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Guerra de Tróia

 

História

Guerra de Tróia
Cavalo de Tróia

A guerra começou quando três Deusas ( Hera, Afrodite e Atena ) discutiram sobre quem era a mais bela.

Realizou-se então um concurso de beleza em que Páris de Tróia serviu de juiz.

As três Deusas tentaram suborná-lo, mas Afrodite ganhou por lhe ter prometido a mais bela mulher do mundo, promessa na qual obrigou-a a ajudar Páris no rapto da bela Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta.

Quando os gregos velejaram para Tróia a fim de recuperar Helena, os outros Deuses tomaram partido. Zeus tentou afastar os Deuses da guerra, mas Hera, que estava do lado dos gregos, usou perfumes para fazer Zeus adormecer. Quando Zeus acordou, os troianos já haviam sofrido pesadas baixas.

A luta em torno dos muros de Tróia durou 10 anos. A Ilíada se desenrola apenas nas seis semana do último ano da guerra. Mas o poema é uma história empolgante, vibrando ao choque dos homens armados e em combates. A Ilíada serviu de documento religioso para os gregos recém-saídos da Idade Negra, um documento que fixou a natureza da família olímpica ( os Deuses ). Para todos os tempos é uma grande tragédia, a história de um grande homem a quem o orgulho e a cólera rebaixam.

Aquiles, a figura central do poema, depois de uma discussão com Agamémnon, fica furioso e ofendido e se retira magoado para a sua tenda, enquanto os troianos sob o comando de Heitor, filho de Príamo, rei de Tróia, afastam os gregos das muralhas da cidade.

Quando Pátroclo morre, Aquiles reaparece para comandar os invasores de volta a Tróia, onde mata Heitor. Aquiles, levado à compaixão por mediação dos Deuses, entrega o corpo de Heitor a Príamo, para que ele seja sepultado com as honras de um herói.

Os gregos venceram a guerra com um famoso truque, deram a Tróia um presente (um cavalo de madeira dentro do qual se escondiam gregos). Enquanto os troianos dormiam, os gregos saíram do cavalo e abriram as portas da cidade para o restante do exército.

Vitoriosos, os gregos uniram de novo Helena a Menelau, e todos voltaram para casa. Porém um deles, Ulisses, que tivera a idéia do cavalo de madeira, demorou 10 anos para chegar em casa, o que resultou no segundo grande poema de Homero, a Odisséia.

Ulisses chegou à Terra dos comedores de Lótus e depois viu-se preso na caverna dos Ciclopes; correu perigo com a feiticeira Circe, que transformou os homens de Ulisses em porcos e depois mandou Ulisses às portas do Hades, onde ele conversou com seus amigos mortos na guerra de Tróia. Mas por fim conseguiu chegar a casa a tempo de matar os homens que se banqueteavam com os seus bens enquanto cortejavam a sua suposta viúva, a fiel Penélope.

Guerra de Tróia - Luta

Luta travada entre gregos e troianos, de 1250 a.C. a 1240 a.C., pelo domínio da cidade de Tróia, localizada no noroeste da atual Turquia.

Tróia ocupa posição estratégica no Helesponto (estreito de Dardanelos), entre os mares Egeu e de Mármara.

Seu porto é vital para o desembarque das mercadorias dos comerciantes gregos, que têm de se submeter aos impostos e às restrições estabelecidas pelos troianos.

Para acabar com o controle comercial, que prejudica seus negócios, os gregos resolvem atacar Tróia, que é arrasada pelo Exército grego. A guerra torna-se lendária e é o tema de Ilíada, poema épico do século VIII a.C. atribuído a Homero.

Segundo a obra, o estopim da guerra é o rapto de Helena, mulher de Menelau (rei de Esparta), pelo príncipe troiano Páris.

Menelau, então, reúne os gregos em Aulis e parte para a guerra. A luta entre gregos e troianos dura dez anos.

Para vencer os inimigos, o guerreiro Ulisses cria uma estratégia. O Exército finge se retirar e deixa um gigantesco cavalo de madeira diante das muralhas de Tróia.

Como consideram o cavalo um animal sagrado, os troianos recolhem o presente, que escondia soldados gregos em seu interior. Dessa forma, a cidade é invadida, saqueada e queimada.

