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Guerra da Secessão

 

FORMAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

Em 1777, um ano depois da independência, cada um dos 13 Estados norte-americanos substitui seus estatutos coloniais por constituições próprias que garantem a soberania do povo, a divisão de poderes, a elegibilidade dos cargos públicos e a separação da igreja do Estado.

República norte-americana

Em 1787 os Estados concordam, na Convenção de Filadélfia, em estabelecer uma República federativa presidencialista, cujo texto constitucional só entra em vigor em 1789. A Constituição garante a divisão de poderes e um sistema de controle mútuo. Os assuntos relacionados à defesa, moeda e assuntos externos são de competência do governo federal, enquanto os demais são incumbência dos Estados.

Conquista do Oeste

É estimulada desde o governo de George Washington (1789-1796), que oferece facilidades, como preços baixos para as terras conquistadas e prêmios aos pioneiros. Milhares de colonos organizam caravanas e passam a enfrentar os índios da região tomando suas terras. Antes da expansão existem cerca de 1 milhão de índios no Oeste norte-americano. Em 1860 a população indígena está reduzida a cerca de 300 mil, que passam a viver em reservas oficiais.

Guerra de Secessão

Acontece entre 1861 e 1865, resultado dos atritos entre as regiões norte e sul dos Estados Unidos, devido à divergência dos sistemas econômico, social e político.

A guerra civil americana ou Guerra de Secessão (separação), ocorreu de 1861 a 1865.

As razões para tal conflito estão na discórdia entre a burguesia industrial nortista, que não aceitava a extensão da escravidão para as novas terras do Oeste americano, e a aristocracia sulina que desejava essa extensão e nas tarifas alfandegárias.

A economia nortista tinha uma forte base industrial. Dessa forma, defendia a existência de uma política protecionista para dificultar as importações dos produtos industriais de outros países. A conseqüência dessa política foi a transformação da economia sulina numa compradora dos produtos industriais produzidos pelos nortistas.

Em contrapartida, a economia sulina era tipicamente agrária - exportadora (sistema de plantation), portanto, os latifundiários exportadores queriam comprar os produtos industrializados de quem pudesse vendê-los mais baratos, para isso era necessário uma política livre - cambista.

A conseqüência dessa atitude da elite sulina é que ela não aceitava a situação de ser um mercado consumidor dos artigos produzidos pela indústria nortista.

A causa imediata da guerra foi a vitória do candidato do Partido Republicano e representante dos interesses nortistas, Abraham Lincoln, em 1860. A vitória nortista ocorreu em 1865, deixando um saldo de aproximadamente 600 mil mortos, o Sul devastado e a consolidação dos interesses políticos e econômicos da região Norte.

Guerra da Secessão
Guerra da Secessão

Diferenças entre norte e sul

Em 1860 predomina na região norte dos Estados Unidos a economia agrícola dos farmers (pequenos produtores), e a indústria com trabalho assalariado. O sul está organizado em grandes plantações algodoeiras cultivadas por escravos negros. A eleição de Abraham Lincoln como presidente, em 1861, com uma plataforma política nortista, coloca a União em confronto com os sulistas.

Guerra civil - As tensões entre norte e sul crescem devido às divergências sobre a introdução de uma política protecionista, defendida pelo norte, e à campanha abolicionista. São criadas sociedades nortistas que ajudam a fuga de escravos para o norte, onde ganham a liberdade. Alguns Estados do sul decidem então se separar e criam a Confederação dos Estados da América (por isso passam a ser chamados de confederados), com capital em Richmond, Virgínia. Apesar de não ser um abolicionista radical, Lincoln não aceita o desmembramento da União e declara guerra ao sul. A resistência sulista é muito violenta, apesar da inferioridade de forças e do bloqueio naval estabelecido pelo norte. Para conseguir o apoio dos negros, Lincoln emancipa os escravos em 1863. Em abril de 1865 os confederados se rendem. Dias depois Lincoln é assassinado por um escravista fanático durante uma apresentação de teatro.

Conseqüências da Secessão

A guerra faz 600 mil mortos, causa prejuízos de US$ 8 bilhões e deixa o sul destruído. Mesmo com o fim da escravidão os negros continuam sem direito à propriedade agrícola e sofrem discriminação econômica, social e política.

Abraham Lincoln (1809-1865) nasce no Estado de Indiana, filho de imigrantes ingleses. Começa a trabalhar muito jovem e, sem poder freqüentar uma escola, torna-se autodidata. Forma-se em direito e entra para a carreira política elegendo-se várias vezes como deputado e senador. Em 1861 é eleito décimo sexto presidente norte-americano, defendendo entre outras coisas, a emancipação gradativa dos escravos dos EUA. Para conter a iniciativa separatista dos Estados do sul - escravocratas -, dá início à Guerra da Secessão (1861-1865). É assassinado por um ator escravista fanático numa apresentação de teatro em Washington dias depois da rendição dos sulistas.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Guerra da Secessão

Na Revolução Americana, as colônias inglesas estavam divididas entre o Norte e o Sul. Mesmo com a independência dos Estados Unidos, as diferenças políticas e econômicas entre os estados do norte e do sul permaneceram, o que acabaram por gerar a Guerra de Secessão.

No norte predominava a atividade comercial e o trabalho era realizado pelos brancos. No sul predominava a plantação de algodão e o trabalho era escravo.

Os sulistas tinham nas exportações de algodão para a Europa seu progresso econômico. A aristocracia do sul queria baixar tarifas de importação e exportação. Já a burguesia do norte, que pretendia formar um mercado interno forte, defendia uma política tarifária protecionista.

