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Guerra da Secessão

GUERRA CIVIL AMERICANA

A Guerra da Secessão, também conhecida como Guerra Civil Americana, Guerra entre os Estados e Guerra da Rebelião dos Estados, foi uma guerra civil que ocorreu nos Estados Unidos da América, entre 1861 a 1865. Nenhuma guerra causou mais mortes de norte-americanos do que a Guerra da Secessão.

A Guerra da Secessão consistiu na luta entre de 11 Estados do sul dos Estados Unidos da América - latifundiários, aristocratas e escravagistas, que lutavam contra a abolição da escravidão - contra os Estados do norte - industrializado e abolicionista, dedicado a estilos mais modernos de vida. Esta divisão é considerada um das causas primárias do conflito. Enquanto o norte passava por um período de expansão econômica graças à industrialização, à proteção ao mercado interno e à mão-de-obra livre e assalariada; as exportações de algodão do sul representam 57% da economia destes estados. O tráfico de escravos foi proibido nos Estados Unidos 1815, mas o contrabando continuou até 1860. No norte cresceu a campanha pela abolição. O Compromisso do Missouri, de 1820, autoriza a escravidão apenas abaixo do paralelo 36º.

Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano contrário à escravidão, vence a eleição presidencial causando tensões políticas e econômicas nos Estados do Sul, uma vez que Lincoln era visto como um candidato comprometido com o fim do trabalho escravo. Enquanto isso, no norte, a imigração em massa fazia a economia e a indústria crescerem exponencialmente mudando significativamente o equilíbrio do poder econômico norte-sul. Em Em 1961, ano do início da guerra, os Estados Unidos da América consistia em 19 estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 estados onde a escravidão era permitida. Lincoln chamou os EUA de "Casa Dividida" (Divided House). Antes que Lincoln assumisse o posto de presidente, 11 estados escravicionistas a declararem secessão dos EUA, e a criação de um novo país, os Estados Confederados da América. A guerra começou quando forças confederadas atacaram o Forte Sumter, um posto militar norte-americano na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de junho de 1965, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação.

Os Estados Unidos da América em 1860: Um país dividido

Raízes históricas

A origem da divisão dos Estados Unidos da América em "Norte" e "Sul" data desde tempos coloniais, quando a área que atualmente constitui os Estados Unidos ainda eram colônia de três países - Espanha, França e Inglaterra. Primariamente, tais diferenças começaram devido a diferenças geográficas na região das 13 colônias inglesas. No sul, os primeiros assentadores da reigião encontraram um clima quente e um solo fértil, ideal para o cultivo de tabaco. Grandes plantações de tabaco foram cultivadas, e mão-de-obra escrava foi trazida em grande quantidade do continente africano. Posteriomente, algodão e cana de açúcar passaram a serem cultivadas também nestes estados. Rapidamente, a agricultura e um estilo de vida primariamente rural passou a dominar os estados do Sul.

Enquanto isto, o clima frio e o solo rochoso dos estados do Norte mostraram-se pouco adequados à agricultura. Por causa disso, a maior fonte de renda destes estados era o comércio, assim favorecendo a criação de grandes cidades como Boston, Filadélfia e Nova Iorque - apesar de que, no ano do início da Revolução Americana de 1776, a maioria da população do Norte vivia nos campos. O clima e o solo foram os dois principais fatores fizeram com que o Norte passasse a depender mais do comércio e serviços do que da agricultura, desde o início da colonização européia.

Após a independência dos Estados Unidos, e até a década de 1850, as diferenças entre o Norte industrializado e o Sul agropecuário aumentavam gradativamente com o passar do tempo. Na década de 1850, os Estados Unidos já havia se expandido até seus atuais limites territoriais na América do Norte (posteriomente, adquiriria o Alasca da Rússia, Havaí e outros territórios ultramarítimos). Então, os Estados Unidos já estava em fase de rápida industrialização. Porém, o rápido crescimento econômico do país esteve concentrado primariamente nos estados do Norte. Este crescimento causou o rápido crescimento populacional das cidades, geraram grandes avanços na área de transportes e comunicações.

A população do Norte eram mais receptivos à tecnologia e modernização do que a população do Sul, bem como às mudanças econômicas e sociais geradas por ambas. Os ideais do Norte eram trabalho pesado, educação e a independência econômica. À época da independência mais fracos economicamente do que o Sul, o Norte, graças ao seu grande desenvolvimento econômico no final do século XVIII e na primeira metade do século XIX, tornou-se muito mais desenvolvida economicamente, possuíndo uma economia balanceada e variada. Já a população do Sul continuavam fixos aos valores do passado. A economia do Sul era baseada na agricultura sustentada pela escravidão.

Entre a década de 1850 e de 1860, a entrada de imigrantes da Escócia, Irlanda, fugindo do estado de terror imposto pela Grã Bretanha, de trabalhadores oriundos da Itália, Alemanha, França, além de comerciantes judeus, fugindo da pobreza e da miséria da Europa, ávidos por trabalho e riqueza. A maioria dos imigrantes optavam por habitar estados do Norte, fazendo com que este se desenvolvesse ainda mais. Vieram colonos, profissionais dos mais diversos ramos, e aventureiros. Esta imigração aumentou ainda mais as disparidades socio-econômicas entre o Norte e o Sul.

