Senhora da Mercê, o templo mais bonito da cidade pela esplêndida fachada barroca. Destaca-se, também, a sua Fonte, a maior de Antiga. A poucos passos, o Convento de Santa Teresa e mais para o oeste o Convento dos Capuchinhos do século XVIII e que acolhe um museu que mostra como foi a vida religiosa durante a colônia.
Voltando ao centro e em direção sudeste liga-se a Igreja e Convento de Santa Clara do século XVIII. Destaca-se os arcos que rodeiam o claustro e a fachada, ricamente trabalhada e que encontra-se no interior. Mais para o sul, a Igreja de São Francisco do séculko XVI e recentemente restaurada. sobressai a Capela do irmão Pedro, o monje que fundou um hospital para os mais pobres.
Não deixe de visitar o Convento da Companhia de Jesus, o Mercado dos Artesanatos, o Museu da Música o Casa Kójom, importante centro onde exibe-se todo o relacionado com a música tradicional e a Casa Popenoe, com uma esplêndida coleção de móveis da época colonial. Estamos convencidos que ficará enamorado da maravilhosa cidade de Antiga.
PANAJACHEL E O LAGO DE ATITLÃO
Panajachel, à beira do místico Lago de Atitlão, encontra-se a 88 quilômetros de Antiga pela rota principal e depois de passar Chimaltenango e Sololá, onde tem um espetacular mercado às sextas-feiras. Antes pode fazer uma visita rápida as Ruinas Ixmché, antiga capital dos maias cakchliquiles no século XV. Destacam-se as praças cerimoniais, os espaços para o jogo de bola e o pequeno museu (horário: todos os dias das 9.00 às 16.00 horas).
Em Panajachel concentra-se hotéis, restaurantes e centros de diversão; razão para visitar este povoado é contemplar e desfrutar o maravilhoso Lago de Atitlão, onde poderá praticar o esqui aquático, pesca, vela ou dar um mergulho, melhor nas manhãs e com precaução, já que o lago tem uma `profundidade de 320 m.
Daqui pode-se visitar em bote, ônibus ou a pé, segundo seja o caso, os povoados de Santa Cruz, A Lagoa, São Marcos, São Paulo, São João, Santo Antonio Palopó ou Santa Catarina Palopó. Mas não dispondo de tempo, ao menos, visite a Santiago Atitlão, onde poderá ver e desfrutar dos costumes dos índios tzuthuiles. O melhor dia para a visita é sexta ou terça-feira, dias de mercado, onde o espetáculo de cores é indescritível. No interior da igreja principal, ao lado da praça, irá encontrar figuras, talhas e oferendas muito curiosas, sem esquecer o púlpito de madeira com um precioso quetzal talhado. Caso tenha mais tempo, na zona do lago São Pedro A Lagoa é outro dos povoados que é quase obrigatório conhecer.
CHICHICASTENANGO
Mais para o norte, a 185 quilômetros de Panajachel encontra-se Chichicastyenango, no Município do Quiché, É aqui onde tem lugar, às quintas e domingos, o mercado mais espetacular do país. Desde antes da conquista, Chichicastenango foi um importante centro comercial dos índios cakchiquiles e quichés. Desde então o mercado, que deve ser conhecido, numerosos indígenas e camponeses de perto, descendo a pé ou de ônibus para vender seus produtos. Se coincidir com o domingo poderá ver as procissões das cofradias que, com os passos de seus santos nas costas e entre música, foguetes e fogos artificiais, vão à Igreja. Destaca-se a Igreja de Santo Tomás, modesto templo do século XVI.
Dispondo de tempo vá para Santa Cruz do Quiché, capital do município, para admirar as Ruinas de K´jumarcaaj.
QUETZALTENANGO
Esta encantadora povoação encontra-se a 206 quilômetros ao sudoeste de Cidade da Guatemala. Chega-se a ela depois de viajar por uma encantadora estrada de curvas, entre paisagens de sonhos. Quetzaltenango é o principal centro comercial do sudoeste do país.
De novo a melhor forma de conhecer a cidade é começar pelo coração, pelo Parque da América Central. Durante os meses da época "seca" tem lugar um pitoresco mercado de artesanatos, porém se não coincidir com sua estadia, não se preocupe, já que o parque é o ponto de reunião mais popular. Para o sul encontra-se a Casa da Cultura, sede do Museu de Arqueologia, História e Natureza. O seu interior aloja um universo de exposições maias, instrumentos de música, para a indústria têxtil, assim como, uma mostra das tradições mais importantes da zona. Ao leste do parque levanta-se a Catedral do Espírito Santo, várias vezes restaurada, porém conservando sua original fachada principal. Muito perto, a Prefeitura de estilo neo-clássico. Pelo o oeste do parque localiza-se a Passagem Enríquez, que aloja algumas lojas e que destaca-se por suas vidraçarias. Mais para o norte pela rua primeira dará no Teatro Municipal, de estilo neo-clássico. Não deixe de ir para o Parque Minerva, onde encontra-se o estranho Templo de Minerva, de estilo neo-clássico.
