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Guerra da Criméia

 

Guerra da Criméia (1853 - 1856)

Disputa entre a Rússia e uma coalizão formada por Reino Unido, França, Sardenha (Itália) e Império Turco-Otomano (atual Turquia).

A guerra acontece de 1853 a 1856, na península da Criméia, no sul da Rússia, e nos Bálcãs.

A coalizão, com o apoio da Áustria, é formada como reação às pretensões expansionistas russas.

Desde o fim do século XVIII, os russos tentam aumentar sua influência nos Bálcãs e na região entre os mares Negro e Mediterrâneo.

Em 1853, invadem as províncias turcas do Danúbio (atual Romênia) e ganham o controle do Porto de Sinope, no mar Negro.

No ano seguinte, França e Reino Unido declaram guerra à Rússia, seguidos por Sardenha.

A possibilidade de a Áustria entrar na guerra faz com que os russos deixem as províncias.

Enquanto as tropas austríacas ocupam a região, ingleses e franceses investem sobre Sebastopol, na Criméia, centro da frota russa no mar Negro.

Incapaz de desalojar os inimigos, a Rússia aceita, em 1856, os termos da Paz de Paris.

Devolve o sul da Bessarábia e a embocadura do rio Danúbio para a Turquia e é proibida de manter bases ou forças navais no mar Negro.

As disputas são retomadas duas décadas depois.

Em 1877, os russos invadem os Bálcãs em conseqüência da repressão turca a revoltas de eslavos balcânicos. Diante da oposição das grandes potências, os russos recuam outra vez.

No Congresso de Berlim, em 1878, a Romênia torna-se independente, a Rússia incorpora a Armênia e parte da Ásia e a Áustria fica com a Bósnia-Herzegóvina.

Nos Bálcãs, no início do século XX, o crescente nacionalismo eslavo contra a presença turca leva a região à primeira das Guerras Balcânicas.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Guerra da Criméia

Guerra da Criméia (1853 - 1856)

A República Autônoma da Criméia é parte administrativa territorial da Ucrânia, situada no território da Península da Criméia.

A Criméia é banhada pelas águas do Mar Negro e Mar de Azov. Ao Norte a Península da Criméia está ligada à planície centro-européia pelo estreito de Perekop, cuja largura è de 8 km. Da Península de Tamansk (Federação Russa) a Criméia está separada pelo canal de Kerch (4-15 km).

O comprimento da Península de norte a sul é de 200 km., de leste a oeste 320 km. A área total é de 25.881 km2.

A capital da República Autônoma da Criméia é a cidade de Simferopol.

As descobertas arqueológicas mais antigas nesta região são datadas com a era do médio paleolito (cerca de 100 mil anos atrás), encontradas nas cavernas de Kiik-Koba e outras.

Os mais antigos habitantes da Criméia, conhecidos de fontes assírias e antigas, foram os quimérios (séc. XII-VII antes da nossa era).

Um dos povos mais antigos da Criméia eram os távros, que habitavam as encostas e as montanhas da Criméia, bem como a margem sul do Mar Negro.

As primeiras notícias sobre eles encontram-se em autores da antiguidade. Dos távros provém a antiga denominação da parte montanhosa e litorânea da Criméia – Távrica, Távria, Távrida.

As últimas memórias dos távros (tavro-citas) referem-se ao séc. X antes da nossa era. Os távros legaram significativa memória na cultura dos povos da Criméia, especialmente material. Muitas aldeias dos citas, dos gregos, dos romanos, dos bizantinos e depois dos tártaros foram criadas sobre os fundamentos das cidades e fortalezas dos távros.

Nos séc. VII-VI antes da nossa era surgem no litoral da Criméia colônias gregas. As mais importantes delas eram Khersoneso (próxima à atual cidade de Sevastopol), Theodócia, Kerkenityda e outras. Parte destas cidades-estados estava unificada ao Reino do Bósforo, cuja capital era a cidade de Pantikapei (hoje Kerch).

No séc. VII antes da nossa era parte da Criméia foi conquistada pelos citas. Conforme informações do antigo historiador grego Heródoto o território básico de residência dos citas eram as estepes entre a foz do Danúbio e do rio Don, incluindo as estepes da Criméia e os distritos próximos ao litoral norte do Mar Negro.

Por pressão dos sármatas em fins do séc. III antes da nossa era, o estado dos citas diminuiu significativamente. Os citas foram forçados a transferir sua capital das margens do rio Dnipró para a Criméia, onde surgiu às margens do rio Salgyr (nas proximidades de Simferopil) a cidade de Neapol dos citas, ou Neápolis. O reino dos citas na Criméia alcançou o seu apogeu no séc. II antes da nossa era, quando os citas junto com os sármatas conquistaram Ólvia, ocuparam parte dos domínios do Khersoneso, na parte noroeste da Criméia e atacaram o Estado do Bósforo, ocupando-o aos poucos. O estado dos citas persistiu até a segunda metade do séc. III da nossa era e foi destruído pelos godos.

Do séc. I antes da nossa era até o séc. IV da nossa era a Criméia estava sob a influência de Roma. Os legionários romanos avançando ao longo da costa do Mar Negro, deixavam suas guarnições nas fortalezas e progressivamente expulsaram os gregos da Criméia. Khersoneso tornou-se base da frota romana de guerra.

Com a chegada dos romanos à Criméia mudou de lugar o centro econômico. A margem norte do Mar Negro era fornecedora de produtos agrícolas, possuía desenvolvida base de fornecimento de matérias primas e um mercado praticamente ilimitado para a colocação de produtos acabados.

A partir do século III da nossa era o território da península sofre invasões de povos nômades. Inicialmente eram os godos, que estabeleceram sua dominação sobre as regiões das estepes e até sobre algumas cidades litorâneas. Foram expulsos por sua vez pelos hunos no final do séc. IV. Os hunos destruíram os reinos dos citas e do Bósforo e expulsaram parte dos godos para as montanhas da Criméia, cujo pequeno estado perdurou aí até o final do séc. XV.

No final do séc. VII quase toda a região da margem norte do Mar Negro, as estepes da Criméia e a Sugdéia foi ocupada pelos khozaros. No final do séc. VIII praticamente todos os domínios dos godos da Criméia estavam sob o seu protetorado.

As ocupações seguintes sofridas pela Criméia ocorreram no início do séc. X, quando os pechenigos tomaram o Bósforo e o Khersoneso, expulsando os khozaros. Estes nômades asiáticos não eram constituídos por uma só etnia, mas por uma união de tribos, que faziam parte do Khanato dos khozaros. Em meados do século XI em razão da derrota na guerra com Bizâncio, significativa parte deles foi forçada a abandonar a Criméia.