Com a vitória, os gregos passam a controlar o tráfego marítimo na região.

Conta a Ilíada que certo dia Páris, o rei de Tróia, cobiçou e raptou a belíssima Helena, esposa do rei de Esparta, provocando com isso a ira dos gregos.

Estes, então, armaram-se e velejaram em direção ao reino de Páris a fim de trazer Helena de vola. Com isso, teve início a Guerra de Tróia.

A guerra foi difícil. O cerco à Tróia estendeu-se por dez anos repletos de violentos combates.

Apesar de seu enorme empenho, os gregos não estavam conseguindo romper os muros da cidade. Diante disso, decidiram pôr em prática uma idéia de Ulisses.

Construíram um gigantesco cavalo oco de madeira e o abandonaram a poucos metros das portas de Tróia. Depois, esconderam-se, fingindo uma retirada.

Julgando que os seus adversários tinham desistido, os troianos introduziam na cidade o imenso cavalo de madeira que trazia escondido em seu ventre soldados gregos.

Na madrugada do mesmo dia, enquanto os troianos dormiam, os gregos saíram de dentro do cavalo e abriram as portas da cidade par ao resto do exército. Com esse engenho ardil os gregos conseguiram vencer a guerra.

História da Guerra de Tróia

A história da Guerra de Tróia é uma das lendas gregas mais famosas.

Quando o príncipe troiano Paris seqüestrou Helena, a linda esposa de Menelau, este recrutou os gregos, liderados pelo Rei Agamenon de Micenae, para poder recuperar sua esposa. O cerco sangrento durou dez anos e ocasionou a morte de muitos heróis gregos, incluindo Hector e Aquiles.

A guerra foi finalmente ganha graças a brilhante tática de Odisseu. Seguindo ordens, os gregos abandonaram o local em barcos, como se tivessem sido derrotados, deixando para trás um enorme cavalo de madeira. Pensando que o cavalo era uma oferenda para os deuses, os troianos o colocaram dentro da cidade. Mas, ao anoitecer, uma equipe de guerreiros gregos saiu do interior do cavalo e abriu as portas da cidade para o exército grego que tinha voltado.

Tróia foi saqueada e totalmente queimada.

O mito se transformou em verdade quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann descobriu a real cidade de Tróia – que tinha sido queimada de fato em 1220 a.C. Agora é aceito que a guerra de Tróia realmente aconteceu, apesar de que é mais provável que a luta tenha sido ocasionada por rotas de comércio e não por amor.

O cerco

O cerco e a guerra de Tróia duraram 10 anos....

Dez anos sem os Gregos verem a Pátria, a família... já ninguém sabia suportar a saudade, o esforço de manter um cerco durante tanto tempo. Aquilo não podia continuar assim!

Ulisses teve a ideia de construir um enorme cavalo de pau, assente num estrado com rodas para se poder deslocar. Dentro da barriga do cavalo esconderam-se alguns homens. O cavalo foi deixado, como oferta, às portas da cidade de Tróia. Os outros Gregos fingiram que se retiravam.

Passados 4 dias, os Troianos convenceram-se que os Gregos tinham mesmo partido. Abriram, devagarinho, as portas da cidade e levaram para o meio da praça o cavalo, começando a festejar a vitória.

Durante a madrugada, quando os Troianos estavam a descansar, os Gregos saíram de dentro do cavalo, abriram as portas da cidade aos companheiros e destruíram, completamente, Tróia.

Tróia ou Ílion, como aparece citada nos poemas homéricos (Ilíada e Odisseia), era uma cidade da Ásia Menor situada na colina Hissarlik (Turquia), sobre a planície do rio Escmandro, a 30 Km da foz do rio Bósforo.

Segundo a lenda, esta cidade resistiu durante dez anos a um cerco dos gregos até que Ulisses utilizou a sua astúcia para vencer os troianos.

Fonte: br.geocities.com/www.anossaescola.com

Guerra de Tróia

Fim da Guerra de Tróia

Terras devastadas, pessoas mortas para todos os lados e poucos sobreviventes.

Este é o cenário após a Guerra de Tróia.

