Ópio

Ópio

Mais conhecida como "papoula" é um suco resinoso, coagulado, o látex leitoso da planta dormideira, extraído por incisão feita na cápsula da planta, depois da floração.

O Ópio tem um cheiro típico, que é desagradável. Manifesta-se, especialmente, com o calor. Seu sabor é amargo e um pouco acre, sendo castanha a sua cor.

Os principais alcalóides do Ópio são: a morfina (10%), a codeína, a tebaína, a papaverina, a narcotina e a narceína.

Sua ação apresenta-se em duas formas:

1 - alcalóide de ação deprimente: morfina, codeína, papaverina. narcotina e narceína.

2 - alcalóides de ação excitantes - laudanosina e tebaína.

O número de viciados, no Brasil, é pequeno. Para se fumar o Ópio , utiliza-se um cachimbo especial, com uma haste de bambu e um fornilho de barro, e os seus adeptos seguem um verdadeiro ritual. Pode ser utilizado ainda, como comprimido, supositórios, etc. Causa, a longo prazo, irritabilidade crescente e lenta deterioração intelectual, com declínio marcante dos hábitos sociais.

Quanto aos aspectos físicos, os viciados ficam magros e com cor amarela, diminuindo, ainda, sua resistência às infecções.

A crise de abstinência pode começar dentro de aproximadamente, doze horas, apresentando-se de várias formas, indo desde bocejos até diarréias, passando por rinorréia, lacrimação, suores, falta de apetite, pele com arrepios, tremores, cãimbras abdominais e insônia ou, ainda, inquietação e vômitos.

Os opiáceos determinam violenta dependência física e psíquica, podendo-se dizer que a escravidão do viciado é total, deixando-o totalmente inutilizado para si, para a família e para a sociedade, pois a droga passa a agir quimicamente em seu corpo, de forma que a retirada brusca da droga pode ocasionar até a morte.

Fonte: www.antidrogas.com.br

Ópio

O que é o Ópio ?

É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente. No Ópio existem muitas substâncias que dele podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.

O que são opiáceos/opióides?

Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do Ópio ; podem ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida da morfina através de uma pequena modificação química).

Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação semelhante à dos opiáceos: meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhante aos opiáceos). Todas elas têm um efeito analgésico (tiram a dor) e um efeito hipnótico (dão sono). Por ter estes dois efeitos estas drogas são também chamadas de narcóticas.

Como os opiáceos/opióides são usados?

São usados pela boca (via oral) quando apresentado na forma de comprimidos ou cápsulas, ou ainda são usados por injeção intramuscular ou intravenosa, quando apresentados em forma de ampolas. As formas injetáveis são de uso restrito hospitalar.

Por que as pessoas usam os opiáceos/opióides?

Do ponto de vista médico, são usados para aliviar a dor como pré-anestésicos, antidiarréicos para diminuir a tosse e para cólicas biliar, renal ou uretral. (aliviam a dor nestes casos). Mas estas drogas são também usadas para fins não-médicos (o que se chama de "abuso").

Quem são as pessoas que mais usam os opiáceos/opióides com fins médicos?

São aquelas que sofrem de dores muito intensas como no caso dos pacientes com câncer, grandes queimaduras, politraumatizados etc.; eles só podem receber as drogas por receita do médico. Mas para se ter uma idéia de como os médicos temem os efeitos tóxicos destas drogas basta dizer que eles relutam muito em receitar a morfina (e outros narcóticos) para pacientes com câncer, que geralmente têm dores extremamente fortes.

Os opiáceos/opióides são utilizados para fins médicos?

Não, outras pessoas usam essas drogas para sentir "barato" "ficar nas nuvens", novas sensações, prazer. Ou seja, fazem uso indevido sem ter alguma doença ou sentir dor.

Quantos usam indevidamente os opiáceos/opióides

Na Europa e América do Norte existem muitos milhares de pessoas usando abusivamente (até nas veias) morfina, heroína e outros narcóticos. No Brasil felizmente este uso indevido é muitíssimo menor. Por exemplo, em levantamento feito pelo CEBRID nas residências das 24 maiores cidades do Estado de São Paulo, em 1999, não houve nenhum relato de uso dessas substâncias. Por outro lado, só muito raramente os hospitais e clínicas brasileiras tratam de pessoas que estão dependentes de morfína ou heroína; via de regras estás pessoas retornaram da Europa ou Estados Unidos.