Os polovtzi ou kypchaky apareceram na Criméia nos séc. X-XI. O horda dos polovtzi floresceu na Criméia até o séc. XIII, quando ocorreu o confronto com a Horda Dourada. A Horda Dourada penetrou na Criméia em 1223.

A partir do séc. V importante parte da Criméia estava sob a influência do Império Bizantino, que manteve aí seus domínios até o séc. XV.

Do início do séc. VI as terras da Criméia começaram a interessar também a tribos eslavas. Aqui surgiam colônias eslavas, daí disseminava-se o cristianismo para a Rush. Na parte oriental da península da Criméia existia durante os séc. X-XII o Principado de Tmutarakansk, que era parte da Estado de Kyiv.

Após a tomada de Constantinopla pelos Cruzados em 1204, Bizâncio perdeu grande parte da sua influência sobre a península. A seguir a Criméia tornou-se objeto da expansão dos venezianos e genoveses. Kafa (Theodocia) tornou-se o porto central de comércio. Nos séc. XIII-XV as margens montanhosas e as montanhas da Criméia tornaram-se colônia genovesa, cujo nome era Gazária. Neste período, após a queda do estado medieval armênio, para cá migram os armênios (séc. XIV), e, um pouco antes (séc. XIII), os hebreus.

A tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453 cortou as colônias genovesas da metrópole, o que foi uma das causas de sua decadência. Em 1475, após sitiá-la por longo tempo, os turcos conquistaram Kafa, e em seguida todo o litoral da Criméia, quando então entraram em confronto com os tártaros, que dominavam as estepes da Criméia desde 1239 e eram uma vila da Horda Dourada.

Pela primeira vez os tártaros da Criméia fizeram uma tentativa para obter a independência da Horda Dourada sob o comando do Khan Noraí, mas após sua morte (aprox. em 1290) foram novamente dominados pela Horda Dourada.

Durante a luta pela independência da Horda Dourada destacou-se a dinastia dos Hiréis, cujo primeiro representante Khadzi-Hiréi criou em 1425 o Khanato independente da Criméia, e em 1432 transferiu a capital para Bakhtzysarai.

Após a conquista pelos turcos da margem sul da Criméia o Khan Mengli-Hiréi reconheceu em 1478 a dependência de vassalo do sultão. A dinastia dos Hiréis esteve no poder até 1783.

Sob o poder do Império otomano a Criméia gozava de significativa autonomia. Os tártaros da Criméia preservaram muitas tradições mongóis. Os governantes eram escolhidos em assembléias dos notáveis (kurultais), e os sultões turcos somente confirmavam a escolha. Os Hiréis mantinham política externa independente.

Algumas vezes os tártaros da Criméia faziam acordos político-militares com a Ucrânia. Após o acordo de paz de 24.12.1624 o Khan tártaro fez acordo com o Hétman M. Doroshenko. Os Kozákos ajudavam ao Khan Schagin-Hiréi em suas atividades militares. Contudo após a vitória da fração pró-turca e com a morte de M. Doroshenko em 1628 os Kozákos foram forçados a abandonar a Criméia.

Em 1648 o Hétman B. Khmelnytskyj firmou acordo com o Khan Islam-Hiréi III, e o exército dos tártaros auxiliou os Kozákos na obtenção da vitória na batalha de Korsunh (1648) e na batalha de Zboriv (1649).

O Hétman I. Vyhovskyj renovou a aliança com o Khan da Criméia e em 1659 batalhões do exército dos tártaros da Criméia tomaram parte na batalha de Konotop.

O Hétman P. Doroshenko também mantinha boas relações com o Khanato da Criméia.

Após a assinatura da “Paz eterna” em 1692 P. Ivanenko fez acordo com o Khan Selim-Hiréi, o qual o reconheceu como Hétman da Ucrânia.

Em 1711 o Hétman P. Orlyk assinou acordo com o Khan da Criméia Devlet-Hiréi II.

Da segunda metade do séc. XVIII o Khanato da Criméia entrou em decadência e perdeu definitivamente a independência em decorrência das guerras russo-turcas.

Os exércitos russos entraram pela primeira vez na Criméia durante a guerra russo-turca de 1736-1739. Durante uma seguinte semelhante guerra em 1768-1774 os exércitos comandados pelo Príncipe V. Dolgorukyj em 1771 dominaram todo o território da Khanato.

Pelo tratado de Kiuchyk-Kainardziisk em 1774 a Criméia foi declarada independente da Turquia.

Em 09.04.1783 por pressão do governo da Catarina II o último Khan Shagin-Hiréi renunciou ao trono e a Criméia foi anexada ao Império russo. Inicialmente a Criméia passou a integrar a província de Novorosiisk, e em 1802 passou a constituir a específica Governadoria de Távria com centro na cidade de Simferopol.

Aproveitando a situação estratégica favorável da Criméia, o governo dos czares tomou a decisão de fundar a cidade de Sebastopol e de transformá-la na principal base da frota do Mar Negro.

Durante o século XIX o governo dos czares implantou a política da colonização da Criméia por conta de emigrantes de outros países. Assim até a metade do séc. XIX transferiram-se para aqui, para estadia permanente, acima de 10 mil alemães, acima de 15 mil búlgaros, várias centenas de famílias de italianos, e outros. Ao mesmo tempo foram expatriados em parte os armênios e hebreus da Criméia. Por outro lado o mais potente fluxo de colonizadores veio da Ucrânia e da Rússia.

Em 1897da população da Criméia os ucranianos e russos constituíam 45%, os alemães – 5,8%, os hebreus – 5,3%, os gregos – 3,1%, os ‘caraímos’ e búlgaros – 1% cada.

Após a revolução russa de 1917 na Criméia formaram-se algumas tendências políticas:

1) a russa – partidários da permanência da Criméia como parte da Rússia;
2) a tártaro-criméia,
que ansiava inicialmente pela autonomia, e posteriormente pela total independência;
3) ucraniana –
que ansiava pela inclusão da Criméia como parte integrante da Ucrânia.

Em abril de 1918 os exércitos ucranianos entraram em Simferopol e Bakhtzysarai. Mas por pressão do comando alemão as partes ucranianas foram forçadas a abandonar a Criméia, o que levou à perda da frota do Mar Negro, em cujos navios já estavam içadas as bandeiras de estado da República Popular Ucraniana.

Em outubro de 1918 foi pactuado um acordo preliminar, em base ao qual a Criméia deveria integrar a Ucrânia, obtendo autonomia interna – parlamento próprio, formação territorial do exército e administração. A queda do poder do Hétman P. Skoropatskyj pôs fim nos planos de unificação da Criméia com a Ucrânia.