ZUNIL E ALMOLONGA
Zunil e Almolonga encontram-se a 9 quilômetros da cidade e bem vale a pena visitá-los. Zunil é um belo povoado onde vai encontrar belos tecidos, entre outras coisas, nas segundas-feiras, quando o mercado acontece. Almolonga encontra-se muito perto, do outro lado do rio e, é a típica povoação agrícola, enquanto que São Francisco o Alto liga-se mais para o norte, muito perto da estrada principal. É um belo povoado no alto de uma serra, que nas sextas-feiras acolhe o muito espetacular mercado. Não esqueça de fazer uma parada.
HUEHUETENANGO E AS RUINAS DE ZACULEU
Continuando mais para o norte pela mesma estrada liga -se Huehuetenango, a 266 quilômetros da Cidade da Guatemala. Trata-se de uma povoação conformada maioritariamente por mestiços, e caracterizada por ser a cabeça do município, razão pela que a atividade comercial é a nota predominante. sobressai o mercado central, a Igreja, o Palácio Governamental e o Parque Central, que também conta com um mapa em relevo da zona.
As Ruinas de Zaculeu, a 4 quilômetros de Huehuetenango é o principal atrativo. Foi um importante centro religioso dos maias. Aqui irá encontrar várias pirâmides, jogos de bola ou plataformas cerimoniais, todas elas restauradas (horário: todos os dias das 8.00 às 18.00 horas).
TODOS SANTOS CUCHUMATAN
A 5 quilômetros de Huehuetenango, no coração dos Altos Cuchumatanes (a cordillheira mais alta da América Central) encontra-se o povoado indígena Todos Santos Cuchumatán. Vale a pena a excursão já que é um dos poucos lugares no país, onde seus habitantes, descendentes dos maias mam, continuam a utilizar o calendário maia tzolkin. Desde aqui pode-se realizar vários passeios pelos arredores. Os dias de sábados têm lugar o mercado onde poderá admirar o colorido das vestimentas dos indígenas.
O LESTE DA GUATEMALA
Esta região é visitada, principalmente, para chegar às Ruinas de Copão em Honduras. O caminho desde a Cidade da Guatemala transcorre pela estrada principal que conduz ao Mar Caribe, realizando um desvio perto de Rio Hondo, em direção a Zacapa (onde tem excelentes tecidos, além do Museu de Paleontologia que pode-se visitar) e Chiquimula, que destaca-se por seu barulhento mercado.
ESQUIPULAS
A 55 quilômetros de Chiquimula e a 167 quilômetros da capital do país, esta pequena povoação distingue-se pelas paisagens que a rodeiam e, pela impressionante Basílica do Cristo Preto, que aparece majestosa conforme vai para o vale. Construida no século XVIII recebeu desde então milhares de peregrinos que chegam solicitar o amparo e a ajuda da imágem talhada na madeira. Do lado do templo encontra-se o cemitério e pelo outro a zona do mercado, onde podem-se adquirir diversas lembranças.
COPÃO (HONDURAS)
Localizadas a 12 quilômetros da fronteira com a Guatemala, as Ruinas de Copão constituem um dos lugares mais espectaculares da Rota Maia. Trata-se de uma importante jazida arqueológica da época clássica dos séculosIV ao IX. Destaca as esplêndidas pirâmides do Grupo Principal, como a Estrutura 16, a Escalinata Jeroglífica, onde em 63 degraus conta-se a história da Casa de Copão, (no Templo 26), o Jogo de Bola, o segundo maior da América Central, as Estrelas da Praça Maior, onde delicadas gravuras mostram aspectos da cosmo-visão dos maias (a maioria encontra-se entre altares que serviam para depositar as oferendas), ou a Acrópolis, na Praça Ocidental, do lado do Templo das Inscrições. Copão foi um importante centro e culto de estudos astronômicos (horário: todos os dias das 8.00 às 16.00 horas).
No Povoado de Copão encontra-se um pequeno Museu Arqueológico onde poderá admirar peças de jade e de olaria dos antigos maias.
