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Guerra do Contestado



 

Março de 1915 - Coluna oeste - O tenente coronel no comando de mil e quinhentos soldados, dois oficiais e três piquetes de vaqueanos legalistas vasculham os arredores de União da Vitória, vila de Rio das Antas, Nova Galícia, serraria Calmon e serraria Lumber. Em seguida recebem ordens de marchar para a estação Caçador, onde deveriam reconstruí-la.

Março de 1915 - Coluna Leste - O tenente coronel Júlio César no comando de quinhentos soldados, um oficial e um piquete de vaqueano legalista percorrem os arredores da vila de Papanduva. À frente de várias tentativas frustradas, improvisam acampamento na vila. O major Taurino de Resende no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueanos legalista percorre os arredores da vila de Rio Negro. Não conseguindo o objetivo, improvisam acampamento na vila. O capitão Tertuliano Potyguara no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueano percorrem as cercanias de vila de Itaiópolis. Como também não obtiveram sucesso, improvisam acampamento na vila.

Março de 1915 - O capitão Henrique Wolland – Alemãozinho - pede a seu amigo Carneirinho que siga a coluna sul, enquanto tenta convencer os líderes da irmandade no sentido norte. Tempo depois, ele chega ao novo reduto Piedade de Bonifácio Papudo e é recebido com hostilidade. Explica a sua história em detalhes, a real situação e as conseqüências se continuassem com os seus planos. Foi convicto que seriam todos exterminados da face da terra, porque as quatro colunas do general Setembrino tinham sete mil soldados e quase cinco mil vaqueanos legalistas. Após segue para os novos redutos de Francisco Salvador, Estanislau Schumann, Conrado Glober, Reinchardt, seguindo na direção aos demais no sul do estado.

Março de 1915 - Coluna sul - A frente do coronel Estillac Leal no comando de quinhentos soldados, seis oficiais e o piquete do lendário Lau Fernandes, seguem em direção ao vale de Santa Maria. Alemãozinho e Carneirinho tentam convencê-los a depor as armas, pedem que todos os confinados retornem as suas casas, assim evitaria milhares de mortes desnecessárias. Alemãozinho conta que tinha recebido a missão do próprio São João Maria. Maria Rosa confirma a veracidade de suas palavras. Apesar de saber do fato, insistem no confronto com as tropas republicanas. Elias de Moraes coordena o plano no confronto com a frente do coronel Estillac Leal, enquanto ele e a sua tropa se encontravam a caminho do reduto. Houve o confronto dos jagunços com as tropas do coronel Estillac Leal, obrigando-os a recuar até a vila de Butiá Verde. Dias depois, decide formar o cerco na única entrada do reduto, assim forçando-os a se entregar quando houvesse escassez de alimentos, o que aconteceria dias depois.

Guerra do Contestado

12-Capitão Henrique Wolland, Carneirinho e jagunços

Março de 1915 - O líder dos pares de França, Adeodato Ramos, aproveitando a vitória contra as tropas republicanas, declara a todos os membros de Santa Maria, que foi incumbido pelo seu José Maria para comandar a Guerra Santa. A partir dessa data histórica, inicia-se o mais violento e sangrento episódio contra os confinados da irmandade de São Sebastião. Assim que tomou o comando geral, manda matar o possível concorrente ao cargo, Antoninho Vidente.

Março de 1915 - Coluna Oeste - a frente do capitão Tertuliano Albuquerque Potyguara, no comando de quinhentos soldados, dois oficiais e um piquete de vaqueano legalista destroem e incendeiam os redutos de Ignácio Lima, Aleixo Lima, Maria Rosa, Tamanduá e Traição.

Março de 1915 - Alemãozinho tenta convencer os líderes dos redutos: Maria Rosa, Tomazinho, Pinhalzinho, Tapera, Guarda dos Crespos, Negro Olegário, São Miguel, Perdizes, São Sebastião, Guarda dos Quadros, Taquaruçú, Rio das Pedras, Caçadorzinho, Irmãos Sampaio, Campos de Irani e Campos de Palmas.

Após retorna ao Quilombo Capão dos Negros, com o objetivo de levar Chica Pelega novamente à aldeia Kaigang nos arredores de Papanduva. Próximos da aldeia ouvem tiros naquela direção, correm para auxiliar os índios que se encontram sobre ataque do piquete de Pedro Ruivo. O plano do coronel Fabrício Vieira era exterminar os índios Kaigang, jogando a culpa nos jagunços de José Maria, assim como fizeram na aldeia dos Xocleng nos arredores de Canoinhas. Com o inesperado reforço, os vaqueanos sobreviventes são obrigados a fugir, Chica Pelega e Alemãozinho ferem gravemente Pedro Ruivo, mas conseguem escapar.

