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República da Bósnia-Herzegovina

Bosnia and Herzegowina - Republika Bosne i Hercegovine

Capital: Sarajevo.

Nacionalidade: bósnia.

Idioma: servo-croata.

Religião: islamismo 40%, cristianismo 50% (ortodoxos sérvios 31%, católicos 15%, protestantes 4%), outras 10% (1992).

Moeda: dinar iugoslavo novo.

Localização: centro-sul da Europa.

Características: território montanhoso nos Alpes Dináricos, circundado pelas planícies férteis dos rios Sava (N), Drina (L) e Una (O).

Composição: servo-croatas 92,3%, outros 7,7% (1996).

Cidades Principais: Banja Luka, Zenica, Tuzla, Mostar.

Governo: república presidencialista tripartite com um representante muçulmano, um sérvio e um croata.

Divisão administrativa: 100 distritos.

Encravada em uma região montanhosa, esta república da ex-Iugoslávia vive durante quase quatro anos um dos conflitos mais sangrentos em solo europeu desde a II Guerra Mundial. Iniciado em 1992, opôs os bósnio-sérvios, que representam cerca de um terço dos habitantes do país e são cristãos ortodoxos, aos muçulmanos, quase a metade da população bósnia. Antes dessa guerra, a Bósnia-Herzegóvina era a república da ex-Iugoslávia na qual ocorria maior miscigenação entre sérvios, croatas e muçulmanos - as diferentes etnias da população.

Visita do Imperador Austríaco Francisco José I (Franz Josef, 1848-1916), do Império Austro-Húngaro que compreendia a Áustria e a Hungria, na Grande Mesquita de Sarajevo.


Mesquita de Aladza, em Foca - ao sul de Sarajevo.

História

Os bósnios passam a maior parte da Idade Média sob domínio de monarcas croatas e, depois, húngaros, até constituir, por volta do ano 1200, um reino próprio, que inclui a região da Herzegóvina. Em 1463, o país é anexado pelo Império Turco-Otomano. A maior parte da população converte-se ao islamismo, mas permanecem importantes comunidades ortodoxas (sérvios) e católicas (croatas).

Em 1878, depois de sucessivas derrotas dos turcos diante da Sérvia, de Montenegro e da Rússia, a Bósnia-Herzegóvina é colocada sob tutela do Império Austro-Húngaro. A anexação ocorre em 1908, contra a vontade da minoria ortodoxa, identificada com a vizinha Sérvia. Em oposição, radicais sérvios lançam uma campanha terrorista contra a dominação austríaca, culminando, em junho de 1914, com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria, por um estudante sérvio em Sarajevo, a capital bósnia. É o estopim da I Guerra Mundial...

Abaixo, uma série de 1917 (memorial fund), com o arquiduque Ferdinando e duquesa Sophia.

Formação da Iugoslávia: Com o fim da guerra, a Bósnia-Herzegóvina é integrada ao Reino dos Servos-Croatas-Eslovenos, que em 1929 passa a se chamar Iugoslávia, "terra dos eslavos do sul". O país é ocupado pela Alemanha na II Guerra Mundial. Com a derrota nazista torna-se uma das seis repúblicas iugoslavas, sob o governo comunista de Josip Broz Tito.

A morte de Tito faz ressurgir o nacionalismo sérvio. No final dos anos 80, conflitos étnicos generalizados, propiciados pela desagregação do bloco socialista, provocam grande tensão entre as repúblicas. Nas primeiras eleições livres na Iugoslávia, em setembro de 1990, emergem partidos nacionalistas representando os três principais grupos étnicos: muçulmano (44% da população), sérvio (31%) e croata (17%). Forma-se um governo multiétnico sob a Presidência de Alija Izetbegovic, muçulmano.

Desagregação: Em junho de 1991, as repúblicas da Eslovênia e da Croácia proclamam sua independência da Iugoslávia, seguidas da Macedônia, em setembro. No mês seguinte, o Parlamento bósnio declara a Bósnia-Herzegóvina um Estado independente. A minoria sérvia não aceita a decisão. Seus representantes rompem com o Parlamento e anunciam a intenção de permanecer na Iugoslávia ou em uma "Grande Sérvia", que incluiria a própria Sérvia, além de porções da Bósnia-Herzegóvina e da Croácia. Para resolver a crise, o governo bósnio realiza um plebiscito em 1992, boicotado pelos sérvios, mas que aprova a independência, com a participação de 63% dos eleitores. Destes, 99% votam pela independência, imediatamente reconhecida pela então Comunidade Européia (atual União Européia) e pelos EUA. Durante os quatro anos seguintes, sérvios, bósnios e croatas travam intensos combates. Com um saldo de 200 mil mortos, a Guerra da Bósnia termina após a assinatura do Acordo de Dayton, em dezembro de 1995.