Diferenças culturais

As populações do Sul, excetuando-se os negros, seus descendentes e latinos, no geral, era mais dada aos requintes que poderia trazer o luxo da aristocracia proporcionada pela oligarquia escravista, portanto, muito poderosa economicamente, daí a razão da grande quantidade de presidentes da região financiados pelo capital sulista. Enquanto isto, o Norte fazia grande uso do trabalho imigrante. A força de trabalho dos imigrantes era mais barata e eficiente que os afros-americanos, uma vez que os imigrantes europeus não eram escravos, sua motivação única e exclusiva era fazer fortuna, eram livres, prezavam por essa liberdade, e politicamente eram muito ativos. Aqueles que trabalhavam em atividades menos nobres, em caso de problemas de saúde, eram facilmente descartados pelos patrões, e substituídos. Os afro-americanos, por sua vez, tinham a motivação da chibata e do terror imposto pelos seus donos, eram mais caros de sustentar e conservar que os europeus, como tinham que ser mantidos vivos e saudáveis, não eram facilmente substituídos em casos de doenças, portanto aqui a descartabilidade dificilmente se aplicava.

As elites intelectuais das duas regiões eram muito diferentes entre si. O Norte era a favor do solo livre, do trabalho livre e do homem livre, "free soil, free labour, free men", pois, com a chegada dos imigrantes veio a politização e o pensamento liberal. O Sul, mais à direita, era conservador, mais religioso, apegado à terra e à propriedade, não admitia mudanças devido ao poder econômico mais concentrado, além do culto ao tradicionalismo e à aristocracia.

Os desentendimentos entre sulistas e nortistas vinham desde a Revolução Americana de 1776, pois o Norte, no início da Democracia estado_unidense, era menos favorecido monetariamente, basicamente era uma população mais pobre, mais miscigenada e rústica, portanto, mais sensível quanto aos preceitos do ter e do ser. A cultura nortista era menos tradicionalista, menos aristocrática, muito trabalhadora e ambiciosa. Esta cultura foi o principal fator do desenvolvimento econômico espetacular do Norte desde a independência dos EUA até a década de 1850.

A escravidão no período pré-Guerra

Em tempos coloniais, os norte-americanos viam a escravidão como um mal necessário. Quando os Estados Unidos tornou-se independente, os poucos abolicionistas da época pressionaram o governo do país a abolir a escravidão na primeira Constituição do país, mas não tiveram sucesso.

No começo do século XIX, vários nortistas começaram a ver a escravidão como errada, desnecessária e imoral ao país, e muitos deles começaram a advocar idéias abolicionistas. Uma minoria dos sulistas, por sua vez, também era possuía idéias abolicionistas. Porém, a maioria da população do Sul não queriam a abolição da escravatura. Cerca de 11.8% - 90% concentrada nos estados do Sul - de toda a população dos Estados Unidos era composta por africanos e seus descendentes, mão de obra forte, saudável, obediente e barata. A maioria dos sulistas lucravam muito com a escravidão, onde esta fazia parte da cultura local.

Cerca de um terço da população branca do Sul era um membro de uma família dona de escravos. Cerca de metade destas famílias tinham entre 1 a 5 escravos, e 1% tinham mais de 100. Mesmo muito sulistas que não possuíam escravos eram a favor da escravidão. As idéias de que a economia da região iria entrar em colapso e de que negros são inferiores aos brancos eram amplamente aceitas no Sul.

Em 1850, um grupo de atos, nomeado Os Compromissos de 1850, foram aprovados pelo Congresso norte-americano, em uma tentativa do governo em tentar solucionar os atritos entre o Norte e o Sul. Os Compromissos permitiriam o continuamento da escravidão, mas proibiriam-na no Distrito Federal norte-americano. O Compromisso admitiria a Califórnia à União como um estado livre (onde a escravidão seria proibida), mas permitiria a escravidão em territórios recentemente adquiridos ou criados, bem como o direito de decisão entre a permissão ou a proibição da escravidão.

Em 1854, o Ato de Kansas e Nebraska foi aprovado pelo Congresso, novamente, em uma tentativa do governo norte-americano em tentar solucionar os atritos entre o Norte e o Sul. O Ato criou os territórios de Kansas e de Nebraska, e permitia a escravidão nestes dois territórios. O Ato também especificava que, caso um território fosse elevado à categoria de estado, sua população teria o direito de votar a favor ou contra o continuamento da escravidão. Porém, muitos nortistas opuseram-se a este Ato, alegando que, uma vez que a escravidão estivesse bem fincada em um território, estaria ali para ficar. Em 1856, a maioria da população de Kansas votou contra a escravidão, mas grupos pró-escravidão recusaram-se a aceitar a decisão, e, logo, revoltas populares surgiram no estado. Ainda no mesmo ano, um senador abolicionista foi espancado até ficar inconciente por um representante do Sul. Em 1861, Kansas juntou-se à União como um estado livre.