Março de 1915 - Coluna sul - A frente do capitão Vieira da Rosa no comando de quinhentos soldados, seis oficiais e dois piquetes de vaqueanos legalistas destroem, incendeiam e exterminam os cento e cinqüenta prisioneiros do reduto de Taquaruçú. Destroem e incendeiam também os redutos de São Sebastião, só que dessa vez não conseguem fazer nenhum prisioneiro. Seguem para o reduto Guarda dos Quadros de Chico Pitoca, onde depois de violento combate, matam o seu líder e fazem duzentos e trinta prisioneiros. O capitão Rosinha pretendia exterminá-los, mas diante de uma forte discussão com os chefes dos piquetes, decide levar os prisioneiros para Curitibanos. Os oitenta e um feridos são mortos e queimados com grimpas no capão da mortandade, proximidades do Rio Marombas.

Abril de 1915 - A frente dos milhares de prisioneiros feitos nas dezenas de confrontos com os jagunços, o general Setembrino envia o seu ajudante de ordens, Antônio Guilhon à Florianópolis, solicitando ordens, pois não tinham recursos financeiros e menos ainda condições de mantê-los na prisão. Temendo que a imprensa liberal fosse buscar provas concretas contra eles, sobre a chacina no Desfiladeiro do Diabo, Desfiladeiro da Morte e de Curitibanos, as autoridades decidem liberar os recursos, pois era muita gente para se exterminar, assim, permanecendo no anonimato.

Abril de 1915 - Alemãozinho chega ao novo reduto de Pinhalzinho, onde consegue convencer os líderes a deporem as armas. Entrega três mil fanáticos ao oficial no comando de Papanduva, o coronel Júlio César. A frente do capitão Potyguara, dois oficiais e um piquete de vaqueano legalista, destroem e incendeiam o reduto Traição, Faxinal, Reinchardt. No reduto Caçador têm um ferrenho combate com os pares de França e vários piquetes de jagunços, mas enfim assumem o reduto, também o incendeia. A líder Maria Rosa resolve abandonar reduto de Perdizinhas, buscando proteção em Santa Maria.

Abril de 1915 - A frente do capitão Potyguara confronta-se com os jagunços, forçando-os a abandonar o reduto Perdizinhas, refugiando-se em Santa Maria. O capitão ordena a seus soldados incendiar o reduto, seguindo para Santa Maria.

Abril de 1915 - O comandante interino Adeodato Manoel Ramos desespera-se com os mais recentes acontecimentos, inclusive com o cerco republicano na entrada do vale. Prevendo a queda da irmandade de São João Maria, implanta um regime autoritário e desumano em Santa Maria. A epidemia de Tifo e a falta de alimentos levam dezenas de pessoas à morte. Não vendo outro jeito, mata covardemente o líder Aleixo Lima na frente de todos, visando implantar o terror nos confinados, evitando uma debandada geral.

O coronel Potyguara envia Carneirinho a intimar os líderes a depor as armas e a se entregar, onde seriam tratados como prisioneiros de guerra. Do contrário, deveriam liberar os doentes, mulheres, velhos e as crianças, evitando assim muitas mortes desnecessárias. O comandante Adeodato, após longa discussão com os líderes, decide liberar quase dois mil confinados. Assim que chegam ao acampamento republicano, o coronel Estillac Leal manda matar várias reses para alimentar os famintos.

A líder Maria Rosa e a sua família resolvem abandonar Santa Maria, refugiando-se nos arredores do morro do Taió. O líder Benedito também abandona o reduto com sua família e amigos, refugiando-se nas proximidades do Arraial de Taquaruçú. Em conseqüência dessas fugas, mata friamente o líder Joaquim Germano.

Dias depois, Adeodato Ramos libera mais mil e quinhentos confinados, visando suportar mais tempo o cerco republicano, porque em sua visão eram bocas inúteis. Em seguida abandona o reduto, com o objetivo de surpreender as tropas republicanas. A frente do capitão Potyguara entra no reduto de Santa Maria no sentido oeste e encontra-o completamente abandonado. Adeodato e os seus piquetes atacam de surpresa, pegando as tropas num fogo cruzado. O capitão envia um mensageiro a frente do coronel Estillac Leal, requisitando tropas de apoio. Diante da demora do reforço militar, a sua frente tem dezenas de baixas, pela primeira vez se encontra numa situação desesperadora.