Selos foram emitidos por Bosnien & Herzegowina entre 1879 a 1918.

O primeiro selo postal foi emitido em 1879 (abaixo, lado direito), quando o país encontrava-se sob a bandeira da monarquia Austro-Húngara. Nas primeiras duas séries (dupla cabeça de águias) não existe texto no selo por causa de problemas políticos, apenas o valor foi indicado. Os selos deste país, cancelados por obliteração, foram usados para propósitos telegráficos.

O primeiro selo comemorativo é de 1910, alusivo ao aniversário de 80 anos do nascimento do Imperador Franz-Joseph.

Selo foram emitidos por Yugoslavia Bosnia and Herzegovina em 1918...

Selos são emitidos pela República da Bósnia e Herzegóvina desde 1991.

Bosnia and Herzegovina (Serbian Administration in Banja Luca) - 1992 - Scott: 1. SG: S1. Valor facial: 5 dinar sobre 10 paras, violeta e verde - Yugoslav surch.

Bosnia and Herzegovina (Croation Administration in Mostar) - 1993 - Scott: 1. SG: C1. Valor facial: 2000 dinar, multi.

Fonte: pt.wikipedia.org

República da Bósnia-Herzegovina

A Bósnia-Herzegovina é uma república federal dos Balcãs, resultante da dissolução da Jugoslávia, que limita a norte e oeste com a Croácia e a leste e a sul com a Sérvia e Montenegro, dispondo ainda de uma minúscula extensão de litoral, no Mar Adriático. Capital: Sarajevo.

História

Os bósnios passam a maior parte da Idade Média sob domínio de monarcas croatas e, depois, húngaros, até constituir, por volta do ano 1200, um reino próprio, que inclui a região da Herzegóvina. Em 1463, o país é anexado pelo Império Turco-Otomano. A maior parte da população converte-se ao islamismo, mas permanecem importantes comunidades ortodoxas (sérvios) e católicas (croatas).

Em 1878, depois de sucessivas derrotas dos turcos diante da Sérvia, de Montenegro e da Rússia, a Bósnia-Herzegóvina é colocada sob tutela do Império Austro-Húngaro. A anexação ocorre em 1908, contra a vontade da minoria ortodoxa, identificada com a vizinha Sérvia. Em oposição, radicais sérvios lançam uma campanha terrorista contra a dominação austríaca, culminando, em junho de 1914, com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da Áustria, por um estudante sérvio em Sarajevo, a capital bósnia. É o estopim da I Guerra Mundial...

Formação da Iugoslávia: Com o fim da guerra, a Bósnia-Herzegóvina é integrada ao Reino dos Servos-Croatas-Eslovenos, que em 1929 passa a se chamar Iugoslávia, "terra dos eslavos do sul". O país é ocupado pela Alemanha na II Guerra Mundial. Com a derrota nazista torna-se uma das seis repúblicas iugoslavas, sob o governo comunista de Josip Broz Tito.

A morte de Tito faz ressurgir o nacionalismo sérvio. No final dos anos 80, conflitos étnicos generalizados, propiciados pela desagregação do bloco socialista, provocam grande tensão entre as repúblicas. Nas primeiras eleições livres na Iugoslávia, em setembro de 1990, emergem partidos nacionalistas representando os três principais grupos étnicos: muçulmano (44% da população), sérvio (31%) e croata (17%). Forma-se um governo multiétnico sob a Presidência de Alija Izetbegovic, muçulmano.