EM DIREÇÃO AO PACÍFICO
Trata-se de uma zona onde abunda a vegetação tropical, os cafezais e as praias de areia escura. Entre os lugares de interesse distingue-se Santa Luzia Cotzumalguapa a 100 quilômetros da Cidade da Guatemala, pelas talhas pré-olmecas que se encontram nas aproximidades. Até o momento é desconhecida a procedência, assim como a dos habitantes, descendentes dos pipiles de antigos laços com os povos nahuas do México. São três as jazidas mais importantes da chácara: o Baul, As Ilusões e Bilbao. Este último é o mais interessante, em tanto que O Baul, localizado em um monte, conta com um pequeno museu. Na chácara As Ilusões localizam-se numerosas peças.
Pelo caminho que vai à costa guatemalteca situa-se o povoado A Democracia, onde irá encontrar ne praça principal, algumas cabeças talhadas na pedra que lembra as Cabeças Olmecas de Tabasco (México). No Museu Rubén Chçavez Van Dorne exibem-se diversas peças achadas na zona.
Voltando a estrada principal, direção Mazatenango, chega-se a Retahuleu, que destaca pelas recentes descobertas em Abaj Takalik. Trata-se de ruinas onde encontram-se de cabeças talhadas em pedra de influência Olmeca e que, segundo os resultados, parece tratar-se de um dos primeiros assentamentos na zona.
Entre os lugares da costa do Pacífico cabe destacar Monterrico, localizado no coração do Biotopo Montorrico-Hawai, importante reserva natural que aloja mangues costeiros, além de uma importante fauna marinha. As ondas são bastante fortes nesta zona, pelo que talvez desista de um mergulho.
EM DIREÇÃO AO MAR CARIBE
Esta é a região do país que mais contrastes apresenta. Acima de tudo, porque nas costas do Atlântico vai encontrar uma população, a maior parte negra. É outro rosto da fascinante Guatemala.
BIOTOPO DE QUETZAL E COBAN
Pela estrada principal que conduz à Porto Barrios, é indispensável fazer um desvio à altura de O Rancho para visitar o Biotiopo do Quetzal. Trata-se de uma reserva natural com ecossistema tropical (por estranho que possa parecer) e lugar natural para o quetzal, ave nacional, mensageiro entre a terra e o céu. Calcula-se em 60.000 os quetzales da Guatemala, sendo declarada uma espécie em perigo de extinção, devido à desflorestamento das selvas altas para o cultivo da terra. Kuikul, chamado assim pelos maias, é o pássaro divino, criatura da luz, um espetáculo colorido. A cauda, que consiste em quatro penas de um metro, forma um arco atráz do pequeno corpo. Dependendo do reflexo da luz nas penas, as cores destas variam em decimais de segundo, desde o azul escuro até o turquesa. Seguramente, irá ser difícil que possa olhar algum deles, já que são muito escorregadiços, porém poderá desfrutar das belas paisagens do Biotopo (Horário: todos os dias das 6.00 às 16.00 horas).
Mais para o norte encontra-se Coban, pequena povoação destacada pelas vistas e o ambiente provinciano.
QUIRIGUÁ
De novo na estrada principal e em direção Porto Barrios, muito perto de Os Amates, localiza-se as Ruinas de Quiriguá (importante centro do Período Clássico), que destaca-se pelas impressionantes estrelas, distribuidas por varias zonas, especialmente na Praça Maior. A Estrela E, com 8 metros de altura e três de largura é a maior do mundo maia, encontrada até agora. Destacamos a Acrópolis e o Jogo de Bola.
PORTO BARRIOS
Continuando pela estrada principal até onde acaba, encontra-se Porto Barrios, o principal porto do Atlântico na Guatemala e a única povoação desta costa ligada por estrada com o resto do país. Porto Barrios foi construído pela United Fruit Company durante os anos que explorava as grandes plantações do Vale de Motoagua. Com seu desaparecimento, o povoado afundou em um impasse, o qual ainda não soube sair. Na cidade não tem nada interessante para se ver, a exceção dos ambientes próprios dos portos fronteiriços; porém é o ponto de partida das excursões que, por 20 quilômetros de praias virgens e bosques de mangues, leva a Livingstone.
Ponta Manabique é uma pequena península ao leste de Porto Barrios. Além dela os cais de Belice e a barreira coralina mais longa do Hemisfério Norte.
LIVINGSTONE
Encontra-se as beiras da desembocadura dp Rio Doce e de cara com o Mar Caribe. É um pequeno povoado de pescadores, fundado por escravos rebeldes fugitivos no final do século XVIII das Ilhas do Caribe. Livingstone e as vistas que rodeiam-no, são completamente diferentes ao resto do país. Seus habitantes são muito hospitaleiros e é o lugar onde encontra-se a população de raça preta. As ruas de terra são franqueadas por casas de madeira com tetos de zinco, pintadas em diversas cores. Daqui partem os cruzeiros pelo Rio Doce para o Lago de Izábal.