Nesse período, disputavam o poder duas tendências. Uma relacionada com os interesses do sul, defendendo a escravidão e medidas para facilitar a exportação de matéria-prima (principalmente algodão). A outra tendência era relacionada com os interesses do norte, querendo incentivo a produção industrial e que se formasse um mercado interno.

O país se chamava Estados Unidos, mas só no nome, não na realidade. Os estados do sul e os do norte trabalhavam de maneira diferente, pensavam diferente, viviam diferente. No norte havia a lavoura em pequena escala, o transporte por navios, as manufaturas que cresciam - tudo produzido pelo trabalho do branco; no sul havia a monocultura, com o trabalho do negro. As duas divisões, tão diversas em sua maneira de viver, tinham que se separar. O comerciante, o industrial ou banqueiro do norte, ganhando força nova com a Revolução Industrial, tinha que se haver com as classes proprietárias de terras do sul. Essa luta se arrastou durante 60 anos, e finalmente eclodiu com a guerra civil. (...)

Todo estrangeiro que visitasse os Estados Unidos era alertado pela grande diferença que existia entre as duas regiões - sempre a favor do norte. Quando alguém saía do sul e entrava no norte, via uma grande alteração. Passava de uma atmosfera preguiçosa, sonolenta, para outra ativa, mais rápida; deixava para trás os campos abandonados e exaustos, com suas mansões caindo aos pedaços e entrava numa região de fazendas bem cuidadas, dirigidas com eficiência, além de cidades progressistas; esquecia-se da impressão causada pelos algodoais sem fim ao ver inúmeras fábricas, minas, canais, estradas de ferro, lojas, colégios e bancos. Enquanto os sulistas ricos tinham empregado todo o seu dinheiro em uma coisa só - o algodão, os nortistas de posses tinham empregado o capital em várias coisas diferentes - fábricas, minas, bancos, ferrovias. Enquanto que o capital sulino convertia-se em mais negros, ou numa vida de luxo, para um pequeno grupo de plantadores, o capital nortista era encaminhado para numerosos planos de negócios, que edificavam o norte e proporcionavam enormes lucros aos capitalistas.

A expansão territorial

Após a independência, os Estados Unidos cresceram com as imigrações dos europeus, que buscavam novas oportunidades. Houve um crescimento populacional significativo e conseqüentemente uma expansão territorial (de 1820 a 1860) com a incorporação dos estados da Flórida, Califórnia, Louisiana, Nevada, Utah, Arizona, Novo México e Oregon.

Em 1862 o Homestead Act permitiu a distribuição gratuita de terras aos estrangeiros, para estimular a ocupação dos territórios.

A interiorização da ocupação ocorreu com a marcha para o Oeste. A conquista para o oeste foi muito importante para a ampliação do mercado interno. Houve a ocupação de territórios indígenas (ocasionando a morte de muitos índios) e de países vizinhos. Esses novos conquistadores iam em busca de riquezas.

Guerra da Secessão

Guerra da Secessão

Quando houve a descoberta de ouro na Califórnia muitos deixaram seus empregos e com toda a família se aventuraram na travessia do oeste em busca de riqueza para melhorarem de vida.

Com toda essa expansão, a fronteira dos Estados Unidos estendeu-se até o oceano Pacífico, o que permitiu, através dele, estabelecer relações econômicas com os mercados orientais.

A escravidão

Para os abolicionistas do norte, a escravidão era um obstáculo à política capitalista industrial do estado do norte. Com isso eles pretendiam limitar a escravidão apenas aos estados do sul. Eles defendiam o trabalho assalariado, com mão-de-obra dos imigrantes europeus.

Para a aristocracia do sul o trabalho escravo era a base de sua agricultura. Os fazendeiros achavam que era impossível produzir riquezas sem o trabalho escravo.

Em 1815 houve a extinção do tráfico de escravos, que passaram a ser vendidos no contrabando.

Havia muitas divergências em relação a esse assunto. Uns achavam que deveria haver a abolição total da escravidão, já outros defendiam que cada estado deveria tomar sua própria decisão em relação a escravidão.

A questão política

Em 1860 ocorreu eleições para presidente da República. Até então, o comando político estava nas mãos dos sulistas, representado pelo Partido Democrata.

Quem venceu as eleições foi o candidato do Partido Republicano, o abolicionista Abraham Lincoln.

Com uma eloqüência que nenhum presidente desde Jefferson jamais atingira, defendeu a preservação da União. "Os acordes místicos da merória", disse ele, "estendendo-se de cada campo de batalha e de cada sepultura de patriota até cada coração vivo e sadio em toda esta vasta terra, engrossarão o coro da União quando novamente tocados, como certamente o serão, pelos melhores anjos da natureza." Ao tentar tocar esses acordes, tranqüilizou o Sul, nos termos os mais claros, dizendo que não toleraria ato algum contra a escravidão nos estados onde ela já existia.

Sellers et alii.Uma reavaliação da história dos Estados Unidos.

Rio de Janeiro: Zahar, 1990.p.191

Apesar das promessas de Lincoln, os estados do sul se revoltaram e resolveram se separar da União. Inicialmente a Carolina do Sul e depois mais dez estados fizeram a separação da União e formaram os Estados Confederados da América, tendo Jefferson Davis como presidente da Confederação.

Apesar da desvantagem dos sulistas, pois o norte era muito mais forte militarmente e possuía uma população muito maior, no dia 12 de abril de 1861 a guerra começou. As tropas sulistas atacaram o forte Summer da União que ficava localizado na Carolina do Sul.

