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Saddam Hussein

Saddam Hussein

Presidente do Iraque Escondido num abrigo subterrâneo ao mesmo tempo que o seu país se desfazia em ruínas, o Presidente do Iraque Saddam Hussein parecia completamente derrotado em fevereiro de 1992.

As forças das Nações Unidas haviam devastado o Iraque as seis semanas que durou a Guerra do Golfo, os sistemas de saneamento e as linhas de telefone estavam completamente destruídas, as centrais eléctricas eram destroços fumegantes, e as estradas completamente intransitáveis.

Fortes sanções internacionais e dividas de reparação aos países envolvidos no conflito ensombravam as perspectivas de sobrevivência da anteriormente rica República do Iraque.

Mas Hussein renasceu das cinzas, sem o mínimo sinal de remorsos pela falhada invasão do Kuwait e consequentes repercussões. O homem que viria a ser conhecido como "O Inimigo do Ocidente" já anteriormente havia desafiado todas as perspectivas negativas e ganho. Hussein cresceu em Auja, uma vila de casebres de paredes de lama a nordeste de Bagdad.

Os seus pais eram agricultores pobres, mas inspirado pelo seu tio Khayralla Tulfah, oficial do exército Iraquiano e defensor da unidade Árabe, Hussein gravitou em roda da política durante a adolescência. Saddam juntou- se ao Partido Socialista Baath aos 19 anos, e deixou a sua marca três anos mais tarde como um dos participantes na tentativa de assassinato do Primeiro Ministro Iraquiano Abudul Karim Kassin, em 1959.

Durante o atentado, Hussein viria ser baleado numa perna e foi forçado a fugir para o estrangeiro, onde residiu durante vários anos, primeiro na Síria, depois no Egipto. Em 1968 ajudou a liderar a revolta que finalmente conduziu o Partido baath no poder, sob a liderança do General Ahmed Hassan Bakr. Durante o processo revolucionário, Hussein viu-lhe atribuído o cargo de Vice- Presidente, a partir do qual construiu uma elaborada rede de policias secretos que tinham como objectivo perseguir os dissidentes do regime. Onze anos após o golpe de estado, Hussein depôs Bakr e encheu as ruas de retratos de si próprio.

Os anos de Saddam como revolucionário transformaram- no num homem sempre alerta ao perigo dos dissidentes. Pouco tempo após ter conquistado o poder, implementou uma violenta purga que levou à morte dezenas de membros do governo suspeitos de falta de lealdade.

No inicio dos anos 80, utilizou armas químicas para pôr termo à rebelião Curda no norte do Iraque. A fome de poder de Saddam Hussein espalhou- se muito para além das fronteiras do Iraque; apostado em subjugar o mundo Islamico, atacou os países vizinhos. Em 1980 invadiu o Irão, iniciando um guerra de oito anos que não venceu.

Em Agosto de 1990 invadiu o Kuwait, país rico em petróleo, que proclamou como a 19º província do Iraque.

Desafiou as Nações Unidas ao não cumprir as directivas que o obrigavam a retirar do Kuwait, provocando a que chamou "Mãe de Todas as Batalhas", a Guerra do Golfo. O breve conflito dizimou as forças militares de Saddam, mas o ditador conseguiu reconstruir a sua república e a sua base de poder, a começar pela tenebrosa polícia secreta.

Saddam é acusado pelos EUA de ter cometido várias violações criminais da lei humanitária internacional. O governo norte-americano deseja que o presidente do Iraque seja investigado e acusado por um tribunal internacional, por isso ganha o titulo de Manda-Chuva, um dos homens mais procurados do Mundo.

Fonte: www.geocities.com

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Saddam Hussein nasceu em Tikrit em 1937, numa família pobre e ao que se sabe a sua infância foi bastante difícil.

Jerrold Post, professor de psiquiatria da universidade George Washington, e que escreveu o perfil psicológico do líder iraquiano diz que as dificuldades de Saddam começaram no ventre materno. É que o seu pai morreu quando a sua mãe estava grávida dele. Ainda lhe faltariam algumas semanas para nascer quando um dos seus irmãos morreu durante uma operação. Entende-se assim que a mãe ficaria extremamente deprimida o que a levaria a tentar abortar Saddam e a suicidar-se antes dele nascer. Pelo que quando Saddam nasceu ela o recusou, e o pequeno Saddam viveria os seus dois primeiros anos afastado da mãe.