Os poucos sobreviventes eram os gregos que venceram a guerra com uma interessante técnica de ataque.

Era noite quando os troianos deixaram um grande cavalo de madeira oco, em forma de paz e símbolo para o fim da guerra.

Os adversários puseram o cavalo para dentro de suas fortalezas e começaram a comemorar e, quando dormiram, os soldados que estavam dentro do grande presente em forma de animal saíram e começaram a devastar e matar todos.

Ao amanhecer, não existia mais nenhum troiano, já que ocorreu um grande extermínio. Os poucos sobreviventes troianos comentam que, mesmo com a grande estratégia, eles não desistiram facilmente. Estar vivo é um orgulho, “sobreviver pela pátria é ótimo!” diz guerreiro Paulus.

O grande herói da guerra, Ulisses, afirma que: “a volta para minha casa muito difícil, Poseidon com seus castigos pelo mar, me impediu de ver meu filho Telêmaco e minha esposa Penélope mais cedo.”.

Todos esperam que não ocorra outra guerra ou coisa do tipo, pois os prejuízos são enormes e a baixa de soldados constitui uma perda insuperável.

A Guerra

A grande força grega, cujos maiores heróis eram Agamênon, Menelau, Ulisses e Aquiles, estava pronta para partir. E assim foi.

No sétimo ano de guerra, os troianos tinham fugido da matança de Aquiles e buscado refúgio atrás de suas muralhas, mas Hector permaneceu fora dos portões, deliberadamente esperando pelo duelo que sabia ter que enfrentar.

Quando Aquiles finalmente surgiu, Hector foi tomado de compreensível terror e virou-se para fugir. Percorreram três voltas ao redor das muralhas de Tróia antes que Hector parasse e destemidamente enfrentasse seu bravo oponente.

A lança de Aquiles alojou-se na garganta de Hector, caindo este ao chão. Mal podendo falar, Hector pediu a Aquiles que permitisse que seu corpo fosse resgatado após sua morte, mas Aquiles estando furioso, negou seu apelo e começou a sujeitar seu corpo a grandes indignidades. Primeiro o arrastou pelos calcanhares atrás de sua biga, ao redor das muralhas da cidade, para que toda Tróia pudesse ver. A seguir levou o corpo de volta ao acampamento grego, onde este ficou jogado sem cuidados em choupanas.

Após a morte de Hector, um grande número de aliados veio ao auxílio dos troianos, incluindo as Amazonas e os Etíopes. Todos foram mortos por Aquiles, mas ele sempre soube que estava destinado a morrer em Tróia, longe de sua terra natal.

Príamo, pai de Hector, pede ajuda às Ninfas do Mar e a Posêidon, querendo saber o ponto fraco de Aquiles e descobre que a mãe sua mãe, Tétis, quis tornar seu filho imortal e quando este era ainda um bebé, levou-o ao Mundo Inferior e o submergiu nas águas do rio Estige; isto tornou seu corpo imune aos ferimentos, excepto pelo calcanhar, o qual ela utilizou para segurá-lo, justamente onde foi atingido pela flecha lançada do arco de Príamo.

Após a morte de seu maior campeão, os gregos recorreram à astúcia nos seus esforços de capturar Tróia, que tinha aguentado seu cerco por dez longos anos.

Ulisses teve a ideia de construir um cavalo de madeira para ser ofertado aos troianos, como símbolo de sua rendição. Ao ficar pronto, um grupo composto pelos gregos mais corajosos, incluindo Ulisses, entrou no cavalo e rumaram a Tróia.

O cavalo de madeira foi ofertado a Príamo por Euríloco, um grego que fingia trair seu povo em troca de perdão. Laocoon, que considerado um adivinho em Tróia, alertou que o presente era uma armadilha. Disse ainda que os troianos não deveriam confiar no presente dos gregos. Logo em seguida as serpentes de Posêidon o enlaçaram e estrangularam. Com este augúrio, os troianos não hesitaram mais e começaram a mover o grande cavalo para dentro de suas muralhas, derrubando suas fortificações de modo a poder fazê-lo entrar. Hoje em dia usamos muito a expressão "presente de grego", que surgiu nessa ocasião.