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?

As pessoas sob ação dos narcóticos apresentam uma contração acentuada da pupila dos olhos ("menina dos olhos"): ela às vezes chega a ficar do tamanho da cabeça de um alfinete. Há também uma paralisia do estômago cheio como se não fosse capaz de fazer a digestão. Os intestinos também ficam paralisados e como conseqüência a pessoa que abusa destas substâncias geralmente apresenta forte prisão de ventre. É baseado neste efeito que os opiáceos são utilizados para combater as diarréias, ou seja, são usados terapeuticamente como antidiarréico. Com doses maiores ou em pessoas sensíveis poder ocorrer queda de pressão arterial, o coração fica mais lento, a freqüência respiratória diminui e a pele pode ficar meio azulada ("cianose").

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo quando usados continuamente (efeitos físicos crônicos)?

A administração por tempo prolongado dos opiáceos pode provocar tolerância (a pessoas precisa usar doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos) e dependência (a pessoa não consegue mais parar de tomar a droga). A pessoa fica com prisão-de-ventre crônica, estômago sempre "empachado" (má digestão) e com a visão prejudicada devido à miose.

O que fazem os opiáceos/opióides na mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?

Todas as drogas opiáceas ou opióides têm basicamente os mesmos efeitos no cérebro: diminuem a sua atividade. As diferenças ocorrem mais num sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica então sendo principalmente uma questão de dose. Assim temos que todas essas drogas diminuem a nossa vigília (isto é aumentam o sono); para algumas drogas a dose necessária para este efeito é pequena, sou seja, elas são bastante potentes como, por exemplo, a morfina e a heroína. Outras, por sua vez, necessitam doses de 5 a 10 vezes maiores para produzir os mesmos efeitos, como a codeína e a meperidina. Algumas drogas podem ter também uma ação mais específica, por exemplo, de deprimir os acessos de tosse. É por esta razão que a co! deína é tão usada como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse.

Outras têm a característica de levarem a uma dependência mais facilmente que as outras, daí serem muito perigosas como é o caso da heroína. Além de deprimir os centros da dor, da tosse e a vigília (o que causa sono) todas estas drogas em doses um pouco maior que as usadas pelo médico acabam também por deprimir outras regiões do nosso cérebro como por exemplo as que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue. Via de regra as pessoas que usam estas substâncias sem indicação médica, ou seja, abusam das mesmas, procuram efeitos característicos de uma depressão geral do nosso cérebro: um estado de torpor, como que isolamento das realidades do mundo, uma calmaria onde realidade e fantasia se misturam, um sonhar acordado, um estado sem! sofrimento, o afeto meio embotado e sem paixões. Enfim, um fugir das sensações que são a essência mesma do viver. Sofrimento e prazer que se alternam constituem a nossa vida psíquica plena.

O que fazem os opiáceos/opióides com a mente quando usados continuamente (efeitos psíquicos crônicos)?

O uso por tempo prolongado pode provocar a dependência e, como conseqüência, toda a vida psíquica da pessoa fica dirigida para obter a droga. A mente da pessoa fica completamente obnubilada (a melhor tradução deste termo médico para linguagem popular é "abestalhada"), sem nenhum contatcto com a realidade.

Os opiáceos/opióides afetam o desempenho escolar?

Podem provocar sonolência e turvação dos processos sensoriais (sentidos) e mentais, além de provocar desinteresse por tudo. Desta maneira o desempenho escolar fica muito prejudicado.

Os opiáceos/opióides são usados como medicamento?

Sim, a morfina é usada como analgésico, antidiarréico ou contra a tosse; a codeína é muito usada para a tosse. Existem vários outros opiáceos/opióides indicados para estes usos. A heroína, entretanto, não tem nenhum caso médico.

Os opiáceos/opióides podem ser usados na gravidez?