A Decisão de Dred Scott foi um caso judicial julgada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. No caso, Dred Scott, um escravo reindivicava por liberdade, alegando que já havia morado em um território livre. Porém, a Corte Suprema decidiu que ele, como escravo, era propriedade. Além disso, a Corte Suprema alegou que negros não podiam ser considerados cidadãos norte-americanos. Esta decisão gerou grande controvérsia e raiva no Norte.

Em 1858, o senador William Seward, que posteriomente tornaria-se o Secretário de Estado de Abraham Lincoln, caracterizou as diferenças entre o Norte e o Sul como um "conflito irreparável". O motivo deste conflito, segundo Seward, era a escravidão. Em 1859, um abolicionista extremista, chamado John Brown, e seguidores, tentaram iniciar uma rebelião de escravos em um vilarejo da Virgínia Ocidental. Brown, porém, foi capturado um dia depois. Foi julgado e condenado à morte por enforcamento, culpado de traição. Vários sulistas viram este ato como uma ação do Norte como uma tentativa de acabar com a escravidão através da força.

A escravidão e a política

Guerra da Secessão
"Patrulhadores de escravos", compostos
majoritamente de brancos pobres, tinham
a autoridade de parar, revistar, torturar e
até matar escravos que violassem os
códigos do escravo norte-americano.
Acima, caricatura dos patrulhadores
capturando um escravo fugitivo,
em um almanaque abolicionista.

O Ato de Kansas e Nebraska gerou raiva e discórdia entre a população do Norte. Isto foi o fator decisivo da criação do Partido Republicano dos Estados Unidos da América em 1854. Os republicanos eram contra a escravidão, bem como sua expansão a outros territórios dos Estados Unidos. Entre os principais membros do partido estava Abraham Lincoln.

Em 1858, o Partido Democrático dos Estados Unidos da América ficou dividido na criação de uma constituição de que habitantes pró-escravidão do território de Kansas esperavam adotar quando Kansas tornasse um estado. Porém, os líderes do partido tomaram posições opostas na constituição. Alguns era a favor da escravidão, outros eram contra. Esta controvérisa fez com que o partido fosse dividido em dois ramos em 1860, uma nortista, pró-abolicionismo, e outra sulista, pró-escravidão.

Os republicanos escolheram Lincoln como seu candidato nas eleições presidenciais de 1860. Abraham Lincoln, em sua campanha eleitoral, discursou dizendo que América não podia viver eternamente, metade livre, metade escrava ("half free, half slave"), desencadeando sentimentos há muito reprimidos pelos sulistas e nortistas. O partido democrata, dividido em dois, tinha dois candidatos, um a favor da escravidão e outro contra. Lincoln acabou vencendo as eleições em todos os estados livres excepto na Nova Jérsia.

Porém, apenas 39% da população do país haviam votado em Lincoln, e quase nenhum dos votos era procedente do Sul. Lincoln não foi nem colocado na votação como candidato em nove estados da região.

Os sulistas temiam que Lincoln iria impor mais restrições à prática da escravidão, ou mesmo sua abolição.

Após a vitória de Lincoln nas eleições presidenciais, a maioria do Senado norte-americano passou a ser formada por nortistas. Os estados do Sul, que desde a independência dos Estados Unidos em 1783, haviam estado no controle do governo do país, com maiorias sucessivas no Senado e vários presidentes, agora enfrentavam o risco de tornarem-se uma minoria perpétua no Senado, e assim, não mais podendo mais defender tarifas protecionistas, que provocariam estragos na economia do Sul, dependente de material industrializado procedente da Inglaterra.

Secessão e formação dos Estados Confederados da América

Pouco antes das eleições presidenciais, líderes sulistas começaram a pedir pela secessão do Sul da União, caso Lincoln vencesse as eleições. Muitos sulistas aprovavam a secessão, através da idéia de que os estados possuem direitos e poderes que o governo federal não poderia proibir através de métodos legais. Os sulistas alegaram que os Estados Unidos por si mesmo era uma liga de estados independentes, e que qualquer destes estados possuía o direito de tornar-se independente.

Em dezembro de 1860, a Carolina do Sul tornou-se o primeiro estado a sair da União. Logo ela foi acompanhada por outros cincos estados - Alabama, Flórida, Geórgia, Louisiana e Mississippi. Os principais líderes políticos e senhores de escravos, em sucessivas reuniões ainda em dezembro de 1860, aprovaram a constituição dos confederada, formalizando a criação dos Estados Confederados da América. Tais estados elegeram Jefferson Davis, do Mississippi, como presidente do país.

Em seu primeiro discusso após ter sido inaugurado como presidente dos Estados Unidos, Lincoln disse que a União ficaria unida para sempre, e que a União faria uso de todos os meios possíveis para garantir a possessão de propriedades da União localizados nos estados do Sul. Houve uma tentativa de conciliação, que os rebeldes não aceitaram. Em 12 de abril, os sulistas atacaram Fort Sumter, na baía de Charleston, Carolina do Sul. Três dias depos, o forte rendeu-se. Lincoln começou a juntar tropas para recuperar o forte, e este movimento nortista foi visto como uma declaração de guerra. Mais cinco estados juntariam-se aos Estados Confederados da América - Arkansas, Carolina do Norte, Tennessee, Virgínia e Texas. Richmond, a capital da Virgínia, foi escolhida como a capital dos Estados Confederados da América.