Durante a guerra

As tropas sulistas eram comandadas por Albert Sidney, Thomas Jackson e Robert Lee. Os sulistas conseguiram vencer algumas batalhas no início da guerra; faltavam bons estrategistas do lado do norte.

Durante o conflito o sul passou por dificuldades pois não conseguiam material necessário e dependiam financeiramente do norte. Houve um bloqueio no mar por parte do norte impedindo navios ingleses e franceses de trazerem material militar para as tropas sulistas.

No auge do conflito, Robert Lee com seus soldados sulistas tentaram atacar a Pensilvânia, centro industrial do norte, mas foram derrotados na Batalha de Gettysburg.

Em 1863, Lincoln decretou a abolição da escravidão

Finalmente, a 1º de janeiro de 1863, baixou a Proclamação da Emancipação. Esse famoso documento, porém, não foi a medida de aplicação universal que freqüentemente se alega. Libertava apenas os escravos que viviam em áreas rebeldes - aqueles que, no momento, estavam fora do alcance da lei da União - e justificava o gesto, que era principalmente retórico, sob fundamentos de "necessidade militar". Só com o avanço dos exércitos da União é que a liberdade proclamada pelo documento tornou-se realidade para os escravos. E apenas em 1865, quando a Décima Terceira Emenda proibiu a escravidão em todo o país, é que a medida tornou-se parte da Constituição.

Sellers et alii, op. cit., p.197

Em 1864 as tropas sulistas comandadas por Grand e Sherman conseguiram algumas vitórias.

Em 6 de abril de 1865, sem alimentos, armas e financeiramente arrasado, o sul rendeu-se. Era o fim da guerra, que deixou cerca de 600 mil mortos.

Fonte: br.geocities.com

Guerra da Secessão

Após conquistar sua independência, que serviu de modelo e inspiração para as outras colônias Americanas, os Estados Unidos viram-se diante de uma árdua tarefa: organizam sua política interna de maneira a conciliar os interesses das antigas treze colônias. Como já vimos, a forma de colonização implantada na América do Norte favoreceu a formação de diferentes regiões. Em cada uma delas, as idéias a respeito do novo governo eram tão diferentes quanto às atividades econômicas que desenvolviam.

Assim, uma corrente defendia a organização de um forte governo central e a adoção de tarifas protecionistas que incentivassem o desenvolvimento industrial. A outra corrente, vinculada aos produtores escravistas do sul, defendia uma política livre-cambista, que garantia o escoamento de suas matérias-primas, principalmente o algodão, em troca de produtos industrializados europeus.

Diante dessas duas forças, ficou difícil ao governo definir um único rumo para o pais, pois a Constituição americana assumiu um caráter bastante genérico, facultando a cada estado a definição de suas próprias leis, desde que estas não entrassem em conflito com a orientação da União.

Somente com a eleição de Andrew Jackson em 1829 delinearam-se mais claramente as tendências democráticas na sociedade norte-americana. Para isso contribuiu principalmente a adoção do sufrágio universal.

A Marcha para o Oeste

A Marcha para o Oeste foi à incorporação de territórios interioranos pelos colonos pioneiros e desbravadores, que faziam a fronteira mover-se sempre um passo além.

Uma série de fatores motivaram e favoreceram esta expansão:

A escassez de terras na faixa atlântica;
A possibilidade de as famílias de colonos tornarem-se proprietárias, o que também atraiu imigrantes europeus;
A necessidade do Norte, em faze de industrialização, de conseguir matérias-primas e alimentos;
A corrida do ouro;
A conquista de áreas de pastagens para os rebanhos;
A construção de ferrovias, que permitia a aplicação lucrativa de capitais e integrava os mercados, assegurando o comércio para a produção agrícola.

Na primeira metade do século XIX, os Estados Unidos adquiriram uma série de regiões importantes, através de compras e atacados. Com essas aquisições, o território norte-americano passou a ter 7 700 000 quilômetros quadrados.

A ocupação das novas áreas foi disciplinada pelo governo americano através do Edito do Noroeste(1787), que definia a formação de novos Estados em três etapas:

Primeira etapa - a área ficaria sob controle do governo federal, ate que sua população atingisse 5 000 eleitores;
Segunda etapa -
ao atingir 5 000 eleitores, o território adquiria auto-governo;
Terceira etapa -
ao atingir 60 000 habitantes, o território era adquirido como Estado da União, com os mesmos direitos dos Estados mais antigos.

Dessa forma o g+overno visava impedir que as novas áreas fossem dominadas pelos Estados já existentes.

Com a Marcha para o Oeste continuaram as divergências entre o norte e o Sul. O problema maior surgiu com relação ao regime de propriedade e o tipo de mão-de-obra a ser empregado nos novos territórios. O Norte pretendia que se instalassem pequenas propriedades com mão-de-obra livre e assalariada, enquanto o Sul defendia a ampliação dos latifúndios escravistas.Esse antagonismo era determinado não somente por interesse econômico, mas também por interesse político.Temia-se que a inclusão de novos representes no legislativo viesse a romper o equilíbrio, até então existente, entre os Estados abolicionistas e os Estados escravistas.

Para manter a estabilidade, firmou-se em 1820 o Compromisso do Missouri.Esse acordo delimitava, pelo paralelo 36°30’, os territórios escravistas e os territórios livres, regulamentado a criação dos novos membros da União.Porém a solicitação da Califórnia, em 1850, para fazer parte da União como Estados não-escravocrata desencadeou uma grave crise, pois desobedecia ao Compromisso do Missouri.Utah e Novo México também pediam sua anexação à União como Estados neutros, ao mesmo tempo que crescia a campanha abolicionista nos Estados Unidos.