Mas enfim chega o reforço, assim fazendo que Adeodato e os seus piquetes debandarem desordenadamente. Em conseqüência da demora do reforço, os dois oficiais no comando discutem violentamente, mas são contidos pelos outros oficiais. Após, o coronel ordena para que incendeiem o reduto, retornando a vila de Canoinhas.

Abril de 1915 - Alemãozinho consegue convencer os líderes: Estanislau Schumann, Guilherme Reinchardt, Sebastião Campos, Bonifácio Papudo e Francisco Salvador, que se entregam com dois mil confinados ao general Setembrino em Canoinhas. Em conversa particular, Alemãozinho pede para o general retirar o seu nome nos relatórios militares, destruir a pasta de identidade militar no alto comando militar do Rio de Janeiro, inclusive apresentar ao ministro a sua demissão.

Após, ele pede também para não constar o nome de Chica Pelega nos relatórios de prisioneiros, pois pretendia levá-la para o Rio de Janeiro, levando uma vida normal e no completo anonimato. No dia seguinte, o general Setembrino recebe ordens do presidente Venceslau Brás e do ministro da guerra Caetano de Farias, que deveria fazer um relatório dos prisioneiros e após libertá-los. Aproveitando, informa ao ministro que a sua missão na região do contestado estava cumprida e pedia para retornar ao Rio de Janeiro, deixando que os governadores terminassem de pacificar os sertões de Santa Catarina e Paraná.

Abril de 1915 - Alemãozinho retorna a aldeia Kaigang, em seguida parte com Chica Pelega para o Rio de Janeiro. A partir desse momento, morre no quase anonimato, o líder jagunço e capitão republicano Henrique Wolland, e a líder guerreira Chica Pelega de Taquaruçú.

Maio de 1915 - Capitão Vieira da Rosa, tendo apoio dos chefes de piquetes de vaqueanos legalistas, decidem acabar definitivamente com os poucos focos dos jagunços de José Maria. Apoiados pelos governadores e os coronéis das províncias, implantam o famoso confisco de guerra, onde teriam o direito de posse dos objetos de valor em suas conquistas.

Maio de 1915 - Os líderes, Manoel Padilha e Sebastião Campos montam o reduto de Pedras Brancas, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas. Olegário Ramos e os irmãos Ventura montam o reduto de Guarda dos Santos, tendo aproximadamente oitocentas pessoas confinadas. Adeodato Ramos monta o reduto de São Miguel, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas, inclusive Elias de Moraes, Maria do Carmo, Conceição e os pares de França. Os líderes, Manoel Morais, Manoel Lira de Jesus e Corado Glober montam o reduto de São Pedro, às margens do Rio Timbó, tendo aproximadamente três mil pessoas confinadas, agora contando com os confinados do reduto de São Miguel. Os líderes, Manoel Rocha e Euzébio Ferreira dos Santos montam o reduto de Poço Preto, nas proximidades de Vila Nova do Timbó, tendo aproximadamente cento e cinqüenta pessoas confinadas.

Junho de 1915 - A líder guerreira Maria Rosa prevendo a existência de muitas mortes nos novos redutos, que tinha no comando geral o inescrupuloso Adeodato Ramos, decide retornar com a sua família para o reduto de Pedras Brancas. O capitão Vieira da Rosa no comando de trezentos soldados da guarda nacional e o piquete de vaqueano de Francisco Geraldo destrói e incendeia o reduto de Pedras Brancas, chacinando todos os trezentos prisioneiros.

Setembro de 1915 - Estabelecidos no Rio de Janeiro, Henrique Wolland e Chica Pelega sobrevivem no mais completo anonimato. Na visita ao estúdio fotográfico do marido, escuta a conversa dele e do ex-ministro Rui Barbosa, onde afirma que o senador Pinheiro Machado foi um dos principais culpados pelo envio de tropas à região contestada, onde morreram toda a sua família. Chica passa a planejar uma maneira de vingar a morte deles e informa-se sobre os passos do senador. Dias depois, mata-o juntamente com seus seis capangas em frente ao parlamento, morrendo definitivamente a guerreira e nascendo a tradicional mulher naquela época.