Em novembro de 1920 os bolcheviques ocuparam a Criméia pela terceira vez, e em 18.10.1921 V. Ulianov assinou o decreto “Sobre a criação da República Socialista Soviética Autônoma da Criméia como parte da República Socialista Soviética Federativa Russa nos limites da Península da Criméia”. Declaravam-se línguas oficiais a russa e a tártara da Criméia.

A partir do ano 1920 utilizou-se a política da “tartarização” da Criméia. Sob a direção do ativista tártaro da Criméia Veli Ibrahimov surgiu de 1923 a 1928 uma rede de instituições nacionais culturais e educativas. A política da tartarização foi extinta com repressão em massa da elite política e cultural local e com a deportação de 35 a 40 mil tártaros da Criméia. Milhares de tártaros morreram durante a coletivização e a fome. Em 1938 a língua tártara foi transposta à força para os caracteres cirílicos. Tudo o que restava da autonomia da Criméia foi liquidado.

Nos anos da segunda guerra mundial 1939-1945 a Criméia, a partir de outubro de 1941 até maio de 1944 foi ocupada pelos exércitos nazistas alemães.

Em 1941 as autoridades soviéticas deportaram 45 a 50 mil alemães.

Após a libertação da Península dos hitleristas, por decisão das autoridades da União Soviética de 18 a 20 de maio de 1944 acima de 188 mil tártaros foram deportados para colônias especiais para o Cazaquistão e Ásia Central, por alegada colaboração com o regime alemão. Conforme diversas avaliações, nos primeiros anos de vida nas colônias morreram de 42,5 a 50% dos tártaros deportados.

Em junho de 1944 foram deportados da Criméia 20 mil gregos locais, 20 mil armênios e 117 mil búlgaros. A deportação era uma das formas de “destartarização” da Criméia (outras formas eram a destruição de monumentos culturais e históricos, mudança de nomes históricos de localidades para, por exemplo, “Soviético”, “Primeiro de Maio”, “Exército Vermelho” e povoamento dela com retirantes de outras regiões da União Soviética). No período após a guerra a população da Criméia aumentou em quase 10 vezes.

Em 30.06.1945 a República Socialista Soviética Autônoma da Criméia foi liquidada e em seu lugar criada uma simples província integrante da República Socialista Soviética Federativa Russa.

Em 19.02.1954 a Presidência do Parlamento da União Soviética aprovou a solicitação da Presidência do Parlamento da República Socialista Soviética Federativa Russa e da Presidência do Parlamento da República Socialista Soviética da Ucrânia quanto à entrega da província da Criméia para integrar a Ucrânia.

Diferentemente de outros povos deportados da União Soviética os tártaros da Criméia não foram totalmente reabilitados até o final da existência do poder soviético. Em 1956 eles foram liberados do controle administrativo, contudo sem direito de retorno à sua pátria.

Nos anos a partir de 1960 forma-se um movimento organizado de tártaros da Criméia. Ele toma formas legais (envio de petições aos órgãos soviéticos com a exigência de permissão para o retorno à Criméia), como formas ilegais (atividade de grupos nacionais jovens encabeçados por M. Dzemilhov).

Em setembro de 1967 retirou-se dos tártaros da Criméia a acusação de colaboração com a Alemanha nazista. Neste mesmo ano 100 mil desses tártaros tentaram retornar à Criméia, mas apenas 900 famílias conseguiram se estabelecer ali.

Conforme os dados do censo de 1989 na União Soviética havia 272 mil tártaros da Criméia. Deles somente 28 mil viviam na Criméia. Durante os anos 1987-1989 renovou-se o movimento dos tártaros para o retorno à Criméia. Em novembro de 1989 o Parlamento da União Soviética condenou a deportação dos tártaros da Criméia e permitiu seu retorno para a pátria histórica.

Em fins de junho de 1991 em Simferopol foi convocada a 2a (após 1917) ‘kurultai’ (assembléia), que elegeu o governo (‘medzilis’) encabeçado por M. Dzemilhov. ‘Kurultai’ proclamou a Declaração da soberania nacional, aprovou o bandeira nacional (nele estava representado o símbolo da dinastia do Hiréis em um fundo azul) e o hino nacional, renovou o uso do alfabeto latino.

Pelos dados oficiais, pela situação no primeiro semestre de 2003, retornaram à República Autônoma da Crimédia (sem considerar a cidade de Sebastopol) 265,5 mil repatriados, dos quais 262,3 mil tártaros da Criméia, 2,2 mil gregos, 0,6 mil alemães, 0,4 armênios, 0,3 mil búlgaros.

Os tártaros da Criméia repatriados retornaram dos países da Comunidade dos Estados Independentes: Uzbequistão (72% dos repatriados), Cazaquistão, Tadziquistão, Quirguísia, Rússia. Hoje já se formaram na Criméia aproximadamente 300 vilas e conjuntos de residências compactas de repatriados.

A adaptação, integração e instalação dos repatriados se realiza de acordo com programas de longo prazo, aprovados por resoluções do Gabinete de Ministros da Ucrânia.

Pelo programa em andamento de alojamento e instalação de tártaros da Criméia deportados e pessoas de outras nacionalidades, que retornaram para a República Autônoma da Criméia para residência permanente (o Programa foi calculado para o período até 2005 e aprovado pelo Gabinete de Ministros da Ucrânia no dia 16 de maio de 2002) está previsto que o volume de recursos médios anuais a serem liberados pelo Orçamento Público da Ucrânia para as necessidades dos deportados para o respectivo período são de aproximadamente 49,4 milhões de hryvnias, (especificamente, no ano 2002 foram liberados 50 milhões de hryvnias, em 2003 – 38,720 milhões de hryvnias, em 2004 planeja-se liberar 40 milhões de hryvnias).

Para a realização do mencionado Programa no primeiro semestre de 2003 foram construídos 8,4 mil metros quadrados de áreas residenciais, e em conseqüência disto 690 pessoas receberam suas moradias, o que significa 5,5 vezes mais que em período análogo do ano de 2002.

Para satisfazer as necessidades educacionais, culturais e de informação dos tártaros deportados funcionam na Criméia 16 escolas com ensino em língua tártara da Criméia, 62 escolas com ensino em duas línguas (russa e tártara), nas quais foram criadas 133 salas com aprofundamento do aprendizado da língua tártara.

São publicados dois jornais em língua tártara da Criméia (“Kyyrym” e “Ianhi diunha”).

Na televisão estatal “Krym” funciona uma redação tártara.