Com essas questões o Compromisso perdeu o sentido e em 1854 o Congresso aprovou a entrada de novos Estados, com o direito de decidirem sobre a escravidão em seus territórios. A tensão entre escravocratas e abolicionistas aumentou, culminando no confronto armado entre Norte e Sul conhecido com Guerra de Secessão.

A Guerra de Secessão(1861-1865)

Após as eleições presidenciais de 1860, que escolheram o candidato apoiado pelo Norte, Abraham Lincoln, os Estados escravistas do Sul resolveram se separar de União;formando uma confederação. Apesar da flagrante interioridade em número de homens em recursos e armas, os Estados Confederados atacaram o Norte, em 1861, dando início a guerra civil.

Alem de contar com a ajuda do Oeste o Norte utilizou a Marinha para bloquear o apoio da Europa, principalmente da Inglaterra, aos Estados sulistas, dos quais esse país importa o algodão para alimentar suas industrias.

O Sul conseguiu algumas vitórias.No entanto, após a Batalha de Gettysburg em 1863, o Norte tomou a ofensiva, derrotando as tropas sulistas e arrasando completamente os Estados Confederados.A tomada da capital da Confederação, Richmond, na Virginia, em 1865 selou o fim da guerra, com a rendição completa do Sul.Nesse mesmo ano o presidente Abraham Lincoln foi assassinado por um fanático sulista.

A abolição da escravatura foi decretada por Lincoln em janeiro de 1865.Porém, não foi acompanhada de nenhum programa que possibilitasse a integração de negro liberto na sociedade americana.Essa situação de desvantagem social tendeu a se perpetuar, principalmente devido ao aparecimento de sociedades secretas racistas no Sul, como o ku Klux Klan, que através de segregacionismo e intimidações freqüentemente violentadas impediam os ex-escravos a assumirem plenamente sua cidadania.

O desenvolvimento capitalistas nos Estados Unidos

Com o fim da guerra da secessão e com a abolição da escravatura, o governo pôde se dedicar à organização e a exploração econômica das terras conquistadas no Oeste.Isso principalmente porque grandes áreas na costa do Pacífico haviam sido rapidamente povoadas, com a descoberta de ouro na Califórnia, por volta de 1848

A mineração atraíra milhares de pessoas para o Oeste, incentivadas pela possibilidade de fácil enriquecimento.Mesmo com o esgotamento dos filões, áreas desconhecidas foram desbravadas, abrindo caminho para a posterior ocupação através da agropecuária.

Durante a guerra, para que a zona industrializada se empenhasse mais na produção bélica - industriais metalúrgica e siderúrgica -, o Congresso promulgou uma lei (Lei Homestead,1868) oferecendo no Oeste terras gratuitas aos colonos imigrantes.O objetivo dessa lei era aumentar os suprimentos agrícolas.

A integração entre as duas áreas - Leste e Oeste - deu-se com o desenvolvimento das ferrovias, que, á medida que foram sendo construídas, possibilitaram a ocupação do território.Isto se deu com grande rapidez.

A construção de ferrovias precedeu o povoamento e forçou a tomada de terras indígenas, principalmente pelo extermínio de inúmeras tribos.As estradas de ferro uniram o Leste com o Pacifico e asseguraram o escoamento dos produtos no mercado interno,que agora assumia dimensões continentais.

Ao contrario da época de ocupação colonial, quando os colonos produziam para sua subsistência, nesta fase os pioneiros foram obrigados a se especializarem para atender á demanda crescente das áreas mais desenvolvidas.Muito embora a mão-de-obra fosse escassa, a produtividade aumentou graças à mecanização da produção agrícola e aos progressos técnicos alcançados nesse período.Alguns colonos,entretanto,ao hipotecarem suas terras para a compra de maquinas e insumos (matéria-prima,adubo,energia etc), acabaram arruinados, perdendo suas propriedades para grandes grupos financeiros.

Foi justamente no período do pós-guerra que se deu á consolidação dos grandes grupos financeiros. Estes aumentaram seu patrimônio explorando a agricultura com a cobrança de juros exorbitantes e canalizando esses ganhos para investimentos nas industrias concentradas no nordeste dos Estados Unidos.

Além de submetida aos banqueiros,a agricultura também estava sujeita a outros tipos de exploração:

As industrias cobravam altos preços pelas maquinas agrícolas;
Os comerciantes,por possuírem armazéns, compravam a produção a baixos preços ou cobravam pela estocagem dos produtos;
As companhias ferroviárias cobravam elevados preços pelos fretes,diminuindo o lucro dos fazendeiros.

A inauguração de um novo processo de fabricação industrial(linha de montagem e produção em massa) implicou num amplo desenvolvimento técnico e no avanço da organização empresarial.Altas tarifas protecionistas contra a concorrência estrangeira beneficiaram esse processo.A industrialização foi, portanto, a conseqüência mais importante da Guerra da secessão, colocando a nação americana na liderança do avanço capitalista.

Para tanto muito contribuíram:

A criação de um novo tipo de companhia - o truste monopolista;
Novos inventos, como o processo Bessemer do aço;
Novas fontes de energia(o vapor e a eletricidade),que, aplicadas à produção reduziam os custos.