LAGO DE IZÁBAL
O percurso desde Livingstone até o Lago de Izábal é um passeio delicioso, além do que, é possível fazer uma parada no Golfete. Aqui pode nadar e dar um passeio pelo Biotopo Cocón-Mechacas, reserva natural de palmeiras e plantas tropicais. Continuando pelo rio e justo onde começa o lago, na márgem esquerda e assentada no fim de uma península plana, levanta-se a pequena Fortaleza de São Felipe de Lara, construída em 1652 em homenagem a Felipe II, para defender-se dos constantes ataques dos piratas ingleses. No lago pode praticar a pesca, mergulho ou esquiar.
O NORTE DE GUATEMALA
Na zona norte da Guatemala encontra-se a região do Petén (quase todo o norte fica na Reserva Biosférica Maia), as densas selvas e vários locais arqueológicos da Rota Maia, entre eles, a majestosa cidade de Tijal.
CIDADE FLORES
Cidade Flores é a capital do município e o ponto de partida das excursões. Nos arredores encontra-se o aeroporto e a zona hoteleira. A cidade está localizada em uma pequena ilha no Lago de Petén Itzá, unida a Santa Elena e São Benito por uma calçada de meio quilometro. Destacam-se as Grotas Actun-Can, muito perto de Santa Elena, onde poderá ver com um pouco de imaginação diversas figuras nas formações de pedra que tem no interior. Aconselhamos, tendo tempo, dar um passeio de canoa pelo lago para visitar o Biotopo Serra Cahuí, uma reserva de selva tropical.
TIKAL
É o maior dos centros cerimoniais maias e, sem dúvida, um dos principais atrativos da Guatemala. Encontra-se a 70 quilômetros de Cidade Flores por um caminho bem pavimentado; depois de duas horas de viagem, entre paisagens espetaculares, aparece no meio da selva a majestosa cidade de Tikal. As origens remontan até o ano 700 a.C., quando os maias decidem levantar as primeiras construçõesna serra. Porém, seu esplendor começou ao redor do ano 230 d.C. com o rei Yax Moch Xoc, fundador da dinastia que iria governar Tikal até o século X, quando, estranhamente, começa o declive da cultura maia.
A entrada no Parque Nacional de Tikal encontra-se depois de passar as salas de refeição e o restaurante local. O Museu Tikal, logo bem na entrada, exibe numerosas peças de cerâmica, esculturas, peças de jade e osso, diversos objetos procedentes dos túmulos dos senhores de Tikal e uma reprodução do túmulo 116 do Templo do Grande Jaguar, entre outras coisas. Na cidade destaca-se a Casa de Banhos, a Acrópolis Central, integrada por pequenos pátios, palácios e templos, o Templo V, com 57 m de altura, com cantos redondados e desde onde pode-se obter excelentes vistas da cidade, a Acrópolis Sul, com palácios e construções provavelmente do século IX, a Praça Maior, rodeando o Templo do Grande Jaguar de 44 m de altura, a Praça dos Sete Templos, um conjunto de diversas construções onde dá de apreciar os estilos dos diferentes Períodos, o Templo da Serpente Bicéfala ou Templo IV (do ano 741), de 70 m de altura, sendo o mais alto, o Mundo Perdido, importante complexo onde destaca-se a Grande Pirâmide Central (Período Pré-clássico Tardio), com grandes máscaras aos lados da escalinata, o Palácio dos Morcegos, a Praça Oeste e o Templo das Inscrições ou Templo VI. Este último encontra-se aproximadamente, a um quilômetros ao sul da Praça Maior e nele estão gravados uma série de hieroglíficos, onde indica o ano 766 d.C. (Horário das 6.00 às 17.00 horas).
Se, viajar entre os meses de dezembro à fevereiro, deve lembrar que a temperatura desce a noite. Nos meses de julho a setembro é muita calor. É indispensável um repelente contra os mosquitos
UAXACTÚN
Se depois de visitar Tikal dispõe de tempo, e deseja ver outras ruinas, vá para Uaxactún, a 25 quilômetros ao norte de Tikal. Infelizmente, a jazida não tem sido restaurada e muitas pirâmides desapareceram quando "huaqueiros" (ladrões e profanadores de tumbas) violaram suas profundezas na procura de possíveis tesouros. Os caminhos até Uaxactún não são dos melhores do país, pelo que deve procurar saber do estado deles antes de iniciar a viagem.
Fonte: geocities.com