Forças armadas

Guerra da Secessão
Foto de um soldado típico da Guerra da Secessão

Quando a Guerra de Secessão começou, com o ataque sulista ao Fort Sumter, nem a União nem a Confederação possuíam um plano de recrutação de soldados. O exército da União, no início da guerra, era composto de apenas aproximadamente 11 mil soldados. O exército da Confederação era ainda menor, com seus aproximadamente 6 mil soldados. Em abril de 1861, Abraham Lincoln fez aprovar pelo Congresso Nacional a convocação inicial de 65 mil homens - todos voluntários - para fazer frente ao ataque sulista. No começo da guerra, ambas a União e a Confederação utilizavam apenas voluntários como soldados - participava da guerra quem quisesse. Isto funcionou bem no início da guerra.

Recrutamento forçado

Porém, à medida que a guerra foi estendendo-se, e o número de baixas em ambos os lados começou a aumentar, mais recrutas eram necessários. A duração da guerra e os números de baixas, porém, diminuíram muito o entusiasmo pela população de ambos os lados pela guerra, e assim sendo, o número de voluntários acabou caindo. O alistamento forçado acabou sendo instituído em ambos os lados ao longo da guerra. Na Confederação, o alistamento forçado foi instituído em abril de 1862, forçando todas as pessoas brancas do sexo masculino entre 18 a 35 anos de idade e em boas condições de saúde a servirem no exército por 3 anos. Em fevereiro de 1864, tais limites haviam sido estendidos para 17 a 50 anos. Já a União instituiu o alistamento forçado em março de 1863, para pessoas, sem distinção de raça, do sexo masculino, entre 20 a 45 anos de idade.

A guerra foi chamada por vários soldados como "guerra entre homens ricos, lutas entre homens pobres".

Isto porque este recrutamento forçado possuía suas exceções. Em ambos os lados, homens que, pelas regras do recrutamento forçado, teriam de servir no exército, poderiam contratar um subsituto - geralmente, um homem pobre e sem trabalho - para lutar em seu lugar. Na União, pessoas podiam pagar ao governo 300 dólares (uma grande soma de dinheiro na época, dado a inflação) para não ser forçado a alistar-se.

Estas exceções fizeram com que o sistema de recrutamento forçado fosse mal visto por soldados de origem humilde. Para complicar, o recrutamento militar forçado foi muito mal visto em tanto na União quanto na Confederação. Em Nova Iorque, em julho de 1863, algums meses após o alistamento militar forçado ter sido instituído, uma grande revolta popular tomou curso. Os revoltados estavam armados, e exigiam o fim do alistamento forçado. Esta revolta foi suprimida com o uso de força policial e militar.

Mesmos assim, o recrutamento forçado foi bem-sucedida em seu principal objetivo, o de aumentar o número de soldados nas forças armadas. Outra medida também contribuiu nos esforços de guerra - ambos os lados permitiam que qualquer homem formasse um pequeno regimento militar ou uma força mercante a serviço de sua federação, sendo que tais grupos eram pagos recebiam uma soma do governo.

O Norte também instituiu um tipo especial de pagamento, bounty payments. Quando uma pessoa entrasse à força militar da União voluntariamente, ele era recompensado com uma soma em dinheiro. Esta medida, porém, também causou um problema: várias pessoas alistavam-se voluntariamente, usando nomes falsos, recebiam a soma em dinheiro, e após isto, desertavam. Muitos deles inclusive alistavam-se e desertavam seguidamente, usando vários nomes falsos.

Números

Não se sabe o número exato de pessoas que lutaram na Guerra de Secessão - fatores como enlistamento por um curto período de tempo, pessoas que alistaram-se mais de uma vez na Guerra (por exemplo, quando eram removidos do serviço militar por causa de ferimentos, voltando após recuperação), mercantes (lutaram na guerra sem registro de soldado) e desertadores. Estima-se que o número de soldados que lutaram pela União seja de 2 milhões - metade da população masculina dentro da faixa etária militar - e em aproximadamente 1 milhão o número de soldados que lutaram pela Confederação - quatro quintos da população masculina branca dentro da faixa etária militar.

Guerra da Secessão
Abraham Lincoln

O número de soldados no exército da União cresceu desde o início da Guerra de Secessão. No final da guerra, o exército da União tinha cerca de 1.12 milhão de soldados. O exército da Confederação atingiu seu máximo em 1863, quando o número de soldados nas forças militares chegou a quase 500 mil. A partir de 1863, o número de soldados no exército da Confederação passou a diminuir gradativamente. No final da guerra, o exército da Confederação tinha menos de 200 mil soldados. Altas taxas de desertação foram a principal causa desta diminuição - especialmente nos meses finais da guerra, quando a Confederação não tinha mais nenhuma chance de vitória.