Assim, desenvolvendo de maneira integrada todos os setores de produção, os Estados Unidos puderam, em fins do século XIX, concorrer em pé de igualdade com as grandes potências européias na etapa avançada do desenvolvimento capitalista: o imperialismo.

Fonte: www.coladaweb.com

Guerra da Secessão

LINCOLN E GARIBALDI

Guerra da Secessão
O presidente americano Abraão Lincoln

Origens da Guerra

Um pesquisador italiano que foi autorizado pela Casa Savoia, a família real italiana destronada em 1946, a organizar seus arquivos, encontrou um importante documento. Apesar de ter apenas o tamanho de um cartão postal, ele revelou que Giuseppe Garibaldi, recebera um convite do Presidente Lincoln dos Estados Unidos para ir comandar o exército da união no início da guerra de Secessão americana (de 1861-65).

O presidente americano Abraão Lincoln

Abraão Lincoln foi eleito o 16º Presidente dos Estados Unidos em 1860 com 1.866.452 votos, o que lhe proporcionou 180 votos eleitorais, 57 acima dos seus outros competidores. Entretanto, essa unanimidade era apenas aparente, pois não foi acatada pelos estados escravistas do sul. Na Carolina do Sul, um bastião dos senhores de escravos, uma convenção reunida em dezembro de 1860, imediatamente declarou-se fora da União. Lincoln, apoiado por uma coalizão variada que abarcava artesãos, operários e empresários ianques, fazendeiros do meio-oeste, pequenos proprietários, e recém-chegados sedentos por terras no oeste (os militantes do free soil), além de históricos abolicionistas, era visto como um candidato do Norte comprometido com o fim do trabalho escravo.(*) Naquela data, 1/8 da população norte-americana era composta por africanos e seus descendentes, completamente privados de liberdade.

A formação da Confederação do Sul: nos quatro meses seguintes à vitória de Lincoln, onze estados do sul formaram os Estados Confederados, com capital em Richmond na Virgínia, situada apenas há 190 quilômetros de Washington. Os separatistas aprovaram uma nova constituição e até escolheram Jefferson Davis como presidente provisório. O estopim do conflito deu-se quando forças confederadas atacaram de surpresa o Forte Sumter na Carolina do Sul, no dia 12 de abril de 1861. Sob o ponto de vista constitucional nada obrigava um estado a permanecer na União.

O próprio nome do país dizia isso: Estados Unidos da América. Porém não se tratava disso. Não eram os direitos dos estados que estavam realmente em jogo. O que os sulistas queriam é perpetuar a escravidão, que não houvesse a abolição. Como conseqüência agiram como se fossem duas nações hostis, a guerra do sul contra o norte ameaçou desmembrar a antiga unidade herdada dos tempos das 13 colônias que lutaram pela independência.(**)

(*) O apoio que ainda poderia existir no Norte a favor da escravidão esvaiu-se com o livro Uncle Tom's Cabin (A cabana do Pai Tomás) de Harriet Elizabeth Stowe uma ardente abolicionista que o publicou em 1852.

(**)

Estados Confederados (11) Estados da União (23)
Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Geórgia, Flórida, Alabama, Mississippi, Louisiana, Arkansas, Texas e Tennessee Virgínia ocidental (separada da oriental em 1861), Maryland, Delaware, Nova Jérsei, Connecticut, Rhode Island, Massachusetts, Maine, Nova Iorque, Vermont, Pensilvânia, Ohio, Indiana, Kentucky, Illinois, Missouri, Iowa, Wisconsin, Michigan, Minnesota, Kansas, Oregon e Califórnia

A mobilização do norte: não foi uma surpresa o que ocorreu. Nos últimos vinte anos era cada vez mais latente a tensão entre o Norte, democrático, industrial, a favor do solo livre, do trabalho livre e do homem livre (free soil, free labour, free men), que se contrapunha ao Sul oligárquico, agrário e escravista. Desde a Revolução de 1776, ensejada a favor da liberdade dos colonos, os americanos se desentendiam na questão escravista. Durante muito tempo os presidentes vieram do sul o que serviu para postergar o problema, mas na última década, entre 1850-1860, por força da imigração européia e o crescente debate moral sobre a validade da continuidade da escravidão, a balança inclinara-se para o Norte. A campanha eleitoral de Lincoln fora extraordinária pelas emoções que despertara. Apesar dele ser cauteloso quanto a sua posição sobre a escravidão, as forças que o apoiavam não escondiam as intenções pró-abolição(*). Como ele bem disse num celebrado discurso sobre a casa dividida, a América não podia viver eternamente metade livre, metade escrava! (half free, half slave).

Portanto, quando o repto veio do Sul, Lincoln determinou-se ir à guerra em defesa da União ameaçada. Naquele mesmo mês de abril fez aprovar pelo Congresso uma convocação de 65 mil homens para a guerra. Os tiros contra o Forte Sumter incendiaram a nação. A América do Norte passaria mergulhada os quatro anos seguintes na mais sangrenta guerra até então travada no Novo Mundo.

(*) Lincoln numa carta ao Ne York Tribune, escrita 17 meses depois da guerra ter andamento, afirmou: "Meu principal objetivo nesta luta é salvar a União e não salvar a escravidão nem destruí-la; se eu pudesse salvar a União ao preço de não libertar um só escravo, eu o farias; e se pudesse salvá-la libertando todos os escravos, eu faria; se pudesse salvá-la libertando uns e abandonando a outros, também o faria" (cit. Por Willi Paul Adams "Los Estados Unidos de America,1979, pag.100)

A ilusão de uma guerra rápida: parece ser uma característica de qualquer guerra iludir os contendores de que a luta não irá durar muito. Assim deu-se com a Guerra de 1914. Não foi diferente com a da Secessão de 1861.Os generais nortistas, pressionados pela indignação da opinião pública ianque que exigia uma ação rápida de vingança contra os rebeldes do Sul, tiveram que preparar as tropa às pressas, a toque de tarol. O general Winfield Scott, o idoso comandante em chefe de então, porém, recomendou cautela. Para ele o Sul só seria derrotado por um lento premer, pela "estratégia da anaconda".