Ao cair da noite, os heróis que estavam confinados dentro do cavalo, estando pronta a cena para o saque de Tróia, saíram de seu esconderijo e começaram a matança. Os homens lutaram desesperadamente, resolvidos a vender caro suas vidas, horrorizados pela visão de suas mulheres e filhos sendo arrancados de seus refúgios para serem mortos ou aprisionados. Mais deplorável foi a morte de Príamo, assassinado no altar de seu parque por Neoptólemo, filho de Aquiles.

Ao findar a batalha, Ulisses chega a beira-mar e desafia os deuses dizendo: "Viram, deuses do mar e do céu, eu conquistei Tróia. Eu, Ulisses, um mortal de carne e osso, de sangue e mente. Não preciso de vocês agora. Posso fazer qualquer coisa".

Posêidon, sentindo-se ofendido pergunta o porquê de estar sendo desafiado e lembra de que sua ajuda foi crucial ao mandar suas serpentes matar Laocoon, só assim o cavalo pôde ser introduzido em Tróia.

Irado por Ulisses recusar-se a agradecer e por sua arrogância, Posêidon diz que os homens não são nada sem os deuses e o condena a vagar para sempre em suas águas e nunca mais voltar a costa de Ítaca. Ulisses não se arrepende e diz que nada nunca o deterá.

Guilherme Inácio Grandesi

Arthur Ribeiro Sampaio

Guilherme Yuji Endo

Fonte: www.colegioparthenon.com.br/strutas.no.sapo.pt

Guerra de Tróia

A antiga história grega da guerra entre a Grécia e Tróia é um épico de amor, vingança, sofrimento e derramamento de sangue.

Muitas pessoas pensaram que era apenas um mito e que a própria cidade de Tróia nunca existiu.

Mas em 1870 um arqueólogo alemão chamado Schliemann descobriu os restos de uma cidade que pode bem ter sido Tróia. Se a cidade era real, algumas partes da história também pode ter sido real.

A Guerra de Tróia aconteceu relamente

Guerra de Tróia é uma das narrativas mais famosas do mundo, mas seria também um fato histórico? Há cem anos, Heinrich SchUemann, um empresário alemão, decidiu comprovara veracidade do trágico combate entre gregos e troianos.

O poema épico de Homero que versa sobre a Guerra de Tróia, a Ilíada, é uma das grandes obras da literatura ocidental.

O enredo da terrível guerra entre gregos e troianos é repleto de personagens e episódios inesquecíveis: a bela Rainha Helena, cujo romance com o príncipe troiano Paris Alexandre foi o estopim dos dez anos de árduos combates; os reis gregos Agamenon e Menelau, irmãos que reúnem um grande exército para buscar Helena, esposa de Menelau; Aquiles, o bravo guerreiro, e seu rival troiano, Heitor; Príamo, o rei de Tróia, e sua filha Cassandra, que profetiza a grande catástrofe a se abater sobre sua cidade, sem que ninguém acredite em suas palavras; e, é claro, o sábio Ulisses, cuja astúcia e habilidade acabam por trazer a vitória aos gregos.

Para os homens da Antiguidade Clássica, a historicidade desses personagens, assim como da Guerra de Tróia, era inquestionável. Até os romanos julgavam-se descendentes do guerreiro troiano Enéias, que se fixou na Itália após ter fugido de Tróia, que fora tomada pelas chamas. Eles reverenciavam o descendente de Enéias, Rômulo, fundador da cidade de Roma. Ao longo dos séculos, contudo, a imagem de Tróia foi se desvanecendo. Tudo que restou foi a lembrança de um lugar mítico, não muito distante do país das fadas.

Um arqueólogo obstinado

No século XIX, contudo, um homem estava convencido de que o poema homérico não era apenas simples ficção, mas descreveria acontecimentos reais, ainda que circundados por episódios fabulosos, datados de 1250-1230 a.C. Heinrich Schiiemann (1822-1890) era um homem de negócios do estado alemão de Mecklenburg.

Já tinha acumulado fortuna e viajado ao redor do mundo, quando, aos 44 anos, passou a dedicar-se a um sonho de infância: estudar a Antiguidade Clássica e encontrar o local onde ocorrera a Guerra de Tróia.