Novembro de 1915 - A líder Maria Rosa retira a sua família do reduto de São Pedro, refugiando-se nos arredores de Canoinhas, na fazenda de Silvério Bastos.

O capitão Euclides de Castro no comando de trezentos soldados da guarda nacional e o piquete de Lau Fernandes destrói e incendeia o reduto de Guarda dos Santos e Poço Preto, fazendo diversos prisioneiros.

Dezembro de 1915 - O comandante Adeodato Ramos monta o reduto de São Sebastião, às margens do Rio Timbó, tendo aproximadamente mil pessoas confinadas. O lendário Lau Fernandes no comando de duzentos vaqueanos destrói e incendeia a reduto, fazendo centenas de prisioneiros, levando-os para Canoinhas.

Dezembro de 1915 - Elias de Moraes no comando do reduto São Pedro, soube da destruição do reduto de São Sebastião, decide reforçar as suas defesas para evitar surpresas desagradáveis. O capitão Euclides de Castro no comando de trezentos soldados e do piquete de Lau Fernandes destrói e incendeia o reduto de São Pedro, fazendo centenas de prisioneiros.

Dezembro de 1915 - A líder Maria Rosa e a sua família se entregam ao oficial no comando de Canoinhas, o capitão Euclides de Castro, em seguida Elias de Sousa deixa-a aos cuidados de Silvério Bastos. Ele faz novo registro de nascimento, criando-a como fosse a sua própria filha. O mundo Jagunço desmorona, milhares de confinados se entregam às autoridades legais em diversas regiões do contestado. Adeodato em fuga, em Perdiz Grande encontra-se com o velho Euzébio, mata-o covardemente pela derrota aos republicanos.

O coronel Fabrício Vieira das Neves manda que Pedro Ruivo e os seus vaqueanos, montem uma tocaia na estrada principal de Lages a Vacaria. Pedro Ruivo cumpre as ordens, chacina covardemente o lendário Elias de Moraes e toda a sua família.

Outubro de 1916 - O governador coronel Felippe Schimidt de Santa Catarina, o governador Afonso Alves de Camargo do Paraná, ministros, parlamentares e o presidente Venceslau Brás chegam a um acordo sobre as divisas dos dois estados. Mas para que isso se tornasse uma realidade, foi necessário morrerem mais de dez mil caboclos, quase dois mil soldados republicanos, aproximadamente mil e quinhentos vaqueanos legalistas e quase três mil civis que habitavam a região contestada. Coronel Fabrício Vieira das Neves e Pedro Ruivo são presos no quartel na Lapa, soltos tempos depois, devido à falta de provas.

Agosto de 1916 - O lendário Adeodato Ramos é encurralado num capão de mato no vale de Santa Maria, vendo que era impossível romper o bloqueio dos vaqueanos, acaba se entregando. Ele é encaminhado para cadeia de Curitibanos.

Guerra do Contestado

13-Adeodato Manoel Ramos Preso em Desterro

Dezembro de 1916 - O comandante dos jagunços da irmandade de São Sebastião é levado a julgamento a portas fechadas, somente presentes as autoridades locais e das províncias do contestado, onde foi condenado a trinta anos de prisão pelo Juiz de direito Guilherme Abry e pelo promotor de justiça Marcílio da Cruz Maia. Ao escutar a sentença Adeodato joga o seu chapéu para o alto, exclama irônico: - Trinta anos, eu dou até risada! Imediatamente é transferido para a prisão de Lages, onde tinha maior segurança.

Dezembro de 1917 - O coronel Henrique Paes de Almeida Filho tenta contratar o jagunço Conrado Glober, imediatamente recusa a empreitada, mas ao saber que a vítima era o coronel Albuquerque, informa ao mensageiro que faria o serviço de graça e com todo prazer. Aproveitando que o coronel Albuquerque e o seu filho Euclides, iriam naquele dia buscar uma vaca de leite na fazenda do coronel Virgílio Pereira, Conrado monta uma tocaia no Capão da Mortandade. Ele aponta para o alvo e atira duas vezes, matando-o instantaneamente. Major Euclides ao ver o seu pai cair ferido, corre desesperadamente para Curitibanos, visando buscar ajuda. Nesse histórico dia, morre um dos principais culpados na chacina dos miseráveis da região do contestado. No mesmo mês, Adeodato Ramos consegue fugir da prisão, aproveitando a chuva torrencial que caía à noite. Sendo capturado num boliche à beira de estrada, completamente bêbado. Devido à pressão dos coronéis locais, é transferido para a prisão em Florianópolis.