O Norte deveria triturar por primeiro o acesso aos portos do Sul, situados na costa atlântica, impedindo os confederados de exportarem seu algodão e de receberem armas de fora, isolando-os de qualquer apoio externo. Para tanto a Marinha nortista princípiou um severo bloqueio estendido por 5.700 quilômetros de litoral - das alturas de Washington à Matamoros no Golfo do México. A compressão final ocorreria pela articulação das manobras navais com as operações militares terrestres, levando a confederação ao sufocamento. Viram-no, ao general Scott, como uma versão americana de Fábio Cuntactor, o general romano que infelicitou-se por querer protelar a luta contra o cartaginês Aníbal. Não lhe deram ouvidos.

Guerra da Secessão
Infantaria nortista lançando-se num assalto

Rumo a Bull Run, a primeira Manassas: no alto verão americano, no dia 16 de julho de 1861, 35 mil soldados sob o comando do general Irwin McDowell desfilaram com fanfarras pelas ruas de Washington, acompanhados pelos hurras da multidão. A missão deles era ocupar o entroncamento ferroviário de Manassas Junction, na Virgínia, há 45 quilômetros da sede federal, e dali tomar Richmond a capital confederada, e cabeça da serpente da rebeldia. Acreditavam que a guerra seria decidida numa só batalha.

Mas como logo o general McDowell deu-se conta, comandava um exército de estabanados recrutas e de milicianos convocados às pressas, sem nenhum experiência de combate real. Seus homens não só assaltaram os campos de amoras pelo caminho como costumeiramente se embriagavam nas cantinas. A ação que devia ser rápida, como uma flecha disparada no coração do Sul, atrasou-se pelo caminho. Um pouco antes de atingirem Manassas, eles tiveram que transpor o caudaloso riacho de Bull Run. O efeito surpresa desperdiçara-se pelo excesso de verdor dos recrutas ianques e pela falta de traquejo dos seus próprios oficiais (a última guerra em que eles tiveram ação fora a Guerra do México de 1846-8). Ao amanhecer do dia 21 de julho McDowell, com seus 28 mil homens restantes abriu fogo contra as tropas do general sulista Pierre Beauregard, um descendente de franceses da Lousiana, e que se tornara herói dos sulistas ao tomar o Forte Sumter quatro meses antes.

A perda de tempo dos nortistas lhes foi fatal. Os confederados conseguiram reforços e graças a tenaz resistência do general Thomas Jackson, apelidado como Stonewall, "O muralha", a ofensiva nortista fracassou. No final do entrevero jaziam 2.950 cadáveres dos jaquetas azuis nos campos da Virgínia.

Washington foi tomada de pânico. O único exército que os nortistas tinham mais ou menos organizado quase que dissolveu-se. Se os confederados tivessem percebido a extensão da desordem do inimigo teriam tomado a capital federal de assalto.

CONTATANDO GARIBALDI

Guerra da Secessão
O italiano Giuseppe Garibaldi

É bem provável que o Presidente Lincoln, ao saber do ocorrido, tenha se deixado contaminar pela situação ordenando que algum enviado seu fizesse contato com Giuseppe Garibaldi, o paladino do Risorgimento, a unificação nacional italiana. Um ano antes, numa campanha relâmpago comandada por ele, Garibaldi - chamado de o Herói dos Dois Mundos -, e seus Mille, os voluntários de camisa vermelha que o acompanhavam na aventura, derrotara o exército do Rei de Nápoles. Numa ação fulminante, vindo de Gênova só com dois barcos, desembarcando de surpresa na Sicília em 10 maio de 1860, ele tomou Palermo. Dali, voltando à península através do estreito de Messina, marchou até Nápoles que rendeu-se ao grande capitão em 7 de setembro de 1860. Com apenas 1.400 homens Garibaldi superara um exército de mais de 20 mil soldados, tal o entusiasmo patriótico que ele despertava na população que pegava em armas por onde o condottieri passava.

O feito foi tão extraordinário que a intelectualidade européia, de Victor Hugo a Alexandre Dumas, saudou "a fantástica aventura". Friedrich Engels, o companheiro de Marx, um expert em assuntos militares, considerou o feito de Garibaldi como "uma das proezas militares mais assombrosas do nosso século e que seria quase inexplicável se o prestigio do general revolucionário não houvesse precedido a sua marcha triunfal"(New York Daily Tribune, 2 de junho de 1860).

Após ter feito a ilha da Sicília e a cidade de Nápoles integrarem-se ao restante da Itália, Garibaldi desmobilizou-se. Rejeitou o grau de general que o Rei Vitório Emanuel II lhe oferecera e retirou-se para o seu refúgio na ilha de Cabrera nas Baleares. Provavelmente foi lá que um emissário de Lincoln o alcançou. Sabe-se disso pela descoberta feita recentemente pelo pesquisador Arrigo Petracco de um documento encontrado entre os haveres da Casa de Savoia, a família real italiana. Nele, Garibaldi comunica ao rei, numa espécie de satisfação, o resultado do encontro.