Recursos significativos são gastos para a proteção e preservação da herança histórico-cultural dos tártaros da Criméia. Especialmente, para os 150 anos da data de nascimento do notável educador tártaro da Criméia Ismail-bea Gasprynsky foi reformado o lugar da sua sepultura, está em andamento a reconstrução da “Zyndzyrla” em Bakhtzysarai e da mesquita “Kebir-Dzami” na cidade de Simferopol e de outros monumentos nacionais da história e cultura dos tártaros da Criméia.

Conforme Decreto do Presidente da Ucrânia “Sobre o 60° aniversário da deportação da Criméia de tártaros e pessoas de outras nacionalidades” (de 15.09.2003), foi prevista, especificamente, a restauração do palácio-museu de Bakhtzysarai, a realização de conferências científicas-práticas, publicação de literatura popular, etc.

Com o fim de resolver questões da área humanitária foram aprovados pelo Gabinete de Ministros da Ucrânia o Programa de adaptação e integração na sociedade ucraniana dos deportados tártaros da Criméia e pessoas de outras nacionalidades, renascimento e desenvolvimento de sua cultura e ensino (Resolução do Gabinete de Ministros da Ucrânia de 10 de janeiro de 2002) e Programa de estímulo para a inserção e adaptação social da juventude tártara da Criméia para os anos de 2002-2005 (Resolução do Gabinete de Ministros da Ucrânia de 25 de janeiro de 2002).

Com o fim de resolver harmoniosamente os problemas jurídicos e sociais ligados à integração dos tártaros da Criméia repatriados e a sociedade ucraniana atua um Conselho de representantes do povo tártaro da Criméia junto à Presidência da Ucrânia.

Fonte: www.ucrania.org.br

Guerra da Criméia

Guerra da Criméia (1853 - 1856)

HISTÓRIA

Nunca existe um motivo único para justificar uma guerra.

Desentendimentos, disputas, diferenças de opinião e de crenças vão se acumulando ao longo dos anos e acabam sendo as verdadeiras razões de conflitos.

O chamado "motivo" costuma ser apenas a "gota d'água".

O PANO DE FUNDO

A ironia da frustrada invasão russa por Napoleão em 1812 foi ter permitido e encorajado os Romanovs a adquirirem importância na cena internacional. A Rússia de Catarina, a Grande (1729-1796) havia sido significantemente pró-britânica. Seu sucessor, Paulo I (1796-1801) tendia para Bonaparte, mas não viveu muito. Seu filho, Alexandre I (1801-1825) rapidamente realinhou a Rússia com os britânicos até o fim das Guerras Nepoleônicas.

Após a morte de Alexandre I em 1825, tudo mudou. Foi sucedido por seu irmão, Nicolau I (1825-1855), um tirano obcecado com expansão territorial.

Isto levou a dois novos pontos de atrito na fronteira sul da Rússia: na tentativa de tomar a Criméia do Império Turco e na tentativa de desestabilizar os britânicos na Índia. Esta última ficou conhecida entre os britânicos como o "Grande Jogo" e, entre os russos, como "Torneio das Sombras". Seguiu-se um período de pequenos levantes e guerras locais, culminando com a Primeira Guerra do Afeganistão (1839-1842). A "Fronteira Noroeste" (as terras entre o Afeganistão e o Paquistão atual, onde se escondiam os Talibans e a Al Qaeda até 2001) do Império Britânico continuariam sendo um problema por mais um século de "Grande Jogo".

A GOTA D'ÁGUA

A Guerra da Criméia se estendeu de 1854 a 1856. Aparentemente começou com uma discussão entre monges ortodoxos russos e católicos franceses sobre quem teria precedência sobre os locais sagrados em Jerusalém e Nazaré. Em 1853 os ânimos se acirraram resultando em violência e casos de morte em Belém.

O Czar Nicolau I aproveita o incidente, provavelmente preparado: alega estar defendendo os cristãos que habitavam os domínios do sultão turco e seus templos na Terra Santa. Envia então tropas para ocupar a Moldávia e Valáquia (a atual Romênia - veja no mapa em 2). Em resposta, os turcos declaram guerra à Rússia.

Com a guerra declarada, a frota russa destruíu a flotilha turca em Sinope, no Mar Negro.

Era mais movimento de ataque no "Torneio das Sombras", calculado para aumentar a presença russa no Mar Negro e, desta forma, ampliar sua influência por todo o Mediterrâneo e no Oriente Médio. Para evitar a expansão russa, os britânicos e franceses abandonaram uma rivalidade secular e decidiram se declarar a favor dos turcos em 28 de Março de 1854.

A Rainha Victoria, fazendo o "Grande Jogo", e Louis Napoleão III, imperador da França e sobrinho de Napoleão I, ansioso por repetir o sucesso militar do tio, enviam forças expedicionárias para os bálcans: os britânicos comandados pelo General Lord Reglan, que havia participado da batalha de Waterloo; os franceses comandados pelo Marechal St. Arnaud e, depois da sua morte causada pela cólera, pelo General Canrobert, ambos veteranos das guerras francesas na Algéria; os turcos pelo General Omar Pasha.

Em Setembro de 1854 os russos já haviam sido expulsos da Moldávia e da Valáquia. A guerra deveria ter terminado neste ponto, mas Lord Palmerstone, primeiro ministro britânico, decidiu que a grande base naval russa em Sabastopol constituía uma ameaça direta à segurança da região no futuro. As forças expedicionárias, então, se dirigem para a península da Criméia.

O DESENROLAR DA GUERRA

Guerra da Criméia
A península da Criméia

Apesar da vitória, os britânicos e seus aliados foram pouco competentes. A Guerra da Criméia tornou-se sinônimo de comando pobre e de fiasco em logística.

Em 20 de Setembro de 1854 os aliados enfrentaram os russos em Alma.

Foi adotado um plano simples: os franceses contornariam o flanco esquerdo (do lado do mar) do inimigo e, logo após, os britânicos fariam um assalto frontal.

Devido à primeira de uma série de trapalhadas que caracterizaram esta guerra, os britânicos foram obrigados a atacar antes dos franceses terem alcançado seu objetivo. Lord Raglan avançou tanto que passou a dirigir a batalha atrás das linhas russas.

Após cerca de 3 horas, os russos estavam completamente batidos e fugiram em debandada. Lord Reglan quis perseguí-los, porém o Marechal St. Arnaud não concordou. O exército russo pode voltar para Sabastopol e o Tenente Coronel Todleben, um jovem gênio engenheiro militar, começou a preparar as defesas da cidade.