Novembro de 1918 - À frente de sucessivas derrotas dos austríacos e alemães para os aliados, assinam o Tratado de Armistício de Compiegne, deixando um saldo de treze milhões de mortos e vinte milhões de feridos. Além de fazer um enorme rastro de destruição em diversos países. Os alemães são obrigados a pagarem pesadas dívidas de guerra, inclusive acabam perdendo parte de seu território.

Janeiro de 1923 - Adeodato Ramos aos poucos tenta ganhar a confiança dos carcereiros, aproveitando o descuido da sentinela, ataca-o e toma o seu fuzil. O fato não passou despercebido, o major Trujilo de Mello ordena que pare. Adeodato instintivamente aponta o seu fuzil em direção ao major, mas estava vazio e o mesmo não acontece com o fuzil do major. Sem saber, Adeodato tinha caído numa armadilha republicana, sendo exterminado o último jagunço de José Maria.

Ele ainda é levado para a enfermaria, mas não agüenta o ferimento, morrendo minutos depois, sendo enterrado numa simples cova como indigente. Nesse dia histórico, morre o flagelo de Deus e nasce a lenda no contestado.

Principais Personagens na Guerra do Contestado

Irmandade de São Sebastião: Elias de Moraes - Elias de Sousa - Maria Rosa de Sousa - Francisco Alonso de Sousa - Euzébio Ferreira dos Santos - Praxedes Gomes Damasceno - Joaquim Gomes Damasceno - Benedito Pedro de Oliveira (Chato) - Cirino Pedro de Oliveira (Chato) - Elias de Melo - Miguel Lucena Boaventura (José Maria) - Henrique Wolland (Alemãozinho) - Manoel Alves de Assumpção da Rocha - Maria do Carmo - Chica Pelega - Conceição - Margarida - Terezinha - Clementina - Guilherme Helmich - Agostinho Saraíba (Castelhano) - Francisco Paes de Farias (Chico Ventura) - Manoel Teixeira (Maneco) - Joaquim Germano - Gustavo Reinchardt - Irmãos Sampaio - Bonifácio José dos Santos (Bonifácio Papudo) - Antônio Tavares Júnior - Francisco Salvador - Juca Ruivo - os videntes Teodora e Joaquim dos Santos (Neta e filho de Euzébio) - Sebastião Campos - Guilherme Paes de Farias (Guilherme Ventura) - Delfino Pontes - Murilo Gomes - João Paes de Farias (João Ventura) - Tobias Lourenço de Sousa - Adeodato Manoel Ramos - Olegário Ramos (Negro Olegário) - Francisco Maria Camargo (Chico Pitoca) - Benevenuto Alves de Lima (Venuto Baiano) - Conrado Glober - Manoel Lira de Jesus - Manoel Germano - Ignácio Gonçalves de Lima - Aleixo Gonçalves de Lima - Francelísio Sutil de Oliveira - Honório de Albuquerque - Joaquim Gonçalves de Lima - Maria Alves Moreira - Silvério Bastos - Manoel Morais (Pai Velho) - Paulino Pereira da Silva - Paulino Ribeiro - Francisco de Almeida - Cipriano de Almeida - Henrique Hass - Estanislau Schumann - Vacariano Nabor - Carneirinho e pouco mais de vinte mil fanáticos e jagunços. Contou com o apoio dos coronéis, Henrique Paes de Almeida (pai), Henrique Paes de Almeida (filho) e Miguel Fragoso, Domingos Soares e uma dezena de coronéis nas muitas províncias.