No pequeno cartão postal escreveu: "Sua Alteza, o presidente dos Estados Unidos ofereceu-me o comando do seu Exército e eu me sinto obrigado a aceitar essa missão em favor de um país do qual sou cidadão." (Garibaldi ao Rei Vitório Emanuel II, 1862)

A América e Garibaldi: desde 1836, quando viajara exilado para o Brasil, o condottieri italiano estreitara suas relações com a vida política da América. Mal pôs os pés no cais do Rio de Janeiro aceitou lutar ao lado dos rebeldes na Guerra dos Farrapos na Província do Rio Grande do Sul, travada contra o Império brasileiro(entre 1835 e 1845). Mais tarde, envolveu-se com as lutas no Uruguai, participando do sítio de Montevidéu em 1843.

Guerra da Secessão
Garibaldi tomando Palermo na Sicília, 1860

O nome de Giuseppe Garibaldi tornou-se legendário pelas façanhas incríveis que era capaz de realizar, como da vez em que no Rio Grande do Sul transportou um barco com auxilio de carros de boi, por uns cem quilômetros, da Lago dos Patos até o litoral do Atlântico, e dali, navegando rumo à cidade de Laguna em Santa Catarina, emboscou os navios imperiais. Foi nesta pequena cidade a beira mar que teve uma abrasante paixão por uma moradora local, Anita, que abandonou o marido para segui-lo numa vida de aventuras. Retornando à Itália mais tarde, em 1848, participou da Primavera dos Povos como representante na Assembléia Nacional reunida em Roma em 1849. Fracassada a unidade nacional, ele reembarcou para América, aportando em Nova Iorque em 1850. Ao retornar à Itália em 1858, assumiu o comando dos Caçadores Alpinos que lutaram contra os austríacos pela unificação da península, articulada pelo Conde de Cavour, Ministro do Reino Sardo-piemontês.

Considerações sobre o convite de Lincoln: Garibaldi via-se um combatente da liberdade, sempre disposto a desembainhar a espada por uma boa causa quando ela aparecia. Assim não se deve estranhar nem o convite, nem Garibaldi inicialmente tê-lo aceito. Porém a viagem para salvar o Norte não se deu. Uns estudiosos apontaram que o motivo foi Lincoln ter-se negado, ainda aquela altura, decretar a abolição da escravidão (decisão que Lincoln somente oficializou com a Proclamação da Emancipação, assinada em 1º de janeiro de 1863, depois da vitória nortista em Antietam), o que desgostara Garibaldi, fazendo-o desistir. Historiadores norte-americanos por sua vez dizem que o convite jamais foi para que Garibaldi assumisse o comando supremo (General-in Chief of the Armies of the United States), mas sim o posto de general-de-brigada. Lincoln, dizem eles, não ousaria entregar o exército norte-americano inteiro, envolvido numa guerra civil, a um estrangeiro, mesmo a uma lenda viva como era Garibaldi. Outros ainda acreditam num mal entendido. Seja como for Garibaldi não veio.

AS BATALHAS MORTÍFERAS ENTRE SUL E NORTE

Guerra da Secessão
O caminho de Antietam, 17 de setembro de 1862:"o dia mais sanguinário da América"

A Guerra de Secessão americana é apontada pela maioria dos estrategistas militares como uma fonte inesgotável de erros crassos na difícil arte de conduzir uma batalha. Desde o princípio evidenciou-se que os confederados tinham melhores comandantes, possivelmente pela tradição aristocrática dos costumes sulistas que associavam o grande proprietário de terras à arte de saber liderar homens, enquanto que os oficiais nortistas, geralmente vindos da classe média, tiveram que aprender a fazê-lo ao longo da guerra. Os generais de ambos os lados optaram, em geral, por ataques frontais contra as defesas dos adversários, levando em pouca conta os efeitos mortais das barreiras de tiros, tanto da artilharia como das fuziladas da infantaria entrincheirada. O efeito disso é que as batalhas tornaram-se, mais do que em qualquer outra época, açougues em céu aberto.

O ataque do general nortista Ulisses Grant em Shiloh Church, no Rio Tennessee - onde o seu auxiliar, o general Sherman gritou "Give them hell!" (dêem o inferno a eles!) -, por exemplo, provocou a morte de 25 mil americanos.

Em Antietam, um riacho no estado de Maryland, nas margens do qual o general nortista George McLellan deteve a ofensiva do comandante supremo do Sul, o general Robert Lee, fez com que num só dia de batalha, o 17 de setembro de 1862 - chamado "America's Bloodiest Day", o mais sangrento dia da América - 22.726 homens morressem ou ficassem gravemente feridos (mais do que as baixas sofridas no Dia-D na Normandia, em 1944).

Enquanto que em Gettysburg, na Virgínia, entre os dias 1º e 3 de julho de 1863, quando o general Robert Lee ordenou um desastroso avanço em campo aberto, a "Pickett's charge", o assalto do general Pickett, direto ao centro das defesa do general nortista George Mead, provocou 51 mil baixas de ambas as partes, ou seja 1/3 dos soldados que participaram da grande batalha.(*)

(*) Outras batalhas importantes foram:

Fort Donelson [2 de dezembro de 1862, com 15067 (s) e 2.832(n) mortos]; Seven Day's battle [de 25 de junho a 1º de julho de 1862, com 20.614 (s) e 15.849(n) mortos]; a Segunda Manassas [28 de agosto de 1862, com 9.197 (s) e 16.054 (n) mortos]; Fredericksburg [11 de dezembro de 1862, com 5.309(s) e 12.653 (n) mortos]; Chancelorsville [1º de maio de 1863, com 12.764 (s) e 16.792 (n) mortos; Vicksburg [18 de maio de 1863, com 31.275(s) e 4.550 (n) mortos] Chickamauga[ 19 de setembro de 1863, com 18.454 (s) e 16.179 (n) mortos] ; Wilderness [5 de maio de 1864, com 11.400(s) e 18.400 (n) mortos]; Spotsylvania [12 de maio de 1864, com 12.000(s) e 18.000(n) mortos] e, Atlanta [22 de julho de 1864, com 8.000(s) e 3.722(n) mortos].