Eles são contra indicados na gravidez. Tanto a morfina e heroína como outros narcóticos passam da mãe para a criança que ainda está no útero, prejudicando-a. E quando a criança nasce e deixa de receber a droga, que vinha através da mãe, pode passar a sofrer a síndrome de abstinência.

As pessoas ficam dependentes de opiáceos/opióides? Tem síndrome de abstinência?

Sim. A dependência de opiáceos é caracterizada por um fortíssimo desejo de tomar a droga e, pior, por uma clara síndrome de abstinência na sua ausência. Após a administração crônica, durante alguns dias ou semanas a suspensão do uso causa irritabilidade, calafrios corporais, convulsão, caimbras, cólicas, diarréia, lacrimejamento e vômitos. Tais sintoma só diminuem após alguns dias. O sofrimento da pessoa é muito grande.

As pessoas podem parar de usar opiáceos/opióides?

A interrupção abrupta pode desenvolver a síndrome de abstinência. Para parar a pessoa precisa de acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo. Ainda, existem medicamentos que ajudam o dependente a abandonar o uso do opiáceos.

Há tolerância com o uso de opiáceos/opióides?

Sim. Após a administração de várias doses, a pessoa precisa cada vez doses maiores para obter o mesmo efeito.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando?

Se o uso não é por receita médica, a pessoa será considerada dependente e deverá, por lei, submeter-se a tratamento.

Fonte: www.unifesp.br

Ópio

O Ópio é a única droga que foi motivo declarado para uma guerra. No século 17, a British East Índia Company produzia Ópio na Índia e o vendia em grande quantidade para a China. Até que, em 1800, o Imperador Ch'ung Ch'en proibiu o consumo da droga, que se alastrava pelo território chinês como uma verdadeira epidemia. Todavia o contrabando prosseguiu e, em 1831, a venda de Ópio em Cantão atingiu o equivalente a 11 milhões de dólares, enquanto que o comércio oficial deste porto chinês não passou dos sete milhões de dólares.

A insistência do governo chinês em reprimir o uso e a venda da droga levou o país a um conflito com a Inglaterra, conhecido como a Guerra do Ópio . Ela começou em Março de 1839, durou quase três anos e terminou com a vitória dos ingleses, que obrigaram a China a liberar a importação da droga e a pagar indemnização pelo Ópio confiscado e destruído em todos esses anos, além de ceder Hong Kong. Como resultado, em 1900, metade da população adulta masculina da China era viciada em Ópio .

Uma das substâncias mais viciante que existe, o Ópio é produzido a partir da resina extraída das cápsulas de sementes de papoila, (Papaver somniferum), planta originária da Ásia Menor e cultivada na Turquia, Irã, Índia, China, Líbano, Grécia, Jugoslávia, Bulgária e sudoeste da Ásia, onde se localiza o famoso Triângulo Dourado. A droga é feita retirando-se um líquido leitoso das cápsulas da papoila, que, depois de secado, resulta numa pasta amarronzada, que então é fervida para se transformar em Ópio . Processamentos posteriores do Ópio resultam em morfina, codeína, heroína e outros opiáceos.

No mercado ilegal, o Ópio é vendido em barras ou reduzido a pó e embalado em cápsulas ou comprimidos.

Ele não é fumado e sim inalado pelos usuários, já que em contacto directo com o fogo o Ópio perde suas propriedades narcóticas. A droga também é comida e consumida como chá ou, no caso de comprimidos, dissolvida sob a língua. Uma dose moderada faz com que o usuário mergulhe num relaxado e tranquilo mundo de sonhos fantásticos. O efeito dura de três a quatro horas, período em que o usuário se sente liberado das ansiedades cotidianas, ao mesmo tempo em que seu discernimento e sua coordenação permanecem inalterados. Nas primeiras vezes, a droga provoca náuseas, vómitos, ansiedade, vertigens e falta de ar, sintomas que desaparecem à medida que o uso se torna regular. O consumidor frequente torna-se passivo e apático, seus membros parecem cada vez mais pesados e sua mente envolve-se numa onda de letargia.