Coronéis e Autoridades: Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque - Coronel Virgílio Pereira - Coronel Marcos Gonçalves de Farias - Coronel José Rauen - Coronel Domingos de Oliveira Lemos - Coronel Zacarias de Paula Xavier - Juiz de Direito Guilherme Abry - Promotor de Justiça Marcílio da Cruz Maia - os Capitães João Alves Sampaio - João da Cruz Maia - Leogídio Vicente Mello - Major Euclides Ferreira de Albuquerque - Major Altino Gonçalves de Farias - Major João Severo Gomes - Major Simpliciano de Almeida - Major Graciliano T. de Almeida - Major Firmino de Almeida - Major Henrique de Almeida Filho - Major Salvador Calomeno - Coronel Henrique Rupp - Coronel Virgílio Antunes - Coronel Manoel Tomaz Vieira - Coronel Manoel Fabrício Vieira - Coronel Fabrício Vieira das Neves - Coronel Vidal Ramos - Coronel Felippe Schimidt - Dr. Afonso Alves de Camargo - Carlos Cavalcânti - Coronel Emiliano Ramos - Belisário Ramos - Senador Pinheiro Machado - Senador Lauro Müller - Deputado Federal Manoel Correia de Freitas - Antônio Rocha Tico - Deputado Ulbaldino de Amaral - Diocleciano Martyr - Deputado Sidnei Gonçalves - Ministro Rui Barbosa - Virgilio Martinho de Melo - Miguel Francisco Driessen - João Severo de Oliveira - José Knol, José Custódio de Melo - Aristides de Oliveira Lemos - Diogo Alves Ribeiro - Alzerino Waldomiro de Almeida.

Oficiais Republicanos: Tenente Coronel João Gualberto Gomes de Sá Filho - Tenente Coronel Busse - Desembargador Sálvio Gonzaga - Capitão Adalberto de Menezes - Capitão Mauricio Antônio de Melo - Capitão Esperidião de Almeida - Ministro da Justiça Rivadávia da Cunha Corrêa - Capitão Euclides de Castro - Capitão Zaluar - Tenente Coronel Dinarte de Aleluia Pires - Major Trujilo de Melo - Capitão Lebon Régis - os Presidentes: Marechal Deodoro da Fonseca - Marechal Floriano Peixoto - Nilo Peçanha - Rodrigues Alves - Afonso Pena - Hermes da Fonseca - Venceslau Brás - Capitão João Teixeira de Matos Costa - Major Januário Cortes - Tenente Coronel Vidal de Oliveira Ramos - Tenente Coronel Castelo Branco – Tenente Coronel José Carneiro - Tenente Coronel José Capitulino Freire Gameiro - Tenente Coronel Adolpho de Carvalho - General Carlos Frederico de Mesquita - Ministro da guerra Vespasiano de Albuquerque - Ministro da guerra Caetano José de Farias - Tenente Coronel Campos - General Fernando Setembrino de Carvalho - Tenente Coronel Francisco Raul D’Estillac Leal - Capitão Tertuliano Albuquerque Potyguara - Capitão Vieira da Rosa Araújo - Tenente Coronel Henrique Rupp - Major Taurino de Resende - Tenente Coronel Júlio César - Tenente Coronel Onofre Ribeiro - Tenente Coronel Eduardo Sócrates - Major Furtado Paiva - Tenente José Pereira da Rosa - Tenente Joaquim Souza Reis - Tenente Herculano Teixeira de Assumpção - Tenente Walfredo Ermílio - Tenente Antônio Guilhon - Dr. Rabelo Pinto - Tenente Joaquim Ribeiro - Tenente Salvador Pinto Ribeiro -Capitão Francisco Alves Pinto - Sargento Carlos Pinkensleper - Tenente Belizário Caetano Ferreira Leite, comandaram as várias expedições, tendo um total de quase doze mil soldados. Após a saída do General Setembrino, assumiu a inspetoria da décima primeira região militar, o Coronel Sebastião Basílio Pirro. São usados pela primeira vez no mundo, os aviões Parrascal Morone de 50 cavalos e um Morane Saulnier de 90 cavalos no reconhecimento aéreo, com o Coronel alemão Ricardo Kirk, o Tenente italiano Ernesto Dariolli. Os outros três aviões, um Bleriot de 80 cavalos e dois Parrascal Morane de 50 cavalos é destruído pelas fagulhas da locomotiva a vapor.

Piquetes de Vaqueanos Legalistas: Manoel Fabrício Vieira - Fabrício Vieira das Neves - Capitão Vieira da Rosa Araújo - Salvador Pinheiro - Pedro Vieira - Leocádio Camargo - João Alves de Oliveira - Virgílio Pereira - Tobias Ricardo - Antônio Camargo - Francisco A. Bueno - João Correia Sobrinho - Pedro Leão Carvalho (Pedro Ruivo) - David Padeiro - Nicolau Fernandes e muitos outros que formavam mais de três mil Vaqueanos.