Ao contrário de muitos arqueólogos do século XIX, Schiiemann acreditava que a Tróia de Homero estivera situada em uma colina chamada Hisarlik, próxima costa do Mar Egeu na Ásia Menor (atual Turquia). Ele iniciou suas escavações em 1871, e logo seus esforços foram coroados de sucesso. Sua descoberta mais sensacional foi por ele denominada Tesouro de Príamo, uma coleção de peças de ouro que data de cerca de 2400 a.C., mas que Schiiemann erradamente atribuiu época da Guerra de Tróia.

As últimas descobertas

Hoje, itens mais prosaicos, como instrumentos de metal, sementes de plantas ou cacos de cerâmica, são o verdadeiro tesouro dos arqueólogos. A partir desses humildes objetos, é possível extrair as conclusões mais espantosas, que constróem uma imagem nova e totalmente diferente do que teria sido Tróia.

Um total de dez cidades sobrepostas já foi identificado pêlos arqueólogos no sítio de Hisarlik. O nível mais antigo, um vilarejo cercado de muros chamado Tróia I, data de 2900-2600 a.C.

A Tróia de Homero estava sepultada no nível VI (1700-1250 a.C.), e era dez vezes maior do que inicialmente se supunha: além da cidadela com os palácios, cuja existência já se esperava, existia uma periferia de tamanho razoável, onde moravam as pessoas comuns.

Muito antes da guerra, Tróia já era uma cidade rica e poderosa, e provavelmente um alvo preferencial de saqueadores. O chefe da equipe de escavações em Tróia, Manfred Korfmann, da Universidade de Tübingen (Alemanha), acredita que, em vez de uma grande Guerra de Tróia, muitas batalhas menores, embora não menos violentas, tenham ocorrido a partir da Idade do Bronze, uma vez que o controle daquele importante centro de comércio deve ter sido cobiçado por diversos povos. A razão para a queda final da poderosa cidade, por volta de 1250 a.C., pode ter sido até mesmo um terremoto.

Uma recente e sensacional descoberta pode vir a lançar uma nova luz sobre essa questão: um selo da Idade do Bronze com inscrições em hieróglifos hititas — e não letras gregas — sugere que Tróia pode ter sido uma cidade não-grega, fazendo parte da cultura hitita na região da Anatólia central. Conseqüentemente, dentre os numerosos documentos hititas encontrados na Anatólia, podem emergir novas pistas sobre a ruína de Tróia e, talvez, provas da guerra narrada por Homero.

Fonte: www.colegioacademia.com.br

Guerra de Tróia

Homero narra em seus poemas Ilíada e Odisséia a saga do conflito

O filme Tróia foi baseado no chamado Ciclo Troiano - que reúne uma série de histórias e mitos relacionados à destruição pelos gregos da cidade de Tróia -, do qual os dois poemas épicos atribuídos a Homero - Ilíada e Odisséia - formam a principal base. Segundo a tradição histórica e literária, Homero teria vivido por volta do século VIII a.C. e referia-se em seus poemas épicos a episódios que teriam ocorrido cerca de 400 anos antes, por volta do século XII a.C.

A altura do século XII a.C., a escrita com base no alfabeto ainda não havia sido desenvolvida. Por esta razão, não há registros históricos que comprovem os eventuais fatos históricos ocorridos. Na ocasião, as tradições eram transmitidas oralmente, de geração a geração, por cantadores, e estavam sujeitas a todo tipo de alteração que essa categoria de divulgação provoca.

Assim, quando Homero - ele próprio uma figura sobre a qual não há comprovação histórica da existência, ou mesmo de que tenha, de fato, sido o autor original da Ilíada e da Odisséia - perpetuou seus poemas, fez com base naquelas histórias orais a que teve acesso e que relatavam feitos - reais ou imaginários - que vinham de uma tradição de centenas de anos.

Mescla de histórias

O filme Tróia, do diretor Wolfgang Petersen e do roteirista David Benioff, acaba retratando episódios contados nos dois poemas de Homero e reconstruindo o que teria sido a Guerra de Tróia.