Como os seus derivados, o Ópio provoca tolerância no organismo, que passa a necessitar de doses cada vez maiores para se sentir normal. O aumento da dosagem leva ao sono e à redução da respiração e da pressão sanguínea, podendo evoluir, em caso de overdose, para náusea, vomito, contracção das pupilas e sonolência incontrolada, passando à coma e morte por falha respiratória. A overdose pode ser causada não apenas por um aumento da dosagem de Ópio , mas também pela mistura da droga com álcool e barbitúricos. Como o Ópio causa grave dependência, o consumidor habitual pode morrer em razão da síndrome de abstinência, caso o uso da substância seja suspenso abruptamente.

Especialistas afirmam que a inalação casual da droga dificilmente causa vício, embora seja desconhecido o ponto exacto em que a pessoa se torna dependente de Ópio . Uma vez viciado, o indivíduo deixa de sentir o estupor originalmente produzido pela droga, passando a consumir Ópio apenas para escapar dos terríveis sintomas da síndrome de abstinência, que duram de um a dez dias e incluem arrepios, tremores, diarreias, crises de choro, náusea, transpiração, vómito, cólicas abdominais e musculares, perda de apetite, insónia e dores atrozes. Pesquisas recentes indicam que os opiáceos podem causar mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, fazendo com que o ex-viciado se mantenha predisposto a retornar ao vício mesmo após anos de privação do uso de opiáceos.

O Ópio possui diversos alcalóides, entre eles a morfina, principal responsável pelo efeito narcótico. Outros alcalóides fazem do Ópio um agente anestésico, e por milhares de anos a droga foi utilizada como sedativo e tranquilizante, além de ser ministrada como remédio para disenteria, diarreia, gota, diabetes, tétano, insanidade e até ninfomania. O Ópio também já foi considerado medicamento útil na alcoolismo, sendo que no século 19 milhares de alcoólatras passaram a consumir preparados de opiáceos para se livrar da bebida, mas apenas trocavam uma droga por outra.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

Ópio

O Ópio , produto natural da papoila Papaver Somniferum, pertence à categoria dos opiáceos, a qual é também composta pela morfina, codeína e heroína. É obtido através da realização de uma incisão na cápsula da papoila, de onde sai um líquido de aspecto leitoso que solidifica com facilidade, tornando-se acastanhado. São necessárias, em média, 3000 plantas para obter um quilo e meio de Ópio .

É apresentado sob a forma de tubos pequenos (semelhantes a um cigarro sem filtro), pó ou pequenas bolinhas já preparadas para o consumo. A forma mais habitual de consumir Ópio é fumá-lo, mas pode também ser comido, bebido ou injectado.

Os opiáceos actuam sobre receptores cerebrais específicos localizados no sistema límbico, na massa cinzenta, na espinal medula e em algumas estruturas periféricas. A nível farmacológico, os principais efeitos do Ópio são causados pela morfina, um dos seus principais compostos. Tem uma potente acção analgésica e depressora sobre o Sistema Nervoso Central.

Origem

O Ópio é extraído da papoila Papaver Somniferum que cresce no Médio e Extremo Oriente e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em Portugal, foram descobertas plantações no Alentejo e Algarve.

A palavra Ópio deriva do grego ôpion, que significa suco ou sumo de uma planta. No latim medieval chamava-se Opium, opiatum ipistus.

Achados arqueológicos na Suíça mostram-nos que 3200 a 2600 anos A.C. a papaver era já cultivada, pensa-se que para fins alimentares (45% de óleo), apesar de serem também conhecidas as suas propriedades narcóticas. Os primeiros escritos a mencionar o Ópio são de Teofrasto e datam de III a.C.. No mundo clássico Greco-latino, a papaver era usada pelas elites para fins medicinais, sendo considerada um medicamento mágico. O Ópio atinge grande prestígio nos finais da Idade Média e no Renascimento devido à acção dos "Senhores" de Veneza que detinham o seu quase monopólio. Entrou na Europa por intermédio de Paracelsus (1493-1541). Só no século VII é que passa a ser conhecido no Oriente enquanto um produto mágico oriundo do Ocidente.

Sendo inicialmente uma substância utilizada para fins terapêuticos, transforma-se numa substância de abuso e de recreação, assumindo este tipo de consumo particular saliência a partir do século XVIII. Na China, esta expansão adquiriu características epidémicas devido às grandes importações da Inglaterra (grande controladora das plantações da papaver), às quais a China, mais tarde, se irá opor, gerando as guerras do Ópio e consequentemente um aumento dos lucros para o mercado desta substância (finais do século XIX).