Outros Personagens: João Maria D’Agostin - Anatás Marcarf (João Maria de Jesus) - Frei Pedro Sinzing - Frei Rogério Neuhaus - Frei Amando Bahlmann - Frei Dimas Wolff - Frei Gaspar Flesch - Frei Candido Spannagel - Frei Menandro kamps - Frei Solano Schimidt - Frei Redento Kullmann - Frei Bruno Heuser - Bispo João Francisco Braga - Bispo Duarte Leopoldo e Silva - Os comerciantes Guilherme Gaertner e Antônio Rossi - os filhos do Coronel Albuquerque, Tiago, Elvira, Iracy e Orival Ferreira de Albuquerque - João Goetten Sobrinho - Os diretores da Lumber Company and Colonization, Brazil Railway Company, Percival Farquhar, Ernesto Bishop, Henry Wismaster e Jaime Bishop - Família Garipuna, Santos e Lima do Quilombo Capão dos Negros - Os Kaigang: cacique Condá, Virí, Cauê e Jáqui - Fortunato Branco - Artur de Paula e Sousa - Francisco Hass - Antônio Lyk - Luís Skyna - Saturnino Maia - Macário Maia - Miguel Valle - Conrado Wagner - Miguel Stocker - Vitorino José Silveira - Inácio Briaveltaki - Antônio Francisco Pasela - Arlindo Bessa - Pedro Schiffer - Roberto Andrés Guilleron - Simpliciano Ferreira Guimarães - Pedro Nicolau Werner - Leopoldo Steffen - Roberto Enlke - Dr. Mileto Tavares – Cunha Barreto - João Nikisch - Joaquim Prudente - João Lourenço - Henrique Ramos.

Região Contestada

Redutos dos Fanáticos: Arraial do Taquaruçú I - II e III - São José - Caraguatá - Santo Antônio - Perdizinhas - Campos do Irani - Perdiz Grande - Santa Maria - Pedras Brancas - Paciência - Pinheiros - Pinhalzinho - Timbózinho - Bom Sossego - Tamanduá - Caçador - Caçadorzinho - Poço Preto - Reinchardt - Raiz da Serra - Coruja - Traição - Cemitério - Conrado Glober - Aleixo - Ignácio - Tapera - Perdizes - Butiá Verde - São Pedro - Ferreiros - Colônia Vieira - São Sebastião - Piedade - Passo de João Vargeano - Boliche de João Santos - Sebastião Campos - Estanislau Schumann - Francisco Salvador - Guilherme Helmich - Negro Olegário - Tomazinho - Guarda dos Crespos - São Miguel - São Pedro - Guarda dos Quadros - Rio das Pedras - Irmãos Sampaio - Campos de Palmas - Campos de Monte Alegre - Faxinal e também nas proximidades dos Rios Canoas, Iguaçu e barrancas do Uruguai.

Cidades e Vilas Envolvidas no Conflito: Curitibanos - Campos Novos - Anita Garibaldi - Herval Velho - Herval D’Oeste - Joaçaba - Tangará - Videira - Caçador - Xanxerê - Concórdia - Pinheiro Preto - Chapecó - Taió - Palmitos - Água Doce - Pinhalzinho - Rio das Antas - Matos Costa - Três Barras - Timbózinho - Timbó Grande - São Cristóvão do Sul - Ponte Alta do Sul - Ponte Alta do Norte - Nova Galícia - Santa Cecília - Lebon Régis - Papanduva - Monte Alegre - Monte Castelo - Mafra - Porto União - São Bento do Sul - Rio Negro - Canoinhas - Jangada do Sul - Felippe Schimidt - Irati - União da Vitória - Capitão Malet - General Carneiro – São Mateus – Palmas - Irani - Lages - Correia Pinto - Otácilio Costa - São José do Cerrito - Frei Rogério - Fraiburgo - Brunópolis - Monte Carlo e proximidades do Rio Canoas - Lageadinho - Fachinal Paulista - Passa Dois - Perdizinhas - Taquaruçú - Rio Correntes - Cabaçais de Baixo - Cabaçais do Meio - Cabaçais de Cima - Lajeado Raso - Marombinhas - Rio das Pedras - Campo belo - Restinga Seca - Capão Alto - Campos dos Pires - São João - Calmon - Rio Marombas do Caçador - Butiá Verde - Serra da Esperança - Tapera - Rio dos Crespos - Serra do Espigão, expandindo até a divisa da Argentina.

Luiz Alves

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*Livro publicado pelo próprio autor em 2009

Fonte: www.dominiopublico.gov.br

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