Segundo a obra de Homero, a Guerra de Tróia teria durado cerca de dez anos e seu início foi marcado pelo rapto de Helena, "a mais bela do mundo", mulher do rei Menelau, de Esparta. O autor do rapto foi Páris, filho de Príamo, rei de Tróia.

Para defender sua honra, Menelau e seu irmão, Agamenon, rei de Micenas (ou Argos), reúnem forças gregas de diversos reinos para resgatar Helena em uma ação contra Tróia, que é chamada de Ilion na história narrada por Homero (daí o nome Ilíada).

Ilíada trata da chamada cólera de Aquiles, principal personagem da história, maior guerreiro grego que acaba se desentendendo com Agamenon - o chamado rei dos reis, líder dos gregos na campanha contra Tróia -, durante o período que situa-se na virada do nono para o décimo ano da guerra.

Aquiles decide deixar os combates após ter uma de suas escravas, Briseida, sua preferida, tomada de seu poder por Agamenon. Como nas guerras da época o saque das cidades dominadas era comum e os bens dessa comunidade eram divididos entre os vencedores - assim como as mulheres e crianças e velhos sobreviventes, que se tornavam escravos -, a pilhagem era também um motor das guerras.

Em uma das batalhas na campanha grega, Agamenon havia tomado como sua escrava Criseida, filha de Crisis, apóstolo de Apolo (divindade solar na tradição grega). Por esta razão, Apolo teria provocado uma praga entre os soldados gregos. Para abrandar a fúria de Apolo, Aquiles sugere a libertação de Criseida e sua devolução a seu pai. Agamenon aceita, mas, para compensar sua perda, exige a escrava Briseida de Aquiles. Após Agamenon se apossar da mulher, Aquiles se revolta e deixa a guerra, junto com seus homens leais.

O grande problema é que Aquiles era o grande guerreiro entre os gregos, a ponto de sua ausência provocar importantes revezes nos combates com os troianos, estes protegidos por uma grande fortificação em torno da cidade.

Aquiles é um semideus (ou herói), isto é, filho de uma deusa (Tétis) com um humano (Peleu). Apesar dessa ascendência, trata-se de um mortal. Na Ilíada, em um encontro com sua mãe, Aquiles é alertado de que se prosseguir na guerra, não voltará jamais.

A busca por vingança

 No entanto, Pátroclo, grande amigo de Aquiles, a pedido de Agamenon, tenta convencer Aquiles a voltar aos combates, dado o grande abatimento que se dá sobre os gregos após seu afastamento. Mas ele não consegue demover Aquiles da idéia de manter-se afastado. Pátroclo acaba pedindo a armadura e as armas de Aquiles para que seja confundido com o herói e lidere os gregos contra os troianos. Porém Pátroclo acaba sendo morto por Heitor, grande líder militar dos troianos, também filho do rei Príamo e irmão de Páris.

Após saber da morte de Pátroclo por Heitor, Aquiles decide vingar-se e volta ao campo de batalha. Ele se enfrenta em duelo com Heitor e acaba matando seu oponente troiano. O último canto da Ilíada narra o episódio de Príamo se dirigindo a Aquiles para resgatar o corpo de Heitor e realizar seus funerais.

Partes da Odisséia

No filme Tróia, são incluídos elementos da Odisséia, que é considerado um poema posterior à Ilíada e que narra as aventuras do herói Odisseu (Ulisses, segundo a tradição latina) em seu retorno da Guerra de Tróia para sua cidade, Ötaca.

Na Odisséia, personagens que teriam vivido a Guerra de Tróia ao lado de Odisseu rememoram os episódios passados para os mais diversos públicos. Uma das passagens da Odisséia é a história do cavalo de Tróia, em que os heróis gregos, liderados por Odisseu, constroem um grande cavalo de madeira e o deixam como oferenda aos troianos, em sinal de uma suposta capitulação aos combates. No entanto, guerreiros gregos liderados por Odisseu se escondem no cavalo e, na noite após o cavalo ser levada para dentro dos muros de Tróia, deixam a estrutura de madeira e conseguem abrir os portões da cidade para que as tropas gregas a destruam. Esse trecho da Odisséia é também reproduzido pelo filme estrelado por Brad Pitt, que vive justamente Aquiles na história.