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Lincoln e o general Grant inspecionando o fronte

O ataque indireto do general Sherman: William Tecumseh Sherman, um general nortista de 44 anos, é apontado pelos estrategistas como uma exceção entre os militares ianques, notoriamente medíocres.

Substituindo Ulisses Grant, nomeado por Lincoln para o importante fronte da Virgínia em 1864, Sherman conduziu um surpreendente reide à retaguarda do Sul.

Partido do Meio-oeste com um exército de 60 mil homens inteiramente composto pela cavalaria, ele executou um impressionante ataque em direção à Atlanta, capital da Geórgia, entroncamento ferroviário e celeiro do Sul, distante há 200 quilômetros da sua base. Sherman criara, conforme suas próprias palavras, uma "máquina móvel disposta e capaz de funcionar quase instantaneamente e subsistir com o mínimo de alimentação". Por onde passou tal máquina, arrasou tudo, pontes, celeiros, fazendas, postes de telégrafo, trilhos de trem, vilarejos e cidades.

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W.T.Sherman, guerra total contra o Sul

Sherman, fundador da guerra total: consideram-no um dos fundadores da guerra moderna, da guerra total, isso é, aquele que faz guerra simultaneamente ao exército e aos civis, à economia e ao povo do país. Em setembro de 1864 ele tomou e incendiou Atlanta, feito que garantiu a reeleição de Lincoln em novembro daquele ano. Depois rumou para o mar, em direção às Carolinas, para arrasar as linhas que abasteciam os exércitos de Robert Lee, mais ao norte, na Virgínia. O efeito psicológico da campanha de Sherman, que cavalgou combatendo por 680 quilômetros no território inimigo, foi devastador, quebrando a moral dos soldados sulistas e forçando o seu alto comando a render-se.

Por vezes seus batedores, punham os defensores sulistas a correr simplesmente lhes dizendo: "Somos os incursores de Bill Sherman... Será melhor vocês fugirem!" Ao socar rudemente no estômago do Sul, ele afroxou a mão que empunhava o fuzil.

As baixas da guerra de secessão: no total, a Guerra Civil americana contabilizou 10.000 batalhas, combates, recontos e escaramuças, ao longo de quatro anos.

Esta encerrou-se com um Sul exausto e batido, obrigando a rendição do general Robert Lee no Palácio da Justiça em Appomatox, na Virgínia, perante o general Ulisses Grant, no dia 9 de abril de 1865. O crescente aumento do potencial de fogo, a imperícia e escassa habilidade dos generais americanos, a pressão para uma batalha decisiva, somado ao progressivo ódio entre irmãos, fez com que no final da guerra os Estados Unidos tivessem 624.511 mortos, um pouco menos do que os americanos perderam em todas as guerras que participaram até os dias de hoje, que apontam para 636.237 mortos.

GARIBALDI E LINCOLN

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Bull Run, a primeira batalha de Manassas,
21 de julho de 1861, uma ducha na idéia de uma guerra breve

O herói italiano sobreviveu a Lincoln, e ainda viveu vinte anos mais, morrendo aos 75 anos coberto de honras em 1882.O presidente norte-americano não chegou a saborear a vitória contra o Sul. Em meio aos festejos pelo fim da guerra, Lincoln foi assassinado a tiros aos 56 anos, cinco dias depois da rendição do general Robert Lee, quando assistia uma peça no camarote do Teatro Ford em Washington, em 14 de abril de 1865.

O autor do atentado era um conhecido ator dramático chamado John Wilkes Booth, um sulista radical que viu no gesto de atirar em Lincoln uma maneira de vingar-se da derrota. Garibaldi e Lincoln foram, em partes diferentes do mundo, um na Europa outro no Novo Mundo, campeões da luta pela unidade nacional.

Os inimigos do italiano eram os austríacos, o governo Bourbon das Duas Sicilias, e o Vaticano (a Igreja por possuir territórios pontifícios nas redondezas de Roma, era contra a unidade nacional italiana). Os inimigos de Lincoln eram os sulistas em geral, e os donos de escravos em particular, que desejavam manter o nefando regime servil, chamado por eles de "peculiar instituição", intocado.

Em defesa do estado-nacional: enquanto Garibaldi esforçou-se por ampliar os limites do estado-nacional Italiano, ajudando a restaurar as antigas margens do império romano na península (Os Alpes ao norte, o Mar Tirreno e o Mar Adriático, a oeste e a leste, e a ilha da Sicília ao sul), Lincoln foi à guerra para preservar a União norte-americana ameaçada de dissolução. Ambos, nascidos em famílias modestíssimas, foram representantes do poderoso movimento liberal- democrático que começou a retomar suas forças depois do fracasso da Revolução de 1848, porém se Garibaldi acatava subordinar-se a uma Monarquia constitucional, Lincoln era um republicano autêntico.

Fonte: educaterra.terra.com.br

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