Líderes

Os presidentes da União e da Confederação, Abraham Lincoln e Jefferson Davis, como Comandantes-em-Chefe de suas respectivas nações, tinham a responsabilidade de escolher as pessoas que iriam ocupar os maiores postos militares de suas federações.

União

Abraham Lincoln, Presidente da União, e comandante-em-chefe das forças armadas da União.

General Ulysses S. Grant, General da Tropa do Oeste e Commandante-chefe das tropas do União em 1864.


General William Tecumseh Sherman, largamente considerado o primeiro commandante moderno.

General George Henry Thomas, Comandante da Tropa de Cumberland.

General Philip Henry Sheridan, Comandante da Tropa de Ohio, entre 1862 a 1864, e da Força de Shenandoah, a partir de 1864.

General Winfield Scott, creditado com o Plano Anaconda, o cerco em terra e mar da Confederação pela União.

Confederação

Jefferson Davis.Jefferson Davis, Presidente da Confederação, e comandante-em-chefe das forças armadas da Confederação.

General Robert Edward Lee, Comandante da Tropa da Virgínia do Norte, o principal regimento militar da Confederação; Comandante-em-Chefe de todas as forças armadas da Confederação em 1865.

Participação dos negros na guerra

A Emancipation Proclamation de Lincoln aprovou o uso de afro-americanos no exército da União - tanto que todos os homens do Norte, que tinham entre 20 a 45 anos de idade, incluindo afro-americanos, foram obrigados a lutar pela União. Cerca de 180 mil afro-americanos lutaram pela União, e cerca de dois terços deles eram ex-escravos sulistas que fugiram para o Norte, em busca de liberdade. Mais 25 mil negros atuaram na marinha naval da União, aberta aos afro-americanos anos antes da Guerra da Secessão.

Cerca de 170 regimentos afro-americanos foram formados, dos quais a maioria eram lideradas por brancos. Ao longo da guerra, apenas 100 afro-americanos foram elevados de categoria militar. Os Confederados, por sua vez, não permitiram o uso de afro-americanos até semanas antes do final do conflito.

Ao longo da Guerra de Secessão, regimentos afro-africanos participaram de mais de 39 batalhas primárias, onde cerca de 35 mil afro-americanos perderam a vida. 23 afro-americanos tiveram a honra de serem condecorados com a Medalha de Honra. Inicialmente, os afro-americanos eram mal-vistos pela população como soldadosm, e os afro-africanos recebiam apenas metade do salário de um branco. Após 1864, porém, tanto brancos quanto afro-americanos passaram a serem pagos com a mesma quantia de dinheiro. Apesar disto, outros tipos de discriminação continuaram. A maioria dos afro-americanos trabalhavam em tarefas não-militares, como limpeza, cozinha e manutenção de armas. Mesmo assim, vários regimentos afro-americanos partiparam de batalhas primárias, supreendendo à população branca do Norte, que acreditavam que os afro-americanos não seriam bons soldados.

Ironicamente, quando Richmond, a capital confederada, foi capturada, foi um regimento afro-americano que teve a distinção de ser a primeira a entrar na cidade capturada. Lincoln, posteriomente, no mesmo dia, visitou a cidade, protegido por cavalaria formada por afro-americanos.

As federações

Guerra da Secessão
Imagem dos Estados Unidos dividido
durante a Guerra da Secessão. Em azul,
estão os estados da União, em vermelho,
estados da Confederação, em azul marinho,
estados escravistas que mantiveram-se do lado da União,
e em branco, atuais estados que à época
faziam parte de territórios.

Quando a Guerra da Secessão começou, o Confederação tinha cerca de 9.5 milhões de habitantes, contidos nos estados de Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Texas. Cerca de 1 milhão de pessoas do sexo masculino, entre 15 a 40 anos de idade - a faixa etária adequada para serviço militar - viviam no Confederação. Enquanto isto, cerca de 22 milhões de pessoas viviam no Norte, com mais de 4 milhões deles sendo homens entre 15 a 40 anos de idade. Os estados que compunham a União eram Califórnia, Connecticut, Delaware, Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Maine, Maryland, Massasuchets, Michigan, Minnesota, Missouri, Nova Hampshire, Nova Jérsia, Nova Iorque, Ohio, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Vermont e Wisconsin, mais os territórios de Colorado, Dakota, Nebraska, Nevada, Novo México, Utah e Washington.

Maryland e a capital norte-americana, Washington DC, apoiavam a causa dos sulistas. Porém, o fato de que o governo da União estava localizado na cidade - por direito, o governo dos Estados Unidos é também governa a cidade - impediu a saída de Washington da União. Já medidas tomadas pelo governo da União impediram a secessão de Maryland aos Estados Confederados. Isto foi tomado primariamente como uma medida de proteção - a capital norte-americana Washington DC está localizada entre Virgínia e Maryland.

Ambos os lados - a União, os Estados Unidos da América propriamente dito, composta primariamente por estados e territórios contra a escravidão; e a Confederação, que primariamente era contra a abolição da escravidão - possuía "estados de fronteira" (border states), estados que localizavam-se na fronteira entre a União e a Confederação. Arkansas, Carolina do Norte, Tennesse e Virgínia eram os estados de fronteira da Confederação, fazendo fronteira com estados da União.