Guerra da Criméia
Balaclava (1854)

As forças aliadas decidiram cercar Sebastopol. Os britânicos tomaram Balaclava sem derramamento de sangue e aí estabeleceram sua base de suprimentos. Os franceses tomaram o porto de Kamiesch que estava sem defesa. Começaram a chegar armas e munição para o cerco. Em 17 de Outubro de 1854 os aliados começaram a bombardear Sebastopol e, depois de dois dias de intenso bombardeio, não havia sinais de sucesso. Ao invés de se intimidar, em 25 de Outubro de 1854 o General Menschikoff ataca a milícia turca, que não suporta o ataque e recua. Outra força russa ataca as forças britânicas que fica ocupada repelindo os cossacos. Enquanto isto, os russos estavam calmamente recolhendo as armas britânicas deixadas para trás pelos turcos.

Lord Raglan passou a enviar ordens desesperadamente para a Brigada de Cavalaria Ligeira e para a sua infantaria, na tentativa de evitar que os russos se apoderassem das armas. Finalmente uma das suas ordens foi obedecida e o ataque da Cavalaria Ligeira começou - na direção completamente errada!

Dez dias depois, os russos atacaram novamente.

A Batalha de Inkermann, como ficou conhecida, foi uma verdadeira carnificina: o número de russos mortos foi maior que o número de soldados aliados atacados. Após esta batalha as condições do tempo pioraram muito e as atividades dos aliados se restringiam em manter o cerco de Sebastopol. Durante o inverno de 1854/1855, a falta de suprimentos dos militares britânicos acabaram matando quatro vezes mais homens do que a ação do inimigo - milhares morreram de doenças, exposição ao frio e má nutrição. Um regimento de mais de mil integrantes, em Janeiro de 1855 estava reduzido a sete homens. Com a chegada da primavera começaram a vir agasalhos e roupas de inverno da Inglaterra. Era um pouco tarde!

Os ataques dos aliados falharam repetidamente da mesma forma que as tentativas dos russos em expulsá-los. Lord Raglan não resiste e morre em 28 de Junho de 1855. Finalmente, em 8 de Setembro de 1855, os aliados tentam novamente tomar Sebastopol. Os franceses tiveram sucesso, os britânicos falharam mais uma vez. Os russos são obrigados a recuar depois de uma defesa excepcional que manteve as melhores tropas do mundo paralisadas por mais de onze meses.

Após a queda de Sabastopol, a guerra da Criméia chegou ao fim. Apesar disso, as hostilidades ainda persistiram até Fevereiro de 1856 e a paz só foi declarada no final de Março do mesmo ano. Aos combatentes restou a medalha "Victoria Regina", das quais foram distribuídas 275.000.

O TELÉGRAFO ELÉTRICO

O desenvolvimento do telégrafo elétrico e o "Grande Jogo/Torneio das Sombras" são fatos aparentemente isolados que acabaram se encontrando na Guerra da Criméia. Foi a primeira guerra de porte que aconteceu na era do telégrafo elétrico e suas batalhas acabaram sendo o batismo de fogo desta nova tecnologia.

O telégrafo da Criméia possuía dois aspectos distintos, ou seja, um sistema telegráfico de oito estações ao redor de Balaclava e um cabo submarino. Os fios da rede de oito estações foram puxados pela equipe do coronel Stopford, do Royal Engineers, que terminou a operação em apenas algumas semanas. O cabo submarino, que atravessava 550 km do Mar Negro ao longo da costa da atual Bulgária, ligava as estações a Varna. Em Abril de 1855 o cabo submarino estava operando e, pela primeira vez na história das guerras, colocou comandantes da frente de batalha em contato direto e quase que imediato com seus respectivos departamentos de guerra.

Entretanto, as reações à nova tecnologia foram diversas: enquanto Napoleão III manteve contatos pessoais e diretos com o comando das forças francesas, os britânicos usavam o sistema como uma via para burocratas subalternos criarem problemas administrativos por causas fortuitas. O preço pago pelos britânicos foi muito alto, como já vimos nos relatos de guerra acima citados.

Os russos, por sua vez, ampliaram com urgência seu sistema telegráfico Siemens e Halske existente em Odessa. Se apressaram em puxar fios até Sebastopol mas, quando finalmente o sistema entrou em operação, foi para avisar Moscou que a cidade estava prestes a capitular. A cifra polialfabética de Vigenère foi um dos principais códigos utilizados pelos russos. Alega-se que este tenha sido o motivo do silêncio sepulcral que envolveu a quebra do sistema de Vigenère pelo cientista britânico Charles Babbage.

Referência

Military Operations of the Crimean War de Michael Hargreave Mawson
The Crimean War 1854-1856 na Alex Chirnside's Military History Homepage
Codes and Ciphers in History, Part 2 - 1853 to 1917 de Derek J. Smith

Fonte: www.numaboa.com.br

Guerra da Criméia

O QUE FOI?

A Guerra da Criméia foi um confronto fundamentalmente naval, travado no mar Negro e que teve como episódio mais sangrento e marcante o cerco à cidade portuária de Sebastopol.

Foi um conflito entre a Rússia e uma coalizão formada por Reino Unido, França, Piemonte-Sardenha (na atual Itália) e Império Turco-Otomano (atual Turquia).

A guerra se estendeu de 1853 a 1856, na península da Criméia (no sul da Ucrânia), no sul da Rússia e nos Bálcãs. A coalizão, com o apoio da Áustria, é formada como reação às pretensões expansionistas russas.

A Guerra

Desde o fim do século XVIII os Russos tentavam aumentar a influência dos Bálcãs na região entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo. Em 1853, o Czar Nicolau I invade principados otomanos do Danúbio (Moldávia e Valáquia, na atual Romênia). Em resposta, os turcos declaram guerra à Rússia. Com a guerra declarada, a frota russa destruiu a flotilha turca em Sinope. Interessados em impedir que a Rússia controle os estreitos de Bósforo e Dardanelos, a França de Napoleão III e o Reino Unido, sob a rainha Vitória, declaram guerra à Rússia no ano seguinte, seguidos pelo Piemonte-Sardenha (governado por Vítor Emanuel II e seu primeiro-ministro Cavour). Em troca, os turcos permitem a entrada de capitais ocidentais na Turquia.

A possibilidade de a Áustria entrar na guerra faz com que os russos deixem os principados. Enquanto as tropas austríacas ocupam a região, britânicos e franceses investem sobre Sebastopol, na Criméia, centro da frota russa no mar Negro. Incapaz de desalojar os inimigos, a Rússia aceita, em 1856, os termos da Paz de Paris.