No século XIX começam a ser isoladas as substâncias que compõem o Ópio . A primeira foi a morfina em 1806, seguida pela codeína em 1832 e a papaverina em 1848. Em termos medicinais, estas substâncias acabam por substituir o Ópio , sendo utilizadas como analgésicos e contra a diarreia.

O aumento de imigrantes chineses nos Estados Unidos, assim como a administração intravenosa a feridos da guerra civil, fez com que o uso de opiáceos aumentasse drasticamente neste país. Tal facto criou condições para que a morfina se tornasse um importante remédio para combater o vício do Ópio .

No final do século XIX, os Estados Unidos começam a tentar controlar o uso do Ópio , tentando mesmo proibi-lo. Charles Henry Brent, o bispo americano nas Filipinas, leva a cabo uma campanha moralista contra o Ópio e a opiomania, tendo esta grande aceitação. Também na China se fazem notar movimentos anti-Ópio , que são vistos com desconfiança pela Inglaterra e Holanda, as principais beneficiárias dos lucros deste comércio.

A pressão americana faz com que em 1909, representantes de países com colónias no Oriente e na Pérsia se reunissem em Shangai na Conferência Internacional do Ópio , presidida pelo Bispo Brent, à qual se seguiu a de Haia em 1911. Em 1912 realizou-se a primeira convenção internacional do Ópio , que procurou que os países signatários criassem o compromisso de tomar medidas de controlo do comércio do Ópio nos seus próprios sistemas legais. Em 1913 e 1914 realizam-se novas convenções, tendo sido a partir desta última que os Estado Unidos criaram a Lei dos Narcóticos de Harrison, que não só controlava o comércio, como também tornava ilegal a posse por parte de pessoas não autorizadas.

Efeitos

O Ópio pode produzir o alívio da dor e da ansiedade, diminuição do sentimento de desconfiança, euforia, flash, sensação de bem-estar, tranquilidade, letargia, sonolência, depressão, impotência, incapacidade de concentração, embotamento mental. Estes efeitos podem ser acompanhados de depressão do ciclo respiratório (causa de morte por overdose), edema pulmonar, baixa de temperatura, náuseas, vómitos, contracção da pupila, desaparecimento do reflexo da tosse, obstipação, amenorreia ou morte.

Os efeitos duram entre 4 a 6 horas.

Riscos

A longo prazo, o Ópio pode diminuir a capacidade de trabalho, provocar enfraquecimento físico e diminuir o desejo sexual.

Na mulher produzem-se ciclos menstruais irregulares.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância assim como grande dependência, tanto física como psicológica.

Síndrome de Abstinência

O indivíduo poderá experimentar bocejos, febre, choro, sudação, tremores, náuseas, agitação, ansiedade, irritabilidade, insónia, hipersensibilidade à dor, dilatação das pupilas, taquicardia e aumento da tensão arterial. Posteriormente poderão ocorrer dores abdominais, toráxicas e nos membros

Fonte: www.psicologia.com.pt

Ópio

O que é o Ópio ?

É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente. No Ópio existem muitas substâncias que dele podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.

O que são opiáceos/opióides?

Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do Ópio ; podem ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida da morfina através de uma pequena modificação química).

Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação semelhante à dos opiáceos: meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhante aos opiáceos). Todas elas têm um efeito analgésico (tiram a dor) e um efeito hipnótico (dão sono). Por ter estes dois efeitos estas drogas são também chamadas de narcóticas.

Como os opiáceos/opióides são usados?

São usados pela boca (via oral) quando apresentado na forma de comprimidos ou cápsulas, ou ainda são usados por injeção intramuscular ou intravenosa, quando apresentados em forma de ampolas. As formas injetáveis são de uso restrito hospitalar.

Por que as pessoas usam os opiáceos/opióides?

Do ponto de vista médico, são usados para aliviar a dor como pré-anestésicos, antidiarréicos para diminuir a tosse e para cólicas biliar, renal ou uretral. (aliviam a dor nestes casos). Mas estas drogas são também usadas para fins não-médicos (o que se chama de "abuso").