Delaware, Kentucky, Maryland e Missouri eram os estados de fronteira da União, fazendo fronteira com a Confederação. Parte da população destes estados acreditavam na causa dos nortistas, e parte da população destes estados acreditavam na causa dos sulistas. Isto fez com que movimentos separatistas surgissem em vários destes estados. A população da região noroeste da Virgínia eram majoritamente leais à União. Em 1863, esta região da Virgína separou-se da última, assim criando o estado de Virgínia Ocidental, que logo aderiu à União. Grupos separatistas foram criados em Kentucky e em Missouri, estados da União. Estes grupos enviaram representantes à Confederação, mas os estados continuaram oficialmente na União.

A União

Logo após o ataque sulista ao Fort Sumter, Lincoln ordenou a imediata expansão das forças armadas da União e um contra-ataque contra as forças sulistas que haviam ocupado o Fort Sumter. Posteriomente, aprovou um plano, o Plano Anaconda, cujo objetivo era cercar a Confederação por terra e por mar, assim efetuando um embargo econômico à Confederação. Lincoln, como comandante-em-chefe da União, foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a assumir vastos poderes não estabelecidos na Constituição norte-americana. Lincoln suspendeu o direito a habeas corpus - o direito da pessoa presa a ser ouvida na Corte Judicial. Lincoln recebeu duras crítcas por causa desta ação. O Partido Republicano e o governo de Lincoln receberam duras críticas do Partido Democrático da União, que queria o fim imediato da guerra.

Mesmo alguns membros do próprio Partido Republicano, que formavam a ala extremista do Partido, crticavam Lincoln, pedindo por esforços de guerra mais agressivos, a imediata abolição da escravatura e mudanças imediatas na estrutura socio-econômica dos estados do Sul dos Estados Unidos.

O financiamento dos esforços de guerra foi difícil. Papéis governamentais - comprado a um preço fixo por uma pessoa, que seria posteriomente, após a guerra, reembolsada juntamente com os juros - foram uma fonte de renda importante. Impostos tiveram de ser aumentados para garantir em parte o resto do dinheiro necessário para os esforços de guerra. Várias vezes, em casos de urgência, a União teve que ordenar a fabricação de mais papéis-moeda e moedas. Mas esta última ação resultava em inflação. O crescimento anual dos salários dos trabalhadores não acompanhava o mesmo passo do crescimento da inflação, resultando em greves por melhores salários.

Apesar destes problemas, a Guerra de Secessão trouxe prosperidade econômica para a União. As necessidades de guerra - armas, roupas, alimentos - estimularam bastante a agricultura e a indústria de manufaturação. A indústria de mineração cresceu drasticamente - a produção de carvão e ferro, especialmente - bem como a produção de aço. O crescimento da produção agropecuária da União - primariamente lã, algodão, milho, trigo e carne - fez com que exportações para países europeus dobrassem - à época, alimentos na Europa estavam em falta, devido a sucessivas plantações mal-sucedidas - assim compensando pela drástica queda nas exportações destes produtos por parte da Confederação, que estava sob bloqueio em terra e mar durante a guerra.

Alguns atos econômicos instituídos pelo governo da União ajudaram neste período de crescimento econômico. Tais atos estabeleceram um banco central, uma moeda padrão e o Departamento Governamental de Agricultura, em 1861. Atos instituídos em 1862 foram os responsáveis pela aprovação da construção da primeira ferrovia transcontinental norte-americana, pelo fornecimento de lotes de terras no oeste norte-americano a preços nulos ou muito baixos, e o estabelecimento de instituições de ensino superior. Em 1863, o primeiro imposto de renda nacional foi instituído. A forte economia da União não somente foi um dos motivos primários da vitória desta sobre a Confederação, mas como também o principal motivo do grande crescimento econômico dos Estados Unidos após o fim da guerra, que fez do país a maior potência industrial por volta da década de 1890.

Confederação

O presidente da União, Abraham Lincoln, possui vários poderes não estabelecidos na Constituição. Ele tinha o poder, por exemplo, de anular ou criar leis, se necessário - poder que Lincoln fez uso por várias vezes ao longo da guerra. Isto não aconteceu na Confederação. Isto porque muitos sulistas sempre se opuseram a um governo central, onde uma única pessoa possui enormes poderes. Por causa disto, o Congresso da Confederação tornou-se dividido, com alguns membros apoiando o poder concentrado nas mãos de uma única pessoa, e com outros membros se opondo. As relações de alguns estados da Confederação com o governo da última, bem como entre alguns destes estados, tornou-se difícil. Jefferson Davis, o presidente da Confederação, pediu ao Congresso da Confederações permissão ao exercimento dos poderes exercidos por Lincoln, mas seu pedido foi atendido apenas em parte, e Davis recebeu apenas alguns poderes limitados.

O governo da Confederação estava confiante que países europeus - especiamente a França e o Reino Unido - iriam ajudar financialmente, politicamente e militarmente a Confederação. A indústria têxtil destes países dependiam do algodão produzido nos estados do Sul. Esta política de diplomacia foi a "diplomacia do algodão" - ou estes países vinham em ajuda à Confederação, ou corriam o risco de sofrer grandes crises econômicas por causa da falta de matéria-prima - à época, a indústria têxtil era uma das bases das economia da França e do Reino Unido. De fato, ambos os países permitiram a construção de navios de guerra em seus portos.