"O filme, pelo que vi, vai contar a história toda. Não vai fazer aquilo que Aristóteles aconselhava: que a ação deve ser una, tem de fazer uma ação concentrada, não adianta querer contar tudo, porque, aí, você não vai conseguir contar bem nada. Mas pelo que vi, o filme vai contar tudo, desde o rapto de Helena até a destruição de Tróia", diz André Malta Campos, professor de Grego Antigo da FFLCH- USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo).

Além da aglutinação de histórias contadas nos dois poemas, o filme inclui ainda cenas editadas com "liberdade poética" que não são narradas por Homero. Há também uma grande influência da literatura posterior a Homero que desenvolve e dá seqüência a histórias e mitos inicialmente apresentados pelo autor.

"Isso (a livre adaptação de obras literárias) é muito comum no cinema. Eu acho que ele (o filme Tróia) vai ter um grande apelo de público, principalmente por causa do Brad Pitt, que faz Aquiles. Por exemplo, minha filha que tem um interesse cultural muito diferente do meu e que desde pequena sempre ouviu as histórias gregas, e nem por isso se interessou muito pelos gregos, como acontece em todas as famílias, já me falou desse filme por causa do herói. Os americanos têm uma tendência para não serem muito fiéis às histórias. Acho que eles têm mais um objetivo comercial", explica Filomena Hirata, professora de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP.

"Mas eu acho que o cinema tem trazido boas reproduções dos mitos antigos. Pelo menos dentro daquilo que eu pude ver: Electra, de (Michãl) Cacoyannis, nos anos 60; a Ifigênia, também do Cacoyannis, mais recentemente; até uma versão de As Troianas, também do Cacoyannis, com atrizes americanas. Eu acho que há exemplos marcantes. O cinema tem feito, pelo menos, muito boas apresentações daquilo que são as tragédias gregas. Então eu acho que o cinema faz isso com sucesso... No geral eu gosto muito do que o cinema faz", diz a professora.

Carlos Brazil

Fonte: cantinho.posterous.com

Guerra de Tróia

A Guerra de Tróia teve lugar, supostamente, há cerca de 3.200 anos. Segundo Homero, a guerra ocorreu porque Páris, príncipe de Tróia, raptou Helena, rainha de Esparta.

O esposo de Helena, o rei Menelau, após ter conhecimento do rapto, pediu ao seu irmão Agamémnon, rei de Micenas e de toda a Grécia, ajuda para trazer Helena de volta a Esparta. Agamémnon aproveitou o incidente para conquistar Tróia, algo que já queria fazer há muito tempo.

O rei de Micenas e da Grécia comandou então um exército de mais de mil navios pelo mar Egeu, em direção à costa de Tróia. O cerco da cidade durou quase 10 anos, sem sucesso.

Então, o rei de Ítaca, Odisseu, teve a seguinte ideia: fingir que se iam embora, deixando um enorme cavalo de madeira na praia, com os melhores guerreiros da Grécia instalados, em silêncio absoluto, no seu interior, como uma oferta para os troianos. O rei de Tróia, Príamo, ordenou que o cavalo fosse deslocado para dentro das muralhas da cidade, sem suspeitar da trama.

Já no interior da cidade, durante a noite, os gregos desceram do cavalo, surpreendendo os troianos, e abriram as portas da cidade para o resto do exército grego entrar. A cidade foi destruída, os troianos escravizados e Menelau levou Helena de volta a Esparta.

Grandes heróis ganharam a imortalidade devido a essa guerra: Aquiles, Heitor, Ájax, Diomedes, Idomeneu, entre outros.

Agamémnon

Segundo a mitologia grega, Agamémnon era rei de Micenas, filho do rei Atreu, irmão de Menelau e bisneto de Tântalo. Casou com Clitemnestra, da qual lhe nasceram Ifigénia, Electra e Orestes.

Quando Páris raptou Helena, mulher de Menelau, Agamémnon incitou os Gregos a marchar contra Tróia, sendo designado chefe supremo das tropas reunidas em Aulida (Beócia). A Ilíada descreve Agamémnon como uma figura majestosa e digna. Conquistada Tróia, regressou a Micenas com a sua amante, a profetisa Cassandra, sendo ambos assassinados por Clitemnestra, ajudada pelo seu amante Egisto. Anos mais tarde, Orestes, para vingar o pai, assassinou a mãe e o amante.