Tratado de Paris

A guerra terminou com a derrota russa e o tratado de Paris de 1856. Por esse tratado, a Rússia devolve o sul da Bessarábia e a embocadura do rio Danúbio para a Turquia e é proibida de manter bases ou forças navais no mar Negro.

Novas Hostilidades

Na Conferência de Londres, em 1875, a Rússia obtém o direito de livre trânsito nos estreitos de Bósforo e Dardanelos; em 1877, inicia nova guerra contra a Turquia.

Em 1877, os russos invadem os Bálcãs em conseqüência da repressão turca a revoltas de eslavos balcânicos. Diante da oposição das grandes potências, os russos recuam outra vez. O Congresso de Berlim, em 1878, consagra a independência dos Estados balcânicos e as perdas turcas de Chipre, para o Reino Unido, da Armênia e parte do território asiático para a Rússia e da Bósnia-Herzegóvina para o Império Austro-Húngaro. Em 1895 o Reino Unido apresenta um plano de partilha da Turquia, rechaçado pela Alemanha, que prefere garantir para si concessões ferroviárias. Nos Bálcãs, no início do século XX, o crescente nacionalismo eslavo contra a presença turca leva a região à primeira das Guerras Balcânicas.

A Criméia

A Criméia (ou Crimeia) (oficialmente República Autônoma da Criméia, ucraniano (transliteração): Avtonomna Respublika Krym, é uma península e uma república autônoma da Ucrânia situada na costa setentrional do Mar Negro.

Era chamada Chersoneso Táurico ou Cítia (Chersonesus Taurica ou Scythica) pelos gregos antigos.

Seu nome atual deriva-se do seu nome tártaro Qirim, através do russo: Krym.

Geografia

A Criméia faz fronteira com a região do Kherson ao norte, com o Mar Negro ao sul e ao oeste e com o Mar de Azov ao leste. Tem uma área de 26000 km², com uma população de 2,1 milhões de habitantes (2000). Sua capital é Simferopol.

A Criméia conecta-se ao resto da Ucrânia pelo istmo de Perekop, largo de 5 a 7 km. No extremo oriental encontra-se a península de Kerch, que está diretamente em face da península de Taman, em terras russas. Entre as penínsulas de Kerch e Taman encontra-se o Estreito de Kerch, com 4,5 a 15 km de largura, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov.

A costa da Criméia é repleta de baías e portos. Esses portos encontram-se no lado ocidental do Istmo de Perekop, na Baía de Karkinit; no sudoeste, na baía aberta de Kalamita, com os portos de Eupatoria, Sebastopol e Balaklava; na Baía de Arabat, no lado norte do Istmo de Yenikale ou Kerch; e na Baía de Kaffa ou Feodosiya (Theodosia), com o porto homônimo no lado sul.

A costa sudeste é flanqueada a uma distância de 8 a 12 km do mar por uma cadeia de montanhas, a Yaila-Dagh, (montanhas também conhecidas como Cordilheira da Criméia). Essas montanhas são acompanhadas por uma segunda cadeia paralela. 75% do resto da superfície da Criméia consiste de pradarias semiáridas, uma continuação sul das estepes Pontic, que se inclinam levemente para o nordeste a partir dos pés do Yayla-Dagh. A cadeia principal dessas montanhas ergue-se abruptamente do fundo do Mar Negro, alcançando uma altitude de 600 a 750 metros, começando no sudoeste da península, chamado Cabo Fiolente (ant. Parthenium). Era esse cabo que, supõe-se, era coroado com o templo de Artêmis, onde Efigênia teria exercido como sacerdotisa.

Diversos kurgans, ou restos de sepulturas, dos antigos citas espalham-se através das estepes da Criméia.

Durante os anos de poder soviético, as vilas e as dachas da costa da Criméia eram privilégio dos politicamente fiéis ao regime. Também encontram-se vinhedos e pomares nessa região; a pesca, a mineração e a produção de diversos óleos também são importantes. Inúmeros edifícios da família imperial russa também embelezam a região, assim como pitorescos castelos gregos e medievais.

História

Primórdios

Os primeiros habitantes de quem se têm resquícios autênticos foram os Cimerianos, que foram expulsos pelo Citas durante o século VII a.C.. Uma pequena população que se refugiara nas montanhas ficou conhecida posteriormente como os Tauri. Neste mesmo século, os antigos colonos gregos começaram a ocupar a costa, isto é, Dórios de Heraclea em Chersonesus, e Jônios de Mileto em Theodosia e Panticapaeum (também chamado Bósforo).

Dois séculos mais tarde, (438 a.C.) o archon, ou líder, dos Jônios assumiu o título de Rei do Bósforo, um Estado que manteve relações importantes com Atenas, fornecendo àquela cidade trigo e outros produtos. O último destes reis, Paerisades V, sendo pressionado pelos Citas, pediu proteção a Mithradates VI, rei de Pontus, em 114 a.C.. Depois da morte de seu protetor, seu filho Pharnaces, como recompensa pelo auxílio dado aos romanos na guerra contra o próprio pai, recebeu em 63 a.C. de Pompeu o reino do Bósforo. Em 15 a.C. foi mais uma vez devolvido ao rei de Pontus, mas daí em diante acabou mantendo-se um território tributário de Roma.

Durante os séculos seguintes a Criméia foi invadida, atravessada ou ocupada sucessivamente pelos Godos (250 d.C., pelos Hunos (376), pelos Kazares (século VIII), pelos Bizantinos Gregos (1016), pelos Kipchaks (1050), e pelos Mongóis (1237).

No século XIII, os Genoveses destruíram ou tomaram as colônias que seus rivais Venezianos haviam fundado na costa da Criméia e se estabeleceram em Eupatoria, Cembalo (Balaklava), Soldaia (Sudak), e Kaffa (Theodosia). Essas prósperas cidades comerciais existiram até a conquista da península pelos Turcos Otomanos em 1475.

Enquanto isso, os Tártaros haviam fincado pé no norte e no centro da península desde o século XIII. O pequeno enclave de Karaites instalou-se entre os Tártaros da Criméia, principalmente em Cufut Kale. Depois da destruição da Horda Dourada por Timur, eles fundaram um Cã da Criméia em 1427 com Hadji Ghirai, um descendente de Gêngis Khan. Seus sucessores e ele próprio reinaram primeiramente em Solkhat (Eski-krym) e, a partir do início do século XV, em Bakhchisaray. Depois de 1478, reinaram como príncipes tributários do Império Otomano até 1777, quando, tendo sido derrotados pelo general russo (futuro generalíssimo) Suvorov, tornaram-se dependentes da Rússia; finalmente, em 1783, toda a Criméia foi anexada ao Império Russo.