Porém, nenhum país reconheceu a independência da Confederação, reconhecendo-na como um novo país, com exceção do Reino alemão de Saxe-Coburg-Gotha. Diplomatas da União persuadiram as potências européias a não reconhecer a independência da Confederação. O bloqueio em terra e mar da Confederação, por parte da União, reduziu ao mínimo a importação de armas da Europa e a exportação de algodão e de alimentos. Além disto, o algodão necessário à indústria têxtil européias começaram a vir da União, e das colônias britânicas de Egito e Índia, e os alimentos passaram a ser fornecidos diretamente pela União e pelo Canadá, então ainda colônia inglesa.

O Emancipation Proclamation, que entrou em efeito em 1 de janeiro de 1863, proclamava a liberação de todos os escravos nos estados da Confederação, e tornou esta guerra uma guerra contra a escravidão, impressionando europeus que eram contra escravidão. Por fim, as potências européias somente apoiariam a Confederação se este tivesse alguma chance real de alcançar vitória. De fato, no começo da guerra, quando o Sul possuíu a iniciativa, a França e o Reino Unido pensaram em apoiar a Confederação, mas vitórias decisivas da União em Shapsburg fez com que estas potências européias mudassem de idéia em definitivo.

Desde o início da Guerra de Secessão, o financiamento da guerra mostrou-se extremamente difícil para a Confederação. Impostos e papéis governamentais não arrecadaram os fundos suficientes para os esforços de guerra. Para tentar solucionar este problema, grandes quantidades de papel-moeda foram imprimidas, gerando, assim, inflação descontrolada. No final da guerra, os preços em geral estavam cerca de 10 vezes mais alto do que no início da guerra. Os sulistas passaram a fabricar roupas com tecido de carperte e cortinas e imprimir jornais e papel de parede.

Ao longo da Guerra de Secessão, a Confederação tentou se adaptar às necessidades dos esforços de guerra. Fábricas civis passaram a fabricar armas. A produção de algodão caiu drasticamente, e a produção de cereais aumentou. Mas as condições dos soldados da Confederação eram sensivelmente piores do que a dos soldados da União - em matéria de alimentos e armas. Em desespero, um ato insituído em 1863 permitiu a agentes federais da Confederação o confisco de propriedade civil que pudesse ser utilizada nos esforços de guerra, como cavalos, alimentos, roupas e armas. Os civis eram pagos com que os agentes decidissem pagar.

A vida na frente de batalha

A vida dos soldados

As condições de vida dos soldados que lutaram na Guerra de Secessão eram precárias, embora melhores do que em guerras pré-Secessão. Os soldados eram muito mal pagos. As roupas eram precárias, feitas de lã crua, não processada. Tais roupas costumavam desfacelar-se na primeira chuva. Os soldados também não recebiam soldados - a grande maioria lutou descalça. A alimentação dos soldados consistia primariamente em trigo, milho, carnes e frutas secas. Estes alimentos muitas vezes não eram estocados ou preparados de forma segura. Além disso, a higiene dos soldados da guerra era precária. Como consequência, mortes devido a cólera, disenteria e outras doenças do sistema intestinal foram comuns ao longo da guerra, tanto quanto o número de mortes causados por ferimentos de batalha.

A maioria dos soldados usavam rifles capazes de atirar apenas um tiro por vez, tendo de ser então recarregados. O processo de atirar, recarregar e atirar novamente tomava um tempo médio de aproximadamente meio minuto, tempo na qual o portador da arma ficava em uma situação extremamente vunerável. Estes rifles, porém, tinham um alvo razoável e uma boa distância, para os padrões da época - permitiam o acerto de alvos localizados até 375 metros de distância. Em muitas batalhas, os soldados caminhavam uns próximos aos outros, em formação, tornando-nos um alvo fácil para o inimigo.


Soldados feridos recuperando-se em um hospital.O número de baixas por batalha era muito alto, cerca de um quinto a um quarto de uma força militar. Estas baixas incluem mortos, feridos, soldados capturados ou desaparecidos. Por causa disto, muitos soldados da Guerra de Secessão começaram a usar crachás contendo seu nome inscrito, no caso que, caso morressem, pudessem ser identificados após a batalha. Tais crachás eram rústicos, feitos de papel, escrito a caneta, e simplesmente colados ou colocados em bolsas.

Saúde

A saúde dos soldados era precária. Para cada soldado que morria em batalha morriam dois por causa de doenças tais como cólera, disenteria, febre tifóide, malária e tuberculose. Os principais fatores da disseminação destas doenças eram as péssimas condições de estoque e preparo de alimentos, falta de higiene e de uma dieta balanceada, e do não-conhecimento da importância da esterelização de certos itens de uso médico.