Desagregação: Em junho de 1991, as repúblicas da Eslovênia e da Croácia proclamam sua independência da Iugoslávia, seguidas da Macedônia, em setembro. No mês seguinte, o Parlamento bósnio declara a Bósnia-Herzegóvina um Estado independente. A minoria sérvia não aceita a decisão. Seus representantes rompem com o Parlamento e anunciam a intenção de permanecer na Iugoslávia ou em uma "Grande Sérvia", que incluiria a própria Sérvia, além de porções da Bósnia-Herzegóvina e da Croácia. Para resolver a crise, o governo bósnio realiza um plebiscito em 1992, boicotado pelos sérvios, mas que aprova a independência, com a participação de 63% dos eleitores. Destes, 99% votam pela independência, imediatamente reconhecida pela então Comunidade Européia (atual União Européia) e pelos EUA. Durante os quatro anos seguintes, sérvios, bósnios e croatas travam intensos combates. Com um saldo de 200 mil mortos, a Guerra da Bósnia termina após a assinatura do Acordo de Dayton, em dezembro de 1995.

Política

O cargo de presidente da Bósnia-Herzegovina é exercido em rotatividade pelos três membros da presidência da Bósnia-Herzegovina (um bosníaco, um sérvio e um croata), cada um ocupando o cargo durante 8 meses ao longo do seu mandato de 4 anos na presidência. Os três membros da presidência são eleitos directamente pelo povo (votos da Federação para o bosníaco e o croata, e da República Srpska para o sérvio). O Presidente do Conselho de Ministros é nomeado pela presidência e aprovado pela Câmara dos Representantes. Depois, é dele a responsabilidade de nomear os ministros do governo.

A Assembleia Parlamentar é o corpo legislativo da Bósnia-Herzegovina. Consiste de duas Câmaras: a Câmara dos Representantes e a Câmara dos Povos. A Câmara dos Povos inclui 15 delegados, dois terços dos quais provenientes da Federação (5 croatas e 5 bosníacos) e um terço da República Srpska (5 sérvios). a Câmara dos Representantes é composta por 42 membros, dois terços eleitos pela Federação e um terço eleito pela República Srpska.

O Tribunal Constitucional da Bésnia-Herzegovina é o supremo e final árbitro nas matérias legais. É composto por nove membros: quatro são seleccionados pela Câmara dos Representantes da Federação, dois pela Assembleia da República Srpska, e três pelo Presidente do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem após consultas com a Presidência.

Geografia

A Bósnia-Herzegovina situa-se nos Balcãs ocidentais e faz fronteira com a Sérvia e Montenegro a leste e a Croácia a norte e sudoeste. A cidade portuária de Neum, no cantão de Herzegovina-Neretva, é a única ligação ao mar. O nome do país vem das duas regiões, a Bósnia e a Herzegovina, que estão separadas por uma fronteira definida muito vagamente.

Economia

A par da Macedónia, a Bósnia-Herzegovina era a mais pobre das repúblicas da antiga Jugoslávia. A agricultura esteve sempre principalmente em mãos privadas, mas as quintas costumam ser pequenas e ineficientes e os bens alimentares são habitualmente uma das importações da república. A economia planificada deixou alguns legados na economia. Segundo as teorias económicas em voga, a indústria tem um grande excesso de pessoal. Sob a liderança de Josip Broz Tito, a indústria militar foi colocada na república, e a Bósnia albergava uma grande porção das indústrias de defesa da Jugoslávia.

Três anos de guerras interétnicas destruíram a economia e as infrastruturas da Bósnia, causando um aumento exponencial do desemprego e uma queda na produção de 80%, já para não falar da morte de entre 60 e 200 mil pessoas e do deslocamento forçado de metade da população. Com uma paz instável no país, a produção recuperou entre 1996 e 1998 em grandes percentagens anuais, mas o crescimento abrandou apreciavelmente em 1999 e o PIB permanece bem abaixo dos níveis de 1990.

Demografia

De acordo com o censo de 1991, a população da Bósnia-Herzegovina é composta por 44% de bosníacos étnicos (então declarados como "muçulmanos"), 31% de sérvios e 17% de croatas, com 6% da população a declarar-se jugoslava, o que inclui os filhos de casamentos mistos e os patriotas jugoslavos. Existe uma forte correlação entre a identidade étnica e a religião: 88% dos croatas são católicos romanos, 90% dos bosníacos seguem o Islão e 99% dos sérvios são cristãos ortodoxos.

De acordo com os dados de 2000 do CIA World Factbook, a Bósnia é, etnicamente, 48% bosníaca, 37,1% sérvia, 14,3% croata e 0,6% outra.

As cidades principais são a capital, Sarajevo, Banja Luka no noroeste, Tuzla no nordeste e Mostar, a capital da Herzegovina.

Fonte: pt.wikipedia.org

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