A Guerra da Criméia

A Guerra da Criméia ocorreu entre 1854 - 1856

Segunda Guerra Mundial

A Criméia foi palco de uma das mais sangrentas batalhas da Grande Guerra Patriótica (Segunda Guerra Mundial). Os invasores alemães tiveram inúmeras perdas quando tentaram avançar através do istmo ligando a Criméia à Ucrânia, em Perekop, no verão de 1941. Quando finalmente conseguiram atravessar, os alemães ocuparam a maior parte da Criméia, com exceção da cidade de Sebastopol (Cidade Heróica). Sebastopol resistiu heroicamente de Outubro de 1941 até 4 de Julho de 1942, quando os alemães finalmente capturaram a cidade. As tropas soviéticas conseguiram liberar Sebastopol somente em 1944.

Deportações

Em 1944 a população de etnia Criméia-Tártara foi deportada a força pelo governo soviético. Estima-se que 46% desses deportados tenham morrido de fome e doenças.

Dominação Soviética

Durante a era soviética, a Criméia foi governada como parte da República Socialista Soviética (RSS) da Rússia até que, em 1954, fosse transferida por Khrushchev para a RSS Ucraniana como presente de comemoração do 300° aniversário da unificação da Rússia e da Ucrânia. Com o colapso da União Soviética, a Criméia tornou-se parte da recém independente Ucrânia, uma situação ressentida por parte da população majoritaramente russa e causadora de tensões entre a Rússia e a Ucrânia. Com a Frota do Mar Negro baseada na península, houve apreensões de conflito armado.

Com a derrota eleitoral das principais forças políticas radicais nacionalistas da Ucrânia a tensão diminuiu progressivamente.

Autonomia

Bandeira separatista da CriméiaA Criméia proclamou sua autonomia em 5 de Maio de 1992, mas concordou mais tarde permanecer parte integrante da Ucrânia como uma República autônoma.

A cidade de Sebastopol está situada dentro da República, mas tem um status municipal especial na Ucrânia. O Presidente da República é Boris Davydovych Deich, desde 2002, e o primeiro-ministro é Anatolii Serhiiovych Matvienko, desde 20 de Abril de 2005.

Línguas

As línguas oficiais da Criméia são o Ucraniano, o Russo e o Tártaro da Criméia. Outras línguas faladas são o Húngaro, o Polonês e o Romeno.

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br

Guerra da Criméia

Torre Malakoff

Guerra da Criméia
Torre Malakoff

A Torre Malakoff foi construída na época da heróica defesa de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853-1855).

De um lado da trincheira, os russos, e do outro, o exército aliado, formado por ingleses, franceses, turcos e italianos da região de Piemonte. A guerra da Criméia, penísula ao sul da Ucrânia, foi um confronto fundamentalmente naval, travado no mar Negro e que teve como episódio mais sangrento e marcante o cerco à cidade portuária de Sebastopol. O destaque que ganhou os jornais de toda a Europa foi o foco de resistência em defesa da colina e da torre fortificada de Malakoff. A despeito da derrota russa a resistência em Malakoff é lembrada como um dos mais importantes momentos da História Militar.

A partir de informações de jornais europeus, o Diário de Pernambuco passou a noticiar o desenrolar da guerra da Criméia . E as imagens das batalhas no interior das trincheiras de Malakoff, que despertou grande interesse no Recife, chegavam através dos cosmoramas do Diário e das exposições do fotógrafo Fredk Lembeke. A popularização de nomes relacionados à guerra, tornou-se comum em Pernambuco. Engenhos de açúcar foram batizados com denominações como Malakoff, Sebastopol (Cabo) e Criméia ( Escada e Nazaré). Produtos de consumo como seda, bolacha e até marchinha de carnaval também ganharam popularidade e glamour com os nomes da guerra.

Na origem da Torre Malakoff está o Decreto Providencial de 01 de janeiro de 1834, que criou o Arsenal da Marinha, cujo Projeto Arquitetônico foi elaborado em 1837. Embora não tivesse ainda sede própria, o Arsenal já possuía, em 1846, oficinas de carpintaria, calafates, ferreiros, tanoeiros, pedreiros e muitas outras necessárias ao reparo das embarcações de guerra e paquetes nacionais. Em 1850, os planos de implantação dos Arsenais da Marinha, Brasil afora, são objeto de um Plano Geral para uniformização das construções desses edifícios. Mas é só em 1853, que as obras de construção do chamado Portão Monumental do arsenal de Marinha, na zona do Porto do Recife e, portanto, no bojo desse plano de melhoramentos, ganham mais regularidade. O andamento das obras acompanha o ritmo das demolições de importantes edificações existentes nas proximidades, como é o caso do Forte do Bom Jesus, cujo material construtivo foi aproveitado no edifício da Torre.

A referência mais antiga , em letra de forma, ao edifício do Arsenal da Marinha(concluído em 1855), foi encontrada pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, no Diário de Pernambuco de 04/12/1857 que descreve: "Por diversas vezes temos falado nesse edifício, o mais importante da Província, quanto ao seu material e ao estado de melhora progressiva que se lhe nota,(...) No pavimento abaixo da cúpula vê-se colocado um grande relógio de mostrador transparente, para serem as horas visíveis à noite, pondo-se-lhe luz por detrás, fabricado em Inglaterra por um dos melhores autores. Na cúpula se porá um observatório, podendo-se aí estabelecer também um telégrafo, para indicar aos navios o meio-dia pela pêndula horária". Colaborador do Diário nesse tempo, Antônio Pedro de Figueiredo fez minuciosa descrição do Arsenal e do Torreão, do qual se salienta o "colossal portão de ferro" e a cúpula de metal que cobria o edifício, provida de um maquinismo que a movia, tendo ainda uma luneta para proporcionar a observação dos astros.

Apesar da beleza e imponência da Torre , esta era, tão somente o acesso ou portão de entrada para o Arsenal de Marinha , construída num amplo terreno a beira mar, com quase 800 metros de cais, onde funcionavam a administração , depósitos e galpões para recolher, consertar e construir embarcações. A origem do nome Malakoff, por algum tempo foi atribuída ao nome do relojoeiro ou a marca do relógio existente na Torre, hipótese não comprovada pelos pesquisadores. Segundo Veloso Costa, o batismo do Torreão do Arsenal, no Recife, foi dado pela população, identificada com a resistência da Malakoff de além mar.

Na década de 20 a Torre do Arsenal foi condenada a demolição para ampliação do Porto do Recife, o que motivou um vitorioso movimento em sua defesa.