Ao longo da Guerra Civil, vários feridos e soldados doentes foram tratados em hospitais localizados em cidades, tanto na União como na Confederação. A maioria, porém, recebia tratamento em facilidades sanitárias temporárias, tais como acampamentos hospitalários localizados próximos às frentes de batalha, navios-hospitais e estruturas comerciais convertidas para uso médico. O uso de cavalos para o transporte de feridos a hospitais foi largamente usado durante a guerra por ambos os lados. Organizações não-governamentais também contribuíram nos cuidados médico. Uma delas, a United States Sanitary Commission, cuidou de soldados de ambos os lados.

Prisioneiros confederados esperando para serem levados a prisões.As mulheres tiveram um papel essencial nos hospitais e outros institutos de saúde. Entre elas, está Mary Walker, uma cirugiã, e única mulher a recebera a Medalha de Honra dos Estados Unidos. Milhares de mulheres atuaram como voluntários, trabalhando como enfermeiras, tanto nas forças da União quanto nas forças da Confederação.

Prisoneiros de guerra

Cerca de 195 mil soldados da União e 215 mil soldados da Confederação foram capturados pelo inimigo, que ficaram presos em aproximadamente 30 prisões ou em acampamentos temporários. As condições de vida dos prisioneiros de guerra eram péssimas, por causa de prisões lotadas e falta de cuidados sanitários adequados. Os prisioneiros de guerra da União enfrentaram as piores condições, visto que os próprios soldados da Confederação enfrentavam a falta de alimentação e de vestuário.

Frentes de batalha

Plano Anaconda

Caricatura do Plano Anaconda

O Plano Anaconda foi criado pelo general da União Winfield Scott, e entrou em uso em 1862. Instituiu um cerco da Confederação por parte da União, através de um bloqueio naval, do controle do Rio Mississipi e do Rio Tennessee, assim, cercando e dividindo totalmente a Confederação.

O bloqueio naval da Confederação - cujo objetivo era bloquear a exportação de algodão, tabaco e alimentos a países europeus, e a importação de armamentos - implicou na constante vigilância de 4 800 quilômetros de litoral sulista, uma tarefa de início considerada impossível. Porém, o bloqueio atingiu bons resultados nos primeiros seis meses de operação e era quase impregnável após 2 anos do início da guerra. Já os rios Mississippi e Tennessee forneciam fácil e direto acesso a várias cidades importantes da Confederação.

Além destes três objetivos primários, o Plano também tinha como objetivo a captura da capital da Confederação, Richmond. Esta não tinha valor estratégico, exceto os bons efeitos na moral da população da União, e do choque desferido à moral população da Confederação.

A Frente Oriental (Região do Atlântico): 1861 - 1863

A Batalha de Fort Sumter foi a primeira batalha da Guerra de Secessão norte-americana, onde forças confederadas sob o comando do General Pierre Beauregard atacaram Fort Sumter, um quartel-general da União em Charleston, Carolina do Sul. As tropas da União dentro do forte renderam-se em 15 de abril, e foram transportadas no dia seguinte ao território da União. Esta batalha não registrou baixas.

Logo após a batalha, uma tropa da União, composta de aproximadamente 18 mil soldados, assegurou posse do trecho norte do Rio Shenandoah - a oeste das capitais da União e da Confederação - enquanto forças confederadas comandadas pelo General Joseph Johnston controlavam as partes inferiores do rio. O número total de soldados confederados à época era de 35 mil soldados.

Guerra da Secessão
Imagem dos Estados Unidos, indicando
a localização das batalhas da guerra, por frentes e por ano.

Enquanto isto, outra tropa da União, composta de aproximadamente 30 mil soldados e comandada pelo General Irwin McDowell, moveu-se em direção ao sul, em território confederado. McDowell decidiu atacar as forças de Beauregard em Manassas - localizado a 25 quilômetros de Washington DC - e ao mesmo tempo, manter as forças do general confederado Johnston - que veio em auxílio de Beauregard - ocupadas.

Porém, as forças de Johnston conseguiram esquivar-se das forças de McDowell e juntaram-se com as forças de Beauregard. A Primeira Batalha de Bull Run começou em 21 de julho, onde as duas forças, compostas primariamente de soldados mal-treinados e recrutados à pressa, encontraram-se. As forças da União atacaram as posições dos confederados por diversas vezes, mas não obtiveram sucesso - em parte, graças aos esforços do General confederado Thomas Jackson, que foi apelidado posteriomente de Stonewall. Eventualmente, as forças de Beauregard contra-atacaram, e as forças da União recuaram às pressas para Washington. Alguns líderes sulistas cogitaram após a batalha um ataque contra Washington - uma vez que as tropas sulistas estavam a apenas alguns quilômetros da capital da União, por cima, mal-defendida. Posteriomente, alguns sulistas lamentariam o fato de não terem aproveitado esta oportunidade em atacar Washington, juntamente com o estado de Maryland - uma vez que a maioria da população de ambas era pró-confederação.

Após esta batalha, a previsão dos nortistas que a guerra terminaria em apenas 3 meses mostrou-se incorreta, e que uma longa guerra era esperada. Por mais de 2 anos, a auto-estima dos confederados quanto à uma vitória confederada ficaria em alta.

Fonte: pt.wikipedia.org

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