O trágico destino desta família inspirou ao longo dos séculos numerosos pintores e poetas.

A Guerra de Tróia - Lenda

A Guerra de Tróia tornou-se famosa e conhecida através dos relatos de Homero em suas obras, Odisséia e Ilíada. Na mitologia grega, esta guerra teria acontecido no final do período Micênico, envolvendo gregos e troianos em uma sangrenta batalha que durou cerca de dez anos.

A lenda diz que o motivo da Guerra de Tróia foi o fato de Paris, filho do rei Príamo, ter trazido Helena, a esposa de Menelau, rei da Esparta, com ele para a cidade de Tróia.

O amor dos dois jovens causaria uma imensa revolta no rei espartano que, imediatamente, ordenaria que um exército, comandado por Agamenon, seu irmão, fosse até a rica cidade recuperar sua esposa.

Sob o comando de Agamenon estavam muitos homens, incluindo alguns heróis da mitologia grega, como Diomedes, Aquiles, Odisseu, Pátroclo, Nestor e Teucer, além daqueles dois chamados por Ajax.

A investida dos gregos em Tróia obteve uma resposta à altura, uma vez que Paris se recusava a devolver Helena a Menelau, e as batalhas se seguiram consumindo um tempo de mais de nove anos e a vida de dezenas ou centenas de homens.

Neste tempo, os gregos tentaram de todas as maneiras reaver Helena utilizando, inclusive, uma frota marítima de mil embarcações para chegar à cidade através da Baía de Aulis. O ano decisivo para gregos e troianos nesta guerra foi o décimo depois de seu início.

Em meio ao tumulto causado pela guerra, Aquiles deixou o campo de batalha depois de várias discordâncias com Agamenon, o líder da empreitada.

Depois de algum tempo, porém, o herói voltaria à Tróia para vingar a morte de seu amigo, Patroclus, ato que resultou na morte de Hector, o maior de todos os guerreiros troianos.

Esta seria a primeira derrota de Tróia, uma rica e cobiçada cidade, localizada na costa de onde hoje fica a Anatólia, ao sul da entrada de Dardanelos.

Depois deste evento, outras batalhas se seguiram até que Aquiles acabasse sendo morto pelo próprio Paris, tempos depois.

Mas o final da Guerra de Tróia, e, com certeza, seu capítulo mais conhecido, aconteceu quando os gregos, em um ato de astúcia e esperteza comprovada, fingiram enviar um presente de paz à Helena, prometendo o fim definitivo da guerra.

O presente era nada menos do que um imenso cavalo feito de madeira, que adentrou cidade sem maiores problemas, instigando a curiosidade de todos os seus habitantes e governantes.

Dentro do cavalo, porém, estava escondida uma imensa tropa de soldados gregos, que esperaram a noite cair para sair dali e dominar totalmente a cidade. Tróia foi completamente destruída e teve a maioria de seus habitantes mortos, se não pelos soldados gregos, pelo fogo que tomou conta de toda sua extensão.

Os gregos saquearam e queimaram a cidade, assassinando os homens e capturando a maioria das mulheres, que foram levadas como escravas à Grécia. A guerra estava terminada e havia sido vencida pelos gregos.

Alguns poucos sobreviventes fugiram em direção à Itália, liderados por Enéias, um habitante de Tróia.

A descoberta do sítio arqueológico que compreende a cidade de Tróia é delegada ao arqueólogo Heinrich Schliemann que, movido pela curiosidade de testar a veracidade das histórias de Homero, deixou sua terra-natal para procurar vestígios desta antiga cidade.

Suas escavações, que aconteceram no século dezenove, foram de grande valia para a história mundial, uma vez que Schliemann de fato encontrou a localização exata de Tróia, assim como descobriu que a cidade chegou a ser reconstruída várias vezes.

Algumas expressões verbais, como 'gregos e troianos' e 'cavalo de Tróia', são utilizadas até hoje para descrever inimigos eternos e presentes desagradáveis.

Fonte: www.carlos-costa.com/urs.bira.nom.br

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