Formado por importantes setores da intelectualidade e instituições culturais pernambucanas , o movimento contou com amplo engajamento da sociedade e utilizou-se do nome Malakoff- símbolo de resistência e capacidade de luta - para sensibilizar as autoridades durante o processo de defesa do edifício. Com o advento da República são extintos os Arsenais de Marinha do Pará, da Bahia e de Pernambuco. Com a extinção dessas unidades e a centralização das atribuições no Rio de Janeiro, o imóvel passa a servir à Capitania dos Portos de Pernambuco. Anos mais tarde, com a transferência da Capitania para outro local, a Torre Malakoff cai no abandono , até ser resgatada para funcionar como um centro de referência da cultura em Pernambuco.

Fonte: www.cultura.pe.gov.br

Guerra da Criméia

Torre Malakoff

História mundial e nacional num só lugar

Guerra da Criméia
Torre Malakoff

A Torre Malakoff foi construída na época da heróica defesa de Sebastopol, durante a guerra da Criméia (1853- 1855). De um lado da trincheira, os russos, e do outro, o exército aliado, formado por ingleses, franceses, turcos e italianos da região de Piemonte.

A guerra da Criméia, penísula ao sul da Ucrânia, foi um confronto fundamentalmente naval, travado no mar Negro e que teve como episódio mais sangrento e marcante o cerco à cidade portuária de Sebastopol.

O destaque que ganhou os jornais de toda a Europa foi o foco de resistência em defesa da colina e da torre fortificada de Malakoff. A despeito da derrota russa, a resistência em Malakoff é lembrada como uma das mais importantes circunstâncias da História Militar.

A partir de informações de jornais europeus, o Diario de Pernambuco passou a noticiar o desenrolar da guerra da Criméia. E as imagens das batalhas no interior das trincheiras de Malakoff, que despertou grande interesse no Recife, chegavam através dos cosmoramas do Diario e das exposições do fotógrafo Fredk Lembeke.

A popularização de nomes relacionados à guerra tornou-se comum em Pernambuco. Engenhos de açúcar foram batizados com denominações como Malakoff, Sebastopol (Cabo) e Criméia (Escada e Nazaré).

Produtos de consumo - como seda, bolacha e até marchinha de carnaval - também ganharam popularidade e glamour com os nomes da guerra.

Na origem da Torre Malakoff está o Decreto Providencial de 01 de janeiro de 1834, que criou o Arsenal da Marinha, cujo projeto arquitetônico foi elaborado em 1837. Embora não tivesse ainda sede própria, o Arsenal já possuía, em 1846, oficinas de carpintaria, calafates, ferreiros, tanoeiros, pedreiros e muitos outros estabelecimentos necessários ao reparo das embarcações de guerra e paquetes nacionais.

Em 1850, os planos de implantação dos arsenais da Marinha Brasil afora são objeto de um Plano Geral para uniformização das construções desses edifícios. Mas é só em 1853, que as obras de construção do chamado Portão Monumental do Arsenal de Marinha, na Zona do Porto do Recife e, portanto, no bojo desse plano de melhoramentos, ganham mais regularidade. O andamento das obras acompanha o ritmo das demolições de importantes edificações existentes nas proximidades, como é o casa do forte do Bom Jesus, cujo material construtivo foi aproveitado no edifício da Torre.

A referência mais antiga, em letras de forma, ao edifício do Arsenal da Marinha, foi encontrada pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, no Diario de Pernambuco de 04/12/1857 que descreve: "Por diversas vezes temos falado nesse edifício, o mais importante da Província, quanto ao seu material e ao estado de melhora progressiva que se lhe nota (...) No pavimento abaixo da cúpula vê - se colocado um grande relógio de mostrador transparente, para serem as horas visíveis à noite, pondo - se - lhe luz por detrás, fabricado em Inglaterra por um dos melhores autores. Na cúpula se porá um observatório, podendo - se aí estabelecer também um telégrafo, para indicar aos navios o meio - dia pela pêndula horária".

Colaborador do Diário nesse tempo, Antônio Pedro de Figueiredo fez minuciosa descrição do Arsenal e do Torreão, do qual se salienta o "colossal portão de ferro" e a cúpula de metal que cobria o edifício, provida de um maquinismo que a movia, tendo ainda um luneta para proporcionar a observação dos astros.

Apesar da beleze e imponência da Torre, esta era, tão somente o acesso ou portão de entrada para o Arsenal de Marinha, construída num amplo terreno a beira-mar, com quase 800 metros de cais, onde funcionavam a administração, depósitos e galpões para recolher, consertar e construir embarcações. A origem do nome Malakoff, por algum tempo, foi atribuída ao nome do relojoeiro ou a marca do relógio existente na Torre, hipótese não comprovada pelos pesquisadores. Segundo Veloso Costa, o batismo do Torreão do Arsenal, no Recife, foi dado pela população, identificado com a resistência da Malakoff de além-mar.

Com o advento da República, são extintos os Arsenais de Marinha do Pará, da Bahia e de Pernambuco. Com a extinção dessas unidades e a centralização das atribuições no Rio de Janeiro, o imóvel passa a servir à Capitania dos Portos de Pernambuco. Anos mais tarde, com a transferência da Capitania para outro local, a Torre Malakoff cai no abandono até ser resgatada para funcionar como um centro de referência da cultura em Pernambuco.

Na década de 20, a Torre do Arsenal foi condenada à demolição para ampliação do Porto do Recife, o que motivou um vitorioso movimento em sua defesa. Formado por importantes setores da intelectualidade e instituições culturais pernambucanas, o movimento contou com amplo engajamento da sociedade e utilizou-se do nome Malakoff - Símbolo de Resistência e Capacidade de Luta para sensibilizar as autoridades durante o processo de defesa do edifício.

FUNCIONAMENTO

A Torre Malakoff, localizada no bairro do Recife Antigo, está funcionando completamente revitalizada desde fevereiro de 2000, graças à parceria realizada entre a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Tintas Suvinil, Banco do Nordeste e Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Um dos mais importantes marcos da história da astronomia em Pernambuco, o monumento passou a se chamar Observatório Cultural. Construído no século XIX, o lugar foi utilizado por um longo período como observatório astronômico e meteorológico, colecionando o registro da observação de um cometa no ano de 1858.

O novo Observatório Cultural, além de envolver atividades artísticas e culturais, também dá destaque para a ciência. Os dois últimos pavimentos da Torre (onde estão localizados o relógio e a cúpula, respectivamente) estão sendo palco de atividades de astronomia desenvolvidas pelo Espaço Ciência, com uma intensa programação de cursos, exposições, Noites de Astronomia, sessões de planetário, palestras e outras atividades.

Fonte: www.mouradubeux.com.br

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