Quando o reuniram com a mãe, o padrasto era brutal com o pequeno Saddam, quer fisica quer psicologicamente.

Aos 8 anos descobre o poder dos livros e educação, e vai viver com um tio paterno que lhe alimenta a imaginação, com sonhos de glória. O tio dizia-lhe que um dia teria um papel heróico como Saladino e Nebicadnezar tinham tido, e libertaria Jerusalém.

Alimentado pelas ideias políticas do tio, Saddam adere ao partido socialista arabe Baath, em 1957 e começa a sua ascenção ao poder. Aos 22 faz parte de uma falhada tentativa contra o líder iraquiano, pediu exílio no Egipto mas acabaria por ser preso. Após escapar da prisão tornou-se em 1968, secretário geral do partido, quando o Baath tomou o poder num golpe militar.

O Dr. Louai Bahry professor da universidade de Bagdade diz que Saddam, que estava na faculdade de Direito, não era bom aluno, mas que era carismático, e que usava certas frases que outros copiavam.

Em 1979 ganhou o controlo do partido, passando a governar pelo medo e intimidação para cimentar o seu poder. Governava pelo método da cenoura e da espada — dando privilégios aos seus apoiantes e pessoas de quem dependia, mas castigando qualquer que cruzasse o seu caminho.

Os críticos descrevem-no como carniceiro e louco, mas Saddam via-se como um grande dirigente socialista, juntamente com Fidel Castro, Ho Chi Minh e Josef Stalin, os seus modelos.

O seu sonho era unir o mundo árabe e em 1990 viu essa oportunidade, quando de repente invadiu o Kuwait, levando ao aumento assustador dos preços do petróleo e à queda da bolsa. ”Na altura ele tinha o mundo preso pelo pescoço.”

Saddam acusou o Kuwait de produzir petróleo em excesso e fazer descer os preços, numa altura em que ele precisava dos rendimentos petrolíferos para reconstruir o seu país, após uma dispendiosa guerra com o Irão.

Mas Saddam não percebeu que as Nações Unidas não iriam permitir a invasão. O Conselho de Segurança aprovou o uso da força para expulsar o Iraque do Kuwait. E depois de ter gasto biliões de dólares em armamento sofreu uma humilhante derrota, em 1991, quando uma ofensiva liderada pelos americanos expulsaram os miltares iraquianos do Kuwait. Segundo os peritos Saddam não ouvia as opiniões de ninguem, e esse era o seu erro.

Com as forças militares enfraquecidas, Saddam começou a consolidar o poder, eliminando qualquer pessoas que se lhe opusesse. O uso de armas químicas contra o seu próprio povo tornou-se conhecido do mundo.

No final de 2002, o Iraque era o centro da guerra contra o terror, por parte dos Estados Unidos. O seu regime foi ligado aos ataques de 11 de Setembro, e ele foi acusado de ter armas de destruição massiva — algo que se provou ser errado. E quando Saddam ignorou o ultimato americano para deixar o Iraque, as forças americanos lançaram uma série de devastadores ataques aéreos contra Bagdad, a 20 de Março de 2003. Após uma invasão terrestre das forças da coligação, a popularidade que Saddam pensava disfrutar desapareceu. Alguns iraquinas estavam contentes com o derrube de Saddam, o qual seria capturado em Dezembro de 2004, após as mortes dos seus filhos Odai e Qusai.

O julgamento de Saddam começou em Outubro de 2005, acusado de crimes de guerra e genocídio. Saddam permaneceu desafiador, usando o tribunal como pódio para alimentar a campanha dos insurrectos sunis. Mesmo perante a possibilidade de uma sentença de morte, Saddam sempre dizia que era o presidente do Iraque.

Após 24 anos de poder, a influência de Saddam tornara-se parte do passado histórico iraquiano. Alguns historiadores acreditam que Saddam não será lembrado como gostaria, um homem brilhante, mas um ditador brutal que governou o Iraque com mão de ferro por mais de duas décadas.

Fonte: egidiovaz.wordpress.com

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