Quem são as pessoas que mais usam os opiáceos/opióides com fins médicos?

São aquelas que sofrem de dores muito intensas como no caso dos pacientes com câncer, grandes queimaduras, politraumatizados etc.; eles só podem receber as drogas por receita do médico. Mas para se ter uma idéia de como os médicos temem os efeitos tóxicos destas drogas basta dizer que eles relutam muito em receitar a morfina (e outros narcóticos) para pacientes com câncer, que geralmente têm dores extremamente fortes.

Os opiáceos/opióides são utilizados para fins médicos?

Não, outras pessoas usam essas drogas para sentir "barato" "ficar nas nuvens", novas sensações, prazer. Ou seja, fazem uso indevido sem ter alguma doença ou sentir dor.

Quantos usam indevidamente os opiáceos/opióides

Na Europa e América do Norte existem muitos milhares de pessoas usando abusivamente (até nas veias) morfina, heroína e outros narcóticos. No Brasil felizmente este uso indevido é muitíssimo menor. Por exemplo, em levantamento feito pelo CEBRID nas residências das 24 maiores cidades do Estado de São Paulo, em 1999, não houve nenhum relato de uso dessas substâncias. Por outro lado, só muito raramente os hospitais e clínicas brasileiras tratam de pessoas que estão dependentes de morfína ou heroína; via de regras estás pessoas retornaram da Europa ou Estados Unidos.

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)?

As pessoas sob ação dos narcóticos apresentam uma contração acentuada da pupila dos olhos ("menina dos olhos"): ela às vezes chega a ficar do tamanho da cabeça de um alfinete. Há também uma paralisia do estômago cheio como se não fosse capaz de fazer a digestão. Os intestinos também ficam paralisados e como conseqüência a pessoa que abusa destas substâncias geralmente apresenta forte prisão de ventre. É baseado neste efeito que os opiáceos são utilizados para combater as diarréias, ou seja, são usados terapeuticamente como antidiarréico. Com doses maiores ou em pessoas sensíveis poder ocorrer queda de pressão arterial, o coração fica mais lento, a freqüência respiratória diminui e a pele pode ficar meio azulada ("cianose").

O que fazem os opiáceos/opióides no corpo quando usados continuamente (efeitos físicos crônicos)?

A administração por tempo prolongado dos opiáceos pode provocar tolerância (a pessoas precisa usar doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos) e dependência (a pessoa não consegue mais parar de tomar a droga). A pessoa fica com prisão-de-ventre crônica, estômago sempre "empachado" (má digestão) e com a visão prejudicada devido à miose.

O que fazem os opiáceos/opióides na mente após uma dose (efeitos psíquicos agudos)?

Todas as drogas opiáceas ou opióides têm basicamente os mesmos efeitos no cérebro: diminuem a sua atividade. As diferenças ocorrem mais num sentido quantitativo, isto é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica então sendo principalmente uma questão de dose. Assim temos que todas essas drogas diminuem a nossa vigília (isto é aumentam o sono); para algumas drogas a dose necessária para este efeito é pequena, sou seja, elas são bastante potentes como, por exemplo, a morfina e a heroína. Outras, por sua vez, necessitam doses de 5 a 10 vezes maiores para produzir os mesmos efeitos, como a codeína e a meperidina. Algumas drogas podem ter também uma ação mais específica, por exemplo, de deprimir os acessos de tosse. É por esta razão que a co! deína é tão usada como antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse.

Outras têm a característica de levarem a uma dependência mais facilmente que as outras, daí serem muito perigosas como é o caso da heroína. Além de deprimir os centros da dor, da tosse e a vigília (o que causa sono) todas estas drogas em doses um pouco maior que as usadas pelo médico acabam também por deprimir outras regiões do nosso cérebro como por exemplo as que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue. Via de regra as pessoas que usam estas substâncias sem indicação médica, ou seja, abusam das mesmas, procuram efeitos característicos de uma depressão geral do nosso cérebro: um estado de torpor, como que isolamento das realidades do mundo, uma calmaria onde realidade e fantasia se misturam, um sonhar acordado, um estado sem! sofrimento, o afeto meio embotado e sem paixões. Enfim, um fugir das sensações que são a essência mesma do viver. Sofrimento e prazer que se alternam constituem a nossa vida psíquica plena.

O que fazem os opiáceos/opióides com a mente quando usados continuamente (efeitos psíquicos crônicos)?

O uso por tempo prolongado pode provocar a dependência e, como conseqüência, toda a vida psíquica da pessoa fica dirigida para obter a droga. A mente da pessoa fica completamente obnubilada (a melhor tradução deste termo médico para linguagem popular é "abestalhada"), sem nenhum contatcto com a realidade.

Os opiáceos/opióides afetam o desempenho escolar?

Podem provocar sonolência e turvação dos processos sensoriais (sentidos) e mentais, além de provocar desinteresse por tudo. Desta maneira o desempenho escolar fica muito prejudicado.

Os opiáceos/opióides são usados como medicamento?

Sim, a morfina é usada como analgésico, antidiarréico ou contra a tosse; a codeína é muito usada para a tosse. Existem vários outros opiáceos/opióides indicados para estes usos. A heroína, entretanto, não tem nenhum caso médico.

Os opiáceos/opióides podem ser usados na gravidez?

Eles são contra indicados na gravidez. Tanto a morfina e heroína como outros narcóticos passam da mãe para a criança que ainda está no útero, prejudicando-a. E quando a criança nasce e deixa de receber a droga, que vinha através da mãe, pode passar a sofrer a síndrome de abstinência.

As pessoas ficam dependentes de opiáceos/opióides? Tem síndrome de abstinência?

Sim. A dependência de opiáceos é caracterizada por um fortíssimo desejo de tomar a droga e, pior, por uma clara síndrome de abstinência na sua ausência. Após a administração crônica, durante alguns dias ou semanas a suspensão do uso causa irritabilidade, calafrios corporais, convulsão, caimbras, cólicas, diarréia, lacrimejamento e vômitos. Tais sintoma só diminuem após alguns dias. O sofrimento da pessoa é muito grande.

As pessoas podem parar de usar opiáceos/opióides?

A interrupção abrupta pode desenvolver a síndrome de abstinência. Para parar a pessoa precisa de acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo. Ainda, existem medicamentos que ajudam o dependente a abandonar o uso do opiáceos.

Há tolerância com o uso de opiáceos/opióides?

Sim. Após a administração de várias doses, a pessoa precisa cada vez doses maiores para obter o mesmo efeito.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida usando?

Se o uso não é por receita médica, a pessoa será considerada dependente e deverá, por lei, submeter-se a tratamento.


Fonte: www.adroga.casadia.org

 

Ópio

Origem:

É uma substância extraída do fluído branco, leitoso e seco presente na planta chamada papoula.

Classificação:

Ilícita e depressora.

Como se apresenta:

Depois de seco, o fluido leitoso transforma-se numa pasta marrom para depois virar um pó.

Possíveis efeitos:

Euforia, sonhos confusos, alívio de dores físicas ou emocionais, liberação de endorfina gerando sensação de prazer, diminuição da atividade do Sistema Nervoso Central (SNC) como sonolência, por exemplo.

Pode causar:

Prostação intensa, tremores musculares, ondas de frio e calor, dores ósseas e musculares, vômitos, febre, diarréia, desidratação, hiperglicemia, estando ainda sujeito a complicações neurológicas gravíssimas como abcesso cerebral, meningite, necrose da medula, cegueira, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, coma narcótico. Mesmo se livrando da droga, o viciado, nos primeiros 7 ou 8 meses, ainda poderá apresentar os seguintes efeitos remanescentes: diminuição dos batimentos cardíacos, redução da pressão arterial, o mesmo da temperatura do corpo, aumento de adrenalina no sangue, grande sensibilidade ao stress e aumento de sintomas depressivos, sintomas esses que podem fazer o viciado retornar ao vício. Pode induzir ao aborto ou parto pre-maturo além de intoxicar o feto que frequentemente o mata após o parto e, se sobreviver, apresentará sintomas da síndrome de abstinência.

Fonte: www.terra.com.br

voltar 12avançar